História Poison - Capítulo 15


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Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Murdoc Niccals, Noodle, Personagens Originais, Russel Hobbs
Tags 2-d, Amizade, Animais Mágicos, Aranha, Cortez, Corvo, Drama, Família, Fantasmas, Gato, Gorillaz, Katsu(gato-da-noodle), Magia, Mistério, Murdoc, Noodle, Romance, Russel, Suspense
Visualizações 19
Palavras 2.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo, espero que gostem :)

Capítulo 15 - Está brincando com a minha cara?!


— Açúcar? — Perguntou Noodle, agora era ela que segurava a lista de compras.

— Já está no carrinho — respondeu Russel mal-humorado. — Mas, sério, pra que porra ele pediu açúcar se você e o D já compraram açúcar antes de ontem? Foi eu mesmo que liguei pro D pedindo quando vocês saíram no dia do seu aniversário, lembra?

— Sim, mas não tem a quantidade que ele pediu em casa.

— E ainda tem uma quantidade específica?!

— Sim, na lista diz que ele precisa de cinco quilos, mas lá em casa só tem um saco de um quilo e já aberto.

— E pra que ele precisa de tudo isso?!

— Sei lá, deve ser pra alguma das mandingas esquisitas dele…

— Que?! — Perguntou o baterista irritado e assustado ao ouvir a suposição da guitarrista. — Vamos pra casa.

— Porque?

— Eu não vou ajudar o demônio verde a fazer um Portão do Inferno novo!

— Portão do Inferno?! De onde você tirou isso, Russ?

— Que outro tipo de magia aquele desgraçado faria então, babygirl?

— Ah… Sei lá, talvez algum tipo de poção do amor pra ver se leva alguém pra cama sem precisar pagar? — Comentou Noodle rindo maliciosamente. — Pelo menos acho que cinco quilos de açúcar combinam mais com isso que com um portão pro inferno…

— Verdade, babygirl — disse Russel rindo de forma maliciosa. — E pelo jeito parece que ele precisa de pelo menos uns dez litros de poção do amor pra pegar uma mulher.

— Nossa, Russ. Que cruel! Mas é verdade hahaha. E esse é mais um motivo pra continuarmos as compras. Pois se pensarmos bem, estamos fazendo o nosso ato de caridade da semana.

— Pensando por esse lado… Tudo bem. Vamos acabar logo com isso. Falta quantas folhas agora?

— Sete.

— Ótimo, quanto mais rápido terminarmos essas compras, mais rápido fazemos as nossas e voltamos pra casa.

— Isso! — Disse Noodle animada. — E quanto mais cedo chegarmos em casa, mais cedo vou poder jogar videogames com 2D-chan! Será que ele já acordou?

— Já são quase seis horas da noite, babygirl. É lógico que ele deve ter acordado horas atrás.

— Tem razão. Espero que ele esteja melhor.

 

 


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Enquanto isso na Spirit House:

— Está brincando com a minha cara?! — Perguntou Murdoc furioso. Tão furioso que nem percebeu uma minúscula aranha entrando pela janela do quarto e indo em direção à parede mais próxima do vocalista.

— N-não, Murds… E-eu s-só… — 2D tentou explicar mas foi interrompido com um soco bem forte atingindo o seu rosto.

— VOCÊ SÓ O QUE?! ACHA QUE SOU BESTA, É ISSO?! — Gritou Murdoc agarrando os cabelos de 2D e jogando a cabeça do cantor contra a parede, deixando o vocalista ainda mais próximo da aranha, que ainda não tinha sido notada.

“Perfeito!” Pensou o aracnídeo se escondendo nos cabelos de Stuart, indo em direção ao ouvido do cantor. Na verdade a aranha já estava vendo esse show de horrores da janela do quarto a um tempão, tendo saído dali apenas para pedir ajuda, voltando ao quarto logo em seguida. Não que o aracnídeo seja um santo ou algo do tipo, o fato era que vigiar o homem de cabelos azuis e entregar informações sobre ele a uma certa pessoa era uma das principais funções de Henry, apesar de ele admitir que gostava de falar com o vocalista de vez em quando. Chegando ao ouvido do vocalista, a aranha se escondeu ali dentro, fazendo o cantor gemer e tremer por causa da sensação ruim e esquisita de ter um bicho dentro de seu ouvido.

— Calma, sou eu. Não vou te machucar, só quero te ajudar e me esconder do seu amiguinho psicopata — falou Henry bem baixinho. — Agora, aguente um pouco a coceira aí e diga tudo o que eu disser. Tudo bem?

— Ok… — Respondeu 2D baixinho.

— Ok o quê, Faceache? — Perguntou Murdoc ainda extremamente irritado e pronto para dar outro soco no vocalista.

— Ok… Eu… Vou dizer a verdade… Murds — disse Stuart respirando fundo. — N-não foram aliens q-que me entregaram a foto… Foi uma pessoa estranha que esbarrou em mim na pracinha do outro lado do bairro… Quando eu e a Noo estávamos passeando… Antes de ontem, pra comemorar o aniversário dela…

— Pessoa estranha? — Perguntou Murdoc levantando uma sobrancelha de forma incrédula.

— Sim… A pessoa usava um moletom cinza com capuz cobrindo a cabeça e andava olhando pra baixo… E… Por causa… Por causa… Por causa disso não dava pra ver quem era direito… E… Só reparei nele… Ou nela, não dava pra saber com aquele moletom… Porque… Porque a pessoa enfiou a mão bem rápido no bolso da minha calça — continuou Stuart olhando pra baixo, depois dessa tortura ele não estava conseguindo olhar nos olhos do baixista. — E por causa disso achei que a pessoa queria me assaltar, mas ele ou ela não tirou a minha carteira, em vez disso ele ou ela pôs essa foto no meu bolso… Estranho, não?

— Muito… Mas o pior é que faz sentido… — Falou Murdoc, agora pensativo pra se mesmo. — Talvez seja o mesmo merda que está me enviando os malditos e-mails…

— Que? — Perguntou 2D curioso, enquanto a minúscula aranha saia de seu ouvido e ia em direção aos seus cabelos e depois voltando pra parede indo em direção à janela rapidamente aproveitando que o baixista estava distraído. Isso fez com que o vocalista voltasse a se apavorar pois agora não teria mais ninguém pra ajudá-lo a inventar desculpas.

— Nada, Faceache — respondeu o baixista de forma grosseira. — Só uma ultima pergunta:  o que tinha no verso dessa foto?

 


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Mesmo quarto, 31 de outubro de 2016, 23:30 horas:

— Então foi a Will que te deu essa foto… E você quer que eu o ajude a visitá-la amanhã  em segredo — disse Noodle segurando e analisando a foto, mais especificamente o número de telefone e o endereço escritos no verso da foto, depois de ouvir o pedido de 2D. — É isso?

— S-se n-não for atrapalhar suas compras a-amanhã — respondeu 2D.

— Claro que não vai atrapalhar, seu bobo — falou a guitarrista empolgada. — Legal! Parece até uma missão secreta! Adoro missões secretas! Estou super empolgada pra gente comprar sapatos e visitar a Will amanhã!

— Que bom — disse Stuart dando o sorriso mais encantador e feliz do planeta. — Obrigado, irmãzinha! Não sei nem como te agradecer.

— Não precisa, irmãos são pra isso mesmo — disse Noodle animada. — Agora… Você poderia me emprestar uma caneta, por favor?

— Claro  — perguntou 2D entregando uma caneta preta para a guitarrista. — Por que?

Então, para o horror do britânico, a japonesa começou riscar completamente o que estava escrito no verso da foto.

— Noo?! O que você está fazendo?! — Perguntou o cantor desesperado.

— Apagando evidencias que podem arruinar a missão — disse Noodle com uma expressão facial e tom de voz neutro, praticamente sem emoção e ao mesmo tempo assustadoramente concentrado, que arrepiou até a alma do vocalista, pois isso o fez lembrar de sua antiga carcereira, a terrível Ciborgue Noodle.

— O-o que…

— Já memorizei tudo, então não há necessidade de manter essas informações na foto — disse Noodle ainda no arrepiante modo “super-soldado cumprindo missão secreta”.

—  M-mas… Noo…

— Não podemos deixar que as informações que estavam contidas nesta foto caiam em mãos erradas, né, oniichan? — Comentou Noodle agora fazendo uma expressão de irmãzinha kawaii inocente e sorridente.

 


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Voltando à “conversa" entre 2D e Murdoc, dia 2 de novembro de 2016, 17:56 horas:

— N-no verso da foto? — Perguntou Stuart se fazendo de desentendido.

— Não, na sua bunda! — Gritou o baixista ironizando irritado.

Então 2D tentou olhar pro próprio traseiro, deixando o homem de pele verde ainda mais irritado.

— CLARO QUE É NO VERSO DA FOTO, SEU ESTÚPIDO! — Gritou Murdoc cerrando os punhos. — NUNCA OUVIU FALAR DE IRONIA NÃO, RETARDADO?!

Com isso, o homem de cabelos azuis começou a tremer novamente e fechou os olhos, se preparando pra levar um monte de socos. O que fez o homem de pele verde sorrir maliciosamente, se sentindo novamente no controle da situação.

— Apenas responda a essa pergunta direito e, talvez, eu não te bata — disse Murdoc com um sorriso cruel.

— E-eu não posso responder essa pergunta, Murds — respondeu 2D ainda tremendo e de olhos fechados.

— E por que não?

— Por que… Porque se eu responder você vai querer me bater ainda mais.

— E por que?

— Porque… Porque... Porque eu... hã... te xinguei muito escrevendo naquela foto! É isso — disse 2D finalmente. — Pra não cair na tentação de te xingar muito no Twitter.

— Que? Hahaha Claro que xingou — ironizou Murdoc. — Como se você tivesse coragem suficiente pra isso…

— Eu tenho sim!!! — gritou 2D se irritando. Depois de todo o estresse e tortura daquele interrogatório que o cantor considerava maluco e sem motivos, ser chamado de covarde daquele jeito tinha sido a gota d’água. Agora ele não tava mais nem ligando se ía ou não levar a surra do século, ele apenas não aguentava mais ficar calado. — E QUER SABER? EU TE XINGUEI E MUITO ESCREVENDO EM TODA PORCARIA DE PAPEL VELHO QUE CONSEGUI ENCONTRAR! E TAMBÉM PICHEI UM MONTE DE PAREDES COM XINGAMENTOS E PALAVRÕES BEM FEIOS DIRECIONADOS A VOCÊ PORQUE VOCÊ É UM DOIDO DE PEDRA E TE ODEIO PRA CARAMBA POR ME TRATAR COMO… COMO… SEI LÁ, QUALQUER COISA, MENOS GENTE SENDO QUE SOU HUMANO E TAMBÉM TENHO DIREITOS E TER PELO MENOS UM PINGO DE LIBERDADE É O PRINCIPAL DELES!!! AH! E PODE ME BATER QUE NÃO ESTOU NEM AÍ MAIS, CANSEI! NA VERDADE VOU ACHAR ATÉ MELHOR SE VOCÊ SE DESCONTROLAR E ME MATAR  LOGO DE UMA VEZ PORQUE AÍ NÃO VOU PRECISAR MAIS VER ESSA SUA CARA PAVOROSA POR UM BOM TEMPO!!!

— COMO É QUE É?! O QUE VOCÊ DISSE?! VOU TE ENSINAR AGORA A TER RESPEITO E SE POR NO SEU LUGAR, SEU MERDINHA!!! — Gritou o baixista furioso. Com uma mão ele segurou a gola da blusa do cantor e com a outra mão ele se preparava pra dar o soco mais forte de toda a sua vida quando…

Din Don!

— Alguém esta tocando a campainha — comentou 2D calmamente.

— Eu ouvi, imbecil, não sou surdo — respondeu Murdoc ainda na posição pronta pra bater.

Din Don!

— Vai atender? — Perguntou o cantor.

— Eu não! Não estou esperando ninguém. Agora… Onde estávamos? — Perguntou o baixista de forma maliciosa. — Lembrei! Eu estava prestes a te dar a maior surra de toda a sua vida…

Din Don!

— Tem certeza que não vai atender?

— É claro que tenho! Eu não vou atender esta merda e não tem nada no mundo que me faça mudar de ideia!

Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don! Din Don!

— Ok, mudei de ideia — disse Murdoc com o olho direito tremendo de ódio, por conta do som da campainha que não parava de tocar. — Mas não fique tristinho, Faceache. O tio Murds já já volta pra brincar mais um pouco com seu pássaro canoro e saco de pancadas favorito — disse o baixista sorrindo de forma ameaçadora. — Só vou arrancar a pele do desgraçado que está fudendo a campainha primeiro.

Então o baixista se levantou e quando alcançou a porta do quarto olhou para o vocalista e disse sorrindo de forma maquiavélica:

— Não saia daí… Foi mal, me esqueci que você tá algemado e com os pés amarrados, hehe.

Depois disso Murdoc começou a descer as escadas, ainda ouvindo o barulho infernal da campainha que não parava de tocar, até finalmente chegar à entrada da casa e abrir a porta e viu…

Ninguém.

Nem uma única alma viva na rua, que continuava deserta e medonha como sempre.

— Que porra é essa?! Cadê o filho da puta que tava tocando a campainha até agora?!

Ele passou ainda vinte minutos, ou mais, rondando o lado de fora da casa, procurando quem quer que fosse o infeliz que tinha feito o maldito trote, mas, mesmo assim não encontrou ninguém. Então ele desistiu e, furioso, entrou na casa e fechou a porta da sala espumando de ódio e subiu as escadas se dirigindo ao quarto de 2D com vontade ainda maior de quebrar todos os ossos do corpo do vocalista.

Mas ao chegar ao quarto de sua vítima não viu mais ninguém lá também, apenas uma corda cortada, a mesma que antes amarrava os pés do cantor, e um papel escrito “Perdeu, cara de sapo” jogados na cama do cantor.


Notas Finais


Alguém teve a coragem de trollar Murdoc... Quem será que foi?


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