História Pluméria - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Drama, Incesto, Romance, Tragedia
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Palavras 773
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Anticristo


Partido, era assim que o coração de Hanna estava. Quando o irmão havia demonstrado interesse pela primeira vez, três anos antes, ela havia resistido. Resistido a seus abraços, toques e beijos. Ela temia que fosse mandada de volta ao sistema, temia nunca mais achar uma família que a amasse, temia ser abandonada novamente. Mas Jack insistira, dera atenção a ela em momentos que ela precisava, havia deixado pequenos presentes para Hanna. E ela havia se apaixonado por ele, então quando Jack pediu que passasse a noite com ele, ela foi. A garota havia guardado aquela noite em seu coração desde que ele fora embora. Mas as consequências… a assombrariam para sempre, o que fizera um mês depois daquela noite, aquilo fora a segunda pior coisa que havia feito na vida.

Hanna caminhou até a sala da próxima aula, literatura inglesa. Ela adorava a matéria, sempre estudavam Shakespeare e Jane Austen, naquela semana estava lendo Orgulho e Preconceito.

E ela estava odiando, achava que era impossível que uma mulher tão inteligente como Elizabeth aceitasse se casar com um homem tão orgulhoso e arrogante quanto sr. Darcy. Ele havia acabado de pedir Elizabeth em casamento e Hanna estava prestes a descobrir se ela aceitava ou não. Ela esperava que não.

Assim que entrou na sala 15-B Hanna paralisou, sentada na terceira carteira da janela estava a menina mais linda que ela já havia visto; cachos ruivos emolduravam seu rosto, se destacando contra a pele alva e os olhos eram como duas safiras. Mas não foi apenas a beleza impressionante da garota que deixou Hanna paralisada, foi o fato de que ela estava sentada na carteira de Jéssica Davids. A carteira que estava vazia há semanas, desde que Jessie morreu. Desde aquela noite, a noite em que Hanna havia cometido o maior erro de sua vida.

Ela andou até sua carteira, tentando ignorar os olhares do sr. Karev e o crescente zumbido nos ouvidos. Tentou ignorar os flashes, a lembrança dos gritos e a sensação crescente em seu peito. Hanna estava com a cabeça entre as mãos e os cotovelos sobre a mesa, tentando ficar calma, ela precisava se acalmar.

O sinal bateu, Hanna quase correu ao pegar a mochila para sair da sala. Era hora do almoço e ela pegou, como sempre, uma salada e um suco verde.

- Oi Hanna - Edward sorriu para a garota, ele a beijou, como sempre fazia. Ele beijava bem, Hanna gostava de beijá-lo, só não gostava dele. Hanna já havia beijado muitos caras, estado com muitos caras depois de Jack, mas Jack havia sido especial, havia sido o primeiro ao qual dissera sim e o que havia conseguido fazê-la se sentir melhor. Jack era seu irmão, apesar de tudo, e por isso o amava, Hanna só não sabia se o amor que sentia por ele era fraternal ou não.

Ela suspirou, tentando esquecer o irmão. Naquele lugar ela era Hanna, a maldita vadia do último ano. Não era a garotinha abandonada e traumatizada que os Margarizzi adotaram. Era Hanna Marin Margarizzi, a imponente e implacável vadia. Ela era a rainha da escola, a vadia que reinava naquele lugar. Vadia, era o adjetivo perfeito para descrevê-la, todos sempre a haviam tratado como tal.

Ninguém nunca havia ousado oferecer à ela um pouco de amor ou consideração, seu pai, sua mãe ou Jack. Pena, por toda vida haviam oferecido pena à ela, mas Hanna não queria a pena deles, não queria que eles sentissem muito, ela queria que eles a amassem, queria que eles se importassem o suficiente para tratá-la como um ser um humano e não como um animal acuado.

Hanna estava bem… ficaria bem, estava quebrada a tanto tempo, que em pedaços havia se tornado o seu modus operandi normal. Ela estava quebrada e não havia como consertar, como uma taça de cristal que se parte, não importava quem tentasse, ou o quanto tentasse, ela nunca ficaria inteira novamente, e como uma taça de cristal era idiotice tentar colar os pedaços.

- Oi Ed - ela sorriu para o namorado.

Estava prestes a perguntar como ele estava quando Katie O'Connor entrou no refeitório, roupas duas vezes maior do que ela, cabelo bagunçado e uma esquisitice fora do comum. Hanna suspirou, por que ela tinha que aparecer logo naquele dia? A garota não queria ter que lidar com ela. Não queria ser má, mas precisava. Aquele posto de rainha da escola era tudo o que ela tinha, todo o resto tinha perdido, todo o resto tinha sido tirado dela.

- Vejam só se não é a prole de satã - ela sorriu, um sorriso digno de Malévola. O show finalmente estava começando. - Como vai hoje anticristo?



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