História Poemas e crônicas da história da minha vida. - Capítulo 27


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Notas do Autor


Olá.

Capítulo 27 - Ilusões não são mais o suficiente.


 "Foram muitos anos vivendo ilusões, sem elas não sei mais quem sou e nem o que fazer."

É estranho. Estranho não sentir nada por alguém. Nem um mínimo crush. Eu fiquei acostumada a passar minha vida criando cenas na minha cabeça com pessoas impossíveis. E recriando a mim mesma de forma exagerada nessas fantasias.

Mas ultimamente eu tenho me segurado.

Eu não vejo mais graça em me apaixonar só por me apaixonar. Não quero me entregar mais a sentimentos que sei que estão destinados a permanecerem dentro do cofre guardado no meu peito.

Eu tenho amor. É óbvio. Eu gosto dele. Gosto de vê-lo. Mas são tantos bloqueios, tantas limitações que coloco em mim mesma, que nunca soube o que era receber esse tipo de afeto e muito menos retribuí-lo.

Há duas pessoas. 

Uma que mora longe, mas me trata com carinho. Que se preocupa comigo como nenhuma outra pessoa fora da minha família fez.

E outra que mora perto, mas é o verdadeiro significado de impossível. Mas mesmo assim, meu platonismo insiste em idealizar coisas que obviamente nunca aconteceriam.

Eu não quero nenhuma delas de verdade. Por enquanto, pois meu coração está bloqueado, como já disse.

Mas é inevitável pensar o que aconteceria se eu me entregasse para uma das duas.

Eu nunca fui uma pessoa romântica. Mas sempre gostei da ideia do amor.

Sempre gostei das histórias de amores impossíveis.

Porém agora percebo que prefiro algo mais calmo. Sem tanta complicação e drama.

Não quero me apaixonar pela minha inimiga, melhor amiga ou qualquer outro clichê desse.

Eu só quero amar e sentir o que todos sentem quando são amados de volta.

As pessoas são complicadas, eu sei muito bem. Todavia nunca entendi como elas conseguem complicar algo tão fácil quanto o amor correspondido. 

Existem medos, óbvio. Mas eu estou cansada de ter medo. 

Ter medo só me trouxe coisas ruins. Pois eu não consigo ser eu mesma. Não consigo colocar pra fora tudo o que eu queria ser e que na verdade eu sou.

Eu tenho medo de sofrer novamente, medo de entregar meu "coração peludo" a uma pessoa que o esmague entre os dedos, mesmo sem saber.

Ele é tudo o que me resta. Foi-me tirado tudo, menos a esperança de um dia amar de verdade.

E eu sei que se acontecer, será a única vez em toda a minha vida.





Notas Finais


Não sei se termino essa coletânea ou não. Não escrevo mais como antes, e também não sinto mais como antes. Não existe mais nada em mim que eu ache interessante falar. Enfim, vou deixar em aberto por enquanto. Até a próxima vez.


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