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História Pode se achegar - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá.

A Emma ( que é uma amiga muito querida ) me mandou duas imagens de um dos meus otps e acabei fazendo essa one simples.

Espero muito que vocês gostem.

Beijão

Pata

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Pode se achegar - Capítulo 1 - Capítulo único

Conheci a Annie quando ainda éramos dois adolescentes descobrindo sobre a vida, ou seja, na escola.  E apesar de sermos da mesma série, nossas turmas eram diferentes, ela era da C e eu da A. 


Para ser bem sincero, não lembro qual de nós foi o primeiro a dar “oi” um para o outro, só lembro que ela era amiga dos meus amigos e casualmente nos encontrávamos nos “rolês”, tínhamos apenas um grupo no WhatsApp em comum,, o meu eu do passado jamais imaginaria que ela seria a mulher que escolheríamos para casar, até porque só sabíamos que a Annie era uma pessoa que gosta de pichar muros e que era uma excelente atleta, mas nossa Annie é muito mais do que isso. 


Lembro que uma vez fui em um café novo, isso já na minha época de universitário, eu tinha acabado de tirar a carteira e peguei o antigo fusquinha do meu avô para passear na cidade, entrei em um café chamado “Coffe with poetry”. O local era um aconchego, o aroma de café misturado com livros velhos era tudo o que minha cabeça precisava naquele momento, além de uma música ao vivo, já que o local possuía um pequeno palco que qualquer pessoa poderia subir e tocar o que quisesse. 


Sentei-me em uma das mesas mais afastadas, não sei qual café pedi ao garçom, mas eu estava esperando a pessoa que tocaria, já que o violão estava no centro todo ligado a uma pequena caixa de som. 


Annie subiu no palco antes mesmo do meu café chegar. Fiquei tão concentrado e hipnotizado por ela cantando um cover de “Wonderful Tonight” do Eric Clapton, tocando depois “Quase sem querer” na versão da Maria Gadú e finalizando com “Linda Rosa” também da Maria Gadú, que eu sequer lembrei de tomar meu café. Annie tem um poder e uma presença que faz com qualquer um pare o que está fazendo para a ver. 


Nesse dia, quando ela saiu do palco, eu a chamei para sentar comigo se ela estivesse sozinha, e por obra do destino, ou não, ela estava. Lembro que elogiei a sua voz e perguntei como ela estava. Conversamos sobre a vida, descobri que ela estava cursando Letras, que pretendia se tornar professora e quem sabe um dia lançar um livro. 


Descobri um lado da Annie que eu não conhecia e por causa disso sentir vontade de conhecê-la. Queria saber quem era a Annie, queria me apaixonar por ela, por todas as suas versões, todos os seus defeitos, seus jeitos, suas qualidades. Queria me apaixonar por ela por completo, porque naquele dia, eu tinha me apaixonado por uma parte dela. 


Depois de vários encontros, a pedi em namoro no meio do ano. Para ser mais exato, a pedi em namoro no dia 23 de junho, logo depois de sairmos do planetário em um dos nossos encontros. 


Noivamos assim que terminamos a universidade. Casamos quando os dois arrumaram um emprego. 


E aqui estávamos nós dois, casados,, morando em um apartamento que é um cubículo, mas eu não tenho nada que posso pedir, estou com o amor da minha vida. 


-Se você está tocando no violão sem querer matar nenhum dos seus alunos é porque alguma coisa boa aconteceu - Falei assim que cheguei em casa. 


Geralmente eu chego preparado para ouvir a minha namorada reclamar de como é um inferno ser professora, principalmente quando a turma não a escuta, mas hoje foi diferente, ela estava com seu violão tocando “Wonderful Tonight” do Eric Clapton, particularmente eu digo que essa é a nossa música, então, algo de bom havia acontecido. 


-Lembra que eu estava passando mal? - Ela colocou o violão encostado na parede - Que eu disse que talvez fosse um chamado de Deus para que eu fosse morrer logo por aguentar tanto sofrimento como professora de literatura. 


-Como esquecer do seu drama? - Sentei ao seu lado - E eu disse que era apenas o cheiro da maconha que não estava te fazendo bem; 


-É, eu acho que a maconha dos meus alunos pode ter influenciado, mas não foi isso - Ela sorria, eu amo o sorriso da Annie - Por isso eu tenho algo para você. 


-Para mim? 


Ela me entregou uma caixinha azul. Nela, havia um bilhete escrito “para o melhor homem do mundo”. Quando a abri me deparei com dois sapatinhos de bebê e só assim a ficha pareceu cair. 


Eu seria pai. Eu e a Annie iriamos ter um filho.


-É sério? - Questionei não contendo meu sorriso - Digo, sério eu sei que é,, mas…. me confirma porque a ficha ainda não caiu… 


-É mais sério do que você imagina - Ela me abraçou - Eu estou grávida. - Senti suas mãos segurarem a minha e a posicionar no seu ventre - Vamos ser pais. 


-Quanto tempo?


-Seis semanas. 


A gravidez da Annie passou rápido. 


Lembro que nos domingos pela manhã, ela ficava tocando para a gente, era meu momento a ouvindo tocar, geralmente ela insistia em dedilhar “Pode se Achegar” do Tiago Iorc com a Agnes Nunes, enquanto sorria cantando o refrão “ Pode se achegar / Já era hora, tome teu lugar / O que eu mais quero é tua companhia / Agora sei o que antes não sabia / O bom da vida é dividir o dia / me degustar a dor e a alegria “. 


Mantinhamos a casa nessa “vibe” e foi ouvindo esta música que descobrimos que a Annie estava carregando uma menina no Ventre.  


Ariane nasceu no dia 19 de agosto. 


Era a menina mais linda que eu um dia conheci. E depois do nascimento dela senti que estava completo, eu não precisava de mais nada para ser feliz. 


-Armin? - Ouvi a minha esposa me chamar - Quer segurar sua filha? Você só está a vendo de longe. 


-Eu estou com medo de quebrar a Ariane. 


-Deixa de ser besta, homem - Annie ria - Pegue sua filha no colo. 


Eu realmente não precisava de mais nada.


Notas Finais


Espero muito que tenham gostado.

Beijão
Pata


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