História Pluméria - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Drama, Incesto, Romance, Tragedia
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Palavras 770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - O necessário


O que ela tinha feito? Hanna se levantou da cama e caminhou em direção ao banheiro. O que ela tinha feito? Ainda podia sentir o toque do irmão sobre si, o corpo todo tremia. Lembranças antigas invadiram-lhe a mente, lembranças de momentos que ela queria que nunca houvessem acontecido. Hanna vomitou, sentindo nojo de si mesma. O que ela tinha feito? Como podia ter sido capaz de dormir com ele novamente? Ela não sabia. A mente estava nublada por lembranças de uma vida passada, e ela mal se lembrava de respirar.

Hanna vestiu o roupão branco felpudo - que estava no banheiro - para cobrir sua nudez, enxugou as lágrimas que nem tinha percebido que derramara e voltou para o quarto.

- Você tem que ir - disse para o soldado em sua cama, Jack a encarava preocupado, mas Hanna nem sequer olhava para ele.

- O quê? Não - ele gritou, se levantando da cama - Nós temos que conversar, Hanna. Conversar sobre isso, sobre nós. - ele apontou para Hanna e em seguida para si.

- Quer conversar Jack? - Hanna gritou, os pais tinham saído para jantar e ela não se importava que os vizinhos ouvissem. - Então por que não conversamos sobre o que ouve 3 anos atrás?

- Eu fui para o exército, sabe disso. - ele disse baixo.

- Você foi embora, sem mais nem menos, Jack. Você me abandonou.

- Eu precisei ir - as vozes de ambos eram um coro de gritos.

- Eu estava grávida - Jack ficou em silêncio, o quarto todo ficou em silêncio. Até mesmo as árvores no Jardim pareceram parar de se mover com o vento. - Descobri três semanas depois que você foi embora.

- Mas… E… - ele balbuciou, parecia que tinha levado um tiro.

- Eu tinha 14 anos, Jack. Não podia ter um filho, principalmente o seu filho.

- O que você fez, Hanna? - havia tanta dor nos olhos dele, tanta mágoa e pesar também. Ele parecia uma criança cuja a mãe morreu, os olhos opacos e perdidos. Havia uma súplica, Hanna pode reconhecê-la, como se ele soubesse o que ela tinha feito mas quisesse que ela negasse. Hanna não podia negar.

- Eu fiz um aborto - ela sussurrou, as lágrimas escorrendo pelo rosto.

- Por que não me contou antes de fazer? Por que não me consultou?

- Te consultar? - Hanna se exaltou. Quem ele pensava que era? Que tipo de direito divino pensava que tinha? Tinha sido um erro desde o princípio, o maior erro da vida dela. - Eu estava sozinha, você tinha ido embora para sei lá onde. Tinha dormido comigo e ido embora no dia seguinte. Eu estava grávida, era uma garota no início da adolescência e não podia ter um filho, principalmente um filho do meu irmão. Eu fiz o que tinha que fazer.

- Você não tinha o direito… - ele começou a dizer, mas Hanna o interrompeu.

- Como não? Era o meu corpo, minha vida. - ela fez uma pausa, tentando se acalmar - Sabe o que acontece com garotas adotadas que ficam grávidas? Elas são devolvidas, ninguém quer uma garota gravida em casa. Eu não tenho mais ninguém no mundo, só eles, não podia abrir mão disso.

- Ann

- Não, Jack. Isso foi um erro, um grande erro. - Hanna se sentia desesperada e perdida, ela não fazia a mínima ideia do que estava fazendo com a própria vida. - Eu pensei estar apaixonada por você, mas a realidade é que eu nunca poderei amar. Você tem que ir embora.

- Não, Hanna - ele gritou enquanto agarrava a garota pelos braços. - Eu não vou embora, você e eu vamos conversar, você me deve isso.

- Devo? Eu não te devo nada - ela disse entredentes.

- Sim, você deve. Por que você é uma vadia Hanna. Você matou o meu bebê - ele gritou a 5 centímetros do rosto da garota.

Hanna sentiu medo pela primeira vez naquela noite, temia o que aquele soldado poderia fazer com ela, os braços doíam e ela sabia que ficariam roxos onde ele apertava. Hanna respirou fundo, se negando a mostrar a ele que estava com medo.

- Você é igualzinho a ele. Fica aí nesse seu pedestal de soldado, mas é tão nojento quanto ele. Ainda bem que eu fiz um aborto, a filha de alguém com certeza vai me agradecer no futuro. - Hanna sentiu antes de ver, num segundo estava gritando com Jack e no seguinte estava caída no chão, o rosto ardia.

Um tapa. Ele havia batido nela, depois de tudo ele havia sido capaz de bater nela. A mente de Hanna ficou em branco, ela não conseguia pensar.



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