História Playboy Irrésistible - Version Markson - Capítulo 21


Escrita por:

Postado
Categorias Got7
Personagens Jackson, Mark
Tags 2jae, Baekchen, Baekhyun, Chanyeol, Jackson, Jaebum, Jongin, Kaisoo, Kyungsoo, Mark, Markson, Youngjae
Visualizações 120
Palavras 4.163
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Capítulo 20


Fanfic / Fanfiction Playboy Irrésistible - Version Markson - Capítulo 21 - Capítulo 20

Jackson

Alguns metros depois da linha de chegada, Mark andava em pequenos círculos, então se abaixou e apoiou as mãos nos joelhos.

– Nossa – ele ofegava, olhando para o chão.

– Eu me sinto incrível. Isso foi incrível.

Voluntários nos entregaram barrinhas de cereais e garrafas de água, que bebemos de uma vez. Eu estava tão orgulhoso dele que não me contive: eu o puxei para um abraço suado e sem fôlego, beijando o topo de sua cabeça.

– Você foi incrível – e fechei meus olhos, mergulhando meu rosto em seus cabelos.

– Mark, estou muito orgulhoso de você.

Ele congelou em meus braços e então deslizou as mãos ao redor do meu corpo, simplesmente me abraçando de volta, com o rosto em meu pescoço. Eu podia sentir sua respiração, podia sentir suas mãos tremendo contra mim. Por alguma razão, achei que aquilo não era apenas por causa da adrenalina da corrida. E então, eu sussurrei:

– É melhor arrumarmos nossas coisas.

Oscilei tanto entre estar confiante e estar devastado durante toda a semana que agora que estava com ele eu não queria mais perdê-lo de vista. Começamos a andar de volta para as tendas; com a corrida serpenteando pelo Central Park, a linha de chegada ficava a poucos quarteirões do começo. Fiquei ouvindo sua respiração e observando seus pés enquanto andava. Ele estava obviamente exausta.

– Imagino que você já sabe sobre o Youngjae – ele disse, olhando para baixo e mexendo em seu número da corrida. Ele descolou o papel e olhou para ele.

– Pois é – eu disse, sorrindo.

– É incrível. – Encontrei com ele na noite passada. Ele está tão animado.

– Conversei com Jaebum na terça-feira – e engoli em seco, sentindo um nervosismo repentino. Ao meu lado, Mark hesitou por um segundo.

– Saí com os caras naquela noite.

Ele estava com a esperada expressão de alegria e medo no rosto. Ele soltou uma leve risada, genuína. Droga, eu sentia tanta falta disso.

– O que você vai fazer agora? – perguntei, abaixando para fazê-lo olhar para mim. E quando olhou, lá estava, aquele algo mais que eu sabia que não tinha imaginado no último fim de semana. Eu ainda podia senti-lo deslizando sobre mim naquele quarto escuro, ainda podia ouvi-lo implorando num sussurro: “Não me machuque”. Foi a segunda vez que ele me disse isso, mas, no fim, quem se machucou fui eu.

Ele deu de ombros e desviou os olhos, caminhando pela densa multidão enquanto alcançávamos as tendas da linha de partida. Um pânico começou a surgir em meu peito; eu ainda não estava pronto para me despedir.

– Provavelmente vou para casa, tomar um banho e almoçar – ele franziu as sobrancelhas. – Ou almoçar no caminho. Acho que não tem nada comestível na minha cozinha.

– Velhos hábitos custam a morrer – eu disse ironicamente. Ele fez uma careta culpado.

– Pois é. Fiquei mergulhado no laboratório a semana inteira. Sabe como é… precisava de uma boa distração.

Minhas palavras saíram apressadas com minha falta de ar: – A gente podia almoçar juntos, eu tenho ingredientes para sanduíches, ou saladas. Você podia voltar comigo para meu apartamento e… – Mark parou de andar e se virou para me encarar, com uma expressão de surpresa e então… pareceu aceitar o convite. Piscando várias vezes, senti meu peito se apertar. Tentei segurar a impossível esperança que subia por minha garganta.

– O que foi? – eu perguntei, soando mais irritado do que pretendia.

– Por que está olhando para mim desse jeito?

Sorrindo, ele disse: – Você provavelmente é o único homem que conheço que mantém sua geladeira tão bem abastecida.

Senti minhas sobrancelhas se juntarem em confusão. Foi isso que a fez parar e me olhar desse jeito? Coçando minha nuca, eu murmurei: – Tento manter coisas saudáveis em casa para não ter que sair e comer porcarias.

Ele se aproximou, perto o bastante para sentir o cheiro suave de seu suor e lembrar o quanto foi incrível fazê-lo suar desse jeito. Baixei meus olhos para seus lábios, querendo tanto beijá-lo que até fazia minha pele doer.

– Eu acho você incrível, Jackson – ele disse, lambendo os lábios debaixo da pressão da minha atenção.

– E pare de me olhar desse jeito. Só posso aguentar ficar perto de você até certo ponto.

Antes que eu pudesse processar tudo isso, ele se virou e andou em direção à tenda para pegar suas coisas. Atordoado, fui para a direção oposta pegar minhas chaves, minhas meias extras e a papelada que enfiei em minha jaqueta. Quando voltei, ele estava esperando por mim, carregando uma pequeno bolsa esportiva.

– Então – comecei a dizer, tentando manter distância.

– Você vem comigo?

– Eu realmente deveria tomar um banho… – ele disse, olhando para a rua atrás de mim que levava para seu prédio.

– Você pode tomar banho no meu apartamento…

Não me importei se isso soou estranho. Eu não o deixaria escapar. Eu sentia sua falta. As noites eram insuportáveis, mas as manhãs eram ainda piores. Sentia falta de sua conversa sem fôlego e a maneira como eventualmente ele sincronizava com o ritmo de nossos pés na calçada.

– E emprestar umas roupas limpas? – ele perguntou, mostrando um sorriso malicioso. Concordei sem hesitar.

– Sim.

Seu sorriso diminuiu quando ele percebeu que eu estava falando sério.

– Venha comigo, Mark. Apenas para almoçar. Eu prometo.

Bloqueando o sol com a mão sobre a testa, ele estudou meu rosto por um momento.

– Tem certeza?

Em vez de responder, eu inclinei minha cabeça e me virei para começar a andar. Ele entrou no ritmo ao meu lado, e a cada vez que nossos dedos acidentalmente se tocavam, eu quis segurar sua mão e puxá-lo para a árvore mais próxima. Nos últimos poucos minutos o velho Mark brincalhão esteve de volta, mas o Mark silencioso reapareceu enquanto andávamos pelos dez quarteirões de volta ao meu prédio.

Segurei a porta quando entramos, passei por ele para apertar o botão do elevador e então fiquei ao seu lado perto o bastante para sentir o contato de nossos braços enquanto esperávamos. Por três vezes ouvi sua respiração interrompida quando fazia menção de olhar para mim, mas então desviava os olhos no último momento, olhando para os sapatos, para as unhas, para a porta do elevador. Em qualquer lugar, menos em meu rosto. Já em meu apartamento, minha cozinha espaçosa parecia encolher sob a tensão entre nós, causada pelos resquícios de nossa horrível conversa na terça à noite, as centenas de coisas não ditas hoje e a atração latente que sempre estava presente.

Entreguei a ele um Powerade azul, pois era meu favorito, e enchi um copo com água para mim, virando-me para observar seus lábios, sua garganta, sua mão envolvendo a garrafa enquanto tomava um longo gole. Você é lindo demais, eu não disse. Eu te amo tanto, eu não disse. Quando baixou a garrafa no balcão, sua expressão estava repleta de todas as coisas que ele também não estava dizendo. Eu sabia que estavam lá, mas não tinha ideia do que essas coisas poderiam ser. Enquanto nos reidratávamos em silêncio, eu não conseguia parar de tentar olhar para seu corpo discretamente. Mas essa discrição era em vão. Eu podia ver seus lábios se curvando num sorriso de quem sabe que está sendo observado.

Meus olhos se moveram de seu rosto para o queixo, descendo para a pele ainda úmida em seu peito… ah, merda. Até agora eu consegui não olhar diretamente para seu peito, mas de repente senti um desejo familiar se espalhar por mim. Soltei um grunhido e esfreguei meus olhos. Convidá-lo até aqui foi uma péssima ideia. Eu queria tirar sua roupa, ainda suado, e sentir o deslizar de seu corpo sobre mim. Quando apontei para o banheiro e perguntei se ele queria tomar banho primeiro, Mark inclinou a cabeça, sorriu e perguntou:

– Você estava olhando para os meu corpo?

E por causa da familiaridade, do conforto e da maldita intimidade da pergunta, senti uma raiva fervendo em meu sangue.

– Mark, não comece. Não seja o garoto que mexe com a cabeça dos outros. Não faz nem uma semana que você me deu um fora.

Eu não esperava que fosse soar desse jeito, e no meio da cozinha silenciosa meu tom de voz raivoso ecoou entre nós. Ele ficou branco, parecendo devastado.

– Desculpa – ele sussurrou.

– Merda – eu gemi e apertei novamente os olhos.

– Não peça desculpas, apenas não… – abri os olhos para olhar em seu rosto.

– Não brinque comigo.

– Não estou tentando brincar – ele disse, com a voz quase falhando.

– Desculpe por desaparecer nesses últimos dias. Desculpe ter agido de um jeito tão horrível. Eu pensei que…

Puxei um banco e sentei. Correr uma meia-maratona não me deixava exausto tanto quanto isto. Meu amor por ele era uma coisa pesada, pulsante, viva, e me deixava maluco, ansioso, faminto. Eu odiava vê-lo estressado e assustado. Eu odiava vê-lo nervoso e com raiva, mas pior do que isso era saber que ele possuía o poder de partir meu coração e tinha pouca experiência em ser cuidadoso sobre isso. Eu estava totalmente à sua desajeitada e inexperiente mercê.

– Sinto sua falta – ele disse. Meu peito se apertou.

– Eu também sinto tanto a sua falta, Mark. Você não tem ideia. Mas ouvi o que você disse na terça-feira. Se você não quer isto, então precisamos achar uma maneira de voltarmos a ser amigos. Perguntar se estou olhando para seu corpo não ajuda a superarmos isso.

– Desculpa – ele repetiu.

– Jackson…

Mark começou a falar, mas as palavras se perderam e ele baixou o olhar para seus pés. Eu precisava entender o que tinha acontecido, precisava saber a razão de tudo ter implodido tão abruptamente depois de fazermos amor de um jeito tão íntimo e selvagem apenas uma semana atrás.

– Naquela noite – comecei a dizer, e então reconsiderei.

– Não, Mark, em todas as noites. Tudo sempre foi intenso entre nós. Mas naquela noite da semana passada… achei que tudo tinha mudado. Achei que nós mudamos. Mas, então, no dia seguinte… E na viagem de volta? Merda, nem sei dizer o que aconteceu.

Ele se aproximou, chegou tão perto que eu podia puxá-lo para ficar de pé entre minhas pernas, mas não fiz isso, e suas mãos lentamente baixaram até pararem totalmente.

– O que aconteceu foi que ouvi o que você disse para o Mingi – ele disse.

– Eu sabia que havia outros homens em sua vida, mas eu pensava que você tinha terminado com eles. Sei que evitei conversar sobre isso, e sei que não é justo eu querer isso, mas pensei que você tinha terminado com eles.

– Eu não tinha terminado oficialmente, Mark, mas ninguém esteve em minha cama desde que você me puxou para aquele quarto e pediu para eu tocar em você. Merda, nem antes disso.

– Mas como eu deveria saber? – Mark baixou a cabeça e ficou olhando para o chão.

– Ouvir o que você falou com Mingi não era tão ruim, eu sabia que precisávamos conversar, mas daí eu vi a mensagem no carro. Apareceu quando eu estava olhando suas músicas – ele chegou mais perto, encostando as coxas nos meus joelhos.

– Transamos sem camisinha na noite anterior, mas daí a mensagem apareceu e parecia como… como se você estivesse querendo se encontrar com ele logo depois. Entendi que Kihyun ainda esperava poder se encontrar com você, e eu estava tentando…

– Eu não transei com ele na terça, Mark – eu o interrompi, sentindo um pânico invadir meu sangue.

– Sim, eu enviei uma mensagem para nos encontrarmos, mas era para terminar com ele pessoalmente. Não era para…

– Eu sei – ele disse, suavemente me interrompendo.

– Ele me falou hoje que fazia tempo que vocês não se encontravam.

Deixei a ficha cair por um instante e depois suspirei. Não sabia se queria saber o que Kihyun contou para Mark, mas, no fim, isso não importava. Eu não tinha nada para esconder. Sim, como uma pessoa que gosta de deixar tudo sempre claro, eu deveria ter terminado com Kihyun assim que disse para Mark que queria algo mais, mas eu nunca menti para Nenhum deles, nem uma única vez. Não menti para Kihyun quando disse, há tantos meses, que não queria nada mais sério. E não menti para Mark no mês passado quando disse que queria ir além com ele, e apenas com ele.

– Eu estava apenas tentando jogar com as suas regras. Eu não queria falar em relacionamento sério de novo porque você tinha decidido que eu não era capaz disso em primeiro lugar.

– Eu sei – ele sussurrou.

– Eu sei.

E ficamos nisso. Seus olhos encontraram os meus, esperando eu dizer… o quê? O que eu poderia dizer que já não tivesse dito antes? Já não deixei claro o suficiente? Com um suspiro cansado, eu me levantei.

– Você quer tomar banho primeiro? – eu perguntei. As coisas estavam tão esquisitas entre nós que mesmo quando ainda éramos praticamente desconhecidos um para o outro, correndo naquela primeira manhã gelada, mesmo naquela dia eu não senti tamanha estranheza. Ele precisou se afastar para me deixar passar.

– Não, tudo bem. Pode ir.

●●●

Liguei o chuveiro no mais quente que aguentava. Eu ainda não estava dolorido por causa da corrida – provavelmente nem sentiria Nenhum dor – mas estressado por querer fazer amor com Mark ao mesmo tempo em que queria estrangulá-lo, e a água quente e o vapor me ajudaram a me acalmar. Era possível que ele quisesse que as coisas voltassem como antes: com sexo, mas apenas amigos. Um conforto sem muitas expectativas. E eu o queria tanto que sabia como seria fácil cair nessa de novo e aproveitar seu corpo e sua amizade em medidas iguais, sem nunca precisar ou esperar ir além. Mas eu não queria mais isso. Nem com ninguém, e principalmente não com ele. Passei o sabonete, fechei os olhos e senti o vapor, limpando a corrida e o suor do meu corpo. Desejando que pudesse limpar também a bagunça dentro de mim.

Ouvi o clique suave da porta do chuveiro apenas uma fração de segundo antes de sentir a rajada de ar frio atingindo minha pele. Adrenalina correu em minhas veias, bombeando em meu coração, enchendo minha cabeça com uma loucura que me deixou tonto. Apoiei a mão na parede, com medo de me virar e encará-lo e sentir toda a minha determinação se esvair. Havia apenas uma fração de mim que eu sabia que resistiria. O resto daria tudo que ele pedisse. Ele sussurrou meu nome, fechando a porta e chegando perto o bastante para eu sentir seu peito pressionando em minhas costas. Sua pele estava fria, e então deslizou as mãos subindo por minhas costelas.

– Jackson – ele repetiu, passando as mãos em meu peito e descendo pela barriga.

– Olhe para mim.

Agarrei seus pulsos para impedi-lo de continuar descendo e sentir o quanto eu estava duro com apenas esse pequeno contato. Eu me sentia um cavalo de corridas, contido apenas por uma porta frágil pronta para se abrir a qualquer momento. Os músculos em meu braço estavam tensos e flexionados; segurar seus pulsos servia tanto para eu me restringir quanto para manter suas mãos longe de mim. Encostando minha testa na parede, fiquei parado até ter certeza de que conseguiria encarar seu rosto sem imediatamente agarrá-lo em meus braços. Finalmente, eu me virei, soltando um pouco seus pulsos.

– Não posso fazer isso – sussurrei, olhando em seus olhos.

As sobrancelhas se juntavam mostrando sua confusão, e eu sabia que ele não entendia minha posição. Mas, então, ele pareceu entender, e uma onda de humilhação se espalhou em seu rosto, e ele fechou os olhos com força.

– Descul…

– Não – eu disse, interrompendo-o.

– Quero dizer que não posso fazer o mesmo de antes. Não posso compartilhar você. Não posso fazer isso se você ainda quiser se encontrar com outros homens.

Mark abriu os olhos e suavizou a expressão em seu rosto.

– Não posso culpá-lo por querer experimentar – eu disse, apertando seus pulsos só de pensar nisso – mas não vou conseguir impedir que meus sentimentos por você se tornem ainda maiores, e não vou querer fingir que somos apenas bons amigos. É muita mentira para mim. Enfim, nem mesmo com o Mingi. Sei que eu aceitaria qualquer coisa que você me oferecer, porque eu quero muito você, mas eu viveria arrasado se fosse apenas sexo para você.

– Acho que nunca foi apenas sexo para mim – ele disse. Soltei seus pulsos, estudando seu rosto e tentando entender o que ele estava oferecendo.

– Quando você me chamou de seu Mark hoje – ele começou e então parou, pressionando a mão contra meu peito.

– Eu quis que fosse verdade. Eu quero ser seu.

Minha respiração se transformou num tijolo em minha garganta. Debaixo da delicada pele de seu pescoço, eu podia enxergar sua pulsação martelendo.

– Quer dizer, eu sou seu. Isso já é fato.

Mark ficou na ponta dos pés, com olhos arregalados enquanto cuidadosamente tomava meu lábio inferior, chupando levemente. Ele ergueu minha mão, colocou-o em seu mamilos e se arqueou com meu toque. Se o que eu sentia agora fosse apenas uma fração do medo que ele sentiu esse tempo todo em que eu o machuquei, então eu repentinamente entendi porque ele passou tanto tempo afastado. Estar apaixonado dessa maneira é algo assustador.

– Por favor – ele implorou, beijando-me novamente, agarrando minha outra mão e tentando me fazer abraçá-lo.

– Quero tanto estar com você que mal consigo respirar direito.

– Mark.

Eu ofeguei e me abaixei involuntariamente, oferecendo melhor acesso aos meus lábios e pescoço.

– Eu te amo – ele sussurrou, beijando meu queixo e descendo pelo pescoço. Eu apertei meus olhos, sentindo meu coração martelar em meu peito. Quando ele disse isso, minha resistência se despedaçou e eu abri a boca, grunhindo quando senti sua língua deslizando sobre a minha. Ele gemeu, arranhando meus ombros, meu pescoço, pressionando a barriga contra minha ereção. Mark ofegou ao sentir os azulejos frios quando eu o virei e apertei contra a parede, e então ofegou de novo quando eu me abaixei e peguei seu mamilo com a minha boca, chupando com toda a minha fome. Não é que eu tivesse perdido o medo; na verdade, ouvi-lo dizer que me amava era infinitamente mais amedrontador, pois também trazia a esperança de que nós conseguiríamos de algum jeito navegar cegamente por esta elusiva primeira vez. Voltei para sua boca, mergulhando nesta loucura, perdido na febre de seus beijos e sabendo sem precisar perguntar que parte da água em seu rosto não era apenas do chuveiro. Eu também sentia esse alívio redentor, seguido imediatamente pelo desejo ardente de estar dentro dele, de mexer dentro dele, de senti-lo por inteiro.

Baixei minha mão e agarrei a parte de trás de suas coxas, erguendo-o até ele poder envolver minha cintura com as pernas. Senti o seu buraquinho macio e entrei ali, pressionando lá dentro e saindo de novo, me apaixonando mais uma vez, ouvindo seus gemidos impacientes e roucos.

– Nunca fiz isto antes – murmurei contra a pele de seu pescoço.

– Não tenho a menor ideia do que estou fazendo.

Ele riu, mordendo meu pescoço e agarrando meus ombros com força. Lentamente, entrei dentro dele, parando quando nossos quadris se encontraram e sabendo que isto acabaria num instante. Sua cabeça caiu para trás, encostando na parede, e seu peito subia e descia com pequenos respirações entrecortadas.

– Ah, meu Deus, Jackson.

Tirando para fora, eu sussurrei: – Você também sente isso?

Mark soluçou, implorando para eu mexer, apertando contra mim tanto quanto podia, preso entre a parede e meu corpo.

– Isto não é apenas sexo – eu disse, chupando sua garganta.

– Sabe, esta sensação que é tão boa que até dói? Sempre foi assim em todas as vezes que eu estive dentro de você, minha Ameixa. É o que acontece quando você faz sexo com alguém que você absolutamente adora.

– Alguém que você ama? – ele perguntou, com os lábios pressionados em minha orelha.

– Sim.

Entrei com tudo e tirei novamente, sabendo que eu estava tão perto que precisaria levá-lo para minha cama, chupar entre suas pernas e então foder mais um pouco até nós dois desabarmos de exaustão. Era intenso demais, e assim que comecei a mexer, eu sabia que nunca me acostumaria com a sensação de estar dentro dele sem Nenhum barreira entre nós. Eu mexia com ele, adorando seus gemidos e sussurrando um pedido de desculpas em seu pescoço.

– É intenso demais…

Aquilo era irresistível: a sensação dele me envolvendo, suas palavras, a certeza de que ele era realmente meu agora.

– Estou perto demais, minha Ameixa, não consigo…

Suas unhas arranhavam a pele em meu ombro e seus dentes mordiam minha orelha.

– Eu gosto quando você não consegue se segurar. É assim que eu sempre me sinto com você.

Com um gemido, eu parei de resistir e senti como se estivesse na beira de um penhasco… caindo caindo… pressionando cada vez mais fundo e mais forte até ouvir a gentil batida de nossas coxas e suas costas na parede. Senti meu corpo se aquecer e gozei dentro dele tão forte que meu grito de prazer ecoou pelas paredes entre nós. Acho que nunca gozei tão rápido em minha vida, e me senti ao mesmo tempo eufórico e um pouco horrorizado. Mark puxava meus cabelos, silenciosamente implorando por minha boca, mas depois de apenas um pequeno beijo eu me retirei dele soltando um grunhido e caí de joelhos. Eu tomei seu pau com a minha boca, chupando forte. Fechei os olhos e apenas aproveitei seu doce gemido e a sensação de seu sexo em minha língua. Suas pernas tremiam: afinal, ele estava exausto pela corrida e provavelmente também por causa do tratamento rude que eu o submeti contra a parede – então deslizei meus braços debaixo dele, abrindo suas pernas e erguendo as coxas até ele poder se apoiar em meus ombros, com minhas mãos segurando sua bunda. Mark soltou um grito procurando por algum apoio até finalmente agarrar minha cabeça entre as coxas e segurar meus cabelos, olhando fascinado para mim enquanto eu o chupava.

– Estou muito perto – sua voz falhava e as mãos tremiam. Eu gemi e sorri para ele, movendo minha cabeça lentamente enquanto chupava. Nunca fiz isso antes e senti que estava amando alguém de verdade, fazendo amor de todo jeito possível. Meu peito se aqueceu intensamente quando algo me ocorreu: isto era nosso começo. Exatamente aqui, parcialmente escondidos pelo vapor d’água, era onde deixávamos tudo muito claro para nós dois. Pude ver o momento quando ele começou a gozar, com a vermelhidão subindo por seu peito e alcançando o rosto bem quando seus lábios se separaram num suspiro afogado. Nunca vou me cansar disso. Nunca vou me cansar dele. Com o prazer mais possessivo que já senti, observei enquanto seu orgasmo retumbava por seu corpo, provocando um grito agudo em sua garganta. Parando quando suas coxas relaxaram, eu cuidadosamente o coloquei de volta ao chão com suas pernas trêmulas. Eu me levantei e olhei em seu rosto por um momento, até que ele envolveu meu pescoço e se esticou para me abraçar. Seu corpo estava macio e quente. Molhado com a água aquecida, ele parecia se derreter em meus braços. E tudo era tão diferente. Nunca foi assim – como se eu estivesse completamente conectado a ele – mesmo quando estávamos em nossos momentos mais íntimos como “apenas amigos”. Aqui, ele era, enfim, meu.

– Eu te amo – sussurrei em seus cabelos antes de esticar o braço e pegar o sabonete. Cuidadosamente, lavei cada pedaço do seu corpo, seus cabelos e a delicada pele entre suas pernas. Lavei meu orgasmo de seu corpo e beijei seu queixo, suas pálpebras e seus lábios. Saímos do chuveiro e eu o embrulhei numa toalha antes de envolver minha cintura com outra. Eu o conduzi até o quarto, coloquei-a na beira da cama e sequei seu corpo, antes de deitá-lo carinhosamente no colchão.

– Vou trazer algo para você comer.

– Vou com você.

Ele lutou contra meus braços e tentou se sentar, mas eu balancei a cabeça e me abaixei para chupar seu mamilo.

– Apenas fique aqui e relaxe – sussurrei contra sua pele.

– Quero manter você aqui na cama por toda a noite, então é melhor você comer algo antes.

Água pingou dos meus cabelos molhados em sua pele nua, e Mark ofegou, com olhos arregalados e as pupilas negras dilatadas apagando o cinza de sua íris. Ele deslizou a mão até meus ombros, tentando me puxar para baixo, e merda, eu estava pronto para outra… mas precisávamos de comida. Eu já estava começando a sentir tonturas.

– Vou preparar alguma coisa rápida.

●●●

Comemos sanduíches, sentados nus na cama, e depois conversamos por horas sobre a corrida, sobre o fim de semana com seus pais, e finalmente sobre como foi quando nós dois pensamos que tudo estava acabado. Nós fizemos amor até o sol se pôr lá fora, e depois dormimos, acordando no meio da noite famintos por mais. E então foi selvagem, intenso e exatamente como sempre foi quando tudo ia bem entre nós: foi honesto. No momento, eu estava saciado, então estiquei o braço para pegar uma caneta no criadomudo. Voltando para seu lado, desenhei a tatuagem de volta em seu quadril – “Raridades para os raros” – com esperança de que eu pudesse ser aquilo que Mark merecia: uma raridade, um animal domado, um jogador reabilitado.


Notas Finais


Só tem mais um capítulo 😭


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...