História Play with fire - Clace - Capítulo 12


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Amatis Graymark, Catarina Loss, Céline Herondale, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Imogen Herondale, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jordan Kyle, Kaelie, Lady Camille Belcourt, Luke Graymark, Magnus Bane, Maia Roberts, Meliorn, Personagens Originais, Raphael Santiago, Sebastian Morgstren, Sebastian Verlac, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Stephen Herondale
Tags Clace, Clary, Criminal, Jace, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 505
Palavras 4.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA
ESSA
CAPA

BEU DEUUUUXXXXX Q COUSA MAIS LINDA!


ENFIM, COMO EU DEMOREI PARA UM CACETE PRA POSTAR
TOMEM UM CAP GIGANORME!
MEGA RECHEADO PRA VCS!

BOA LEITURAAAAA

Capítulo 12 - A parede em ruínas


Fanfic / Fanfiction Play with fire - Clace - Capítulo 12 - A parede em ruínas


 "Então me diga o que eu preciso fazer

Para me afastar de você

Para me impedir de desmoronar

Todo o caminho com você

        Eu ainda quero você, mas não pelo seu lado ruim

Não pela sua vida assombrada

Só por você

Então me diga por que eu lido com seu lado ruim

Eu lido com a sua mente perigosa

Mas nunca com você

Quem vai te salvar agora?

Quem vai te salvar?" -- Devil Side, Foxes


-- Onde estamos indo?

-- Só dirige, Cinderela. - Clary cruzou os pés em cima do painel do carro. - E deixa o resto com a equipe aqui.

Dei de ombros e acelerei.

-- Ei! - Clary reclamou.

Então, apenas de pirraça, eu freei bruscamente. Clary voou, ficando com a bunda encaixada no chão do carro. Entre o banco e o painel.

-- Jace! Argh!

Eu, Isabelle e Alexander gargalhamos.

-- Idiota. - Clary se desencaixou, voltando ao lugar.

-- Cinto... - Acelerei novamente.

Clary colocou rapidamente o cinto, me fazendo sorrir.

-- A mamãe está feliz agora? - Ela perguntou com deboche.

Acelerei na lombada, Clary quase bateu a cabeça no teto do carro, e sentou de volta no banco com tudo.

-- Ai, minha bunda! - Ela exclamou se contorcendo.

-- Tá parecendo eu, depois da minha primeira vez. - Disse Alexander. Todos rimos.

-- Eu depois de ter dado a bunda. - Clary fez uma careta. - Mas nem doeu tanto assim não. Faria de novo. - Clary deu um olhar cheio de significado para mim. Eu meneei com a cabeça.

-- O meu sim. - Isabelle fez uma careta de dor. - Doeu. Por isso prefiro pela frente.

-- Mas ainda dá a bunda? - Alexander perguntou.

Isabelle deu de ombros, com um sorriso travesso.

-- Essa é minha irmã! - Ele disse abraçando ela de lado.

Rimos novamente.

-- E você, princesa?

-- Se eu já dei?

-- É.

-- Tsc, tsc. - Disse.

-- Gostaria de tentar? - Alexander disse.

Arregalei os olhos.

-- Sai, é meu! - Clary disse colocando as pernas em cima das minhas. - Tira os olhos, Alec. A princesa é toda minha.

-- Todinho? - Ele perguntou.

-- Empresto para um beijo. - Ela disse.

Virei uma curva, em silêncio. Apenas seguindo o que o GPS mandava. Estava achando aquilo tudo bem estranho, principalmente o lugar. Passamos em frente o Cemitério dos Abandonados. Estremeci.

-- Já beijou meninos, Cinderela? - Clary perguntou.

-- Já. - Dei de ombros. - Duas ou três vezes, acho.

-- Eu conheço?

Assenti. Rindo sem graça.

-- Conhece.

-- Quem?! - Ela se ajeitou no lugar, curiosa.

-- O Sebastian, e o Simon.

Ela arqueou as sombrancelhas.

-- O loiro platinado duas vezes, e o de óculos, só uma.

Ela arregalou os olhos, perplexa.

-- Mentira que você beijou aquele loiro!

-- Verdade...

-- Meu Deus! Que cena excitante de se imaginar!

Ri.

-- Apenas não imagine depois.

-- Por que? - Ela perguntou.

-- Porque estávamos bêbados. Nos beijamos primeiro para uma foto, depois eu nem sei o porque. - Todos já começaram a rir. - Eu terminei a noite, seminu no chão. E Sebastian dormindo dentro da banheira.

-- Como ficou seminu? - Isabelle quis saber no meio das gargalhadas.

-- Falaram que eu estava morrendo de calor e tirei minha camisa. Mas acharam que foi o Sebastian... enfim.

-- E o outro? O de óculos?

-- Conheci Simon na faculdade. - Dei de ombros. - E foi lá.

-- Outro porre? - Alexander perguntou.

-- Também. - Franzi o cenho. - Foi Verdade ou Desafio com bebida.

-- Puta que paril! - Clary estava com as mãos na barriga, rindo muito. - Até que sua vida é interessante.

-- Eu sou interessante.

-- Hum. - Ela piscou, parando de rir. - Talvez.

O assunto ainda foi rolando. Isabelle e Alexander -- Izzy e Alec, como me pediram para ser chamados -- eram muito legais. Entendia agora a empatia de Clary com os irmãos.

-- Onde estamos indo? - Perguntei.

Os três se entreolharam.

-- Fazer... um favor a humanidade. - Alec disse hesitante.

-- Mentira, que vão jogar Clary de um penhasco. - Disse de brincadeira.

Izzy e Alec caíram na gargalhada. Clary fez uma careta.

-- Ha-ha. Que piadista.

-- Obrigado. - Disse parando de rir.

-- Infelizmente não jogaremos Clary de um penhasco. - Disse Alec.

-- Ainda! - Completou Izzy.

-- Ainda. - Se corrigiu Alec.

Eu e os irmãos rimos. Clary cruzou os braços.

-- Complô contra mim agora? Eu sou tão legal! - Se defendeu Clary.

-- Você fez eu bater o carro. - Disse Alec.

-- Você fez eu ter que cortar a parte de baixo do meu cabelo. - Disse Izzy. - Após tentar descolorir.

-- Isso foi a quase um ano. - Disse Clary fazendo careta.

-- E você fez eu acabar com o meu namoro. - Disse, sem nenhum ressentimento. Repassava se isso foi realmente alguma coisa ruim.

-- Eu... - Ela fez um bico. - Ok, talvez eu não seja tão legal assim...

-- Jura?! - Eu e os irmãos exclamamos juntos. Rimos novamente.

-- Ah, calem a boca!

Terminamos o caminho rindo.

-- Para aqui, princesa. - Clary gesticulou para o canto da estrada. Da onde estavamos, dava para ver uma casa, nem tão longe. Parecia abandonada.

-- O que diabos vocês vieram fazer aqui? - Perguntei.

Izzy e Alec já estavam saindo do carro. Clary agarrou meu colarinho e me deu um beijo rápido e malicioso na boca.

-- Espere aqui. - Disse ela. - Já voltamos.

-- Mas...

-- Espere. Aqui. - Ela ordenou.

Fiz um bico e suspirei. Cruzando os braços e afundando no banco.

-- Para de ser criança. - Ela riu. - É perigoso.

-- Eu não vou te ajudar se você se machucar.

Ela sorriu e me deu um beijo casto.

-- Vou fingir que acredito.

Ela saiu e alcançou Isabelle e Alexander, que esperavam, pacientes, em frente ao carro. Os três trocaram algumas palavras, pareciam nervosos. Se armaram, e conversaram mais um pouco, antes de atravessarem a rodovia e chegarem a casa. Clary sorriu e me mandou um beijo no ar. Gesticulando para eu fechar o vidro.

Sorri automaticamente, subindo o vidro. Coloquei os óculos escuros e fechei os olhos. Querendo dormir. Mas não consegui imediatamente. Então decidi ver as cicatrizes do dia em que eu e Clary nos beijamos. Ainda pareciam cicatrizes, e estavam aparentes. Mas não doíam, um bom sinal.

Desci a blusa e reencostei de volta no banco. Adormecendo.

¤¤¤

Acordei com barulho de disparos e gritos. Sentei no banco, arfando de olhos arregalados para a casa. Via sombras se movendo lá dentro, correndo. Até que uma mulher sai correndo lá de dentro, estava praticamente nua. Sendo coberta por uma calcinha e uma camisa curta rasgada e suja.

Vi Alec gesticular na entrada da casa, mais mulheres praticamente do mesmo modo saíram correndo igualmente. Pelo anjo! O que era aquilo? Via mais e mais mulheres seminuas saindo da casa, até que Isabelle sai de lá, parecendo preocupada e gritando algo para Alec. Várias mulheres começaram a correr pela rodovia. Umas levavam... crianças. Até bebês!

Até que Clary sai de lá, -- me fazendo dar um suspiro de alívio -- arfando e correndo. Alec, Izzy e Clary correm a todo vapor para fora da casa. Até que a mesma... explode. Arregalo os olhos, pulando de susto com a explosão. Quase automaticamente a casa começa a pegar fogo. Eu ainda via as mulheres correrem pelo asfalto, agora bem longe.

Sai do carro, incapaz de continuar lá dentro.

-- O que merda vocês fizeram?! - Perguntei para os três, que estavam arfando e suados. Em partes sujos.

-- Nós... - Isabelle engoliu em seco. - A gente só...

-- Salvou muitas mulheres. - Disse Clary esfregando o rosto.

-- E crianças... - Alec olhou para a ruiva.

A mesma respirou bem fundo, parecia se acalmar.

-- É. Crianças também. - Ela esfregou novamente o rosto e fungou. Arqueei as sombrancelhas.

-- As mulheres eram estupradas por quatro homens, que as mantiveram ali.

Estremeci.

-- E as crianças?

-- Filhos deles. - Clary falou, seca, olhando para a casa. - Mas aqueles demônios tiveram o que mereceram.

-- Vocês estão bem?

-- Estamos. - Disse Clary.

-- Clary não. - Izzy interveio. - Caiu de um andar. Foi empurrada.

Arregalei os olhos, vendo o motivo de Clary estar segurando o cotovelo o tempo todo.

-- Pode ter distendido algum músculo, ou quebrado.

-- Então faz essa criança teimosa aceitar que precisa de cuidados. - Alec bufou.

-- Faço.

-- Eu não sou uma criança. - Clary bateu o pé. - Sou uma adulta capaz de me cuidar. E nem está doendo!

-- Ah, não?

-- Tsc, tsc.

Me aproximei dela, segurando seu braço com cuidado.

-- O que está fazendo?

-- Vendo se não dói, mesmo.

Dito isso, dobrei seu braço. Ela fez uma careta de dor, logo depois voltando a compostura e mordendo o lábio. Depois voltei seu braço, ela fez o mesmo.

-- Você não engana ninguém. - Disse Alec. - Fique aos cuidados do bonitão. Eu e Izzy precisamos passar em mais um lugar.

-- Onde? - Ela perguntou.

-- Asilo. - Alec disse engolindo em seco.

-- Eu levo vocês todos, depois cuido da criancinha aqui.

-- Você sabe muito bem que não sou criança.

Ela disse entrando no carro.

-- Sei, sim. - Disse dando partida. - O endereço? - Perguntei aos irmãos.

¤¤¤

Depois de uma hora, estava voltando para casa com Clary. Na mesma estrada vazia, na qual havia uma casa explodida agora, e o Cemitério dos Abandonados. E até um Asilo, que na verdade se revelou um hospício. Aquela estrada começou a se tornar bizarra.

-- Sabe o que eles foram fazer no asilo? - Perguntei.

-- Não sei se posso contar.

-- Eu jamais falaria nada para eles. Juro. - Ela me fitou, pareceu acreditar. O carro começou a apitar e sair uma fumaça estranha do capô. - Um minuto.

Parei no acostamento.

Desci do carro, Clary desceu comigo. O Sol do meio da tarde estava escaldante. Abri o capô e comecei a tossir pela fumaça, Clary fez o mesmo, e fechou.

-- Sabe o que é?

-- Não tenho idéia.

-- Melhor chamar o guincho.

Concordando, entramos no carro, que estava bem mais fresco que lá fora. Clary suspirou fundo e mordeu o lábio enquanto eu chamava o guincho, que diria que viria em média daqui há meia hora. Avisei Clary, e ela pareceu exausta.

-- Vai me contar sobre Izzy e Alec?

-- Vou. - Ela suspirou fundo e começou a falar. - Basicamente, o irmãozinho deles morreu. A mãe cometeu suicídio, e o pai enlouqueceu, então foi mandado para o hospício. Izzy... fez o que podia pra sustentar as contas. Mas quando viram que não davam mais, começaram o emprego com as drogas e depois o mundo do crime. - Ela expirou, como se tirasse um peso das suas costas. - E eu os conheci, e os apresentei a Steph.

-- Uau. - Me ajeitei no banco. E suspirei. - Mudando de assunto, eu vi que não está bem. O que houve?

Seus olhos tristes passaram um lampejo de alguma ideia. Mas pelo seu sorriso malicioso, eu imaginei.

-- O que foi? - Arqueei as sombrencelhas. - Por que está me olhando como se eu fosse comida?

-- Estou com sede. - Ela mordeu o lábio.

-- E quer que eu faça o quê? - Revirei os olhos.

Seu sorriso perverso se alargou, ela me aproximou, e sussurrou no meu ouvido:

-- Me deixe beber seu leite.

Arregalei os olhos, engolindo em seco.

-- Você... - Minha voz falhou. - Não está falando sério.

-- Estou... - Ela passou a língua nos lábios. - Muito sério.

-- São três horas da tarde. - Disse, tentando parecer firme. - Estamos esperando um guincho, e no meio da estrada. Quer mesmo me pagar um boquete?!

-- Com certeza.

Mordi o lábio, pensando.

-- Você é impossível.

Ela apenas deu de ombros.

-- Vai me deixar te chupar, ou a princesa não quer?

-- Ainda acho que vamos ser presos por atentado ao pudor.

Ela riu.

-- Para de ser chato. Vai pro banco de trás.

-- Clary, vo...

Ela não me deu chance de protestar, beijando minha boca com voracidade.

-- Não vai esca... escapar das minhas perguntas....

Ela arfou, enquanto eu me sentava no meio, no banco de trás. Ela montou no meu colo, rebolando.

-- Eu... posso tentar. - Respondeu, arfando.

Ela tirou a jaqueta, jogando eu um canto do carro. Voltamos a nos beijar, ela rebolava e quicava em cima da minha ereção, que latejava querendo a boca de Clary. Ela finalmente se ajoelhou, um pouco apertada pelos dois bancos da frente.

Ela desabotou meu jeans, e desceu o zíper.

-- Tem sempre que usar uma cueca? - Ela choramingou.

Eu ri.

-- Quer que eu fique sem elas?

-- De preferência. - Clary respondeu, abaixando minhas roupas até o pé, de modo que ela encarava meu mebro latejante.

Ela lambeu os lábios, me enviando uma onde e excitação.

-- Por... por que parecia abalada, quando saiu da casa?

Ela não respondeu, tomando meu membro duro e latejante na boca. Movimentando a língua em movimentos circulares. Gemi e peguei-a pelos cabelos, guiando sua boca. Minha mente se esvaziou.

Perguntas? Eu tinha alguma pergunta? No momento minha cabeça nem funcionava mais.

Clary parou, me fazendo choramingar. Mas foi por um bom motivo. Ela tirou a camisa e o sutiã. Umideci os lábios. Ela segurou seus seios e envolveu meu pau com eles. Me fazendo estremecer, depois ela os movimentou. Quase morri de tesão. Mordendo o lábio e não desviando meu olhar do de Clary.

Ela apertou os seios, pressionando meu membro.

Gemi.

-- Chega. - Arfei. - Eu.... só... só quero te comer.

A hora que eu a vi, ela estava lutando com a calça e as botas. Após estar nua, sentou no meu colo. Ela mordeu a boca e jogou a cabeça para trás, enquanto sentava no meu colo. Me deixando entrar totalmente. Ela ofegou, e me olhou. Desviei meus olhos dos mamilos empinados para seu rosto.

-- Se eu... - Ela começou a se mover, fazendo nos gemermos juntos. - Ah, esquece!

E eu acabei esquecendo, tomando seus seios na boca, os chupando com força. Ela gemeu, e continuou se movendo me ajudando.

-- Oh, Jace... - Ela choramingou... - Oh...!

Sorri, mordendo seu peito, e apertando o outro. Ela deu um gritinho.

Ficamos nisso até nos dois arfamos, e chegarmos aos orgasmo.

¤¤¤

Moral da história? Voltamos para a casa. Mas quase fomos pegos em flagrante pelo cara do guincho. Clary terminava de colocar a camisa e a calça quando ele chegou. Tive que sair e enrola-lo. Não posso dizer que não valeu a pena. Valeu muito a pena.

¤¤¤

Depois de duas semanas do ocorrido, eu já tinha voltado ao trabalho. Simon, Sebastian e Magnus me perguntaram sobre a história. Menti que havia sido assaltado, assim como meu pai mentiu para Aldetree, enganando o chefe do hospital. Disse que reagi e o bandido atirou, mas que eu estava bem agora.

Voltei para casa, exausto. Clary foi chamada pelo meu pai. Murmurou um "fudeu" e foi.

Estava no meu quarto, arrumando exames que eu tinha trago comigo. Estava tudo espalhado pela escrivaninha. Quando apertei os olhos para enxergar o nome minúsculo do paciente, Clary entrou no meu quarto e fechou a porta com um estrondo.

Levantei os olhos para ela. Clary estava ofegante e com os punhos cerrados. Ela atravessou o quarto rapidamente.


-- Tudo b... - Eu fui interrompido pela boca dela, que se encontrava na minha. - Clary...


-- Cala a boca. - Ela me beijou de novo, dessa vez eu correspondi.


O beijo era louco, febril e selvagem. Ela parecia querer se desestressar, como quando você bate em coisas para aliviar a raiva. E ela parecia brava, muito. E desconfiava que não era comigo. Mas não consegui perguntar. No segundo seguinte ela montou no meu colo, arrancando minha camisa e continuando o beijo, não tive o que fazer a não ser corresponder.


Ela enrolou as pernas no meu quadril e eu levantei da cadeira, levando ela comigo até a cama, ela se deitou de costas e me puxou para cima dela. Me apoiei nos cotovelos enquanto beijava seu pescoço. A preocupação deu as caras de novo.


-- Tudo bem?


-- Ótimo. Está ótimo. - Ela suspirou.

-- Estou perguntando se está tudo bem com  você.


Ela inverteu as posições, montando no meu tronco e tirando a blusa.

-- Responde. - Disse apertando seus seios. Como sempre, Clary estava sem sutiã.

Ela gemeu.

-- Melhor agora.

Ela sorriu maliciosa e abaixou seus peitos no meu rosto, me deixando aproveitá-los como quissesse. Enquanto acariciava um chupava o outro.

-- Hummm... - Ela grunhiu e seus braços fraquejaram. Ela caiu de cara do meu peito.

Levantei a cabeça e olhei a cabeça ruiva de Clary que continuava em cima de mim.

-- Tudo bem?

Ela fungou.

-- Uhum.

-- Clary...

-- Eu estou bem, cacete. Me deixa.

Engoli em seco.

-- Aconteceu alguma coisa. - Afirmei.

Ela ficou em silêncio.

-- O que aconteceu?

-- Fica quieto.

-- Me fala o que aconteceu. - Insisti.

-- Cala a boca, Jace.

-- Me fala, por favor.

-- Cala a boca, porra!

Ela levantou o rosto, mostrando o mesmo molhado por lágrimas, seus olhos tão verdes brilhavam. As maçãs do rosto estavam rosas e os lábios trêmulos.

-- Clary... - Minha voz falha.

-- Se quer ajudar -, ela disse com voz fraca - fica quieto.

Assenti.

Eu poderia ficar quieto. Mas não ficaria imóvel. Abracei suas costas e ela se mexeu, tentando escapar.

-- O que é isso? - Ela reclamou ainda fungando.

-- Um abraço.

-- Eu não quero. - Ela esperneou.


Troquei a posição, prendendo-a contra o colchão. Abracei suas costas e encostei o rosto molhado dela no meu pescoço.

-- Eu não quero! - Ela repetiu batendo os punhos cerrados nas minhas costas.

-- Mas precisa. - Disse tranquilamente.


Ela hesitou, mas depois agarrou meu pescoço e enrolou as pernas na meu quadril, me tranzendo ainda mais para perto. Não sou o tipo de garota que fica abraçadinha, ela disse. Pois eu acho que ela é sim. O mais doloroso daquilo tudo eram seus soluços abafados pela minha pele.

-- Clary...

-- Eu... eu não quero falar. - Ela fungou. - Só me abraça. Forte, por favor.

Por favor.

Nunca havia ouvido Clary tão vulnerável na vida, o que eu achava impossível. Até agora. Chorava como alguém espantado por seus medos. O que havia acontecido? A dúvida pelo jeito não deixaria minha cabeça. Clary não parecia disposta a falar, e eu não a obrigaria.


Os soluços e o choro foram parando. Os membros dela me segurando vacilaram um pouco, percebi que ela havia dormido. Sai de cima dela e a cobri delicadamente. Enxuguei seu rosto úmido com as costas da mão.


Levantei e fui até a escrivaninha, terminando o que deveria.


¤¤¤


Eram quase três horas da manhã, mas havia terminado. E quando isso aconteceu, me deitei ao lado de Clary. Para minha supresa ela se acomodou ao meu lado, deitando a cabeça no meu peito coberto novamente pela camisa. Passei um braço por suas costas e a trouxe para mais perto. Cai no sono no minuto seguinte

¤¤¤

Quando acordei, Clary não estava mais lá.

Tentei não ligar. Tomei um banho, pensando em ontem a noite. Me vesti e desci. Tomei café rapidamente. Clary me deu um animado "Bom dia, princesaaaaa!" e um olhar diferente. Desconfiei, mas decidi não tocar no assunto sobre ela ter chorado nos meus braços até dormir.

E eu ainda queria muito saber porquê isso me afetava tanto



¤¤¤



  Entro na minha sala, suspirando fundo e deixando os exames na mesa. Me sento na cadeira de couro e ligo o computador. Começo a verificar os exames. Quando a porta da minha sala de atendimento abre, levanto o olhar e vejo Clary com um dos meus jalecos. Rio ao ver a cena.



  -- E então, fico bem de doutora? - Ela dá uma rodadinha e para com as mãos na cintura.



  -- Fica muito gata. - Clary sorri sacana e vem até minha mesa.



  -- Eu sou a doutora hoje. - Entendi que era mais um de seus jogos. Sorrio maliciosamente para ela. -  Venha até a sala, quero te examinar.



  Rio balançando a cabeça e me levanto, deixando meu jaleco na cadeira e indo até a salinha, entro e ela corre a porta, deixando fechada.


  -- Sente-se. - Ela ordena. Eu faço sem hesitar. - Muito bem, então vamos lá. - Ela pega meu estetoscópio e encaixa no ouvido, depois coloca a outra extremidade no meu peito.



  Olhava aquilo com diversão.



  -- Não dá para ouvir direito... - Ela me olha e se afasta um pouco. - Poderia tirar a camisa?


 
  -- Claro. - Tiro minha camisa e deixo ao lado. Ela sorri e volta para perto.



  -- Hum... - Ela deixa o estetoscópio de lado e toca meu peitoral. Depois aproxima a boca do meu pescoço. Puxo suas costas para mais perto e ela me dá uma mordida. Grunhi baixo e mordi a boca.



  Ela se afastou um pouco de novo.


 
-- Está calor, não? - Ela abre dois botões do jaleco, que estava grande para ela. Percebi que ela estava sem nada por baixo.



  A quantidade de coisas eróticas que minhas mente criou aquele momento, fez meu amigo se despertar e fica rígido. Ela sorri.



  -- Está realmente muito calor.



  -- Poderia tirar a calça também? Afinal, preciso te examinar melhor. - Ela sorri maliciosa.



  -- Sim, senhora.



  Tiro o cinto e depois minha calça, deixo os dois ao lado da minha camisa. E também já estava sem sapatos, que eu tinha tirado em algum momento. Vestia apenas a cueca. Ela me olhava com luxúria.



  -- Muito bom. - Ela morde o lábio inferior. - Vejo que prática exercícios físicos...



  -- Aham...



  -- Que tipos de exercício você faz? - Ela volta a se aproximar, passando a língua pelo meu pescoço. Eu suspirei e respondi.



  -- Academia.



  -- Só? - Assinto. - Sabia que sexo também é bom?



  -- É? - Rio.



  -- Aham... - Ela dá um chupão no meu pescoço, eu gemi e apertei as mãos na cintura dela.



  -- Não acha que está mais calor doutora? - Pergunto e ouço ela rir.



  -- Acho. - Clary desabotoa mais três botões do jaleco, fazendo seus seios estarem quase a mostra. - Acho que assim está bom para não passar calor...



  -- Não. - Balanço a cabeça. - Mais.



  -- Você diz... - Ela abre os botões até o umbigo dela, seus seios ainda estavam cobertos em parte. - Assim?



  -- Não. Tudo.



  Ela sorri e abre todo o jaleco. Minha ereção começou a pulsar.



  -- Assim?



  -- Aham. - Mordo a boca. - Assim mesmo.



  -- Me perdi no papel de doutora. - Ela joga o jaleco ao meu lado. - Pode ser você agora.



  -- Com todo o prazer. - Pulo da maca e ela continuava em pé ao meu lado. - Fique na minha frente, de costas.



  Ela faz.



  -- Agora, se abaixe um pouco, apoie na maca.



  -- Sim, doutor.



  Sua voz repleta de sarcasmo e luxúria fizeram meu membro latejar ansioso. Ela se abaixa e eu suspiro, tirando a cueca.



  -- Assim está bom, doutor?



  -- Está. - Sorrio e encaixo minhas mãos em sua cintura. - Perfeito.



  -- O que vai fazer agora? - Ela pergunta com voz inocente.



   -- O que quer que eu faça agora? - Passeio meus dedos por sua intimidade, ela estremece, meus dedos voltam melados, e eu sorrio.



  -- Adora me ouvir implorar.



  Pressiono meu pau na sua entrada e me abaixo em cima dela, sussurrando em seu ouvido.

  -- Amo.

  Ela estremece.

  -- Vai, Jace... - Ela curva suas costas, fazendo eu quase começar a penetra-lá.



  -- O que você quer que eu faça? - Mordo seu ombro.



  -- Me fode. - Ela suspira.


 
  Dou um tapa estralado em sua bunda, ela geme e arqueia as costas de novo.



  -- Por favor. - Ela suspira. -   -- Me fode, por favor.


  Sua voz me fez estremecer de desejo. A penetro devagar e até o fundo.


  -- Ah.. - Ela geme. - Tudo. Eu quero te sentir todo em mim.



  Suspiro de prazer. Aquela garota sabia mesmo como deixar alguém louco. Puxo mais meus quadris e me encaixo todo nela.



  -- Sem barulho. - Digo pausadamente e baixo.



  Começo a me mover.



  Do jeito que as coisas sempre fluiam, o hospital inteiro poderia ficar sabendo disso.

¤¤¤

-- Está de bom humor hoje. - Disse Simon me entregando um envelope branco.

-- Estou?

-- Sorridente. - Ele arqueia uma sombrancelha. - O que aconteceu?

Dei de ombros. Tentando não sorrir enquanto lembrava das cenas de mais cedo.

-- Naaaada demais.

-- Jace...

-- O que? - Continuei a andar, Simon veio atrás.

-- Você não sabe mentir.

-- Eu não est...

Simon cruzou os braços, me olhando com tédio.

-- Tá. Só me conta o que a ruiva tem a ver com isso.

Revirei os olhos entrando na minha sala. Me sentando na minha cadeira, atrás da mesa.

-- O que você quer ouvir? Que a gente transou?

-- A verdade. - Ele disse arrumando os óculos.

-- A gente transou. - Disse baixo e pausadamente. - Só isso.

-- Quando?

-- Sério isso, Simon? - Cruzo os braços.

-- Quando? - Ele repetiu, impassível.

-- Sei lá. Meia hora atrás, talvez.

Ele bateu a mão na testa.

-- Jace! - Ele se inclinou na minha mesa, abaixando a voz. - Se alguém descobrir e isso chegar aos ouvidos do Aldetree, você é demitido.

-- É por isso que ninguém vai contar. - Apertei os olhos para ele.

-- Você me conhece. Eu jamais contaria. - Simon esfregou os olhos e arrumou o óculos.

-- Eu sei. - Suspirei jogando a cabeça para trás.

-- E não é como se eu não te avisasse disso, desde que a Kaelie estava aqui.

-- Com ela foi no estacionamento atrás do hospital. - Bufei. - Não teve nada a ver. E você sabe que ela que insistiu.

-- Vai dizer que a ruiva que começou?

Aquiesci.

-- É melhor controlar suas mulheres, Jace. - Disse Simon.

-- Nem uma das duas são "minhas". - Revirei os olhos. - E, fala sério, Simon, isso não vai mais acontecer.

-- E eu sou loiro. - Ele disse com deboche, saindo da minha sala.

Não podia brigar com Simon. Sabia que ele estava certo em todos os aspectos, inclusive no de transar com Clary na minha sala novamente.




Notas Finais


VAMOS COM CALMA
É MTA INFORMAÇÃO PARA SER ASSIMILADA

MAS A PRINCIPAL EU ACHO Q VCS LEMBRAM....

O HOT

KKKKKKKK
MENTIRA

A CREURI! CHORANDO?! OMG!!!!! POR QUÊ?!

SABEREMOS!

BJO BJO E ATÉ O PROX CAP PWF 🔥


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