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História Pó de chifre de unicórnio. - Capítulo 23


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Capítulo 23 - Sala precisa...



"Noite, deliciosa noite!

Somente temo que, por ser de noite,

Não passe tudo isto de um delicioso sonho."

William Shakespeare, Romeu e Julieta


Caminhou pelo corredor escuro de mãos dadas com ela... tremiam-lhe as pernas e o coração. Mas, embora por sua mente corressem mil pensamentos atropeladamente, tentava concentrar-se em um apenas: chegar ao sétimo andar a salvo e sem ser vistos. Voltou-se para a garota que, em silêncio, o seguia pelo corredor... e ela sorriu-lhe com ternura.


Harry também sorriu sem poder crer no que estava ocorrendo. Por um momento, pensou estar sonhando, que isso que acabava de acontecer não havia sido real... por isso quis assegurar-se que Hermione realmente vinha junto dele, que tudo aquilo não fora apenas uma ilusão...


Bom, embora de certo modo o era... mas uma ilusão feita realidade... Lutar com e por ela, fora tão utópico para que acreditasse que em meio a uma maldição ela o escutaria e responderia a um beijo como o fez... havia rendido seus frutos. E de que maneira!


Harry fracassara estrepitosamente ao levar ao cabo seu plano original de ignorar a garota, para que ela pensasse que ele já não sentia amor nem nada. Havia sucumbido à tentação de falar com ela, de tentar fazê-la entrar em razão... impaciente para que ela compreendesse, como ele o fez em seu momento, que algo maligno interferia em seus sentimentos.


E nem sequer o havia feito por ele... sabendo que a poção já estava em processo de ser elaborada, bem podia ter sentado comodamente a esperar. Mas esta noite vira-a tão triste, completamente desfeita e ciumenta de seu carinho, que teve a imperiosa necessidade de aproximar-se dela e demonstrar-lhe de alguma forma que nem tudo estava perdido... assegura-la de que ele, Harry, a amava e desejava somente a ela e a ninguém mais.


E a realidade era que Hermione parecia ter-lhe acreditado... ademais, em meio a tudo, e sem propô-lo, acabaram fazendo amor... de modo desesperado e feroz. E como poderia ter sido de outra forma? Se já tinham quase dois meses sem tocar-se...


Essa era uma verdade que ainda não podia assimilar. Estava gratamente surpreso: eram muitas as coisas que haviam se saído bem ao mesmo tempo... ela acreditou nele, ela o aceitou, ela disse-lhe "te amo" pela primeira vez... e havia se deixado levar por seu desejo ao ponto de entregar-se a Harry ali, no meio das escadas da Torre de Grifinória, sem importar-lhe nada mais.


Assim havia sido. E as câimbras que sentia em suas pernas, por ter carregado a garota durante aqueles minutos, o confirmavam.


Ao sentir o frescor da suave brisa noturna que penetrava pelas janelas sem vidro, enquanto caminhavam pelo castelo, Harry percebeu que ambos se arriscavam demasiado a ser descobertos por Filch ou pela Madame Norris, em seu trajeto. De imediato, arrependeu-se de não ter pego a Capa de Invisibilidade ou o Mapa do Maroto, para valer-se deles, e apressou o passo rogando para que ninguém os visse.


Já no sétimo andar deteve-se num canto e, oculto na penumbra, olhou para o outro lado a fim de certificar-se de que não houvesse ninguém. Andaram um pouco mais e chegaram... Harry soltou-a da mão, confiando em que ela não se arrependesse e escapasse correndo. Aliviado, observou que ela permanecia quieta, esperando, e ele caminhou três vezes frente à parede desnuda pensando... pedindo... rogando.


Preciso de um lugar para passar a noite com ela... Peço um esconderijo para fazer amor com ela... É necessário, para mim, ama-la a noite de hoje...


Satisfeito, viu a brilhante porta de madeira diante de seus olhos. Sentiu que sua emoção estava a ponto de transbordar... teve vontade de gritar, de pular alto... de chorar de felicidade. Mas apenas regressou junto à sua garota e voltou a toma-la pela mão.


- Vem. – disse-lhe em silêncio.


Abriu a porta e ela entrou, seguida dele. Antes de fechar, Harry sentia-se tão feliz que até o horrível tapete da parede de frente lhe pareceu bonito essa noite... com o montão de trasgos adormecidos um sobre o outro e roncando à perna solta, enquanto Barnabás, o Louco, olhava para Harry, sorrindo com malícia.


- Mexeriqueiro. - disse-lhe Harry alegremente.


Estremecendo com força, o garoto olhou assombrado o quão pequena que era, nesse momento, a Sala Precisa. Apenas um quarto... de teto baixo e paredes de pedra, não mais amplo que seu próprio dormitório. E isso o surpreendeu, já que esse lugar sempre apresentava um tamanho imponente quando o usavam para as aulas de Defesa. Bom, suponho que tem um tamanho para cada necessidade, pensou um pouco encabulado.


Iluminado por um par de archotes e umas quantas velas, o lugar era bastante acolhedor. Estava atapetado, cheio de fofas almofadas que descansavam espalhadas pelo chão e, coroando o quarto e encostada em uma das paredes, uma enorme e formosa cama... com lençóis brancos e coberta por um níveo dossel.


Harry estremeceu, totalmente envergonhado... de repente, isso pareceu-lhe bastante irreal. Arrependeu-se de estar ali, e temeu que Hermione fosse acreditar que ele apenas a estava utilizando. Voltou-se para vê-la com lentidão, esperando vê-la chateada ou algo assim, mas descobriu-a sorrindo e com um gesto de incredulidade na cara.


- Harry... – disse-lhe num sussurro. - Que lindo.


O garoto assentiu não muito convencido... não porque não lhe parecesse lindo, mas sim porque não estava seguro de que isso fosse o correto. Não entendia porque se sentia assim. Há uns momentos teria jurado que estava louco para fazer amor com ela toda a noite... porém, de repente, essa necessidade havia passado longe chegando em seu lugar um sentimento de sensatez e temor. Além do mais, acabava de prometer a McGonagall que "se portaria bem" desse dia em diante...


Sentiu que um suor frio percorria-lhe a testa e as costas... ficou completamente bloqueado. Não era a mesma coisa deixar-se levar pelo desejo em um momento de paixão, onde não importava nada, nem sequer o lugar... a estar assim, por vontade, num belo lugar que se prestava para passar uma noite de amor. Sua timidez voltou com renovados brios, de onde quer que houvesse ido.


Engoliu em seco e ficou petrificado em seu lugar... Hermione caminhou devagar para a cama sem olha-lo, e sentou-se. Pela maneira como afundou nela, parecia bastante macia e cômoda. Harry deixou escapar um gemido de angústia que apenas ele escutou... e agora, o que faria?


A garota olhou-o como que esperando... e sorriu estranhada.


- O que se passa, Harry? - perguntou-lhe ainda sorrindo. - De repente, você se pôs tão branco como estes lençóis... se sente mal?


Harry, nervoso, negou com a cabeça e aproximou-se dela. Ele a havia convidado a ir ali, correndo o risco de que alguém os houvesse pego... agora não podia voltar atrás. Conforme livrou a distância que o separava da cama e de Hermione, o garoto foi se armando de coragem.


Tentou não pensar em nada, decidiu simplesmente colocar-se a seu lado... conversar um momento... e aguardar para ver o que acontecia.


Sentou-se junto à ela e não pode evitar exalar um suspiro ao vê-la sorrindo-lhe... via-se tão bonita com seu cabelo mais despenteado do que o habitual e seus olhos marrons brilhando à luz dos archotes. Hermione não deixava de olha-lo... suas bochechas ruborizaram-se intensamente e Harry pensou compreender o que estaria passando pela mente da garota. Ele voltou a engolir em seco.


- Então... – disse-lhe lentamente – Agora acredita em mim?


Hermione pareceu decepcionar-se um pouco. Franziu o entre cenho e perguntou-lhe confusa:


- Em quê?


- Na maldição... sobre você. Igual como se passou comigo. Bom... não igual, porque no seu caso a obriga à outras coisas diferentes... – falava com rapidez, buscando, na conversa, uma forma de ganhar tempo. – Agora veja, comigo era a coisa da "luxúria", não é? Em você é outra situação... você deve me odiar e tentar fazer todo o...


Harry foi baixando a voz até converte-la em um sussurro porque Hermione, que não parecia prestar-lhe atenção, havia retirado as pantufas e estava se recostando na cômoda cama. Suspirou, satisfeita, e pediu-lhe:


- Vem, Harry...


Ele ergueu as sobrancelhas, angustiado...


- De verdade não quer saber...? – disse, num fio de voz.


- Talvez, amanhã... realmente agora não quero pensar nisso. É verdadeiramente... perturbador. Neste momento... desejo outras coisas.


Harry mordeu-se o lábio inferior, indeciso, gesto que ela notou. Sentou-se de golpe na cama aparentemente incomodada.


- A menos que você não queira, claro. – disse, em clara censura.


Harry espantou-se horrivelmente. O último que desejava nesse momento era que ela se enfurecesse com ele... Se acabava de recupera-la apenas há uma hora!


- Não! Hermione, não é isso... – exclamou prontamente e ela fitou-o esperando uma explicação. – Eu... o que ocorre é que aconteceram tantas coisas... estou apenas um pouco nervoso, nada mais.


Assustado, notou que ela seguida irritada... Harry fechou os olhos um momento, para pensar em algo... estava a ponto de arruinar tudo, o que lhe passava? Abriu-os de golpe e disse-lhe:


- É que você está tão bela... só posso pensar no muito que gosto de você... no quão exageradamente a desejo... e no enorme que é meu amor por você.


Conseguiu. Hermione esboçou esse sorriso que deixava Harry louquinho... um sorriso torto, como se não soubesse o que fazer com seus lábios.


- Sim... – disse ela, assentindo com a cabeça. – Me parece que acredito em você.


Os dois se riram. Menos mau, pensou Harry, que pode respirar mais tranqüilo.


Hermione firmou-se sobre a cama e aproximou-se de Harry sem dizer nada. Com o olhar refulgente de desejo, tirou-lhe os óculos serenamente e deixou-os cair de um lado, sobre o tapete. De repente, Harry notou o silencioso que era o lugar... escutava apenas o crepitar dos archotes, a respiração de ambos e o bater acelerado de seu coração.


Desgostava-lhe um pouco não ter os óculos colocados, já que não podia observar Hermione com nitidez... mas havia maneiras de compensar isso. Ela, ainda de joelhos na cama, tomou o rosto de Harry entre suas pequenas mãos e beijou-o... lenta e apaixonadamente. Deslizou suas mãos penteando o rebelde cabelo do garoto com elas, desencadeando descargas elétricas que percorriam suas costas desde a nuca.


Harry gemeu, comprazido, pela audaz iniciativa da garota... Hermione mordiscava e sugava seus lábios de uma forma tão excitante, que não demorou em esquecer-se de seu incipiente retraimento e recordar o assunto que os havia levado a esse lugar...


Ela percorreu, com seu dedo médio, o trajeto em forma de raio da cicatriz que ele tinha na testa... lentamente, de um lado a outro e de volta.


Harry mexeu-se um pouco, mas não despertou. Apenas aninhou-se a seu lado, sem afrouxar nem um pouquinho o apertado abraço da qual a fazia objeto. O coração da garota deu um doloroso aperto, ao imaginar o momento exato em que Harry havia obtido essa marca...


As lágrimas encheram seus olhos ao inundar-se seu coração de uma ternura inusitada. Em sua mente quase pode ver Harry quando tinha um ano de idade... pequeno, belo, indefeso... como pode Voldemort tentar mata-lo sendo um bebê?


Mas não o havia conseguido. Pelo que o garoto lhes havia contado, foi o sacrifício de sua mãe que o salvou.


Graças a isso, agora ela o tinha a seu lado... rendido depois de fazer-lhe amor uma e outra vez. Estava já para amanhecer, Hermione dava-se conta da hora marcada no relógio de pulseira de Harry, que emitia seu leve tic-tac em meio ao silêncio do quarto.


Seus olhos castanhos detiveram-se no dorso da mão que descansava sobre sua cintura... Justo nessa outra cicatriz, que malignamente brilhava sob a tênue luz dos archotes... "Não devo dizer mentiras".


Infame harpia, velha ardilosa e cruel... oxalá tenha seu merecido castigo algum dia, pensou a garota, furiosa, recordando Umbridge. Deslizou seus dedos solícitos sobre a mão dele, como que querendo apagar a dor que aqueles castigos haviam-no causado... por que tanta gente se empenhava em fazer a vida de Harry impossível? Se era o melhor garoto que ela jamais houvera conhecido... o mais doce, apesar de tudo o que havia sofrido. O mais generoso...


Totalmente entregue ao amor que sentia por ela, não guardava rancor pelo dano que ela lhe fizera. Ela nem sequer teve que pedir-lhe perdão... embora, talvez, não fosse má idéia faze-lo de todo modo, já que Hermione ainda sentia pontadas de remorso ao saber que ele não a havia enganado com Gina.


Como pode estar tão segura?, disse-lhe, de imediato, uma voz gélida desde seu interior... Ele não deu a você nenhuma prova, por que lhe acredita?


Enfureceu-se consigo mesma só de pensar isso. Creio nele porque é bom! Porque nunca mentiu para mim, em todos os anos que o conheço!... E porque o amo mais que a minha vida!... quase gritou para si mesma.


Como pode ama-lo depois do que a fez sofrer e esperar tantos anos?... Ele não a merece.


Hermione fechou os olhos, espantada... Não entendia porque parecia ter outra garota totalmente diferente dela vivendo em sua alma. Nesse momento, quis acreditar de verdade nas palavras de Harry, quando dizia-lhe que ela estava sob a maldição também.


Recostou sua cabeça junto a do garoto e, assustada como menina pequena, apertou seu corpo contra o dele, buscando alívio para resistir a esses gélidos e possessivos pensamentos que invadiam sua mente.


O rapaz acordou pela metade e, sem abrir os olhos, esboçou um sorriso enquanto prendia Hermione entre seus braços e pernas. Suspirou sonoramente e, ao que pareceu, voltou a cair adormecido.


Uma lágrima molhou a almofada ao lado da garota, ao mesmo tempo em que ela sorria sem poder evita-lo, já que alcançava sentir junto a uma de suas pernas a intimidade de Harry pôr-se rija pouco a pouco.


Não entendia porque se sentia assim... tão ambivalente. Em instantes, acreditava não merecer o amor de Harry, e imediatamente uma cruel voz dizia-lhe que era todo o contrário... Como poderia livrar-se dela? Harry havia mencionado que ela teria que tomar a poção também.


De repente, a voz recordou-lhe um detalhe do qual havia se esquecido: Além do mais, existe a carta que ele lhe enviou... Acaso já o perdoou? Vai se negar a reconhecer que nela, ele zombava de você e que disse que a queria para passar um tempo... somente?


A carta! Abriu os olhos de novo, enquanto seu coração se acelerava, batendo com fúria... esteve a ponto de colocar-se de pé e sair dali, depois de gritar umas quantas coisas a Harry... mas algo a deteve.


Era a maravilhosa e indescritível sensação de estar nua junto a ele, sob os lençóis... sentir o roce total do corpo dele contra o seu, sem nenhuma barreira que se interpusesse entre os dois.


Hermione, contrariamente ao que o impulso lhe mandava, aproximou-se o máximo possível dele, ao tempo em que suspirava... Essa carta deve ter alguma explicação, se disse firmemente. Em breve, perguntaria a ele pela manhã.


Sorridente, tentou não se deixar dominar pelo cansaço e o sono, já que faltava pouco para que chegasse o momento de ter que sair dali. Feliz, reviveu as últimas horas vividas... era a segunda noite que passava completa ao lado dele, a primeira fora aquela na enfermaria... sua primeira vez juntos.


Tentou convencer-se a si mesma que seria sempre assim... tentou crer que tinham toda a vida pela frente para passar muitas noites como essa.


Mas a sombra do destino marcado de Harry pesava sobre ela todo o tempo. Sabia, com certeza, que o jovem teria que enfrentar cedo ou tarde o malvado que havia assassinado seus pais... e pudesse ser que não saísse a salvo disso.


Hermione teve um medo atroz... o medo que sentia sempre que Harry estava em perigo e ela não podia ajuda-lo. Não podia imaginar sua vida se ocorresse algo a ele... simplesmente, não podia. Aferrou-se tão forte a seu companheiro que, sem quere-lo, cravou suas unhas em suas costas.


- Ai! – queixou-se o garoto, surpreendido. Ela o sentiu levantar a cabeça, mas não se atreveu a olha-lo... tinha o pranto a ponto de brotar de seus olhos e não quis que se desse conta.


- Fiquei adormecido, Hermione? – perguntou-lhe, envergonhado. – Deus! Sinto muito, esse não era meu plano... – ergueu sua mão e ela soube que olhava a hora em seu relógio. E, então, disse-lhe sedutor: - Mas creio que ainda nos resta um pouco de tempo... quer aproveita-lo?


Hermione não pode evitar soltar um risinho incrédulo... Realmente este garoto era fenomenal, depois de toda a noite ainda tinha vontade de continuar.


Harry usou a mão do braço que tinha debaixo dela para acariciar seu cabelo com ternura, enquanto que com a outra erguia-lhe o rosto, tomando-a pelo queixo. Talvez fosse pela escassa luz, ou porque o garoto estava meio adormecido e não levava seus óculos, mas não pareceu perceber que ela estava chorando.


Com delicadeza, beijou-lhe a testa e a ponta de seu arrebitado nariz... Hermione fechou seus olhos, fascinada com a ternura que o rapaz lhe prodigalizava.


- É tão maravilhoso estar assim, com você. – sussurrou ele - Me pareceu que eu sonhava...


Harry pousou sua boca na dela, umedecendo seus lábios, que haviam ficado secos da angústia vivida nos últimos momentos... introduziu sua língua lentamente em busca de tudo... com ela acariciou-lhe a sua própria, provocando-lhe uma súbita sacudida de calor.


- Hmmmm... – gemeu ela, excitada pelo lento e compassado beijo. Sentiu umidade desprender-se de seu ventre, ao tempo que uma cosquinha incitando-lhe que apertasse suas pernas uma contra a outra, buscando dar fim à tortura do desejo.


Harry desapegou seus lábios dos dela por um momento, já que a reação de Hermione provocou-lhe um sorriso. Desceu a mão que tinha no queixo dela até os quadris da garota, puxando-a suavemente para ele. Ela pode sentir em seu ventre a rigidez de Harry que, como ela, estava nesse instante mais que pronto para entregar-se.


O garoto voltou à carga com seu beijo, o qual manejava lânguido e pausado, como se soubesse, com certeza, que assim deixava-a desesperada por ele. Hermione não sabia o que a exasperava mais: se o incandescente beijo ou as carícias que Harry estava lhe fazendo atrás de seus quadris.


- Alguma vez mencionei que você tem um traseiro muito bonito? – murmurou-lhe Harry, arrancando uma melodiosa gargalhada da garota. – Falo sério! Você o esconde muito bem, sob essa horrível saia do uniforme...


- Cale-se, Harry. – disse ela, divertida. – Não diga tolices.


Rindo, o garoto separou um pouco os lábios dos dela, ao tempo em que a olhava com profundidade. Deixou de rir e seu semblante pôs-se tão sério, que ela se surpreendeu.


- É de verdade... – disse-lhe, com voz grave. – Você é a garota mais bela que conheço... a mais sexy, a mais inteligente... a mais boa. Como não haveria de ama-la? Teria que estar mais cedo do que em verdade estou.


Hermione riu com vontade ante um fingidamente desconcertado Harry.


- Não zombe, menina cruel... senão, vai lamentar... – exclamou, sorrindo.


- Ah, é? – provocou-lhe ela. – E como pensa se vingar?


O jovem ergueu uma sobrancelha, e Hermione se arrependeu de ter perguntado ao ver seus olhos brilharem malévolos.


Sem dizer mais, Harry deslizou a mão dos quadris dela para cima, com lentidão... abaixou seu rosto sobre a cabeça dela, deixando sua boca sobre uma orelha de Hermione. Ela sentiu seu cálido alento, enquanto lhe sussurrava:


- Vou fazer com que me peça perdão de joelhos... vou fazer com que me suplique que a faça minha...


Hermione quis levantar seu rosto para ver Harry nos olhos, mas a mão que ele tinha sob sua cabeça impediu. O único que via era o côncavo do pescoço dele e parte da almofada.


- Sem ver... você apenas sentirá. – murmurou-lhe, apaixonado.


Efetivamente, ela sentiu a outra mão dele acariciar a coxa que tinha sobre, já que estava deitada de lado... deslizava-a com cadência para cima e para baixo, de seu quadril ao seu joelho, e em seguida de volta. Sentiu que a conduzia para sua nádega, enquanto a puxava para ele. Traçou círculos em sua pele, fazendo com que ela se sentisse arder... Hermione ofegou de prazer.


Crispou seus punhos, que nesse momento tinha em frente ao peito do garoto. Era como se todos seus nervos houvessem se trasladado para essa única parte de seu corpo, onde Harry brincava, indolente, com sua mão.


Levando-a mais além, acariciou-lhe o ventre e abdômen. Ela ansiou que a tocasse mais acima... e, como se houvesse escutado seus pensamento, ele o fez. Encheu o vazio de sua mão com um dos seios de Hermione, brindando-lhe uma massagem suave e compassada, enquanto friccionava seu mamilo, firme, contra sua palma.


De repente, ele retirou a mão e, sem ver, Hermione pode dar-se conta de que Harry introduzia alguns dedos em sua boca... quase perdeu a cordura quando os sentiu de novo sobre seu mamilo, úmidos e frios pelo efeito da saliva dele.


Gemeu totalmente estimulada... era alucinante. Harry, que respirava pesadamente, tomava de assalto seu endurecido mamilo com os dedos, oprimindo-o... subjugando-o... fazendo-o seu.


Hermione levou, sem pensar, seus punhos para baixo, para seu ventre... sentia um vazio úmido que, desesperada, urgia ser preenchido... necessitava de Harry dentro dela, já.


- Harry... – gemeu, quase sem fôlego - Pare agora... não suporto mais.


Para seu assombro, o garoto riu levemente...


- Eu disse a você que a faria suplicar... – replicou-lhe, com voz totalmente rouca pela paixão. - ... E você ainda não viu nada.


Ele abandonou seu mamilo, para empurra-la pelo ombro, com docilidade, para a cama, de modo que ela ficou completamente deitada de barriga para cima. Com a mão, percorreu o caminho desde o ombro até seu ventre... lentamente, passando por seu braço, onde provocou que a pele se eriçasse... em seguida, por sua cintura, para chegar, por fim, à borda de sua intimidade.


Hermione suspirou com força, desejando que Harry pusesse fim à sua tortura... mas ele apenas pousou seus dedos entre as pernas da garota, sem tocar mais além.


Ela viu como Harry abaixava sua cabeça até ela, mas, surpresa, observou-o passar sua boca por longe e dirigir-se para seus seios, tirando sua língua e lambendo-os calmamente... induzindo uma cosquinha neles quase insuportável. Demente... irreal.


Ela gemeu embargada de prazer... retorceu-se, desesperada, para concluir... suplicou pelo fim... Mas o garoto a desprezou, disposto a cumprir sua ameaça de enlouquecê-la.


Apenas deslizava sua língua, lenta e inexoravelmente, por seus mamilos... primeiro um e depois o outro. Torturante e implacável.


Hermione segurou-o pela cabeça, com a mão que não tinha sob o corpo dele... na esperança de detê-lo e que, por fim, pudesse consumar sua tarefa, mas ele a interceptou com a mão que até esse momento estivera entre suas pernas, já que a outra ainda seguia sob a cabeça de Hermione.


Tomou-a fortemente pelo pulso e empurrou-a para cima... mais adiante, agarrou-a com a outra mão, deixando a garota totalmente desprotegida.


- Está bem! – disse ela, sorrindo indulgentemente. – Você ganha!... Termine agora, por favor...


Harry riu baixinho e balbuciou-lhe com ardor, sem separar a língua dos seios dela:


- Não...


- Harry...! – suplicou ela, mas se interrompeu ao sentir a mão que ele tinha livre dirigir-se para o meio de suas pernas, outra vez. Com languidez, pousou-a entre suas coxas e abriu-as... ela concordou faze-lo de boa vontade, sem poder reprimir um gemido de gozo pelo que a aguardava.


Sentiu seus dedos frios entrarem nela... deslizando com facilidade, devido a abundante umidade. Não pode reprimir um forte suspiro de prazer... Harry prosseguiu empenhado, lambendo seus seios com delicadeza, enquanto acariciava a terna intimidade dela com seus dedos.


Hermione arqueou-se, sem poder evita-lo. Gemeu com desespero... mas o garoto não parecia disposto a parar.


- Harry... – clamava ela, entre suspiros. – Está bem... por favor...


O garoto deixou seus mamilos para erguer seu rosto para ela. Estava enrubescido pela paixão e seus olhos verdes brilhavam como nunca. Mas parecia muito divertido pela situação.


- Você dizia? – perguntou-lhe, sorrindo.


- Você ganha... eu suplico que me faça sua... por favor.


- Diga que me ama... que não me deixará jamais... – exigiu ele.


- Te amo, Harry Potter! E não o deixarei jamais... eu juro... satisfeito?


Harry riu enternecido... libertou-a do tormento de seus dedos e, com suavidade, deslizou-se sobre ela, ao tempo em que a tomava pelos pulsos com ambas as mãos, fazendo com que erguesse os dois braços sobre a almofada.


Hermione fechou os olhos, extasiada, ao sentir o peso do corpo de Harry sobre ela... o peito dele sobre o seu, onde as sensações estavam multiplicadas por mil, por ele ter deixado seus mamilos completamente umedecidos e super sensíveis. Escutou o garoto gemer ao friccionar sua pele contra a dela...


Acomodou suas fortes pernas entre as dela, ao tempo em que as abria e empurrava um pouco, fazendo com que ela elevasse os joelhos... sem soltar os pulsos à altura de sua cabeça, e com o rosto submerso no pescoço dela, Harry penetrou em seu corpo... com tanta suavidade, que Hermione acreditou morrer de impaciência.


Por um momento, ele ficou imóvel, como que saboreando o instante... Hermione ofegou, excitada, tentando libertar seus pulsos para poder acariciar o corpo de Harry, mas este não lhe permitiu... estava cobrando-lhe com acréscimos.


A garota arqueou seu corpo desesperada, erguendo seu quadril e fazendo com que o garoto se alojasse mais profundamente nela... gemeu com força. Provavelmente, Harry decidira que ela tivera o suficiente... ou talvez ele mesmo não suportou mais, porque começou a mover-se sobre ele gradualmente... entrando e saindo.


Ergueu seu rosto, aproximando sua boca da de Hermione, porém sem beija-la... ela sentia seu cálido alento chocar contra seus lábios, já que o garoto ofegava apaixonado. Hermione sentia-se morrer cada vez que Harry saia dela, mas parecia reviver ao senti-lo entrar de novo com mais força.


- Te amo... – sussurrou ele.


- Eu também... – respondeu ela.


Sua tortura e prazer durou uns minutos mais... Harry e ela pareceram chegar ao fim de uma só vez, pois sua mente perdeu-se numa explosão de libertador êxtase, ao tempo em que o seu garoto arremetia-se uma última vez, para depois ficar quieto enquanto sentia seu corpo estremecer...


Harry permaneceu sobre ela e dentro dela por uns momentos... ambos sabiam que a noite chegava a seu fim, e era duro separar-se depois de ter-se reencontrado assim. Mas não seria a última vez, ou ao menos, era o que ela queria crer.


Hermione caminhava, preocupada, de um lado a outra da Sala Precisa... sentia que Harry estava demorando demasiado.


O garoto fora à Torre de Grifinória para buscar sua Capa de Invisibilidade para ela, pois, à diferença dele, que estivera vestido com seu uniforme, Hermione só vestia seu pijama. E não podia arriscar-se a perambular assim pelos corredores a essa hora... já saíra o sol e não tardariam em transitar alunos e professores por todos os lados no castelo.


Extremamente nervosa, rogava para que tudo saísse bem e Harry chegasse a tempo. Necessitava regressar a seu quarto para dar-se um banho e arrumar-se para assistir a aula.


Bufou, assustada, ao dar-se conta de que a túnica de Harry estava jogada a um lado da cama... ele havia se esquecido de pô-la. Hermione aproximou-se dela e levantou-a, arrumando-a com esmero, um pouco no intento de tirar-lhe o amassado, já que o garoto precisaria dela nessa manhã. Sacudiu-a e, surpresa, observou uma garrafinha pequena cair a seus pés.


De imediato soube o que era... sentindo que o sangue abandonava-lhe o rosto e depositava-se completo em seus pés, abaixou-se para ergue-la com chateação. Pegou-a com sua mão direita... recompôs-se com lentidão e olhou-a à contraluz. Estava vazia.


Subitamente, sentiu que o rosto lhe ardia de indignação... Aparentemente, Harry havia usado uma poção de amor... e roubado dela, por cima de todo.


Tremendo de fúria, achou dar-se conta do porquê de seus sentimentos terem mudado de um momento a outro, tão somente com um beijo de Harry... Claro! O assunto da maldição era mentira... e ela havia acreditado nele cegamente.


Me enfeitiçou... e me usou... pensava com infinita dor.


Duas lágrimas veementes sulcaram-lhe com velocidade as bochechas... não entendia nada. Ou, melhor dizendo, agora compreendia tudo. Harry, em algum momento, deu-lhe a poção... ocorreu à ela que ele pode ter umedecido os lábios com a poção, por isso ao beija-la suas emoções mudaram tão drasticamente... por isso sentiu renascer nela o amor que outrora lhe professava, de modo igual ao desejo e à paixão.


Apertando a garrafinha com força com seu punho direito, e carregando a túnica dele (sem aperceber-se disso) no braço esquerdo, deu meia volta, furiosa, decidida a odiar Harry Potter com mais ímpeto que nunca...


Vê? Não disse a você que ele não era digno de confiança?, sussurrou-lhe a gelada voz de seu interior. Eu sei... Agora sei!


Ouviu passos e ruídos fora da porta e, crendo que seria Harry que voltava, adiantou-se a abrir a porta para poder jogar-lhe a garrafa na cara e para que ele se inteirasse de que ela sabia tudo.


Abriu a pequena porta de golpe e quedou-se gelada. Aterrorizada, esfregou os olhos cheios de lágrimas, ao dar-se conta de que quem estava do outro lado do umbral, não era Harry.


- Vá... que surpresinha. - disse Draco, arrastando a voz, e o qual, estupefato, lançava um olhar de soslaio para o quarto. - A sangue suja... e chorando... - riu-se, mordaz, ao tempo em que lhe perguntava: - Então, Potter não é capaz nem de dar a você uma boa noite?





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