História Playground - Capítulo 7


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Categorias Felipe Z. "Felps", Rafael "CellBit" Lange
Personagens Felps, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbit, Cellps, Felps, Romance
Visualizações 27
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


• · Oi gente! Tudo bom? Espero que sim!
·
• · Obrigado a todos que avaliaram a história, favoritaram e comentam, eu estou amando essa história é bom saber que vocês também estão, obrigado ♡
·
• · Vamos ler!

Capítulo 7 - O garoto triste


Rafael | Hora da saída...

O sinal havia acabado de tocar, eu estava terminando de guardar meus materiais. Quando termino de guardá-los vejo Felipe na porta a minha espera.

— Oi! Vamos? — Diz fazendo uma cara fofa e um gesto me chamando.

— Claro! — Saio da sala.

Nós saimos juntos da sala e fomos até o pátio e nos sentamos lá, já que precisamos esperar nossos pais chegarem...

— O que achou daqui? — Fala Felipe.

— Eu não sei, nesse primeiro dia tudo que aconteceu foi de eu encontrar você e meu amigo passar mal durante o intervalo... — Felipe ri, mas logo fica sério novamente.

— Eh... Uma pena que ele tenha ido embora tão cedo. 

— Sim... Mas e você? O que achou?

— Eu gostei, as pessoas aqui parecem ser legais, quando eu cheguei na minha sala algumas pessoas falaram comigo e tudo mais.

— Oh, então aqui temos um conquistador de pessoas? — Começamos a rir.

— Eu tenho quase certeza que não, elas só devem ter falado comigo por respeito mesmo... — Ele ri meio sem graça.

Nós ficamos em silêncio por um instante e então ouvimos alguém chamando nosso nome, era o Lucas! 

— Lucas? O que faz aqui? — Digo enquanto ele chegava.

— Eu nem tive tempo de me despedir, minha mãe tinha ficado irritada comigo por causa daquilo, mas isso não importa...

— Como não importa? Você não tava bem! — Dizia Felipe parecendo um pouco indignado com aquilo.

— Eh... Minha mãe é assim... Mas então, eu moro aqui perto da escola, então se algum dia quiserem me visitar podem ir, eu só queria falar isso com vocês, eu preciso ir agora.

— Ah okay, nós moramos... Eh... Ah! — Eu pego meu caderno e então vejo o endereço, anoto em um papel e o entrego. — Nós moramos nesse lugar, é um condomínio.

— Ah okay, eu posso visitar vocês algum dia? — Eu fico meio em dúvida, eu não sei se minha mãe deixaria ele ir lá na minha casa.

— Sim, claro que pode. — Diz Felipe.

— Ai que legal! Bom, como eu tinha dito, eu preciso ir, eu falei com minha mãe que ia no mercado... — Ele ri. — Mas foi muito bom conhecer vocês, tchau!

— Ah, tá bom, tchau! — Digo.

Assim que ele saiu, minha mãe chegou. Eu me despedi de Felipe e então entrei no carro de mamãe.

— Oi Rafa! Como foi hoje? — Diz mamãe.

— Foi legal, a melhor coisa foi saber que Felipe estava aqui!

— Ah que ótimo, me fale mais sobre seu dia em casa meu amor, bote o cinto de segurança que já vamos sair.

— Tá bom!

Felipe | Sua casa...

Eu já havia chegado em casa a algum tempo, já até havia almoçado, mamãe estava em seu quarto e eu decidi sair de casa e ir no playground ver se encontrava Rafael.

Após descer as escadas, saio do prédio e ao longe eu via o playground, ele parecia vazio e quando eu chego, percebo que ele realmente estava.

Eu subo sua escada e então quando chego no topo do brinquedo, vejo um bilhete no chão, nele estava escrito “Olá Sr. Felipe...” olho em volta e não vejo nada, porém ouço um ruído vindo da parte de baixo do playground.

Assim que desço eu vejo um ursinho de pelúcia, ele me era familiar, ele era do Rafael, então, logo percebo que aquilo tudo se tratava de uma brincadeira do Rafael.

— Rafael? — Falo, porém ninguém responde.

Pego o ursinho e embaixo dele havia outro bilhete escrito “Eu sou o grande caçador de monstros e seu companheiro de trabalho Geraldo!” Rafael criou uma nova brincadeira e nem havia me avisado!

— Oh Geraldo, eu acho que temos que ir em busca do grande monstro que assombra essa casa... — Obviamente o urso não me respondeu, nem mesmo o Rafael.

Eu subo as escadas novamente e então fico lá em cima a espera de Rafael, eu olho em volta sempre atento a movimentos e barulhos que Rafael poderia fazer.

— Bem Geraldo, parece que esse monstro é realmente bom em se esconder, será que ele ainda está aqui?

— Eu não sei... Talvez ele esteja lá embaixo...

— O quê? — Eu me viro e então tomo um grande susto ao ver Rafael. — AAAHH! RAFAEL! 

— Minha nossa Felipe! — Rafael ria muito e alto. — Eu não acredito que você se assustou com isso!

Ele estava com uma máscara de um gato, porém não era um gato normal, ele tinha uma cara estranha, tipo daqueles brinquedos antigos. Eu nem sei porque me assustei com isso...

— Okay, eu me assustei sim, mas vamos parar com as brincadeiras de susto... — Digo enquanto Rafael parava de rir.

— Tá boommm... Mas eu não tenho culpa de você se assustar tão fácil...

— Ha ha ha...

— Que bom que gosto! — Diz sendo sarcástico.

Nós nos sentamos na casa e então ficamos lá, olhando para o teto a espera de alguém falar algo.

— Eu ainda estou com o Geraldo... — Faço Rafael dar uma risadinha.

— Me devolve porque ele é meu! — Diz Rafael tentando pegar ele de minhas mãos.

— Não mesmo! 

Rafael tenta pegar o urso de minhas mãos, porém não consegue e acaba ficando em cima de mim.

— Ei, sai de cima de mim! — Ele começa a rir.

— Não saio, você é meu ursinho agora! — Diz me abraçando.

— Aaaaaah! Nãoooo! — Nós voltamos a rir.

A gente estava se divertindo tanto que acabamos esquecendo do que estava acontecendo lá fora. Um carro havia acabado de parar na frente do condomínio, ele chegou e logo saiu...

— Ei, desceu alguém alí? — Pergunta Rafael.

— Provavelmente, é normal vir gente aqui sabe? Você é novo no prédio? — Rafael me olha e faz uma careta para meu sarcasmo.

— Bobinho... É que tipo... Eu estava pensando em uma coisa. — Diz saindo de cima de mim.

— O que?

— Sabe, o Lucas parece ser o tipo de pessoa que já sai na rua e anda com amigos e coisas assim, sabe?

— Hmm...

— Pode ser que a mãe dele deixe ele vir aqui, tipo, ela deixe ele vir e depois vem buscar ele.

— Pode ser, mas hoje não era o primeiro dia de aula dele também? Será que a mãe dele iria deixar ele vir aqui assim?

— Talvez... Pode ser que ele tenha uma facilidade de fazer amigos e a mãe dele confia nele ao ponto de deixar ele ir na casa deles...

— Eh... Eu acho que... Sei lá...

De repente alguém chama pelo Rafael de lá da portaria do nosso prédio.

— Ah... Já volto!

Ele sai correndo... Me deixando sozinho.

Será que é o Lucas que chegou? Talvez o cara do portão tenha ligado para a casa de Rafael para avisar que tinha uma visita e tals... Não sei, mas ele já está vindo...

— Mamãe falou que tinha alguém me chamando no portão. — Diz Rafael.

— E...

— Ela falou que era uma garoto chamado Lucas, então eu vim aqui esfregar na sua cara e dizer que eu estava certo! — Rafael começa a rir e sai correndo para o portão de entrada do condomínio.

— Mas eu não disse nada!

Eu desço do playground e então vou andando até o portão e ao longe vejo Rafael e mais um garoto.

— Olá Felipe! — Diz Lucas.

— Oi! Você veio hoje! Eu pensei que nós iríamos nos ver outro dia e tals...

— Óbvio que não né Felipe, ele é nosso amigo agora, então ele não pode deixar de nos ver! — Fala Rafael, ele parecia realmente muito feliz em vê-lo.

— É que eu sabia onde era a casa de vocês, eu não tinha nada para fazer e meu pai ia sair para o trabalho agora, então daí eu pedi para que ele me trazesse para cá.

— E foi uma ótima ideia! Vem cá para você conhecer o nosso playground! — Rafael segura na mão dele e então o puxa.

Rafael estava muito animado com o fato de termos mais um amigo, tão animado que ele nem percebo que ele arrastou o garoto para ver nosso playground, Lucas parecia um pouco assustado com a animação de Rafael, porém eu já estava acostumado...

— Lucas, ele é sempre assim, não se preocupe... — Nós rimos discretamente para que Rafael não notasse.

— Então Lucas, esse aqui é o nosso playground, na verdade é do condomínio, mas só a gente vem aqui, então a gente acaba sendo dono dele... — Fala Rafael. — Agora vem aqui em cima!

Nós subimos a escada e então ficamos lá, Rafael se sentou no chão e chamou Lucas para que sentasse ao seu lado. Eu me sentei ao lado de Lucas.

— O que vocês fazem aqui? — Pergunta Lucas enquanto olhava em volta.

— Bom, além da gente brincar, nós ficamos aqui para conversar e falar sobre nosso dia e tals... — Digo e Rafael logo lembra de algo.

— Ah! Bem, já que nós não temos o que brincar no momento, que tal se você falasse sobre uma coisa? — Diz Rafael, Lucas somente responde com um sinal de sim. — Você pode nos contar o porque da sua mãe ter brigado contigo hoje cedo?

— Ah sim, aquilo... É que minha mãe não me entende direito...

— Ah... Por quê? — Pergunto.

— Bem, sabe toda aquela história do porque eu passei mal na escola? Então, minha mãe acha que aquilo é bobagem, ela disse que ele nem gostava de mim o suficiente para que sofresse tanto por ele... E... Ela também... Eh... Foi isso.

— Nossa, mas ela nem sabe de tudo que aconteceu, como ela pôde falar aquilo? Ela já passou pelo o que você tá passando para falar aquilo? — Fala Rafael, ele devia está irritado com aquilo.

— Não... Todas as amigas que ela tem nem se importam tanto com ela, ou vice versa, mas tudo isso deve ser por ela está muito irritada essa semana...

— O que está acontecendo? — Pergunto.

— Bem... Estamos com alguns problemas na família... Ela pediu para que eu não saísse falando isso para todo mundo, mas como vocês são meus amigos eu vou contar... Ela anda fazendo algumas coisas erradas, sabe? Tipo... Bebendo...

— Oh... — Digo junto ao Rafael.

— Eh... Meus pais brigam de vez em quando e daí acaba que eles descontam em mim a raiva deles...

— Ai Lucas... — Rafael abraça ele. — Você realmente está passando por uma fase difícil, mas não se preocupe, estamos aqui para te ajudar...

— Sim, amigos ajudam amigos... — Também o abraço.

— Vocês são tão legais... — Ele retribui.

Nós ficamos por algum tempo ali naquele abraço, tudo estava bem, era um clima de amizade e carinho no ar...

— Obrigado gente... — Diz Lucas acabando com o abraço.

— Okay gente, agora que já acabamos com nosso momento amizade, que tal se nós fossemos brincar de alguma coisa? Eu acabei de ter uma ideia! — Diz Rafael empolgado.

— Vamos! — Falo junto com Lucas.

Nós descemos a escada e então fomos para baixo do playground, lá Rafael nos explicou toda a brincadeira e tudo mais.

Mais tarde...

Após muito tempo, nós nos cansamos de brincar, ficamos parados por um momento para descansar, porém eu senti um pouco de fome no momento e decidi convidar a todos para ir na minha casa para podemos fazer um lanche, todos aceitaram e lá fomos nós.

Assim que chegamos em casa, minha mãe o viu e perguntou quem era ele, eu contei e expliquei que era um novo amigo que havíamos conhecido e que havia nos visitados. Ela entendeu e o recebeu muito bem, o Lucas era tão legal que até minha mãe havia gostado dele!

Depois de nosso lanche nós ficamos em minha casa assistindo televisão, porém o telefone começou a tocar, era o porteiro avisando da chegada da mãe de Lucas. Nos despedimos dele com um abraço. 

Lucas parecia viver um verdadeiro drama em sua vida, um claro motivo dele ser tão triste em alguns momentos, porém durante todo o momento em que ele ficou aqui em casa eu não o vi triste em momento algum, e isso é ótimo!

O Lucas é um verdadeiro amigo da gente, um amigo que nós com certeza levaremos para a nossa fase de adolescentes ou adultos!


Notas Finais


• · Obrigado por ter lido, me desculpe qualquer erro...
·
• · I ♡ You


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