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História Play with Fate - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Despedida


Eu ainda estava um pouco atônito diante da afirmação que Jacqui havia feito. Shang Tsung havia sido morto tentando fugir após a morte de Shao Kahn. Não conseguia entender o porque a general estava falando isso. Levantei-me do sofá passando a mão na nuca e perguntei:

— Como ele tem a ver? Ele está morto.

— Johnny, não temos muito tempo. Acho que todos os jornais já estão cobrindo a luta entre Raiden e Sindel, ou estou enganada?

Olhei para a TV, peguei o controle e passei nos canais e realmente o que Jacqui falava era verdade. Naquele momento, percebi que não adiantaria eu ir até e conversar com um deles. Já estavam se digladiando e não se findaria até um dos dois morrerem, ou até mesmo o mundo acabar. Suspirei, troquei o lado do celular e perguntei:

— Vou ter que ir pra Washington agora, não é?

— Se você quer ajudar-nos a acabar com essa guerra, sugiro que venha!

Fechei os olhos por um instante, depois visualizei todos os meus oscars: de melhor ator, melhor protagonista, melhor diretor... Percebi que não havia adiantado nada eu ter ganhado tudo aquilo, não conseguia ver mais sentido naqueles prêmios. O prêmio de melhor herói, aparentemente, parecia que eu tinha deixado de lado, mas eu não poderia falar que eu havia perdido. Eu tinha uma chance ainda.

— Já estou indo pra aí.

— Estarei lhe esperando.

Em seguida Jacqui desligou o telefone.

Sentei-me no sofá, ao lado de Jessie, que parecia consciente do que eu estava prestes a fazer. Ela olhou para mim, colocou uma mecha atrás da orelha e perguntou:

— Será que vou perder você também.

— Jessie... eu vou tentar consertar tudo isso.

Jessie me abraçou, enterrando o seu rosto em meu peito e um choro contido brotou ali. Eu podia a ouvir falar com uma voz abafada:

— Estou com medo do que pode acontecer comigo.

Deixei-a envolta em meus braços e falei beijando o topo de sua cabeça:

— Vai dar tudo certo.

(...)

Arrumei minha mochila com coisas bem básicas. Não sabia quanto tempo duraria aquela guerra, mas algo em meu coração dizia que tudo aquilo ia se findar. Por um lado, eu torcia para tudo aquilo acabar logo. Não sei se ao fim de tudo aquilo, conseguiria salvar aquele mundo ou, por um milagre, voltaria ao meu. Se acontecesse a segunda opção, teria que dar adeus ao Jessie e a Judite, pessoas que, para mim, era um bálsamo naquele lamaçal de dor em que eu estava.

Enquanto eu conferia os meus pertences, Judith veio até mim, no quarto. Não precisava olhar para trás, pois eu conhecia os passos dela.

— Johnny, mal chegou e já vai?

Engoli seco e senti um aperto no meu coração. Um clima de despedida pairou naquele quarto, e era dolorido ter que dizer que poderia não voltar. O pior é que eu tinha lembranças solidificadas de vários momentos bons que eu tive com Judith. Enfim, suspirei deixando a mochila no chão, me voltei para o Judite e falei com muito custo:

— Judite eu não sei se vou voltar.

— Agora é pra valer? — perguntou Judith com a voz um pouco embargada e segurando com força a saia que usava.

Baixei a cabeça, e fiquei assim por alguns instantes. Voltei meu olhar para ela e respondi:

— Acho que sim.

Em seguida Judith me abraçou. Eu percebi que ela queria segurar o choro. Passei a mão pelos seus cabelos grisalhos e disse:

— Não sei o que poderá acontecer comigo… com o mundo… — olhei para ela — nunca me senti num mundo com tantas incertezas.

Judith segurou-me pelo rosto, seus olhos já estavam em lágrimas e cansados.

— Faça o que tem que ser feito, meu filho.

Em seguida, nos abraçamos. Um abraço bem apertado que eu nunca conseguirei esquecer. Depois fui para a sala à procura de Jessie, mas ela já tinha partido.

— Acho que ela não gosta de despedidas — falei instintivamente.

(...)

Cheguei no quartel-general já por volta das 21 horas. O lugar estava um pouco mais vazio do que algumas horas atrás e só ouvia alguns burburinhos. Sai da sala de teletransporte e avistei Sonya tomando café no copinho descartável. Não teve como evitar que meu coração se acelerasse como outrora. Mas não pude esboçar um sorriso para ela, pois logo Kurtis apareceu para conversar com ela. Jacqueline veio em minha direção e perguntou:

— Conseguiu descansar?

— Dormi a tarde toda. Provavelmente a noite será bem longa — falei com isso na cabeça procurando mais alguém poderia ir conosco.

Briggs me pegou pelo braço e me disse me levando para mandar sala de comando:

— Preciso te mostrar algo.

Chegamos à sala e Nightwolf estava bem concentrado, mexendo em um dos computadores, por isso nem notou a minha chegada. Jacqueline mexeu em um computador ligado e disse:

— Veja o vídeo que um dos comandantes me mandou.

Conseguia ver em meio aos escombros evárias pessoas com diferentes armas, andando em grupo liderados por alguém em que eu era mais próximo na outra linha do tempo, estava de cabelos curtos, com um traje diferente, mas as tatuagens que haviam em seus braços não reluziam mais.

— Fujin! — falei instintivamente.

— Sim — falou Jacqui colocando a mão para trás — ele está liderando esse grupo de rebeldes que também querem acabar com  a guerra.

Olhei melhor as pessoas e consegui reconhecer algumas delas: Kenshi, Kung lao, Smoke, Kotal, Li Mei, Sheeva e mais alguns shokans.

— Achei que só haviam seres do plano terreno nesse grupo.

— Muitos que eram da Exoterra não concordam com essa guerra também

— Eles já falaram com vocês?

— Fujin veio até mim e pediu ajuda. Coloquei alguns soldados para dar cobertura, daí um deles me mandou esse vídeo de monitoramento, mas algo me intrigou nessa gravação.

— O que? — perguntei atônito.

Briggs voltou um pouco o vídeo, e mostrou que atrás de algumas pedras havia uma menina que observavam os rebeldes:

— Você conhece essa menina?

A lembrança logo veio:

— Achei você maldita garota!



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