História Let me in. - Capítulo 7


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Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
Personagens Mikaela Hyakuya, Yuuichirou Hyakuya
Tags Adolescente, Boyxboy, Hyakuya Mikaela, Hyakuya Yuuichiro, Love, Mikayuu, Owari No Seraph, Romance, Seraph Of The End, Yaoi
Visualizações 31
Palavras 2.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu já perdi a noção de quantos capítulos essa história deveria ter.

Capítulo 7 - Capítulo 7 - Como diria Justin Bieber.


Capítulo 7 - Como diria Justin Bieber.

Circulei os braços ao redor da cintura de Mika assim que o loiro colocou os braços ao redor do meu pescoço, o abracei com o pouco de força enquanto afundava meu nariz em seu pescoço, sentindo seu cheiro.

— Achei que não ia te ver hoje — o loiro disse logo depois de ter se afastado um pouco de mim.

— E não ia, mas eu pensei direitinho e mudei de ideia — respondi fazendo um pequeno carinho na cintura de Mika.

— Pensou direitinho, é? — Mika perguntou aproximando o rosto do meu e eu assenti, roçando nossos lábios.

Não consegui ficar nisso por muito tempo e colei os lábios nos de Mika, começando uma dança lenta com nossas línguas. Separei nossas bocas e subi as mãos até o rosto de Mika, fazendo um leve carinho em suas bochechas, vi o loiro se afastar e voltar a sua pintura.

Me encostei na parede e sentei no chão, decidindo que ficaria observando Mikaela.

— Isso são lírios? — perguntei, encantado com a forma que Mika traçava cada pétala com delicadeza.

— São — Mikaela sorri em minha direção
— pensei em te dar um, mas lembrei que tinha que pintar hoje então resolvi que faria isso. Ficou bonito?

Mika perguntou e eu não soube dizer se ele estava se referindo a si mesmo ou a pintura, entendi que foi a pintura e eu concordei levemente.

— Ficou lindo —  respondi e vi Mika abrir um sorriso maior voltando para o que estava fazendo.

A pintura era um vaso de flor quebrado no chão, mas as flores continuavam a crescer como se tivessem sido plantadas no solo. Enquanto assistia o loiro pintar, pensamentos invadiram a minha mente e logo uma pergunta saiu da minha boca sem minha permissão.

— Não acha que estamos indo rápido demais? — perguntei de cabeça baixa.

— Como assim? — escutei a voz de Mika soar um pouco distante, como se estivesse em outro lugar e levantei a cabeça.

— É que nós já nos beijamos e quase fomos além disso, sendo que não nos conhecemos muito bem. Eu tenho medo de estar forçando a barra com você, e medo de você ter se arrependido de algo — respondi um pouco inseguro mas tentando manter firmeza na minha voz.

Mika soltou uma leve risada e se aproximou de mim, abaixando para ficar na minha altura e segurou minhas mãos. As mãos dele estavam uma mistura de cores o que acabou sujando as minhas também, mas eu não me importei.

— Eu não acho que estamos indo rápido demais e não se preocupe sobre estar forçando a barra, saiba que não está. Eu te avisaria se estivesse — ele disse encostando a testa na minha.

Mentiroso. Ele não avisaria.

Fecho os olhos ao sentir a testa de Mikaela encostar na minha, aperto de leve suas mãos e suspiro.

— Eu só me arrependo de não ter feito você ficar naquela noite, quando foi na minha casa — Mikaela disse rindo e eu ri também.

— Pervertido — falei sorrindo.

— Eu não falei nada — Mika pronunciou e eu depositei um beijo em sua testa.

Ficamos por mais algum tempo assim, apenas com os dedos entrelaçados olhando no fundo dos olhos um do outro, soltando suspiros e sorrisos inocentes e doces algumas vezes.

— Você quer me conhecer melhor? — o loiro perguntou e eu assenti sorrindo sem mostrar os dentes — Meu nome é Mikaela Shindo e eu tenho dezenove anos e...

Um silêncio se instalou na sala e eu vi Mikaela se perder no que estava dizendo.

— E...? — o incentivei a continuar.

— Eu era fã de My Chemical Romance quando adolescente —  Mikaela respondeu com uma expressão séria mas logo começou a rir.

Por alguns segundos eu tentei processar o que Mika disse em silêncio, mas logo minha risada se juntou a do de olhos azuis.

— Isso é a sua cara — falei rindo.

— Eu tenho tanto cara de emo assim? — Mikaela perguntou e eu arrumei os seus cabelos que já estavam caindo sob seus olhos.

Puta merda, desde quando eu o vi eu queria fazia isso.

— Sinceramente, sim, meu amor — respondi sorrindo.

Mika congelou por alguns segundos e eu me perguntei se tinha feito alguma coisa errada, notei que as bochechas do loiro haviam ganhado um tom avermelhado o que o deixou muito fofo.

— V-você me chamou de amor? —  Mika perguntou e eu concordei, sentindo vontade de beijá-lo.

— Faz de novo — o loiro pediu e eu não consegui negar. 

— Amor — chamei de novo e vi Mika fixar o olhar nos meus lábios, acabei sorrindo com isso.

Mika abriu um sorriso largo e colocou a mão em minha nuca, me puxando para beijá-lo coisa que eu fiz com muito prazer. Movimentei minha língua no ritmo da sua e deixei minha mão fazer carinho em seu braço, enquanto a outra apertava sua cintura. 

— Terminou sua redação? — Mika perguntou assim que descolou seus lábios dos meus. Estranhei a pergunta repentina mas respondi.

— Não —  falei puxando levemente seus cabelos com os dedos e o vi fechar os olhos.

— Uma pena, porque nós vamos começar a fazer aquele trabalho sobre arte e jornalismo hoje — Mika disse dando dois tapinhas no meu ombro antes de levantar.

Choraminguei e deitei no chão.

— Não tenho preparo psicológico pra isso — pronunciei fazendo uma careta de dor e sofrimento e ouvi Mikaela rir.

O loiro limpou as mãos e pegou seu notebook, o trouxe para mim dizendo para procurar artistas do modernismo e que iria tomar um banho. Antes que a imagem de Mika tomando banho se infiltrasse completamente na minha cabeça, eu comecei a pesquisar.

Alguns minutos se passaram e eu já estava cansado de ficar na mesma posição pesquisando, resolvi deixar o notebook de lado e me levantei. Andei pela sala olhando os quadros feitos por Mikaela e logo ouvi o celular do mesmo tocar, me aproximei do aparelho notando que havia chegado uma mensagem.

Estranhei o nome porque tinha o mesmo sobrenome que Mika, pensei que fosse algum parente de sangue do loiro e antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele apareceu, e pegou o celular enquanto secava os cabelos.

— Meu pai... — sussurrou Mika e revirou os olhos largando o celular.

— O que foi? — perguntei me preocupando um pouco com a relação de Mika com o pai.

— Nada de mais. Era o meu pai querendo forçar uma aproximação que nunca vai acontecer — o loiro respondeu e pelo seu tom frio quase deixei esse assunto de lado.

— Não tem a melhor relação com ele? —  perguntei tirando a toalha da mão de Mika e passei a secar seus cabelos eu mesmo, já que o garoto a minha frente não sabia fazer isso direito e sorriu em agradecimento.

—  Digamos que, o meu pai não é a pessoa que eu mais gosto no mundo.

(...) 


— Eu quero morrer! — gritei me debruçando sobre o notebook, exausto —  Juro que se eu tiver que escrever mais um parágrafo, eu me mato.

Senti Mika depositar um carinho em meus cabelos e também que poderia dormir diante aquele toque.

— Vou fazer um retrato seu escrito "Rei do drama" — Mika falou e eu ri fraco.

— Me sinto lisonjeado — falei afastando o notebook e deitando a cabeça no colo do loiro.

— Acho que você pode descansar, Yuu-chan — Mika disse e eu dei graças aos céus por isso.

Fechei os olhos e tentei relaxar ao máximo, mas a relação que Mika poderia ter com o pai não saia da minha cabeça, eu queria entender mais sobre esse assunto mas não queria parecer um curioso e nem invadir a privacidade de Mika, porque afinal, esse não parecia ser o assunto favorito dele.

— Quer me perguntar sobre meu pai, não é? — Mika me perguntou em tom baixo, e eu abri os olhos me surpreendendo por aquilo ser justamente o que eu estava pensando.

— Sim, mas só se não for te incomodar, é claro — falei tentando transmitir um pouco de segurança para o loiro.

— Tudo bem, mas acho que você vai precisar me levar pra beber depois — Mika comentou rindo e eu assenti, concordando com o acordo — Eu não sei como te contar e acho melhor não falar tudo claramente, pode ser muita coisa pra você processar, mas eu não quero ter que falar disso novamente com você um dia. Digamos que o meu pai, teve a chance de salvar alguém muito importante para nós dois, mas não fez.

Prestei atenção em cada palavra que saia da boca de Mikaela e deduzi que esse "alguém importante" poderia ser a mãe dele, pensei em perguntar mas o de olhos azuis parecia estar desconfortável em me falar sobre aquilo. Respirei fundo e enterrei no mais escuro dos meus pensamentos perguntas: "como o que o pai de Mika poderia ter feito pra deixá-lo com tanta raiva assim?".

— Obrigado por ter me contado — eu disse acariciando o rosto do loiro — Não foi pra saciar a minha curiosidade mas sim porque eu estava e estou preocupado com você, quero que sinta que pode contar comigo pra tudo, quero que sinta que eu posso ser seu porto seguro.

Terminei de falar depositando um leve beijo nos lábios de Mika e vi o loiro sorrir.

— Acho que agora eu definitivamente preciso de uma bebida —  o loiro disse antes de levantar e me puxar para fora da sala.

Andamos tranquilamente pelas ruas de Nagoya e assim que entramos em um bar, pedimos bebidas leves e sentamos em uma mesa.

Acho que talvez alguns minutos ou horas se passaram, mas eu já havia perdido a conta de quantos copos e garrafas eu já havia tomado.

— Sabia que quando eu era mais novo, minha família costumava dizer que eu era um demônio? — soltei uma risada e vi a expressão de Mika ficar triste, acho que só eu estava me divertindo com aquele assunto — Eu não sei se eles disseram brincando, mas hoje eu prefiro acreditar que sim mas queria ter acreditado nisso naquela época.

Me atrapalhei um pouco nas palavras e tentei me levantar mas precisei me apoiar na mesa, Mika levantou e passou o meu braço pelos seus ombros e sua mão pela minha cintura.

— Tudo bem, acho que você já bebeu demais —  Mika disse e me tirou do bar.

— Me carrega estilo noiva, Mika! Por favor, por favor! — naquela altura do campeonato eu já havia perdido a noção do tom da minha voz.

Vi Mika sorrir e revirar os olhos brincando, antes obedecer meu pedido, me carregando no colo. Sorri feliz agarrando seu pescoço e balançando meus pés no ar, vez ou outra.

— Que forte você é! Tô me sentindo uma princesa — eu falei e Mika começou a rir, mesmo não tendo completa noção do que eu estava falando, me sentia feliz por conseguir fazer Mikaela rir daquele jeito.

— Tá bom então, você é a minha princesa — Mikaela disse enquanto andava comigo no colo.

— Isso! — concordei freneticamente com a cabeça enquanto via o loiro rir.

Ouvi uma música talvez conhecida por mim soar no final da rua e procurei seguir o som, logo reconhecendo como uma música do Justin Bieber. Desci do colo de Mika e circulei com os braços o primeiro poste que vi.

— Meu deus, por que eu não trouxe meu celular pra gravar isso? — Mika comentou rindo e eu vi seus olhos ganharem um brilho.

— Presta atenção no música — pedi e Mika me obedeceu —  Como diria o poeta Justin Bieber...

— Ai, meu Deus eu não ouvi essa. Desde quando Justin Bieber é poeta? — Mikaela perguntou rindo.

— Desde 2010 quando ele estreiou com Baby, oras — respondi enquanto dançava com o poste fazendo Mikaela rir mais ainda.

— Eu só consigo lembrar do vocalista do Green Day puto no palco dizendo que não era o Justin Bieber —  Mika disse e eu comecei a cantar junto com a música.

— If I was your boyfriend, never let you go keep on my arm boy — troquei a última palavra e comecei a rir estericamente.

Mikaela riu com uma feição de desgosto enquanto eu fazia meu show com um poste de luz, se eu estivesse sóbrio provavelmente nunca faria isso, mas sóbrio era tudo que eu não estava.

— Certo, certo — Mikaela dizia enquanto se aproximava de mim —  Yuuichiro, você é o bêbado mais estranho que eu já vi.

O loiro tirou meus braços do poste e segurou minha mão, fazendo com que eu andasse junto com ele.

— Eu acabei de te fazer uma declaração e é assim que você me trata? — eu pergunto encostando minha cabeça no ombro do loiro.

— Caso tenha se candidatado pra ser meu namorado, eu aprovo — Mika disse encostando a cabeça na minha —  Quando chegar amanhã eu vou te dizer que você tem tara em postes de luz.


Notas Finais


"Pessoas bêbadas são sinônimo de pessoas felizes."
Quem disse isso? Eu.
Obrigada por ter lido e me desculpem caso não tenha ficado muito bom ❤

Hiro, xx.


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