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História Please don't say you love me - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Hi Potterheads de my life,

Eu estou exausta, queridos.
E o ano nem começou ainda, já que o carnaval não passou.
.

Disclaimer: O universo mágico de Harry Potter não é meu.
Gif deDaniel Radcliffe como Harry Potter.
.

Desconsiderem os erros, please!
Aproveitem a leitura!

Capítulo 13 - A botânica do desentendimento


Fanfic / Fanfiction Please don't say you love me - Capítulo 13 - A botânica do desentendimento

"O mais importante de tudo é poder

ter a sensação de que viver vale a pena”.

(Roberto Shinyashiki)

 

• • •

 

• Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts

|| Escócia •

 

 

Hermione estava andando rapidamente pelos corredores de Hogwarts, com as bochechas em chamas. Ela gostava de seus alunos, mas às vezes os achava absolutamente impertinentes. 

O fim da aula foi uma libertação para ela. Uma das alunas da Sonserina havia passado o curso inteiro tentando deixá-la louca, ignorando os avisos e os pontos que ela tirara de sua casa.

Esta jovem era uma verdadeira tirana. Um Malfoy em miniatura em seus anos ruins.

Pensando no loiro, ela sentiu as bochechas queimarem novamente, mas por uma razão muito diferente.

Desde a noite em que Lea os surpreendera, seus sonhos mudaram. Para seu grande desespero. Ela agora era incapaz de olhá-lo nos olhos ou falar com ele sem ter essa imagem que voltava à sua mente, cada vez mais turva com o passar dos dias.

Às vezes, seus sonhos terminavam abruptamente com a intervenção de Cormac. O resto do tempo, ela acordava suando, seus pensamentos totalmente confusos e se sentindo totalmente ridícula.

Ela era uma adulta de trinta anos e agora estava começando a ter sonhos eróticos com Malfoy como uma adolescente estúpida, embora esperasse que uma adolescente não pudesse imaginar essas coisas. 

Cormac apareceu para pedir desculpa dois dias depois, mas ela não o perdoou. Embora quando Draco o vira com Hermione, explodiu sem deixá-la explicar que estavam terminando.

- Sua idiota! Não conte comigo para te consolar da próxima vez, se você for estúpida o suficiente para se jogar na boca do lobo toda vez que ele voltar para você, fazendo você acreditar que ele te ama – Draco gritou.

Ela ficou ofendida e girou nos calcanhares para não dar um tapa nele. Ela odiava o relacionamento que havia se desenvolvido entre eles. Às vezes amigável, outras vezes catastrófica. Eles deveriam ter se tornado amigos, ou algo parecido, mas eles ainda passavam o tempo brigando por tudo.

Ela odiava isso. Ela o odiava, por vir e assombrar seus sonhos quando ela não lhe pedira nada. Ele não poderia permanecer sabiamente escondido em seu subconsciente e deixá-la em paz?

- Hermione! - gritou uma voz atrás dela.

Ela parou sua corrida louca e virou-se rapidamente para Neville, que estava correndo em sua direção. Ele parou e colocou as mãos no colo para recuperar o fôlego.

- Longe estão os dias em que eu tinha resistência - ele brincou. - Talvez eu não devesse ter desistido dos exercícios depois da batalha final.

Ela sorriu ternamente para ele, o que ela sempre tinha quando olhava para as amigas.

Neville se endireitou e eles caminharam lado a lado pelo corredor, indo para o campo de quadribol, às vezes repreendendo os estudantes que estavam correndo ou discutindo: as batalhas grifinória / sonserina ainda estavam em andamento.

- Queria pedir um favor - disse Neville, jogando com uma bola da loja de brincadeiras Weasley que ele acabara de confiscar de um aluno.

- Estou ouvindo você.

- Por causa da epidemia da gripe relâmpago, eu não tenho mais raízes de ramos suficientes para Draco preparar as poções, e eu queria saber se você não se importaria de vir conosco à Floresta Proibida hoje à noite para escolher algumas.

Hermione suprimiu uma careta.

- Nós?

- Draco e eu - respondeu Neville em um tom óbvio.

Sua colega e amiga suspirou sem esconder seu aborrecimento. Mas ela não podia recusar nada a Neville.

- Claro.

- Tem certeza de que não tem um problema? - ele perguntou, franzindo a testa. - Você tem algum problema com o Draco?

- Não, não, claro que não - ela se apressou em responder. - Só que a perspectiva de passar uma noite com ele na Floresta Proibida não me encanta particularmente.

- Você me irrita, Hermione. Sabia?

Ela se virou de repente para encarar Draco. Ele estava de pé atrás deles, quando eles pararam em frente ao campo de quadribol. 

Estava acontecendo uma partida da Sonserina x Grifinória que prometia ser emocionante para qualquer um, menos ela.

Neville apertou o ombro de Draco de uma maneira amigável, depois inventou uma desculpa absurda para fugir.

- Posso saber por que você está me evitando há uma semana? – perguntou o loiro, dando um passo em sua direção.

Ela se afastou abruptamente, não conseguindo pegar o apanhador da Grifinória que acabara de passar por trás deles para ir ao vestiário. 

Ela corou furiosamente e inclinou a cabeça.

- bem... olha... sabe... É que... - ela gaguejou sem jeito.

Surpreso, Draco levantou uma sobrancelha e colocou a mão no ombro para apertá-la.

- Quem é você e o que você fez com Hermione Granger?

Apesar de si mesma, ela não pôde deixar de sorrir. Ele inclinou a cabeça para o lado para observá-la.

- E então?

- Não podemos dizer que nossa última conversa foi particularmente agradável - argumentou ela, articulando-se perfeitamente.

Ele sorriu e deu um tapinha gentil na testa dela.

- E daí? - Ele respondeu. - Nossas conversas raramente são um modelo de cortesia, isso não significa que você precisa fugir de mim assim que levanto minha voz. Você não é uma garotinha boba. Você sabe como lidar comigo muito bem.

Ela não reagiu ao insulto, ciente de que sem dúvida era um sinal de afeto.

- Isso é tudo?

- Sim - Hermione sussurrou quando a imagem do que ela havia imaginado uma semana antes de repente voltou à sua mente.

Ela balançou a cabeça rapidamente para mudar de idéia e ele olhou para ela como se ela estivesse louca.

- Estou começando a me preocupar com sua sanidade mental - ele sussurrou para ele com um olhar falso preocupado. - Se os alunos souberem que você não é completamente sã, eles dirão aos pais e quanto tempo você acha que levará para alcançar os ouvidos de Rita Skeeter, Grangie?

Hermione não respondeu, batendo no ombro dele. Um estudante que saiu do jogo, parou abruptamente e os encarou com um ar chocado, depois continuou sua jornada sob as ordens de seu professor de Poções.

- O que eu disse? - ele exclamou com um ar teatral. – Você é completamente louca. Você vai acabar em São Mungo, minha pobre querida.

- Eu não sou sua pobre querida - murmurou Hermione, fazendo beicinho.

Ele riu.

- O fato de você apenas contradizer esta parte é uma maneira de corroborar o resto? Então, você está ciente de que acabará em São Mungo? Louca? Louquinha de pedra?

Ela revirou os olhos, atingindo-o no ombro com um soco fraco.

- Quero que você pare de me bater - disse ele, esfregando o ombro. - Um dia você vai acabar socando meu lindo rosto e como você quer que eu flerte depois disso?

- Não é problema meu - ela murmurou, empurrando-o para ir para as escadas que levavam à galeria dos professores.

Ele a seguiu com um passo alegre, particularmente orgulhoso de ter sido capaz de irritá-la um pouco. Quando ela subiu os degraus, ele puxou um pouco a lateral do suéter para que parasse. Ela se virou para ele, percebendo que ele estava a apenas dois passos atrás dela.

Ela corou apesar de si mesma, imaginando-o novamente com Lea, e proferiu uma maldição para tirar essa imagem da cabeça. Ele olhou para ela com um beicinho surpreso.

- Uma palavra tão desagradável saindo de uma boca tão bonita - ele zombou.

- Não use suas técnicas de flerte de dois galeões comigo, Malfoy! - rosnou Hermione.

Ele riu de novo e a soltou para segurar suas costelas.

- Flertar com você? Você?  - ele riu. – Seria mais fácil seduzir McGonagall.

A jovem mulher franziu o cenho.

- O que você está dizendo, cobra do mal? - ela perguntou com uma voz agressiva.

- Quer saber? - Draco respondeu com um sorriso malicioso, seus olhos brilhando de travessura. - Francamente, Hermione, você é muito bonita, embora negligenciada, mas eu não abordo mulheres como você. Você seria capaz de me sufocar no meu sono.

Ela abaixou a mão, prendendo-a no quadril com um ar indignado, depois olhou para o teto, percebendo que ainda estavam no meio da escada e que o apito anunciando o início da partida já soara. Ela lhe deu as costas e escalou os degraus que restavam.

- Você está certo, eu sem dúvida eu seria capaz - respondeu ela quando se sentaram.

Ele riu de novo e depois se concentrou na partida. 

Estava empatada 10 x 10

 

(...)

 

A Grifinória finalmente venceu a partida e Draco ficou de mau humor como se ele fosse um jogador do time sonserino. Hermione, portanto, não hesitou em tirar sarro dele, retribuindo o favor, e ele protestou, mais pelo costume, mas ainda satisfeito que ela finalmente decidiu falar com ele novamente.

Hermione acabara de jogar uma pá particularmente ardente na amizade quando sua risada morreu em sua garganta, enquanto Lea caminhava na direção deles com um sorriso largo.

- Hermione! Mas onde você esteve esta semana inteira?

Draco olhou para ela, uma sobrancelha levantada. Ela decidiu fugir de toda a equipe de Hogwarts?

- Eu tinha muitos trabalhos para corrigir - disse Hermione, mentindo vergonhosamente.

No entanto, sua mentira parecia passar perfeitamente, porque nem Lea, nem Draco comentaram.

- Você pode vir dar uma volta comigo? - simplesmente perguntou à enfermeira, agarrando seu braço com um sorriso alegre.

Ela ouviu Draco dizer a eles que se veriam mais tarde antes de Lea a arrastar para o lago. Imediatamente, Lea perdeu o sorriso e se virou para Hermione, cruzando os braços e olhando para ela com um beicinho que estava ao mesmo tempo perplexa e com raiva.

- Você está apaixonada por Draco, Hermione? – sua amiga  ela atacou inexpressivamente.

O choque foi tal que Hermione não sabia o que responder pela primeira vez em sua vida. Sua mandíbula caiu feia e seus olhos se arregalaram. Ela permaneceu congelada como se a tivessem lançado um feitiço, parecendo perceber gradualmente o que sua amiga acabara de perguntar. 

Ela hesitou entre rir ou chorar, mas nada parecia refletir sua surpresa. 

Nada.

Por fim, ela recuperou lentamente a consciência, piscando várias vezes, como se tivesse certeza de que não estava sonhando. De repente, seu rosto se apertou e sua garganta se apertou.

- Como é que é?

Ela tinha que admitir que não parecia muito faladora, mas não conseguia responder outra coisa senão essas palavras estúpidas. Ela raramente se sentiu tão estúpida em toda a sua vida.

- Você está me perguntando se estou apaixonada por Malfoy? - ela sussurrou, como se lhe tivessem dito que Voldemort havia renascido novamente.

Impassível, Lea assentiu, os braços ainda obstinadamente cruzados.

- Que dia é hoje? - perguntou Hermione.

A enfermeira finalmente deixou a cara feia, surpresa com essa pergunta, para dizer o mínimo, confusa.

- 12 de fevereiro - ela respondeu, no entanto. - Mas o que isso tem a ver com a minha pergunta?

- Eu estava apenas garantindo que não estivéssemos no dia 1º de abril - Hermione bufou, finalmente parecendo retornar a cor. – Lea é simplesmente impossível que eu esteja apaixonada por Draco Malfoy. Nem neste planeta, nem em outro, nem em toda a galáxia. Somos amigos e, honestamente, isso já nem soa tão normal para mim. Somos algo aproximado de amizade, sem ser totalmente amigos. E estamos a anos-luz do tipo de relacionamento que você suspeita. Fui clara?

Leah fez beicinho, sentindo-se culpada por acusar Hermione de maneira errada.

- É só que ... desde que você sabe que Draco e eu nos vemos de vez em quando, você se tornou tão distante.

A professora fez uma careta, a imagem que ela teve dos dois na enfermaria voltou à sua memória.

- Eu te disse - ela respondeu. - Eu tinha muitas cópias para corrigir e tive problemas com o Cormac. Nada mais, não se preocupe.

Lea pareceu aliviada quando ela finalmente soltou os braços e enfiou as mãos nos bolsos, enfiando o nariz no cachecol grosso.

Hermione finalmente sorriu amigavelmente e deu-lhe uma leve cutucada de relance.

- Então, o que exatamente há entre Draco e você?

Ela agradeceu Ginny por ensiná-la a fazer isso. Ter interesse nos outros para desviar a conversa era uma arte que a ruiva usava com a habilidade dos mestres manipuladores. 

Não era realmente o objetivo de Hermione, mas ela só queria evitar voltar ao assunto, para não acabar com outro que poderia ser, na maior parte das chances, "Eu te surpreendi, Malfoy. e você, fazendo coisas renegadas por Merlin em uma mesa de consulta na enfermaria e desde então, tenho tido sonhos eróticos com o dito Malfoy”.

Sim, realmente, ela agradeceu a Ginny intimamente naquele momento. Tão forte que ela mal notou a carranca de sua amiga.

- Na realidade, não há nada entre nós - suspirou Lea - De vez em quando nos vemos, mas ele deixou claro para mim que não queria relacionamentos sérios. Não fazemos nada além de sexo. Ele não quer nada comigo.

Ela tinha dito a última palavra com uma mistura de desespero e tristeza que revoltou Hermione, mas ela tentou esconder.

- Quero dizer, eu realmente gosto dele, sabe?! Ele é inteligente, engraçado e muito extrovertido quando quer. E então, ele tem um corpo bonito, que é realmente bom de olhar.

Hermione não pôde negar a última afirmação.

- Você está se machucando, Lea - Hermione finalmente respirou. Por que você o quer se ele não pode te dar o que você quer? Você quer um relacionamento sério, certo? Então, por que perder seu tempo com esse tolo, tão inteligente, engraçado, agradável e eu não sei mais o quê.

- Acho que ele me fez perder um pouco a cabeça - respondeu a enfermeira com um sorriso.

- Lea - sussurrou Hermione, revirando os olhos. - Você se apegou a um homem viúvo por apenas seis meses, o que você esperava? Malfoy já não é realmente o demonstrativo de afeto ou de relacionamento estável. Ou fiel, pelo que dizem nos corredores do Ministério, garanto que você está de olho no menino mau. Malfoy tem qualidades inegáveis, mas ele também tem enormes falhas e você deve se concentrar nelas antes de se apagar ao corpo esbelto dele.

Lea não conseguiu segurar um sorriso.

Ela assentiu gentilmente, prometendo não ser mais enganada pelos olhos metálicos do demônio sedutor. Ainda bem que Hermione conseguiu fazê-la ouvir a razão.

Elas voltaram ao castelo com um passo alegre e com o coração mais leve.

 

(...)

 

Quando a noite chegou, Hermione apareceu na entrada da cabana de Hagrid com uma expressão contrita.

- Tudo bem - ela sussurrou para si mesma. - Você já conseguiu se dar bem com ele por vários minutos sem querer estrangulá-lo, não deve ser tão complicado começar de novo, certo?

Orgulhosa de sua conclusão, ela bateu rapidamente na porta da pequena cabana. Houve um baque dentro e uma risada que ela reconheceu como de Neville, então a porta se abriu em Hagrid, a barba cheia de uma mistura de mel e bolinhas rosadas. Ele a convidou para entrar e ela o fez depois de abraçá-lo.

Na pequena sala de estar, Neville e Draco estavam sentados ao redor da mesa, bebendo uma cerveja amanteigada rindo como se sempre tivessem sido amigos.

Ela se sentou onde Hagrid sugeriu.

- Uma cerveja amanteigada, Hermione? - perguntou o meio-gigante em sua voz rouca.

Ela recusou, balançando a cabeça, fixando um ponto invisível na cabeça. Ela se sentiu particularmente tola por isso, mas estava nervosa com a noite que eles iriam passar.

Ela não tinha medo de ir para a Floresta Proibida com Neville e Malfoy. Além disso, ela não tinha medo de ir para a Floresta Proibida. Ela só não queria ficar sozinha com Draco, ciente de que ele devia estar ciente de sua conversa com Lea.

- Hermione?!

Que seja. Afinal, ela era uma Grifinória. Ela não entraria em pânico ao pensar em ficar sozinha com um sonserino como Malfoy. Ela não era mais uma adolescente, ainda era capaz de ser mais forte do que seu maldito inconsciente, que lhe impunha sonhos sensuais todas as noites. 

Ela era dona de si mesma.

- Hermione?!

Não.

Estava fora de questão ela se deixar levar pelos encantos da cobra vil que ele era. Ela podia muito bem admitir que ele era um homem bonito. Isso sim.

A revista ‘bruxa semanal’ já havia lhe considerado vários anos como o homem mais sexy da sociedade bruxa.

Sim, ela podia admitir com toda consciência que seus olhos tempestuosos tinham motivos para perturbar uma mulher, ou homem. Quando ele não estava zombando, era absolutamente delicioso. Sim, ele era. Seus cabelos tinham algo hipnótico e ele tinha um corpo bem desenhado, sem ser demais ou insuficiente.

Sim, Draco Malfoy era um homem bonito.

- Hermione?!

Mas ela não era de modo algum uma daquelas fanáticas que corriam atrás dele na esperança de se aproximar um pouco mais do Apolo sonserino... e de sua fortuna. Ela era uma adulta sã e saudável. Seu corpo, portanto, reagia de maneira saudável à visão de Draco Malfoy, porque, inevitavelmente, seus hormônios haviam decidido pregar peças nela. Não havia nada mais normal do que isso, pois era agradável de se olhar.

Ela provavelmente não era a única pessoa a fantasiar um pouco sobre ele!

- Granger, estamos falando com você – Draco gritou.

Ela pulou de repente e olhou para Draco, que estava olhando para ela, depois para Neville, que parecia intimidado pela reação do loiro.

- Sim? - Ela perguntou, saindo de seus pensamentos e não podia deixar de pensar que provavelmente se parecia com Luna, de tão empolgada em seus sonhos.

- Nós estamos indo - disse Neville calmamente, enquanto Draco saía correndo da casa uma vez que tinha chamado sua atenção.

Recuperando a consciência, ela pulou e eles se juntaram ao loiro, que os esperava do lado de fora. Hagrid se ofereceu para enviar Rúbeo para acompanhá-los, mas eles se recusaram, o cachorro estava velho demais para ser útil em caso de perigo.

Além disso, Rúbeo era um cão covarde.

Então, os três entraram na Floresta Proibida e caminharam em silêncio, olhando para os pés para ver para onde estavam caminhando e se nenhuma criatura planejava atacá-los.

Draco estava andando na frente, enquanto ela fechava a distância, a alguns passos de Neville. O loiro parecia ter feito uma careta desde que ela entrou na cabana do meio-gigante, quando estava rindo antes disso. 

Com as mãos nos bolsos, ele chutou todas as pedras ou galhos que tiveram a infelicidade de se encontrar em seu caminho. Seus ombros estavam curvados, um sinal de sua raiva. Não entendendo sua atitude, Hermione deu de ombros, preferindo ignorá-lo.

- Draco!

Ele se virou e diminuiu a velocidade devagar, para que Neville finalmente se encontrasse em cima dele. Ele deu um gemido que por si só testemunhou que ele tinha sua atenção e Hermione, ficando para trás, franziu a testa mais.

- Está tudo bem?

Draco simplesmente assentiu, suas feições ainda escurecendo. Neville não se atreveu a insistir, o mau humor do mestre de poções estava se tornando quase palpável. Ele deu alguns passos para trás para voltar-se para Hermione.

Finalmente, eles chegaram a uma pequena clareira, banhada apenas pelos raios da Lua e pela luz de suas varinhas. Neville disse-lhes onde procurar e, então, cada um em um ponto, começaram a remexer nos pés das árvores, enchendo os cestos que tinham à sua disposição.

Quando ela encheu a primeira cesta, Hermione decidiu fazer uma pausa e caminhou até Draco que, agachado, vasculhava as raízes em busca dos seus itens.

Ela se sentou na grama e o observou, percebendo que poderia perturbá-lo mais se falasse com ele. Hermione suspirou profundamente e olhou para os olhos tempestuosos de Draco.

- O que você quer - ele cuspiu inadvertidamente.

Hermione ficou surpresa por um momento com seu tom frio. Não foi ele que disse para não ficar zangada dele naquela tarde?

- Onde está Scorpius? - ela perguntou simplesmente, para conversar.

Draco soltou a raiz que começara a arrancar e a encarou gravemente, segurando um novo suspiro. Ele tirou as luvas, passou a mão pelos cabelos e fechou os olhos, como se quisesse se acalmar. 

Quando ele olhou para ela novamente, ela não pôde deixar de tremer diante de seus olhos ameaçadores.

- Pra quê você quer saber, Granger?

- Vamos voltar para Granger novamente? - retorquiu a morena, franzindo a testa.

Ele soltou um suspiro profundo, como se estivesse exasperadamente cansando.

- Deixe-me em paz, Granger. Eu gostaria de colher essas malditas plantas para que eu possa preparar minha poção hoje à noite e ir dormir. E não é falando com você que eu vou conseguir, então seja legal Granger, volte para sua cesta e me deixe cuidar da minha.

Hermione cruzou os braços e ele entendeu que ela não iria embora.

- Saia daqui! - Draco suspirou.

Mas mais uma vez, seus esforços foram em vão.

- O que eu fiz? - ela perguntou finalmente, dando-lhe um olhar sombrio. - Quando não é você que faz alguma coisa idiota sou eu, e vice-versa. Sempre há algo que nos impede de ter um relacionamento normal. Me diga de uma vez.

Seus olhos cinzentos ficaram gelados.

- Teríamos um relacionamento normal se você se envolvesse em seus próprios negócios, Granger!

- Oh, entendo - Hermione suspirou, finalmente entendendo sua animosidade. - Você falou com Lea, certo?

- Prefiro dizer que foi Lea quem falou comigo - corrigiu Draco.

- Nós apenas conversamos, Malfoy. Você estava só brincando com ela?!

- E daí? - ele chiou de repente, fazendo-a pular. - Não é da sua conta. Eu me intrometo se você transa com o idiota do McLaggen? - ele gritou com raiva, tonando-se rude. - Não! Então, na se envolva com algo que não tem a ver com você pela primeira vez na sua vida!

- Ela é minha amiga, Malfoy. Ela tem sentimentos. Ela não quer ser apenas a pessoa que satisfaz suas necessidades masculinas!

- Eu não a estupro, Granger. - Draco repreendeu, agarrando-a bruscamente pelo braço. - Eu não a forcei a fazer nada e disse a ela desde o início que não haveria nada entre nós. Ela está me perseguindo desde o início do ano letivo, porra. Eu nunca brinquei com isso. Ela sabia muito bem o que esperar de mim.

- Bom, a questão é que ela gosta de você e o modo como você a trata a estava machucando.

- Não é problema meu se ela é estúpida o suficiente para vir atrás de mim. Todos sabem o que esperar de mim no momento em que desejam um relacionamento sério. Eu não engano ninguém. E, merda, não vejo como o meu relacionamento com o sexo feminino te preocupa!

- Eu nunca...

- CHEGA. CHEGA. CHEGA!!! - Neville gritou.

Com o mesmo movimento, eles se voltaram para o professor de Botânica, que estava parado perto deles, com os olhos brilhando. Ele calmamente colocou a cesta que estava segurando nos braços e se aproximou deles.

Afastou-os um do outro, porque ambos haviam se levantado e estavam a um passo de distância um do outro. 

- Chega - gritou esse Neville. – Vocês têm trinta anos e agem como crianças. Não sou o único a pensar assim, mas vou lhes dizer de uma vez por todas: vocês são insuportáveis. Vocês discutem por coisas sem sentido, banais e estúpidas, apenas pela emoção de gritar um com o outro, porque é a única maneira que conseguem se comunicar. Porra, chega!

- Vocês são adultos, devem ser responsáveis, especialmente você – Neville rosnou, apontando um dedo acusador para Draco. - E eu estou farto. Estamos todos cansados ​​de ver você estragar sua saúde emocional, procurando falhas inexistentes em si mesmo. Você tem um filho para criar. Deveria ser um bom exemplo para ele.

Neville respirou fundo, depois se virou para Hermione.

- E você... - ele sussurrou, quase ameaçador - você não tem o direito de interferir na vida privada de Draco, só porque o modo de vida dele não corresponde aos seus valores. Se Lea é estúpida o suficiente para se jogar em seus braços quando ele promete a ela nada além de sexo, isso é um problema dela. Não seu. Pare de se intrometer na vida dele.

- E você novamente, Draco - gritou o professor de botânica, voltando-se para o colega masculino - você me disse no início do ano que amadureceu e eu pude ver isso com meus próprios olhos, então por que você está tentando agir como um idiota quando Hermione está por perto? Você só age assim com ela. Todos as outras pessoas você trata com respeito. E ela, você sempre lhe dá seu pior. Ela não merece isso.

Eles não responderam, com os olhos baixos nos sapatos como duas crianças pegas em falta. Eles nunca tinham visto Neville em tal estado. 

Além disso, eles não tinham certeza de que alguém já tivesse visto Neville em tal estado.

Furioso, Neville girou sobre os calcanhares, pegando sua cesta no processo e foi para o outro lado da clareira.

- Eu sinto muito - Draco murmurou, tão baixo que ela não tinha certeza de ter ouvido.

- Eu também. Me desculpe. - Ela respondeu no mesmo tom.

Ela timidamente baixou os olhos e virou-se para encará-lo. Ele estava olhando para ela, mas ela não se atreveu a devolver o olhar, suas bochechas queimando um pouco de vergonha do modo como a tratou. 

Ela também sentiu vergonha de ter interferido em suas histórias pessoais. Neville estava certo. Não tinha nada a ver com ela, mas Hermione não suportava a indiferença que ele mostrava com sua maneira de tratar as mulheres.

Isso sistematicamente a tirou do eixo.

Colocando seu orgulho de lado, ela se aproximou dele e, erguendo-se na ponta dos pés, passou os braços em volta do pescoço dele para abraçá-lo.

Draco congelou de horror, como se tivesse sido Voldemort em seu lugar, e ela rapidamente se afastou por causa da falta de reação dele.

- Me desculpe - Hermione gaguejou. – Eu sempre abraçava Ron e Harry para me desculpar.

A única resposta foi um grunhido estranho e, sem lhe dar outro olhar, ele voltou a pegar raízes. Hermione também encontrou sua cesta e voltou ao trabalho, em silêncio.

Bem, coisas estranhas sempre acontecem na Floresta Proibida.

 

• Ministério da Magia

do Reino Unido e Irlanda •

 

Onze anos. 

Fazia onze anos desde que Harry Potter estava em perigo de morte. 

Como era maravilhoso viver quando você não tinha medo de morrer. Respirando fundo, ele apoiou as costas nas costas da cadeira e se permitiu um sorriso feliz.

Naquele dia era dia dos namorados e ele prometeu a Ginny voltar do trabalho mais cedo. Ele programou um jantar maravilhoso para ela no restaurante, graças a Hermione, que havia concordado em manter os dois filhos deles em Hogwarts pela noite, com a aceitação de Minerva McGonagall.

Depois de todos esses anos, ele estava ciente de que precisava reconquistar sua esposa. Seu trabalho teve precedência sobre sua vida privada e ele roeu as unhas. Ele e Ginny têm discutido cada vez mais frequentemente ultimamente. Ele queria tranquilizá-la, provar que ainda a amava apesar dos anos, porque sabia que ela duvidava disso e ele era o único culpado.

Ele suspirou profundamente e fechou os olhos, fechando-se por um momento do mundo exterior. Estava na hora do intervalo, mas ele não queria tomar um café com seus colegas. Ele só queria ficar aqui e descansar, para se preparar mentalmente para a noite que iria enfrentar. Ele tinha que reconquistá-la, caso contrário ficaria infeliz pelo resto da vida.

Houve uma batida na porta e ele não pôde conter um novo suspiro. Ele abriu os olhos novamente, olhando para a porta como se tivesse sido a fonte de todos os seus problemas.

- Entre - ele disse, alto o suficiente para o visitante ouvi-lo.

Imediatamente, a porta se abriu com um leve rangido. Harry imediatamente recuperou a compostura, de pé na cadeira, vendo Kingsley Shacklebolt entrar, vestindo seu eterno manto azul. Kingsley deu um grande sorriso, mas o chefe dos aurores não parecia inclinado a esse tipo de civilidade. Franzindo a testa, Harry o convidou a se sentar.

- O que está havendo? – Harry perguntou, realmente preocupado.

- Eu preciso falar com você sobre uma coisa, Harry - começou Kingsley. - E eu sei que você não vai gostar.

O rosto do menino que sobreviveu se fechou de repente, sentindo as más notícias chegando.

- Estou ouvindo você.

Houve um silêncio durante o qual o homem à sua frente parecia estar procurando suas palavras, com um rosto tímido.

- Como você sabe - finalmente disse o ex-ministro da Magia - o mandato de Andrews está chegando ao fim e teremos que encontrar um sucessor.

- Não deve ser muito difícil encontrar pretendentes - Harry comentou com um sorriso divertido.

Mas Kingsley não estava sorrindo, uma dobra de preocupação cruzando sua testa enrugada.

- Este não é o problema. Sabemos de uma fonte confiável que Balthazar Vracentue deseja se apresentar.

Harry engoliu em seco. Balthazar Vracentue foi o exemplo perfeito do ex-Comensal da Morte que fez as pazes com o mundo bruxo. Ele estava um pouco mais próximo de Lucius Malfoy quando Voldemort ainda não havia retornado. Ele tinha mais ou menos a idade de Kingsley e trabalhou no Ministério por muitos anos.

O problema não era apenas este. O problema era que ele era um homem perigoso, com idéias questionáveis, aproximando-se gravemente das do falecido Mago das Trevas. Balthazar era ainda mais perigoso desde que vinha implementando estratégias nos bastidores há anos, para tomar o poder e atualizar essas idéias sombrias.

- Essa serpente nunca será eleita - disse Harry indignado. - Todo mundo sabe que ele estava do lado de Voldemort!

- Precisamente - sussurrou Kingsley.-  Mesmo nas sombras, muitos bruxos ainda endossam os ideais de Riddle. Você sabe disso, Harry. E se as candidaturas para o cargo de ministro se multiplicarem, isso poderá ser útil para ele e nos penalizar. As pessoas estarão divididas, enquanto, por sua vez, haverá apenas ele defendendo os puro sangues.

- Então o que você está pensando? - Harry perguntou, sentindo a armadilha fechar ao seu redor.

- Bem, foi por isso que vim vê-lo... tenho uma ideia.

O rosto do moreno pareceu brilhar em um vislumbre de esperança e ele acenou para Kingsley continuar.

- De fato, existe uma pessoa que ultrapassa Balthazar e pode levar todos os oponentes a um acordo. Alguém que desencorajaria candidatos a se candidatar ao cargo de ministro.

- Seria perfeito – disse o menino que viveu. – Quem?

- É você, Harry - respondeu Kingsley em uma voz profunda, o que não levou necessariamente a uma resposta.

- O quê? - gritou o homem, indignado. - Está fora de questão. Eu não posso fazer uma coisa dessas. Eu tenho uma vida familiar. Gina me mataria. Não quero ser ministro de nada!

- Harry, você imagina o que seria do nosso mundo se Balthazar se tornasse ministro? Você é popular o suficiente para desencorajar todos os outros candidatos e ser eleito! Se desejar, você nomeará chefes de departamento que farão o trabalho por você, você só precisará assinar documentos e participar de algumas cerimônias oficiais, mas terá todo o seu tempo livre para cuidar de sua família. Será apenas um título honorário, que visa simplesmente repelir o Vracentue e outros candidatos em potencial. Ninguém ousará competir com você e você nos salvaria de um certo perigo!

Harry não respondeu imediatamente, pensando nas últimas palavras de Kingsley em sua mente. Ele sabia que estava certo, ao conhecer Balthazar Vracentue, sabia que era perigoso. Ele era um homem profundamente desagradável, com um olhar frio e idéias antigas como a dinastia Malfoy.

O pensamento passou tão devagar em sua mente que ele sentiu uma gota de suor na testa. Fazia muito tempo desde que ele enfrentara uma escolha tão difícil. Por Merlin, às vezes ele odiava ser quem ele era! Ele não podia ser ministro, ele sempre odiou a política!

Harry finalmente suspirou profundamente, olhando para Kingsley.

- Ginny vai me matar!

Onze anos. 

Fazia onze anos desde que Harry Potter estava em perigo de morte. 

Hoje ele estava redefinindo a contagem.

Quando ele desse a notícia a Ginny, ele correria perigo de morte.

 

• • •

 

Quebrado pelas costas

Foi difícil o suficiente sem a perda

Pendurado em um fio

Foi difícil o suficiente sem o custo

 

Dançando ao ritmo do seu amante

Batendo nos pés pesados

Trabalhando em um sonho que você fez

Bem, você fez o suficiente para surfar a onda

 

Elijah, você é jovem demais para se perder

Elijah, não desapareça na cruz

Elijah, eu não sei

O que você precisa fazer

(Matthew And The Atlas - Elijah)

 



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