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História Players Proposals - Taekook - Capítulo 7


Escrita por: WhiteAngel_

Notas do Autor


Helloooooooo!
Vocês pensaram que hoje não teria capitulo né? ksksksk
Pois tem!
Então...

Querida torcida, se preparem para esse jogo!
De um lado o time Kim Taehyung e do outro temos o time Jeon Jungkook!
Façam barulho nas arquibancadas porque hoje temos:

- Tretas

- Mimos

- Brigas

- Mimos

- E catástrofe em campo... Ou talvez quadra!

Ps: Desejo sorte aos leitores sobre esse capitulo....
Ps²: Atenção ao ler esse capitulo ^^

Boa leitura :)

Capítulo 7 - Catástrofes em quadra, boates e ajuda


 

Na primeira semana em que comecei o treino com o Jungkook, ele pegou leve nos dois primeiros dias, a partir do terceiro eu já estava encomendando meu corpo para um necrotério. Quando o treinador dele me contou sobre sua lista de exercícios eu já estava chorando, então nós dois brigamos. Ele fez questão de me deixar cansado propositalmente, como vingança espalhei assuntos sobre ele, e aquilo resultou em um Jungkook furioso.

 

— Taehyung! Que porra você colocou no meu cabelo?

 

— Gostou? É gel para cabelo, mas acho que esse penteado não combinou com você.

 

As pontas de seu cabelo estavam para cima, e o gel apenas ajudou a ficar resistente.

 

— Filho da puta, mimado! — ele gritou. — Estou parecendo o Naruto moreno. — gargalhei e ele revirou os olhos.

 

-x-

 

Na segunda semana eu organizei vários calendários pelo meu apartamento e dormitório, além de deixar agendado em meu celular os dias que iam passando. Eu estava em um mar de guerra entre estudos, e sendo parceiro de treinamento do Jungkook. Quando ele me dava uma ordem e eu não o obedecia, ele corria em minha direção e saia me arrastando para os cantos enquanto eu o xingava. Por causa dele eu acabei chegando atrasado a algumas aulas, mas conseguia me redimir com os professores estudando e respondendo o dobro de perguntas nas aulas, infelizmente não tive tanta sorte com Donghae, tive que estudar o triplo com ele, nem mesmo Jimin conseguiu explicar a ele sobre o que estava acontecendo.

 

— Você precisa mesmo fazer 100 flexões? — perguntei para Jungkook, e ele caminhou até mim enquanto revirava os olhos. Já estávamos nisso há duas semanas, faltava apenas mais uma para o mês acabar, e ele estava se aproveitando.

 

— Sim.

 

— Mas, por quê? Eu não consigo fazer tudo isso.

 

— Faça metade então. — ele respondeu, estressado.

 

Nós dois estávamos assim, quando um não queria o outro fazia apenas para irritar, e nem ele ou eu estávamos dispostos a deixar passar, cada oportunidade nova de estressar um ao outro não era descartada por ambos.

 

— Está fazendo errado. — ele falou se referindo as flexões. Lancei um olhar mortal em sua direção, e cruzei os braços soltando arfares cansados. — Por que você é tão...

 

— Lindo? Eu sei que sou. — ele riu nasalado pela minha petulância.

 

—  Pelo jeito você não mudou nada desde quando era pequeno.

 

— Você por outro lado se tornou... Insuportável, babaca. — disse pensativo. — Vai fazer seu treino, me deixa em paz.

 

Idiota!

 

Falamos ao mesmo tempo, marchei estressado até o outro lado da sala de treinamento, fazendo questão de empurrar seu ombro quando passei por ele, logo senti uma ardência em minha bunda.

 

— Filho da puta! Isso é assédio! — gritei, vendo um sorriso cafajeste em seus lábios. — Toque em mim de novo, e eu quebro seu braço!

 

-x-

 

— Não... — Jin adentrou em nosso dormitório. Ele estava boquiaberto com o caos em que o quarto se encontrava. Haviam vários calendários espalhados pelas paredes e chão, e eu assinava cada um deles, apressadamente. — Chega! Taehyung senta.

 

— Mas, eu...

 

— Agora! — ele usou uma voz intimidadora, nunca o vi daquela forma, tão bravo. Me sentei rapidamente e ele deixou sua mochila em cima de sua cama. Ele puxou uma cadeira e sentou em minha frente, me olhou diretamente nos olhos. Eu estava assustado com o seu tom de voz e com seu olhar penetrante. — Tae, precisamos conversar sobre tudo isso. Jimin não falou nada porque ele acha que você ficaria chateado com ele, mas eu não posso deixar as coisas assim.

 

— Eu estou ficando louco, Jin. Só quero que essa merda de mês termine logo, mas parece que quanto mais eu peço que o fim dele chegue, nunca chega! — disse frustrado, abraçando meus próprios joelhos no pequeno sofá. — Por que tudo isso tá acontecendo comigo?

 

— Precisa se acalmar Tae, não pode enlouquecer dessa forma por causa do Jeon. Ele tem feito tudo isso com você, mas você também não tem ajudado. Para ser sincero, os dois são meios culpados nessa briga sem fim, eu sei que ele tem te deixado de cabelo em pé, não te deu um minuto de paz, mas precisa ceder as vezes. — ele suspirou e olhou para mim. — Quer que eu seja totalmente sincero agora? — afirmei com a cabeça. — Tae, eu amo muito você, te conheço há alguns meses, mas parece que te conheço há anos. Sei do seu jeitinho e da sua personalidade forte, você não vai abaixar a cabeça se alguém desafiar ou tentar passar por cima de você. Não quer se tornar submisso de ninguém, mas é exatamente isso que está acontecendo, você está caindo na conversa do Jungkook. — fechei os olhos. E ele continuou. — Os dois são pessoas difíceis, você não aguenta ser mandado e ele não aguenta ser desobedecido.

 

— Ele odeia quando eu digo que não vou fazer tal coisa, então quando ele soa grosseiro eu brigo e xingo ele. — falei, quase em um sussurro.

 

— Aí está o problema. Desde o começo foi assim, o Jungkook foi grosso com você no início, você ficou magoado e decidiu ser grosseiro com ele também, quando ele tenta conversar com você, é atacado, assim como ele age quando você tenta conversar.

 

— O que acha que eu deveria fazer, então? Já estamos na terceira semana, falta poucos dias para o mês acabar, e o inicio do próximo começar. Eu estou com tanta raiva dele, mas é como se eu não tivesse mais forças para discutir ou brigar com ele. — deitei a cabeça na perna do sofá e meu amigo olhou para mim, preocupado. — Eu queria entender ele, mas não consigo.

 

— Sempre digo que uma boa conversa pode ser a reposta. Porém, vocês dois e conversar, não formam um bom trio. — ele sorriu. — Ignorar os problemas não vão ajuda-los a se resolverem Tae, mas tente uma coisa, mas precisa estar disposto a tentar. — levantei curioso do sofá, sentando na posição de índio. — Por esses dias eu estive conversando com Namjoon. Ele e Hoseok são melhores amigos do Jungkook, ele me contou que o Jungkook se sente mal quando ignorado.

 

— Já tentei isso. Você não lembra? Eu o ignorei a segunda semana inteira, meu corpo e pernas estavam doloridos, e aquele idiota soltava piadas de duplo sentido. — Jin riu, e eu bufei. — “Docinho, pelo jeito a noite foi intensa”, “suas pernas estão boas, não é? Te fez bem esses exercícios”, “faça mais agachamentos, sua bunda fica chamativa”, e ele falava isso na frente dos professores do meu curso, eu queria morrer. — cobri o rosto com as mãos, de tanta vergonha e Jin gargalhou.  

 

— Não precisa ignorar, mas não dê trégua. Se ele te perguntar algo, responda com poucas palavras, ao invés de gritar, fale. Se ele gritar com você, invente uma desculpa para sair dali. Haja como se não precisasse da companhia dele. Isso é tão errado, eu deveria te ensinar a se impor, certo? O que estou fazendo?

 

— Não, está tudo bem. Vou usar suas dicas, mas no estilo Mestre Kim. — pisquei e ele sorriu, negando com a cabeça. — Posso ser bem dramático quando eu quero. Deixe comigo, já sei o que fazer.

 

— Okay, mas antes de tudo, arrume essa bagunça. — concordei e ele se levantou indo para o banheiro. — Não esqueça que sábado irei levar você e os garotos para a boate. — ele gritou do banheiro. Meu celular vibrou, já sabendo quem era apenas visualizei, peguei a minha mochila, e sai do quarto.

 

-x-

 

— Jungkook, para! — gritei, e ele parou de correr olhando para trás. Me sentei em um dos bancos, tentando controlar minha respiração. Ontem eu não apareci para treinar, e hoje ele decidiu descontar essa minha falta em uma corrida intensa. — Eu preciso de apenas 5 minutos.

 

— Está bem, descanse. — ele falou sentando e apoiando os braços no banco, percebi seus olhares de lado para mim. — Onde estava ontem?

 

— Escuta as coisas que eu faço não lhe diz respeito. — falei em um suspiro.

 

— Você não foi para o treino ontem, e não me disse nada, portanto me deve explicações. — me levantei do banco e parei em sua frente, zangado. Iriamos brigar de novo, e era isso que eu tinha que evitar.

 

— Eu saí com um amigo.

 

— Em horário de trabalho? — suspirei.

 

— Quer saber? Desculpa. Eu não vou muito com a sua cara, mas você continua sendo meu chefe. — falei, eu não queria brigar de novo. Eu estava cansado, exausto de discussões. Ele arqueou a sobrancelha. — Desculpa, okay? Se quiser aumentar a multa como penalidade, eu nem ligo mais. Estou cansado disso. — falei, pegando meu celular, vendo as horas, notando algumas mensagens de Hoseok e Jimin. — Hoseok vai jogar hoje, eu vou encontrar com o Jimin.

 

Guardei o celular e saí de cabeça baixa para o Campus, pensando nas coisas que estavam acontecendo ultimamente. Por que discutíamos tanto? Qual o nosso problema? Jin tinha razão, se eu não invertesse as coisas, e continuasse o respondendo de forma grosseira as discussões iriam aumentar. Tudo o que eu mais queria era me jogar no colo da minha mãe, e receber os carinhos dela, meu pai com certeza faria minha comida favorita para me animar. Eu deveria ligar para eles de novo, por conta dessas duas semanas corrida, mal tive tempo de ter uma conversa decente com os meus pais. Nunca desejei tanto que as férias chegassem, teria meus progenitores aqui comigo, além de poder voltar para Daegu e passar uma semana descansando. Eu sentia saudades de casa.

 

***

 

— Isso é tudo por hoje, pessoal. — o professor falou após o final da aula. Arrumei meus materiais em minha mochila, e sai assim que o sinal tocou. Eu estava animado naquele final de manhã. Era sexta-feira quase fim do mês. Na segunda, iria pegar meus papeis para sair da vaga, mas teria que esperar esse fim de semana passar, afinal segunda será dia 2 do próximo mês. — Jimin, cadê você? — bati os pés em frente a sala, esperando o Park aparecer, dei um sorriso largo quando vi meu amigo se aproximando da entrada.

 

— Deixa eu adivinhar, hoje é o último dia?

 

— Estou tão feliz, nem acredito que só falta hoje, e esse fim de semana também. Estou apenas com um problema. A partir do próximo mês irei ficar no meu apartamento, então terei que ir de taxi ou ônibus para a... Está me escutando? — perguntei percebendo que Jimin estava no mundo da lua.

 

— Desculpa é que, fiquei pensativo. Eu havia me esquecido desse detalhe. — ele mordeu os lábios. — Você sabe, muitos não ficam no dormitório, a maioria só vivem neles por conta dos estudos, principalmente os novatos. Vida de universitário não é nada fácil. — meu amigo deitou a cabeça em meu ombro e eu deixei um carinho em seus cabelos. — Agora é melhor você ir, o Jungkook não têm te ligado mais?

 

— Ele me ligou, mas eu estava na aula, não podia atender. Com certeza ele só queria comida.

 

— Ele está certo, comida é importante. — fiz uma careta. — Que foi? Você também só pensa nisso.

 

— Não é isso que está pensando, por um momento achei que você o defendeu. — fiz um biquinho, e Jimin riu.

 

Entrelaçamos os braços e seguimos até o Centro de esportes, ele me contava o quanto estava feliz de saber que eu havia sido notado pelos jogadores de basquete desde aquele pequeno incidente na quadra. Hoseok não parava de falar do quanto eu jogava bem para as pessoas, e aquilo me deixava envergonhado, e com medo.  Assim que abri os portões para a quadra, encontrei Hoseok discutindo com o Jungkook, uma cena bem rara de se ver.

 

— Peça desculpa a ele, você não é assim, o que está acontecendo com você? — escutei. Eles se assustaram quando me viram, Jimin e eu nos entreolhamos, curiosos. — Tae, Minie-ah!

 

 — Oi, está tudo bem por aqui? — Jimin perguntou, Hoseok assentiu.

 

— Então, acho que já vou, só vim acompanhar Tae até aqui. Boa sorte Mestre Kim. — Jimin me abraçou, se despedindo dos meninos, e saiu da quadra. Hoseok saiu logo em seguida meio aéreo, fiquei confuso.

 

— Hoje é o ultimo dia. — Jungkook se aproximou de mim, e ficamos de frente um para o outro. — Compre algo para eu comer.

 

— O que vai querer?

 

— Qualquer coisa. — suspirei.

 

— Não reclame se eu trouxer algo que não gostar. — falei, e ele sentou nas arquibancadas. — Pode ser Kimchi? — ele assentiu.

 

Por um momento fiquei confuso. Ele não falou nada, nem mesmo uma das suas piadinhas idiotas para me irritar. Dei de ombros e caminhei até o refeitório comprando a comida, e voltei para a quadra, encontrando ele ainda sentado nos bancos. Caminhei até Jungkook, entregando a sacola com o pote a ele. Ele pegou e começou a comer em silêncio.

 

— O time não vai treinar hoje, e eu já treinei pela manhã. — ele disse depois de um tempo. — se quiser, pode ir para casa.

 

— Okay.

 

— Eu...

 

Ele começou, mas negou em seguida, colocando o pote com o Kimchi no saco de volta, e me olhou antes de sair.

 

— Esquece, não é nada, tchau.

 

— Tchau. — respondi meio atordoado.

 

Jin me ligou, me chamando para voltar ao meu apartamento. Ele não tinha estudos hoje, por isso saímos mais cedo. Fui até os dormitórios, arrumando todas as minhas coisas junto de Jimin que até ficou espantado por eu ter voltado tão rápido. Dessa vez eu não iria voltar, mas confesso que fiquei curioso em saber por que o Jungkook agiu daquela forma no centro esportivo.

 

Quando Yoongi apareceu colocamos as malas no carro de Jin, e fomos para o nosso apartamento, e assim que cheguei em casa, coloquei minha mala no quarto e fui tomar um banho. Quando terminei, peguei um short e uma blusa, os vestindo e indo preparar algo para comer na cozinha.

 

— Por que eu sinto que ele está aprontando alguma coisa? — falei para mim mesmo enquanto mexia a panela. Suspirei, desligando o fogo e peguei meu celular ligando para minha mãe.

 

Filho?

 

— Oi mamãe, está bem?

 

Estou, e como anda meu ursinho? Aconteceu algo?

 

— Estou bem, não aconteceu nada. — ela bufou do outro lado da linha e eu me apoiei no balcão. — E o papai, como ele está?

 

— Morrendo de saudades do filho dele. Queremos saber, conseguiu um emprego, querido?

 

Engoli em seco e fiquei em silencio.

 

— Eu ainda estou procurando, tentei participar de trabalhos em tempo parcial na universidade, mas não deu muito certo. — ela suspirou.

 

Meu amor, você sabe o que eu acho, não é? Sobre tudo aquilo que aconteceu.

 

— O que eu mais queria era que o papai me apoiasse.

 

 — Ele quer fazer isso, mas tem medo de te ver machucado de novo. Vocês precisam conversar sobre isso, os dois, juntos.

 

— Não consigo mãe, eu não estou pronto para ter essa conversa com ele.

 

Um dia vão ter que está. Eu sei sobre as equipes de esportes da universidade.

 

Arregalei os olhos.

 

Você quer voltar, não é?

 

— É o que eu mais quero, nunca desejei tanto algo como agora, mas eu tenho tanto medo.

 

— Nada pode mudar o que aconteceu com você, mas aquele acidente, Taehy já faz tanto tempo, não aguento mais saber que está mentindo para sí mesmo. ela suspirou.  Seu pai chegou, depois conversamos. Boa noite querido.

 

— Boa noite mamãe.

 

Desliguei a chamada, deixando o celular no balcão passando a mão entre os cabelos e respirando fundo. Existem situações em nossas vidas que serão decididas por você mesmo e em outros casos, outras pessoas escolheram por você. O mais errado nisso tudo, é deixar com que a decisão influencie nas nossas vidas e nossos sonhos, e infelizmente eu não pude contornar a decisão do meu pai.

 

Às vezes uma cicatriz pode significar nada para aquelas pessoas que vem, mas a dor de quem passou por aquilo fica registrado na mente. E agora, o maior medo dessas pessoas não é fazerem algo que gostam, e sim errarem ao estar fazendo o que amam.

 

Sentei no sofá e liguei a Tv enquanto comia.

 

Desistir nunca esteve em meu dicionário quando eu era um adolescente. Mas, eu caí e ganhei uma lesão. Meu pai e eu brigamos no hospital, eu lembro até hoje de ter chorado como nunca naquele dia.

 

“— Taehyung, você não vai mais jogar.

— Espera pai, esse é o meu sonho, eu quero fazer isso.

— Você sofreu uma lesão, ficou dias internado e quer jogar? Você não vai!

— Mas, pai...

— Sem mas, você está proibido de voltar a jogar basquete!

— O que? Não! Você não pode me proibir isso!

— Eu posso. A partir de hoje, você não toca mais em uma bola de basquete!”

 

Ser proibido de jogar foi pior do que ter ganhado aquela lesão. Suspirei, deitando no sofá e pegando no sono. Voltar é a minha meta, e o meu pai é meu obstáculo e adversário principal.

 

***

Sábado, 20:47

 

 

 — Taehy, você já está pronto?

 

— Estou. — falei saindo do quarto e Jimin arregalou os olhos.

 

— Você é um deus? — ele brincou e eu rir. Eu estava usando uma blusa branca, calça jeans preta e uma jaqueta de couro vermelha, meu cabelo estava enrolado nas pontas, e eu estava usando alguns brincos. — Porque acho que vou ter um ataque do coração.

 

— Não exagere tanto.

 

— Vamos que Yoongi e Jin estão nos esperando.

 

Peguei meu celular e as chaves do meu apartamento, e entramos no elevador indo encontrar Jin e Yoongi, encostados no carro nos esperando. Entramos e Jin dirigiu até a boate, o som da musica estava alto no local e havia várias pessoas dançando e bebendo.

 

— Vão querer alguma coisa? — Jin perguntou.

 

— Beber e dançar. — Jimin falou cruzando seu braço com o meu.

                             

— Então vamos dançar, que hoje eu quero festejar, e você. — Jin apontou para mim. — Passou um mês de estresse e hoje vai se divertir.

 

— Vem amor, quero dançar.

 

Jimin puxou Yoongi para a pista de dança, eu rir e dei de ombros indo para o meio deles junto com Jin e começamos a dançar no meio da multidão. Corpos suados para todos os lados, mas eu não liguei, joguei os braços para o alto me envolvendo com a musica, e respirei fundo. Jin apareceu com garrafas de bebidas em mãos e eu peguei uma delas, dando um gole sentindo o gosto amargo na boca. Jimin puxou meu braço me rodando e nós dois rimos, senti os braços de Yoongi contornando a minha cintura e a de Jimin, nós três rimos.

 

— Irei trazer vocês mais aqui, vejo que gostaram. — Jin piscou e eu concordei.

 

— Isso aqui é incrível, apesar de que tem alguns de olho. — Yoongi falou puxando Jimin para mais perto dele, e revirou os olhos. — Mas, caralho, meu namorado é lindo quem não ia querer olhar?

 

— Acho que alguém está com ciúmes. — Park cantarolou beijando os lábios de Yoongi. — Tae, está de olho em alguém?

 

— Não, apenas nas bebidas.

 

Rimos e voltamos a dançar. A verdade era que eu não era nenhum um pouco fã de bebidas, e ninguém estava me chamando atenção, nem mesmo o barman. Assim que Jin apareceu trazendo mais algumas bebidas eu tive que rir da expressão que fez ao ver o Min e o Park se beijando no meio da pista. Ele me entregou outra garrafa e negou com a cabeça.

 

— Parece que estamos sobrando aqui Taehy.

 

— É engraçado pensar que no início do namoro eles não eram assim, as coisas mudam. — falei dando um gole na minha bebida.

 

— Realmente mudam. Ei, vão para o apartamento de vocês! — Jin berrou, e Jimin empinou o nariz para ele.

 

Eu rir e sentir alguém esbarrar em mim, não dei muita bola, estávamos no aperto então não duvidaria se alguém se esbarrasse sem querer.

 

— Namjoon? — Jin falou e sorriu em seguida.

 

— Oi Jin, oi Anjo do campo, não sabiam que estariam aqui.

 

De uns tempos para cá, Namjoon e alguns do time de futebol começaram a me chamar de Anjo do campo, nas palavras dele eu fui o único a conseguir se dar bem com as três equipes de esportes da universidade.

 

— Veio sozinho? — Yoongi perguntou.

 

— Não, Jungkook ficou no apartamento dele, mas Hoseok veio comigo, acontece que ele já está um pouco bêbado.

 

— Não acredito! — ouvi um grito fino, e Hoseok saiu de trás de Namjoon. — Só tem gente gostosa nessa boate, me sinto um intruso. — ele suspirou, mas sorriu largamente em seguida. — Mas, eu também sou gostoso, então está tudo ótimo! 

 

— Não liguem, ele é bipolar quando bebe.

 

Hoseok empurrou o peito de Namjoon e me puxou para a pista de dança, eu rir e todos entraram na pista novamente. Parecia que quanto mais dançamos mais o tempo passava, meus pés já estavam doendo, então escolhemos uma mesa e ficamos conversando enquanto comíamos. Namjoon e Jin dançaram quase a noite inteira e quando voltaram para a mesa sentaram juntos, eles se deram muito bem. Nam contou histórias sobre ele e os meninos, eu fiquei curioso e impressionado quando ele contou sobre Jungkook ter ajudado muitas pessoas na universidade, também caímos na gargalhada quando ele contou histórias sobre Hoseok dizendo que ele virava uma babá e tinha que cuidar dele quando saiam. Hoseok o xingou, e logo depois chorou pedindo desculpas. Eles eram muito engraçados.

 

— Queria mais bebidas. — Jimin choramingou.

 

— Vai passar mal desse jeito, Minie.

 

— Meu querido, eu sou cachaceiro. Sou duro na queda. — caímos na gargalhada e me levantei.

 

— Eu vou lá pegar algumas bebidas.

 

Caminhei em direção ao bar e me sentei no banco, apoiando os cotovelos no balcão. O barman se aproximou e apontei para algumas bebidas, ele as trouxe e sorriu para mim se afastando. Peguei as garrafas e quando estava prestes a sair, senti alguém tocar minha cintura, aproximando o nariz no meu pescoço, arfei assustado e me afastei.

 

— O que foi gracinha? Não gostou do carinho?  — um cara aparentemente bêbado falou, sorrindo.

 

— Não encoste em mim!

 

— Deixa disso, podemos dar uma volta, que tal? — ele tentou me tocar, mas eu o empurrei.

 

— Eu disse não! — tentei sair dali, ele segurou meu pulso com força, e eu peguei seu pulso com a outra mão, torcendo para trás, ele arfou em dor. — Eu disse para não encostar em mim, seu filho da puta! — soquei seu estomago, e ele foi para trás. A garrafa caiu fazendo um barulho, mas o som estava muito alto para perceberem algo.

 

— Você é bem teimoso, não é? — Tranquei o maxilar com raiva. Quando ele tentou puxar meu braço, um soco foi desferido em seu rosto e ele cambaleou para trás.

 

— Você não escutou? Ele disse que não quer! — me assustei quando escutei a voz de Jungkook. Ele estava parado do meu lado, com os olhos em fúria. Seu cabelo preto parecia realçar ainda mais o olhar negro em seu rosto, pude ver chamas em seus olhos, engoli em seco. — Cai fora daqui, toque nele de novo, e eu acabo com você!

 

O cara gritou e fez escândalo, logo foi levantado por dois seguranças, que o tiraram de dentro da boate. Eu fiquei parado ainda processando o que aconteceu, massageei meu pulso, vendo a marca dos dedos daquele babaca, fechei os olhos e respirei fundo. Ele ia mesmo tocar em mim mesmo eu dizendo que não queria. 

 

— Você está bem? — meu pulso foi puxado por Jungkook e ele olhou para mim, deixando um carinho. Assenti e ele afirmou com a cabeça. — Nossos amigos estão juntos?

 

— Sim.

 

Ele suspirou e me colocou em sua frente, me guiando para um caminho, enquanto me segurava pelos ombros. Olhei para frente vendo nossos amigos conversando, eles me olharam preocupados, porque meus olhos lacrimejaram e eu estava me segurando para não gritar e despencar em lágrimas pelo que aconteceu.

 

— Jungkook? Pensei que não viria. — Nam falou colocando o braço sobre seu ombro, ele olhou para mim. — Aconteceu algo Taehy? — neguei, engolindo o bolo que se formou em minha garganta.

 

— Acho que ele precisa descansar, já teve muita animação para uma noite só.

 

— Tem razão, ficamos aqui conversando e já passam das onze. — Jin falou se levantando. — Vocês vieram de carro? Se quiserem uma carona...

 

— Não tem problema? O Hoseok ele está bêbado e ... Dormindo. Ei, acorda. — Namjoon o chamou, calmo e Jimin se aproximou dando um tapa no rosto dele, fazendo ele abrir os olhos assustado.

 

— Porra! Sonhei que... Minha mãe me deu um tapa no rosto. — ele falou meio bêbado, levantando o olhar para Jimin. — Você vem sempre aqui, princeso? — ele tentou soar sedutor, e Jimin revirou os olhos. 

 

— Posso levar quatro de vocês, mas...

 

— Eu levo o Taehyung. — Jungkook falou e eu arregalei os olhos. Ele veio atrás de mim, sussurrando em meu ouvido. — Se tiver tudo bem para você. — afirmei com a cabeça e ele sorriu. Não de um jeito cafajeste ou malicioso, dessa vez senti leveza em seu sorriso.

 

— Tem certeza? Vai ficar bem, Tae? — Jimin se aproximou preocupado, e eu o abracei, afirmando. — Sei que aconteceu alguma coisa, em casa conversamos, okay?

 

— Okay.

 

 Pagamos e saímos para o lado de fora da boate, Yoongi e Jimin me abraçaram como dois condenados enquanto iam em direção ao estacionamento, Jin e Namjoon se despediram enquanto Hoseok dormia nas costas de Namjoon, no seu rosto havia a marca dos dedinhos de Jimin meio avermelhados.

 

Jungkook me entregou o capacete e subiu na moto.

 

— Está com medo de subir comigo dirigindo? — ele sorriu e eu neguei.

 

— Só tem um capacete, por que está me dando?

 

Ele instalou a língua, colocando ele na minha cabeça e tampou o fecho em seguida.

 

— Você é mais importante agora, não é? — meu coração acelerou e eu me senti estranho, subi na moto e ele a ligou. — Segure firme.

 

Mordi os lábios, envolvendo meus braços em sua cintura, ele os prendeu mais forte em seu corpo, e eu arfei pela aproximação, mas continuei o abraçando. Falei onde era o meu apartamento e ele pilotou até lá. Andar de moto não era tão ruim assim, subir o olhar para Jungkook vendo ele concentrado com a estrada, estava calmo, nem parecia o meu chefe mandão que eu briguei durante um mês inteiro.

 

A brisa gelada bateu em meu rosto me deixando com frio, enfiei o rosto na curvatura do pescoço de Jungkook, o abraçando mais forte. Quando chegamos em frente ao meu apartamento ele parou a moto, mas continuamos na mesma posição, eu ainda estava o abraçando e pensando na cena da boate.

 

Respirei fundo, descendo da moto e tirando o capacete, ele olhou para mim e eu fiquei vermelho e vergonha por não saber como começar aquele diálogo.

 

— Obrigado, por ter me ajudado na boate. — ele sorriu, afirmando.

 

— Ele te machucou?

 

— Não, meu pulso ficou marcado, mas amanhã vai está melhor. — mordi o lábio, e fechei os olhos, mas uma lágrima insistiu em cair.

 

— Não chore, vai ficar tudo bem. — ele segurou em minha cintura me puxando com cuidado para perto dele. Ele estava apoiado em sua moto, e eu fiquei no meio de suas pernas, engoli em seco. — Aquele filho da puta vai ter o que merece.

 

— Infelizmente eu sei que várias pessoas passam por aquilo, não desejo isso a ninguém. — suspirei. Ficamos ali parados por alguns minutos, e eu tremi de frio. — É melhor eu subir.

 

Ele concordou, mas não soltou minha cintura.

 

— Por que tudo isso? — perguntei, e ele negou com a cabeça.

 

— Não é nada. Entre, está ficando frio.

 

— Okay. Boa noite, babaca.

 

— Por que está me xingando? — ele perguntou rindo.

 

— Porque eu quero.

 

— Boa noite então, idiota. — sorri pelo clima leve que estava agora. — Tchau, Docinho.

 

— Tchau.

 

Ele ligou a moto e eu entrei no elevadores subindo para o meu apartamento, destranquei a porta entrando e logo a fechando, suspirei assim que entrei, fechando os olhos com força. O clima leve de agora me fez sorrir bobo, mas meu sorriso morreu quando lembrei do que aconteceu na boate e fui direto tomar um banho, com nojo de cada toque que aquele cara tentou fazer em mim.

 

Depois de fazer minha rotina de pele, me deitei sobre a cama apenas com um short de malha, abracei meu travesseiro e aos poucos senti quando as lágrimas molharam o tecido fino do travesseiro, fechei os olhos e respirei fundo, pegando meu celular e atendendo a ligação de Jimin.

 

— Minie. — miei.

 

— Tae? Acabamos de chegar, o que aconteceu?

 

— Por favor... Dorme comigo hoje.

 

 


Notas Finais


Esse final!! AAAAAA :((( Quero proteger e cuidar do Tae
Infelizmente esse caso do Tae, são várias pessoas que passam por esses momentos desconfortáveis de assedio. E infelizmente a justiça nem sempre está do lado da vitima...
.............
Finalmente mimos né gente? Então, gostaram? Espero que sim.
Chegou meio tarde né? ksksks desculpem por isso, finalmente conseguir um novo computador, mas ele é novo e eu não me acostumei com as atualizações dele kskks
Desculpa pelos tiros e gatilhos...
Mas eu prometi que iria mimar vocês não é?!
Bjjjjjjjjjs, espero que estejam se cuidando <<3

Com carinho Kinha 💜


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