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História Please, Don't Go - Capítulo 47


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Notas do Autor


Amo vocês seus lindos e lindaaaas <3

Capítulo 47 - Está na hora


Fanfic / Fanfiction Please, Don't Go - Capítulo 47 - Está na hora

— Então quer dizer que a mesma garota que enveneou a jovem Piper também tentou envenenar Annie? — Eu aceno com a cabeça.

— Eu a encontrei no quarto e ela me ofereceu um pouco de suco, mas algo me disse que não era seguro então não aceitei e fui encontrar com Percy. — explico pela terceira vez a eles.

— E ela diferente das outras, né?

— Sim, não me parecia ser uma serviçal comum. — respondo a Apolo que apenas assente com o cenho franzido — Não conheço todos, nem sequer a maioria, mas sei que ela não era normal. Tinha algo estranho nela, algo incômodo.

— Nunca soube de coisas assim. Uma espiã tão boa como ela foi tem que ter estado lá a muito tempo para saber das passagens secretas, os horários, até sobre detalhes como Alexis ter algo "secreto" em seu suco ou nas bebidas que toma. Ela era anormalmente inteligente e vem estudando vocês a muito tempo. — o deus do sol observou ainda olhando para mim.

— Já tínhamos feito uma limpeza nos trabalhadores e não achamos nada, é como se ela não existisse…— Percy tenta continuar, mas sua voz morre enquanto seu olhar se perde.

— Ela foi muito esperta, vocês não tem culpa. — a mão de Apolo alcançou o ombro de Percy e deu um aperto passando apoio.

— Eu nunca vi uma garota como ela e pelo visto nem minha mãe. — Percy diz — Isso é estranho, pois a maioria das pessoas que trabalha lá já estão lá desde que sou pequeno.

— Nós nunca contratamos alguém como ela, eu lembraria. — Poseidon, com seu tom frio, esclarece — Todos passam por uma longa entrevista e toda a vida é investigada. Como Percy fez questão de lembrar a maioria dos empregados trabalha lá desde que ele era uma criança e muitos estavam lá quando eu nem mesmo conhecia Sally.

— Ela pode ter algum tipo de pode especial. — sugiro atraindo a atenção dos três para mim — Vocês afirmam que ela nunca foi contratada e eu sei que nunca vi ela no palácio, isso pode significar que ela tem algum tipo de poder, um artefato mágico ou alguém com poderes estava lá a ajudando.

— Você pode estar certa, Annabeth. — Apolo sorri e tento retribuir — Poseidon, tem uma grande chance do que ela falou ser real. Pode ter alguém com a garota ou ela mesmo pode ter poderes que nos são irreconhecíveis. O que acha?

O deus apenas fechou os olhos com força e abaixou a cabeça. Estava pensando na possibilidade. Estudando tudo para ver se era possível. Olho para Percy e ele me lança um meio sorriso. Quando ele arregala levemente os olhos e aperta minha mão sei que a coisa vai ficar feia.

— Primeiro um ataque bem debaixo dos nossos narizes e agora envenenam uma semideusa que não tem nada haver com a história?! — o Deus da água explode e tento não me encolher diante de tamanha ira que irradia dele — Quem Oceanos está achando que é? Sempre guerreou comigo, mas não usando essas baixarias. Não sei se me sinto aliviado ou não que minha família está bem, pois inocentes estão pagando certo preço com isso. — Poseidon solta o ar enfurecido, seus lábios se comprimem e com a força de tal ato sei que se fosse uma pessoa normal haveria sangue ali.

O maxilar estava travado a tanto tempo que pensei ser impossível ele voltar a falar, dava pra ver as gotículas de suor em sua testa e garanto que não era porque estávamos no palácio do deus do sol. Porém, por incrível que pareça, a rainha estava muito pior do que Poseidon ou Percy. A mesma começou a passar mal e tivemos que levá-la para um quarto separado, Apolo a ajudou e a pôs para dormir e ela está lá até agora com Alexis a vigiando.

— Consegue reconhecer essa garota, Annabeth? — agora foi a vez de Apolo perguntar e eu voltar a concordar. — Se não puder nós esperamos a rainha acordar para entrar no seu subconsciente e tentar nos passar a aparência da garota.

— Posso a descrever sem problemas. — esclareço rapidamente — Se quiserem posso até tentar desenhar. Sou melhor com mapas, prédios e plantas, mas acho que posso fazer um retrato.

— Acho que seria bom minha mãe tentar ajudar também. — Percy suspira fitando seu pai que estava prestes a explodir — O senhor tem que se acalmar, tem certeza que não quer que Apolo o ajude também?

— Ele vai acabar tendo um infarto. — Apolo balança a cabeça de um lado para o outro em pura repreensão — Não adianta ficar assim, Poseidon. Sei que muita coisa está acontecendo e vou ajudar como posso, mas pelo seu reino, seus filhos e sua esposa você precisa se acalmar.

— O povo é um espelho do homem com a coroa. — Percy suspira e parece que isso surte efeito no rei — Você tem que pensar com clareza e posso te garantir que não está fazendo isso agora, pai. Vá ficar com a mamãe, mesmo que não durma. Só descanse e a faça companhia, ela está grávida e precisa de você mais do que nunca.

— Eu e Percy podemos dar conta das coisas, majestade. — digo e ele ainda parece relutante em ir — Por favor, um dia Percy vai ficar com o trono e ele tem capacidade para lidar com tudo agora. Pelo menos no momento de sua ausência. E eu vou ajudar com tudo, sou esperta.

O rei se mantém quieto por um longo tempo, apenas olhando para a janela ao seu lado. Minha mão estava entrelaçada a de Percy e mesmo assim meu coração temia que não fosse o suficiente para mantê-lo perto. Olho por cima do ombro e lá estava Piper descansando na enorme cama. Sua expressão facial dava a entender que se tratava apenas de um profundo estado de sono, mas infelizmente não sabíamos nem se ela sairia viva.

— Está na hora. — a voz de Poseidon chegou aos meus ouvidos como um assombro me causando um violento arrepio na costela.

O entendimento me abateu rápido e voraz. Isso não poderia estar acontecendo agora. A situação mudou e ficou mais perigosa. Está óbvio que eles não querem uma maldita trégua então para que tentar?! Suicídio, só pode.

— Vou me preparar. — Percy fez uma curta reverência e saiu do quarto.

—Desculpe-me, Annabeth. — as palavras de Poseidon saíram como um sussurro e eu apenas ignorei.

Corri atrás de Percy sentindo os olhares dos dois deuses em mim a todo momento. Culpa e pena, era isso que eles, Apolo e Poseidon, sentiam.

— Não tente. — diz, assim que agarro seu braço com força — Eu vou, você já sabia.

— As coisas mudaram! — argumentei tentando manter a calma e não deixar o desespero transparecer — Percy, eles envenenaram a Piper e atacaram a cidade no meio de uma comemoração! Eles não querem trégua!

Suas mãos foram ágeis em segurar meus ombros e me afastar. Ainda sim ele não me olhava nos olhos. Sabemos que se olhasse algo mudaria. Ou isso é o que eu espero.

— Por favor, podemos dar um jeito daqui! — agarro sua camiseta com força e o puxo tentando fazer com que me olhasse — Percy, olha pra mim, por favor.

Sua postura tensa vacilou e lentamente sua cabeça virou e a imensidão azul de seus olhos encontraram a tempestade que havia nos meus. Ele tinha que ver que eu não aguentaria mais uma vez. Não assim. Não agora. Não com essas condições. Ele tinha que enxergar minha alma e saber que ela ficará em cacos se sua escolha for ir.

Inclino o corpo mais para frente apenas sentindo, esperando, sofrendo. Um suspiro sofrido escapa dos meus lábios quando consigo finalmente ver a resposta em seus olhos, sua face. Ele não ficaria. Ele iria e lutaria por seu povo. Ele arriscaria sua vida por eles e isso não era discutível. Eu não tinha chance. Nunca tive chance quando se tratava do seu povo, sua família.

— Já discutimos ir isso, Annie. — seus lábios pressionam levemente minha cabeça e inspiro com força — Eu te amo, mas…

Mesmo sabendo que era o dever dele, que ele se sentia em obrigação de fazer tal coisa, meu coração se quebrou ao ouvir aquele mas. Sempre teria um mas com Percy. Sempre haveria algo no caminho e para ficar com ele eu teria que aprender. Se eu ficasse com ele o povo também seria meu para cuidar. Será que eu faria o mesmo que ele por pessoas que eu nem sequer sou próxima? Eu conseguiria chamar eles de "meu povo" e zelar por seu bem estar tanto quanto Percy? Eu…

— Vamos acabar aqui. — não tive controle sobre as palavras tomaram forma, mas me recusava a olhar para seu rosto também. — Vá e lute por tudo que acredita, Percy. Quando voltar não sei onde estarei e nem como me sentirei, mas vou ajudar com o que posso por aqui em sua ausência.

— Annie… — sua mão acariciou gentilmente minha bochecha e continuei me obrigando a não o fitar quando afastei o rosto para que ele tirasse a mão, e assim ele o fez.

— Vou ajudar sua mãe, seu irmão e seu pai se ele precisar. Continuarei minhas aulas da melhor forma possível e tentarei ajudar Piper e Miranda da melhor forma que eu conseguir. — puxei o ar com tanta força que chegou a doer, soltei sua camiseta e me afastei gradativamente — Mas vamos acabar aqui. Eu e você.

— É isso que você quer? — sua voz era contida e calma, até afetuosa, o que me deixou com um pingo de raiva dele.

— Sim… — respondi mantendo a voz decidida para não gaguejar, não falar o contrário, não pedir pra ele ficar mais uma vez… droga!

— Sei que é o que quer no momento, pois pensa que vai ser o melhor. Pode estar certa e pode não estar. Mas saiba que assim que eu voltar vou te procurar não importa onde ou com quem esteja. Vou voltar para você e vamos ficar juntos para sempre dessa vez e você sabe do que estou falando.

Meus olhos se arregalam contra minha vontade e meu corpo me trai ao encarar as malditas íris verde-azuladas desse idiota. Ele não estava mentindo, suas palavras eram verdade…

Como muitas outras também eram, me forço a lembrar e faço o máximo para endurecer o corpo, as feições e o coração...

Sua risada baixa ecoa pelos corredores do palácio do sal e me seguro para não revirar os olhos. Não vou cair mais uma vez nessas conversas dele.

— Vá logo. — murmuro e o empurro na direção da saída — E saiba que não vou ficar te esperando, melhor não ter esperanças.

— Pode me olhar uma última vez antes de eu partir e você seguir em frente sem mim? — o divertimento em sua voz é notável, o que me faz o olhar só pra confirmar o sorriso de lado desenhado em seus lábios, aquela sorriso que eu sempre amei.

Em um segundo estávamos nos encarando e no seguinte minhas mãos estavam em seu rosto, nossos corpos próximos, suas mãos me apertando em minha cintura, puxando meu corpo pra si, em meu rosto e meus cabelos, enquanto nossos lábios mantinham o contato por uma última vez. E por uma última vez nos beijamos feroz e apaixonadamente naquele corredor.

E no segundos seguintes ele se fora sem olhar para trás. Ele não olhou para ver como eu havia ficado. Ele não me viu cair de joelhos, também não viu quando comecei a chorar e com certeza não viu que de tanto chorar e de tanta dor que eu sentia acabei desmaiando e sendo levada para a enfermaria.

Ele não olhou para trás e não viu que tinha deixado uma sombra da garota que ele um dia conheceu para trás. Querendo ou não meu coração foi com ele para aquela maldita viagem e eu por algum tempo eu não achei que o teria de volta, o coração e ele... 


Notas Finais


Olha eu aqui no meio de março sendo que falei que estaria presente em janeiro, vê se pode né gente hehe
Desculpinha e espero que tenham gostado, vou ver se posto outro amanhã para compensar a demora, mas não garanto nada
Obrigada a vocês que esperaram e aos que acompanham desde o começo, sei que vacilei, mas vou tentar compensar, até porque estamos entrando no meio/final eeee! Amo vocês beijos ♥️


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