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História Plots - Capítulo 6


Escrita por: Aopanadashi

Capítulo 6 - Kuroko no Basket


Kuroko Tetsuya sempre foi um garoto resiliente, até mesmo teimoso. No entanto, essa sua aparentemente inesgotável força de vontade lhe custou caro. Não que não tenha lhe ajudado nos dois grandes períodos de tristeza em sua vida. Mas, de certa forma, o afastou do resto do mundo. 

É verdade que, tanto na época da Teiko como na época da Seirin, Kuroko foi sutilmente menosprezado por seus colegas de time. Lentamente, também é verdade, eles foram o conhecendo melhor e acreditando em seu potencial. Na Teiko, contava com o apoio de Akashi, na Seirin já era mais velho. O início da Kiseki no Sedai foi turbulento, porém em algum momento sentiu que haviam criado um laço. Durou pouco. Enquanto se ocupavam com as próprias e egoístas questões, nenhum de seus amigos lembrou dele. Na Seirin encontrou um grupo unido, um verdadeiro time que o acolheu. Nada dura para sempre. Era de se esperar, mas mesmo assim entristeceu Kuroko perceber que a pequena brecha em sua armadura, o máximo de que era capaz, não fora notada por seus novos amigos, nem mesmo por Kagami-kun. Não era por ser tão, tão discreto que o chamavam de fantasma?Sozinho em casa, criou o costume de passar horas olhando no celular os contatos de pessoas com as quais não tinha coragem de conversar. Para falar a verdade, tinha mesmo muita vontade de mandar mensagem a Akashi, uma pessoa muito querida (talvez tivesse alguma fraqueza para ruivos). Porém sabia que ele era ocupado, e não desejava atrapalha-lo ou algo do tipo. A cada esquina, passeando com Nigou, esperava encontrar alguém que lhe perguntasse: está tudo bem? Obviamente, seus amigos não correspondiam sua imaginação. Imaginação essa muito solta, por passar quase que o tempo todo quieto. É melhor não entrar nesse assunto.

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Indo para o colégio, Kuroko notou que, pela primeira vez, as pessoas o percebiam. Não só percebiam, também o encaravam e sussurravam a medida que andava, como se o pobre fantasma da Seirin fosse uma celebridade. Conversando com seus botões, ele murmura: hoje certamente vai chover... Como ninguém veio reclamar diretamente, Kuroko decidiu que o melhor era agir normalmente, sabe-se lá o que, afinal, trazia tanto interesse a adolescentes que nunca nem lhe deram bom dia. 

Seus colegas de time gesticulam nos corredores, especialmente Rikko, mas ele está atrasado e, já que todos parecem o ver, é melhor não arriscar com o professor. Da porta, Kuroko nota que Kagami já chegou. Há algo de errado neste dia, ele pensa ao espalhar o material de inglês pela carteira. Não só sussurram ao seu respeito como Kagami não o atropelou na entrada, igualmente atrasado, e, para piorar, o professor teve uma grave e misteriosa infecção, portanto é aula vaga. 

Por outro lado, Kagami não soa nada perturbado. Assim que ouve ser aula vaga agarra o amigo (como é ruim ser visível) e o arrasta até a janela, onde têm mais privacidade, e onde pode gritar um pouco mais. 

Nervoso, Kagami questiona: — Oe, Kuroko, que merda você tem na cabeça pra vir na escola desse jeito? Você, hein...

Como Tetsuya não é adivinho, nem tem a obrigação de saber nada, ele franze as sobrancelhas: — De que jeito, Kagami-kun? 

— Ora! Quer dizer, vir assim de unha pintada, como se nada fosse, seu merda. 

— Bem, Momoi-san quis testar alguns esmaltes novos, eu fui ajudar. Mas tenho certeza de que Kagami-kun já viu pessoas de unhas coloridas nos EUA (?). 

Para finalizar o dia mais estranho de sua vida, Kuroko encontrou no mercado Aomine e Kise. Percebeu enquanto andavam que os dois se olhavam com tanto carinho por entre as palavras de ódio. Talvez estivessem finalmente namorando, como o amigo sempre sentiu que aconteceria.

Após acharem com alguma dificuldade uma mesa no Maji Burger, Kuroko sentiu que era o momento perfeito para tirar dúvidas. Não sem um pouquinho de vergonha, ele começou: — Escutem vocês dois. Hoje Kagami-kun ficou bem incomodado com minhas unhas. Momoi-san disse que estava bonito... Me digam vocês, Aomine-kun não acha Kise-kun muito atraente de unhas pintadas, e vice-versa? 

— Kurokocchi, o que quer dizer?

— Oe, Tetsu.... — que estranho, pensou. Aomine Daiki embaraçado? Essa é nova. 

— O quê? — Ele retrucou placidamente. — Não esperavam esconder isso de mim, esperavam? 

Como se conseguissem. Kuroko Tetsuya - esse é um cara muito observador. Pena que sua habilidade demonstre falhar quando o assunto é ele mesmo...

Kuroko adora passar tempo com seus amigos, no entanto, havia prometido uma espécie de festa do pijama em sua casa, ele e Kagami. Iriam tentar estudar, depois jogar videogame, comer porcarias. Por isso havia feito compras, e por isso precisava achar um jeito de se despedir dos dois escandalosos e- 

— Ah, — exclamou. — Preciso arrumar o futon do Kagami-kun! Adeus, Kise-kun, Aomine-kun, vejo vocês depois.

E saiu. Ele chega o mais rápido possível em casa. Mesmo assim, lá está Kagami, o olhando em repreensão. 

— Está atrasado,— ele resmunga. — Devia me dar um cópia da chave, se toda vez vai se atrasar. — Completa, corando depois.

Decidem tomar banho e comer antes de estudar, uma forma discreta de procrastinação muito conhecida. Kuroko vai primeiro, enquanto o outro faz a janta, sempre reclamando que é obrigado a cozinhar na casa dos outros. Não que ele fosse permitir a perigosa presença de Kuroko na cozinha. Sua aparente fome não explica o forte rubor que toma conta de seu rosto ao ver o outro numa cena delicada e doméstica, secando os cabelos. Antes que o amigo possa perguntar algo, Kagami corre em direção ao banheiro. Passa tanto tempo lá que Kuroko termina de arrumar a mesa para comerem, os cadernos que vão usar, os futons onde vão dormir e chega mesmo a refletir se deve escolher um filme. Melhor não, pensa, Kagami-kun diz que meu gosto para filmes é péssimo.


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Kagakuro sem enredo. Eles vão à escola, jogam basquete, vão ao Maji Burger, e isso já é enredo o suficiente. É sobre o cotidiano e a convivência dos dois, e sobre como lentamente criam um laço forte e bonito. Sobre os problemas da adolescência, e também alguns que vem antes da hora... Nem tudo é flores, afinal, pois estamos falando de dois idiotas lerdos. 

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Aomine x Kagami x Kuroko - Kuroko Tetsuya tem muita admiração por suas luzes, tão poderosas, reluzentes (olha o pleonasmo), selvagens, fortes, como feras mesmo, tão mais intensos que ele próprio. Ele mesmo, muito desenvolto, sabe que a isso chamamos amor, no entanto, por não crer nem sequer na possibilidade de ser recíproco, guardou para si. Sempre observador,  notou que o “ódio” entre sua antiga luz e sua atual se tornou outra coisa (bem diferente e ao mesmo tempo tão parecida), que a inimizade virava algo muito bonito, e certamente mais saudável, e que um relacionamento competitivo mas amoroso era a meta de muitos e muitas. Sem pedir a opinião de nenhum dos dois outros envolvidos, sem saber, na teia, se retraiu e se afastou. Não lhe passou pela cabeça, apesar da insistência de Momoi, que ele associa a um romantismo compulsivo (que nada mais é senão uma fuga da dura realidade), que algum deles teria qualquer intenção para cima dele mesmo, de tão acostumado a desviar a atenção para os outros. Porém a realidade, aquela mesma à qual Kuroko tenta se manter, é outra. Kagami e Aomine, depois de conversar longamente (mentira, foi só nos intervalos de um jogo, acidental mas acirrado, de basquete na quadra perto do Maji burger) estão dispostos a, os três, se “unirem romanticamente”, caso seja da vontade de Tetsuya. Como o fantasminha não facilita, aquele esquivo, resolvem pelo método mais simplório: conquistá-lo. Ainda sim, este não dá brechas, crendo teimosamente que os amigos são apenas dois idiotas sem vergonha na cara.



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