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História Poesias de verão - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Esse é um presentinho bem simples para as minhas duas grandes inspirações: @Ellkie e @cseresznye . Eu poderia dizer muita coisa aqui, mas que não chegaria nem mesmo aos pés da gratidão que eu sinto, mas vocês são DEMAIS e ter a amizade de vocês significa muito pra mim. A fic é um pedacinho (pequeno, mas importantíssimo) disso que eu sinto.

Capítulo 1 - Sobre a colina das metáforas


É num dia tímido de verão que Hwang Yeji decide que vale a pena se poetizar — chove calor na cidade, e a flauta das copas das árvores que se misturam ao cotidiano é doce, bem doce. É uma manhã que se dissolve quase em vermelho-bordô, e a ela chega a ideia, sorrateira e irresistível, de fazer com que aquelas pouquíssimas latas de tinta celeste que se esgotarão ao soar dos trombones do meio-dia sejam um tanto mais importantes; mais do querer atribuir um significado maior àquela clonagem específica dos dias.

Por isso mesmo, Yeji resolve sair, visitar algum lugar diferente, aventurar-se, num ímpeto, pela quietude metafórica da cidade. Seus passos são guiados pela epifania, e em pouco tempo se vê diante de mundos: toma um bom sorvete de goiaba, compra um ramo de flores roxas e se cobre com o manto da calmaria. Por fim, deságua numa pracinha bem próxima, ignora os pombos ciscando o chão e se delicia enquanto observa as pessoas ao redor e as nuvens de granada que brilham lá em cima.

Eis que, mais uma vez, uma ideia se enrosca em seus pés. Assim, no final da primeira metade daquele dia, Yeji não vai para casa. Decide, em meio às turbulências de uma manhã comum, atirar-se na poesia.

É um verão atípico quando Hwang Yeji deita-se na colina das metáforas. 

E não para por aí: bebe de comparações como diante de um oásis, enrola-se em prosa poética e carrega versos nas costas. Coleciona catacreses num vaso virado de cabeça para baixo; dorme, sonha, acorda com gradações leves; abriga-se em tetos metonímicos para escapar da chuva seca dos paradoxos. Yeji, enfim, é poesia.

É poesia que corre solta, feito rios de lirismo em todas as suas camadas. São furacões de ideias, maremotos de criatividade, aquela inspiração que sobe às narinas como o cheiro do almoço pronto. Yeji personifica-se em folhas de papel e sente o peso das palavras costuradas — alcança a plenitude de um ponto final e a inquietação de uma caneta que paira no ar.

Voa, vestida de poético da cabeça aos pés. Aterrissa em linguagens, em corações, nos olhos que enxergam as mais belas coisas, mas que também não ignoram o visceral.

E continua flutuando, de poesia eternizada. Os parágrafos em suas mãos e os versos acomodados nos ombros conseguem um grande feito: até o mais trivial, agora, é etéreo em sua pele.


Notas Finais


Deixo aqui, ainda, um agradecimento IMENSO pra @Ellkie por ter editado a capinha da fic, quando vi só soube transbordar de amor. Muito obrigada, anja! 💖💖💖


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