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História Playground Love - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi, anjos!
gostaria de agradecer ao projeto pela oportunidade de participar e pela sol que betou esse capítulo com muito carinho e agilidade <3

essa história terá uma segunda parte em breve! aguardem por favor! até mais ❣️

Capítulo 1 - First


Fanfic / Fanfiction Playground Love - Capítulo 1 - First

Eu amava os meus irmãos, mas cuidar deles era muito cansativo. Eu já tinha meus bons 25 anos, estava quase conseguindo montar meu pequeno apartamento na capital, e por fruto do meu suor, consegui morar sozinho e desfrutar da paz, mas tinha recebido a missão de cuidar dos meus 3 irmãos mais novos enquanto meus pais viajavam para comemorar o aniversário de casamento. 


Quando eu tinha 11 anos, o meu primeiro irmãozinho nasceu. Eu fiquei meio triste, porque era muito bom ser filho único e mimadinho dos meus pais, admito… mas todos sempre diziam "Agora você não está mais sozinho! Quando seus pais ficarem velhos você vai ter alguém para te ajudar a cuidar deles!" e eu aprendi a ver isso como algo bom, de verdade. Tinha certeza que a minha mãe iria ficar insuportável quando mais velha, e ter ajuda seria muito bom. Também me acostumei com a ideia porque minha mãe me teve muito nova. Ter um filho depois de mais madura talvez fosse uma experiência melhor para ela, talvez isso a fizesse aproveitar mais o bebê. Papai também. Quando eu era pequeno, ele só trabalhava e foi legal vê-lo se dedicando para ser um pai melhor do que foi para mim, o nosso relacionamento melhorou, pois eu os ajudava muito. 


Enfim, o nome de um dos meus irmãozinhos é Jinho e ele tem 14 anos. É o mais tranquilo dos mais novos, talvez por ser o mais velho e já estar bem maduro. Eu tenho um bom relacionamento com ele, apesar da idade. Jin vive me pedindo conselhos e eu acho isso muito fofo. 


Meu segundo irmão tem 11 anos e se chama Junsang. Ele era um poço de eletricidade, mas agora está melhorando conforme amadurece. Nunca parava quieto, e mesmo o amando, tenho que admitir que ele é o que me dá mais trabalho. O moleque estava sempre correndo, apesar de ser atrapalhado. Teve um dia em que meus colegas da faculdade vieram fazer um trabalho em casa e ele conseguiu a proeza de tropeçar no carregador do Notebook ao ponto de derrubá-lo no chão. Quase perdi tudo o que estava nele. 


Apesar disso, ele é meu bebezão. Cuidei muito quando era mais novo, então ele me trata como um segundo pai. Mesmo tendo 11 anos, ele vive entrando no meu quarto e passando os meus dias de folga assistindo One Piece comigo, é o nosso anime favorito. 


E por último, a princesinha da casa. Minha irmãzinha Jaehwa, de 8 anos. Ela é a mais manipuladora desta casa, porque basta pedir algo que meu pai faz de tudo pela bonequinha dele. Confesso que eu não era muito diferente, quando ela nasceu eu estava no auge dos meus 17 anos, estava no último ano do ensino médio então fiquei por uns meses na minha avó até terminar o ano letivo e estudar duro para as provas. Minha mãe ficou com muito medo da Jae me atrapalhar nessa fase tão importante e foi muito legal passar um tempo com a vovó e o vovô em paz… Eu já tinha escutado muito choro vindos de Junsang e Jinho.


Mas voltando ao foco, os meus pais me deram a missão de levar os meus irmãos para o aniversário de 9 anos de um amiguinho da escola da Jae. Isso para mim era a personificação de pesadelo. Uma festa cheia de crianças descontroladas por conta de brinquedos era demais para mim. Eu estaria sozinho cuidando de 2 delas, já que Jinho sabia se cuidar, mas não tinha o que fazer. Meus pais iriam tirar uma semana de férias para esquiar e como era algo particular para os dois, fui eu quem fiquei com a tropa para cuidar. 


Longe de mim reclamar por ter que cuidar deles.


Eles estavam em semana de aula e eu trabalhando. A rotina era levar eles às 7h da manhã na escolinha e ir trabalhar. Deixava eles na vovó das 12h30 às 16h, que era o horário em que o meu turno acabava, e daí eu os levava para casa, fazia a janta e os ajudava a se preparar para dormir. 


Era uma rotina cansativa, mas uma semana não era nada, contando que no fim de semana eu não ia trabalhar, e meu primo Taehyung, que morava com a vovó, estava desempregado por ter recém acabado a faculdade e iria ajudar ela a olhar a bagunça das crianças um pouquinho. Era bom para ele aprender, porque tinha acabado de se formar em pedagogia, mas nunca tinha tomado conta de uma criança ou de algum adolescente. 


A semana se desenrolou bem. Logo a sexta-feira chegou — e com ela veio o meu desespero por ter que aturar meus irmãos no auge de suas bagunças e loucura. O aniversário era só no domingo, mas amanhã eu iria levá-los ao shopping. Jaehwa precisava comprar um presente pro moleque, que ela disse não gostar muito, então eu optei por comprar uma camiseta na Renner. E muito disso se deve ao fato de ser o meu cartão pagando a conta amanhã. Meus pais levaram os deles na viagem.


Ser pai substituto não era fácil. 


Passei na casa da vovó para buscá-los e Taehyung estava brincando com eles de amarelinha. Achei tão bonitinho que fiquei observando do portão e sorri ao ouvir as gargalhadas das crianças e primo. Ele, o Sang e a Jae começaram a correr sem parar pelo quintal e Jin estava apenas sentado no banco com a vovó, que tricotava um cachecol. Meu avô não estava ali, deveria estar descansando na sala. 


Estava tudo na mais perfeita harmonia, estava quase pegando o meu celular para filmar a felicidade deles para a minha mãe, até o momento do Junsang tropeçar no nada e cair estatelado no meio do concreto. Sorte que ele protegeu com a mão e o cimento estava lisinho, no máximo esfolou a mão e o joelho. 


— Não sabe nem pular sem quase se matar, pelo amor de Deus, Sang. — Jinho reclamou levantando antes mesmo que eu pudesse ir, e estendeu a mão pro irmãozinho que estava com uma cara de bravo, provavelmente querendo chorar. Jinho poderia ter apenas 14 anos, mas já estava mestre na área de acudir os irmãozinhos quando eu não estava por perto. 


— É que… apareceu uma pedra do nada! 


— Não tem nada aqui, Sang. — Jaehwa observou, meio confusa, procurando por algo fora do normal no chão. 


— Rolou para longe quando eu tropecei nela, Jae! — Estava meio corado, o que indicava que ele estava mentindo. Sang parecia ter 5 anos às vezes. Tão bobinho e ainda não sabia mentir. 


— Quer passar merthiolate, Sang? — Perguntei, indo até ele após fechar o portão e me agachar ali pertinho, vendo se tinha rasgado a calça com o tombo. 


— Ji, Ji! Você já chegou! — Se animou e eu fiz um cafuné em sua cabeça. — Tá doendo bem pouquinho, não precisa desse negócio que arde, não! — As crianças de hoje em dia não sabiam o que era um merthiolate que realmente ardia, esse novo nem cosquinha fazia. 


— Jisoo, Jisoo! — Correu em minha direção. — Junsang caiu no chão pulando amarelinha! Tinha uma pedra grandona no quintal! — A mais nova falou, pulando nas minhas costas e me abraçando pelo pescoço. Dei risada pois quase perdi o equilíbrio e caí em cima do meu irmão. 


— Sério? Então vamos ter que fazer um curativo no Sang, né? — Tombei a cabeça para trás, ralando a minha nuca na cabeça dela, o que fez ela rir. 


— Boa tarde, primo… Que bom que chegou. — Taehyung chegou perto da gente. Nós tínhamos nascido no mesmo dia do mesmo ano, minha mãe e o titio viviam dizendo que o presente de natal chegou atrasado em casa, que o Papai Noel pegou trânsito e por isso nós dois só nascemos no dia 30 de dezembro juntinhos. O Tae amava crianças mesmo nunca passando tanto tempo com elas, — talvez as amasse por isso, — então resolveu se tornar pedagogo. Era lindo ver o quanto ele amava os meus irmãos e os tratava como se fossem os seus, pois é filho único. 


Ele era padrinho de consideração da Jaehwa, já que ela nunca tinha sido batizada e até o chamava de Dindo na maioria das vezes. Isso era muito fofo na minha opinião. 


— Só está faltando um… Vem cá, Jin. — Pedi, fazendo uma carinha pidona para ele vir. Lidar com crianças na puberdade era difícil. 


— Boa tarde, Ji. — Me chamou pelo apelido e eu fiz cafuné nos seus fios. Ele estava com o cabelo meio comprido e muito liso, então usava uma bandana para segurar a franja. Estava adorável. 


— Você comeu direitinho? — Me levantei com cuidado pela Jae estar nas minhas costas e o Sang estar olhando se tinha machucado, e mesmo sem me dizer, eu sabia que ele queria limpar. Quando eu já estava em pé, a pequena largou de mim e pulou no chão, começando a correr na direção do Tae de novo. Não cansava de brincar nunca. 


— Comi, sim. Quem não comeu muito foi o Junsang. Hoje ele está triste. — Meu fofoqueiro favorito começou a jogar as informações enquanto fazia uma cara de pensativo. — A Jae disse que quer um gato… Pede para a mamãe? — Perguntou com um sorriso e eu quase ri. Eles todos já eram difíceis, imagina com mais um bichinho para cuidar. 


— Vou conversar com o Sang, tá? Muito obrigado pelas informações, Jinho… Sobre o gato, vamos ver, okay? — Dei um sorriso. Quando o mais velho se afastou e foi em direção à vovó, eu aproveitei o embalo e já peguei a mão de Junsang. Ele estava realmente incomodado com algo. — Depois você conta pro maninho o que aconteceu? — Perguntei e ele falou um "Uhum" baixinho. — Benção, vó. — Falei, me aproximando dela sorrindo. Ela caminhava para dentro de casa com Taehyung segurando-a pelo dela. 


— Deus te abençoe, meu bem. — Sorriu de volta. — O Jinho já arrumou as mochilinhas deles, estão todas na sala, filho… Só lembrar de pegar depois. — Falou se sentando na mesa da cozinha. Tae pegou um copo de água para ela. 


— Muito obrigado, Vó. Obrigado, Tae. — Curvei-me rapidamente em agradecimento pela ajuda de cuidar dos pequenos. — Você também, Jinho, cuida muito bem deles… Fico muito orgulhoso de você. — O elogiei. Quando eu era menor, ficava muito contente quando me elogiavam por cuidar dos meus irmãos. E gostava de elogiar os meus pequenos também, assim eles ficavam felizes igual eu ficava. 


— Quê isso! É muito bom passar a tarde com eles… Essa semana foi muito legal. Sinto que ganhei experiência com crianças! — Meu primo falou e eu ri. 


— Logo você consegue um emprego e vai ter muitos alunos para ensinar… Confio em ti, primo. — Fiz um high five com ele, que estava super animado depois do meu encorajamento e já fui me despedindo dos meus avós para levar as crianças para casa, eu estava cansado. 


Quando chegamos em casa, mandei o Junsang pro banho, pois os outros dois já tinham se arrumado na casa da vovó. O Sang era o que menos gostava de banho, estão só ia obrigado. Como eu os fazia dormir cedo, comecei a fazer algo de jantar e após terminar, comemos e assistimos um filme na televisão antes de dormir. 


— Amanhã a gente vai no shopping rapidinho para comprar o presente. Vocês precisam de mais alguma coisa? — Perguntei, levantando e me espreguiçando. Jae me olhou com uma cara pidona e mesmo já sabendo, eu resolvi perguntar. — Quer algo, Jae? 


— Doces, por favor. — fez biquinho e eu apenas concordei por estar acostumado com as manhas da princesinha. 


— Todo mundo já para a cama, que amanhã a gente vai comprar a camisa e aproveitar o resto da tarde para arrumar a casa, antes dos pais voltarem e verem a bagunça de vocês. 


— Chato. — Jin falou revirando os olhos, odiava dormir e acordar cedo. 


— Você também vai, viu? É muito importante dormir bem, é pela sua saúde. — Mostrei a língua para ele e subi as escadas, escovando os dentes no banheiro e trocando de roupa. Peguei as cobertas e cobri a Jae, depois falei boa noite para todos, parando por último no quarto do Junsang. 


— Jun… Quer contar o que houve? — Sentei ao lado dos seus pés na cama, ele continuou deitado. 


— Hoje na escola a professora brigou comigo e com o Junhyuk por estar conversando em sala. — Contou. — Não foi nada sério, já passou, fiquei triste na hora do almoço só… Mas aquela professora tem uma cara assustadora, não gosto de quando ela briga comigo. — Suspirou, resmungando a última parte meio bravo. 


— Ela só está fazendo o trabalho dela… Não pode conversar quando ela está explicando, você sabe. Conversa com o Junhyuk só na hora do intervalo ou quando ela deixar, tá bom? — Aconselhei. Já tinha falado sobre aquilo com ele antes, aqueles moleques eram agitados demais, iriam deixar a coitada da professora maluca. 


— Tá bom… Agora é verdade, vou parar de atrapalhar ela. — Se aconchegou na cama. — Mas todo mundo da classe tava falando e ela só brigou com nós dois, isso é injusto. — Resmungou baixinho, mas eu ouvi e quase ri, era sempre assim. 


— Boa noite, Sang… Dorme bem. — Fiz um carinho em seu cabelo macio e fui deitar, me permitindo rir ao lembrar das vezes que agi igual meu irmão na escola. Saudades do ensino fundamental. Do ensino médio e da faculdade não. 


Quando o relógio bateu 22h da noite, já estávamos todos em seus devidos quartos, eu dormi e no dia seguinte me preparei para o shopping. Ajudei os dois mais novos a escolher uma roupa boa, principalmente o Sang que só usava camisas de futebol. Eu andava dando a mão com a Jae por questão de costume e o Jin andava ao lado do Sang, que podia estar mais propício a fazer uma coisa maluca no shopping. 


Fomos na lojinha, comprei qualquer camisa que a Jae achou bacana e fomos para a praça de alimentação comer um almoço depois de um tempo passeando. Escolhemos a mesa e enquanto o pedido não ficava pronto a minha irmã fez um pedido. 


— Maninho, você pode ir comprar os doces para eu comer depois do almoço? Gosto daquela loja. — e ela apontou para o lugar, toda pidona e eu só suspirei, pois ontem tinha dito que sim. 


— Vem comigo, Sang… — Chamei, por ele ser mais velho e desobedecer mais o Jin do que a Jae desobedece, achei melhor levá-lo do que poder correr o risco dele quebrar a mesa e o Jin fingir que não o conhece. — Olha a sua irmã com cuidado, por favor. — Pedi, pro segundo responsável, e fui rapidinho na lojinha com o Junsang. Não tirava os olhos das crianças e os dois ficavam me encarando de volta, enquanto o Sang reclamava que queria que a festa chegasse logo. Eu tinha muito medo de algum estranho alcançá-los sozinhos na mesa, então fui rapidinho. 


Passei no caixa, peguei a sacolinha e voltei caminhando rápido. Era para ser tudo perfeito, num tempo incrível, mas acabei colidindo o meu corpo com o de outro homem, batendo nossos ombros. 


— Desculpa! Você está bem? — Perguntei preocupado, com os olhos arregalados. Acabei levantando a mão e quase a levando nos ombros do homem.  


— Está tudo bem… — Ele deu um sorriso lindo e arrumou os seus cabelos com os dedos. — E ficou melhor ainda depois que eu te vi. — Me lançou uma piscadinha e minhas bochechas entraram em combustão total. Eu queria sumir de desespero. Ele era um moleque tão lindo, mas o meu irmãozinho estava nos olhando boquiaberto pela fala dele em questão. 


— Err… — O pequeno me despertou do transe enquanto eu olhava o garoto e franziu a sobrancelha com os olhares que o menino me lançava. Por eu estar com vergonha, e pelo meu irmão estar observando a cena atentamente, apenas mordi os lábios fracamente e passei a língua pelos mesmos, o olhando nos olhos só quando terminei. 


Podia jurar que tinha visto um lindo brilho em seu olhar e isso mexeu comigo demais… Sentia que poderia ficar por mais tempo indeterminado encarando seu brilho nos olhos, mas a nossa comida ficou pronta e a senha foi chamada. Eu teria que ir. 


— Desculpe novamente, tenha um bom dia. — Me curvei, lhe dei uma última encarada e sai do meio do corredor, rapidamente pegando a comida com a ajuda do Sang, que pegou as bebidas para me ajudar. Ele estava muito quieto, praticamente paralisado. Quando sentamos na mesa com as crianças, elas possuíam um olhar curioso. 


— O moço estava tentando te namorar. — O menino mais novo soltou, perdendo finalmente sua paralisação e eu quase cuspi o suco que se encontrava na minha boca ao ver o garoto bonito no corredor olhando em minha direção, nossos olhos se encontraram e ele sorriu de novo, virando as costas e seguindo em frente. 


— Fica quieto, Junsang! Ele só foi simpático! — Desconversei, eu já tinha levado algumas namoradas em casa para apresentar aos meus pais, mas por nunca ter namorado sério com outro garoto, eu nunca tinha apresentado para a minha família, só comentando com a minha mãe que eu ficava com alguns amigos meus quando ela me viu beijando um garoto na saída de uma festa do colegial. Esse dia foi muito vergonhoso, lembrando dele. 


— Ele usou uma cantada muito ruim. — Fez uma careta. — Mas você gostou, né? — Junsang riu, fazendo os outros dois rirem. 


— Comam que logo logo vamos embora. — Revirei os olhos e continuei comendo. Esperava que eles esquecessem logo isso que aconteceu, igual eu iria esquecer. Provavelmente eu nunca mais encontraria aquele garoto. 








Notas Finais


espero que tenham gostado, qualquer crítica, por favor, me informe através dos comentários!

se você gostou da minha escrita dê uma chance para as minhas outras histórias! tem uma meanie lá e eu juro que é boa! 🥺

até a segunda parte do capítulo! muito obrigada, tchauzinho ❣️


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