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História Play with fire - Clace - Capítulo 3


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Notas do Autor


Desculpem a capa mt grande, é q, sendo bem sincera, eu fiquei com preguiça de cortar skhdjsjs

Capítulo 3 - Guarda-costas


Fanfic / Fanfiction Play with fire - Clace - Capítulo 3 - Guarda-costas

Arregalo os olhos e enrolo a toalha na cintura desesperadamente. Eu não conseguia ficar exatamente bravo, mas sim espantado. Clarissa passou os olhos pelo meu corpo com luxúria. Sua boca estava marcada onde mordeu. Seus braços cruzados embaixo dos seios. Ela para o olhar no meu abdômen e passa a língua nos lábios.



  -- Por que colocou a toalha? - Pergunta olhando abaixo do meu quadril e depois sobe ao meu rosto. - Ai, que fofo, você está corado.



  -- Não, estou não. - Sinto meu rosto ficar quente, agora eu estava corado. Sem nenhum motivo aparente.




  -- Está sim. - Ela se aproxima. Podia ver que ela estava sem salto, ficava baixinha. Ela se estica e aperta minhas bochechas. - Fofo.



  Tiro as mãos dela do meu rosto sem delicadeza. Ela volta a passear os olhos pelo meu corpo. Seu olhar para logo abaixo do meu abdômen.  Fico incomodado e sigo o olhar, e vejo "o que" ela estava encarando; minha toalha tinha caído.




  Solto rapidamente os pulsos dela, pegando minha toalha e enrolando novamente na cintura.



  -- Não precisa se cobrir por minha causa. - Ela volta a olhar meu rosto.



  -- Saia daqui. - Viro os ombros dela para a porta.



  -- Nossa seu grosso. - Disse ela, abrindo a porta para sair. Mas antes se vira e dá uma piscadinha. - Literalmente. - Ela fecha a porta do banheiro com um baque.



  Eu jogo água no rosto. E me olho no espelho, minhas olheiras eram visíveis, meus traços carregavam exaustão. Decido colocar a mesma roupa e sair. Ela estava sentada na beira da cama, olhando em volta. Pousa os olhos em mim.



  -- Ah, não precisava sair de roupa.



  Eu reviro os olhos.



  -- Por que está aqui?



  -- Sou sua guarda costas.



  -- Eu quero dormir. - Aponto a cama com o queixo.



  -- Pode dormir. - Ela se ajeita na cama, ainda no mesmo lugar.



  -- Eu vou deitar.



  -- Deite.


  Eu reviro os olhos de novo e contorno a cama, me deitando do outro lado de costas para ela.


  -- Olha... muitas meninas teriam inveja de você.



  -- Meninas? Inveja de mim? - Pergunto, ainda não conseguia dormir.



  -- Sim. Meu Deus, olha o tamanho dessa bunda.



  Olho para ela por cima do ombro. Ela fitava minha bunda, com o celular ligado em alguma conversa.



  -- Isso é sério? - Meu tom de riso e deboche ficou claro.



  -- Claro. - Ela sobe os olhos até meu rosto. - E olha que nem falei da parte da frente. - Eu volto meu rosto ao travesseiro. - Os homens também devem ter inveja em... - Ela ri maliciosa



  -- Vai me deixar dormir?



  -- Nossa, princesa. - Faz uma voz carregada de tristeza. - Para que ser tão grosso? - Ouço um barulho que parecia um estralar de dedos. - Ah, eu esqueci. Você é grosso.


  -- Dá para parar de falar do meu pau? Obrigado. - Reclamo sem paciência pelo cansaço e pela chatice dela.



  -- Ah, foi mal. Prefere falar de peitos? - Eu me viro na cama, colocando o travesseiro na cabeça.




  -- Prefiro que você fique quieta.



  -- Não gosta de homens, nem de mulheres. É assexuado?



  -- Já te disse que tenho uma namorada. - Choramingo de sono no travesseiro.



  -- Ela é bonita?



  -- Sim.



  Ela parece pensar.



  -- Como ela é? - A voz não tinha curiosidade, só o mesmo sarcasmo seco.



  -- Bem diferente de você.



  Outro tempo de silêncio. Finalmente paz! Ela deve ter cansado. Porém quando ajeito minha postura e me viro para o lado abro os olhos lentamente. Ela estava deitada de lado, me encarando. Sua regata fina -- com a porcaria do decote cavado -- era apertada, Clary tinha a barriga lisa e grandes peitos. Eu brigo comigo mesmo de novo por reparar no peito dela. Me lembro que tinha uma namorada de quem eu poderia sim, olhar a vontade.



  -- Ah, não. - Reclamo revirando os olhos.



  -- O que?



  -- Por que está deitada comigo? - Ela abre um sorriso curioso.



  -- Tem tanto problema com insinuações sobre sexo. Por acaso é virgem?



  -- Ah, Cala a boca. - Ela abre um sorriso.



  -- Vem calar.



  Eu reviro os olhos. Me viro de costas e adormeço.



¤ ¤ ¤


  Após  acordar, me dou conta que estava sozinho.

Dou graças ao anjo e me levanto, vendo a hora em meu celular. Dez da manhã, tinha que estar no hospital as duas e meia para a cirurgia.


¤¤¤

 
  Fui de encontro ao meu pai em seu escritório. Ele estava sentado em sua cadeira, fumando e vendo algo em um caderno.


  -- Pai. - Ele levanta o olhar.


  -- Veio conversar melhor sobre... - Ele gesticula com as mãos. - Isso.



   -- Na verdade - eu disse -, agora não.



  -- Mas vai querer conversar mais tarde. - Assenti. - Entendo.



  -- Tenho que estar no hospital hoje. - Disse. - Tenho uma cirurgia importante para fazer.



  Ele ajeita a postura e cerra a mandíbula.



  Antes dele falar algo a porta se abre.



  -- Senhor, O Jonathan não está no... - Clarissa faz uma pausa e me olha. - Ele está aqui.



  Meu pai assentiu.



  -- Vá se arrumar. Afinal, Jace tem uma cirurgia. E você vai acompanhá-lo.



  -- Sim, senhor. - Ela assente.



  -- O que?! - Exclamo.



  -- Ela é sua guarda costas e vai te acompanhar em cada lugar que ir.


  Abro a boca para protestar, mas ele me interrompe.


  -- Sem mais nenhuma palavra. É isso e ponto final.


  Bufo e vejo um fantasma de sorriso malicioso passar por Clary.


¤¤¤


  Antes de irmos para o hospital forcei-a a ficar no carro enquanto eu trocava de roupa e arrumava uma mala no meu antigo apartamento. Coloquei a mala no porta-malas e entrei no banco do passageiro.


  -- Já pegou carona comigo? - Ela sorriu.


  -- Pelo anjo, o que você vai fazer?


  -- Calma, princesa... - Ela sorriu e acelerou.


  -- Clarissa! Não!


  -- Me chama de Clary. - Ela quase derrapou em uma curva.



  -- Por Deus! - Me desesperei. Não achei que ia morrer daquele jeito, mas na velocidade que estavamos... - Diminui!


  Ela riu.


  -- Clary, por favor! - Fechei os olhos quando ela cortou dois carros. Então ela diminuiu.


  -- Isso foi divertido. - Ela sorriu, olhando para frente com tranquilidade.


  -- Você chama isso de divertido?!


  -- Sim. - Ela deu de ombros. - O que seria divertido? Um jogo de cartas?


  -- Gosto de baralho.


  Ela revirou os olhos.


  -- Vocês velhos...


  -- E a senhorita é muito jovem. - Falo com deboche, me lembrando de sua idade.


  -- Sou um ano mais nova, vovó. - Ela mostra a língua.


  Uma moto nos corta, quase batendo no carro.


  Ela abriu o vidro e colocou a cabeça para fora, gritando:


  -- OLHA POR ONDE ANDA, ARROMBADO- Ela berra. - ESTÁ INDO DAR O CU, CACETE?! Que pressa!


  Cedi e comecei a rir. Ela fechou o vidro e olhou para mim com curiosidade.


  -- O que foi? - Sorriu e arqueou as sombrancelhas.


  -- Acho que não vai ser tão ruim te ter de guarda-costas. - Disse recuperando o fôlego.


  -- Vamos nos divertir muito. - Ela sorriu com malícia.


  -- Tenho uma namorada. - A relembrei.


  Clary deu de ombros.


  -- Um pequeno detalhe.


¤¤¤


    -- Jace! Graças a Deus! - Kaelie correu e pulou em mim. Retribui seu abraço.


  -- Oi amor. - Segurei seu rosto, e sem importar se estava na recepção do hospital comecei a beija-lá. Ela retribui agarrando meu pescoço.


  -- Ca-ham! - Clary pigarreou. Eu rompi o beijo com um sorriso.


  Kaelie olhou Clary de cima a baixo, curiosa.


  -- Você a conhece.


  -- Claro que sim. - Clary sorriu e se apoiou no meu ombro. Como se fossemos íntimos a muito tempo. - Sou a melhor amiga dele. Não é, prin... Jace?


  Assenti sem vontade alguma.


  -- Melhor amiga desde onde? - Kaelie franziu o cenho.


  -- Somos amigos a um longo tempo. - Clary mentiu. - Há alguns anos. Mas eu tive que ir para o... - Ela pensou. - Irã. E ai nos separamos.


  -- Ah. - Minha namorada sorriu falsamente. - Só um pergunta, vocês já tiveram alguma coisa?


  Praguejei em silêncio.


  Lancei um olhar de piedade a Clary. Por favor, não invente nada.


  -- Não. - Ela me deu um soquinho no ombro. - Somos praticamente irmãos. Nunca tivemos segundas intenções.


  Soltei o ar que nem vi que estava prendendo.


  Clary merecia um Oscar pela mentira. Ela era uma ótima atriz.


  Kaelie sorriu, agora realmente feliz.


  -- Vem amor, tem que ir para a ala da preparação cirúrgica.

  -- Ah, claro.


  Sorri enquanto Kaelie ia na frente nos corredores. Clary ficou ao meu lado, no mesmo passo. Estava com outra bota, reparei.


  -- Loira do olho azul, em... - Disse com malícia.


  -- Não sabia que curtia mulheres.


  Ela riu baixo.


  -- Não curto. Mas sei dizer quando são atraentes. Só que dois loiros dos olhos azuis... não combina.


  Reviro os olhos.


  -- Sua opinião não me importa.


  -- Sei que não. - Ela continuou com a droga daquele sorriso.


  A analisei por um instante; estava com uma blusa de manga três quartos, mas tinham botões abertos, deixando um decote. Sua calça de couro colada marcava absolutamente tudo. Vários homens se viraram para ver Clary. Ela só ignorou.


  -- Podia ter vestido algo melhor para ir ao hospital. - Reclamei baixo.


  -- Não tenho nada mais comportado. - Ela deu de ombros.


  Suspirei.


  -- Sua amiga não passa daqui, amor. - Kaelie se virou antes de entrar na sala.


  -- Com licença. - Disse feliz ao deixar Clary e sua chatiche para trás. Isso era ótimo.


¤¤¤


  Após exatas seis horas de cirurgia eu estava acabado. E a noite quase não dormida me pesou. Mas pelo menos a cirurgia foi de sucesso total, isso me energizou. Me troquei e sai da sala. Pronto para voltar oara casa e descansar direito para amanhã. Mas antes tenho que me despedir de Kaelie. Sigo o corredor branco e cheio de pessoas, e antes de virar na recepção, contorno e sigo para a cafeteria. Onde provavelmente minha namorada estava. E acertei, só tinha um problema... Clary.


  Ah, Deus. Eu tinha esquecido totalmente dela!


  Me apressei em sentar ao lado de Kaelie.


  -- Oi. - Dei um selinho nela. Clary acenou a cabeça.


  -- Oi, amor. - Minha namorada responde. - Clary estava me contando da vez que viajaram em uma excursão da escola. Por que não me contou sobre sua amiga?


  Ela sorria, mas seus olhos me fulizavam com balas de ódio.


  -- Melhor amiga. - Corrigiu Clary. - Verdade, por que nunca contou de mim?


  -- Não veio ao caso. - Dei de ombros. - Tenho que ir para casa. Estou cansado.


  -- Vamos. - Clary se levantou, brusca.


  -- Como assim vamos?! - A voz de Kaelie ficou aguda de ciúmes.


  -- Ela... está na minha casa. - Engoli em seco.


  -- Muito bem, Jace. - Ela se levantou.


  -- Amor. - Me levantei e segurei seus ombros. - Ela é minha amiga. E você que é minha namorada. - Beijei-a rapidamente nos lábios. - Te amo. Se lembre disso.


  Ela sorriu e assentiu.


  -- Tudo bem, desculpe. - Ela me beijou de novo. - Até amanhã.


  Enquanto Kaelie seguia para a recepção, Clary me olhava com fascinação, como se acabasse de ter vencido uma guerra sozinho, ou algo assim.


  -- O que?


  -- Parece tão fácil para você. - Ela disse começando a andar. A acompanhei.


  -- O que? - Repeti.


  -- Falar... isso.


  -- Que eu amo minha namorada? - Franzi o cenho.


  -- Isso.


  -- É fácil porque eu a amo. - Dei de ombros. - Então também falo facilmente. Você nunca amou alguém?


  Ela hesitou.


  -- Já.


  -- E nunca disse para essa pessoa que a amava?


  -- Eu... - Ela refletiu. - Não interessa. Entra no carro. Vamos embora. Já perdi seis horas de vida aqui.


  Me espantei com sua mudança de humor tão repentina. O que será que eu havia dito? Será que Clary já amou alguém? Será que essa pessoa pertiu o coração dela? Eram tantas perguntas...


Notas Finais


Clary e seu passado....


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