História Poesia para os envenenados - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Tae-Chim

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Fantasia, Jikook, Kookmin, Lemon, Máfia, Magia, Sope, Taegi, Taeyoonseok, Vhope, Violencia, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 101
Palavras 6.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


UruDucky: Olá pessoal, essa vida corrida tá complicada, né não? KKKKKK Mas está aqui o quarto capítulo, cheirosinho para vocês ♥

Tae-Chim: Oi gente, desculpa a demora, mas espero que gostem do capítulo :)
Queria agradecer os favoritos e a nossa amiga Baccin que ajudou a divulgar a fic ♥

Boa Leitura!

Capítulo 4 - The Lust Hidden Within


Silêncio.

Essa era a única companhia do corpo inerte de Taehyung no chão. Sentado sobre o carpete vinho com as costas escoradas em uma parede do corredor que ligava a sala aos quartos, o ruivo tinha um olhar perdido, só não mais do que a sua mente, transitando entre passado e o presente, sempre fazendo a mesma pergunta: “onde eu errei?”.

Tinha os braços tesos ao lado do corpo, não se importava se aquela posição lhe faria mal. Se assemelhava a um bebum jogado na sarjeta e escolhera aquele como o canto onde dormiria até que levassem o seu corpo. Não sentia mais dor, sua única concentração era no trajeto que as lágrimas – agora finas e espaçadas - Faziam de seus olhos até a sua boca, marcando as bochechas e deixando aquele gosto salgado, por vezes amargo.

Se sentia insignificante, mais do que sempre se sentiu. O que faria numa situação daquelas? Desde a sua partida mundo a fora, continuamente teve Suga como o seu único apoio, nunca precisou de mais ninguém fora o amigo, e agora se perguntava, quem era Taehyung? Era só um rapaz jurado de morte chorando calado num canto isolado da casa do homem que tentara beijar, nada mais do que isso. Não valia uma moeda sequer. Nem mesmo o soco desferido contra sua face lhe causava dor, pois as pontadas no coração se sobressaíam.

Nunca achou que fosse tão infernal sentir algo por alguém. Aquele era o gosto do amor, afinal? Amargo e dolorido. Taehyung não queria um sentimento tão lancinante, assim como não queria mais estar naquele mundo onde não poderia nunca ter o amor daquele que alegrava os seus dias mesmo em meio a xingamentos e jogos de pôquer. Taehyung sentia a certeza de que seria feliz ao lado de Suga, e por um momento pensou que este poderia ser feliz ao seu lado também. Infelizmente uma ilusão a qual desde sempre teve consciência, mas mesmo assim fez questão de embarcar acreditando que ficaria tudo bem em manter uma paixão platônica, se esta permanecesse guardada em seu interior, nunca se machucaria.

Depois de algum tempo perdido em suas dores, ouviu a porta do apartamento sendo aberta, revelando um Hoseok confuso, afinal, por que diabos a porta estaria destrancada? Estava feliz por não ter precisado entrar pela janela, mas não esperava que os dois mafiosos fossem descuidados àquele ponto . Seu pensamento logo deu lugar ao susto quando encontrou Taehyung largado no chão como um cadáver. Se aproximou receoso, Taehyung tinha os olhos fechados e a boca entreaberta, estaria dormindo ou de fato morto?

Se aproximou mais, e com a ponta do pé cutucou levemente a coxa do ruivo no chão, o mesmo não esboçou nenhuma reação.

― Tá vivo? ― Indagou repetindo o movimento com as pontas dos dedos. Após algumas chacoalhadas Taehyung finalmente abriu os olhos lentamente. Hoseok ficou minimamente aliviado, não saberia lidar com um corpo morto, nem desejaria um final tão terrível para um rapaz tão jovem e bonito. ― Por que está largado aí no chão, todo desconcertado?

Recebeu como resposta apenas um olhar irritadiço e desgostoso em sua direção. Hoseok franziu o cenho colocando as mãos na cintura.

― É melhor você tomar banho e ir para o seu quarto.

― Não quero. ― A voz grave e seca assustou um pouco o mais velho, apesar de não ter trocado muitas palavras com Taehyung naqueles dois dias, nunca havia ouvido aquele tom de voz deslizar por seus lábios.

― Então fica aí, eu que não vou me estressar.

Deu meia volta e foi até a sala se jogando no mesmo sofá o qual teve o prazer de passar o dia quase todo. Cruzou as pernas e os braços, olhando em direção a Taehyung que nem sequer se moveu, na verdade, seu corpo caiu para o lado e agora estava realmente largado, só faltava jogar terra em cima.

O mais velho ficou observando a cena calado, era patético. 1, 5, 10 minutos, Hoseok olhava o relógio digital na parede e sua perna balançava em aflição, por mais que não tivesse nenhuma ligação com o rapaz no chão, não gostava de ver pessoas em óbvia necessidade de ajuda e não fazer nada. Se deu por vencido e levantou-se do sofá, voltando aonde o jovem se encontrava esparramado no chão e se agachou ao seu lado.

― Você não pode ficar aqui, ok? ― Agarrou nos braços do mais novo tentando levantá-lo, e se sobressaltou ao notar o roxo na lateral de seu rosto, escondido enquanto estava deitado no chão. ― Você está machucado, o que foi isso?

― Sai daqui, me deixa em paz... ― Resmungou amolecendo o corpo e irritando Hoseok que o puxava de volta.

― Nada disso, garoto, você tá deplorável! Meus olhos não são obrigados a olhar pra alguém desse jeito. Arg!

Juntando todas as forças que tinha, Hoseok conseguiu erguer o corpo do mais novo passando por sobre seu ombro a mão fraca, ouviu os resmungos ao arrastá-lo até o banheiro daquele mesmo corredor. O colocou sentado no vaso procurando por mais algum tipo de machucado, felizmente não encontrou.

― Tira a roupa e entra no box, cuidado para não escorregar, ok?

A inércia de Taehyung já estava começando a irritar Hoseok, que da porta esperava algum movimento do garoto, mas o mesmo permanecia sonolento, e se pudesse, dormiria sentado no vaso mesmo. O ruivo bufava irritado, não acreditava que se prestaria àquele papel de babá de algum marmanjo que mal conhecia, e nem sabia se merecia os seus cuidados. Voltou até o mafioso e tirou-lhe a blusa, depois começou a abrir o botão de sua calça, até sentir um forte puxão em seus cabelos.

― Tira a mão! ― Protestou num tom infantil, diferente da voz assustadora de antes.

― Para imbecil, eu tô tentando te ajudar. ― Hoseok respondeu sem interromper o que fazia, puxou as calças alheias deixando o mais novo somente com sua cueca boxer preta. Assim que se levantou, não pode deixar de reparar no corpo à sua frente, que apesar de um pouco abaixo do seu peso ideal, era deveras bonito, adornado de leves músculos em junção da pele dourada, contrastando com as clavículas visíveis e tez sem marcas de cicatrizes ou ferimentos. Era absurdamente chamativo aos olhos do Jung que se controlava para não desviar os pensamentos para algum caminho perverso.

― Tá frio!!! ― Foi a primeira coisa que Taehyung gritou ao sentir a água gelada cair na sua cabeça e deslizar pelas suas costas.

― Sem reclamar. ― Hoseok riu pegando o sabonete com uma esponja e entregando para que o outro se esfregasse.

Após o banho finalizado, Hoseok correu até o quarto de Taehyung e fuçou por algumas gavetas em busca de roupas limpas, por sorte achou uma blusa preta e um short vermelho, vestindo o outro que agora estava mais comportado, tendo seus cabelos vermelhos penteados.

― Agora você já pode ir para a sua cama. Todo cheirosinho!

Se sentindo satisfeito pela boa ação do dia, Hoseok guiou Taehyung ― agora limpinho como uma pessoa decente ― pela mão até o quarto do mesmo, indicando que fosse se deitar.

O mais novo assim o fez, agarrando um dos travesseiros e o colocando entre as pernas. Hoseok sorriu com a cena, a bebida transformava mesmo as pessoas. Desejou um boa noite em sua mente, desligou a luz do quarto e fechou a porta. Deixando um suspiro escapar de seus lábios, deslizou pela parede sentando-se no chão e agarrando os joelhos. Aquele breve momento em que ajudou Taehyung o fez esquecer a pior noite da sua vida em muito tempo. Talvez ele estivesse mais sujo do que o mais novo.

― Que inferno... ― Se sentia vazio, oco, completamente perdido. Praguejou para si mesmo limpando com as palmas das mãos algumas lágrimas que ousaram brotar de seus olhos. Ele não se permitiria chorar, jamais. Jung Hoseok não chorava por ter clientes ruins. De fato, aquele não havia sido o pior, mas por que precisava viver desta maneira? Por que se sujeitar a tantas humilhações para continuar numa vida tão miserável? Ele não tinha respostas, queria apenas viver, e se por alguma razão agora estava num apartamento com os dois ex-empregados de seu detestável pai, a culpa era toda e somente dele.

Num momento de lucidez levou a mão até o bolso da calça retirando de lá os Drakmas que recebera pelo serviço. O lado bom de toda aquela trágica escapada era que teria dinheiro para caso algo de ruim acontecesse, poderia comprar uma passagem ou quem sabe subornar algum demônio menor. De toda forma, se sentia um pouco menos indefeso, afinal, o dinheiro poderia ser mais poderoso que muita magia.

Seus pensamentos foram cortados quando lentamente a porta do quarto de Taehyung se abriu, olhou para cima vendo a face sonolenta de Tae aparecendo apenas por uma brechinha.

― Ainda tá acordado? ― Indagou se levantando pronto para mandar o outro novamente para a cama.

― Não consigo dormir...

Hoseok arqueou as sobrancelhas, não sabia o que tinha de errado com aquele garoto, mas ele realmente agia como uma criança.

― Claro que não consegue. ― Entrou no quarto empurrando Taehyung novamente em direção a enorme cama de casal ― Você tem que deitar, fechar os olhos, e ficar quietinho. ― Quando o empurrou na cama, Taehyung segurou o seu braço o puxando junto consigo, caindo os dois sobre o colchão. Meio desconcertado, Hoseok se virou para cima tentando logo se levantar.

― Fica aqui... ― Ouviu o pediu feito num tom manhoso. O mais velho boquiaberto estava começando a não saber mais como reagir àquele comportamento insistente.

― Olha, V... É V, não é? ― Começou a falar, não tinha certeza se aquele era o seu nome, mas se lembrava de ter ouvido Suga o chamar assim no carro.

― Taehyung... ― Falou baixinho, Hoseok teve dificuldade para ouvir. ― V é só um apelido...

― Não deveria falar o seu nome verdadeiro para mim, sou um estranho. ― Riu, passando as pontas dos dedos pelos fios da franja de Tae, que apreciou aquele breve contato. ― Então, Taehyung, eu não posso ficar aqui, Suga não vai gostar. Esqueceu que ele me falou para dormir no quarto de empregada que nem existe?

Taehyung soltou Hoseok, virou de bruços e apoiou ambos os braços por sob o queixo, fazendo um bico emburrado. Só de ouvir o nome de Yoongi, parecia que o peso do mundo caia sobre si.

― Eu me entendo com ele depois. Fique aqui.

Pelo visto Hoseok teria de ficar ali no quarto com Taehyung até que o mesmo dormisse. Não iria negar que ficar naquela cama macia e espaçosa era melhor do que dormir no sofá da sala ou até mesmo no chão, não faria tanta questão de se retirar, afinal Taehyung conhecia Suga mais do que ele, e se dizia que se entenderiam depois, então era problema deles, não seu.

Resolveu relaxar o corpo e se ajeitou na cama, deixando os fios acobreados se espalharem pelo travesseiro de penas, tão bom, fazia tempo que não sentia um pouco de mordomia. Deixou um sorriso escapar, e viu Taehyung sorrir também lhe encarando. Agora mais calmo, Hoseok parava para prestar um pouco mais de atenção no ambiente luxuoso no qual estava, e principalmente no ruivo a sua frente. Olhava cada detalhe que podia, o cabelo vermelho, bem mais vivo que o seu, a pele bronzeada que combinava com os fios tão lisos quanto nylon. Taehyung possuía um rosto bonito, parecia o de um boneco, não de um mafioso, como será que havia entrado naquele ramo? Poderia muito bem ser um modelo e ter uma vida melhor do que aquela, pelo menos Hoseok pensava no sucesso que teria com os clientes caso fosse bonito daquele jeito.

― O que foi? ― A voz arrastada de Taehyung chamou a atenção do mais velho que o encarava quieto.

― N-nada... ― Abaixou o olhar, pensando se deveria ficar calado ou não, mas resolveu perguntar algo que martelava em sua cabeça. ― Aonde conseguiu esse roxo? Foi no bar? É bom botar gelo.

Taehyung engoliu em seco, a imagem de Suga furioso e o punho em sua direção ainda era nítida na sua mente conturbada. Agarrou-se mais ao travesseiro, Hoseok não pôde deixar de notar a expressão triste que possuía agora.

― Foi o Suga...

― O Suga?! Mas por quê?

― Porque... ― um bolo se formava em sua garganta, talvez devesse enterrar o assunto, mas era difícil ignorar a dor crescente em seu peito. De alguma forma, Taehyung sentia que poderia desabafar com o ruivo a sua frente. ― Porque eu tentei beijá-lo...

Por aquela resposta Hoseok não esperava. Arqueou as sobrancelhas, ficando ainda mais curioso.

― Ué, mas..., mas vocês... você...

― Eu gosto dele. ― Respondeu direto e sincero.

― Ah...

Hoseok não sabia se Taehyung estava dizendo aquelas coisas por causa da bebida, ou se estava zoando, mas também não era mistério que o álcool nos faz pôr para fora tudo o que é guardado. Ainda assim não esperava aquele tipo de situação entre os outros dois. Achou que seria cômico, esperava um relato sem sentido sobre alguma briga no bar, mas, ao ver os olhos de Taehyung brilhando pelas lágrimas que surgiram ali devido a todos os sentimentos que as palavras carregam quando trazem verdades doloridas, sentiu um aperto no peito, e por instinto acolheu o mais novo em um abraço, ainda deitados.

― Não chora, amanhã vocês fazem as pazes.

― Não! ― Elevou o tom de voz agarrando-se à camisa de Hoseok, e enterrando o rosto em seu peito, molhando o tecido com as lágrimas. ― Eu estraguei tudo! Tudo, tudo! Ele não vai me perdoar, eu sou um idiota, sou sempre eu que estrago as coisas!

― Você tá com a cabeça quente, amanhã ninguém vai nem se lembrar disso... ― Hoseok não tinha certeza das próprias palavras, afinal, não conhecia bem a natureza de Suga, muito menos a de Taehyung, quem iria garantir que os dois não estariam um com a arma apontada para a cabeça do outro na manhã seguinte?

Desde que os conheceu, nunca passou pela sua cabeça a possibilidade de algum deles ser homo ou bissexual, pois bem, agora com essa bomba, sua cabeça estava a mil. Mas pensaria nisso depois, no momento sua prioridade era tentar fazer o mais novo se acalmar enquanto o apertava contra si acariciando os fios vermelhos do cabelo tão sedoso e as costas macias, sentindo os soluços em meio ao choro.

Os dois ficaram naquela posição por um tempo, apesar de não serem íntimos, não era desconfortável, pelo menos não para Taehyung, que apesar de terrivelmente carente, não era acolhido daquela forma há muito tempo. Hoseok era um estranho, mas desde a primeira vez que se viram sentiu afeição pelo ruivo, perceptível, já que não o tratava como Suga, aos berros e xingamentos, mesmo sendo também um mafioso. Mas apesar da afeição inexplicável, sua consciência lhe dizia; não podia ser amigável demais, não o conhecia.

Mas agora ali, mesmo com a mente bagunçada e os sentidos confusos devido à grande concentração de álcool no cérebro, Taehyung se acalmava, aproveitando as carícias livres de pretensão. Aos poucos seus olhos paravam de lacrimejar e agora sua atenção percorria aquele rosto logo a cima do seu, de olhos fechados e tão bonito. Taehyung nunca havia visto alguém com a aparência como a de Hoseok, de fato, seus traços eram marcantes e únicos. Reparou logo no nariz, fino e comprido, parecendo esculpido especialmente para aquelas feições. A pele clara, porém com vida, diferente da de Suga, e a boca delicada de lábios finos, lembrava um pouco a irmã mais velha.

― Você... é tão bonito...

― Hm? ― Hoseok despertou de repente, não sabia se havia caído no sono e estava a sonhar, mas fato era que tinha dois enormes olhos castanhos cravados em si. ― O que disse? ― Perguntou novamente com a voz baixinha, estavam tão próximos que não era preciso falar tão alto.

― Você é lindo, Hoseok. ― Repetiu da maneira mais direta possível, arrancando um sorriso envergonhado do outro que se encolheu um pouco.

Sentiu o coração disparar ao ouvir o seu nome ser pronunciado com a voz grave de uma maneira tão pornográfica e direta que não tinha certeza se era proposital ou não, Hoseok só sabia que sentir essa ansiedade não era nada bom, e para piorar a situação, seu próprio corpo não conseguia lhe afastar do abraço em que estavam, sua respiração já se entrecortava com a de Taehyung que exalava ainda um leve odor de álcool mesmo após o mais velho tê-lo feito escovar os dentes, embora aquele detalhe não chegasse a ser um incômodo, pelo contrário, instigava ainda mais Hoseok, que já não sabia se olhava para os olhos castanhos de Taehyung, ou para a sua boca, sendo umedecida constantemente pela língua.

― Taehyung... ― O mais novo largou a camiseta de Hoseok e deixou que as mãos deslizassem lentamente indo de encontro à cintura fina, o puxando para perto, os aproximando ainda mais.

Hoseok segurou no braço de Taehyung, ainda receoso com a investida, mas não podia negar que se sentia tentado ao toque quente da mão que lhe segurava com firmeza, mas diferente do seu cliente de mais cedo, Taehyung mesmo bêbado ainda tinha certa sutileza.

― Isso não é certo... Você tá bêbado...

― E daí? ― Taehyung finalizou a frase selando finalmente os lábios de Hoseok, que num primeiro instante não reagiu, pensou até mesmo em afastá-lo, mas a quem queria enganar, não conseguiria nem se quisesse, e quem disse que queria? Os lábios se encaixavam ainda sem jeito devido a surpresa do beijo, mas o mais novo era insistente, arrastou a mão e a penetrou por baixo da camiseta de Hoseok, tocando a sua pele e a deslizando somente com a ponta dos dedos até suas costelas. Foi então que o mais velho deixou um gemido abafado escapar, dando a brecha que Taehyung queria para penetrar a sua língua na boca alheia e intensificar aquele beijo.

No quarto ao lado, Suga se encontrava inquieto na cama, lógico que não fora capaz de dormir, não conseguiu nem ao menos se deitar. A ansiedade lhe tomou como uma tsunami, estava preocupado demais, e até mesmo admitia arrependimento pela forma com a qual tratou o outro, apesar de ser a vítima daquele situação toda ― afinal ele não havia agarrado ninguém à força.

O homem se levantava e voltava a se sentar diversas vezes, sentia que algo estava acontecendo. Já fazia bastante tempo que não ouvia mais os choros de Taehyung em sua porta, talvez o mesmo já tivesse caído no sono, mas ainda assim notou alguns barulhos de fechar e abrir, luzes acendendo e apagando pela brecha da porta do seu quarto.

Resolveu tomar coragem e sair para ver o que se passava no apartamento, não se lembrava que haviam deixado a porta aberta quando chegaram, e por um momento pensou que Taehyung poderia ter fugido ou feito alguma bagunça pela casa, mas ao sair, encontrou a sala do mesmo jeito que estava quando chegaram. Foi até o banheiro e notou que o box estava molhado e havia um pente sobre a pia. Alguém esteve ali. Andou à passos largos até o quarto do ruivo se deparando com a porta entreaberta regido apenas pela luz de um abajur que ficava próximo a cama.

Assustou-se ao ouvir algumas vozes e um gemido, com certeza Taehyung não estava sozinho no quarto. Deixou que a cabeça se posicionasse pela brecha da porta, tendo a vista da cama, e nela reconheceu o amigo e Hoseok aos beijos. Teve a intenção de gritar, mas sua mente em contradição resolveu que seria melhor ficar calado. Suga ainda processava o que via, Taehyung tinha uma das mãos na cintura de Hoseok, e a perna esquerda sobre as pernas do outro. Os dois estavam imersos em um beijo profundo, os olhos fechados, e Hoseok agarrava com força os cabelos da nuca de Taehyung.

Suga observava a cena pasmo, mas em nenhum momento sentiu repulsa ao presenciar aquilo, pelo contrário, queria saber até onde iriam, de certo modo estava curioso, era prazeroso de ver. Não entendia o porquê de não ter sentido imediata repulsa, se encontrava completamente nervoso, engolia em seco. Inconscientemente levou uma das mãos até a calça, posicionando-a sobre o membro que aos poucos dava sinal de vida e apertando-o com força. Naquele momento, Taehyung e Hoseok estavam completamente intoxicados um pelo outro, nem desconfiavam da presença do mafioso.

Numa súbita investida, Taehyung conseguiu ficar por cima, encaixando o seu corpo entre as pernas de Hoseok, tendo mais liberdade para tentar algumas coisas. Aos poucos desviou os lábios para a bochecha e o maxilar do mais velho, depositando alguns selares por ali, descendo até o pescoço, não sabia que horas antes o mesmo já havia sido castigado por outra pessoa, mas nem de longe o toque dos lábios de Taehyung despertavam o nojo que Hoseok sentiu durante o seu programa.

― Eu... Tae... ― Inutilmente tentava falar ainda, mas era difícil raciocinar em meio a arrepios que contrastavam com a quentura que subia pelo seu corpo a cada vez que Taehyung lambia e chupava a sua pele. Era bom, talvez errado, mas inegavelmente gostoso. Ambos já estavam se deixando levar para além do que era permitido, e Taehyung aproveitava para pressionar a sua ereção na de Hoseok, que já se encontrava levemente desperta também. ― Ah... Merda... ― O roçar dos dois membros era agoniante e delicioso, Hoseok pendeu sua cabeça para trás e revirou os olhos fechando-os lentamente, sentia-se cada vez mais embriagado naquela loucura.

Todavia não eram só eles aproveitando a situação, mesmo sem se dar conta, Suga já estava duro, e aquela visão da bunda de Taehyung coberto apenas por um shortinho vermelho, se esfregando em Hoseok, era tudo o que ele menos precisava no atual momento. Ao ouvir um gemido um pouco mais alto, dessa vez vindo do amigo, um arrepio percorreu violento por sua espinha, fazendo com que despertasse de seu transe, saiu correndo dali, voltando para o seu quarto.

― Taehyung, para... Para! ― O ruivo por fim criou forças para afastar o mais novo, antes que seu tesão se tornasse incontrolável e não tivesse mais volta. Taehyung o fitou confuso, piscando algumas vezes sem entender o motivo da interrupção, parecia que ambos estavam aproveitando, então por quê?

― O que foi? ― Indagou inocente ajoelhando-se no colchão.

― Isso não tá certo. V-você tá bêbado, amanhã quando acordar vai se arrepender e voltar a ser hétero, e eu vou ficar mal, ah... Não! ― Hoseok nem estava bêbado, mas as palavras saíram tão emboladas quanto as de um. Levantou-se da cama às pressas. ― Vai dormir que a cura pra tua viadagem é sono! ― Empurrou Taehyung na cama, enfiou o travesseiro na sua cara e saiu correndo para fora do quarto. Chegou no sofá da sala feito um foguete, e rezava para que Taehyung não o procurasse.

Contudo, não sabia que o único problema ali não era o Kim, mas o Min também, que agora se via frustrado na própria cama, sem saber por que estava tão excitado após ver o amigo se esfregando naquela puta barata. Só poderia ser o efeito da bebida, claro, embora todos soubessem que era mais fácil o álcool broxar do que instigar alguém. Mas era assim que Yoongi se sentia, e mesmo relutante precisava se aliviar, porém tudo que vinha a sua mente eram aqueles dois na cama, tão volúveis e sujos, a maneira como os quadris de Taehyung rebolavam para frente e para trás simulando uma penetração era sensual, mas, Yoongi era homem, e não deveria chegar àquele tipo de conclusão, não mesmo.

Sua mão por outro lado já se via sobre seu membro que doía pela pressão do tecido da calça, tentando prender a ereção que crescia tanto quanto os pensamentos de Yoongi, não conseguia tirar aquela imagem pornográfica da cabeça de jeito nenhum. Resolveu abrir o zíper, enfiando a mão dentro da cueca deixando que a ereção finalmente saísse.

Segurou na base, sentiu o falo duro pulsar em sua mão. No escuro a falta de visão aumentava ainda mais a sensação do tato, ele precisava gozar, então deixou que as costas relaxassem sobre os travesseiros, e começou a movimentar a mão direita devagar, pra cima e pra baixo. O seu tesão crescia e parecia que nunca teria fim, naquele breve momento não conseguia mais pensar no que era certo e errado, somente em Taehyung... Taehyung e Hoseok, e os movimentos de sua mão seguiam o ritmo da sua lembrança, indo cada vez mais rápido. Passou o dedão pela glande, ele sabia como era sensível ali, mordia os lábios em resposta e contorcia-se, respirava pesado e levou a mão à boca tapando-a, não queria se permitir a gemer, mas a sensação era inegavelmente deliciosa, no fundo sentia um pouco de raiva de ter que estar sozinho, por que não poderia estar lá no meio dos dois? Havia jogado toda sua sanidade pela janela.

O pré-gozo escorria, se misturando aos movimentos de vai e vem que se intensificavam, com a mão livre abaixou mais as calças e a cueca para ficar mais à vontade. A fricção que a mão fazia com a pele do seu pau era ardida e quente, se concentrava tanto no que fazia que nem notava quando prendia a respiração. O coração acelerava, e a mente ia nublando, só pensava em Taehyung, e em como aquela visão traseira do ruivo era tão maravilhosa, os gemidos de Hoseok ecoavam pela sua mente. Imitando o Jung, finalmente deixou um gemido sôfrego escapar pelos lábios, já não aguentava mais, sentiu que o seu ápice estava chegando, ondas de prazer tomaram seu corpo, intensificou a movimentação de forma bruta, e quando estava para se desfazer, colocou a mão esquerda sobre a glande, para evitar que o líquido jorrado sujasse a sua roupa.

Respirou fundo, soltando o ar que prendia. O coração ainda batia acelerado, pegou um papel qualquer que tinha sobre o criado mudo e se limpou.

― Merda...

A culpa veio logo em seguida. Não por ter se masturbado, isso já não era mais um tabu para Yoongi, mas sim em quem estava pensando na hora. Era a primeira vez que se via numa situação tão embaraçosa, não entendia como poderia ter se excitado com uma cena daquelas do próprio amigo. Deitou-se novamente na cama, colocando o braço sobre a vista tentando engolir o desgosto entalado na garganta. Resolveria aquilo no dia seguinte, não aguentava estar são por nem mais um segundo sequer.  

 

 

      O aroma delicioso de ovos mexidos preencheu as narinas de Taehyung e surpreendentemente, não lhe revirou o estômago apesar de sua cabeça latejar. Estranhou estar sentindo aquele cheiro, Suga nunca acordava antes do mesmo, se acordava, passava fome até o mais novo fritar um arroz com alho e chamar de café da manhã. Finalmente os gritos em seu estômago fizeram-no levantar, e enquanto se espreguiçava finalmente se recordou dos momentos da noite anterior. Havia bebido demais, não se lembrava com total clareza, mas seu coração acelerou na medida que a imagem do mesmo sobre Yoongi, lhe desferindo beijos necessitados no pescoço se materializou em sua mente. Estava perdido. Suga de certo o odiava. Nunca mais olharia na sua cara e lhe expulsaria do apartamento à socos. Levou a ponta dos dedos até o roxo que imaginou existir ao redor de seu olho direito, porém a dor que sentia em seu peito foi a que fez seus olhos se encherem de lágrimas.

      Se sentia derrotado, levantou como se seu corpo pesasse o quádruplo do peso real. Arrastou-se lentamente em direção à porta, não via nada ao seu redor, somente o medo e o sufocamento. Não muito diferente do que vinha sentindo por muito tempo; meses, anos? Mal se recordava. Não que a companhia de Suga fosse desagradável, muito pelo contrário, a presava como nenhuma outra. Por vezes o moreno era ácido e até mesmo cruel, mas com Taehyung? Nunca foi mais longe do que o compreensível, e o ruivo arriscaria dizer; até então ninguém nunca o havia tratado com tanto carinho. Claro que o carinho era à própria maneira do outro, mas ele sabia; todas as vezes em que ia dormir jogado no corredor após uma noite agitada e acordava em sua cama debaixo de um edredom quentinho, era o mais velho se importando.

      Então porque se sentia tão amaldiçoado? Como se os próprios deuses tivessem lhe posto no mundo devido à algum divertimento cruel dos mesmos, pois afinal, se os humanos eram a imagem e semelhança dos divinos, nada mais plausível do que o paraíso ― de todas as religiões que Taehyung conhecia ― ser um circo de psicopatas onde a atração principal era ele. O próprio jovem não saberia dizer com certeza o porquê de sentir o que sentia, porém se se sentasse afim de enumerar possíveis causas, não descartaria o exagero com as drogas e o álcool, e o fato de ter que esconder do seu melhor amigo não somente a paixão que sentia por este, mas também o jamais ter se atraído por mulheres. Aquilo tudo o corroía. E principalmente depois do que ocorrera com Suga na noite passada, sua única vontade era a de se enrolar nos lençóis e não acordar nunca mais.

      Enfim abriu a porta cara de madeira e seguiu o cheiro da comida caseira até a cozinha. Se deparou com Hoseok virado de costas para si, assobiando alguma melodia alegre enquanto remexia arroz e ovos em uma grande frigideira na cozinha espaçosa, com armários de madeira negra e superfícies de mármore branco.

      ― Bom dia… ― Disse em um murmúrio ouvido pelo outro, que o olhou por sobre o ombro.

      ― Bom dia, dorminhoco. ― Sorriu doce, o que de certa forma passou um pouco de calor para o coração frio do mafioso. ― A ressaca tá braba?

      ― Minha cabeça tá doendo um pouco, mas deve passar mais tarde. Acho que já me acostumei. Mas se quer saber, fui dormir viado, e acordei viado. ― Ouviu a risada do outro, tão calorosa que Taehyung tinha certeza da capacidade da mesma de curar todos os males do mundo. Pareceu hesitar por alguns segundos, mordendo de leve o lábio inferior antes de prosseguir. ― Hoseok… sobre ontem à noite, se você tiver ficado chateado me desculpa, eu estava bastante confuso. Não que eu tenha feito aquilo pensando que você era outra pessoa ou me arrependa! ― Se corrigiu rapidamente, detestava como era ruim com as palavras. ― Mas eu devia ter perguntado se você queria antes e tal, na verdade nem deveria ter feito, me perdoa por-

      ― Taehyung. ― Interrompeu a fala atrapalhada do ruivo enquanto passava a refeição para os pratos. ― Não vamos nos preocupar com mais isso, ok? Deixa pra lá. Mas vou te confessar, eu gostei. ― Novamente o sorriso gentil de covinhas se fez presente, acalmando um pouco os nervos do maior. ― Toma aqui, do jeitinho que vovó me ensinou.

      ― Ah, obrigado. ― Respondeu ainda que um pouco sem jeito, estava realmente agradecido, pelo outro não ter ficado chateado com a situação da noite anterior e também pela comida. Há quanto tempo não comia uma refeição caseira? ― Tá com uma cara ótima!

      ― Ah meu amor, espera só até você provar o queijo que eu misturei aí, paguei 10 Drakmas 200 gramas ali na vendinha, se não estiver bom eu enfio tudo na goela daquele rato albino que me vendeu eu mesmo. Tudo bem que eu assaltei a carteira do Suga pra comprar, mas não conta pra ele.

      Taehyung deu uma gargalhada que finalmente fez seu belo sorriso quadrado aparecer.

      ― Você além de lindo é engraçado, Hoseok. ― Enunciou ao que o outro deu uma risada tímida e baixou o olhar, envergonhado com o elogio sincero, não sabia recebê-los bem. Taehyung levou os cheot-garak até a boca enquanto era espiado por Hoseok que aguardava uma reação, e imaginou que a avó do homem com certeza deveria ser uma cozinheira de mão cheia pois aquilo estava divino. ― Uah! Tá muito bom!

      ― Olha, pode me chamar de Hobi se quiser, acho Hoseok um pouco formal demais. ― Finalmente ele mesmo comeu uma porção da sua própria obra de arte. ― Hmm… tá bom mesmo, aleluia irmão que hoje acertei a mão! ― Riu do próprio trocadilho inusitado. ― Porque você sabe, a gente faz o prato trezentas vezes, mas sempre arranja um jeito de fazer merda. Só te adianto logo, o que tá te fazendo lamber os beiços aí é toda a extensão dos meus dotes culinários. Infelizmente vovó faleceu antes de me transformar num chef cinco estrelas. 

      ― Oh, sinto muito, Hoseo- Hobi. ― Sorriu arteiro para o outro ao corrigir o nome utilizado. Ao que o mais velho riu, Tae era verdadeiramente uma gracinha, se perguntava como não havia percebido antes.

      Comeram enquanto assistiam um programa qualquer na Tv enorme, quando em um baque alto, a porta de um dos quartos foi aberta logo revelando um moreno com os cabelos levemente desgrenhados e uma camiseta preta colada, provavelmente havia acabado de acordar. Carregava no rosto a expressão mais amarga que o ruivo o vira carregar em todos esses anos ao seu lado. Sua garganta se fechou automaticamente, largou o prato sobre a mesa de centro e se pôs a encarar o mais velho com olhos esbugalhados, esperando a reação que estaria por vir. Mentiria se dissesse que não estava com medo.

      Hoseok ainda de boca cheia não sabia se continuava a mastigar ou se corria o risco de se engasgar engolindo de uma vez para poder entrar em modo de defesa. Que Yoongi armaria um barraco era certo, mas ainda lhe restavam dúvidas sobre se iria ter que se armar da frigideira para defender Taehyung de levar umas chicotadas ou não.

      O olhar cortante do moreno fixou-se diretamente no do ruivo mais novo, e sua expressão retorcia-se em total repulsa.

       ― Não ousem me dirigir a palavra. Estejam avisados. ― O mais novo não sabia se estava aliviado ou temeroso. Achava que iria levar um tiro em cada pé, portanto esse “bom dia” o aliviou um pouco, talvez Suga não passasse a lhe odiar somente por aquilo. Porém a cada segundo passado com o olhar de ódio do moreno sobre si, que parecia avaliar em sua mente se iria esmurrá-lo ou não, menos certeza tinha.

      Havia uma tensão palpável pairando na sala do apartamento luxuoso. Até que Yoongi com um grunhido resolveu se virar e caminhar em direção à cozinha, provavelmente atrás de comida. Todavia, antes que pudesse chegar ao local, ouviu a voz de Hoseok.

      ― Ô esquentadinho, tem comida em cima da bancada, só põe no micro-ondas porque deve ter esfriado. ― Não podia evitar, sua língua coçava para sair da boca, mesmo que seu cérebro lhe avisasse que seria mais sábio se manter calado. Yoongi replicou sem nem ao menos se virar.

      ― Vou repetir mais uma vez, já que além de puta de esquina é surdo. Cala a porra da boca. ― Falou pausadamente, como se para uma criança compreender, apesar do palavreado pesado. 

      ― Ah, mas eu não ouvi isso. ― Hoseok sorriu indignado, balançando a cabeça em negação. ― Olha aqui, só porque você é uma bicha enrustida isso não te dá o direito de–

      ― É o quê?! ― Bradou andando rapidamente em direção ao Jung o segurando pela gola da camisa e levantando-o do sofá. ― Repete isso na minha cara, filho da puta! Quem gosta de dar o cu pra qualquer um arrombar não sou eu, não me confunda com gente do seu tipo. ― Hoseok estava enfurecido, porém um pouco assustado demais para responder qualquer coisa, em sua cabeça só se passava o ódio e o tipo do veneno que iria botar na comida de Suga quando ele não estivesse olhando. ― Não vai repetir não, seu merda? Hm, imaginei que não. ― Riu sarcástico para logo retorcer a expressão e jogar o ruivo rudemente no sofá.

      ― Yoongi... ― Seu dongsaeng falou em um tom baixo, olhando-o receoso. Recebendo o olhar cortante de sobrancelhas juntas em ira do mais velho. ― O Hobi não tem nada a ver com isso, então tente não envolver ele, ok?

      ― Hobi? ― Cuspiu o apelido desgostoso. ― Agora é Hobi, Kim Taehyung? Eu realmente preciso te dar um corretivo. ― Riu incrédulo, quando que aqueles dois haviam se aproximado daquela maneira?

      ― O quê?! ― O encarou, seus olhos abertos demais, expressando todo seu espanto. Que tipo de corretivo o mais velho estava pensando, o que faria com ele?

      ― Sabe, a culpa é toda minha no fim das contas, olha quem eu tô enfiando pra morar com a gente, lógico que ia dar merda. ― As mãos apoiadas na cintura, o tom alto de sua voz ecoando pelo lugar.

      ― Deixa de exagero, Suga, só porque ele te deu uns beijinhos? Tá até parecendo que é virgem. ― Hoseok era rápido em recobrar sua coragem, tinha até esquecido que quase apanhou. Porém seus braços cruzados e perna balançando ainda expressavam o nervosismo.

      ― Eu, virgem? Hoseok você pode ser um inútil, mas não é cego. Só que quem eu como ou deixo de comer não importa, o que interessa aqui é que você está contaminando o Taehyung com sua viadagem, e isso já durou tempo demais. Então sai da minha casa, anda! Sai! ― Já o enxotava com as mãos, segurando-o pelo braço rudemente e empurrando-o em direção à porta.

       A cena parecia passar lentamente na cabeça de Taehyung, sua adrenalina despertou e privou-lhe de pensamentos conexos. Apenas sentia o pesar das palavras de Suga em si, estava verdadeiramente magoado. Seu hyung faria o mesmo que fazia com Hoseok consigo se gritasse em sua cara como não era vítima de alguma doença contagiosa, mas sim de uma paixão fervorosa que sempre havia sentido por si? Estava irritado, irado, os sentimentos guardados por tanto tempo borbulhavam em sua garganta, suas mãos fechadas em punho e um olhar severo na face bonita.

      Não disse uma palavra, andou à passos apressados e precisos em direção ao moreno e agarrou-lhe pela camisa, desvinculando-o do outro ruivo.

      ― Que isso Taehyung?! Ficou maluco?! ― Se sentiu ser sacudido e esbugalhou os olhos pelo choque devido à ação do mais novo. Aquilo era completamente inédito. Taehyung nunca havia lhe agredido, nem ao menos com palavras, o que diabos estava acontecendo?

      ― Eu estou cansado, Yoongi. Cansado! Não aguento mais passar por isso, sentir isso aqui dentro do meu peito, está acabando comigo! ― Sua face estava tão perto da de Suga que o mesmo precisava inclinar o pescoço para trás para os rostos não se tocarem, estava na ponta dos pés devido à diferença de altura com o que estava-o suspendendo pelo colarinho. Taehyung tinha fogo nos olhos. E como poucas vezes em sua vida, Min Yoongi não sabia o que dizer. Todas as palavras lhe fugiram à mente e conseguia apenas se sentir chocado, e de certa maneira, magoado.

      Havia passado dos limites? Será que havia falado demais? Sabia do hábito de afastar as pessoas com sua agressividade irremediável, contudo não podia acreditar que fizera o mesmo com Taehyung, uma das poucas pessoas que considerou querida em toda sua maldita vida sem sentido. Imediatamente se arrependeu, sentiu as lágrimas querendo visitar seus olhos, mas como de praxe, elas não chegaram, ele havia desaprendido a chorar.

      Porém era tarde demais, nenhuma palavra que pudesse dirigir ao mais novo acalmaria os nervos do mesmo, quando ainda gritava em sua face para que se retirasse do local. Foi jogado em direção à porta e não precisou pensar duas vezes antes de abri-la e descer as escadas à passos apressados, sem lançar nem um único olhar para trás. 


Notas Finais


Aguardem o próximo cap que isso ai não é nem o começo kkkk, mas já deu pra dar um bom gostinho hoho 😎

Estamos muito felizes pelos novos favoritos, muito obrigada pessoal <3 E por favor, não deixem de comentar! Nem que seja uma linha KKK a gente adora ouvir o que vocês estão achando, pesa até no andamento da fic 👀 não sejam fantasminhaaaaas aaaaaa
Obrigada ♥

Aqui está uma foto do apartamento dos meninos do jeito que a gente imagina, pra auxiliar vocês: http://construindodecor.com.br/wp-content/uploads/2012/12/interior-de-apartamento-moderno.jpg
Só os sofás que são brancos e alguns outros detalhes que falarmos na fic


CRIAMOS UMA PLAYLIST PRA FIC!!! AAAAAAA ela tá boa demais meu deus, dêem uma olhada mesmo que vocês nem curtam ler ouvindo música KKKKK Passa a atmosfera da fic e de cada personagem... agora eu só escrevo ouvindo ela 😎 Por enquanto está somente no Spotify, mas também farei no Youtube! https://open.spotify.com/user/uru_ducky/playlist/5ed3dczwRCf6mHpG17u1DH

Glossário:
Cheot-garak: (pronúncia: Tchô Cará) é o nome dos palitinhos que eles usam para comer na Coréia. Esse é um universo fictício que não é a Coréia, mas como os meninos são coreanos achamos legal mesclar parte da cultura do país aqui. 😊


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