História PLEASURE GAME - (COPHINE) - Capítulo 26


Escrita por:

Postado
Categorias Orphan Black
Personagens Antoinette "Tony" Sawicki, Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Krystal Goderitch, Paul Dierden, Personagens Originais, Rachel Duncan, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cophine, Cosima, Delphine, Drama, Lesbicas, Orphan Black
Visualizações 632
Palavras 6.139
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tem FIC nova nas notas finais ❤😉

Ótima leitura 😍😘

Capítulo 26 - Um Novo Recomeço.


Fanfic / Fanfiction PLEASURE GAME - (COPHINE) - Capítulo 26 - Um Novo Recomeço.

 

1 mês depois


- Cosima? - Paro meus dedos sobre o teclado encarando Evie, parada a porta. Diferente dos outros dias hoje sua veste se consistia em uma saia lápis e um cardigã preto sobre o tecido marrom da blusa. Ajustado em seu corpo seu aspecto se encontra bem mais alegre e posso dizer que sua companhia até se tornou agradável no momento de trabalho - A Sra. Cormier está aqui - Havia certo brilho em seus olhos ao pronunciar seu nome. Arqueio minha sobrancelha diante de sua demonstração de afeto - Ela...


- Não - Digo firme e uma expressão de espanto toma conta de seu rosto.


- Como? -  Junto alguns papéis espalhados pela mesa guardando na gaveta - Mas...


- Acho que me escutou perfeitamente - A encaro convicta entrelaçando minhas mãos sobre a mesa - Diga a Cormier que estou ocupada e não posso recebê-la.


- Mas eu faço questão - Adentrando o escritório Delphine se anuncia com Felix ao seu lado que me olha em pedido de desculpas. Meu corpo se torna pedra -Precisamos conversar, Sra. Cormier - Minha pose segura toma um balde de água fria ao olhar minha esposa em ira e completamente impaciente - Agora.


- Não podia esperar até eu chegar em casa?


- Não. Nos dêem licença - Sem dizer uma palavra os dois saem rapidamente. Fechando aporta sua atenção se volta para mim - O que está acontecendo?


- Delphine, por favor, eu...


- Em primeiro lugar nem deveria estar aqui - Ela diz irritada olhando o escritório a nossa volta - Cosima, já conversamos sobre isso é minha mulher, não precisa disso. Tenho dinheiro mais que suficientes para nós duas.


- Não se trata de dinheiro, Cormier. Já conversamos sobre isso - Se aproximando mais perto da mesa, Delphine para barrada pelo móvel.


- Está me evitando, até em nossa casa - Sua voz se falha por um momento e me sinto culpada pelo meu comportamento na última semana - O que eu fiz?


- Nada - Sussurro baixo vacilante. Minhas estruturas se desmoronam ao escutar sua voz preocupada - Está tudo bem.


– Mente tão mal - Rodeando a mesa Delphine para ao meu lado sem desviar o contado de nossos olhares - Se é por causa do que aconteceu no restaurante, não irei pedir desculpas ou me redimir.


- Sei que não - Sorrio me lembrando da cara de irritação de Delphine com o garçom.


Em olhares observadores e palavras da Sra. Impulsiva, o garçom que nos atendia estava de olho em meu decote em quase todo o nosso jantar. O que resultou numa quase demissão do funcionário do restaurante se eu não interviesse no exato momento.


- Estou realmente ocupada agora, podemos nos falar em casa?


- Não, não podemos - Puxando meu braço nossos corpos ficam juntos - Sou sua esposa, e quero saber o que há de errado com minha mulher - Sinto vontade de chorar a expulsar ela dali o mais rápido possível.


Droga de hormônios!


- Eu... Eu... - Desvio o olhar não conseguindo encarar seus penetrantes olhos carregados de preocupação - Você não quer isso... Me disse semana passada - Confusa ela levanta meu rosto para encara-la.


- Do que está falando, Cosima?


- Estou grávida - Se afastando automaticamente ela analisa meu rosto como se fosse para confirmar que eu não estava fazendo nenhuma pegadinha. E então sua expressão se fecha - Diga alguma coisa - Começo a ficar preocupada contendo o choro preso na garganta. Cormier apenas fica parada em minha frente, encarando minha barriga quase atônita – Delphine...


- Quando descobriu? - Não parecia brava, mas sua face demonstrava talvez o pânico.


- Semana passada.


– Não entendo, Cosima. O teste deu negativo. Como isso pôde acontecer?


– Percebi que estava com muitos enjôos, então fiz um exame de sangue que simplesmente confirmou minhas suspeitas.


- Porque não me disse antes? - É quase insuportável ver sua cara de pavor e espanto diante de minha notícia. Não havia alegria, ou emoção. Apenas o medo estalado em nossos rostos.


- Por causa da cara que está fazendo agora - Solto uma lágrima teimosa limpando imediatamente olhando para o forro do teto.


- Cosima, me desculpe por atrapalhar, mas estão precisando de você na sala de reunião – Evie avisa incerta de sua entrada e quase vôo em sua direção em agradecimento.


- Não, espere - Balançando a cabeça parecendo meio tonta, Delphine nega olhando para mim - Ela não vai.


- Não está em sua empresa, Cormier - Seguro ao máximo as lágrimas acumuladas apontando para fora em súbita raiva - Evie acompanhe a Sra.. Cormier até a recepção.


- Cosima...


- Por favor, Delphine - A imploro num agonizante murmuro - Nos vemos a noite. - Sim, à noite - Passando pela porta frustrada e um tanto irritada me sento na cadeira respirando fundo.


- Aceita uma xícara chá?


- Sim, me entregue na sala de reuniões, por favor - Me levanto ajeitando a roupa caminhando pelo corredor, assim que Felix me vê o mesmo corre para o meu lado me puxando para um abraço.


- Contou?


- Ela fez tudo o que não esperava Felix – Magoada, zangada. Era difícil decidir qual dos dois me encontrava. Retribuo seu abraço com força pouco me importando com algumas pessoas que andavam no corredor nos olhando curiosas - Ela não disse nada.


- Você a pegou de surpresa, nem você imaginava contar dessa forma para ela, Cos.


- Ela não queria essa criança, Felix. Me disse isso quando tentei conta-la - Respiro fundo sorrindo de lado - Tenho que ir para a reunião.


- Tudo bem, qualquer coisa se quiser alguém para soca-la ou apenas um ombro amigo. Estou aqui - Rio por um breve momento me virando seguindo o corredor.


Ao passar da tarde, meus enjôos aumentam e minha disposição para trabalhar diminui, apesar de meu estado permaneço na empresa até o fim do expediente adiando ao máximo minha conversa com Delphine. Tenho medo das palavras que saíram de sua boca, e o mais importante, se ela quer estar ao meu lado para esse próximo nível.
Parada em frente à porta tomo toda a coragem que posso entrando de uma vez. Acasa parecia vazia, mas sabia que sua presença esta dentro do móvel, o carro na garagem me afirmava com toda a certeza. Subindo as escadas vou diretamente para nosso quarto a encontrando perto da janela observando a paisagem a fora perdida em pensamentos, a roupa social ainda estava sobre seu corpo, desde de sua inesperada visita de manhã em meu serviço.


– Tive um dia terrível hoje, perdi um grande acordo com uma empresa.


- Sinto muito - Vou para seu lado cruzando meus braços encarando a janela. Saindo de perto Delphine desabotoa sua camisa  sentando na cama.


- Por favor, não faça isso - Não consigo conter minhas lágrimas diante de sua frieza – Preciso de você ao meu lado - Despejo toda a frustração, medo, magoa e raiva através das lágrimas começando a soluçar - Eu sei que não queria, mas, por favor, eu...


- Hey! - Se levantando ela me abraça forte, entre seus braços, me sinto protegida e menos vulnerável - Eu não vou a lugar nenhum, minha menina - Encosto o rosto em seu peito com meus braços a sua volta - Me desculpe pelo modo como agi, sei que fui uma completa babaca, mas não estava preparada para essa notícia - Acariciando meus cabelos escuto as batidas de seu coração - Sou dependente de você, Cosima e quero formar uma família com você, mas... - Se ajoelhando em minha frente à blusa é levantada e minha barriga alisada delicadamente e a vejo negar balançando a cabeça - Passei a tarde toda pensando em como seria nosso futuro com essa criança - Ouço sua risada baixa e minha barriga é beijada - Tenho medo de não ser uma boa mãe para meu filho - Ela confessa e meu coração quase salta de meu corpo, nego me ajoelhando em sua frente.


- Você será uma excelente mãe, Charlotte é a prova disso - Enxugando meu rosto com seu polegar sou beijada intensamente.


– Quando fomos a clínica fazer o procedimento de fertilização, juro que não dormi a noite toda pensando em como seria nossas vidas dali pra frente. Quando aquele teste deu negativo, não deveria, mas fiquei aliviada – Suspirando pesado vejo minha amada transbordar eu lágrimas – eu te amo, lhe prometi amor eterno, Cosima. – Toco seu rosto com ternura e ela sorri beijando minha mão – Quando tentou me convencer que poderíamos fazer outra vez o procedimento, eu lhe disse que nunca mais tentaria, não que eu não quisesse um filho com você, amor, mas porque eu tinha medo de não o fazer feliz, de ser tão ruim para meu filho quanto, Katja foi para mim como sua filha. – As lágrimas escorrem por seu rosto e sinto meus dedos apertarem junto aos seus – Eu te amo Cosima, não canso de dizer um só dia o quanto te amo e te desejo, sei com todas as minhas forças que tendo você ao meu lado tudo transborda em amor e paz, juro que amarei nosso filho incondicionalmente, não deixarei nada lhe faltar, nunca o abandonarei, estarei ao seu lado pro resto de nossas vidas meu amor – Me perco em seus braços e a tensão se dissipa. Perguntas, questionamentos ficam para depois, pois agora era o nosso momento. Nosso e do pequeno botãozinho que carrego.


[...]


9 MESES DEPOIS


Pov Cosima


Finalmente Delphine resolveu me dar um pouco de liberdade, durante esses 9 meses de gestação, minha esposa surtou e resolveu cuidar de mim o tempo todo igualmente uma boneca de porcelana. Eu amava seus cuidados, carinhos, mimos e atenção, mas pensar em instalar um elevador em casa para que eu não precisasse descer as escadas foi o cúmulo. Apesar dos excessivos cuidados, Delphine se manteve sempre ao meu lado e não reclamava de meus enjôos ou desejos estranhos, ela achava a coisa mais linda do mundo, como quando às 4:00 dá manhã a acordei desejando sorvete de uva com pedaços de picles. Delphine sempre conversa com nossa princesa e me olha com paixão toda vez que ela chuta.


Já fazia um tempinho que nós tínhamos voltado da nossa segunda Lua de Mel, na Itália. Na verdade, Delphine tinha negócios a tratar e não querendo me deixar sozinha, tentou me convencer que seria nossa segunda Lua  de Mel, claro que aproveitaria o país das massas ao lado de minha esposa . Delphine não me mostrou nem metade do que eu gostaria, nossa princesa já dava o ar da graça me fazendo enjoar durante quase o tempo todo que nós ficamos fora de casa. Apesar dos diversos enjôos e um pouco de indisposição, estavamos em lua de mel e claro que um passeio dos namorados nos canais de Veneza, não poderia faltar. Delphine me apertava entre seus braços e eu podia ver um brilho em seus olhos enquanto o gondoleiro contava histórias sobre cada ponto que passamos, Delphine me disse que tudo acontece através dos canais, que somente com a gôndola você consegue “tocar” certos ângulos de Veneza, as fachadas dos palácios, as hortas e jardins secretos, que eu ouso dizer que são os mais belos em poesia. Eu não poderia estar mais feliz.


– Você está cada dia mais bonita, mais forte, mais apaixonante. – Delphine sorria e transbordava ternura ao me olhar, meu coração se infla de felicidade a cada palavra de carinho – Quando olho para você e para a sua barriga, penso na nossa princesa aí dentro, tão guardadinha, o amor toma conta de mim, do meu coração, do meu corpo e da minha alma. Nunca pensei que existisse amor assim, tão intenso, tão pleno e tão feliz. Eu te amo, Cosima Cormier Niehaus. Não vejo a hora de ver minha menininha, beijar, apertar, guardar-la em meus braços. – Sinto suas mãos em minha barriga e Delphine sorrir ao sentir Kira mexer, parece que nossa pequena sabe quando a mãe está por perto. – Sabe que ela virá ao mundo esses dias, não me esconda nada, Cosima. Qualquer dor, qualquer sinal que nossa princesinha irá nascer, quero que me conte. – Revirei os olhos e assenti em um sinal de continência e automaticamente Delphine mordeu o lábio inferior – Tão atrevida Senhora Cormier, não acredito que terei que esperar 45 dias pra te fazer abrir essa boquinha apenas pra gemer, daquele jeito que eu gosto . 


– Então, não podemos esperar tanto assim, não é? Você ouviu o que a doutora Angela falou, sexo ajuda tanto para amenizar a dor, quanto para elastecer o canal por onde essa pequena aqui vai passar. Então, você como minha esposa atenciosa e prestativa poderia me ajudar. – Vejo um sorriso largo em seu rosto e Delphine logo me beija com intensidade, mesmo com receio de me machucar, suas mãos são firmes ao me penetrar e acariciar meus seios, podia sentir sua língua quente em meu clitóris e não demorou muito para transbordar de prazer em sua boca. Meu corpo pedia mais, me sentia insaciável, seguimos a noite assim em clima de amor e prazer. Delphine me guiava em meio a várias posições onde a barriga não viesse a atrapalhar e aquilo só aumentava meu prazer. Depois de algumas horas meu corpo não aguentou mais e dormimos agarradinhas, me sentia segura com minha esposa, poderia sonhar e viajar as estrelas sempre que estava em seus braços.


Naquela madrugada acordei sentindo algumas dores, mas nada que indicasse as dores do parto, Delphine teria uma reunião importante naquela manhã e por isso resolvi não acorda-la. Depois que Delphine saiu para trabalhar fui na minha obstetra, a qual me examinou e confirmou: Já estava com três centímetros de dilatação e que teria minha pequena Kira naquele dia. 


– Vá para casa, ligue para sua esposa, peça para ela ir para casa também e deixem tudo pronto. Quando as contrações chegarem a três em três minutos, vá para o hospital e me ligue.


Chegando em casa, Delphine me esperava  na porta com aquela expressão de preocupação, eu já podia imaginar suas palavras de reprovação por não ter avisado das dores. 


– Amor, você tá bem? Por que não me contou, Cosima? Fiquei tão preocupada. Como está nossa princesa? Por que não ficou no hospital?


– Calma, Delphine. Está tudo bem, estamos bem. Só preciso esperar que as contrações cheguem de três em três minutos para irmos ao hospital conhecer nossa menina. Enquanto isso – Seguro sua mão com força – Fique comigo sem mais perguntas, apenas fique amor, eu preciso de você ao meu lado. – Seus lábios aquecem os meus e suas mãos me protegem em um abraço.


Fiquei tranquila, esperando o tempo passar no sofá da sala, recebendo vários telefonemas de Felix, Sarah e Siobhan. Delphine anotava o tempo de intervalo entre cada contração e ele girava em torno de 8, 9 ou 10 minutos. O relógio marcou 19h, fui tomar banho e me preparar. Quando saí do banho, as contrações ficaram mais fortes, mas ainda não eram de três em três minutos, então eu achava que ainda não era hora de ir para o hospital. Delphine me olhava com amor. Ela parecia assustada, mas tentava não demonstrar, já estava impaciente me vendo naquele estado e não podendo fazer nada para amenizar minhas dores, Charlotte me servia de suporte para acalmar aquele poço de ansiedade que era minha esposa. Já eram 19h40min e a Senhora Controladora que ainda não tinha aparecido, resolveu  dar as caras.


– Amor, já chega. Vamos para a maternidade, agora! Charlotte, pegue a bolsa de Kira, ligue para a Dra. Angela e avise que já estamos a caminho do hospital. Vamos Art, ligue o carro e nos leve até lá – Não argumentei sobre sua decisão impulsiva, realmente eu estava sentindo muita dor naquele momento.


Dentro do carro, as contrações passaram a ser de cinco em cinco minutos e dolorosíssimas. Pedi a Charlotte que ligasse para a Dra. Angela e avisar de novo que já estávamos à caminho e que era melhor ela ir logo. Algo me dizia que tudo ia ser muito rápido. Eu não estava errada. Chegando no hospital eu já não conseguia nem andar, me colocaram numa cadeira de rodas e subi direto para a sala de pré-parto, onde as enfermeiras me avaliaram. A impressão que eu tinha é que cada contração durava três minutos, com intervalo de um e não o contrário. Sofri horrores com as contrações. Posso afirmar com 100% de certeza que foi a dor mais dilacerante que já senti na vida. Quase arranquei a mão da minha esposa e de Charlô que me acompanhavam o tempo todo. A dor vinha em ondas, começava pequena e ia aumentando, aumentando... e diminuía devagarinho. Delphine me levou para o chuveiro e me ofereceu a bola de Pilates pra sentar em cima. A água morna, a posição confortável e o olhar seguro da minha esposa fizeram com que as dores não diminuíssem, mas se tornassem absolutamente suportáveis. Assim que a anestesia foi feita, o mundo era outro. Eu já conseguia rir e fazer piada da situação. Às 22h40min, fui levada para a sala de parto. Lembro que Delphine me perguntou "Está pronta?” e eu respondi “E tem outra alternativa?”.


Pouco tempo depois, nessa mistura louca de tensão, dor e felicidade eu estava com 09 cm de dilatação e foi quando subi na cama com ajuda de Delphine e da médica. As massagens de minha esposa me ajudavam muito a suportar a dor. Então finalmente, depois de muito esforço e longas e doloridas contrações, eu pude sentir um punhadinho de cabelo saindo de mim. Aquilo me deu uma força extraordinária, um vigor! Era minha filha chegando! Faltava pouco! Senti o círculo de fogo e gritei mais do que nunca. Acho que precisei só de duas forças extraordinárias para que nossa menininha nascesse. Todos se posicionaram pra pegar a pequema Kira. O corpinho escorregou e pude ouvir seu choro pela primeira vez, eu senti aquele alívio. Queria logo sentar e pegá-la. Eram 23:32 quando a Dra. Angela me entregou Kira, ela veio mamar, Delphine cortou o cordão e eu tremia, chorava e beijava aquela coisinha tão pequena e tão amada.


– Nossa filha, nasceu, eu consegui, Delphine, eu consegui! – Delphine chorava junto comigo e sorria acariciando Kira em meus braços.


– Minha princesa, seja bem vinda. Você é tão linda. Você veio iluminar minha vida com uma luz sublime e não tenho dúvidas de que você é o maior presente que Deus poderia me dar. Obrigada meu amor, obrigada por me fazer tão feliz. Eu te amo tanto, Cosima.


2 Anos Depois.


Pov’s Delphine


- Come só um pouquinho - Sorrio com a insistência de Cosima tomando um gole do suco, desligo o telefone olhando para a cena - Olha o aviãozinho...


- Ela não vai comer desta forma - Bufando ela larga a colher encarando nossa filha.


- Dá! - Segurando o prato com a papinha de legumes a comida se despeja por toda a cadeirinha sujando o chão - Dá Mamãe!


- Filha, não! - Batendo a colher no prato como se fosse uma espécie de tambor, Cosima enterra seu rosto na mesa soltando um longo suspiro - Ela realmente detesta minha comida.


- Mama - Me aproximo tirando o babador segurando Kira no colo.


- Claro que não, sua comida é excelente - Nego silenciosamente fazendo minha princesa sorrir batendo palmas.


- Eu vi isso - Levantando sua cabeça ela nos encara - Já que estão tão animadas Sra. Cormier,  você e a senhorazinha bagunceira irão arrumar esta bagunça.


- Mas...


- Estarei no escritório, preciso organizar algumas coisas na coluna da revista - Sem olhar para trás Cosima sobe as escadas e olho para ela.


- Escutou mamãe, temos que limpar a bagunça.


- Mamãe - Rio pegando um pano de prato na gaveta jogando no chão retirando o resto de comida.


- Cormier limpando o chão? - Charlô ri vindo em minha direção tirando Kira de meus braços - Tem sorte de ter uma titia tão maravilhosa - Reviro os olhos com seu convencimento e a lindinha parece gostar de sua atitude - Onde está Cosima?


- Escritório.


- Que cheiro é esse? - Rio colocando o pano em cima da pia mostrando a panela - Ela tentou cozinhar de novo? -Contendo um riso maior Charlotte beija Kira em sua testa arrumando a roupa. Em direção a geladeira pego a papinha que Gina havia deixado colocando dentro do micro-ondas para esquentar - Vai com a mama - Após o bip do aparelho deixo o prato em cima da mesa pegando novamente minha filhota.


- Onde vai? - Esfriando a comida dou a colher em sua boca.


- Deixa de ser curiosa, só vou falar pra Cosima que a Camila agradeceu pela companhia dela enquanto...


- Quem é essa? - A encaro séria sentindo todo meu bom humor sumir de repente - É da empresa que ela trabalha? - Dou mais uma colherada limpando a beirada da boca de Kira com um guardanapo.


- É a chefe dela - Aperto o pano em minha mão controlando minha raiva - Irá trabalhar hoje?


– Vou.


- Então vai se arrumar, eu cuido da pequena.


- Obrigada - Beijo aquelas bochechas rosadas de Kira e subo as escadas, tomo um banho, assim que me arrumo vou ao banheiro vendo Cosima de frente ao espelho arrumando seus cabelos.


- Charlô acordou? - Assenti a abraçando por trás beijando seu pescoço a sentindo se arrepiar com o contato - O que houve?


- Não posso mais beijar minha esposa? - Rindo ela nega se virando de frente pousando suas mãos em meus ombros.


- Está fazendo aquilo de novo - Sorrio arqueando minha sobrancelha - O que Charlotte te disse?


Sempre comemoro por conhecer mais de Cosima que ela jamais imagina, no entanto o que me orgulha é saber que ela me conhece melhor que qualquer pessoa só com um simples gesto, principalmente quando estou nervosa. Sorrio com o pensamento negando.


- Vamos, irei com você hoje - Pensativa ela concorda no final me dando um beijo que correspondo ardentemente nunca me cansando de seus lábios ao meu, nossa sincronia perfeita nossos corpos totalmente entregues uma a outra.


Entregando sua bolsa nos despedimos de nossa princesa seguindo para fora, observo Art perto do carro prontamente a nossa espera.


- Sras. Cormier's - Abrindo a porta Cosima sorri dando um bom dia adentrando o veículo.


- Primeiro levaremos Cosima - Assentindo entro no automóvel e logo o carro é arrancado dali. Não demora muito até avistamos o prédio ao estacionar o carro, saiu do mesmo com o olhar confuso de Art - Espere, não irei demorar - Concordando sigo Cosima até a recepção, mexendo suas mãos nervosamente sabia que estava desorientada de minha atitude. Sorrio entrelaçando nossas mãos vendo a assistente atrás do balcão – Chame Camila Torres, diga que sou Delphine Cormier e preciso tratar de assuntos urgentes com ela - Arregalando seus olhos assim como Cosima a mulher sai imediatamente de seu lugar.


- Um minuto Sra. Cormier - Sorrio em agradecimento.


- O que está fazendo?


- Negócios, não se preocupe, tem que ir, olha o horário - Aponto para o relógio e sua testa se franze.


- É melhor eu nem perguntar – Repreendendo a si mesma rio a observando partir.


- Sra. Cormier, que prazer em vê-la por aqui - A cumprimento num aperto de mão firme, ao contrário de mim suas roupas informais lhe dava o ar de uma estudante de Harvard do que de uma proprietária de uma grande coluna de jornal - Em que posso ajuda-la?


- Isso depende de seu comportamento diante de minha esposa. Já observei sua conduta perante minha mulher e não estou nada satisfeita com sua maneira.


- Não estou entendendo o que... – Me aproximo olhando ao redor.


- Fale com ela ou a olhe novamente sem ser profissionalmente que fecharei este lugar e passara a ficar na sarjeta pelo resto de sua vida - Pronuncio todas as palavras claramente a encarando friamente.


- Não pode vir aqui e me ameaçar - Contendo a vontade de rir mordo meus lábios.


- Sabe que eu posso - Afirmo sem pestanejar - Espero que não tenhamos esta conversa novamente Srta. Torres - Estendo minha mão a mesma aperta assustada e visivelmente irritada.


- Certamente que não Sra. Cormier - Sigo para fora entrando no carro observando um sorriso de lado no rosto de Art.


- Está tudo bem, Sra. Cormier?


- Melhor impossível. Para a empresa - Assentindo recebo uma mensagem no celular.


De: Cosima Cormier.
Para: Delphine Cormier.
"Você não tem jeito, Senhora Cormier."


Sorrio respondendo imediatamente.


De: Delphine Cormier.
Para: Cosima Cormier.
"Ora, não diga isso, minha menina."


1 Ano Depois


POV Cosima


Acordei bem mais cedo naquela manhã, Delphine ainda dormia e nada se ouvia pela casa, o que não duraria muito porque nosso despertador particular chegará pulando na cama e gargalhando com as cócegas que sua Mama sempre faz. Olho para o forro do teto e penso em tudo que já vivi até aqui. Hoje é um dia é especial para nós, minha família virá passar o natal conosco depois um bom tempo distantes.


– Sonhando acordada, amor? – sinto sua mão pousar em minha barriga e seus lábios aquecer meu ombro, olho para o lado e me deparo com o sorriso mais lindo de minha esposa – Acordou tão cedo.


– Estava pensando no dia de hoje. O primeiro Natal de Kira com toda a família reunida – beijo seu rosto e aperto sua cintura contra mim – Você tem certeza que está bem?


– Estou. Se você estiver ao meu lado, tudo sempre fica bem – Distribuindo beijos em meu pescoço, Delphine desliza sua mão sobre minha coxa adentrando minha camisola de seda, sinto minha pele arrepiar correspondendo ao seu toque – Vamos aproveitar que nossa macaquinha ainda não acordou – Sorrio enfiando meus dedos naqueles cachos dourados, colando seus lábios nos meus, sua língua quente percorrer o contorno da minha boca – Ela tem um dom de sempre chegar na hora que você tá quase lá, mas, hoje só paro quando gozar na minha boca.


Descendo seus beijos até meu pescoço toquei seu queixo fazendo-a me olhar e iniciei um beijo intenso, suas mãos quentes sobre minha pele apertando minha cintura, chegando a minha coxa e abrindo minhas pernas, aquilo estava me deixando louca. Tirando minha camisola e calcinha, Delphine desceu seus lábios depositando beijos em meus seios me fazendo gemer baixinho, com os olhos fechados pude sentir muitos beijos na minha barriga e na parte interna de minhas coxas.


- Delphine... Pare de me torturar… Por favor. - Rapidamente sua língua começou a provocar meu clitóris fazendo círculos lentos e preguiçosos ao redor. Suas mãos ocupadas tocando, acariciando e massageando meu corpo me deixavam cada vez mais excitada, penetrando dois dedos em minha intimidade, gemo alto levando minha mão a boca na tentativa de abafar meus gemidos. Os movimentos logo ficam mais rápidos e profundos, sua língua em sintonia com seus dedos, me fazem puxar aqueles cachos bagunçados com mais força e Delphine intensifica  suas estocadas sentindo que o clímax estava perto – Vou gozar! – Sugando meu clitóris de leve, sinto meu íntimo fervendo e grito o nome minha esposa ainda ofegante.


– Seu gosto é tão doce, minha menina. –Beijando minha boca, sinto meu gosto ainda presente em sua língua. Mordiscando sensualmente suas orelhas, desço lambendo seu pescoço.


– Amor, enlève tes vêtements. – Delphine faz o que pedi, ficando de joelhos na cama retirando toda sua roupa – Fique de quatro sobre mim – Mordendo seu lábio inferior, minha esposa sobe beijando minha barriga, seios e pescoço, beijo sua boca levando minha mão a sua nuca e a outra deslizando pela barriga descendo até sua intimidade tão molhada intensificando os movimentos em seu clitóris – Tão molhadinha, amor – Vejo seus olhos fecharem, suspirando em meu ouvindo, desço meus dedos pressionando sua entrada e massageando seu clitóris com meu polegar, continuo pressionando sua entrada sem penetra-la.


– Eu já entendi, Cosima. Mande que eu farei. Mas não me torture mais. – Com um sorriso no rosto começo a penetrar meus dedos na intimidade encharcada de minha esposa que geme gostoso em meu ouvido. Movimento meus dedos com mais força e sinto as paredes de seu sexo contrai-los, Delphine geme meu nome e seu corpo treme sobre mim. Ofegante e claramente cansada, ela deita ao meu lado recuperando seu fôlego aos poucos – Você sempre me surpreende. Posso me acostumar á acordar tão cedo assim, todos os dias. – Sorrio e beijo sua mão com carinho – Bonjour, mon amour.


– Bom dia, amor – Olho para o relógio e já eram 6:00 dá manhã – Você tava precisando de uma atenção especial, fazia muito tempo que uma de nós era recompensada somente a noite, no caso você. – Rindo beijo sua boca pousando minha mão em sua cintura.


– MAMÃE, MAMA – Ouço nosso pequeno despertador particular gritar de seu quarto e logo levanto para trancar a porta às pressas, visto minha camisola e Delphine seu blusão – MAMÃE, MAMA QUERO ENTRAR. – Abro a porta e seus bracinhos se estendem pedindo colo.


– Bom dia, macaquinha da Mamãe – pego Kira no colo e a levo pra cama.


– Cadê o beijo de bom dia da Mama? – sorrindo com a boca branca de dentinhos, nossa pequena beija nossas bochechas e seu riso se espalha pelo quarto recebendo um ataque de cócegas distribuídos pela Mama.


No café da manhã, Delphine dava a papinha de Kira, que teimava de comer com as mãos, minha esposa não tinha jeito mesmo, enquanto eu e Charlô tratavamos dos últimos preparativos pras compras de Natal.


– Terminamos a lista. Charlô, Delphine e a pequena bagunceira aí, vão comprar os presentes, mas antes disso confirme o horário que todos chegaram no aeroporto, não quero que fiquem esperando. Eu, Gina e Art, vamos comprar a comida pra nossa Seia. Quando chegarmos, quero todos na sala para decorar a árvore. Tudo bem? – Delphine e Charlô batem continência e Gina ri com o ato. – Engraçadinhas.


– Você ouviu a comandante Mamãe, vamos tomar banho antes que ela nos mande fazer mais coisas. – Pegando nossa pequena no colo, Delphine sobe pro quarto.


[...]


– Porque estão demorando tanto? Faz tempo que Art foi buscá-los.


– Calma, amor. O trânsito hoje deve estar um in... – Coloco as mãos sobre os ouvidos de Kira, para que a pequena não ouça o que sua Mama distraída iria dizer – deve estar um IN- VER- NO, bem gelado não é minha princesa. – Reviro os olhos enquanto nossa princesinha se acomoda no colo de minha esposa.


– Mamãe, vovó não vem?


– Já estão chegando, minha princesa. Olha, vai lá com a Charlô ver se os presentes estão na árvore – Seu vestidinho rosa e os cachinhos dourados balançam de um lado para outro como em uma dança acompanhada de sua risada que mais parecia uma linda melodia. – Obrigada, amor. Hoje me sinto tão feliz, minha família em nossa casa conhecendo nossa princesa. É um sonho que se realiza.


– Eu te amo, Cosima. Sempre farei qualquer coisa para te ver sorrir.


O som da campainha soa pela casa e levanto indo em direção a porta, ao abrir me deparo com minha mãe sorrindo com os olhos marejados ao me ver. Ela me abraça forte e peço para que entrem. Todos estavam aqui, Tia Siobhan e Tio Cal, Felix e Colin, Sarah e Jennifer Fitzsimmons uma garota que ela jura ser apenas uma "amiga", Tony e a namorada Grace e Helena e seu namorado Jesse. Helena e Jesse, estavam namorando a um ano e posso ver que entre eles transbordava felicidade toda fez que seus olhos se encontravam. Eu realmente não poderia estar mais feliz. Na mesa todos comiam, conversavam e riam. Tia Siobhan, não largava Kira por nada no mundo, a pequena gostava de toda essa atenção da vovó. Mas ela gostou mesmo foi do colo da tia Helena, que brincava de cavalinho e fazia cócegas por seu corpinho. Minha esposa observava tudo sentada na ponta da mesa junto a Gina e Charlô que conversavam em sussuros, claro que aquilo chamou á atenção de Delphine que logo quis saber o que estavam conversando. Aquilo me fez rir e naquele momento observando todos ao redor da mesa, pude agradecer pela família maravilhosa que tenho. Felix conversava com Sarah e Colin tentava ensinar a Jennifer uma receita de lasanha italiana. Tony, Grace e Tio Cal, conversavam sobre Jogos de hockey, Grace amava patinar e foi em um jogo de hockey que conheceu meu irmão, Art preferiu passar o natal com alguém que fez questão de não dizer quem era, talvez uma namoradinha. Não demorou muito e fomos para sala abrir os presentes. Nossa princesa ficou eufórica com a quantidade de presentes que ganhou dos avós e tios. Um tempo depois nossa pequena já demonstrava sinais de cansaço e Delphine resolveu colocá-la para dormir. Depois de vários presentes abertos e muita conversa jogada fora, já era hora de dormir. Acomodei todos em seus quartos e Delphine se certificou que Kira dormia bem em sua caminha.


– Estou feliz – Saindo do banheiro, minha esposa me abraça por trás e beija meu pescoço. – Kira estava radiante com a presença de toda família, Siobhan é uma vovó coruja mesmo, acredita que ela quase não me deixou levar Kira para dormir? – Me viro colocando meus braços em seu pescoço.


– Tia Siobhan, sempre foi uma mãe superprotetora. Quero mais disso em nossa vida, amor, quero que Kira cresça assim, rodeada de amor e carinho de seus avós, tias, tios e pelo o que fiquei sabendo, logo terá um priminho para brincar – Rio com sua cara de surpresa – Helena está grávida, disse para todos quando você subiu com Kira, esqueci de te falar quando voltou.


– Ela está tão feliz. Fiquei muito feliz por vê-la sorrir novamente. Ela será uma mãe maravilhosa, assim como você. – Com um beijo intenso, Delphine me coloca em seu colo me deitando na cama. – Amor, tenho uma coisa para te contar, eu não deveria, mas tenho certeza que se não lhe contar vai ser pior pra mim. Quando estava subindo com Kira, vi Sarah beijando á "amiga" na cozinha.


– Eu sabia! Aqueles olhares uma para outra, não eram apenas de meras amigas. – Coloco meus braços em volta de sua cintura – Bom, uma hora ela vai ter que contar, ela sabe que faz parte da família. Sarah é como uma irmã para mim. – Assentindo, Delphine morde meu lábio inferior sorrindo em seguida, seus olhos estavam tão escuros. Já tinha certeza da noite prazerosa que teríamos – Amor, tenho um presente pra você, senta e fecha os olhos. – Vou até o closet e pego uma caixa grande preta com um laço vermelho – Pode abrir – Abrindo os olhos, minha esposa curiosa logo pega a caixa e desfaz o laço olhando o conteúdo que têm dentro – O que achou?


– Mas, eu achei que você não quisesse mais, Cosima.


– Eu disse que não queria como antes. Não disse que não queria do nosso jeito, com amor, calma e carinho. Você manda e eu faço, eu mando e você obedece. Sem pressa, sem dor. – Me olhando fixamente, Delphine sorrir maliciosamente olhando novamente para os acessórios que a muito tempo não usávamos. Dentro da caixa continha um chicote, uma venda preta, algemas, bolinhas tailandesas, um vibrador com remoto sem fio rosa e para esse presente ser completo, não poderia faltar o strapon roxo que Delphine namorou por meses, mas que acabou desistindo de comprar pois nossa macaquinha sempre acordava e corria para nosso quarto na madrugada – Eu te amo, Delphine. Eu te quero. Eu te desejo. Você foi e sempre será minha amiga, namorada, esposa e amante. Tudo que eu quero é viver ao seu lado pro resto de minha existência. Feliz Natal, Mon Amour – Pegando a venda preta, Delphine levanta ficando atrás de mim. Minha pela reagi ficando completamente arrepiada. Seus lábios em meu pescoço, sua língua brincando em minha pele, ouço seu sussurro.


– Ah, minha menina. Você sempre será minha perdição. Dona da minha alma – Beijando meu ombro, a venda é colocada e uma viagem as estrelas nos espera – Je t'aime, Cosima.

De todos os riscos que corremos na vida, o mais sagrado deles é o risco do acaso. Quando se assume esse risco, substitui-se o destino pela infinidade de probabilidades, a história pronta pela história a ser construída, o fim programado pela incerteza do que vem pela frente. Cosima e Delphine tiveram essa coragem. Juntas, elas fizeram a fórmula do acaso ter um final feliz. Assim, brincando com o acaso, embaralhando as probabilidades, Delphine e Cosima ficaram juntas. E o fruto desse amor nasceu para fortalecer essa família.

FIM ❤

 

--------------------x---------------------

Gostaria de agradecer a todos que acompanharam essa Fic que eu tive o prazer de compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado do ultimo capítulo, pois tentei fazer um final digno de #COPHINE. ❤

 

BJUS E OBRIGADA ❤❤❤❤

TEM FIC NOVA NAS NOTAS FINAIS...

 


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...