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História Please do read this - Capítulo 6


Escrita por:


Capítulo 6 - Six.


Desde meu quinto ano eu ficava preso em lugares seguros, tentando ao máximo não ficar sozinho, já que não era o único "covarde" que colocava a própria vida à frente de tudo. Eu continuava indo para a escola, por mais que eu ficasse praticamente paranóico lá dentro, era um dos únicos cantos que eu me sentia confortável desde quando cheguei lá.


Momentos memoráveis do meu quinto ano? Sinceramente, apenas os irmãos de Jeno explodindo fogos dentro da sala, algo como uma revolução divertida, eles eram animados demais, acabava passando para as outras pessoas. No quinto ano Chenle se juntou a eles, obviamente, ambos os três foram abençoados com os segredos de Renjun para se misturar em outras casas, coisa que funcionou incrivelmente bem para o Zhong. 


Tentavam alegrar nosso terrível sexto ano, onde uma vez demos sorte de escaparmos todos vivos. Tendo em vista que passei quase todo esse ano tendo as aulas mais sem graça e ficando trancado no meu quarto por causa do medo, não tenho tanto para contar. Na verdade, daqui pra frente tudo fica complicado.

 

[...]


– Você vai para onde eu estiver. Tendo em vista que você é nascido trouxa e já se meteu muito nas confusões minhas e de Mark, você vai para onde eu estiver.


O Huang segurava com força ambas as mãos de Jisung, enquanto tentava segurar as lágrimas, afinal não queria parecer fraco perto de alguém que queria proteger.


– Onde foi que eu me meti? Onde foi que você se meteu? Por que teve que se aproximar de Jeno? Por que se aproximou de mim? Por que não continuou apenas com Jaemin e Chenle, Jisung? Você sabe o quanto eles te amam, não precisava de mais gente para se apegar. 


Mesmo que com as lágrimas escapando de seus olhos, tentou passar segurança para o Park, mesmo depois de seu discurso triste para o garoto. Cumpriria a promessa que havia feito para Jisung quando eram mais novos, ficaria sempre ao seu lado, mesmo que tivesse que se esforçar para isso.

[...]


Renjun me lembrou de um dos primeiros acontecimentos : o ataque dentro do casamento de um dos vários irmãos de Jeno. Foi um tanto desesperador, principalmente para Donghyuck, que apenas empurrou Mark, para que pudesse aparitar junto a Jeno para qualquer outro lugar, de alguma forma acabamos no mesmo canto, sentados numa mesinha, quase entrando em colapso.


Foi extremamente estranho ver Mark chorando sem expressão alguma, apenas caíam as lágrimas, enquanto Jeno me abraçava como se fosse morrer a qualquer momento e o Huang tentava pensar em qualquer Plano minimamente decente para não acabarmos mortos. Literalmente, estávamos todos tão abalados que quando fomos atacados lá dentro de novo, Renjun fez todo o trabalho. 


Por mais que ele se gabe disso, como está rindo de minha escrita se degradando neste momento, naquela hora, ele parecia estar desesperado internamente 


[...]


– Quem mais está lá? 


Renjun começava uma espécie de interrogatório, ao que respirava fundo várias vezes, tentando manter a calma.


– Donghyuck e Jaemin. – Jeno respirou fundo antes de continuar. – e Chenle.


Como se fosse uma facada, Mark derramou mais uma lágrima pesada, molhando seus óculos de alguma forma.


– Donghyuck está lá, não está? Vai ficar tudo bem, Confiem em mim, vai ficar tudo bem.


Mesmo que tentasse passar calma e confiança, Renjun estava com a voz trêmula, segurando o choro.


– Eu vou proteger vocês, todos vocês, confiem em mim.


As lágrimas caíram de uma vez, fazendo Jeno me soltar desesperado, indo em direção a o Huang, o abraçando em forma de conforto, este que ao menos teve uma reação.


– Nós estamos juntos, jun, por mais que cada um queira levar isso sozinho nas costas, estamos juntos, e vamos permanecer juntos, não importa o que aconteça. – Respirou fundo, encarando o rosto tenso tanto de Mark, tanto de Renjun, acariciando o cabelo de ambos. – Qualquer coisa, Chenle chora para os céus lhe deixarem falar com mais alguns mortos. 


E por alguns segundos eles sorriram. 


(por mais que tenha sido um corte, foi na visão de Jisung.)


[...]


Segundo Renjun a procura das horcrux foi até divertida, ele passou alguns dias com Mark e Jeno, indo de lá para cá de forma relativamente segura, se disfarçando sempre que tinha chance. "Se estavam relativamente escondidas, como ele achou tão fácil?" É o que eu me pergunto todo dia, já que ele alega que é um de seus maiores segredos. Lógico, ele não achou todas, porque logo ele parou em frente a minha casa, com Jeno, dizendo que Mark estava com uma mente melhor que a dele, Donghyuck. 


Mas ainda tinha um pequeno problema, ainda não tínhamos falado nem com Jaemin, muito menos com Chenle, o que estava deixando Renjun um tanto desesperado, não saberia dizer onde estavam.


[...]


– Aliás, como você fala que isso foi uma parte divertida, lua?


Jisung perguntou, encarando o rosto de Renjun. Estavam escondidos a um certo tempo, mas até agora não tinham tido um diálogo sério.


– Digamos que eu fiz muitas amizades durante esses anos, aprendi certas coisas não deveria. 


O tom risonho de sua voz fazia parecer uma besteira, e realmente era, nunca tinha feito mal a pessoas inocentes, nunca tinha usado seus segredos sem necessidade. 


– Magia negra? 


– Como minha estrelinha é esperta! 


Ambos riram baixinho, não querendo chamar atenção de ninguém.


– Confiei Mark a Donghyuck, até porque ele que me ensinou muita coisa posteriormente, mas eu ainda sei algumas coisas inúteis, porém úteis.


Suas falas eram enroladas, mas já estavam falando assim a algum tempo, havia se tornado algo normal.


– Quando tudo acabar, vamos subir e abraçar todos, não vamos?


O Huang sorriu acolhedor ao Park, acariciando seus fios. Estavam ali, tudo daria certo, não é?


– Claro, Jisung, claro que vamos.


[...]


Ah, claro, a alguns dias atrás recebemos a notícia que estavam quase todos em Hogwarts, quando digo quase todos é porque estava faltando apenas e eu e Renjun, o que realmente fez ele enlouquecer, andando de um lado pro outro, como se estivesse a um passo de entrar em combustão. 


Foi um diálogo tanto complicado antes dele descer as escadas e se despedir de meus pais, já que eles cuidaram de si desde que ele apareceu na porta de casa, como se fosse nada, alegando que apenas ele iria se despedir porque se alguém tivesse que morrer, ele seria essa pessoa. 


Então sim, entramos em Hogwarts, onde tecnicamente estamos agora.


[...]


– Onde está Mark? 


O Huang perguntou ofegante, já que havia corrido por todo o castelo à procura de algum rosto conhecido, não esperando achar Jaemin Donghyuck e Chenle de uma vez só.


– Sala comunal da corvinal. 


– Sozinho?


– Aparentemente.


Não havia mais neurônios para processar todas as informações, Chenle estava visivelmente ferido, Jaemin estava quase que tremendo e Donghyuck parecia completamente exausto, mal conseguindo respirar. Tinha que manter a calma, estava tentando tomar a frente da situação uma vez na vida, mas era difícil quando literalmente estava um completo caos. 


– Certo, o que ele foi fazer?


Donghyuck respirou fundo, antes de encarar Renjun.


– Procurando uma horcrux.


De fato, o corvinal não tinha mais cabeça para nada daquilo.


– Eu vou lá ajudar ele, você Jaemin e Jisung vão para algum canto que não esteja passando mil pessoas por, algum canto escondido. Zhong, você vem comigo, eu estou vendo a hora você cair, eu do um jeito em você no caminho.


Segurou com toda a força o pulso de Chenle, ouvindo um resmungo de dor, que nessa altura do campeonato ele não ligava mais, estava a um passo de enlouquecer. 


– Me desculpe ser ignorante agora, mas o fato de que ele está sendo extremamente estúpido está me enlouquecendo. Ao menos sei o que ele está a procura, mas lá ele não irá achar nada.


O sonserino balançou a cabeça, como se dissesse para Renjun deixar pra lá, mas este não iria ver de qualquer jeito.


– Qual é a sua ideia?



– Nenhuma. Estou contando com a sorte, esperando que estamos indo lá em vão e que Luna o parou no meio do caminho, eu a vi subir as escadas, a procura dele. Se o acharmos lá, igual um idiota, o máximo que podemos fazer é mandarmos que ele a procure.


Não poderia estar mais feliz quando não encontrou ninguém no cômodo relativamente grande, utilizando o pouco tempo que havia para resolver alguns dos problemas aparentes de Chenle.


[...]


– A proteção, ela foi destruída, eu não sei se ainda é seguro ficar aqui.


Donghyuck anunciou, ao que lágrimas molhavam seu rosto. Não pensou muito antes de abraçar ambos os amigos sentados no chão, como nunca havia feito.


– Está tudo bem, Hyuck. 


Jisung tentou o acalmar, acariciando suas costas, ao mesmo tempo que Jaemin estava imóvel, sem nenhuma reação, foi quase um alívio o ouvir respirando fundo.


– Vamos ficar aqui, estamos em um canto afastado, ao menos sabia que ele existia. Se alguém se aproximar, você sabe tanto quanto eu, Donghyuck, que sabemos mais do que deveríamos, sabemos o suficiente para nos protegermos de algumas pessoas. Agradeça, não somos importantes o suficiente para virem atrás de nós como desesperados. 


E após o discurso de Jaemin, tudo que o Lee fez foi chorar no colo do Park, tentando não entrar em um estado deplorável, achava que ainda seria necessário aquele dia.


[...]


Foi quase como um tiro acabar vendo Mark, parado a sua frente, mais machucado que nunca. Ele abriu os braços, e o Zhong não era nem doido que não abraçá-lo. 


– Sabe, Chenle, você é extremamente importante para mim. 


Claro, ele não costumava fazer declarações do nada, ele sabia do que aquilo se tratava. Encarou Renjun, que o olhava perdido, um tanto distante.


– Você também é, Renjun, venha aqui.


Abraçou os dois, apertado, como se fosse o último, porque provavelmente, era de fato o último. 


E seguiu receoso até o resto de seus amigos, sendo acompanhado por Chenle, Renjun e Jeno o caminho todo, até que pode ver os três que ainda faltavam.


– Como nós acharam?


– Estamos conectados, acredito fielmente nisso. 


Por alguns segundos, o Potter se permitiu sorrir com a própria fala. Não teve tanto tempo antes de ter o corpo de Donghyuck apertando o seu, como se sua vida dependesse disso.


– Isso é um adeus? 


– Talvez. 


Respondeu o Lee, tentando ser esperançoso que um milagre aconteceria, não queria morrer, não queria ter que se despedir de verdade se todos que amava. Havia abraçado praticamente todos, mas doía, doía porque todos não pareciam querer o soltar. Não aguentou quando notou o choro baixinho de Jeno, deixou uma lágrima escapar, antes que saísse de lá, tentando parecer o menos triste e assustado o possível.


[...]


Não saímos para fora, não tivemos a mínima coragem, mas sabíamos, pelo fato do que sobrou dos corredores estarem vazios e um estranho barulho vindo de fora, sabíamos que ele estava lá. Foi um tanto surpreso descobrir que Renjun havia feito uma espécie de local seguro, protegido por coisas que eu nem sabia que existiam, um pouco afastado de onde estávamos. Ele tentou de todas as formas trazer todos para lá, mas era difícil quando estavam resistindo ao máximo, dizendo que a guerra ainda não havia sido perdida e que todas as mortes não poderiam ser em vão. E foi difícil, nós separamos, mesmo que Renjun tenha dado todas as instruções de onde ele estava, caso algo acontecesse e precisassem dele. 


Ele ainda sai, de vez em quando, tentando ver o que acontece, mas não é a melhor visão de todas. Estamos a um certo tempo aqui, não tempo suficiente para terem se passado dias, mas o suficiente para eu ter escrito uma parte desse rabisco, talvez esteja aqui desde quando detalhei o quarto ano ou o terceiro, mas eu sou horrível em contas, e não saberia dizer de qualquer jeito o tempo exato que estamos aqui.


Não tenho muito o que contar, quase nada para ser sincero, irei finalizar este "livro" aqui, será divertido de ler se eu ficar vivo, então, oi Park Jisung do futuro! Espero que esteja bem! E se o Donghyuck e o Mark pararam de brigar sem motivo, gostaria muito que você documentasse esse fato! Ah, e pare de cair na mal influência do Chenle e de Renjun, você já é velho e tem que parar com isso.


OBS : oi Renjun do futuro, pare de ser gado de Jisung, ele não te faz nada, só reclama igual agora, vire gado de Jaemin viu, muito mais eficiente!


OBS : depois de muita choradeira ele acabou de te dar beijinho, continue a ser gado dele!


[...]


Não conseguiram conter as lágrimas quando viram todos reunidos, mesmo que debilitados e apoiados um nos outros, nem ao menos o Huang evitou de chorar.


– Conseguimos? 


O último citado perguntou, olhando diretamente a Mark, não poderia ficar mais feliz ao ver ele sorrindo.


– Conseguimos.








Notas Finais


infelizmente ja acabou:(


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