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História Podemos ser (só) amigos ? - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Você pode me emprestar o seu livro de matemática ?


Faltava cinco minutos para uma da tarde e Samuel revirava as coisas em seu armário na procura de seu livro de matemática, sem sucesso na tentativa Samuel fecha a porta do mesmo e com frustração recosta sua cabeça no armário fechado, até que olha para o lado e vê seu colega de sala ele guardava seus livros e para por um instante para responder a uma mensagem que tinha acabado de receber. Eles estudam juntos a um bom tempo mas nunca se falaram até o momento, Samuel toma coragem e cutuca o ombro dele.

- Vitor, você pode me emprestar o seu livro de matemática ? É que eu vou pra aula agora e não consigo achar o meu... – Vitor fez um momento de reflexão aonde tentava lembrar de onde reconhecia o garoto que falava com ele.

- Você é aquele esquisitinho da minha sala, Sebastião o seu nome né ? – Samuel fica surpreso por depois de tanto tempo Vitor nem lembrar o seu nome direito.

- Meu nome é Samuel, a gente tem um monte de aula junto, menos... Matemática e história. Então pode me emprestar o seu livro, por favor, só por agora a tarde ? – Samuel sorri tímido esperando por uma resposta positiva, Vitor sorri de volta e então pega o livro no armário e entrega para o outro. – Obrigado, eu te devolvo até o fim do dia. – ele sorri mais espontâneo de sair correndo para não se atrasar. Vitor fica lá vendo o outro se afastar até que volta a seus pensamentos.

- Sebastião ? De onde foi que eu tirei isso ? – Vitor se questiona e fecha seu armário antes de seguir para sua aula, sem andar com muita pressa, não se importava de chegar atrasado.

Durante o horário de intervalo Samuel se encontrava no refeitório fazia rabiscos em um pequeno caderno e tomava café completamente alheio ao mundo ao seu redor, seu fone no volume máximo o deixava bem distante da realidade naquele momento, tanto que não percebeu quando Vitor sentou bem na sua frente e chamou por ele três vezes. Até Vitor cutuca sua testa e o retira de seu mundo privado.

- De novo, como é que você está ? – ele pergunta bem tranquilo ao jovem que tinha acabado de voltar a realidade, retirando o fone de um ouvindo ele deixa o lápis de lado e foca em quem estava a sua frente.

- Bem, bem, só fazendo o básico. Você quer o seu livro de volta ?

- Não precisa se preocupar com isso agora não, pode me devolver no fim do dia vou ficar na penúltima sala do segundo andar no final do corredor a tarde toda só saí pra comer. – Vitor volta sua atenção as bolachas secas que eles oferecem a tarde e o café que ajudava a engolir. Samuel já tinha voltado a ficar imerso no que desenhava em seu caderninho o que deu a oportunidade para que Vitor pudesse olhar melhor para o garoto que estuda junto com ele e nem lembrava o nome. Tinha um cabelo curto com um corte baixo, sua pele morena, seus olhos castanhos e seu rosto redondo. Sentindo uma curiosidade tomar conta de si Vitor pergunta.

- Eu posso ver seus desenhos ? – Samuel pensa por um instante e não vendo mal nenhum ele empurra o livro até Vitor, nas páginas tinha muitos desenhos e a maioria inacabados e todos eram em estilo anime, os mais elaborados julgou ser de algo que ele tinha assistido. Enquanto tinha seus rascunhos observados Samuel observava vendo quais reações ele teria vendo o que desenhava, raramente mostrava seus desenhos para alguém e mesmo não vendo mal algum ainda se sentia desconfortável ao mostrá-los, principalmente, por mal falar com a pessoa que estava com seu caderninho em mãos. Acabou por lembrar de mais cedo quando ele errou o seu nome, se sentiu incomodado por isso mas agora sentia com se a situação tivesse sido invertida. – Bom, tenho que ir agora. Tchau. – Vitor devolve o caderno se levanta e vai embora, Samuel volta a fazer mais alguns rabiscos antes de voltar para sua aula.

Horas vão passando até chegar no final da tarde, Samuel pega suas coisas e antes de sair ele segue até onde Vitor disse que estaria, ao chegar na porta da sala vê através do vidro o ambiente escuro e aparentemente vazio. Por instante para e pensa que Vitor se esqueceu e foi para casa mas se sentiu impelido a olhar pelo vidro e ver se realmente não tinha alguém por lá, olhou do começo ao final da sala até que viu Vitor recostado na parede e olhando para baixo, Samuel estranhou a princípio e quando desviou seu olhar para a maçaneta da porta com a intenção de abrir sua curiosidade falou mais alto e ele volta a olhar para o interior da sala. Um outro cara se levanta de frente para o Vitor e os dois conversam um pouco antes de o cara desconhecido começar a tirar suas calças, Vitor o vira deixando-o de costas para si e depois o empurra na mesa a frente com certa brutalidade e em seguida puxa as calças e cueca dele com pressa e as suas próprias na sequência, Samuel já olhava incrédulo aquela cena esperando que o local escuro estivesse atrapalhando sua visão e aquele não fosse o Vitor, ela apoia as mãos na bunda do outro e quando volta seu olhar para frente nota seu observador completamente atento a tudo que fazia, mesmo assustado ao perceber que tinha sido visto Samuel não conseguia sair dali principalmente depois de conseguir ver claramente que aquele era o Vitor. Um sorriso malicioso se forma no rosto de Vitor quando Samuel continua parado alí vendo o que fazia, ele se posiciona e sem tirar o sorriso do rosto e os olhos do Samuel ele penetra o parceiro de uma só vez e o som do gemido que ele solta ecoa por toda a sala e foi ouvido muito bem pelo espectador que ficava na porta que até se assustou quando ouviu aquele barulho gutural, Vitor acelerou os movimentos e prestava muita atenção nas reações que Samuel teria. Sentido um frio na barriga e o rosto esquentar, Samuel não aguentou mais olhar para aquela cena e saiu correndo de lá sem olhar para trás e só se acalmou mais quando já tinha saído do colégio e parou na esquina relembrando tudo que tinha visto e passou a repetir na sua cabeça todo o caminho de casa.

No dia seguinte, Samuel foi mais cedo pois tinha receio de encontrar com Vitor, não queria ter que olhar pra ele e ver aquela cena novamente, pegou seus livros fechou a porta do armário e deu um suspiro de alívio.

- Oi Samuel. – Vitor se encontrava com o ombro recostado no próprio armário e de braços cruzados, com olhar sério. Samuel dá um passo para trás com o susto e tenta transparecer menos do seu nervosismo. – Podemos conversar sobre o que você viu ontem ? – ele descruza os braços e deixa o braço direito esticado com a mão ainda sobre o armário.

- Eu não vi nada ontem não !! – não deu pra segurar o nervosismo e ele já andava para trás com o intuito de sair correndo.

- Relaxa. Eu só quero saber umas coisas básicas, você me responde com sim ou não. Só isso. – Samuel faz que sim com a cabeça e dá um suspiro esperando as perguntas.

- Tirou fotos ? – Vitor recolheu o braço e assumiu uma postura mais amigável como forma de tranquilizar o colega.

- Nã-não... – Respondeu meio nervoso.

- Filmou ?

- Não ! – Respondeu mais rápido e mais alto para não dar um ar de dúvida. Vitor só balançava a cabeça como quem concordasse com o que ele falava.

- Você... – Samuel levanta o braço e interrompe a próxima pergunta de Vitor com objetivo de esclarecer a própria dúvida.

- Cê vai só acreditar em mim assim tão fácil ? – ele diz com tom de questionamento e estranheza sobre a confiança que Vitor botava em suas respostas.

- Se você fosse fazer alguma coisa ou já teria aparecido por aí ou você teria mostrado pra provar que fala a verdade, mas acho que você não é assim. – ele falava com tranquilidade e Samuel já se sentia feliz e envergonhado com a resposta que receberá.

- Você gostou do que viu ? – Vitor pergunta com um sorriso brincalhão enquanto aguardava a reação do outro.

- O que !!! – grita Samuel e Vitor ri com a surpresa estampada no rosto dele. Vitor anda e vira Samuel para frente e coloca seu braço direito ao redor dos ombros dele fazendo com que eles caminhem juntos na direção de sua sala.

- Não me importa de verdade se você gostou ou não, só queria ver sua reação. – Ele retira o braço ao redor do outro e avança na caminhada parando frente ao mais baixo. – Só... guarda esse segredo e você não vai mais ver a minha cara. – ele se vira e segue andando e Samuel fica parado uns segundos esperando ele se distanciar e fala em voz baixa uma confirmação, mais para si mesmo, que ficaria quieto e tentaria esquecer aquilo tudo mesmo que algo em si ainda quisesse entender mais das razões que o Vitor tinha.



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