História Pode me chamar de Jimin - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin)
Tags 7além, Íncubo
Visualizações 61
Palavras 1.522
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - "Como chegar a forma completa de força"


Fanfic / Fanfiction Pode me chamar de Jimin - Capítulo 2 - "Como chegar a forma completa de força"

Abri meus olhos na esperança que tudo tivesse sido um sonho, mas lá estava aquele quarto cinza de novo. Me levantei sem vontade de nada, meu hálito estava agradável mas mesmo assim lavei minha boca sentindo falta de algo tão simples como uma escova de dentes. Fui para a cozinha e Jimin estava fritando os ovos que estavam na minha compra. Me sentindo desconfortável por estar chamando uma alma penada de Jimin, peguei o prato e comi aqueles ovos quentes, e estavam tão bons que eu sorri pela primeira vez ali, sentindo todo aquele calor invadir meu corpo. Jimin sorriu também e eu pude ver aqueles dentinhos tortos que eu tanto amava e que só via por fotos. Era bizarro olhar para aquele ser tão de perto, ver cada sinal, cada veia, ele era perfeito, era o meu Jimin dos vídeos. Me perdi admirando cada poro daquele homem, quando um barulho muito forte me fez cair no chão pelo susto. Olhei para a porta que era esmurrada e a cada soco que eu ouvia uma luz branca piscava e me cegava. Uma sensação horrível de choques invadira meu corpo e incomodava meu peito, meus olhos se fecharam fortemente e me encolhi no chão esperando aquela sensação passar.

Depois que os flashes de luz pararam, abri meus olhos e a sensação ruim que sentia havia passado, vi a sala completamente revirada e Jimin jogado no chão. Me levantei com dificuldade e corri até ele.

- O que aconteceu? Você está bem? – Ele pegou minha mão e encostou o rosto nela respirando pesado

- Ele quer te levar, e você ainda tem tempo. Mas eu estou fraco, não vou conseguir lutar de novo. Vou recuperar minhas energias, se esconda na biblioteca.

Ele soltou minha mão e se levantou com dificuldade, passou pela porta e a fechou em seguida. Eu apenas corri até a biblioteca que estava no mesmo lugar de sempre, aliás, aquela era minha cidade, mas sem cor e sem a vida que havia ali antes. Andei pelos corredores da biblioteca olhando os livros escolares incrivelmente organizados nas prateleiras largas e pensando que nesse momento Jimin estaria sugando as energias de uma humana pra poder me salvar de uma coisa que eu nem sabia o que era.

Entre os livros achei um sobre os íncubos e decidi ler, folheando as páginas encontrei uma imagem de como ele seria sem sua forma de Jimin e me assustei passando rapidamente pela página e chegando em um tópico que me interessou.

Como chegar a forma completa de força

Um íncubo pode ter sua força completa ao derramar o sangue de uma virgem em ato sexual. Em carne, a virgem poderá perder seus movimentos após o ato, Em espirito, a virgem terá que pagar por seu pecado no dia do julgamento final. Os motivos do ato serão colocados na balança. Além disso, sua alma estará conectada ao seu possuidor, sendo assim, qualquer fraqueza será sentida por ambos. O incubo também terá passagem livre no céu ou no inferno, podendo escolher ser servo de Deus e pagar pelo seu pecado com trabalho voluntário até encarnar ou escolher se sentar ao lado de Lúcifer e governar o inferno e toda a maldade do mundo.”

- Você não deveria estar lendo isso. – Fui tirada dos meus devaneios pela voz doce de Jimin que acabou me assustando.

- Se você tiver sua força completa, acha que consigo sair daqui?

- Creio que sim, o que te segura aqui é a vontade “dele” de te ter, mas não entendo o que ele viu em você para não deixa- lá voltar. – Fechou o livro, sentou do meu lado e me encarou.

- Porque nunca tirou a virgindade de alguém? Teria sua força completa e conseguiria ir para o céu. – Perguntei atônita sem entender o fato dele não ter feito isso ainda.

- Por dois motivos. O primeiro, mulheres virgens não nos atraem, elas não têm fantasias suficientes para nos chamar inconscientemente. Segundo, eu teria que ficar ligado a essa mulher para o resto dos tempos, teria que aguentar os momentos de fraqueza dela, e quando encarnasse, só iria conseguir amar ela. Por mais que eu queira ir para o céu, não quero ficar ligado a qualquer pessoa só para desfrutar da vida boa que teria lá em cima. Preciso escolher uma pessoa que seja forte. – Ele dizia as palavras com calma, como se já tivesse pensado mil vezes sobre o que falava.

- Mas faria isso por mim? Derramaria o sangue de uma virgem para me salvar? – Perguntei ainda esperançosa em relação a ele.

- Faria, mas entenda, as chances disso acontecer são mínimas, eu não consigo adivinhar quem é virgem ou não. Mas por você eu posso tentar.

Ele se levantou e começou a andar em silencio, me coloquei a andar ao seu lado e saímos da biblioteca. Andamos alguns metros e chegamos ao mercado, seguindo ele, entrei naquele local com meu coração na mão, me perguntava mentalmente o que estávamos fazendo ali, mas permaneci quieta. Passamos por alguns corredores até chegar na parte de higiene, aquela seção estava menos destruída e haviam mais produtos nas prateleiras.

- Pode pegar o que quiser, sei que está agoniada por não ter tomado banho. – Quase pulei nele de felicidade, sai pegando sabonetes, shampoos, cremes e tudo o que podia, dava tudo na mão dele, que segurava pacientemente meus milhares de produtos.

- Já acabou? – Perguntou me olhando de lado já que os tubos cobriam seu rosto

- Já! Vamos para casa! – Ajudei ele pegando algumas coisas e colocando em uma sacola que estava jogada no chão toda suja de barro.

- Não vamos pra casa não. Precisamos nos esconder até que eu encontre minha fonte de energia ok? Eu sei de um lugar, acho que você pode até gostar de lá.

Fomos até a saída e passamos pela escada que dava até o estacionamento, parei de andar e ele percebeu vindo ao meu lado.

- Será que se eu subir eu volto pro meu mundo? – Dei risada de mim mesma pela pergunta idiota – é claro que não.

- Podemos tentar. – Me surpreendi pela resposta de Jimin que já se encaminhava até a escada. As luzes piscavam e o cheiro gelado parecia pior, passamos pelos andares até chegar ao terceiro, a sensação de ser acompanhada por um encosto era tão sufocante que me amaldiçoei por ter aceitado subir aquela escada. Abri a porta e como se já soubesse, tudo vazio, suspirei decepcionada.

- Esperava encontrar exatamente o que aqui? – Me olhou confuso.

- Meu Monza 89. – Comecei a chorar e ele me abraçou.

- Eu vou te tirar daqui.

Descemos a escada e eu ainda chorava, saímos do mercado e seguimos andando em direção ao parque da cidade. Aquele lugar era tão bonito nas minhas lembranças, mas ali parecia tão frio e sujo... chegamos a uma cabana de alvenaria abandonada, havia lodo em toda parede, o que a deixava num tom verde mórbido. Ao entrar vi uma cama de casal, a luz vinha de lampiões, tinha um pequeno banheiro e era um pouco mais quente que o lado de fora. As paredes, diferente do lado de fora, tinham um tom escuro de vermelho e aparentavam ter sido pintadas recentemente, diante de tudo o que estava acontecendo, tive medo de perguntar sobre isso e descobrir que aquilo poderia ser sangue, então apenas apaguei isso dos meus pensamentos.

Depois de uma breve discussão, decidimos que Jimin dormiria no chão e eu na cama. Fui ao banheiro, e não me surpreendi por não ter chuveiro, apenas suspirei pegando uma bacia e fazendo o máximo que consegui para ficar limpa tomando meu banho com a agua gelada que saia de uma torneira que eu havia encontrado ali. Coloquei minha roupa de sempre e deitei na cama sentindo todo meu corpo doer, olhei para Jimin deitado no chão e o mesmo parecia dormir pesado. Fechei meus olhos e dormi.

Minutos depois senti um lado da minha cama abaixar, com medo abri meus olhos e olhei para trás, uma criança me olhava, ela era loira mas eu não sabia se era menino ou menina, aos poucos aquele ser foi se deformando e ficando num tom vermelho, chifres rasgaram o couro cabeludo e empurraram os fios loiros para o lado e o rosto angelical daquela criança deu lugar a um rosto demoníaco, uma mistura de todos os animais que eu já tinha visto até ali, um sobreposto ao outro. Não conseguia me mover, e aqueles olhos pareciam que estavam me queimando, então eu gritei de dor, gritei tão alto que senti que todo meu ar havia me deixado, ouvi Jimin gritar algo que não entendi e aqueles flashes voltaram, meu peito doía e eu apenas chorei pedindo que tudo parasse. E mais uma vez, parou. Meu corpo estava cansado e parecia que o de Jimin também. Senti ele levantar o fino lençol que me cobria e deitar atrás de mim, me surpreendi quando senti seu corpo quente, mas me senti mais confortável e segura daquela forma, me virei para ele e escondi meu rosto no seu corpo pegando no sono dessa forma.



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