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História Poemas e citações - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Vinicius de Moraes


Fanfic / Fanfiction Poemas e citações - Capítulo 6 - Vinicius de Moraes

Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.

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Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia.

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A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

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Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu...

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Poética

De manhã escureço

De dia tardo

De tarde anoiteço

De noite ardo.

A oeste a morte

Contra quem vivo

Do sul cativo

O este é meu norte.

Outros que contem

Passo por passo:

Eu morro ontem

Nasço amanhã

Ando onde há espaço:

– Meu tempo é quando.

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Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém.

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Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces

Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto

No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz

Não te quero ter porque em meu ser está tudo terminado.

Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados.

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Por que tens, por que tens olhos escuros

E mãos lânguidas, loucas e sem fim

Quem és, que és tu, não eu, e estás em mim

Impuro, como o bem que está nos puros?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros

Num rosto como o teu criança assim

Quem te criou tão boa para o ruim

E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me presa

A alma que por ti soluça nua

E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua

Vagabunda, patética, indefesa

Ó minha branca e pequenina Lua!

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Chega de Saudade

Vai, minha tristeza, e diz a ela

Que sem ela não pode ser

Diz-lhe, numa prece, que ela regresse

Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade, a realidade é que sem ela

Não há paz, não há beleza

É só tristeza e a melancolia

Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas, se ela voltar, se ela voltar

Que coisa linda, que coisa louca

Pois há menos peixinhos a nadar no mar

Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços

Os abraços hão de ser milhões de abraços

Apertado assim, colado assim, calado assim

Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim

Não quero mais esse negócio de você viver assim

Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim

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Ai de quem ama

Quanta tristeza

Há nesta vida

Só incerteza

Só despedida

Amar é triste

O que é que existe?

O amor

Ama, canta

Sofre tanta

Tanta saudade

Do seu carinho

Quanta saudade

Amar sozinho

Ai de quem ama

Vive dizendo

Adeus, adeus

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A rosa de Hiroxima

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroxima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A antirrosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada.

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A mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.

Seu dorso frio é um campo de lírios

Tem sete cores nos seus cabelos

Sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passas

Que me sacias e suplicias

Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia

Teus sofrimentos, melancolia.

Teus pelos leves são relva boa

Fresca e macia.

Teus belos braços são cisnes mansos

Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas

Que vens e passas, que me sacias

Dentro das noites, dentro dos dias!

Por que me faltas, se te procuro?

Por que me odeias quando te juro

Que te perdia se me encontravas

E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?

Por que não enches a minha vida?

Por que não voltas, mulher querida

Sempre perdida, nunca encontrada?

Por que não voltas à minha vida?

Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Eu quero-a agora, sem mais demora

A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio

Do teu martírio que nunca cessa

Meu Deus, eu quero, quero depressa

A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica

Que é tanto pura como devassa

Que boia leve como a cortiça

E tem raízes como a fumaça.

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