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História Please don't say you love me - Capítulo 15


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Notas do Autor


Alerta de spoiler:

Depois desse capítulo, liguem ventilador, ar-condicionado, se tranquem na geladeira...

A coisa vai esquentar.

Capítulo 15 - Despedida de solteiro


Fanfic / Fanfiction Please don't say you love me - Capítulo 15 - Despedida de solteiro

Repare, que tanta gente no mundo
Corre em busca de um amor
Alguém que seja ideal
Aquela altura
Aquela cor
Aquele extrato bancário
Aquele belo salário

 

Percebe que a estrada é repleta de amor

E você, nessa jornada,
Vai sorrir, vai sentir dor
Vai errar e acertar
Na peleja para encontrar
Um sentimento real

E uma dica, companheiro
Se o amor for verdadeiro,
Já é o AMOR IDEAL.

(Bráulio Bessa)

 

• • •

 

• Casa de Neville e Luna ||

Beco Diagional •

 

- Vocês percebem que correm o risco de dar a ele o medo da vida dele? - Draco sussurrou, andando com passos de panda, para não fazer o chão ranger.

- Sim - responderam Ron e George no mesmo tom, obviamente muito divertidos.

Atrás deles, as meninas também sussurravam que talvez não fosse uma boa ideia. Julho tinha acabado de começar e no dia seguinte o casamento de Neville e Luna aconteceria.

Era, portanto, a mesma noite em que suas despedidas de solteiro estavam ocorrendo, mas Ron, George e Pansy insistiram que não era a história de uma noite, mas de um dia inteiro.

É por isso que eles se encontraram na casa de Neville e Luna às nove da manhã, na ponta dos pés para acordá-los.

Eles entraram na sala sem fazer ruído. Ron reprimiu uma maldição quando Blaise acidentalmente pisou em seu pé e eles pararam, olhando para a cama para ver se não haviam acordado a noiva e o noivo, mas eles estavam dormindo profundamente.

Quando estavam todos no quarto, George começou a falar normalmente.

“Vocês estão prontos?”

3, 2, 1

- LEVANTEM SEUS PREGUIÇOSOS! - eles uivaram em coro.

Neville caiu no chão com um baque surdo, enquanto Luna acordava em silêncio, como se tivesse sido acordada com delicadeza.

O professor de botânica levantou-se e apontou a varinha para os intrusos, em pânico, tremendo. Ele tinha cabelos em todos os lugares e lutou para abrir completamente os olhos, que se ajustavam a claridade.

Ele relaxou, no entanto, quando reconheceu o riso de seus amigos.

- Eu odeio vocês, seus merdinhas - ele murmurou, deixando-se cair na cama.

Ele se escondeu debaixo do travesseiro, xingando, mas George correu e o removeu.

- Vamos lá, levante Neville. Nós estamos levando você!

- Nãoooooo - resmungou o jovem.

- Levante-se! - Rony chorou por uma resposta.

Neville suspirou profundamente e se levantou, enquanto Luna já estava no banheiro. Se podia ouvir a água fluindo.

- Posso tomar um banho antes? - perguntou Neville, ainda mal-humorado.

- Você tem 20 minutos - respondeu Blaise.

O noivo resmungou e depois os empurrou para fora do quarto. Eles se acomodaram nos sofás enquanto esperavam.

- Eu acho que ele vai ficar de mau humor o dia todo - comentou Hermione com um sorriso. - Pelo menos sabemos que Luna é sempre alegre!

- Oh, não se preocupe - George retrucou com um sorriso que não significava nada de bom - temos tudo o que ele precisa para mantê-lo de bom humor!

- Você comprou drogas? - ela perguntou, olhando para Draco.

- Por que você me olha quando pensa em "drogas"? - indignado o loiro.

- Eu realmente tenho que te explicar? - respondeu Hermione com um beicinho onde a resposta óbvia podia ser vista.

- Só porque eu trouxe maconha pra gente fumar na Torre de Astronomia uma vez não quer dizer que eu sou um traficante - ele murmurou.

Em resposta, ela riu com gosto.

- Foi divertido.

- Foi sim, leoa.

Draco riu de volta!

Eles olharam para cima e Hermione fingiu ignorar os olhares de Ginny e Pansy, enquanto Draco esticava as pernas para colocar os pés na mesa de centro.

Luna hegou à sala com cabelos molhados, usando um vestido de verão amarelo, que realçava o tom loiro de seus cabelos.

Ela observou todos eles, caídos em seus dois sofás, com um ar sonhador.

- Vai ser um bom dia - ela previu com uma voz pensativa enquanto se sentava em um dos braços do sofá, ao lado de Ginny.

Ninguém se atreveu a responder, porque seu tom era muito confiante para esperar por uma resposta.

Neville chegou alguns minutos depois, tomado banho e vestido, mas ainda emburrado.

- Vamos lá! - George exclamou, pulando, agarrando-a pelo braço e puxando-o para fora. - Vejo vocês hoje à noite, meninas!

Draco se endireitou lentamente, cheirou os cabelos de Hermione e a abraçou com gosto, depois beijou e Pansy na testa, seguindo o resto dos garotos que estavam arrastando Neville, cantando o hino de Hogwarts em voz alta.

Luna nem teve tempo de sentar quando perguntou a Pansy.

- Para onde vamos?

- Você verá, Looney flor - respondeu a sonserina.

Uma vez lá fora, eles aparataram quase imediatamente. Elas apenas tiveram tempo de ver os meninos entrarem no Três Vassouras antes de desaparecerem.

 

• Spa Mágico ||

Beco Diagonal •

 

Pansy e Ginny escolheram passar a manhã em um centro mágico de beleza, para que Luna estivesse perfeitamente relaxada antes do casamento.

 Hermione havia apontado para elas que ela realmente não precisava disso, ela que estava sempre perfeitamente calma, mas ela rapidamente entendeu que as meninas queriam um tempo para si e por isso, haviam escolhido esse lugar.

Elas estavam, portanto, todas quatro em uma pequena sala do instituto, simplesmente vestindo maiôs e com toalhas enroladas no cabelo.

- Eu vou ter que ficar nua? - perguntou Hermione, um pouco envergonhada.

- Não - ri Pansy. - Apenas de maiô! Não seja tão modesta, você tem um corpo de sonho para uma mulher de trinta anos!

- Obrigada - murmurou a morena, envergonhada.

Pansy apenas riu. 

A porta se abriu então, sobre as quatro jovens, quatro massagistas começaram uma massagem com esterco de dragão.

- Estrume de dragão? Eca - Hermione suspirou – Vamos ficar cheirando à estrume de dragão!

- Você tem medo que Draco não te cheire mais se você cheirar mal? - zombou Pansy.

Hermione queria se sentar, mas a massagista a deteve, mantendo-a firmemente esticada.

- O que isso significa? - ela atacou, franzindo a testa.

- Hermione, por favor - riu Ginny - todo mundo vê a tensão sexual entre você e o delicioso dragão platinado. Vocês querem pular um no outro.

- Todo mundo, exceto eles dois, ruiva – retrucou Pansy.

- Eu não... quero pular nele... E ele, certamente, não quer pular em uma sangue-ruim. – Hermione disse, um pouco triste.

- Não diga isso... Ele adora você, sua boba – Disse Pansy.

- Até os nargoles se atiçam ao redor de vocês dois, Mione – reforçou Luna.

Ela ouviu Pansy e Ginny rirem, então um silêncio se estabeleceu entre elas, pesado com significado.

- Tudo bem. Talvez nós sejamos um pouco carinhosos demais. Mas acho que é pra compensar os anos de animosidade. Nós somos amigos agora. E eu estou feliz com isso.

Ela se achou tão ridícula em dizer essas palavras que parou.

- Mas é só isso. Ele não me vê como uma mulher desejável.

- Mione, isso já dura meses. É claro que ele gosta de você– refletiu Gina.

Hermione simplesmente lançou uma maldição grosseira, preferindo ignorar as observações de suas amigas.

- Você deveria tentar, Herms. Deixar ele saber que você gosta dele – Disse Luna. – Eu posso dizer pela aura de vocês que é a coisa certa.

 

• Hoppers Soho ||

Soho || Londres Trouxa •

 

Ao meio-dia, elas finalmente deixaram o centro de beleza e foram a um restaurante elegante na Londre Trouxa.

Hermione entrou na conversa, encantada ao descobrir que elas finalmente haviam esgotado o assunto Malfoy.

- Eu me pergunto o que os meninos estão fazendo - Pansy sussurrou quando pediram a sobremesa.

- Duvido que eles tenham escolhido algo tão tranqüilo quanto um SPA - brincou Hermione.

- Talvez eles tenham ido pescar Trutas no Lake Distric. Meu pai diz que isso traz boa sorte aos noivos.

- Luna, querida, eu tenho certeza que eles passaram o dia bebendo. E vamos ser obrigadas a levá-los ao Castelo, se quisermos que eles participem do casamento - lançou Ginny, garfando seu foundie de chocolate.

- Isso é certo, babe – Disse Parkinson.

 

• Beco Diagonal •

 

No momento, Neville estava se xingando por ter escolhido esses monstros como amigos. Ele os odiava como nunca odiara ninguém desde o próprio Voldemort.

Ele lançou olhares assassinos para eles a cada trinta segundos, mas isso só aumentou ainda mais a hilaridade coletiva.

Neville estava no meio do Beco Diagonal, em suas mãos uma pesada cesta cheia de gadgets da loja de George, que não era aprovado aos estudantes de Hogwarts, mas sim para bruxos adultos (e em estado de procriação, obviamente) e o pobre Neville foi obrigado a cumprir o trote de chamar todos os transeuntes na rua do beco e pedir que comprassem algo para ele, dizendo que tinha problemas de ereção.

Foi justamente por isso que ele os odiou. 

Todos.

“Malditos”

Ele foi obrigado também a vestir uma camista rosa que só poderia agradar a Lavender Brown, onde estava escrito “Potter sexy delícia”! Com glitter prateado.

Como resultado, a maioria dos transeuntes lançou-lhe um olhar indignado e seguiu seu caminho, alguns até o insultaram.

Sentados no terraço de um café, Ron, George, Harry, Theodore, Blaise e Draco chorando de rir. 

Neville havia vendido apenas dois itens até agora... para dois duendes.

Abatido, ele foi até seus "amigos" e colocou a cesta no chão.

- Conta se eu mesmo comprar todo o estoque? - ele perguntou, desesperado.

George sorriu diabolicamente.

- Vou fazer todos pelo dobro do preço normal.

"Vá se foder, George", Neville murmurou.

No entanto, ele remexeu nos bolsos, mas não encontrou sua carteira. Ele tinha esquecido na mesa de café hoje de manhã, quando George o puxou à força para fora. Ele olhou para cima, com um sorriso forçado.

- Você pode vender no crédito?

- Não - respondeu o ruivo com uma grande risada.

Neville murmurou alguns insultos bem falados e voltou à sua tarefa, explicando às pessoas que estava enterrando sua vida de menino e que ele absolutamente precisava que elas comprassem algo deles, sob o riso de seus amigos.

Quando o meio-dia finalmente chegou, ele tinha cerca de quinze objetos restantes. Sua técnica de explicar aos transeuntes sua situação havia funcionado melhor.

Os meninos, portanto, foram em sua direção. Ron olhou para o resto da cesta e deu um tapinha nas costas dele.

- Já é o suficiente, companheiro. Parabéns Neville, já se passaram três meses desde que George tentou se livrar dessas coisas!

Em resposta, o noivo lançou um olhar de morte para os irmãos Weasley.

- Vamos lá, vamos comer. Estou faminto - Draco sugeriu, caminhando em direção ao restaurante.

- Mas eu ainda estou vestido assim! - Neville exclamou, apontando para sua roupa ridícula.

- Você tem que pelo menos manter a roupa, já que não vendeu tudo - respondeu o loiro com um sorriso malicioso.

- Eu te odeio - Neville murmurou. - Vocês são os piores amigos do mundo bruxo.

Harry riu e o pegou pelos ombros, arrastando-o para dentro do restaurante.

- Não se preocupe, o pior já passou, Nev.

 

• Spa Mágico ||

Beco Diagonal •

 

- Eu ainda espero que eles não façam o pobrezinho ficar mal - Hermione sussurrou, esticando-se na cadeira.

- Tenho certeza de que tudo está bem, Mione - respondeu Ginny, tomando um longo gole de seu coquetel.

Quando a tarde começou, elas estavam de volta ao centro de beleza, onde passeavam à beira da piscina, bebendo coquetéis mágicos que as faziam sentir como se estivessem nas nuvens.

Luna fechou os olhos, cantarolando suavemente uma música das Irmãs Estranhas, enquanto Pansy fez manicure.

- Por que estamos nos bronzeando? Não deveríamos estar comemorando a morte de Luna? - Ginny zombou.

- Estamos nos bronzeando para relaxar, mas às vezes tenho a impressão de que essa palavra é estranha para você, ruiva. Você está muito pálida. Então, deite-se, feche os olhos e relaxe. No final do dia, você terá magníficas pernas bronzeadas. – Disse Pansy.

- E Granger, você capriche. Draco ama pernas bronzeadas.

- Pare, Pans. Nós somos amigos. - rosnou Hermione.

Pansy sorriu.

Hermione deu um suspiro de exasperação e se virou de bruços para enterrar o rosto na toalha que servia de apoio de cabeça.

- Você está me irritando, Pans. Pensei que éramos amigas agora - ela resmungou, sem mudar de posição.

- Você está certa, amor. Desculpe. Mas eu estou feliz que você vai colocar essa bunda linda em evidência para o sol. Se Drake ver esse traseiro bronzeado nu hoje a noite, ele vai amar.

Hermione pensou por um momento em lançar um feitiço para silenciá-la, mas ela deixou sua varinha no vestiário.

 

• Beco Diagonal •

 

- Mais um! - gritou Neville, colocando violentamente o copo na mesa com um baque.

- Sim! - os meninos exclamaram, batendo palmas.

A garçonete correu na direção deles e serviu a cada um copo de álcool, que eles não identificaram quantos logo após o décimo.

- Bebe, bebe, bebe, bebe... – George gritou.

Imediatamente, com o mesmo movimento, os sete homens esvaziaram o copo, a cabeça virada para trás.

- Ahhhhhhhh... terminei. Bando de frouxou – Gritou Theo.

A garçonete voltou para eles, olhando para o grupo.

- Vou deixar a garrafa. Eu preciso atender outros clientes.

- Você pode até deixar duas, senhorita? Eu agradeço - Ron respondeu, balançando perigosamente em sua cadeira.

- Três - Draco acrescenta – Eu pago!

A jovem revirou os olhos, mas fez o que pediram.

- O que as meninas estão fazendo? - Neville perguntou, apertando os olhos, como se pensasse.

- Coisas de meninas - respondeu Draco, sem misoginia, esvaziando o copo de uma só vez.

Neville riu.

- Você acha que Luna vai me matar quando ela ver que eu bebi um pouco?

- Não, respondeu Blaise. Eu acho que ela vai te matar quando vir que você tem uma marca de batom na sua gola.

- Uma stripper? - Neville endireitou-se com entusiasmo. - Para mim?

- Não, para Luna - Draco brincou.

Eles bateram palmas como se tivessem acabado de ganhar uma partida de quadribol, enquanto Draco soltou um suspiro resignado. Ele pegou a garrafa na frente dele e franziu a testa quando a viu vazia. 

Ele se levantou rapidamente. Muito rápido, porque ele percebeu o quanto sua cabeça estava girando. Ele olhou para o relógio. Eram oito horas. Eles passaram a tarde bebendo e estavam todos em péssimo estado. 

As meninas iam matá-los.

No entanto, ele deu de ombros e caminhou instável até o balcão, colocando a garrafa vazia lá.

- A próxima turnê é por minha conta novamente, senhorita.

Suas palavras foram recebidas com uma alta exclamação de alegria à mesa dos amigos.

- Nós te amamos, Malfoy – Gritou Ronald.

A jovem assentiu e começou a pegar mais duas garrafas.

Eles estavam em um pequeno bar no Beco Diagonal, entre Gringotes e o Três Vassouras. Eles haviam evitado o Três Vassouras, por medo de encontrar pessoas conhecidas (e principalmente as mulheres que encontrariam na mesma noite). Draco já estava imaginando como elas se revoltariam.

Ele sentou-se pesadamente ao lado dos outros, colocando as duas garrafas na mesa. Todo mundo bebendo ainda mais...

Com um sorriso, Draco acendeu um cigarro, vendo a fumaça tomar a forma de uma borboleta ou um dragão.

O sino na entrada do bar soou e, com o mesmo movimento, todos os olhos se voltaram para as duas jovens que haviam acabado de entrar.

- Acho que estão procurando por você, Longbotton - brincou Draco.

Neville virou-se rapidamente, bem a tempo de ver as duas criaturas inclinando-se para ele, peito para frente, com um sorriso carnívoro.

Ele mal engoliu sua saliva quando uma delas o agarrou pela gravata para jogá-lo em uma poltrona, antes de se instalar em cima dele.

Neville lançou-lhes um olhar de pânico.

- O que eu devo fazer?

Em resposta, seus amigos começaram a rir quando a jovem se inclinou para ele.

- Aproveite o show, lindo - ela sussurrou com uma voz sensual.

 

(...)

 

♫ Você pode dançar com um hipogrifo? No chão, chão, chão. Rebole, rebole, rebole ♪

Hermione, Ginny, Pansy e Luna se viraram ao mesmo tempo em direção ao bar onde ouviam gritos conhecidos.

Elas estavam andando em silêncio em Hogsmeade quando os ouviram. Elas entraram no bar e viram a bagunça.

Neville e Blaise estavam na mesa, cantando como loucos, em voz alta, balançando perigosamente em pé, acompanhados por Harry, Ron e George que estavam em pé nas cadeiras, gritando as palavras, abraçando-se pelos ombros. 

Não muito longe deles, Draco tomou um copo de uma bebida âmbar, uma jovem mulher com pernas bronzeadas sem fim, sentada no colo e bicando o pescoço dele com beijos sensuais. 

Ele nem se movia, como se a garota não estivesse lá. De onde estavam, Hermione viu os olhos dele vermelhos de álcool.

Theodore estava meio adormecido em cima da mesa, um copo na mão e um cigarro apagado na outra.

Quando eles as viram, correram para o banheiro.

Neville e Blaise cairam de cara no chão antes de engatinharem para lá.

Draco correu para se esconder de Hermione e derrubou a mulher no chão, sem se importar se ela se machucara.

Eles abriram a porta um pouco, espiando discretamente, com as quatro cabeças sobrepostas.

Draco olhou para Neville, que caiu na gargalhada.

- Amanhã vou me casar com Luna! Eu vou me casar com a mulher que eu amo - ele exclamou com um sorriso bobo.

Em resposta, os outros meninos bateram palmas. 

Luna soltou um suspiro de alívio.

- E eu vou me casar com Ginny porque Ginny é a mulher da minha vida! - gritou Harry.

- Você já é casado, seu burro - Draco disse.

- Ah, é - respondeu o garoto dourado – Que legal.

- Saúde, irmão! - exclamou Ron, batendo com força no copo dele contra o de George.

A bebida pousou em Theodore, que acordou assustado.

- Não deixe ninguém se mexer. Alguém me atacou. - ele chorou, em pânico.

Ele olhou em volta, parecendo perceber pouco a pouco onde estava. 

Então ele olhou para suas roupas molhadas, seu rosto subitamente fechado quando gotas caíram de seus cabelos sobre a mesa. Ele pegou sua varinha e apontou para Blaise, que estava rindo alto.

- Aguamenti!

Milagrosamente, sua condição não o impediu de usar magia e um grande jato de água saiu do pedaço de madeira para vir e regar o vira-lata amigo.

As mulheres caíram na gargalhada, esperando o momento em que as coisas piorariam.

Neville escorregou na poça que se formou no chão e caiu de bunda no chão, levando consigo Draco, enquanto Blaise recuperava a consciência, molhado da cabeça aos pés.

- Theo, seu filho da puta – Draco rosnou.

Theodore evitou o jato de água que corria direto para ele bem a tempo.

Atrás de seu bar, Rosmerta assistiu a cena, completamente surpresa. 

Draco levantou-se dolorosamente e esfregou os olhos pesados ​​de álcool. Ele se sentou em outra mesa, a uma distância respeitável de seus amigos incontroláveis, e acendeu um cigarro. 

Ele tentou dar uma tragada, mas percebeu que o cigarro estava encharcado.

A alguns metros de distância, Ron olhou para ele com um grande sorriso, varinha na mão.

Foi a maldita doninha.

O loiro levantou-se devagar, para que sua cabeça rodando não o fizesse cair, e deu-lhe um olhar para congelar o inferno.

Ele pegou a garrafa mais próxima e correu para Ron, que não teve tempo de se esquivar, deslizando sobre uma poça e desmoronando. Draco parou na frente dele, superando-o com toda a sua altura e esvaziou o líquido em sua cabeça com uma risada diabólica, o ruivo gritando por morte.

Vendo a situação aumentar mais do que o esperado, as quatro jovens interviram.

- Parem! - Ginny gritou, sua voz magicamente amplificada.

Um silêncio pesado se instalou no bar e todos se viraram em um movimento em sua direção. Neville estava sentado em Theodore, enquanto Blaise estava com a varinha apontando para o último.

Ron ainda estava no chão, aos pés de Draco, que suspendeu seu gesto, enquanto Harry e George se escondiam atrás de um banco. Ron deu um salto, ajudado pelo loiro e os sete ficaram na frente das jovens.

- Limpem tudo! - gritou a ruiva.

Draco se virou e, com uma varinha, a sala estava no estado em que a encontrara.

- Graças a vocês, Neville terá uma ressaca do inferno no dia do casamento.

O interessado avançou com um passo vacilante e deu um beijo nos lábios de sua noiva, que sorriu ternamente para ele.

- Havia strippers, amor. Eu nunca tinha visto uma striper. - disse ele com uma risada idiota.

Draco bateu na testa com a mão, desesperado.

- Mas elas não eram tão bonitas quanto você - acrescentou Neville.

Os meninos riram quando Ginny, Hermione e Pansy reviraram os olhos.

- Vamos, bêbados - suspirou Pansy. - Voltamos ao castelo agora. Vocês têm que dormir um pouco se quiserem estar em forma amanhã de manhã!

- Eu tenho que chamar a limorime - disse Theodore, segurando seu braço para ficar de pé. - Você é bonita, Pansy – acrescentou - você usa batom.

Ele acompanhou sua observação passando um dedo desajeitado sobre os lábios da sonserina, que revirou os olhos e o agarrou pela manga para arrastá-lo para fora.

Blaise trotou, George, Neville e Ron nos calcanhares, de braços dados, enquanto Ginny segurava o marido.

Hermione estava na frente de Draco, mãos nos quadris, olhando para ele e balançando a cabeça negativamente.

Ele deu um sorriso deslumbrante e se endireitou para beijá-la no nariz.

- Você não é bonita quando está de mau humor. Não fique brava comigo, princesa. - declarou ele, numa pitada de brincadeira. – Você não vai me ajudar?

Hermione teve que deixar ele se apoiar no ombro dela.

- Então, como chegamos ao castelo?

- Você vai ver! - respondeu Theodore com um sorriso entusiasmado, ainda pendurado no braço de Pansy.

Ele bateu na varinha e segundos depois uma limusine preta estacionou na frente deles.

- o que é isso? - Draco perguntou, apontando para o carro com um beicinho suspeito.

- Uma limorime! - respondeu o amigo, abaulando orgulhosamente o peito. - É uma coisa trouxa, mas esta é mágica.

- A última vez que entrei em um carro voador, terminou mal - Harry sussurrou entre dois soluços.

Ron riu alto.

- É limusine, Theo - Hermione corrigiu, mas os meninos não estavam ouvindo.

Draco se afastou e cruzou os braços com um beicinho.

- Está fora de questão eu subir nessa coisa. Não correrei o risco de tornar meu filho órfão.

Hermione revirou os olhos e o empurrou para dentro, desesperada. Os bancos eram muito maiores do que ela havia visto nos filmes trouxas, ampliados magicamente. Ela se estabeleceu com Draco em segundo plano, enquanto os outros entraram por sua vez. Uma vez instalados, a limusine andou e o loiro se agarrou ao assento como uma tábua de salvação.

- O que está havendo? – ele chiou, em pânico. - Por que está se movendo? Que barulho é esse?

- Oh, seu frouxo, cale a boca - Hermione zombou.

Ele deu-lhe um olhar de pânico, mas não disse mais nada durante o resto da viagem, esticando-se no banco, agarrado a ela como se ela fosse sua vida.

O veículo estava balançando perigosamente. Ou então, era a cabeça dele, ele não sabia dizer.

Ele relaxou quando Hermione deslizou os dedos pelos cabelos para acariciá-lo suavemente. No momento em que ele se sentiu completamente seguro, eles chegaram.

A noite havia caído várias horas atrás, eles não viram o castelo onde o casamento aconteceria no dia seguinte. Mergulhado na escuridão, o lugar não era nada assustador. Eles entraram seguindo Theodore, que tinha as chaves, e acenderam as luzes.

O saguão era suntuoso. Um enorme tapete vermelho-sangue se estendia por toda a superfície, levando diretamente às escadas de mármore branco. Havia várias plantas verdes aqui e ali e móveis de madeira nobre.

Luna deixou Neville na cama e depois ficou em um quarto separado, conforme a tradição exigia. 

Pansy cuidou de colocar Blaise e Theodore na cama, enquanto Ginny cuidava dos irmãos e do marido.

Hermione agarrou Draco, que estava deitado no tapete do corredor cantarolando. Ele se deixou guiar sem vacilar e ela pegou um dos últimos quartos vazios para colocá-lo lá. Ela o sentou na cama e desabotoou os botões da camisa dele sem dizer uma palavra, tentando não mostrar o quão perturbada estava por essa proximidade.

De repente, sem aviso, o loiro caiu na cama, levando-a pelos pulsos para arrastá-la com ele. 

Ele riu com vontade e ela não pôde deixar de sorrir.

- Draco, pare. Não comece... - Ela disse brincalhona.

- Fique comigo, Hermione. Fique comigo, por favor. - Draco murmurou, pegando-a pela cintura, tirando os próprios sapatos com os dedos dos pés.

Hermione tentou se levantar, mas ele a segurou firmemente contra o colchão, grunhindo em desaprovação.

- Eu vou subir em você, se você tentar sair.

- Eu tenho meu próprio quarto - ela respondeu, corando.

- Eu não ligo. Eu só quero ficar com você. Eu gostaria de fazer outra coisa com você também, mas no momento estou bêbado demais para isso e eu não quero que você pense que meu pinto não funciona adequadamente.

Hermione riu com força.

- Vá dormir, Dragão. Eu não vou te deixar.

- Promete?

- Prometo.

- Obrigada.

Ele beijou seus cabelos e adormeceu quase imediatamente, o álcool ainda fluindo em suas veias. 

Hermione não ousou se mexer, admitindo mentalmente que estava feliz com a situação. 

Ela se acomodou mais confortavelmente nos braços dele e fechou os olhos para adormecer.

Ele sorriu, e abraçou ela com mais força, como se estivesse sonhando um sonho maravilhoso.

 

• • •

Eu encontrei quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei

(Los Hermanos - Último Romance)
 

 

 


Notas Finais


Apertem os cintos para a próxima atualização, amores


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