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História Bloodstream - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A Estranha Garota.


Fanfic / Fanfiction Bloodstream - Capítulo 1 - A Estranha Garota.

Era uma sexta-feira à noite bem pacata, os meus pais haviam saído e eu estava em casa sozinho, e como de costume estava com o meu balde de pipoca e uma coleção de filmes de terror que obrigatoriamente seriam assistidos hoje. Eu adorava ficar sozinho em casa, adorava esse tempo só meu, afinal somente assim eu conseguia atualizar todos os meus filmes e series sem a minha mãe ficar me mandando fazer coisas do tipo: - Sasuke vai limpar a casa, vai lavar a louça, vai pegar isso ou aquilo, vai jogar o lixo fora. 

Como um bom apreciador de filmes, eu adoro os filmes mais antigos, aqueles de 1970,1980 e 1990, eu acho que eles perfeitos, apesar dos poucos efeitos que eles usavam na época esses filmes conseguiam prender a minha atenção, além de me divertir em certos momentos.

Me lembro de caminhar com o meu balde de pipoca até o sofá e em seguida colocar o mesmo sobre a mesinha de centro, me sentei confortavelmente e em seguida peguei o controle, liguei a TV e olhei tudo ao meu redor, eu estava com o meu balde de pipoca, a TV estava ligada e havia uma garrafa de água próximo, agora sim tudo estava perfeito.

Selecionei um filme bem antigo que estava no catálogo da Netflix chamado “Amanhecer dos mortos”, eu particularmente adoro filmes de zumbis eles me fascinam, coloquei o controle sob a mesinha e em seguida peguei o meu balde de pipoca, o filme estava começando e as minhas expectativas estavam bem altas, à primeira vista o filme parecia ser bom e bem interessante.

Haviam poucos minutos que o filme tinha começado quando de repente ouvi um barulho, a princípio não me importei porque achei que o cachorro da vizinha havia derrubado as latas de lixo novamente, mas quando ouvi um gemido, senti um frio percorrer a minha espinha, lentamente olhei para trás e através da porta de vidro que ficava na cozinha pude ver o desenho da palma de uma mão aparentemente desenhada com algo vermelho, no início achei que fosse Naruto tentando me pregar uma peça assim como havia feito na semana passada, toda vez que ele sabia que eu iria ficar sozinho, ele vinha tentar me assustar de alguma maneira.

Rapidamente coloquei a mão no bolso e peguei o meu celular e disquei o número de Naruto.

 

-Fala viado! Disse ele ao atender o celular.

 

-Hahahaha, muito engraçado essa sua nova pegadinha.

 

-O que? O que você está falando? Perguntou ele.

 

-A palma da mão na porta.

 

 -O que? você usou maconha? De novo Sasuke?

 

-Não, onde você está?

 

-Tô na casa da minha mina porquê?

 

Comecei a rir. – Deixa de graça.

 

-Cara o que você usou? 

 

-Sasuke para de ligar pro meu namorado, que saco! Disse Hinata ao tomar o telefone de Naruto.

 

Quando ouvi a voz dela o meu coração disparou, eu sentia a minha saliva rasgando a minha garganta, sem dizer mais qualquer palavra desliguei o celular, me levantei, coloquei o balde de pipoca sob a mesinha novamente, caminhei lentamente pela sala, nesse momento me senti em um filme de terror de fato, só faltava tocar aquelas musiquinhas toscas de suspense que sempre tocam nos filmes, fui entrando na cozinha e quando olhei em direção ao desenho da palma da mão pude ver que realmente havia alguém em meu quintal, era nítido que aquilo era um braço... Me aproximei da porta e então pude ver uma jovem moça de cabelos rosados, ela estava coberta de sangue além de estar completamente nua, meu coração que estava disparado naquele momento quase parou, me lembro de ter tocado na maçaneta e ao fazer isso pude ouvir ela gemer novamente, rapidamente abri a porta e fui até ela.

 

-Moça?

 

Ela lentamente abriu seus olhos, eles eram verdes em um tom tão vibrante...

 

-Você .... Está bem? Perguntei a ela.

 

Ela sorrio e em seguida seus olhos se fecharam novamente.

 

-Moça?

 

Olhei ao redor e o quintal estava escuro, tudo o que iluminava a varanda era a pouca quantidade de luz que vinha da sala, eu não sabia o que devia fazer.... Rapidamente disquei o número da polícia e em seguida o apaguei, por um momento achei que eles poderiam pensar que eu a machuquei.

 

-Droga!

 

Me aproximei dela, me abaixei e coloquei a minha mão em seu pescoço para saber se ela ainda tinha pulso, para a minha sorte o seu coração ainda batia, então sem pensar muito a peguei em meus braços e a levei para dentro, ela era bem leve então foi fácil leva-la para dentro de casa, a levei direto para o banheiro. Assim que chegamos lá coloquei ela dentro da banheira, me abaixei e comecei a lava-la para tirar todo o sangue que cobria em seu corpo.

Havia tanto sangue que eu poderia jurar que ela havia matado alguém, enquanto eu lhe dava banho pude notar que suas pernas estavam muito arranhadas, confesso que eu estava curioso para saber quem ela era, logo vi seus olhos se abrirem novamente, e como resposta pela minha generosidade ela arranhou o meu rosto, se afastou de mim rapidamente e se encolheu na banheira.

 

-Fique calma. Disse a ela. – O que houve com você? Disse isso ao me levantar e colocar a mão sobre o local que ela havia arranhado.

 

Ela inclinou a cabeça pro lado, me olhou e então sorrio.

 

-Você consegue ....

 

-Shiuuuu! Disse ela ao colocar um de seus dedos sobre seus lábios.

 

-Co...co...como você se chama?

 

-Você não precisa saber, se souber eles vão machuca-lo. Sussurrou ela.

 

-Quem? Quem vai me machucar?

 

-Os homens, eles não entendem, eles machucam. Disse ela com os olhos cheios de lagrimas. – Eles querem a minha pele, me proteja.

 

-Proteger você....

 

Confesso que eu estava achando isso tudo tão louco e por um momento achei que ela fosse alguma louca que tinha fugido de algum hospital psiquiátrico.

 

-Me proteja eles irão me machucar. Disse ela ao desmaiar logo em seguida.

 

-Droga! Disse isso ao passar as mãos sobre os meus cabelos.



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