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História Poison - Capítulo 1


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Notas do Autor


Estou participando do InuyashaPjct, e lhes trouxe essa one-shot, amei escreve-la, espero que vocês gostem ❤
Agradeço a @asiral pela capa e a @patty__ pela betagem

Capítulo 1 - Capítulo único


 

 

Excitação e nervosismo eram os sentimentos que o descreviam agora. Naraku passou meses ansioso para ver o show de uma das suas bandas prediletas ao vivo, e agora estava quase tendo um infarto de tão inquieto que estava, ondas de adrenalina circulavam por todo o seu corpo.

Mesmo estando cansado, – a semana de trabalho foi exaustiva, dava graças ao universo por, finalmente, chegar a sexta – já estava ali, de pé, há um bom tempo. A fila pra entrar no show era imensa: por sorte chegou cedo. Hiten e Bankotsu haviam saído pra comprar cerveja e ele ficou na fila, guardando o lugar.

Estava perdido em alguns pensamentos irritantes, por mais que não quisesse pensar nisso agora, eles vinham em sua mente; provas da faculdade chegando, relatórios do trabalho que ele ainda não tinha entregado ao supervisor, o recente fim de namoro com Kagura – que em tão pouco tempo já estava com outro cara – e a fatura do cartão que não tinha pago todo esse mês, estava fodido, mas dane-se! Viajou 20 quilômetros, para estar naquele festival único: teriam seis bandas naquela noite. Alice Cooper seria a terceira, a que ele mais ansiava para ver.

Teve seus devaneios interrompidos ao notar uma silhueta conhecida se aproximando. Era ela! Por quanto tempo não a via? Onde estaria morando? Será que tinha voltado para sua cidade natal? Será que ainda estava casada? – questionou-se, mas logo se repreendeu por tais pensamentos, não deveria se importar com a vida dela, ele era o culpado por ter a deixado escapar, era idiota demais naquela época. Era um adolescente babaca, arrogante e orgulhoso. Um dos Bad Boy mais desejados da escola, que estava completamente apaixonado por Kikyou, a líder da turma, nerd, cdf, otaku, e extremamente linda! Sempre o tratava de forma gentil ou lhe dava um sorriso simpático, mas ele era estúpido demais pra declarar seus sentimentos, afinal seria motivo de chacota por seus outros amigos idiotas. ÓTARIO! – concluiu sobre si. Pouco tempo depois de terminar o ensino médio, ela se casou e foi morar em outra cidade. Fazia seis anos desde a última vez que a viu. Sabia um pouco sobre sua vida por tê-la em suas redes sociais, mas nunca ousou puxar assunto: esse seria seu martírio por ser um cuzão. Ela tinha se tornado uma mulher extremamente bela. E agora estava ali, diante dele.

Acabou por cruzar o olhar com o dela, parecia tê-lo reconhecido. Trajava uma calça de couro colada, dando destaque a suas coxas musculosas. Uma camisa da Alice Cooper – assim como ele, ela amava aquela banda. Estava de coturno, este com um salto baixo. Seus longos cabelos estavam soltos, aparentavam ter sido hidratados e escovados à pouco tempo. Usava uma maquiagem pesada, olhos bem esfumados, deixando seu olhar ainda mais marcante, ou melhor... mais dominante. Ela sempre teve esse olhar. Nos lábios usava um batom na tonalidade vinho, lábios venosos onde adoraria morrer lentamente! – nunca havia reparado tanto em uma mulher como agora, mas não se importava, era ela, Kikyou, seu primeiro grande amor – tentava observá-la de forma discreta, mas falhou institivamente. Não conseguia parar de contemplar a beleza dela. Por instantes, nem se lembrou mais do show. Sentiu seu coração acelerar e seu corpo suar frio ao notar que ela caminhava em sua direção.

- Naraku! Há quanto tempo! – Falou de forma serena. Era nostálgico ouvir aquela doce voz, ainda mais pronunciando seu nome. Agora podia admirá-la de perto. Como podia ser tão divina? Logo parou de encará-la dos pés à cabeça: não queria parecer um idiota invasivo e assustá-la. Se recompôs e lhe deu um sorriso sagaz.

- Olá, Kikyou! Realmente faz muito tempo!

- De fato! Você também está ansioso para o show? – perguntou um pouco inquieta. Ele pôde notar pelo timbre de sua voz.

- Demais! Quase não dormi essa noite – deixou escapar uma pequena gargalhada e ela o acompanhou – O tempo te fez muito bem, está deslumbrante! – Não perderia tempo dessa vez.

- Obrigado! Você também está muito bem! – deixou um pequeno sorriso escapar, mas logo voltou à sua expressão séria. Era assim que ela era, dominante e discreta: o que o instigava ainda mais em desvendá-la.

Hiten e Bankotsu voltaram com as bebidas.

- Mas que caralho de fila é essa para comprar cerveja? Naraku da próxima vez você mesmo vai! – Reclamou Hiten, entregou uma cerveja long neck na mão do amigo. Kikyou dirigiu o olhar aos dois recém chegados – Nossa mas que gatinha, prazer sou Hiten! – avizinhou-se da morena na intenção de chamar sua atenção.

- Eu conheço você, nós estudamos juntos. Você sempre grudava chiclete no meu cabelo, seu idiota! – mostrou o dedo do meio a ele enquanto falava de forma hostil. Direcionou o olhar a Naraku – Nos vemos depois! – e se retirou.

Naraku bufou.

- Você sempre estraga as coisas – direcionou o olhar a Hiten.

- Foi mal! Não lembrava quem era... Ela ficou bem gostosa, você vai pegar? – falou de forma maliciosa.

- Cara, para de falar merda. E o que rola entre um casal, não diz respeito a mais ninguém! E outra, acho que até casada ela é... – falou irritado – E você vai se foder!

- Calma garotos! Falta só dez pessoas na nossa frente – Bankotsu abraçou os dois e falou de forma descontraída – e sua gata está logo ali na frente com umas amigas, deveria ir falar com ela, Naraku.

- Melhor não, ela acabou de sair daqui... não quero ser inconveniente... – disse seco.

- Entendo. Sobre o seu questionamento dela estar casada ou não, tenho respostas – disse com um largo sorriso no rosto.

- Como assim?

- Sou amigo de uma daquelas garotas que está com ela. Há algumas semanas atrás nós saímos. Ela comentou que iria sair com a Kikyou no dia seguinte. Que ela estava muito melhor depois que tinha se separado. Então meu amigo, não há nada que te impeça.

- Hum... talvez depois do show... – Naraku falou sério, mas estava muito contente com a informação obtida.

Bankotsu sorriu da reação do amigo. Hiten os observava calado. Naraku não disse mais nada, apenas bebeu sua cerveja, enquanto pensava em quais possíveis desfechos teria aquela noite.

xxxxxxxx

 

As duas primeiras bandas já tinham acabado, Doro e Accept. Naraku, assim como seus amigos, pingavam de suor. Agora, se arrependia amargamente de estar com jaqueta de couro e não ter trazido algo pra prender seu imenso cabelo. Mas, apesar disso, estava feliz e um pouco mais ansioso agora. Foi em direção ao balcão de bebidas: a próxima banda demoraria meia hora para entrar. Ele precisava de uma cerveja.

Kikyou estava lá também. Ficou atrás dela na fila. Ela não tinha notado sua presença, até o momento em que ele falou.

- Que show foda! – falou animado, fazendo a garota direcionar a atenção a ele. Não pareceu surpresa. Virou-se para que pudessem conversar.

- Muito foda! – sorriu – precisava de uma cerveja pra refrescar.

- Eu também – retribuiu o sorriso. Era incrível a forma como ela o fazia sentir: parecia um adolescente inseguro e apaixonado. Aquela mulher poderia dominá-lo por completo, isso era um perigo! – Você veio só? – resolveu averiguar se o que Bankotsu disse era verdade.

- Com algumas amigas – disse de forma neutra.

- Ah legal. – queria perguntar, mas não queria ser invasivo.

- E você, veio com aqueles idiotas? – perguntou de forma irônica.

- Sim, apenas com os idiotas – sorriu malicioso. Se Bankotsu o ouvisse chamá-lo assim, com certeza ficaria irritado. – Onde está seu marido? – acabou perguntando logo de uma vez. Ela lhe deu um olhar frio, o que o fez se arrepender pela ousadia. Mas logo tranquilizou-se quando viu que ela iria começar a falar.

- Não estamos mais juntos. Nos divorciamos há dois meses – disse seca.

- Sinto muito! – tentou parecer reconfortante, não queria deixar a situação embaraçosa – também terminei um relacionamento recentemente, sei como é chato....

- Tudo bem, eu estou de boa. Já queria me separar à um certo tempo. Foi melhor assim para os dois.

- Entendo perfeitamente... então você está morando aonde?

- Retornei para nossa cidade natal.

- Sério?

- Sim.

- Que bom... nós poderíamos nos ver... se você estiver afim... – estúpido e inseguro, era dessa forma que estava agindo. Foco Naraku!

- Podemos! – Kikyou disse firme, bem direta, ele adorava isso nela.

Naraku sorriu de nervoso. Kikyou lhe olhava de forma provocativa. Será que estava querendo algo? Deveria estar imaginando coisas. A vez dela tinha chegado. Foi atendida e depois saiu da fila e ficou esperando-o. Assim que pegou sua bebida, Naraku foi até ela.

- Valeu por me esperar. – disse com um sorriso bobo no rosto.

- Vem comigo. – agarrou-o pelo braço e saíram no meio da multidão. Kikyou os puxou para perto da grade que ficava de frente ao palco. Empurrou de leve algumas pessoas, se espremeu no meio de outras, até que ela conseguiu se apoiar na grade, Naraku ficou atrás dela, ainda mais admirado. Kikyou sorriu-lhe sobre o ombro, e ele fez o mesmo.

A banda entrou, e eles podiam vê-la bem de perto, graças a Kikyou – bendita seja – que os guiou para ali. Naraku sentia-se eufórico, estava muito feliz. A primeira música que tocou foi “School’s Out”, em seguida, “Spark in the dark” e “Trash”. O público pulava e cantava junto. Pulavam tanto que empurraram Naraku, que ficou com o corpo colado com o da garota à sua frente, que direcionou o olhar a ele.

- Me desculpe! – disse sem graça.

- Tudo bem - Kikyou falou alto para que ele pudesse ouvir. Sorriu pra ele enquanto cantava a musica “I’m your gun”.

“ Que mulher perfeita “ pensou. Começou a tocar a música “Only my heart talkin”. Olhou ao redor e viu vários casais agarradinhos. Podia sentir o cheiro do perfume de Kikyou, que era muito bom.

O sonho de alguém pode desmoronar

Alguém pode quebrar a máscara

Não pude dizer-lhe como queria você

Suficientemente para fazer você querer ficar

Eu nunca disse as palavras em voz alta

Acho que eu não poderia pegá-las diretamente

Querida, me dê mais uma chance

Antes de ir embora

Ouviu esse trecho da música e chegou à conclusão que deveria se arriscar: iria pedir uma chance a ela. - o máximo que podia receber era um não! - Assim que o show acabasse, iria se confessar. Kikyou dançava, enquanto cantava a musica “Bed of Nails”.

A música “Poison” começou a tocar. Kikyou cantava de forma sensual, enquanto olhava pro moreno, e Naraku só conseguia assimilar as coisas: essa música e o efeito que ela fazia nele.

Eu quero te amar, mas é melhor eu não tocar (não toque)

Eu quero te abraçar, mas meus sentidos me dizem para parar

Eu quero te beijar, mas eu quero isso demais (demais)

Eu quero te provar, mas seus lábios são venenosos

Você é veneno correndo pelas minhas veias,

Você é veneno

Eu não quero quebrar essa corrente

Veneno

Estava envenenado por aquela mulher, estava enfeitiçado! Kikyou aproximou os lábios dos dele, Naraku se permitiu fechar os olhos e esperar pelo doce toque, mas Kikyou recusou e deu um sorriso provocativo.

- Sofra um pouco! Sei que quer provar dos meus lábios... – disse de forma maliciosa, deixando Naraku com a expressão de desapontamento.

- Que mulher malvada – disse fingindo uma cara triste – Mas eu aguardarei o final da noite...

xxxxx

 

O show havia acabado e todos estavam saindo de dentro da casa de show. Naraku se sentia tão cansado que nem conseguia sentir os pés dentro do coturno. Tinha amarrado a jaqueta na cintura há muito tempo, deixando sua camisa do Motley Crue à vista. Procurava com o olhar por seus amigos, uma missão quase impossível, já que tinha milhares de pessoas ali. Kikyou retornou do banheiro e trazia consigo duas águas que tinha acabado de comprar.

- Por que não liga pra eles? – sugeriu.

- Vou fazer isso. – ligou duas vezes, mas não obteve sucesso – Vou mandar uma mensagem.

- Está com pressa de ir para sua casa? – perguntou com um sorriso ousado no rosto.

- Nenhuma... – disse dando um sorriso sagaz. Notou que ela o olhava com o olhar bem sugestivo – aonde você deseja ir, nessas exatas 4:00 da manhã? – perguntou curioso.

- Eu sei aonde você mora... mas você não conhece minha nova casa ainda... - Kikyou falava de forma sensual. Naraku não parava de encarar os lábios dela, eram tão tentadores...

- Então vamos, vou só mandar uma mensagem avisando que estou vivo para os meus amigos. – disse com um sorriso no rosto enquanto mandava a mensagem.

Kikyou se aproximou dele e o encarou bem de perto. Naraku ficou um pouco tenso com a proximidade, será que ela jogaria com ele novamente?

- Como você esperou pacientemente até ao final do festival, merece uma recompensa... - acariciou o rosto dele com a mão e foi diminuindo o espaço que havia entre os dois. Naraku encarava seu olhar, esperançoso que o sonhado beijo fosse acontecer. Ela gostava de brincar com ele, sabia que ele a desejava e tinha prazer em vê-lo afoito daquela maneira.

Seu mecanismo cruel

Seu sangue como gelo

Um olhar poderia matar

Minha dor, sua excitação

Deixou os lábios tocarem os dele, esses que foram se movendo lentamente. A multidão passava por eles sem dar importância, mas para Naraku aquele momento era único, ficaria sempre gravado em sua mente. Envolveu a garota pela cintura e intensificou mais o beijo, arrancando um suspiro da mesma, que entrelaçou os dedos no cabelo dele. Cessaram o beijo quando a respiração lhes faltou. Se entreolharam desconfiados, mas logo Kikyou voltou à sua postura firme, e Naraku deu um sorriso confiante.

- Vamos?

- Vamos!

Xxxxx

 

 

Sua boca tão quente

Sua teia, eu estou pego

Sua pele, tão molhada

Laço negro, no suor

 

Eram ouvidos apenas os gemidos de prazer e as respirações ofegantes naquele quarto escuro. O coração de ambos batiam descompensados, enquanto enlaçavam seus corpos. A cada toque, a cada sorriso, a cada beijo, a cada suspiro, Naraku só podia perceber o quão entregue estava àquela mulher. Seu corpo e seu coração agora estavam no lugar certo – onde sempre deveriam estar – com ela...

Eu ouço você chamando e isto são agulhas e alfinetes (e alfinetes)

Eu quero te machucar só para ouvir você gritar meu nome

Não quero te tocar, mas você está debaixo da minha pele (no fundo)

Eu quero te beijar, mas seus lábios são venenosos

Você é veneno correndo pelas minhas veias

Você é veneno

Eu não quero quebrar essa corrente

Veneno


Notas Finais


E então?

Participem do InuYashapjct!

Link do Projeto: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/inuyashapjct

Agradeço novamente a @asiral pela capa e a @patty__ pela betagem


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