História Play with fire - Capítulo 11


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Categorias Naruto
Tags Itachi Uchiha, Itaino, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Vaahferreira
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Palavras 1.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - A Angústia De Se Estar aqui


Fanfic / Fanfiction Play with fire - Capítulo 11 - A Angústia De Se Estar aqui

Sakura recuou. Não queria ficar um segundo a mais com Sasuke, mas também não podia ignorar o Uchiha assim. Ainda mais diante de Mikoto, que podia estranhar tal ação. Então apenas sorriu, e assentiu. 

— Claro, vem comigo. 

E Sasuke a seguiu. 

Talvez ele sò estivesse provocando, pois sabia o efeito que tinha sobre as mulheres. Porém, isso não descartava o fato de noite passada ter tido seus sonhos invadidos por ele. Assim como ela invadiu os  dele. E ambos tinham noção de como estar perto causava arrepios pelo outro. 

Sakura o levou até o corredor dos banheiros, mas Sasuke não estava a fim de usá-lo. Então parou no meio do corredor, se virando para a Haruno. Mais uma vez sós. A diferença era que desta vez não havia mais um show de pessoas ao seu redor, música alta e Palermo. 

— Precisa me explicar o que houve ontem. — anunciou o Uchiha. 

— Nao compreendo. 

— "Não sou mulher pra você!" — repetiu ele. — O errado sou eu ou você? 

— Provável que seja nós dois. — E sorriu inocente. 

Mal sabia ela que havia lhe ativado uma lembrança.


" — Você vem aqui todos os dias, senta e fica a tarde toda. — comunicou a menina. Seus cabelos rosados estavam presos em duas maria Chiquinhas em cima da cabeça, e como sempre seus olhos tinham um brilho — Me fala seu nome. 

— Não. 

— Você está fugindo da Polícia? 

— Não. 

— Se escondendo de alguém?

— Não. — respondeu pela terceira vez. 

— Você é problemático demais. — murmurou ela sentando ao seu lado — A sua sorte é que eu gosto de você. 

— Você me perturba toda vez que me encontra. Talvez eu não seja o único problemático aqui. 

— Talvez seja nós dois." 

E sorriu. 

— Você ainda gosta de mim, Sakura?

— O que? — questionou confusa. Sasuke piscara algumas vezes, e então desviou seus olhos. 

Por que diabos havia de ter essas lembranças? Não se importava em ter devaneios com a rosada, mas se importava de os ter na frente dela. 

— Poucas palavras definem Sasuke Uchiha: conservador. — disse ela. 

— Prefiria quando você não era tão altruísta assim para falar comigo. 

Ele estava fugindo. Por que ele estava fugindo? Sakura lhe lançou um sorriso confuso, mas se moveu ao que pareceu sair do corredor, mas antes parou a sua frente a poucos centímetros. 

— Definitivamente, você não aprendeu a fazer um laço... — comentou arrumando sua gravata. Sasuke ficou estático e indiferente enquanto a sentia tão perto. Jasmim. Ela cheirava a jasmim. — Carpen die, Sasuke. 

"Denovo não!" Pensou ele antes de a segurar pelo braço e a girar fazendo-a bater contra seu peito. 

— Nao brinque com fogo, Sakura. 

— Meu único medo são queimaduras de terceiro grau. — disse a ele. 

— Eu sou um quarto. 

— Posso lidar. 

Ele a soltou, e então a mesma passou por ele rebolando. Provocação, deduziu. Balançou a cabeça e a viu sumir no final do corredor.  

— Droga de garota fogosa... — murmurou consigo mesmo. 

— Falando sozinho irmão? — Itachi o encontrou parando ao seu lado. — Bela gravata. 

Sasuke o olhou por um tempo, e antes mesmo do imaginado, Itachi já havia caido na gargalhada. 

— "Não brinque com fogo!" — reportou entre os risos. — Essa foi hilária, Sasuke. Meus parabéns. 

— O que eu to perdendo? — perguntou Naruto ao entrar e encontrar Itachi aos risos, e o amigo com cara de tacho. 

— Sasuke arrumou um desafio a sua altura. — disse Itachi. 

— ôh! Mesmo, quem? — perguntou interessado. 

— A Haruno. 

— O QUE?!?!?!?! — gritou — ME EXPLICA ISSO!

— Parem de falar como se eu não estivesse aqui. — brandou Sasuke — E não tem nada pra explicar. 

— "garota fogosa!" — brincou Itachi. Sasuke lhe lançou um olhar fuzilante, e o mesmo se calou. — Boto a maior força, irmão. 

— Fiquem na de vocês. — disse Sasuke. 

— Um aviso: Sakura é inteligente, então não vai conseguir jogar com ela. — alertou Naruto. 

— Não estou jogando. 

— Também não deixe que ela saiba disso. — completou Naruto — Mulheres podem ser nossa extinção. 

.oOo. — .oOo. — .oOo.

Sakura desfilou o evento inteiro conversando com todo mundo. Hinata veio, e como esperado trouxe a irmã e Neji, que Itachi precisou dar uma forcinha para arrastar para cá. Mas se esforçaram. E o evento estava mais cheio que esperado. 

— Oi, Sakura. — Naruto apareceu na porta do escritório. A Haruno o encarou e sorriu. 

— Oi, Naruto. Obrigado por vir dar essa força hoje. 

— Não por isso. — respondeu alegre. — Eu vim aqui para falar com você sobre uma doação.

— Sério? Quer doar pro Lar Konoha? — ficou animada. 

— Com certeza. Adorei a sua iniciativa. Quero fazer parte disso e também... 

— Sakura, você viu a... — Hinata entrou na sala, e se calou quando viu que ela estava acompanhada. — Ah, desculpa. Não sabia que tinha companhia. 

— Não, tudo bem. — alegou. — Naruto, essa é minha amiga Hinata, e esse é o Naruto, amigo de Sasuke. 

— É um prazer. — Hinata lhe estendeu a mão, e Sakura reprimiu um sorriso sacana vendo como Naruto ficou encantado com a morena. 

— O prazer é meu. 

— Hinata, pode levar Naruto de volta pro evento e fazer companhia pra ele? — Naruto encarou a Haruno. — A gente acerta sobre a doação depois, Naruto. Eu prometo. 

— Tudo bem. — assentiu. — Vamos, Hinata. 

E saíram. Hinata não conseguiu sair sem lançar um olhar de reprovação para a amiga. E Sakura apenas sorriu, sabendo que tinha maldade no pedido. 

— Ficam bonitinhos juntos. — murmurou. 

— Falando sozinha, pequena? 

Os olhos verdes se fecharam e um suspiro aliviado escapou dos lábios entre abertos. Girou nos calcanhares e o viu; alto, forte, olhos ônix, cabelos prateados. Kakashi Hatake, seu meio irmão. 

— Que bom que chegou. Anko está aqui a quase uma hora e eu já pensei em contar-lhe que você é um idiota pelo menos quatro vezes. — disse a rosada, enquanto andava em sua direção. 

— Haruno, Haruno você continua engraçada. — disse em resposta. 

— Você tem um discurso pra fazer, então não escolha se atrasar. — perto o suficiente, lhe rodiou o corpo em um abraço. — Senti sua falta. 

— Não vou dizer que senti sua falta. 

Esse era Kakashi Hatake seu meio-irmão. Filho de seu pai com outra mulher. Kizashi em vida nunca fora um bom marido, ou um bom pai. Sempre discutindo com Mebuki e ignorando Sakura, mesmo sendo sua filha. Kakashi surgiu de uma traição, anos antes de Sakura vim ao mundo. Mebuki criou esse orfanato para que pudesse ter filhos, crianças o tempo todo. Já que não podia ter seus próprios filhos. Pelo menos, ela achava não poder. 

Anos após Kizashi a trair com a mãe de Kakashi, Mebuki engravidou. E pela primeira vez, conseguiu levar a gravidez até o final. E pelo contrário, a chegada de Sakura não foi a felicidade da família. Kizashi não mudou, pelo contrário, regrediu. Começou a agredir Mebuki, e renegou qualquer envolvimento com a menina Sakura. Para ele, Mebuki nunca tinha tido aquela filha. Porque ele nunca fora pai de ninguém. Nem mesmo de Kakashi, tão renegado quanto ela. 

Mebuki tinha medo de largar o marido. A chegada de Sakura só a alardou mais ainda. Podia amar Sakura e ter sua filha como seu bem mais precioso. Mas ainda tinha o orfanato. E tantas crianças envolvidas. Sakura era um coração. O Lar Konoha eram vários. Por isso Mebuki permitiu que a filha vivesse sobre o mesmo teto que Kizashi, sendo precionada todos os dias. Tendo que ouvir como era indesejada e desgostada o tempo todo por seu pai. Pelo menos isso Kakashi não passou, já que fora viver com sua mãe no outro lado do país. 

E então aconteceu, Kizashi e Mebuki estavam mortos. Sakura órfã, e o orfanato temporariamente nas mãos de Chyo. Até esse momento. 

Até agora. 

.oOo. — .oOo. — .oOo.

O Uchiha caçula contava os segundos pra poder sair daquele inferno. Perdera a conta de quantas vezes já havia consultado aquele relógio no braço. O tempo parecia não passar com tanta chatice envolvida. 

A mercê de sua impaciência, sua mãe o mandou dar uma volta. Não tinha nada de interessante em ver, no entanto ele queria mesmo fugir de toda aquela falação de pessoas. 

Caminhou meio perdido por algum tempo, até que literalmente se viu perdido. Havia subido algumas escadas, e estava em um corredor cheio de portas. 

— "Quem eu vou acertar agora?" — o moreno parou diante uma porta com uma meia abertura, ao ouvir uma voz infantil.  

Sasuke colocou a mão na abertura, abriu mais um pouco, o suficiente para entrar e quando viu, estava em um dos quartos. Curioso em encontrar a voz, correu os olhos pelo lugar e no canto, onde tinha uma janela, avistou um garoto. Não devia ter nem dez anos, mas o que lhe chamou a atenção foi o que o garoto tinha em mãos: uma pistola de nerf. 

— Cadê a ruivinha? Eu vou acertar bem na testa dela. — dizia o menino sem notar a presença do moreno. 

— O que está fazendo? — perguntou Sasuke. 

O menino sobresaltou assustado ao ouvir sua voz. O brinquedo caiu de sua mão, e o mesmo se virou assustado. 

— Interessante... — disse o Uchiha. O menino continuou parado, enquanto o Uchiha chegava perto. Sasuke tirou a arma do chão, e ficou em pé ao lado de onde o menino estava. — Vista etinerana para o pátio. 

— Você vai me dedurar? — enfim o menino se pronunciou. Sasuke se virou para ele, mas tão logo desviou com um sorriso sapeca. 

— Você tem mais uma dessa? — perguntou Sasuke. 

— Sim. 

— Tá a fim de causar? — o moreno se virou pro menino e constatou sua surpresa. — Arrume outra dessa. Vamos brincar. 

— Você tem que ter um alvo. — alertou a criança. — Qual é seu nome?

— Sasuke Uchiha, e acabei de encontrar meu alvo. — sorriu sombrio, seguindo os passos da mulher que pareceu sair de algum lugar desconhecido. 

— Meu nome é Kyo. 

— O que você acha de Sakura Haruno, Kyo? — perguntou Sasuke ainda com os olhos na mira apontando pro seu alvo. 

—Eu não sei. Não sou chegado a ela. 

— Ela é dona desse orfanato. 

— Eu não me importo. Não me importo com nada na verdade. Não se importaram comigo, e eu não me importo com ninguém.

— Por que diz isso? — finalmente Sasuke desviou da multidão, e se virou pro menino. 

— Pouco importa. Quem é seu alvo? — Kyo mudou o foco do assunto.

Sasuke percebeu, mas achou melhor não dizer nada. Voltou a por o olho ma mira e a viu conversando com sua mãe. 

— Se seu alvo for a Sakura, não é uma boa ideia. — disse Kyo. 

— Eu sei. 

— Vai me causar problemas. 

— Relaxa, Kyo. 

O dedo deslizou no gatilho e soltou. O barulho seguinte foi um grito surpreso vindo da rosada. Sakura passou a mão no ombro e o viu manchado de vermelho, porem não era sangue. 

Seus olhos foram direto para a janela, e seu sangue ferveu ao que viu. Filho de uma... 

SASUKE!!!!!!


Notas Finais


Vai sair mais capítulo hoje, assim que eu voltar da escola. Beijos. Até a noite.


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