História Please Don't Say You Love Me - Capítulo 23


Escrita por: e A-little-Foxy

Postado
Categorias Histórias Originais
Visualizações 41
Palavras 5.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, desculpa pelo atraso!
Olha esse capitulo é grandinho, por isso os outros foram curtinhos.
Boa leitura, T+!

Capítulo 23 - Capitulo XXIII


Quatro semanas depois...

 

 

Nathan Foster

 

Não acredito que já é hora de acordar! Abri o olho esquerdo e desliguei meu celular, voltei a relaxar.

Puxei a coberta que o Liam havia tomado e me embrulhei novamente.

Mas que droga! Eu já não desliguei esse despertador? Estiquei o braço desativei novamente!

Afofei o travesseiro, tirei alguns fios de cabelo que me incomodavam passando em meu nariz e repousei a cabeça, quando o celular tocou novamente.

- Atende logo a porra desse celular, cacete! – recebi um murro nas costelas vindo do Liam, ele virou para o lado e cobriu a cara com a coberta.

- Bruto egoísta! – resmunguei. – Que merda, quem é o infeliz que está ligando às cinco horas da manhã de um sábado?

Atendi a chamada, por algum motivo estava no alto falante, dei de ombros para aquilo e deixei o celular afastado do rosto, olhos fechados por causa do sono e da claridade que me incomodava.

- Alô? – disse eu.

- Naiiithan. – disse alguém muito alterado. – Volta... Por favôr.

- Cara... quem é? – fiz bico. – Sério, são cinco horas da manhã de um sábado, me deixa dormir, mais tarde nos falamos.

- Ah nããoo.. Falta sinto sua... Sinto sua falta... Nossa, você esta tão fofênho dormindo!

Abri os olhos, a claridade me incomodou por um tempo, mas a visão que tive foi de um Christopher muito mal, olheiras, escleras vermelhas, cabelos bagunçados e segurando uma garrafa de Vodka já no fim. Ele estava sentado em algum lugar, a parede atrás dele feito com tijolos escuros, do lado esquerdo uma divisória verde, na verdade dos dois lados e ele mal conseguia deixar o braço erguido, então o celular estava em sua perna e ver o ruivo deste ângulo me deixava desconfortável.

- Hey... Onde você está?

- No banhêro de algum bar de algum legar... – o garoto fez cara de que ia vomitar, mas voltou ao normal. – E você?

- Eu? – recebi um soco no braço, sentei na cama. – Estou na casa da minha mãe! – levantei , peguei o celular do Liam e fui para a sala, me joguei no sofá deitado, só quero voltar a dormir.

- Quano você volta? – sorriu malicioso, mas saiu engraçado. – Quero ti ver... pessoalmente, matar a saudade da sua boca.

Oi?

Fechei os olhos por alguns segundos, até sentir uma dor latejante na minha testa, eu tinha cochilado e o celular caiu, o peguei e olhei de novo para a tela, o Christopher estava em outro lugar, ele ajeitou o celular e sorriu ao me rever, ele estava dentro do carro.

- Você vai dirigir nesse estado? – saltei do sofá totalmente lúcido.

- Qual mal tem? – ele nem conseguia segurar a chave do carro. – Pra casa, vou desligar, são cem metros até lá... Não... É aquele outro, só que mais longe.

- Quilômetros? Christopher, você não vai dirigir embriagado, nem sei como você conseguiu chegar até o carro!

- Eu caê três vezes... Meu bumbum está môlhado. – gargalhou e caiu de lado para o banco do passageiro.

- Christopher, fica aí! – peguei o celular do Liam e disquei o numero da Lilly, eu havia decorado nesses últimos dias, enquanto esperava ela atender, dei atenção ao embriagado.

-  Tênho que... vou para casa, estô com soninho.

Eu não posso deixar isso acontecer, ele não está em condições de dirigir, nem de andar, tenho que arranjar alguma forma de ganhar tempo. Atende Lilly! Chamada perdida, ah, mas você vai acordar, é seu irmão quem está mal!

- Que pena, eu ia ti fazer uma visita, estou com um pouco de vontade de beber. Mas para isso preciso que você mostre onde você está, vira a câmera.

Enquanto ele mostrava o lugar e eu tentava pegar alguma referência, tentei ligar para a Lilly novamente, mas essa garota tem sono pesado.

- Você vae demôrar? – ele sorriu. – Eu vou voltar para o banheiro, meu estomagou não vai bem...

- Isso! Espera lá, chegarei aí em breve!

Deixei a chamada de vídeo ligada, era uma forma de evitar que ele fizesse algo irracional, quem diria que seria fácil fazê-lo mudar de ideia.

 

Lilly Nolan

 

Eu vou esviscerar quem quer que esteja me ligando essa hora, vou retirar os olhos e guardar numa vasilha de conserva, moer todo o corpo e enterrar cada pedaço em um canto do país!

- Seu arrombado, são quatro horas da manhã, vai arranjar o que fazer!

- Lilly, sou eu, o Nathan...

- Você está morrendo?

- Não...

- Então até depois! – encerrei a chamada.

Me joguei na cama com a cara enterrada no travesseiro, mas ouvi o celular tocando, abri o olhos e era o Nathan, outra vez!

- Eu já falei que...

- Acho que se você não ajudar, quem vai morrer é o seu irmão!

- O que? O que tem o meu irmão? – revirei os olhos. – Sabe que ele não voltou desde daquele dia? Manda ele para aquele lugar e me deixa dormir em paz!

- E deixa-lo voltar para casa bêbado, sofrer um acidente no meio do caminho? – disse ele sarcástico.

Peguei o travesseiro, coloquei sobre a boca e gritei o mais alto que pude.

- Manda logo o endereço!

- Já fiz isso, melhor ir logo, estou ficando sem assunto para tratar com ele e assistir alguém vomitando é nojento! – Nathan encerrou a chamada. Não acredito.

 

...

 

- EU AINDA NÂO ACREDITO QUE VOCÊ ME ACORDOU SÒ PARA BUSCAR SEU IRMÂO EM OUTRA CIDADE!! – disse Maggie furiosa, já era a vigésima vez que ela dizia isso e a boa noticia era que já estávamos chegando.

O taxista parou e cobrou o preço de cento e cinquenta dólares, Christopher, você me paga! Na garagem da casa noturna ainda havia carros, não acredito que as pessoas ficam até tão tarde nesses lugares, ninguém sente fome, cansaço e sono não? Enquanto eu fui procurar alguém para me dar informações, a Maggie resolveu procurar pelo carro do meu irmão, eu já estava prestes a entrar no lugar quando ela gritou e eu fui correndo, espero que não seja o corpo do Chris, era o carro dele e com o garoto dentro, sentado no banco do motorista e falando com alguém, coitada dessa pessoa.

Estava muito frio, sair de pijama no meio da noite não dá nada certo, pelo menos a Maggie também está assim.

- Nath, eu vou pra casa, estô cansado, não quer conversar mais contego. – disse ele.

A ruiva bateu forte no capô, meu irmão deu um salto e sorriu, a Maggie foi para o lado da porta do motorista, abriu a mesma e tirou o Christopher de dentro.

- Nathan, me ajoda, tem duas mulheres me assaltando. – ele se encolheu no chão, ainda segurando o celular e eu fui até ele e peguei o aparelho.

- Feliz? – disse eu. – Vim com a Maggie que também não está nada contente!

- Ótimo! – disse Nathan sorrindo, o encarei muito irritada. – Agora vou para a academia. Liam, já estou indo!

Não pergunte nada... Não pergunte... Continua olhando com raiva. Ele está mais forte ou é impressão?

Bloquei o celular e guardei em meu bolso, dei dois tapas forte no meu irmão e o coloquei no banco de trás, a Maggie foi para o do motorista, ajustou os espelhos e banco e deu partida, preferi acompanhar meu irmão, não duvido que ele queira pular do carro em movimento.

- Isso é sequestrooo! Policia! – revirei os olhos olhando para a ruiva através do retrovisor, ela estava muito irritada comigo, o ruivo olhou para mim e tocou meu rosto com a mão espalmada. – Você parece com alguém que eu conheço.

- Primeiro: Tira essa mão suja de mim. Segundo: Fica quieto e para de gritar que vamos ti levar para casa! – falei autoritária.

- Não, o baexenho vai vir me ver, não podem me tirar dele!

- Ahn? – Maggie e eu murmuramos ao mesmo tempo.

- Como assim? – a Maggie puxou assunto.

- O Nath disse que vai vir me veeer, para esse carro, vou esperar por ele. – Chris fez cara de choro e me abraçou. – Por favor, pede pra ela parar.

Fitei a ruiva sem entender nada, ela fez uma cara sugestiva, acho que vou me aproveitar dessa situação. Afaguei os cabelos do Chris, esses que estão relativamente grandes.

- Por que você quer esperar? – perguntei e o garoto deitou no banco com a cabeça em meu colo, parecia uma criança gigante.

- Quero ver o Baexenho... Moça volta, por favor! – ele fez bico, mesmo meu irmão estando fedendo a cachaça, era bom ter esse contato com ele, nunca fomos de ser tão carinhosos um com o outro, pelo menos não de contato físico.

- Nós também queremos, somos amigas dele, sabe... – começou Maggie. – Ele está há um mês fora, qual é a gravidade do problema dele? Pra ele precisar da mãe e não dos amigos.

- É que ele viu o... – impendi o Chris de falar, quando tirei a mão ele fez um barulho de motor com os lábios. Bruuu...

- O que ele viu? – insistiu.

- Não posso contar para estranhos, é segredo. – sussurrou. – Shh...

- Meu olho! – exclamou Maggie.

- O que tem? – deixei que o bêbado e a motorista conversassem.

- É para não dizer uma palavra indevida!

- Que palhavra? – ele olhou para cima com o tufo de cabelo avermelhado sobre os olhos. – Hey! Temos cabelos iguais. Sua invejosa. Devolve meu cabelo!

O garoto esticou a mão e puxou o cabelo da Maggie, ela gritou, ele riu.

- Seu filho de uma... – ela me encarou bufou fazendo os cabelos saírem da testa e suspirou. – Christopher, se você fizer isso de novo perderá seu pênis!

- Sua monstra! – colocou a mão sobre o membro para protegê-lo. – Não deixa ela fazer isso, por favor. – me fitou com os olhos numa mistura de verde e vermelho. – Moça, liga pra minha irmã, quero pedir desculpas, fui idiota, ela disse que me odiava e aquilo doeu.

Franzi os lábios, o quanto a pessoa precisa beber para não reconhecer seus familiares e se ele tivesse dirigindo, o que aconteceria?

Melhor eu não pensar nisso.

- Você é linda igual a ela, o que me deixa triste, porque ela disse que eu não deveria ter nascido. – coçou os olhos. – Será que ela me perdoa? Senão, eu acho que vou embora, assim ela não vai precisar me ver mais, gosto muito dela, não sei como ela não percebe...

- Então... – Maggie chamou nossa atenção.

- Acho que sua irmã também gosta de você, ela deve ter dito aquilo por causa do momento, você deve ter feito algo muito estúpido, do tipo largar ela na estrada. – falei empática, estava ajudando meu irmão a se desculpar comigo.

- Foi isso mesmo que eu fiz, também a proibi de sair com os amigos, eu sempre fui assim, tento proteger a Lilly. – fez bico. – Minha irmãzinha não sabe dos perigos, ela é muito pequena, precisa de mim pra enfrentar o bicho papão. – bocejou, virou o rosto para minha barriga e apagou.

Sacudi ele algumas vezes e não houve resposta, por impulso cheguei se ele estava respirando e para meu alívio, sim. Olhei para a Maggie, mas ela estava concentrada na pista, continuei acariciando a cabeleira ruiva.

 

...

 

Levar o Christopher pro quarto dele foi complicado, que garoto grande e pesado, como que as meninas aguentam um negócio desses em cima delas?

A Maggie sugeriu que o deixássemos apenas de cueca, seria mais confortável, não fui fã da ideia de despir meu irmão, a ruiva fez as piores partes. Como já era tarde e não queríamos incomodar os pais dela, dormimos juntas no meu quarto, não sem tomar um banho antes.

 

...

 

Mesmo acordando de madrugada para buscar meu irmão bêbado, nós alevantamos cedo, pelo menos eu acho que nove e meia da manhã num sábado é cedo. A Maggie queria ir a casa dela pegar algumas roupas, pois sugeri de passarmos o dia na piscina, colocamos nossos celulares para carregar e descemos, avisamos a Ella, que também nos informou que precisaria sair durante todo o dia para resolver problemas pessoais e que havia almoço pronto, íamos chamar um táxi, mas temos o carro do Christopher à nossa disposição.

- Você sabe como é o seu irmão, melhor nem chegar perto! – advertiu Ella.

- Acordamos quatro da manhã para buscá-lo, temos total direito de pegar o que quisermos dele. – rebati.

A mais velha nos devolveu a chave e a entreguei a Maggie, que hesitou brevemente, entramos no veículo e ela deu partida, coloquei um som agitado e fomos cantando para a casa dela.

 

- Bom dia mãe, bom dia pai. Essa é a Lilly, você lembram? – eles aquiesceram e acenaram de volta. – Não demoro, me espera aqui.

Fiquei encostada à parede ao lado da porta, olhando para o casal de cabelos morenos sentados no sofá abraçados, algo que eu não havia notado eram os cabelos, a Maggie é ruiva e seus pais não. Em poucos minutos a garota voltou com sua mochila nas costas e roupas mais confortáveis, uma regata azul e uma calça rasgada com sandálias brancas.

- Vou passar o dia na casa da Lilly, mas volto para dormir em casa, só pra avisar mesmo, não quero pegar meus pais fazendo sexo no sofá de novo! – sorriu carismática para mim enquanto eu arregalava os olhos.

- Quase ia esquecendo, aquele seu amigo, o Tyler passou aqui há vinte minutos, avisei que você estava na casa dos Nolan. – disse a mãe da Maggie.

- Okay.

Caminhamos para o elevador, assim que as portas fecharam eu dei risada dela.

- Seus pais no sofá? – gargalhei. – Agora só vou sentar no chão.

- Os únicos lugares da casa que faltam são, o meu quarto e a cozinha.

Olhei para a ruiva, não estou acreditando nessa afirmação.

- Acho que em lugares inusitados é mais excitante. – ela admitiu.

- Vamos passar numa cafeteria?

- Claro, mas não esqueça...

- Que você não é rica? – ela assentiu. – Nunca tive problemas em comprar coisas para minhas amigas.

 

Quantas opções diferentes, amo comida, adoro mastigar, comer, saborear, acho que vou enlouquecer nesse lugar!

- O que você vai pegar? – disse Maggie inclinando-se sobre o balcão para conferir um bolo de chocolate.

Olhei para a atendente com o sorriso mais largo que já tive em toda a minha vida e comecei a apontar para o que eu queria.

- Aquela coxinha. Aquela torta. Aquele pão de queijo. – Esse bolo de chocolate e aquele de laranja. Tem pastel? Quero! – esperei a mulher se organizar para pedir mais. – pão de alho? Quero! Três por gentileza. Esse sanduíche, e só!

- Vou escolher algo para beber, ante a que venha tudo! – disse a ruiva.

- Não vai levar nada para comer? – ela me encarou assustada junto com a atendente, sorri de canto para ambas as expressões. – Brincadeira.

- Graças a Deus. Quero aquele suco de abacaxi.

Paguei, pegamos nossas comidas deixando-as no banco de trás do carro, procurei outra música agitada para nosso retorno à minha casa e assim como saímos, voltamos cantando.

Algumas casas antes da minha, a Maggie parou o carro e buzinou, não entendi o motivo até ver o gostoso do Tyler parar de andar e começar a vir em nossa direção, abaixei o vidro para ele poder por a cabeça dentro do carro com os cotovelos apoiados na porta.

- As madames estão brincando com o perigo. – questionei com os olhos. – Suponho que seu irmão não saiba que estão com o carro dele.

- Entra aí. – disse eu.

- Pra?

- Nós três na piscina da minha casa.

- E seu irmão?

- Aquele ali está morto, de ressaca, se levantar hoje é por milagre divino!

Tyler olhou para a Maggie que afirmava tudo que eu dizia, ele olhou par o banco de trás e negou com a cabeça.

- Vem aqui na frente, comigo, senta no meu colo. – abri a porta, ele maneou, mas acabou entrando.

- Vou foi em minha casa. – disse a motorista concentrada.

- Fui na sua casa, seus pais disseram que você estava aqui, quando cheguei a Ella disse que você foram para lá, voltei para sua casa e seus pais repetiram a mesma coisa, senão tivessem me parado eu voltaria pra a minha casa.

- Cadê seu carro? – perguntei.

- Oficina, vai ficar o fim de semana lá.

- Não tive culpa. – a ruiva murmurou.

- É um check-up de rotina.

O garoto entrou no carro sentado no meu colo, parei de prestar atenção na conversar para admirar aquelas costas largas na minha frente, os músculos grandes e firmes, os cabelos escuros balançando com o vento, a pele branca que eu gostaria de deixar avermelhada, de forma discreta, para que a Maggie não pudesse ver, deslizei meu braço direito para a cintura do maior, ele e a garota conversavam algo, passei a mão em seu abdômen, sentindo aqueles gominhos na ponta dos meus dedos, fui descendo e me aproveitando de sua blusa comprida até sentir a cos da sua cueca, porém o movimento do carro cessou e retirei minha mão de lá.

Nós três ajudamos a levar as compras para dentro, Ella acabara de sair de casa, assim como avisou, Tyler e eu trocávamos olhares sugestivos enquanto a Maggie tagarelava sobre a quantidade de coisas que eu pedi, fizemos uma arrumação ligeira para levar a comida para a área externa da casa, o garoto ficou apenas de cueca, ele não pretendia entrar numa piscina hoje, isso era evidente, babei vendo seus movimentos, tirando a camisa e expondo o resultado dos treinos intensivos, a bermuda que deixou amostra suas coxas grossas que ascenderam meu fogo mais ainda e ele pulando na água. A Maggie queria se trocar num lugar reservado, aproveitei dos momentos a sós com o garoto para provocá-lo, tirando a roupa de forma sensual e vestindo o biquíni por debaixo de uma toalha lilás. Tyler mordia os lábios inferiores, passava a mão pelo copo e vez ou outra desviava o olhar quando eu o encarava diretamente, quero saber do que ele é capaz, entretanto não há nada mais gostoso do que provocar alguém. Assim que me vestir, entrei na piscina sensualmente, a Maggie ainda não havia voltado, usei o tempo que me restava para mergulhar e me esfregar no garoto.

- Eu vou tomar um pouco de sol antes de entrar. – disse a ruiva voltando e deitando à beira da piscina com o braço esquerdo sobre os olhos.

Eu sabia que o Tyler estava atrás de mim, andei para trás até me encostar a ele e confirmei o que suspeitava, ele estava excitado, ainda fitando a Maggie, esperando que a qualquer momento ela virasse, enfiei minha mão dentro da peça íntima do garoto e apertei seu membro, senti ele suspirar em meu pescoço, mas não deu tempo de fazer nada, já que a ruiva virou o rosto para conversar conosco, fingimos não estar fazendo nada.

- Da pra imaginar que as provas já estão chegando? – disse ela.

Tyler nadou na direção dela, fiz um mesmo paramos lado a lado perto da Maggie e apoiamos os braços na borda.

- Foi tão rápido, o que você vão fazer nessa semana? – disse o garoto.

- A partir de segunda vou estudar e vocês? – a ruiva deitou de bruços.

- Olhar os gatos do colégio por cima do livro de física, e você garoto gato do meu colégio? – pisquei para o moreno.

- Torcer para que as provas sejam fáceis, e rezar para ganharmos o campeonato.

- Meninos e seus esportes. – Maggie fez bico e estapeou o maior de leve.

- Vocês viram que o Nathan está mais gostoso? – falei tirando os cabelos do meu rosto.

- Estou brava com ele por fazer você me acordar cedo.

- Temos que sentir raiva dele por nós fazer acordar cedo!

- Vão me contar? – disse Tyler.

- Deixa pra lá. – Maggie ajeitou os seios.

- Ele me acordou de madrugada para ir resgatar meu irmão bêbado em outra cidade. Ponto!

- Ele foi preso?

- Não, queria dirigir bêbado, tão bêbado que não me reconheceu.

- Por falar nele, no Nath, será que ele está estudando por lá ou não vai voltar para as provas?

- Quem sabe, depois eu tento conversar com o Nathan, vocês sabem alguma clínica para exame de doenças sexualmente transmissíveis?

- Não, está preocupada? – disse o moreno descansando a cabeça sobre os braços.

- Tem uma há três quadras do colégio.

- Estou preocupada, mas não comigo, com o meu irmão, ele andou sumido por esse tempo, deve ter bebido muito e encontrado muitas garotas e acho que bêbado esquece de usar preservativo.

- Quero ver você convencê-lo. – a ruiva abriu um sorriso, me estiquei para fora da água e mordi a lateral de sua barriga, ela resmungou.

- Eu deveria estar fazendo também...

- Tyler! – Maggie o repreendeu.

- O que? Não falei nada demais.

- Eu já disse que você tem que fazer esses testes direto! – suspirou. – Por isso sinto falta no Nathan.

- Ele também não faz.

- O que tem de errado com os homens?

- Não se preocupam com a saúde? – sugeri. – Tyler, meu anjo, melhor você se cuidar, não quer perder seu amiguinho, quer?

Maggie e eu gargalhamos.

- Magg, aproveita que está aí e pega aquelas comidas para a gente. – disse o moreno, eu já tinha esquecido delas.

Enquanto a garota estava de costas, o Tyler aproveitou para pegar em minha bunda e aperta-la forte, impendi que um gemido saísse e o estapeei forte no braço esquerdo.

- Não é assim!

- O que? – questionou Maggie com a bandeja em mãos caminhando de volta.

- Ensinando bons modos, ele não pediu, ”por favor,".

- Verdade!

- Obrigado rainha Maggie, a ruiva! – zombou.

- Sabe o que podemos fazer? – ergui meu corpo com os braços e sentei na beira com os pés dentro da água, a Maggie que estava atrás de mim, começou a passar a unha em meu braço. – Ir ao cinema, que tal?

- Não sei não. – disse a garota.

- Acho uma boa ideia. – Tyler sorriu malicioso.

- Só se for à tarde, agora eu quero ficar aqui, absorvendo a vitamina D. – disse ela, se estirando no chão, fiz o mesmo.

 

...

 

- Estamos atrasados! Estamos atrasados! Estamos atrasados! – a Maggie repetia. – A sessão começa às quatorze e cinquenta e são cinco e dez!

- Calma, o filme nem deve ter começado. – disse o garoto enquanto andávamos com pressa pela praça de alimentação.

- Poderíamos ter chegado na hora se ALGUÈM não tivesse inventado de procurar um bichinho de pelúcia! – ela se referia à mim.

- Não é um bichinho qualquer! – me defendi. – É o Baby Groot!

- Ande mais rápido!

Saímos correndo, a mulher que recebeu nossas entradas gargalhou da gente e ainda nos deu uma lata de refrigerante para casa, acho que ela gostou de mim, entramos na sala e o filme já passava, era um cena de ação e a ruiva nos fuzilou com o olhar, procuramos por três cadeiras vazias, porém só havia uma na primeira fileira e duas em cima, Tyler ia sentar só, mas a Maggie tomou a frente e sentamos nós dois juntos, de onde a garota estava não dava para nós ver, tenho certeza que ela não os acharia em meio a tantas pessoas. Quem havia escolhido o filme foi a Maggie, eu não sabia nem do que se tratava e muito menos me importava com o que acontecia, comecei a provocar o Tyler, com a mão em sua coxa, provocando-o com olhares, até que ele cedeu e me beijou, calmo e delicado no inicio, mas logo foi ficando mais agitado e caloroso.

Raramente olhávamos para a tela tentando disfarçar ou até para diminuir a excitação, mas ele não queria deixar barato para mim, colocou a mão em minha perna com alguns dedos tocando minha virilha por cima da calça jeans, e como ele vestia a mesma roupa, me aproveitei da sua camisa larga e enfiei minha mão por dentro de sua bermuda, abri o botão e acaricie seu membro, fiquei atenta à sua respiração, assim que começava à ficar rápida, eu diminuía meus movimentos e deixava o maior relaxar.

Ficamos assim pelo filme inteiro, só nos demos conta de que havia acabado quando as luzes acenderam, continuamos fingindo que nada tinha acontecido, mesmo alguns nos olhando de forma estranha, andamos até a saída da sala onde a Maggie nos aguardava sorridente, será que ela viu?

- Esse filme foi a melhor comédia que já assisti! – disse ela e suspirei aliviada. – Tyler, sua braguilha está aberta.

 O moreno fechou o zíper e continuamos caminhando para a praça de alimentação.

- Vamos para sua casa, certo Lilly? – a garota passou o braço pelo meu pescoço.

- Sim!

...

O Tyler quem trouxe o carro, ele estacionou certinho na frente de casa, acho que não faria mal ao carro do Chris, mesmo com tanta inimizade entre os dois, cada um ia para sua casa, mas queriam por o assunto em dia, então me acompanharam até a porta da minha casa, estamos rindo de alguma coisa idiota do filme, a única coisa que prestei atenção na verdade, girei a maçaneta e lá estava o milagre divino, o Christopher em pé na cozinha e reclamando alguma coisa com a Ella, ele sabe que saímos com o carro!

Olhei para a Maggie e para o Tyler atrás de mim, meu coração palpitava e eu tinha certeza que estava pálida. Os dois que riam pararam e me olharam preocupados.

- Corram! Corram como se suas vidas dependessem disso, porque dependem! – olhei para o garoto. – Principalmente você! VÃO.

- LILLYTH! – meu irmão gritou de onde estava, me virei para ele, nem ouvia mais nada, as veias de seu pescoço, testa e braços estavam saltados, bati a porta trás de mim, subi as escadas apressada. – GAROTA, VOLTA AQUI AGORA! – peguei meu celular do bolso de trás da calça e procurei nos registros até achar o número com que o Nathan havia me ligado. – SE VOCÊ ENTRAR NO QUARTO EU DERRUBO A PORTA! – que demora é essa para atender. Corri até meu quarto batendo a porta e encostando-me à mesma, tentei ligar novamente até que alguém atendeu, não era o Nathan, mas logo o rosto dele apareceu na tela, foi quando o Chris bateu na porta do meu quarto.

Respirei fundo e a abri, ele entrou sem pedir e me fuzilou com o olhar, foi quando coloquei o celular em sua cara.

- O Nath... O Nathanr que falar com você!

 

 

Christopher Nolan

 

Definitivamente estou com a pior ressaca da minha vida!

Minha cabeça dói, mas pelo menos eu tenho alguns comprimidos no meu banheiro, levantei me apoiando nas paredes, abri o armário e tirei umas aspirinas do frasco, usei a água da torneira para ajudar a descer, voltei para o quarto e sentei na cama.

- Por que estou de cueca?

Fui até meu guarda roupas e peguei uma calça moletom cinza, amarrei o cordão e ouvi meu estomago roncar, olhei para a escrivaninha e peguei meu celular, olhei as ultimas mensagens até me dar conta de onde eu estava.

- Como eu vim para casa?

Forcei minha mente, mas nada aparecia, chequei o histórico de ligações e a ultima pessoa para quem eu liguei foi o Nathan, talvez ele tenha voltado e me trouxe para casa.

Sai do quarto e desci as escadas, no momento em que Ella chegou, sorriu ao me ver e antes de me abraçar checou como eu estava.

- Dormiu no carro ou numa casa de verdade? – disse a mulher me arrastando até a cozinha.

- Nesses motéis na beira da estrada, como eu vim para casa?

- Sua irmã. Ela recebeu uma ligação na madrugada, saiu e voltou com você, foi isso que ela e a Maggie me disseram, bem resumido. – me entregou uma xícara com café preto e quente. – Bebe!

Tomei alguns goles, mas não queria arriscar queimar minha boca. Deve ter sido o Nathan quem ligou para a minha irmã, isso significa que ele voltou, talvez eu deva ir à casa dele, ver como o Baixinho está.

-Ella, onde está a Lilly? – a mais velha estava de costas para mim.

- Ela saiu com a Maggie e... Aquele garoto bonito! – sorri, então o Nathan voltou.

- Eu vou dar uma saída, mais tarde estarei de volta!

- Chris... é melhor você...

Dei as costas à mulher e fui até o porta-chaves que eu sempre colocava a chave do meu carro, mas não estava, fui ao meu quarto e procurei em todos os cantos, até mesmo nas roupas que eu vestia na noite anterior, voltei à sala e procurei por todos os cantos, porém quando olhei pela janela eu senti meu coração parar de bater.

- CADÊ O MEU CARRO? – gritei e voltei para a cozinha. – ROUBARAM O MEU CARRO!

- Calma Christopher!

- ROUBARAM O MEU CARRO, COMO ASSIM CALMA?

- Ninguém roubou, está com a sua irmã! – olhou por cima do meu ombro – Olha ali, ela já voltou!

Fitei a porta, e lá estava a minha irmã e atrás dela o Tyler e a Maggie, os dois correram enquanto a morena bateu a porta assim que entrou e subiu as escadas correndo com o celular na mão, eu apenas gritava sem saber ao certo o que saia da minha boca e a seguia, mas ela desapareceu entrando em seu quarto, empurrei a porta e estava trancada, soquei duas vezes e ela abriu, encarei ela nos olhos dando passos em sua direção, cerrei o punhos, eu nunca bateria na Lilly, mas ela precisa de uma lição, eu estava prestes a gritar com ela quando o Nathan apareceu em minha frente na tela do celular da garota, ela disse alguma coisa, só que não ouvi, peguei o celular da mão dela e fui para o meu quarto.

- Olá. – disse ele seco.

Quanta falta eu senti dos olhos azuis dele, desses lábios finos rosados, dessa boca pequena.

- Oi.

- O que sua irmã aprontou?

- Não lembro mais, como você está?

- Muito melhor agora... – desviou o olhar por uns instantes. – Toronto me fez bem. Estou até frequentando uma academia.

- Pensei que era por me ver.

- Também é bom saber que você esta vivo! – ele sorriu.

- Eu deveria me desculpar por alguma coisa ou saber de algo que eu tenha feito ou dito? – mordi a bochecha e sentei do lado da cama, deixando o braço apoiado na cama.

- Não, estamos quites!

- Quites? Como assim? – falei espantado.

- Nada... Só não precisa saber de nada.

Ouvi alguém rir de fundo e o Baixinho mandou a pessoa calar a boca.

- Quem é que esta com você? – senti um pouco de raiva em saber que tinha alguém com ele

- É só o amigo da minha mãe!

- Que ele pensou ser amante dela ou até mesmo meio irmão dele! – disse a pessoa de voz masculina.

- Cala a boca, Liam! – revirei os olhos e o Nathan deitou em alguma coisa.

- Seu namorado? – falei descontente.

- Amigo. – ambos murmuram juntos. – Apenas!

- Quando você volta?

- Não tenho prazo...

- Nathan tem alguém ti ligando. – o tal Liam interrompeu o Nathan entregando o celular do mesmo que o pós no ouvindo.

- Derek? – parou um pouco, ouviu o que o outro tinha a dizer. – Aqui? ... Tá, me espera no aeroporto. – ele esqueceu completamente de mim, deixou o celular sobre a barriga e a imagem ficou escura. – Em quinze minutos eu chego!

Houve um clarão rápido e a imagem parou, o celular me mostrava o teto da casa, não sei o motivo, mas continuei com a ligação ainda na esperança dele voltar, desistir de falar com o Derek e conversar comigo, por que ele sempre me ignora?

Alguém apareceu na tela, um garoto de rosto fino, cabelos cacheados e pretos, determinar a cor dos seus olhos era difícil, ele pegou o celular e acenou para mim, retribui assentindo com a cabeça.

- Me chamo Liam e você?

- Christopher, cadê o Nathan?

- Vestindo uma roupa.

Como assim?

- Ele vai sair? – Liam aquiesceu.

- Qual sua altura?

- Um e setenta e oito, por quê?

- Por nada, gostei dos seus olhos e cabelos. Verde e vermelho são minhas cores favoritas.

- Para de dar em cima dele! – O Nathan voltou e tomou o celular do garoto. – Tchau Chris e vê se não bebe por esses dias. – a imagem do teto voltara, o celular deve ter sido jogado novamente sobre o sofá, mas não desliguei, queria ouvir a conversa dos dois.

- Seu amigo é alto, bonito e educado, por que não posso conversar com ele?

- Porque não! E por falar em cabelo, preciso cortar o meu.

- Isso não é uma resposta concreta, você conhece caras bacanas e altos, mas não me apresenta nenhum!

- Tenho outro amigo tão alto quanto o Chris, só que tem cabelos e olhos pretos, esse eu ti apresento, enquanto isso deixa o bêbado do Christopher longe de seus pensamentos.

- Estou entendendo... Seu safado... – Liam riu. – Vai sair né? Vai voltar tarde?

- Vai depender do Derek, acho que só vamos por o papo em dia.

- Enquanto isso, posso continuar conversando com o Chris? – disse Liam com tom longo.

Foi quando me dei conta de que o Nathan havia me chamado pelo apelido duas vezes, ele nunca me chamara assim antes, abri um largo sorriso.

A chamada foi encerrada.

Fui ao quarto da Lilly, eu estava contente, por algum motivo, devolvi o celular à garota e saí de seu quarto, mas imaginei o Nathan e o Derek juntos e toda minha e toda a minha alegria se esvaiu como um balão sendo estourado por uma agulha.

- Como assim dois? – gritei ao entrar no meu quarto, chutei alguma coisa pelo caminho até a cama e me joguei na mesma, ouvi um estalo da madeira quebrando, mas ignorei.

- DOIS!


Notas Finais


Olá, obrigado por ter lido, até a próxima semana...
^^
Boas festas.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...