História Please, don't leave me - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance, Sofrimento, Yaoi
Visualizações 226
Palavras 1.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Accident / Little Caleb / Falt's Mine


Fanfic / Fanfiction Please, don't leave me - Capítulo 4 - Accident / Little Caleb / Falt's Mine

- Você... caralho! - Gritei.


- Caleb! Foi sem querer, eu... eu não quis... eu...- Gabriel indagava gemendo de dor pela sua perna.

Liguei para emergência, Gabriel e John foram na mesma ambulância e eu, ao contrário de ter que ir junto no balão de oxigénio, fui até o hospital de ônibus com um cigarro na boca. Cheguei na recepção e pediram que eu esperasse, havia um garotinho sentado ao meu lado, deveria ter uns 4 anos e estava com um cartão de melhoras nas mãos, começou a falar comigo.

- Você está doente? - ele perguntou se sentando na cadeira ao meu lado.

- Não, não estou...- eu respondi calmamente.

- Porque você está aqui então? - ele perguntou curioso.

- Meu amigo levou uma facada, e meu irmão levou dois tiros...- eu disse.

- Foi alguém mal que machucou eles? 

- ... acho... acho que sim...- eu disse.

- Meu pai está aqui também, mas eu não sei o que aconteceu... o que é isso? - ele disse apontando para o cigarro em meu bolso.

- Caleb, deixe ele em paz, vamos, já podemos ver seu pai...- Sua mãe o chamou.

Coincidentemente ele tinha o mesmo nome que eu. Depois de alguns minutos a enfermeira me avisou que Johnatan estava estabilizado mas ainda não podia receber visitas, e que Gabriel estava numa sala compartilhada no fim do corredor e que poderia vê-lo. Abri a porta e quando me virei vi o pequeno Caleb abraçar Gabriel. "Tchau papai" ele disse passando ao meu lado com sua mãe e indo embora. Oi? Gabriel tinha um filho? F-I-L-H-O? A questão é e se eu tivesse mirado errado? E se eu tivesse o matado? Mas eu não fiz, eu não o matei, tanto que o desgraçado estava acordado e sentado em minha frente com mais alguns doentes. E meu melhor amigo e namorado estava em estado grave num quarto ali perto, sem poder receber se quer uma visita minha ou de qualquer parente.

- Vai ficar aí parado? - Gabriel disse.

- Então é isso? Você tem um filho? - Eu disse surpreso.

- É... a mãe dele ficou com tudo e agora eu moro no meu carro, mas ele é um bom garoto... - Ele disse segurando o cartão de melhoras que ganhara.

- Porque nunca contou? A mãe e o pai iriam ficar tão felizes e...- eu disse sem palavras para aquela situação. 

- Como está o Johnatan? - ele perguntou, parecia se sentir culpado, que bom que ele se sentia assim porque essa merda é toda culpa dele mesmo.

- Ele está estabilizado, mas ainda não pude vê-lo... 

- Me desculpe, eu... eu estava quardando a arma caso precisasse, tive que pagar a pensão do pequeno Caleb, fiquei devendo para um pessoal barra pesada... eu não podia arriscar...

- E a morfina? Desde de quando está usando isso? - perguntei na esperança de que ele admitisse ser dele.

- Caleb... aquela seringa não é minha, eu nunca usei nada deste tipo, eu realmente sinto muito por isso... mas acho que era do Johnatan.

No mesmo instante a enfermeira pediu que eu falasse com o médico que estava em um dos corredores ali perto. Fui correndo e com o coração na mão, por fora parecia calmo, mas por dentro eu estava transbordando de medo, culpa e raiva.

- Bem... Você é o único "parente" na cidade, tentamos contatar a família mas estão viajando... Não sei se já sabiam, mas ele estava com pequenas doses de morfina no sangue, pode ter sido um remédio, ou algo que ele tenha tomado, isso dificultou nosso trabalho porém conseguimos estabiliza-lo. O corte foi profundo, ele levou 13 pontos internos e 10 externos, você pode vê-lo mas ele está desacordado por conta dos remédios, é preciso para que ele não sinta dor.- ele disse abrindo a porta ao seu lado.

Ele estava deitado com o abdômen enfaixado, estava tomando algo na veia e estava com uma máscara de oxigênio que cobria quase metade de seu rosto, haviam marcas de agulhas em seu braço esquerdo e eu estava sem saber o que havia acontecido, sentei ao seu lado e segurei sua mão, deitei a cabeça na cama e olhando para seu rosto ainda um pouco inchado pela briga, comecei a pensar, será que Johnatan havia mentido para mim? Será que depois de ter me deixado para ir para reabilitação ele voltou para as drogas e tudo começaria de novo?

De repente John começou a abrir os olhos devagar, ele estava começando a gemer de dor e então chamei as enfermeiras, em quanto trocavam seu soro, quase inconsciente ele segurava minha mão, ele apertou meu braço, abriu um pouco mais os olhos e tentou falar algo mas logo adormeceu. 

Voltei para o quarto de Gabriel e ele estava deitado se arrumando para ir embora pois havia recebido alta, entreguei a chave de casa e disse para ir que eu ia ficar com Jonathan no hospital até que ele tivesse alta. 

 - Caleb! há quanto tempo não te vejo sem moletom - ele disse.

 - Ta e daí? - Eu disse me abaixando para amarrar os sapatos, confesso que fiquei orgulhoso de mim mesmo pois há muito tempo não ficava sóbrio suficiente para amarrar meus próprios sapatos. 

 Voltei para quarto de Jonathan onde ele estava deitado na cama inconsciente, sentei na poltrona lado dele e segurei sua mão. Comigo mesmo pensava porque todas as vezes que ficávamos juntos acontecia algo e íamos parar no hospital. Tudo que eu queria era pegar Johnatan sair dali, deitar em meu quarto e fumar um cigarro. Estava quase dormindo quando Doutor entrou na sala e começou a dizer algumas coisas sobre o estado de John.

 - Bem... daqui a alguns dias ele já poderá acordar sem sentir dor, porém ainda não temos previsão de alta, sobre a morfina achada no sangue dele, encontramos em seu jeans um remédio para ex-viciados, se chama epidomexona é muito comum para pessoas que já fizeram tratamento e não querem voltar para o vício. Percebi que você ficou preocupado com as marcas no braço dele, peço desculpas, pois a equipe ainda é nova e não achava a veia dele, tivermos que tentar nos dois braços, o estado dele ainda é muito grave...- ele disse colocando algumas anotações na mesa ao lado da cama.

 Respirei fundo e pensei que não seria a última vez que aquilo aconteceria, decidi que ficaria lado dele, não importa o que aconteça eu sempre ficaria ao lado dele, horas se passaram e eu apenas fiquei ali deitado ao seu lado até que adormeci. No outro dia a enfermeira me acordou, havia trazido o café da manhã de Jonathan e disse que iria acordá-lo ao menos para que comesse, e pediu que eu comesse algo também. Decidi sair dali antes que ele acordasse, fui até a cantina do hospital comprei um café e um misto quente e voltei para o quarto onde Jonathan estava tomando sopa. 

 - Caleb, vem aqui - ele começou a tossir no meio da frase.

 - Não tente falar muito, ainda está muito fraco - a enfermeira disse o acalmando - Eu já volto.

 - John, eu tive tanto medo que você...- eu disse o abraçando devagar. 

 - Caleb...- ele disse tossindo e dando pausas.- seu... braço...- ele disse segurando minha mão e quase gemendo de dor.

 - Bem, é o hora de voltar a dormir...- a enfermeira disse entrando no quarto e abrindo a passagem do remédio. 

 - John, o que tem meu braço? - perguntei, ele piscou duas vezes com as pálpebras pesadas e logo adormeceu. 

 Entrei no banheiro do quarto, olhei para meus braços e haviam marcas de agulhas. Não podia acreditar, não me lembro de ter usado isso nenhuma vez, porém fiquei chapado por mais de uma semana e não me lembro de quase nenhum dia delas. Teria sido eu o culpado disso tudo? Novamente respirei fundo lavei meu rosto e peguei meu celular para ver as horas, não sou o tipo de cara que mexe no celular então decidi ver meu histórico, e meu WhatsApp tinham várias mensagens de prováveis fornecedores que eu nem sequer sabia de onde tinha conhecido. 

*1 semana depois* 

 Estava na recepção com Gabriel e o pequeno Caleb que havia desenhado e me dado um desenho meu e do Jonathan em um dos panfletos do hospital. Johnatan havia melhora muito rápido, e teria alta antes da hora, seria a primeira vez que conversariamos por mais de 5 minutos desde tudo que aconteceu. Entrei no quarto e ele estava deitado descansando, a enfermeira já havia retirado o soro e ele estava apenas esperando o médico o liberar. Me sentei ao seu lado e acabei o acordando. 

 - Oi...- ele disse quase olhos fechados, pegando em minha mão que estava em cima da cama. 

 - Como se sente? - perguntei deitando a cabeça na cama. 

 - Como se tivesse levado uma facada a uma semana a trás.- ele quase riu mas sentiu dor na hora. 

 - Queria que nossa vida parasse de parecer um episódio de Skins as vezes...- eu disse. 

 - Se fosse, eu já teria morrido...- ele disse.

- Os melhores sempre morrem primeiro.  

- E os mais interessantes ficam, e fazem a série continuar...- ele disse ainda me fazendo cafuné. 

 - John... eu... eu acho que aquelas coisas... acho que eram minhas - eu disse olhando para o chão.

 - Eu desconfiei... mas não tem problema, está tudo bem agora...- ele disse. 

 - Mas é que...- do nada meus olhos estavam cheios de lágrimas, não conseguia me controlar - tudo... tudo isso é culpa minha... você quase se foi... eu... eu ia ficar sozinho de novo e...- eu já estava chorando. 

 - Ei... está tudo bem Caleb... não chora... - ele disse me puxando para mais perto dele - eu nunca não vou te deixar sozinho, eu prometo ok? - Ele falou me abraçando. 

 - ok...- eu mal consegui dizer soluçando de choro.

 - Caleb... eu te amo... mas...- ele começou a dizer com a voz trêmula- você está em cima do... 

 - Caralho, me desculpa - disse saindo de cima de seu abdômen que ainda estava enfaixado. Sequei as lágrimas e entreguei o desenho para ele. - foi o pequeno Caleb que fez, disse que é a gente...

 - O desenho é muito fofo mas... quem é pequeno Caleb?

 - Tenho muito pra te contar...- disse terminado de enxugar o rosto. 













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