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História Pode Guardar um Segredo? - Imagine Midoriya Izuku - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Prologue.


Prologue - Rumores.

Ela sentia suas bochechas serem cutucadas pelo dedos pequenos e rechonchudos, a voz sussurrava baixinho em seu ouvido com seu timbre animado e infantil. A jovem apenas soltou um murmuro antes de se afundar ainda mais sobre as grossas cobertas durante aquele dia de inverno, causando uma pequena exclamação acompanhando de um par de bochechas avermelhas e infladas.

— Mamãe, acorda! -a voz ressoava levemente emburrada enquanto os pequenos bracinhos empurrava o ombro direito da mesma- Mamãe vamos nos atrasar -exclamou manhosa, os braços da mais velha apenas rodearam o pequeno corpo, jogando rapidamente a criança sobre o colchão macio enquanto grudava ambas as bochechas.

As baixas risadas se tornaram altas ao sentir os dedos de seus laços materno sobre sua barriga, fazendo cócega nos lugares sensíveis do menino. Uma risada escapou dos lábios vermelhos naturais da adolescente enquanto deixava um beijo casto sobre a bochecha do menino.

— Vamos dormir mais um pouquinho, Link -a voz aveludada rouca pelo sono soou tentadora, os olhos se semicerrando enquanto os fios longos caiam sobre a face amassada. Um pequeno bico se formou nos lábios do menino que negou rapidamente com a cabeça.

— Não, mamãe eu quero ir no parquinho! -exclamou o menino animadamente, a sobrancelha fina da jovem se arqueou enquanto um sorriso desenhava-se em sus lábios.

— Link, você tem que ir para escola hoje -o sorriso  provocador continuava em seus lábios  ao ver os olhos verdes do menino se arregalarem lentamente, antes de se encolher em seu corpo e fingir estar dormindo. Soltou uma baixa risada enquanto deslizava seus dedos sobre os fios escuros- Agora é você que está sendo preguiçoso.

— Mas mamãe...eu quero ir no parquinho -os olhos verdes se abriram lentamente, o bico que se formava nos lábios do menino era adoravél enquanto a jovem brincava com os fios escuros do menino- Ir para escola é chato, os professores me dão sono -resmungou afundando seu rosto sobre o pescoço da jovem.

— Isso não é desculpa, meus professores também são chatos -brincou a jovem enquanto levantava da cama em um pulo, com a criança em seus braços, um resmungo manhoso e birrento escapou dos lábios do menino enquanto a jovem caminhava em direção da cozinha do pequeno apartamento- Que tal você ir com aquela sua fantasia do All Might?

- Eu posso? -os olhos verdes brilhavam, porem ao ver a mesma confirmar com a cabeça- Eu vou! Eu quero usar a fantasia do All Might! -uma risada escapou da jovem enquanto o menino se movimentava agitadamente sobre seu colo até que finalmente foi colocado no chão.

Os dedos deslizaram sobre os fios escuros antes do pequeno menino correr rapidamente em direção do quarto que ambos dividiam. Uma risada escapou pelos lábios vermelhos antes de continuar seu caminho em direção da cozinha, seus olhos deslizaram sobre o cômodo enquanto se aproximava do balcão, não se preocupando com a hora. Afinal sabia que Link sempre acostumava a acordar cedo, especialmente quando desejava ir no parquinho.

Mas isso não evitou que seus olhos se revirassem preguiçosamente ao ver que o relógio marcava as 6 da manhã. O cheiro se formava lentamente sobre a casa, o aroma era doce demais para ser um café da manhã saudável, os olhos da jovem deslizava sobre a receita que seguia enquanto suas mãos terminavam a massas das panquecas. Sua atenção apenas se desviou quando sentiu sua perna ser agarrada e uma risada infantil ressoar por seus ouvidos.

— Ora quem é você? -Perguntou vendo o menino fantasia com a fantasia de seu heroi favorito, o capuz escondia os fios escuros enquanto escutava baixas risadas escapar do rosto afundado em sua cintura- Não me diga...É você All Might? -fingiu surpresa e escutou a baixa risada do menino o mesmo negou com a cabeça.

— Sou eu, Link -levantando a cabeça, os olhos verdes brilhavam de animação- Não está me reconhecendo mamãe? -perguntou confuso e olhou a própria fantasia, a jovem apenas sorriu antes de pegar o menino no colo e deixar um beijo sobre a bochecha do mesmo, uma risada escapou dos lábios do menor enquanto limpava a baba- Eca, mamãe.

— Então é você, Link eu pensei que o próprio All Might havia vindo me visitar -brincou vendo os olhos do menino brilhar e estufar o peito em orgulho- Mas você é mil vezes melhor -disse antes de encher o rosto do menino de beijos, gargalhadas ecoavam pelo cômodo enquanto a jovem o colocava sentado em uma cadeira- Coma tudo, enquanto eu me arrumo, okay?

O acenar veio da criança rapidamente, os olhos verdes brilharam ao ver o prato cheio de panquecas e mel. Um leve e afetuoso afagar foi deixado sobre os fios escuros antes da jovem caminhava em direção do quarto.

Um suspiro escapou de seus lábios, os olhos rodaram sobre o cômodo antes da mesma caminhar em direção do guarda-roupa onde se encontrava pendurado o uniforme da U.A, seus olhos vagaram sobre o tecido antes de finalmente o colocar sobre seu corpo junto com um sobretudo vermelho. Por fim deixou seus olhos vagarem sobre o espelho, os olhos cinzas carregavam leve olheiras enquanto os fios escuros caiam até a metade de sua costas mas terminavam num degrade branco e por fim os lábios finos e naturalmente avermelhados chamava a atenção. Ela odiava sua aparência.

— Mamãe, vamos nos atrasar! -a voz de Link a retirou de seus pensamentos, um sorriso se formou nos lábios da jovem enquanto caminhava para fora do quarto. Vendo a pequena criança segurando ambas a bolsas e carregando um sorriso em seus lábios.

- Ora vejo que alguém esta bastante animado –sorriu e acabou sendo correspondida no mesmo instante.

Pegamos as bolsas, sentiu a mão de Link pegar rapidamente a sua antes de sair do apartamento animadamente cantando uma música no qual ele havia aprendido na creche que estudava. Os olhos cinzentos encarava a pequena criança antes de desviar seus olhos para a multidão.

Aos olhos daquelas pessoas eles eram simples irmãos. E ela preferia que eles continuassem vendo assim, ao invés da verdade.

Afinal nunca eram reações boas no final.

(...)

Quando criança Hina havia tido o desejo de seguir a carreira sendo uma heroína, claro que com sua habilidade ela conseguiria porem aquilo nunca passou por sua cabeça que um dia realmente conseguiria. Ainda mais depois do abandono de seus pais e o nascimento de Link, para ela depois daquilo havia sido impossível, afinal ela gostaria de dedicar seu tempo para o seu filho, deis de então se tonar uma heroina havia se tornando um sonho de infantil.

Ela durante seu ensino fundamental dedicou seu tempo em cuidar de Link, estudar e trabalhar. Mas Hina nunca realmente se arrependeu, seu desejo era se tornar uma mãe melhor a cada dia que passava, apenas desejava aproveitar da companhia de sua pequena criança. Até a entrada do ensino médio, onde um de seus professores haviam a colocado para fazer o exame na U.A após muita insistência.

Ela não nega que naquele momento, uma pequena chama de esperança nasceu em seu peito. Ser heroína era seu sonho, além do mais com o dinheiro conseguiria melhorar a condições que tinha. E foi com aquele pensamento que havia feito o exame e conseguido uma vaga para a categoria de heróis no 1-B. Seu sonho havia finalmente se realizado e por esse motivo não carregava os mesmos pensamento que a metade da sala, no qual desejava ser melhor que o 1-A.

Hina nunca havia sido uma pessoa que se importava com as coisas ao seu redor, e tal por esse motivo que as coisas esquentava pro seu lado. Rumores sempre a rodeava.

Não que ela se importasse, ela sabia que chamaria atenção por sua aparência e modo de vestir diferente o uniforme, gostava de deixar alguns botões mais aberto do que o normal e usar as famosas cinta-liga. No final de tudo, ela sempre engoliu.

Engoliu os rumores.

Engoliu os xingamentos. 

E engoliu as difamações.

Afinal estava naquele local para seguir seu sonho, e tais coisas nunca a atrapalharia e nunca tiraria seu foco de conseguir uma vida melhor.

Nem mesmo que para isso, precisasse se tornar aquilo que todos a chamava, afinal a única coisa que lhe importava era Link, nada mais do que isso.

Desviando seus pensamentos, seus olhos seguiram sobre o caderno aberto sobre sua mesa, as anotações feita nas folhas sempre eram detalhadas demais, o professor se encontrava a explicar uma matéria normal e naquele momento ela se permitiu sentir como se não sofresse a pressão de ser uma aprendiz de heroína e sim uma aluna normal no qual cursava o ensino médio. Ou não tão normal assim.

Suas mãos moviam rapidamente, novas anotações eram feitas sobre a folha do caderno, as palavras dita pelo professor era escrita sobre a folha branca do caderno. Ela ignorava os olhares direcionado em sua direção, os olhos cinzas apenas se focaram nas linhas e seus ouvidos apenas focavam sobre as palavras dita pela voz preguiçosa do professor.

E foi assim, até o final das aulas.

(...)

Como eu pude me atrasar.

Com tais pensamentos, ela caminhava rapidamente pelos corredores quase vazios da academia, os olhos cinzentos encaravam o relógio de seu celular enquanto aumentava a velocidade de seus de seus passos. Havia se atrasado por ter ficado para retirar algumas dúvidas com os professores e por conta de alguns idiotas que a tinha infernizado.

Sem perceber seus passos acabaram se tornando ainda mais rápido, com certeza, Link deveria se encontrar com medo afinal ela sempre havia sido a primeira a chegar na creche. Com tais pensamentos não percebeu quando seu corpo foi de encontro com outro, o colisão quase derrubou seu celular no chão, se não tivesse sido pegado rapidamente pela mesma.

Seus olhos rapidamente se levantaram, os cinzas encararam o verdes do rapaz a sua frente. No qual ela conseguia bem, Midoriya Izuki havia se tornando popular durante o evento escolar porem tal pessoa não lhe chamava atenção, apenas desviou seus olhos novamente para seu celular ignorando as bochechas vermelhas vermelha do rapaz e o possível desconforto que sentia naquele momento. Com a presença sendo completamente ignorada pela jovem que arregalou levemente seus olhos, antes de voltar se correr pelos corredores.

— Você está bem, Deku-kun? -a pergunta de Uraraka chamou lhe a atenção, os olhos castanhos encaravam com preocupação, deixando as bochechas ainda mais avermelhadas. E sem conseguir falar, Midoriya concordou rapidamente e diversas vezes com a cabeça.

— Quem era aquela? -a pergunta era curiosa, afinal o esverdeado nunca havia visto a de olhos cinzas na escola. Porem quando Lida estava pronto para responder, Aizawa já havia se pronunciado.

— Aquela é Komori Hina, estudante do 1-B -a voz do professor chamou a atenção dos trio, que simplesmente arregalaram seus olhos- É uma boa aluna.

— A garota dos rumores? -Lida perguntou vendo o professor arquear a sobrancelha confuso antes de voltar com sua expressão desinteressado e continuar seu caminho em direção da sala dos professores.

Midoriya apenas continuou a olhar confuso em direção de onde a jovem havia corrido. Ele conhecia os rumores que a rodeava. E sinceramente não era algo agradável de se ouvir.

(...)

A respiração era ofegante, os olhos cinzas encararam a porta principal da creche antes de caminhar em direção da entrada. O peso se formou sobre seu colo ao sentir a pequena criança abraçar fortemente seu tronco antes de começar a pedir colo, com os olhos vermelhos e com pequenas lagrimas, Link fungou o cheiro de seu laço materno.

— Mamãe você demorou -resmungou choroso, os dedos deslizaram sobre os fios escuros enquanto a jovem respirava ofegante. Ignorado os olhares tortos em sua direção, ela apenas sorriu para a professora antes de caminhar em direção da saída.

— Desculpe, eu acabei perdendo a hora. Prometo que isso nunca mais vai acontecer -sussurrou a última parte, vendo o concordar contra seu pescoço- Que tal comermos algo especial no jantar? O que quer comer? -mudou de assunto, vendo as lagrimas sumirem dos olhos verdes e um grande sorriso se formar nos lábios do menino.

— Quero comer bolo de chocolate -o sorriso grande e esperançoso do menino apenas a fez dar uma risada antes de soltar um sorriso maldoso.

— Pedido negado! -exclamou vendo o bico se formar nos lábios da criança- Temos que comer alguma coisa saudável.

— Mas mamãe, eu quero comer bolo de chocolate! -resmungou de forma manhosa e afundou o rosto novamente sobre o pescoço pálido da jovem- Eu quero bolo, vamos mamãe faz bolo para o jantar -pediu novamente vendo-a negar com a cabeça e soltar uma baixa risada. Aquilo causou um bico nos lábios do menino que inflou as bochechas- Quero comer Okonomiyaki*... -murmurou manhosamente- E quero bolo de chocolate de sobremesa.

Uma risada escapou dos lábios vermelhos, docemente deslizou seus dedos sobre os fios escuros de Link antes de coloca-lo no chão segurando sua mão.

— Vou pensar no seu caso, mocinho -piscou para o menino que pulou animadamente- Vamos ter que passar no mercado, tudo bem? -perguntou vendo o mesmo concordar com a cabeça animadamente.

(...)

Link gostava de ir no mercado, ela via como ele ficava animado sempre que encarava os diversos produtos, principalmente os doces. Porem seus olhos haviam sido desviando apenas uma única vez naquele momento e ele havia simplesmente desaparecido entre as diversas pessoas que cercava o ambiente. O desespero tomava conta da mesma enquanto procurava-o com os olhos rapidamente e desesperadamente.

O medo pela primeira vez em anos tomou conta dela. Ao ponto de pequenas lagrimas se formarem aos cantos de seus olhos cinzentos. Largando as comprar começou a procurar pelo seu pequeno tesouro.

.

Os olhos verdes enchiam-se de lagrimas enquanto encarava as diversas pessoas porem nenhuma delas era aquela sua mãe. Ele sabia que havia feito errado porem ele apenas queria ter ido nas partes do brinquedos onde sempre adorava ir mas naquela vez não havia tido indo com ela, ele apenas havia saído de onde ela estava e caminhando entre os diversos corredores.

Seus olhos rolaram pelo ambiente, as lagrimas molharam seu rosto enquanto fungava levemente, apertando a toca do fantasia sobre seu rosto, sentiu um soluço escapar por sua boca.

— Você está bem? -a pergunta feita acabou fazendo que os olhos verdes encarasse o rosto do rapaz a sua frente, antes de soluçar- Onde está sua mãe? -novamente uma pergunta foi feita e naquele momento os olhos do menino encararam o uniforme do rapaz.

— É igual o da mamãe -murmurou vendo a expressão confusa do rapaz- Onii-chan me ajuda a encontrar a mamãe -pediu choroso, vendo o sorriso gentil nos lábios do rapaz que o pegou no colo.

— Claro, vamos encontrar sua mãe -afirmou vendo o menino abrir um grande sorriso- Qual é o nome da sua mãe? -perguntou vendo o menino inclinar a cabeça para o lado.

— O nome dela é mamãe, como mais ela se chamaria onii-chan? -perguntou confuso, vendo um leve suspiro escapar dos lábios do rapaz que concordou com a cabeça abrindo um sorriso compreensivo.

— Qual é seu nome? 

— Me chamo Link, eu vou ser um herói quando crescer -sorriu orgulhosamente vendo o colegial sorrir com a afirmação da criança- E você onii-chan, como se chama?

A boca do rapaz se abriu minimamente para se pronunciar.

Mas antes do mesmo conseguir formular qualquer palavra, um grito chamou a atenção de ambos. Com as bochechas avermelhadas e olhos lacrimejantes, a jovem correu em direção de ambos, naquele momento os olhos verdes da criança se encheram de lagrimas, como se segundos nunca estivesse sorrindo até segundos atrás.

— Link, seu... Seu! -sem conseguir completar, apenas pegou a criança em seus braços. Ignorando a terceira pessoa que observava a cena com seus olhos arregalados- Nunca mais suma desse jeito, eu quase perdi a cabeça te procurando -a voz severa não combinava com o gesto carinhoso que ela fazia, enquanto os olhos cinzas encaravam os verdes banhados em lagrimas e ambos estavam com a testas apoiadas uma na outra.

— Mamãe, me desculpa...eu queria ir ver os brinquedos -sussurrou choroso e soluçou fazendo que a jovem negasse com a cabeça enquanto murmurava um "tudo bem"- Mas mamãe o onii-chan estava me ajudando a procurar você.

— Onii-chan? -perguntou confusa, porem seus olhos se arregalaram ao ver os olhos verdes de Midoriya lhe encarando de forma surpresa e desacreditada. Seu coração bateu rapidamente e dolorosamente ao ver os olhos verdes do aprendiz de herói em sua direção, engolindo seco sentiu seu mundo desabar lentamente.

O segredo que há anos escondia havia sido finalmente descobrindo.


Notas Finais


Okonomiyaki - É um tipo de panqueca frita japonesa com vários ingredientes. Okonomi significa "o que você quer" ou "do seu desejo," e yaki significa "grelhado" ou "frito"; sendo assim, o nome desse prato quer dizer "cozinhar aquilo que você gosta, da maneira que você deseja"


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