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História Plymouth Fury - imagine Kim Taehyung - Capítulo 4


Escrita por: , GeniusLab00 e nanas_he


Notas do Autor


🐨— Oi,dengos! @lavxnder aqui para mais um capítulo desta belezura.
Espero que gostem! Boa leitura ❣️

Capítulo 4 - Fazer a diferença.


— Mamãe...

— Eu disse que não! Tenha mais respeito ________ Finch!

E a garota rola os olhos. Concerta os óculos de descanso no rosto e respira fundo.

É uma quarta-feira a tarde,dia de encontrar Kim Taehyung. Finch chegou mais tarde em casa após o período na faculdade,e agora,limpa e arrumada,lia um livro enquanto esperava o horário pelo qual se via ansiosa.

Decidira contar aos pais sobre a ajuda de seu amigo antigo na reconstrução do carro do pai,omitindo a sua participação direta numa corrida clandestina. A idéia desce tranquila na consciência de Thomas Finch,mas Caroline Finch parece ensurdecer durante todas as palavras seguintes, após ouvir sobre o amigo branco.

Carol,seja mais compreensiva. — Thomas diz,voltando a alçar o jornal que recebera pela manhã. Ele o lê devagar sob as lentes retangulares. — Vão apenas concertar o velho Fury.

E importa o que estão indo fazer? — a mulher retruca,deixando de lado o pano de prato que trouxera da cozinha. — Já olhou para nossa filha,Thomas? Olhou para nós? Somos negros! Você ao menos se lembra de como o senhor e a senhora Kim a encaravam quando _______ tinha míseros dez anos? Uma criança,Thomas! O que acha que farão ao saber que seu filho está de conversa com uma negra? 

— Mãe não é sobre os pais do Taehyung! — ela esbraveja, recebendo um olhar duro em resposta.

— Abaixe seu tom, mocinha. — Caroline brada,cruzando os braços.— Está se escutando ________? Vocês não são mais crianças. Tem total ciência de como as coisas funcionam entre nossas classes. Ponha-se no seu lugar!

E aquilo é a gota d'água. O livro que Finch tinha na destra cai sobre o sofá e seus óculos de descanso já não estão mais no rosto. Ela levanta rapidamente e caminha até a porta,para vestir a larga jaqueta jeans .

— Eu estou no meu lugar, mamãe. Mas não vou me rebaixar a ninguém,e muito menos me contentar a mediocridade de ser menos humana pela cor da minha pele. — os olhos ardem, lacrimejando. Finch ofega,e sente a lágrima que rola sobre a bochecha corada. — E me dói muito saber que a senhora se contentará com tão pouco.

— Sou realista.

— És pessimista, mamãe! Não diga que essa é nossa única realidade ou possibilidade de vida,sabemos que não é verdade! Se importe,lute por seus próprios direitos! É por nós, mãe,nossa família,nossa cor.

Caroline Finch observa os nós nos dedos da filha esbranquiçando ao apertar a maçaneta da porta,e se cala. Respira fundo,e dá as costas,se dirigindo a área de serviço.

Antes de atravessar a saída,_______ arqueja,e escuta:

— Não se encontrará com ele.

E bate a porta.

(...)

— Não, cachinhos, repita por favor. — Taehyung suplica, segurando a chave de fenda.

Finch ri,e limpa a poeira das mãos nas laterais da jeans. Atravessa a garagem da casa de Keith e alcança o asiático,pega a ferramenta de sua esquerda e troca pela chave de boca, esboçando um sorrisinho'.

— Não é tão difícil,artista. 

E se afasta,assobiando. Kim lufa uma risada e volta a atenção ao para-choque.

O lugar é preenchido pelo ranger das ferramentas contra a lataria antiga. Mas ______ acreditava,otimista,que debaixo de toda aquela poeira e ferrugem,havia o carro vencedor da final.

Em Montgomery se tornou muito comum entre os negros amantes dos carros,praticar as corridas clandestinas. Não se considerava mais algo fora da lei entre eles,mas caso algum cherife branco e rabugento viesse a este lado da cidade,eles certamente correriam perigo. 

Mas amavam isso. A adrelina lhes corriam as veias e o perigo tornava tudo mais excitante. 

Finch compartilhava desta mesma excitação,debaixo do nariz dos pais. De acordo com sua mãe,ela é uma moça,e corridas clandestinas são passatempos para homens solteiros e pinguços. ______ deveria sim estudar,os tempos eram outros,e Sra. Caroline Finch entendia isso, mas não entendia o amor da filha por velocidade e cheiro de gasolina. Thomas por sua vez, atiça a filha desde muito pequena a seguir seus sonhos.

— Seja você, querida ,papai vai te apoiar acima de tudo. — é o que Finch se recorda de escutar de seu velho pai,que por muita luta,se formou em direito,como a filha faz seguir os passos.

_______ se orgulha da história de superação da família negra que tem,e por mais que não possa ter irmãos,imagina que —caso a mãe tivesse condições.— qualquer outro membro da família se orgulharia também.

— Ei,cachinhos. — a voz de Kim se é escutada. 

Finch sai de sob o automóvel.

— Sim, Taehyung?

— Seus pais ainda abominam a diversão para velhos pinguços? — e joga a franja para o lado. O cabelo de Kim está cortado em mullet,e forma algumas poucas ondas no mar castanho que são seus fios brilhantes e bem cuidados.

_______ ri,e volta para debaixo do carro. Com a destra,gira a Allen e desparafusa mais alguma coisa. O pequeno parafuso emite um som tintilado ao tocar o chão.

Ela diz:

— Sim. Eles não sabem que vou correr.

E Taehyung assente,ciente de que ela não veria de qualquer forma.

— E sabem que está aqui comigo?

— Sabem.

— Mas não gostam?

— Não.

Ela respondeu,meio incerta. No fundo,os dois sabiam que não falavam sobre o os pais de Finch,mas sim sobre Caroline,que nunca deu seu total apoio a amizade dos dois.

______ costumava ouvir da mãe que brancos sempre serão brancos. Não chegue muito perto deles. Os respeite. São gente der classe alta,______, não os olhe assim.

Finch se cansou de tanto escutar da mãe o quão intocáveis aquelas pessoas poderiam ser para si. Odiava aquilo.

Um dia,chegou em casa com uma folha dentro do envelope de papel pardo. Acabara de fazer vinte anos e estava orgulhosa,os olhos cintilando em antecipação.  

Era sua carta de admissão na faculdade de direito. A faculdade onde seu pai estudou.

Thomas chorou de felicidade,e Care deu suas felicitações e parabéns a filha. Medo. Medo pois sabia que lá dentro,Finch não estaria debaixo de sua asa. Medo pois tinha certeza de que os brancos estariam lá numa quantidade grotesca. Medo pois conhecia a filha afiada que tinha.

Durante os últimos dois anos de faculdade da filha,Care nunca deixou de se. orgulhar,mas sempre deixou claro o quanto queria Finch em casa,longe de perigo,estudando sim,mas cuidando de suas tarefas domésticas,aprendendo a ser uma boa futura esposa.

E ______ abominava isso. Abomina até hoje a idéia de se submeter a alguém. Passou a vida inteira de submetendo a regras e chiliques de pessoas brancas. A faculdade era seu passe livre para a liberdade de ser.

— Fazer a diferença, mamãe.— ela costumava dizer. — Estudo para que um dia, pessoas negras tenham seus direitos sem precisar de um diploma ou pilhas de dinheiro. Eu luto para que um dia,garotas como eu não se sintam mal em usar calças jeans ou participar de corridas. 

Todo dia,ela continuava,todo dia eu luto. E vou continuar lutando. Para fazer a diferença, mamãe,vale a pena.









Notas Finais


🐝— Espero meeesmo que tenham gostado! Muito obrigada por vir até aqui


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