História Poemas de Inverno (Hwall - The Boyz) - Capítulo 9


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Categorias The Boyz
Personagens Bae Joonyoung (Jacob), Choi Chanhee (New), Heo Hyunjoon (Hwall), Ji Changmin (Q), Ju Haknyeon, Kim Sunwoo (Sunwoo), Kim Younghoon (Younghoon), Lee Jaehyun (Hyunjae), Lee Juyeon (Juyeon), Lee Sangyeon (Sangyeon), Moon Hyungseo (Kevin), Personagens Originais, Son Youngjae (Eric)
Tags Hwall, Kim_147, The Boyz
Visualizações 39
Palavras 2.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


What's up lovely people?

Depois de algumas semanas, estou de volta! Desculpem a demora.

Algumas explicações sobre este capítulo: Em algumas partes ele será narrado em terceira pessoa e outras pelo Hyunjoon!

Boa leitura! 💜🐦

Capítulo 9 - IX - É minha culpa


       Seoul, Coréia do Sul. Sinchon.

Segunda-feira.

Chocado seria pouco para explicar o que eu estava sentindo. Como assim eles eram irmãos? Como Jieun — que é um anjo — seria irmã daquele cavalo?

— Hyeon… Como? — Passei minha mão livre pelo meu cabelo. — Quer dizer, eu sei como, mas como?

— Gostei do apelido. — Ela riu. — Tive a mesma reação que você. Yon Joonyoung, vinte e um anos, popular entre as garotas, aparentemente gentil… Essa era a imagem que eu tinha dele a um ano atrás. Eu fui muito burra naquela época em acreditar que tudo ficaria bem depois de dizer "não".

— Se fosse eu, já teria dado um tapa naquela cara dele.

— É isso que ele quer, Hyunjoon. Ele quer que eu me importe, mas eu não ligo para isso e no fundo ele sabe disso, é melhor eu seguir a minha vida do que ficar dando ouvidos a alguém imaturo.

Bihyeon voltou seu olhar para a janela, a neve caia e a sala estava fria devido as paredes de concreto. Me aproximei da figura de fios roxos e me aninhei ao seu lado, rodeando meus braços em volta de sua cintura e a trazendo para mais perto. Deixei um beijo no topo de sua cabeça, senti os braços de Bihyeon minha cintura e sua respiração quente em meu pescoço. Meu corpo reagiu com um arrepio.

— Quer me contar sua história? — Perguntei perto do seu ouvido.

Bihyeon suspirou e levantou seu olhar até encontrar o meu. Ela assentiu positivamente com a cabeça e voltou a posição que estava antes.

(…)

Seoul, Coréia do Sul. Korea University.

05/02/18. Segunda-feira.

A garota corria em direção ao portão do grande prédio branco, ela estava atrasada e, para piorar, perdida. Não tinha feito nem uma semana que a mesma se mudou de San Francisco, sua cidade natal, e não conhecia nada da grande e confusa cidade de Seoul, com seus becos e mais becos.

Bihyeon, agora com seus dezenove anos, estaria cursando o seu primeiro ano de dança na Korea University, onde boa parte dos estudantes eram estrangeiros, assim se sentindo mais confortável. A Coréia era um país novo para a jovem americana; novos costumes, novas comidas, novas pessoas. Bi suspirou ao entrar no imenso prédio, seus ombros se tensionaram ao ver tanta gente em um corredor só.

Estrangeiros, coreanos, professores, zeladores e ela, alí, parada entre tudo isso. Sua ansiedade era muita, mas seus pés estavam grudados ao frio chão de porcelanato.

Seol tomou coragem e começou a caminhar até onde seu armário deveria ser. Com um papel em mãos, o número do mesmo era "147", ela contava os o número dos armários enquanto andava naquela multidão.

Seus olhos percorreram as pessoas que alí andavam também. Mas ninguém chamou sua atenção de fato.

…145, 146, 147! Ela sorriu ao ver o número no armário de metal vermelho. Se aproximou e pegou uma pequena chave do armário. Ao abrir, percebeu que precisaria de muitas coisas para enfeita-lo, mas por enquanto seria apenas uma "lata" vermelha.

Tirou alguns de seus cadernos de anotação que usaria ao longo do semestre da mochila e os colocou no armário. O barulho de outro armário abrindo, este do lado do seu, a assustou. Um garoto alto, fios pretos e aparência delicada estava com vários livros na mão, ele parecia precisar de ajuda. Bihyeon, com pressa, praticamente, jogou todos os seus livros no armário.

— Deixa eu te ajudar. — Ela disse para o garoto e segurou dois livros que iriam cair se ela não segurasse.

Seol estendeu os livros em direção ao garoto, que estava parado no lugar, a analisando.

Joonyoung, por outro lado, estava surpreso por alguém naquele espaço gigante ter parado para o ajudar. Afinal de contas, nunca de chamar muita atenção, era um garoto solitário até se parassem para ver sua situação. Morava com a irmã mais velha e um cachorro chamado Max.

O garoto sorriu para a americana e pegou os livros da mão dela, se curvando em forma de agradecimento. Ato que Bihyeon ainda não estava acostumada pela diferença cultural.

— Obrigada. — Ele disse baixo.

— É calouro também? — Ele concordou. — Meu nome é Seol Bihyeon.

— Me chamo Yon Joonyoung.

(…)

17/04/18. Terça-feira.

— Joonyoung! Não corra tão rápido! — Bihyeon gritou, o garoto a sua frente estava correndo animadamente, Joonyoung estava mostrando a cidade a americana.

Bihyeon gostava da companhia do coreano de fios escuros, o considerava seu melhor amigo mesmo com pouco menos de dois meses de amizade. Ela tinha a sensação de confiança no garoto.

— Ya! Você é muito lenta, Seol. — Ele disse rindo, parando de correr.

— Me respeite, sou um mês mais velha que você. — Ela cruzou os braços.

— Minha noona fica fofa com raiva.

Joonyoung disse aquilo para ele mesmo, saberia que ela não escutaria devido a distância. Talvez, só talvez, ele poderia estar criando um afeto maior por ela.

— Você é muito rápido, faz exercícios? — Ela disse, chegando perto do mesmo.

— Não muito, mas jogo basquete, lembra?

— Ah é! Tinha me esquecido desse detalhe. — Ela revirou os olhos e apoiou as mãos na cintura. — Na próxima vez, corra devagar. Eu danço, mas não sou o flash. — Ela estava ofegante.

Joonyoung achou aquela cena adorável. Chegou mais perto da garota e a abraçou pelos ombros.

— Me desculpe, noona. Tentarei reencarnar como uma tartaruga na próxima vida, assim você será a lebre! — Ele sorriu.

— Aish! Você não existe mesmo.

Para Joonyoung, Bihyeon também não existia.

(…)

22/08/18. Quarta-feira.

Quatro meses haviam se passado. Bihyeon e Joonyoung eram como irmãos, bom, quer dizer, apenas na perspectiva da garota.

Joonyoung tinha sentimentos, mais que de uma amizade por Bi, mas a garota não sabia. Nesse meio tempo, Bi conheceu a irmã de Joonyoung e duas garotas: Jieun — irmã do Yon — Haenun e Sobin — de quem não era tão próxima devido a garota sempre estar na biblioteca durante os intervalos, mas se consideravam amigas — Joonyoung se tornou amigo do time de basquete, que, convenhamos, não era formado por pessoas boas. Se achavam reis da escola e eram egoístas.

Jieun não gostava dessa ideia, mas não fazia muita coisa por Joonyoung ser adulto e podia fazer as próprias decisões, mesmo elas sendo erradas.

Uma delas foi dizer ao time que Bihyeon era sua ficante, e apenas se divertia com ela. Bi não sabia disso.

— Você está bem? Anda pensativa. — Haenun pergunta, ela era superprotetora.

— Sim, só pensando mesmo… Joonyoung me convidou para ir ao parque no domingo. — Ela deu de ombros.

— Meu irmão é estranho. — Jieun diz com desdém. — Não gosto disso, nem um pouco.

No fundo, Jieun sabia as coisas que o irmão fazia, e isso, mesmo que demorasse meses ou até o fim da faculdade, machucaria Bihyeon. Ela era uma menina com o coração frágil, sempre tentava ser gentil em qualquer situação, e com as atitudes do Yon, ela poderia mudar. Jieun não queria isso.

— Oi, meninas! — Joonyoung disse colocando a bandeja com seu lanche na mesa.

— Oi. — Elas responderam.

— Bi, tudo certo para domingo? Ou ainda não montou o seu look? — Ele diz sarcástico, sabia que ela gostava de moda e passava horas escolhendo o que vestir.

— Para sua informação, eu escolhi a roupa no dia em que me convidou. — Ela sorriu. — Quer dizer, só falta o sapato, mas isso é o de menos. — Ela deu de ombros.

Todos riram do comentário. Joonyoung planejava algo para aquele domingo, e ansiava pela resposta de Bihyeon. Ele estava convencido que receberia um "sim", já que era jogador de basquete. Sim, ele pensava por esse lado, talvez sendo egoísta da sua parte.

Bihyeon esperava apenas mais um entre os inúmeros passeios que eles faziam entre amigos, e Jieun, com um mau pressentimento, esperava algo que nem gostaria de imaginar. Haenun também não estava diferente.

Naquele mesmo dia, Jieun chamou Bi para uma cafeteria em que a mais velha trabalhava. Seol percebeu que deveria sair das custas dos pais e viu que estavam precisando de funcionários, animada, ela pediu para Jieun conversar com seu chefe para dar a ela uma chance. Na sexta-feira, Bi começou a trabalhar.

(…)

26/08/18. Domingo.

O tão esperado domingo havia chegado. Devido ao tempo, estava tudo nublado, mas sem chance de chuva. Bi estava na cafeteria naquela manhã, o encontro com Joonyoung só seria às quatro.

A cafeteria estava quase fazia, se não fosse por um garoto em uma mesa, ela estaria sozinha.

Bihyeon ficou o encarando discretamente. Sua aparência chamava a atenção por ele ser pálido, o contraste dos fios negros, a boca vermelha, e também se vestia muito bem, ela nunca tinha o visto. Ele havia pedido um capuccino, mas não fora Bihyeon que o atendeu. Ela soltou um riso ao perceber que encarava um desconhecido.

O sino da loja tocou, e duas pessoas entraram no estabelecimento. Um garoto alto, ruivo e uma garota de cabelo longo e castanho, os dois pareciam ser estrangeiros. Eles foram na direção do garoto que estava sozinho na mesa. Bihyeon foi para a cozinha, avisar Jieun que haviam clientes novos. Bi ficou por alí mesmo.

Seu celular tocou, indicando que uma mensagem tinha chegado. Ela ligou o celular e viu o nome de Joonyoung, avisando que ele tinha esquecido um livro na casa de Bi, perguntando se ela poderia levar para ele. Ela concordou e digitou que estava animada pelo passeio.

Bihyeon não sabia, mas naquele dia, as coisas mudariam.

(…)

— Como assim? Bi, eu amo você! — Ele disse um pouco alto.

— Yonjoon… — O chamou pelo apelido. — Me desculpe, mas eu não sinto o mesmo por você. Eu também te amo, muito, mas não dessa forma.

Ela tentou segurar a mão dele, mas o mesmo a soltou com agressividade. Bi se assustou, ele nunca tinha agido daquela forma. Ele não queria demonstrar fraqueza perto dela, não por agora.

— Eu não sei por quê ainda insisti nisso, eu sabia que iria me rejeitar. Eu sou muito burro mesmo. — Joonyoung sussurra.

— Você vai encontrar alguém que te ame e-

— Mas eu quero você, Bihyeon! — Disse alto. — Quer saber? Apenas vá para casa. Me deixe quieto por hoje.

O garoto colocou as mãos no bolso e se virou, indo embora. Seol ficou alí, parada e sozinha. Sentiu seus olhos arderem e uma lágrima descer por sua bochecha.

— É tudo culpa minha...

(…)

— Quando cheguei na faculdade, já no dia seguinte, soube que fiquei taxada como "destruidora de sentimentos". — fez aspas. — Eu tentei concertar as coisas depois, Hyunjoon, juro que tentei, mas ele não quis me escutar. Jieun conversou com ele, mas não adiantou muita coisa, eles discutiram, o tempo passou e por incrível que pareça, eu ainda tenho a porcaria do caderno dele até hoje, esqueci de levar naquele dia. — Ela ri sem humor. — As vezes penso em como mudar as coisas, como eu poderia mudar o passado…

Eu escutava tudo em silêncio, uma vez ou outra ela dava intervalos por conta do choro. A abracei mais apertado e deixei meu queixo apoiado no topo de sua cabeça.

— A culpa não e sua. — Digo baixo. — De nenhum dos dois, um porcento dele, mas só pela parte que ele foi babaca. — Rimos. — Não é possível mudar o passado. Devemos aprender com ele e aceitar que em algum momento ele irá nos assombrar, mas devemos tratar-lo como um bom e velho amigo.

— Onde aprendeu isso?

— Alice Através do Espelho, já assistiu? É um filme bem legal. — Rimos.

Ficamos em silêncio, mas não era desconfortável. Eu gostava da companhia de Bihyeon e não queria sair dali. Acariciei seu braço, o que a fez me olhar. Meu olhar se encontrou com o dela por um momento, mas ela desviou devido a vergonha, suas bochechas estavam rosadas. Segurei seu queixo entre meus dedos e aproximei seu rosto do meu, sentindo sua respiração colidir com a minha. Sem esperar, juntei nossos lábios.

Minha mão, que antes estava na sua bochecha, travou um caminho até a nuca. Bihyeon estava segurando minha camisa preta. Nossos lábios estavam gelados devido ao clima, aquilo causava uma sensação nova, tanto em mim quanto nela.

Nossos corpos já não estavam gelados como antes. Eu poderia ficar alí o dia todo, se não fosse pelo meu celular tocando. Relutante, me separei dela e coloquei minha mão em meu casaco. Suspirei ao ver que Lenna estava me ligando. Atendi.

— Noona?

"Hyunjoon! Onde você está? Estou preocupada."

— Estou com uma amiga, 'tá tudo bem aí?

"Haknyeon está fazendo o jantar, Juyeon 'tá fazendo não sei o quê, Kevin inventou de fazer bolo e eu tô jogando com o Hyunjae, os outros eu não sei. Só te liguei pra avisar que tudo está quase pronto."

— Oh, okay! Obrigada por avisar, noona.

Escuto um "tudo bem" vindo da japonesa e ela desliga. Dou de ombros ainda olhando para o celular.

Desligo a tela e encarei Bihyeon. Uma idéia logo surge e sorrio para ela.

— Posso lhe fazer um convite?

— Claro. — Ela franze o meio das sobrancelhas.

— Gostaria de ir jantar comigo e mais vinte e uma pessoas? 


Notas Finais


Então, como vão?

Não me matem, e desculpa.

Obrigada pelas mensagens que me mandaram nos últimos dias, tanto no twitter quanto aqui no spirit! Vocês são realmente uns anjos e isso foi muito especial pra mim. 💜💜💜

Obrigada a você que leu até aqui!

Até o próximo!



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