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História Play for Me Again - The rythm of our hearts - Capítulo 3


Escrita por: e xxuiux


Notas do Autor


Leiam as NOTAS FINAIS!!! Por favor!

Capítulo 3 - Vidas Passadas


[ — Não! Não se aproximem! — Um pequeno menino gritava desesperado, enquanto corria para tentar fugir de algo que o perseguia. — Me ajudem! Por favor, me ajudem! — Gritava para todos os que podia, mas era cruelmente ignorado.

As pequenas pernas já estavam cansadas de tanto esforço para manter uma comida em mãos. Fazia uma semana que aquele menino não comia, mas preferia ficar com fome do que ser atacado por vários cachorros famintos.

Jogou a carne longe e chateado (por não conseguir comer por mais um dia) quase chorou. Antes de seguir em frente para voltar a trabalhar, escutou uma voz chamando seu nome.

— Wei Ying? — Um homem bonito e calmo estava sorrindo para ele. — Sou amigo dos seus pais.

— Meus pais? O senhor conhece eles? — Os olhos de Wei estavam desconfiados.

— Sim, eles eram amigos meus. Você está aqui sozinho? — O garotinho balançou a cabeça, afirmando. — Que tal vir para minha casa? Tenho dois filhos que vão ficar muito felizes em ter mais uma criança.

Aceitou o convite e foi para a residência do homem... Não tinha mais nada a perder.

Vários anos se passaram rapidamente.

Wei Wuxian, Jiang Yanli e Jiang Cheng foram para GusuLan para aprender mais sobre cultivação.

Ele conheceu várias pessoas de outras seitas, mas quem chamou mais sua atenção foi um jovem chamado Lan Wanji.

Adorava brincar com ele. De início, achou que suas reações eram maravilhosas, porém, depois de um tempo, era mais uma amizade improvável de um homem perfeito com um completo vagabundo inteligente.

Mais anos se passaram.

Veio o ataque à GusuLan.

Não satisfeitos, o genocídio do clã Yumeng Jiang.

A fuga forçada por conta do Zidian da Madame Yu os levou para uma cidade que estava sendo monitorada pelo clã Wen. Wei Wuxian e Jiang Cheng tiveram que se esconder para sobreviver. Mesmo assim, a sorte não estava do seu lado.

Foi achado pelo filho do líder da seita inimiga. Apenas prende-lo ou mata-lo não era o suficiente já que tiveram a ideia de jogar Wei em um precipício onde no fundo existia muita energia ressentida.

Quase ninguém voltava de lá.

E foi assim que ocorreu sua própria "decadência" ao cultivo demoníaco.

Passou meses cultivando sua base.

Matou. Matou todos que eram culpados pelo extermínio de sua família... Seu lar.

Estava pouco se fodendo para tudo, até que ouviu a voz de seu irmão.

Um abraço. A única coisa que precisava naquele momento foi dado por Jiang Cheng sem nenhum pingo de hesitação.

Esclareceram as coisas, conversaram... Mas uma frase... Uma única frase martelava sua cabeça.

"Existem coisas que você não pode controlar."

Lan Wanji estava certo. Ele não controlou de primeira.

Depois de se rebelar ao mundo, salvando as pessoas que ele julgava inocentes, escondeu-se em um lugar que todos temiam e manteve aquele povo seguro.

Mas essa seguranca não durou muito tempo.

Sua irmã e seu cunhado... Foram mortos e todos diziam que era culpa dele.

Com isso, Wei Wuxian não estava mais seguro de si mesmo e acabou resultando na perda de uma coisa muito importante: sua própria vida.

Uma década e seis anos se passaram e ele foi obrigado a voltar para o mundo dos vivos. No início,  era apenas uma vingança de um garoto que todos julgavam louco... Não esperava que isso fosse ser algo tão maior que isso.

A única pessoa que pensou que ficaria contra ele, agora era seu maior aliado. Se perguntava o que demônios havia acontecido nos 13 anos passados?

Muita coisa aconteceu... Tragédias, reencontros, felicidade, tristeza... Mas o que mais surpreendeu Wei foi o fato de ter começado a trocar sentimentos pelo homem que achava interessante por ser tão chato e certinho.

Mas foi tão tapado que só percebeu isso em meio ao perigo.

"Tudo acabou bem, pelo menos..." Era o que pensava, porém...

— Wei Ying! CUIDADO!— Lan Wanji gritou para Wuxian.

Pela primeira vez depois de tudo ter acabado, sentiu medo.

"Oh merda! O que estava acontecendo? Foram atacados no meio da noite, sem saber de nada. Tudo já estava resolvido, não? A vida não poderia dar nenhum descanso?" Foram essas as perguntas que se passavam na cabeça do patriarca enquanto lutava com sua espada.

Estava cansado. Muito cansado. Sua energia espiritual estava se esgotando muito rápido e não entendia o motivo.

Por um segundo de distração, não viu um ataque direcionado para seu coração. No entanto, foi empurrado por Lan Wanji, fazendo com que a lâmina apenas cortasse um pouco mais abaixo, danificando muito um de seus pulmões.

Ao ver seu parceiro ferido, o pilar de Jade incapacitou todos que estavam em sua volta, protegendo o patriarca enquanto atacava e defendia com maestria. Com isso, quando conseguiu uma passagem, pegou seu amado nos braços e fugiu.

Tudo que se passava por sua cabeça era: "Não vou perde-lo novamente. Não vou."

Estavam distantes o suficiente, começou a passar sua energia espiritual para o outro ferido. Wei Wuxian reclamou, sorrindo baixinho:

— Lan Zhan... Não precisa fazer isso. Eu vou ficar bem, sim? — Parou sua frase para respirar um pouco. Estava doendo. — Não é a primeira vez que sou apunhalado, certo? Hahaha... — Começou a tossir fraco por conta do esforço que estava fazendo para falar.

— Wei Ying, cale-se.

— Er-Gege... Você também está ferido. Precisa de sua energia... — Levou a mão até a face que sempre estava controlada quando havia muita gente por perto, porém, quando estavam sozinhos, apenas Wei sabia no que seu marido se transformava.

Foram bons tempos.

"E não vão ser os ultimos! Não vão mesmo!" A mente do cultivador demoníaco gritou.

Ainda que fosse otimista demais, Wuxian sabia que não aguentaria um machucado tão profundo sem nenhuma ajuda médica num tempo de guerra que foi totalmente repentina. Mesmo assim, não queria preocupar a pessoa que mais amava.

— Er-Gege? — Perguntou por ele. Sua visão estava começando a ficar nublada.

— Hum? — O patriarca sorriu internamente. Com o passar dos anos, começou a entender a linguagem dos "Hum" de Lan Wanji.

— Sabe aquela vez que ficamos presos na caverna?

— Sim. — O olhar confuso da jade se dirigiu à face do amante.

— Quando eu estava machucado... E cantou uma música para mim... — Um sorriso iluminou a face do mais baixo. — Pode toca-la, você sabe, a nossa música..?

As notas que vinham do guqin ressonaram pelo ambiente, fazendo Wei fechar os olhos calmamente.

— Eu te amo, Lan Zhan... — Falou baixinho, percebendo que a melodia havia sido interrompida com um baque surdo. Abriu os olhos assustado, mas apenas conseguia ver borrões. — Lan Zhan? Ei? O que houve? — Tentava sacudir o homem, mas parou de se mexer quando sentiu uma água quente em sua mão. — Não... O que houve? — Aproximou-se mais ainda de Lan Wanji. — LAN ZHAN, NÃO BRINQUE COMIGO!

Não queria acreditar.

— Oh? O patriarca já está machucado? — A pessoa sorriu de forma alta. — Ótimo. Assim me poupou um esforço.

– Quem é você?! —  Wei Wuxian tentou forçar a visão, mas seus olhos não obedeciam... Estava tudo embaçado.

— Não tem motivo para você saber. Em breve vai voltar para onde nunca deveria ter saído. — Viu a sombra da pessoa chegar mais perto. — Eres realmente a fraqueza de HangGuang-Jun. O alvo era você, sênior patriarca... Ele foi estúpido o suficiente para entrar na frente e arriscar a vida por ti. — O homem estranho segurou o queixo de Wuxian, mas foi impedido de continuar por Lan Wanji. — Ora! Você ainda está vivo? Ah... Não importa. Vai morrer de qualquer forma.

— Vá embora! — Segurou a flauta com uma das mãos, mas como estava machucado, apenas um chute foi necessário para jogar o instrumento para um pouco mais longe deles.

— Não precisamos disso, certo? Vou deixar vocês se despedirem a sós. — Dito isso, o homem saiu.

— Lan Zhan? — As lágrimas começaram a sair dos olhos castanhos que, aos poucos, transformavam-se em um vermelho escarlate.

— Wei Ying... Controle... — Wanji estava sentindo dor, mas assim como seu amado não queria deixar ele sofrer. Um sorriso triste foi estampado nos lábios do homem de roupa branca manchada de vermelho. — Eu te amo. Não chore... Vamos ficar bem. Certo? — Tentou passar calma para o outro.

— Eu também te amo, er-gege. Muito. — O vermelho já havia saído dos olhos do patriarca. — Eu não vou deixar tudo acabar assim. Não mesmo. — Passou as mãos no cabelo de Wanji. — Vamos ficar bem. Depois disso vamos fugir para algum lugar... O que acha?

Não recebeu nenhuma resposta.

Ficou um tempo calado, apenas escutando o som das folhas balançando e se debatendo por conta do vento. Seria uma noite perfeita... Então por que? Os dois estavam a beira da morte.

Já não tinham como escapar.

Os olhos do patriarca estavam fechados, não havia mais o sorriso de Wanji para acalma-lo. Tudo estava bagunçado novamente.

— Lan Zhan... Eu entendo. — Começou a chorar novamente. — Eu entendo agora o que você sentiu quando eu não estava mais aqui. Esse vazio dói. — A cabeça que repousava no colo do amante já não estava mais de olhos abertos ou.... Sequer respirando. — Eu prometo que vou achar, reconhecer e te reconquistar... Assim como você fez comigo, er-gege.

Nessa noite, Wei Wuxian chorou pela última vez antes de morrer pela segunda vez. ]

Abriu os olhos lentamente, tocou em seu rosto e percebeu que estava chorando. As lembranças eram fortes o suficiente para quebrar a armadura que havia construído por todas essas duas vidas que teve.

— Olá, sentiram minha falta? — Perguntou para sua espada e flauta.

Ainda com a flauta nas mãos, voltou para a mesa que tinha a homenagem dos dois e ficou de joelhos para o lado de seu parceiro. Olhou atentamente um dos desenhos da jade que estavam expostos ali... Era uma ilustração, desde a face até o peito, que havia feito para um dos aniversários de Lan Wanji.

— Er-Gege, como você está agora? Comendo direito? — Sorriu baixo. — Eu vou te encontrar. Me espere.

Levantou-se devagar, pegando novamente o celular. Estava pensando em ler os livros de recuperação de energia, pois estava precisando, porém, assim que se virou, revirou os olhos.

Suspirou quando sentiu pessoas se aproximando daquele lugar.  Poderia se esconder? Poderia. Mas iria ser difícil para sair sem ser notado...

— Ugh! Mesmo depois de mais de um milênio, esse lugar continua sendo chato e protegido. Parabéns Lan QiRen, você provavelmente deve estar orgulhoso disso, não? — Reclamou e fez um bico, cruzando os braços.

Não demorou nem 2 minutos para que os guardas entrassem na biblioteca. Wei conseguiu notar rápido pois as lanternas iluminaram tanto o local que já podia desligar a do sei celular.

— Quem está aí? — Um segurança do museu Gusu gritou enquanto descia a escada.

Ops! Fui pego~ — Disse baixinho de forma brincalhona.


Notas Finais


Oi, teve um comentário que eu recebi no primeiro capítulo que me fez reler o que eu disse. Se por algum motivo, você entendeu que eu escrevo apenas para receber atenção e ficar famosa, por favor??? Não falei isso, mas p a rede que deu a entender.

Eu só quero que comentem e favoritem minha fanfic para eu saber que estão gostando para poder continuar e saber que estão gostando, ok?

Obrigado por ler e DESCULPEM PELA PARTE TRISTE :')


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