História Please,Do It! - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiro capitulo,espero que gostem <3

Capítulo 1 - I Gotta Stay High


Fanfic / Fanfiction Please,Do It! - Capítulo 1 - I Gotta Stay High

Já eram quase 3h da manhã,o forte cheiro de bebida e cigarro impregnava toda a grande casa. Sem contar o som estrondoso de eletronica,aquele lugar poderia ser muito bem comparado com uma Rave. Bebidas,drogas,sexo,havia de tudo ali.

Estava num puff,em uma das mãos,o celular,na outra,uma garrafa de vodka vazia. O celular não parava de vibrar,sempre que eu olhava para a tela,via um unico nome, "Roger",mais conhecido como padrasto,ou como ele queria,"papai". Apenas desligava a chamada,nunca atendia,estava bebada demais para falar com ele. Ouvi uma voz me chamando,apenas olhei para a direção da voz. 

Eu estou desde as 20h aqui.

-Já passou da hora das crianças dormirem...-Nathan falou em um tom ironico como sempre.

-Ah,não enche a porra do saco...-Retruquei,com a voz entregando toda a embriaguez. Ele riu.

Nathan é meu amigo de infancia,2 anos mais velho que eu. Eu tenho 16.

-Mas serio, Jessy. Voce ta acabada,se superou hoje.-Soltei um riso baixo. O observando se sentar ao meu lado,ali no chão mesmo. 

Meu cabelo castanho,que antes estava arrumado como um coque,agora estava totalmente solto e nozado,totalmente desarrumado,meu casaco xadrez totalmente aberto e minha camisa branca amarrotada. Nathan não estava muito diferente,seus cabelos levemente loiros estavam bagunçados,o par do meu colar que ele usava(eu tinha uma igual),uma dogtag,estava para fora da camisa,e sua calça,quase caindo.

Tomei o ultimo gole da bebida na minha garrafa,e a deixei de lado,suspirando. Virei o rosto para ele, seus olhos azuis foram de encontro com os meus olhos negros.Quando fui abrir a boca para falar algo,ele me interrompeu.

-Quer carona pra casa,né?-Apenas concordei com a cabeça,ele sorriu como sempre.-Ainda está cedo,vamos para a minha casa.-Sorri em aprovação.

Ultimamente estamos indo em muitas festas juntos,na verdade,sempre fizemos tudo junto,por esse motivo,sempre me levava para a casa dele,onde ficavamos conversando mais um pouco,jogando e rindo,ele era como um irmão que eu nunca tive,e sinceramente,nunca vou ter. Não era a toa que tinhamos a dogtag,ambas,tinham nossas iniciais. Assim que lembrei,ajeitei a dele,colocando dentro da camisa dele,assim como a minha estava,ele sorriu de canto,se levantando,fiz o mesmo,o seguindo lado a lado.

O loiro passou seu braço por tras do meu pescoço,me deixando junto a ele. Me aconcheguei no ombro do mesmo. Mesmo sendo apenas 2 anos mais velho que eu,ele era mais alto,muito mais. Andamos tranquilamente até o outro lado da rua,onde sua Harley estava estacionada,ele me deu o capacete,orgulhoso.

-Voce ta mesmo feliz por causa dessa lata velha,não é?-Ele me olhou,com uma expressão emburrada. Aquela moto tinha sido pega por ele num ferro velho,e foi restaurada,ele se orgulhava disso.

-Não fale assim da Madalena...-Ele retrucou,eu cai em gargalhadas. Zoando a cara de trouxa dele.

-Deu um nome pra esse bagulho? Tu ta me zoando!-Ri mais um pouco,antes dele me dar um leve soco no braço.-Ai!-Resmunguei.

-Nem me vem com essa,menininha,se não fosse por esse bagulho,tu não teria carona,arrombada.-Ele riu baixo,dei um soco no braço dele tambem.

-Escroto.-Retruquei,rindo baixo. 

Ele montou na moto,colocando o capacete,eu montei na garupa,colocando tambem e segurei nele,quase como se fosse um abraço. Nath deu partida na moto,e pilotou tranquilamente até sua casa.

Não vou mentir, Nathan e eu tinhamos uma relação um tanto...interessante,somos amigos desde os nossos 4 anos,mas sempre que temos chances,damos uns amassos,mas nunca alem disso,até porque, Nath não era mais virgem,eu por outro lado,ainda era,e sinceramente,tinha medo disso...Mas ele era bem carinhoso,sempre do meu lado quando eu precisa,e ultimamente,eu estava precisando muito.

Assim que chegamos a sua casa,ele desligou a moto e eu desci da mesma,e ele consequentemente tambem. Tiramos os capacete e ele abriu a porta da casa, e colocamos o mesmo numa mesa proxima e ele fechou a porta atras de nos. Nath morava sozinha,por isso,a casa era totalmente bagunçada,mas nao me importava,alem do mais,nao tinha ninguem para encher ali.

Tirei os sapatos e me joguei no sofá,descansando meus musculos depois daquela festa. Minha cabeça esta doendo por causa da musica alta,fechei os olhos por alguns segundos,até ouvir a voz dele.

-Aqui,toma isso.-Peguei o comprimido e o copo de agua da mão dele,tomando aquele remedio rapidamente. Colocando o copo sobre a mesa de centro.

-Obrigada...-Agradeci,e ele se sentou ao meu lado.

Nath não tinha ligado nenhuma luz,então apenas a unica iluminação naquela sala era do poste da rua que passava na janela. Houve um silencio profundo no lugar,até ele o quebrar.

-Ainda está tendo aquele problema?-Fechei os olhos,suspirando e encostando minha cabeça no apoio do sofá,apenas afirmando com a cabeça. "Aquele problema" era o fato de eu ser constantemente agredida pelo meu padrasto,esse era um dos motivos do Nath tambem me trazer para a casa dele,ele sempre queria me fazer esquecer disso.

Houve novamente um grande silencio entre nos dois,ouvindo apenas o som de carros e motos passando na rua,até ele fazer uma pergunta.

-Sabe Jessy,por que você nao foge daquela casa? Sei la,vem morar comigo,seu pai ainda está vivo não está,por que nao vai morar com ele?-Arqueei uma sobrancelha,abrindo os olhos e olhando para ele.

-Eu nem sei onde ele mora,e faz o que,10 anos que não vejo ele? Ele não vai aceitar ter a filha dele com ele,de uma hora pra outra,eu sou uma porra de uma estranha pra ele...-Pude notar um pouco de tristeza no olhar dele,ele se preocupava com isso,tanto quanto eu. Suspiramos juntos.

-Então vem morar um tempo comigo,não aguento mais ficar sozinho nessa porra de casa,e pelo menos voce se livra daquele escroto.-Nathan tinha um odio do meu padrasto,desde que contei o que ele fazia comigo. Ele era um cara de 40 anos,bebado,todo dia uma puta diferente na minha casa. Nada disso aconteceria,se mamãe ainda estivesse aqui...Ja faziam exatamente 5 anos que ela havia morrido,foi tudo muito rapido,um erro medico..

Depois disso,tudo piorou. Meu pai havia sumido desde os meus 6 anos,e depois isso. Meus problemas só pioraram,minha ansiedade,meu nervossismo,e claro,o Roger,que não aceitou a morte da Eliza,e dizia que a culpa era minha,é. Minha. Alem do fato que,metade da herança foi minha,e ele queria tudo pra ele,o que piorou mais ainda.

Mordi os labios,tentando não derramar nenhuma lagrima ao lembrar da mamãe. Mas antes de eu fazer qualquer coisa,Nath me abraçou,de forma forte,me aconchegando no peitoral dele,acariciando meus cabelos,tentando me tranquilizar.

-Só pensa bem nisso,Jessy..Por favor..-Concordei com a cabeça e olhei em seus olhos.

-Posso passar a noite aqui?-Ele sorriu,senti seus labios em minha testa.

-Claro que pode..-Sorri,me aconchegando nos braços dele,o abraçando,ele dava leves e delicados beijos na minha cabeça,me acalmando.

Eu podia ouvir os batimentos do coração dele desacelerando,sentindo aquele perfume masculino que exalava,passando por cima do forme cheiro de bebida alcoolica. Ficamos um bom tempo assim,até ele pegar o controle da TV e ligar,passando nos canais até chegar em um filme,já eram quase 5h da manhã. 

Eu ficava brincando com o cordão entre meus dedos,prestando atenção no filme,até que um barulho me distraiu e ao Nath também,meu celular vibrando novamente,no apoio do sofa,novamente,meu padrasto,senti aquele nervoso me corroer de dentro pra fora,eu ja nao estava mais tão bebada,e vi as consequencias,já Nath,não.

Ele pegou o celular e o desligou,colocando sobre a mesa de centro,bufando de nervoso.

-É melhor eu desligar,antes que eu atenda esse babaca,e não ia ser nada bonito.-Senti uma pontada de odio na voz dele,e deitei novamente no seu peitoral,acariciando aquela região,o que o fez acalmar e a mim tambem.

Sempre foi assim,ele me acalmava de um jeito extraordinario,e pelo jeito,eu fazia o mesmo com ele.

Senti sua mão sobre meu rosto,me fazendo olhar para ele,seus olhos ficavam sempre de encontro com os meus,serenos. Aproximando o rosto lentamente do meu,logo senti seus labios roçando nos meus,em um beijo lento e calmo,aquilo acalmava ambos,fazendo os dois sentirem um calor percorrendo pelo corpo naquela madrugada fria,separamos nossos labios lentamente,completando com selinhos demorados. Ele me olhou e sorriu,eu fiz o mesmo,apenas isso era o necessario para me deixar terna.

Nos deitamos no sofa,em forma de concha,um de frente para o rosto,ouvindo a respiração de ambos,abraçados. Sentindo o calor um do outro,ainda com a TV ligada e ele acariciando meus cabelos,enquanto eu acariciava o peitoral dele.

Dormi logo apos um curto tempo,ali mesmo,com aquele loiro ao meu lado,foi uma das noites mais calmas nesses 5 anos.

 


Notas Finais


opa


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