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História Poemas que colori - Capítulo 2


Escrita por: Zambelliandlari

Notas do Autor


Oi gente, como vocês estão?

Espero que bem!

Voltei antes do que eu imaginava, e estão gostando da história?

Espero que sim, eu estou tão animada com ela, por ter voltado a escrever.

Bom, se vocês preferirem ler pelo watpad podem me seguir por lá: cabeyozambelli

Peguem uma xicara de café, chá, suco ou agua e aproveitem, eu espero que vocês gostem. Me perdoem os erro, e boa leitura!

Espero poder falar com vocês novamente em breve.

Capítulo 2 - A carta


 

 

Lauren estava a duas horas em sua escrivaninha com uma garrafa de café, tentava escrever um poema, um texto, qualquer coisa que fosse capaz de tirar aquele sentimento de dentro de si, mas a morena estava com um bloqueio terrível e nem café estava injetando criatividade nela.

Faziam três dias que Lauren e a professora de matemática tiveram aquela pequena conversa na sala da latina. Diante daquele pedido da professora, Lauren ficou sem reação, não queria ser ajudada, mas queria ficar perto de Camila, e sabia que isso poderia ser prejudicial ao seu coração, depois de tudo que a jovem passou, sofrer por paixão, era um luxo que ela não poderia se dar.

FLASHBACK ON

- Você já se apaixonou, Laur?

 A jovem de cabelo longos e loiros perguntou enquanto sentava-se ao lado de Lauren.

- Não sei.

- Como não sabe, Laur? Quando acontece isso, a gente sempre sabe.

- Eu namorei uma vez.

- Sério?

Allyson deitou sua cabeça no colo da morena e permitiu sentir o cafuné que recebia de sua amiga interna.

‘’Interna’’ é uma palavra forte para ser usada, mas as jovens se referiam a elas próprias assim.

- Sério, eu estava no 8° ano, ela era linda, Ariana era o nome dela.

- Ela?

- Sim, uma menina ruiva que vivia cantando pela escola, e toda vez que eu a encontrava, meu coração não cabia em mim.

- E o que houve?

- Ela morreu.

- Que?

Ally sentou-se rapidamente, ficou agoniada com o final daquela história.

- É, um dia eu estava estudando na biblioteca, ela chegou na mesa e pediu para sentar-se comigo, eu deixei. Em poucos minutos de conversa, ela me perguntou porque eu era sempre tão triste. Eu confessei que tomava remédios para ficar feliz, mas que eles não estavam mais me ajudando, e então, ela disse que seria o meu remedinho da felicidade. A partir dali a gente sempre se via, até que ela me pediu para beija-la porque estava sentindo algo por mim e que queria que seu primeiro beijo fosse comigo, ficamos meses nisso, dai um dia ela saiu da escola e foi atropelada, fim.

FLASHBACK OFF

Depois que Camila pediu para ajudar Lauren, a morena apenas balançou a cabeça em sinal de positivo, e respondeu ‘’vou pensar, professora, obrigada’’, e saiu da sala. Durante esses três dias Lauren era a ultima a entrar na aula de matemática e a primeira a sair.

Camila não forçou a barra, mas a jovem de olhos verdes podia sentir os olhos da latina queimando em sua direção, as vezes no meio de uma explicação sobre qualquer assunto da aula, ou enquanto ela estava apenas em sua mesa, ela fixava os olhos no fundo da sala, e Lauren apenas abaixava a cabeça.

Lauren se levantou com raiva de si mesma.

- Porra! Bloqueio para escrever quando eu mais preciso me expressar em palavras.

A morena pegou seu notebook, entrando em suas redes socias, para clicar no perfil da professora, fazer isso já havia se tornado um hábito. Camila não postava com frequência, em seu instagram tinham apenas três fotos, que por sinal, Lauren já havia decorado a sequência, a primeira era uma selfie, na segunda ela estava com um casal de idosos, e a terceira era a foto de um xicara de café.

Três batidas em sua porta a fizeram sair de seu transe.

- Oi amiga!

Shawn disse entrando no quarto da jovem.

- Nossa, esquecerem de anunciar a sua subida?

- Claro que não, eu sou da família, Laur, estava lá em baixo tomando café com seus pais.

- Poxa, massa mesmo viu.

Lauren foi até a cama para sentar-se do lado de seu amigo.

- Que cor está seu dia hoje, pequena?

- Branco.

- E isso é bom?

- Que nada. Branco é nada, sem sentimento nenhum.

- Fazem três dias que você não almoça comigo, não me espera pra irmos embora juntos, não me convida para assistir filmes e nem me manda música nenhuma.

- Está carente?

Lauren deitou no colo de seu amigo, que logo começou a fazer cafuné nela.

- Não, estou preocupado. Nem almoçando debaixo da sua arvore você está, tudo isso por conta da conversa que teve com a professora?

- Eu quero ser ajudada por ela, mas tenho medo dos meus sentimentos.

- Deveria tentar, não é você que diz que sua vida já é ferrada demais para acontecer algo que te derrube mais ainda?

- Mas pode acontecer.

- Ou não, Laur, isso que você sente é platônico e vai passar. E deixa eu te lembrar, que se você reprovar, vai ter que ficar um ano a mais naquela escola.

- Acontece que eu não sou boa falando com ela.

- Porque não escreve então? Você é boa com palavras escritas.

- Estou com um bloqueio terrível, mas talvez a sua ideia seja boa, eu vou tentar escrever algo para ela, me desculpando pelos últimos dias.

- Escuta pequena, como está sua relação com seus pais?

- Normal, eles se sentem culpados por tudo que aconteceu. A terapia em família tem ajudado bastante.

O dia amanheceu, Lauren chegou cedo na escola aquela segunda-feira, antes que todos os alunos entrassem na sala 20, no 2° andar, ela entrou e deixou em cima da mesa da professora um envelope. A morena decidiu que seguiria o conselho de seu melhor amigo, quer dizer, pela metade, ali naquela carta estava um texto que Lauren esperava poder alegrar o coração de Camila naquele inicio de semana. Só teria aula com ela depois do almoço, então mal conseguiu se concentrar nas aulas que estava tendo, estava ansiosa para ver a professora, queria prestar atenção nas feições dela naquele dia.

Nesse momento ela se encontrava debaixo de sua arvore favorita no gramado da escola, e ali estava, observando a sua musa, que por incrível que pareça, estava sozinha por enquanto.

- Um churros por seus pensamento.

Shawn sentou do lado da amiga, e entregou-lhe um churros de Nutella com granulado colorido, o preferido da garota.

- Eu acho a paleta de cores do guarda roupa dela incrível.

- Você precisa parar de falar sobre ela com essa obsessão, aliás, entregou a carta?

- Não, decidi que vou falar pessoalmente, vou aceitar a ajuda dela e estou muito curiosa para ver como ela pode me ajudar, mas, deixei uma carta para ela hoje cedo, entrei na sala quando não tinha ninguém e deixei-a em cima da mesa dela, espero que ela goste.

- Lauren, o que tem nessa carta?

- Um texto sobre ela, decidi que vou me declarar por cartas anônimas, assim, não fico com esse sentimento preso em mim.

- Jesus, e se ela descobre?

- Como você mesmo me disse ontem, pequeno Shawn, o que mais pode me acontecer? Se me entupir de remédio, me cortar e me enfiar dentro de uma banheira com água quente não me matou, sofrer por amor também não vai.

- Odeio quando você fala essas coisas.

- Ué, são os fatos, mas tudo me deixou mais forte, como diz Kelly Clarkson: ‘’o que não me matou, me deixou mais forte’’.

- Você sabe que Kelly Clarkson apena cantou isso, né? Quem disse foi Nietzsche.

- Sei.

Do outro lado, em uma mesa ao ar livre, Camila estava concentrada em algo em seu celular, claro que a latina reparou os dois jovens conversando olhando-a, mas preferiu não pensar sobre isso.

- Olha, chegou o Rogerio.

Lauren falou com uma voz decepcionada, o rapaz um tanto mais velho que Camila, a cumprimentou, e entregou panquecas para a professora.

- Um belo jeito de conquistar uma mulher.

- Lauren, eles não têm nada, já te disse isso.

- Como pode falar com tanta convicção?

- Você sabe que as vezes fico até mais tarde aqui e ajudo na biblioteca, as vezes uma mulher vem busca-lo e eles sempre se cumprimentam com um beijo, as vezes eu posso ver as línguas deles, então...

- Então, ele pode estar traindo a namorada ou a mulher dele, e se isso for verdade, Camila está sendo bem baixa.

Shawn revirou os olhos, levantou-se e saiu dizendo que Lauren era maluca, e ele não falara nenhuma mentira, então tudo bem para ela ser chamada de maluca.

Lauren até tentou se concentrar na aula de matemática, fez algumas anotações, mas tudo que Camila falava parecia grego. Foi aí que a garota parou de tentar entender alguma coisa. Hoje Camila estava com uma pantacourt preta com listras finas em verticais, uma blusa preta também que deixava seus seios bem robustos, e no pé, uma sapatinha preta de bico. Ela era uma adulta e tanto pensou Lauren.

- Até mais, alunos!

Lauren foi despertada pelo sinal avisando que a aula terminara, a professora sentou-se, e foi quando ela decidiu se aproximar, pegou uma cadeira, e sentou em frente a mesa da mais velha.

- Posso falar com você?

Lauren disse quase em sussurro. Estava sol, um dia com 26° graus, e desde que Camila observou Lauren no gramado, se questionava porque a jovem estava de moletom preto.

- Oi Lauren, claro que pode.

Camila sorriu e fechou seu notebook, dando toda atenção do mundo para Lauren.

- Olha professora, eu sinto muito por ter te evitado esses dias, eu não sou boa com esse lance de aceitar ajuda, sabe? As ultimas pessoas que diziam que iam me ajudar, me enfiavam remédios e me deixavam em um quarto branco sozinha.

Os olhos de Lauren se encheram de lagrimas e ela se odiava por aquilo, falar sobre esse assunto era sempre um gatilho para a morena chorar. Então ela continuou:

-  Mas eu entendo sabe? As vezes as pessoas tentam me ajudar, e no final, se afundam, e eu só estou falando essas coisas para você, porque eu sei que você sabe o que aconteceu, vocês professores são tão fofoqueiros, eu só... tive uma vida difícil, estar aqui nessa escola para mim é muito difícil, eu não sinto que me enquadro, e dói todos os dias quando eu levanto e penso que vou ter que vim para cá, um bando de adolescentes com egos na lua e uma geração burra, já procurou se conformar com alguma dor, e viu que é impossível? Eu sou uma pessoa triste, e ver esse monte de gente feliz, ou fingindo estar feliz, me da vontade de sei la... sumir e não voltar, as vezes eu olho para o céu, e converso com Deus, pergunto porque ele me fez assim, mas nunca obtive respostas. Então se você está disposta a me ajudar a melhorar minhas notas e sair daqui logo, sem repetir, eu aceito.

Camila ficou alguns segundos processando aquelas palavras, quando se deu por si, estava em uma cadeira do lado da mais nova e pegou em suas mãos.

- Lauren... Eu sinto tanto por tudo que você sente, mas olha como você disse, isso aqui não é nem um terço da sua vida, certo? Você é jovem, vai crescer, olhar a vida com outros olhos, vai conhecer outras pessoas, outros lugares, vai se apaixonar, ou não, mas, você vai viver outras coisas. Estar triste nem sempre é ruim, sempre aprendemos algo, tudo bem ter meses e até anos tristes, quando minha avó morreu eu tive o ano mais triste da minha vida, mas cá estou eu, só não podemos fazer disso, essa experiência que é a vida, se tornar uma experiência triste.

Lauren sorriu para Camila, ela realmente era boa com as palavras.

- Porque quer me ajudar, professora?

- Porque eu me vejo em você, Lauren.

- Como?

- Durante alguns anos da minha vida, eu tive uma vida triste, eu era uma pessoa triste, eu odiava minha família, me odiava, e as vezes até odiava meus amigos, eu simplesmente odiava estar viva, nada da vida fazia sentido para mim, eu era péssima na escola, sei que não parece, mas eu era, não só em notas, mas era bem antissocial, eu só era boa em matemática...

- E como você explica esse vazio que sentiu pela vida?

- E não sei, Lauren, eu apenas achava que não tinha motivos para ser feliz.

- E quando isso mudou?

- Quando minha avó morreu, um dia antes ela tinha me dito: ‘’você precisa tomar as rédeas da sua vida, Camila’’

- E como você fez isso?

- Se eu te contar toda a história hoje, corre o risco de você não me procurar mais.

- Touche.

- É, te conheço mocinha.

Lauren queria implorar para a Camila parar de chama-la assim, fazia lembrar da sua mãe, instinto maternal, e esse era um sentimento que passava longe pelo que Lauren sentia pela mais velha.

- Pois bem, a partir de amanhã quero que me encontre todos os dias na casinha atrás da quadra de jogos.

- Porque lá?

- Porque é uma casa, podemos fazer chocolate enquanto estudamos, traga também um caderno extra, vou te ajudar com os estudos, sou ótima com números. Me dá seu celular?

- Para que?

- Para eu salvar meu número nele, quero que me mande mensagem sempre que precisar falar com alguém sobre esses seus sentimentos complexos.

Camila salvou seu contato no celular da jovem, que estava um tanto feliz por ter o numero do seu amor platônico.

- Você é diferente dos outros professores, acho que é por isso que todos gostam de você.

- Ué, pensava que gostavam de mim por eu ser bonita.

Camila fez uma cara de pensativa.

- Você está falando sério?

- Não, o diretor vive falando isso para mim, que os alunos me amam porque tenho um rostinho bonito e um corpo atraente.

- Isso quer dizer que ele já reparou no seu corpo.

- Pois é, mas a diferença entre eu e os outros professores é que eu trato vocês como pessoas normais, e não como adolescentes com sentimentos incompreendidos, porque vocês são compreensíveis.

- Você parece mais jovem que eles também.

- Também, eu tenho dez anos a menos que todos os professores aqui. Tenho 26, nem velha e nem jovem, no ponto.

- Se o professor Rogerio ouvir você falando que está no ponto, ele pode ficar com ciúmes.

Camila não entendeu o comentário da mais nova, fez cara de desentendida.

- Como assim, se o Rogério ouvir?

- É que... Os alunos comentam que vocês estão tendo um caso, só isso.

Camila riu, quer dizer, ela gargalhou, ela não conseguia mostrar que aquilo só poderia ser piada.

- O problema da geração de vocês, é que vocês não acreditam em amizade entre homem e mulher.

- Por isso que te digo, professora, nasci na geração errada. Meu melhor amigo é o Shawn.

- E nunca rolou nada?

- Credo, dá até ânsia só de pensar. O garoto me viu crescer, me viu alucinada de remédios, trancafiada numa clínica, Deus me livre ter algo com ele. Ele conhece a parte mais podre de mim.

- Pois bem, eu sinto o mesmo pelo Rogerio, fora que ele é casado.

‘’Caminho livre’’ pensou Lauren, Camila era um anjo.

- Nossa acho que esta tarde, melhor eu ir.

- Deixa eu te dar uma carona? Já estou indo também.

Lauren entrou no carro de Camila que tinha um cheiro de canela, os bancos eram feitos com um tecido vinho e alguns detalhes beges, eram as cores dela.

O caminho estava em silencio, Lauren estava sozinha fora da escola com Camila, ela tinha prendido seu cabelo, e retirado seus óculos, Lauren poderia facilmente estar tendo pensamentos impuros com Camila, e ela estava.

- É aqui, né?

Camila parou o carro, e sorriu para a mais nova.

- É, obrigada professora.

- Antes de você ir, posso te fazer uma pergunta?

‘’Fodeu, ela descobriu sobre a carta’’

- Eu vou entender seu silencio como um sim, porque ficou de moletom hoje o dia inteiro, nesse calor?

Lauren suspirou aliviada.

- Eu não gosto dos meus braços. São pálidos demais.

- Lauren, essa desculpa não cola, você se corta?

A luz da varanda acendeu e Lauren encontrou ali a deixa.

- Minha mãe deve estar preocupada, eu não sou acostumada a chegar tarde assim, obrigada pelas palavras professora, até amanhã, e pode deixar, não vou esquecer o caderno extra.

A morena não deu tempo de Camila se despedir, desceu do carro em disparada.

Camila chegou em casa sentindo-se feliz, finalmente estava conseguindo desvendar uma das alunas mais misteriosas e triste que já conheceu em sua vida.

- Oi amor.

Alexia saldou a namorada com um beijo e um abraço.

- Oi minha vida.

Camila sorriu e retribuiu o beijo, que ficou um pouco longo.

- Eu ficaria te beijando a noite toda, mas estou um caco, preciso de um banho.

- Eu estou preparando nosso jantar e comprei seu vinho favorito, vai lá que vou estar te esperando.

A latina entrou em seu banheiro e se condenou por estar pensando nos olhos verdes de Lauren, seu celular disparou um som anunciando uma mensagem.

Número desconhecido

Prof, sou eu a Lauren, boa noite e obrigada por hoje, acredita que conversar com você, mesmo que por pouco tempo me deixou animada? Enfim, de novo, obrigada por hoje, tenha bons sonhos.

A mulher sorriu para o aparelho e achou melhor não responder.

- Deus me perdoa por ter esse tipo de pensando sobre minha aluna, mas nossa, que boca e que olhos são aqueles.

Do outro lado da cidade, Lauren estava olhando a lua através da sua janela, pensando se foi uma idiota por mandar uma mensagem pra Camila e ela não responder, ainda tinha a carta, porque Camila tinha que ser tão misteriosa?

‘’Bom dia, Camila, espero que tenha um bom dia!

Você não sabe quem eu sou, mas eu te observo a um tempinho, não precisa ficar com medo, eu só te acho incrivelmente linda, é impossível se concentrar na sua aula, você parece uma deusa esculpida pelo universo ou Deus, sei lá.

Eu fico fascinado quando você sorri que seus olhos fecham, dando a impressão que eles estão totalmente fechados, ou quando você joga seu cabelo de lado enquanto explica algo, ou quando está conversando.

Quando você faz alguma pergunta para algum aluno, e ele da uma resposta tosca, e você morde os lábios, e franze suas sobrancelhas, parece que você é um anjo, cada detalhe seu é obra prima.

Suas roupas, Jesus, Camila sou fascinado por elas, seus tons são perfeitos, nudes, marrons, vinhos, pretos. Suas pulseiras e brincos delicados, chega a tirar a graça de todas as outras mulheres dessa escola.

Me perdoe a escrita mal feita, eu prometo que a próxima carta será mais ao seu nível, eu só quero que saiba que tem alguém que te admira muito, cada detalhe seu não passa despercebido para mim.

Eu sei que você recebe elogios de outros alunos e alunas, professores e acho que todos a sua volta sabem exaltar a sua beleza.

Eu amo te observar, será que você algum dia vai ser capaz de me ver?

De uma pessoa apaixonada por ti’’



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