História Poisoned Dreams - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Lorcan Scamander, Lysander Scamander, Minerva Mcgonagall, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Albus Potter, Amizade, Amor, Harry Potter, Hogwarts, Malfoys, Scorbus, Scorpius, Scorpius Malfoy
Visualizações 39
Palavras 4.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA SÓ EU CHEGUEI.
Com um capítulo maiorzinho pois a criatividade estava a todo vapor.
Aqui na capa os rostinhos lindos dos nossos bebês: Albus e Scorpius em cima e Belamy e James em baixo.
Enfim espero que gostem pois eu amei e juro que as respostas virão, obgda por lerem♥️
Titia ama vcs ♥️

Obs: Eu não revisei esse capítulo então Sorry qualquer erro desde agr, depois releio ele e arrumo.

Capítulo 14 - Enganos


Fanfic / Fanfiction Poisoned Dreams - Capítulo 14 - Enganos

– Scorpius? - Chamou Albus devagar e num tom de voz baixo, virando-se incrédulo para encarar o rosto do amigo que agora olhava para o Cálice se perguntando por que chamaram o nome dele - Scorpius, o que você fez? - Perguntou Albus ainda sussurrando.


– Nada! Albus eu não fiz nada, isso tá erra… - Dizia Scorpius desesperadamente, antes de ser interrompido pelo chamado da diretora mais uma vez. 


– Scorpius Malfoy! Venha cá meu jovem, você foi escolhido - Chamou Minerva. 


Por todos os lados o salão fofocava, e todos encaravam friamente o Malfoy paralisado, já este, tinha os nós da mão já brancos da força que se segurava no banco, ele não iria levantar, não sem que o arrancassem dali, então Albus, mesmo ainda sem entender como aquilo aconteceu, segurou no braço do amigo, se levantou e puxou ele em direção à diretora, e antes de chegar ao palanque o Potter soltou o Malfoy ainda branco de medo para que ele seguisse caminhando até o encontro dos outros campeões. 

No salão ainda se instalava um silêncio gritante, ninguém além dos amigos de Scorpius entendiam o por que de ele ter paralisado, poucos cochichos entregavam que muitos não estavam satisfeitos por um Sonserino representar a casa, e isso só fez o sangue de Albus ferver. 

Minerva levou os três participantes em direção  a sala atrás da mesa dos diretores e a luz das velas iluminou mais uma vez o refeitório, todos voltaram a comer e rir, alguns ainda falando sobre os escolhidos. 

Albus estava atordoado, Scorpius não mentiria para ele, não é? Scorpius não esconderia dele se quisesse entrar no torneio, ou esconderia? Não, seu Scorpius não faria isso, não seria assim. 


– Albus? - Chamou Nébula, tirando o Potter de seu transe, nesse tempo ele nem percebeu os irmãos Scamander sentando-se ao seu lado juntamente com Anne, todos ali esperavam uma explicação dele, como se ele obrigatoriamente tivesse uma. 


– Albus o que aconteceu, ele não disse que não queria participar? - Perguntou Lysander. 


– É… disse - Respondeu Albus ainda encarando o Cálice de fogo. 


– Deve ter sido algum erro, Scorpius parecia nem entender o que estava acontecendo - Disse Anne. 


– Não, o Cálice não erra. Uma vez escolhido o Scorpius já não tem mais volta - Disse Heron se intrometendo no assunto pois também sabia que o loiro não queria nem mesmo colocar seu nome no Cálice. 


– Mas então o que vai ser de Scorpius? Ele nem sabe duelar! - Preocupou-de Lorcan. 


Albus já não aguentava escutar mais essa história, Nébula que até agora não tinha se manifestado encostou a mão na de Albus tentando chamar sua atenção. 


– Albus, quer ir pro dormitório? - Perguntou ela preocupada com ambos os amigos, ela sabia que quando Scorpius saísse daquela salinha no final da noite, iria precisar deles. 


– Vamos - Respondeu ele já saindo da mesa sem se despedir dos amigos, ele viu de relance Nébula tentando explicar algo para eles e depositando um beijo em Heron, logo em seguida ela veio correndo atrás dele que já estava passando pela porta principal. 


♥️


– Di-diretora, isso está errado - Dizia Scorpius que ainda não tinha sido ouvido. 


Eles estavam em uma sala cheia de bugigangas mágicas, todos os professores andavam de um lado para o outro como se estivessem muito ocupados, Liam tinham sido levado para uma salinha à parte por uma mulher loira e mais velha que parecia ter feito muitas plásticas, seu sorriso era quase artificial e aquilo incomodou demais Scorpius. Hagrid apareceu na sala um pouco atrasado e com um pouco de comida presa na sua grande barba, era o primeiro a vir falar com Scorpius desde a escolha do Cálice. 


– Menino Malfoy, não sabia que tinha se candidatado, parabéns! - Veio dizendo. 


– Não, Hagrid não, você não está entendendo! Isso não está certo - Disse o loiro ainda com o nervoso entrelaçado em sua fala. 


– É normal estar assustado garoto, já já isso passa - Disse o grandalhão. 


– Hagrid você não está entendendo, eu não coloquei meu nome lá! - Rebateu Scorpius em um tom que aparentemente havia sido alto demais, pois além de Hagrid, Minerva e os outros professores também - finalmente - haviam escutado. 


– O que quer dizer com isso garoto? - Perguntou Hagrid. 


– Era isso que eu estava tentando dizer até agora, eu não quero participar, nunca quis, eu nem coloquei meu nome no cálice - Explicou Scorpius. 


– De novo não… Minerva? - Chamou Hagrid. 


A diretora encarava o nada, pensando o que teria dado errado dessa vez, chegou a cogitar por um momento que o menino Malfoy estava mentindo, mas ele não era igual ao pai, não era. Mais de 20 anos depois o Cálice havia sido alterado de novo, mas dessa vez não tinha motivo, não era um Potter, era um Malfoy e Lord Voldemort estava morto, disso ela tinha certeza. Então, o que estava acontecendo? 


– Malfoy, você tem certeza que ninguém tentou colocar seu nome no Cálice? - Perguntou a Diretora rispidamente.


– S-sim, todos sabiam que eu não queria participar por achar perigoso - Disse o garoto. 


– Possui algum inimigo? Alguém que faria uma brincadeira de mal gosto como essa? - Perguntou ela. 


– Com todo respeito diretora - Disse o loiro e suspirou antes de continuar - Eu sou um Malfoy, e sou da Sonserina, tenho certeza que metade dessa escola me odeia só por existir. 


Ela suspirou, um tanto decepcionada com a resposta, mas não por ele não saber dizer alguém mas sim por que ela sabia que aquilo era verdade, por mais que ela se esforçasse para melhorar os preconceitos em Hogwarts, a maior parte dos filhos de ex-comensais da morte davam queixa de bullying para ela toda semana. 


– Muito bem Scorpius, está liberado. Vamos tentar ver o que aconteceu e iremos te chamar o mais cedo possível - Disse ela por fim. 


Quando ele saiu pela porta se deu conta de quanto tempo havia passado, o refeitório estava vazio e os corredores silenciosos, seu coração descompassa a cada passo que ele dá, pesando em sua mente como aquilo tinha acontecido, será que ele tinha irritado alguém? Será que ele tinha feito algo ruim? Por que coisas ruins sempre acontecem com ele? Scorpius sempre tentou ser o melhor de si, sempre lutou para quebrar a imagem ruim dos Malfoys, sempre tentou ser bom e gentil com todos, então por que coisas ruins sempre acontecem com ele? 

Enquanto caminhava, relutou em deixar lágrimas de medo escorrerem pelo seu rosto, odiava chorar, odiava ser vulnerável, mas naquele momento se sentia pequeno, sentia que em algum lugar as pessoas guardavam a mesma raiva dele que antes guardavam de seu pai, mas ele não era Draco, tentou a vida inteira não ser igual à Draco. 

Ele subiu as escadas das masmorras e parou frente à porta, na mistura de pavor que sentia ele parou para lembrar de Albus, mais especificamente do rosto de Albus quando ouviu seu nome sendo chamado no lugar do dele, a respiração de Scorpius falhou, tudo que ele menos precisava era seu único porto seguro bravo com ele por algo que ele não tinha feito de propósito e ao pensar nisso, a primeira lágrima rebelde escorreu pelo seu rosto. Respirou bem fundo, colocou a senha e entrou, demorou até se acostumar com a luz forte que vinha da lareira, iria subir direto para seu quarto se não tivesse notado o vulto de alguém sentado no sofá. 


– Scorpius? - Chamou a voz feminina. 


Olhando da onde estava quase não dava para diferenciar o verde que dominava as pontas do cabelo dela e o verde que vinha da lareira, Nébula estava sentada ali, com seu pijama e olhando para ele. 


– Deveria estar dormindo, não é? - Brincou ele tentando aliviar a tensão. 


– Como você está? - Perguntou ela. 


– Bem? Não sei - Disse ele - Onde está Albus? 


– Scorp… ele estava chateado, tive que tirar ele de todo aquele burburinho, sabe o quanto era importante pra ele e aí… 


Scorpius se sentou ao lado dela, encostou-se em desistência e deixou poucas lágrimas continuarem a cair, ele precisava de Albus mais que tudo no momento, não estava pronto para lidar com a raiva dele, uma raiva estúpida e irracional. 


– Ele está lá em cima? - Perguntou Scorpius. 


– Está, mas só suba quando estiver pronto para enfrentar o furacão Potter - Brincou ela, puxando o loiro para um abraço - Tem ideia de como isso aconteceu, Scorp? - Perguntou ela inocente. 


– Você sabe que eu não mentiria, não é? Eu não coloquei meu nome lá Nébula, alguém deve me odiar muito - Explicou ele. 


– Scorp… eu acredito em você, vamos resolver isso - Disse ela - Okay? 


– Okay… - Disse ele se afundando no abraço dela, respirou fundo algumas vezes e resolveu ir amansar a fera - Eu vou… lá - Anunciou ele. 


– Boa sorte - Desejou Nébula antes de ele pisar no primeiro degrau. 


Enquanto subia em silêncio, suplicando para que os outros estivessem dormindo, Scorpius pensava como iria convencer Albus que estava falando a verdade, como fazer ele acreditar na sua palavra depois de tanto tempo estranho, é claro que ele iria tentar ligar a estranheza do loiro ao fato de supostamente ele ter colocado o seu nome no cálice escondido e não ao fato de Scorpius estar secretamente - e descaradamente - apaixonado por ele. 


"Aí Albus, seu idiota" Pensou


Quando pisou no quarto não encontrou os outros colega de quarto nas camas, tinha medo que Albus os tivesse expulsado por essa noite, ele andou em passos leves, passando pela cama de Albus que estava com a cortina fechada, Scorpius suspirou fundo de alívio com a idéia de ele estar dormindo, sentou-se na sua cama e se deixou desabar pensando em cada coisa absurda que estava acontecendo com ele, como se já não fosse problema o suficiente não tirar Albus da cabeça, agora tinha que enfiar na mente táticas de combate por que alguém na escola odiava ele o bastante pra testar sua vida. 


"Dragões, Trolls, Hippocampus, Diabretes, tudo pode tentar me matar ou no mínimo arrancar um dedo" Pensou ele em desistência. 


Já não era mais possível guardar os soluços que vinham junto com seu choro - antes silencioso -, Scorpius se deixou cair sobre a cama com as mãos sobre rosto tentando evitar o máximo do barulho possível. 

Enquanto estava deitado pensando em que momento ele perdeu o poder de escolha, sentiu uma mão pousar sobre sua coxa, tão suave que nem parecia de uma pessoa de verdade, quando olhou para frente viu Albus sentado em sua cama, chamado Scorpius com o olhar para senta-se com ele. 


– Pensei que estivesse querendo me matar - Sussurrou Scorpius enquanto sentava-se ao lado de Albus, esse que ainda estava em silêncio, talvez pensando se estava com raiva ou não do amigo. 


– Você não mentiria pra mim, não é? - Perguntou Albus quase inaudível. 


– Nunca… - Respondeu.


– Então que merda aconteceu, lá?! - Perguntou o outro um pouco mais bravo. 


– Al, se eu soubesse eu te diria, só sei que não fui eu - Disse Scorpius ainda deixando lágrimas de desespero descer pelo rosto. 


Albus passou o polegar pelas lágrimas do outro, a fim de cessar aquele choro doído, Scorpius poderia ter defeitos - pouquíssimos na opinião de Albus - mas ele não era mentiroso, nunca foi. 


– Eu… acredito em você - Sussurrou o Potter - Mas temos que descobrir o que aconteceu, você não pode participar - Disse ele. 


– Eu não quero nem ver a reação do meu pai quando souber disso - Disse Scorpius suspirando. 


– Senhor Malfoy vai tacar fogo nessa escola - Brincou Albus. 


– Capaz de atear fogo em mim também, vai achar um jeito de dizer que isso é culpa minha, tenho certeza - Confessou o loiro. 


– Ele não pode ser tão idiota assim - Questionou Albus. 


– Al, você conhece meu pai, se ele não me culpar, vai culpar você - Respondeu. 


– "Tudo culpa dos Potter" - Disse Albus imitando a voz rude de Draco Malfoy, atingindo seu objetivo de arrancar um sorriso do outro - Escute, só não se desespere, eu estou do seu lado e se não tiver como te tirar do torneio, eu prometo que vou te ajudar com tudo que precisar, serei igual minha tia Hermione - Disse Albus por fim.


– Quem me dera ter sua tia pra me ajudar - Brincou Scorpius e em seguida levou uma almofada no rosto juntamente com um "idiota" dito pelo outro. 


Scorpius retribuiu jogando o travesseiro mais próximo na direção de Albus, que já estava ajoelhado na cama preparando outro ataque, ambos riam da situação, pulavam pela cama como duas crianças, nem pareciam ter 17 anos nas costas, em um deslize Scorpius foi derrubado na cama pelo travesseiro que Albus segurava, mas a fim de se segurar acabou puxando o braço do Potter junto, fazendo ele cair acima de si. Com o riso diminuindo aos poucos, sendo substituído pelas suas pesadas respirações compartilhadas e o calor do corpo fazendo ambos suarem, não existiria situação mais perfeitamente desconfortável para Scorpius, já Albus que parecia nem ter notado a posição que estava, e ainda se encontrava com os olhos vidrados nos do outro, saindo de seu transe somente quando sentiu a mão do loiro deslizando pela sua cintura e o empurrando para o lado. 

Albus caiu de costas para o colchão, fechando os olhos com o leve impacto na cama, sentia seu peito subir e descer pesado, seu corpo inteiro relaxar e sua mente devanear na longínqua lembrança de um sonho passado, daquela sensação tão familiar de lar. 

Quando virou para o lado Scorpius já havia levantado, e desamarrava sua gravata, seu manto estava no chão e ele imaginou que o amigo iria se dirigir para o banho, então resolveu senta-se e puxar Scorpius outra vez, mas dessa vez para um abraço. 

Sentado na cama e abraçando a cintura do outro, Albus se permitiu uma única vez não se sentir confuso com aquela sensação, enquanto os dedos de Scorpius entrelaçaram-se em seus cabelos fazendo um carinho sutil, o Potter percebeu em que situação o amigo havia se metido, Scorpius não sabia duelar, era muito bom com poções mas feitiços não eram sua melhor área, como ele iria sobreviver dentro do torneio? 

Albus levantou-se frente ao outro, impedindo que ele fugisse pois o segurava pela cintura, olhou mais uma vez no cinza profundo que habitava os olhos de Scorpius e pediu à Merlim que desse tudo certo. 


– Se você ousar se machucar nesse torneio, eu mato você. Ouviu? - Sussurrou Albus. 


Scorpius engolia em seco, aquela aproximação era tão bem-vinda que o assustava, era tão íntima que o iludia, era tão natural que o necessitava, ele resolveu então, testar a sorte, encarou os verdes olhos à sua frente e sorriu. Deitou o rosto de Albus em seu ombro e abraçou o amigo o mais forte que pode e por todo tempo que seu corpo aguentou, na sua mente era tão errado mas seu peito doeu quando ameaçou soltá-lo. 

Mas o soltou, teve que soltar assim que ouviu os passos na escada, pigarreou um pouco se livrando daquela sensação que estava lhe abatendo e andou a passos rápidos para o vestiário. 

Já Albus, que tinha se permitido não se sentir estranho com aquilo, sentou mais uma vez na cama com o rosto escondido entre as mãos, tentando tirar da cabeça a idéia de que seu sonho fazia algum sentido. Aquela voz, aquela sensação, não tinha como ser ele, não podia ser ele, mas e se fosse? E se talvez fosse Scorpius? E se, talvez aquilo não fosse tão louco assim? 

Eram perguntas demais, sensações demais, sentimentos demais para o gosto dele, resolveu deitar-se de novo e dormir, já que não tiraria resposta nenhuma do chão que encarava. 


Enquanto isso, ainda encostado na fria parede do chuveiro, Scorpius tentava controlar suas próprias emoções, tentava ordenar a si mesmo que nunca mais se aproximasse assim de Albus. 


"Mas foi ele que me puxou" pensou. 

"Não, ele só estava preocupado, é normal" Rebateu para si mesmo. 

"Mas ele ficou em cima de mim, ele não quis sair" pensava. 

"Mas você o puxou antes!" 

"Mas ele não quis sair!" 


E por um momento, sendo teimoso até com si mesmo, ele pensou no que Albus teria feito se ele não tivesse o empurrado para longe de si, o que Albus teria feito? Será que teria ficado alí, olhando pra ele? Será que ia sair sozinho? Iria deitar? Ou talvez, só talvez, numa pequena possibilidade, ele lhe daria um beijo?


"Pare de se iludir Scorpius!" brigou consigo mesmo mais uma vez. 


Desistiu de continuar seu banho, e saiu ainda com o corpo quente, talvez da água ou talvez do nervoso, olhou para os lados e viu ainda todas as camas vazias - tirando a de Albus - e se perguntou se tinha ouvido coisas ou inventando coisas. 

Sentou-se na própria cama e encarou as costas de Albus, aparentemente o amigo já estava dormindo de novo, provavelmente já estava bem tarde, e se não dormisse logo iria perder a hora na manhã seguinte, mas tudo no corpo de Scorpius pedia para ele chamar Albus e testar a sorte. 

Em um impulso involuntário, ele chamou o amigo em tom baixo, tão sutil que pensou que o outro não tinha escutado, mas Albus ouviu, olhou sob o ombro e depois virou para olhar para Scorpius. 


– Tá tudo bem? - Sussurrou o Potter ainda com a voz pesada do breve sono. 


– Ah, é… não, sim - Disse Scorpius nervoso, não sabia o que queria que acontecesse quando chamou o outro - Só não consigo dormir - Disse. 


– Quer conversar? - Perguntou Albus. 


– É que tá tarde… - Disse o loiro. 


– Quer deitar aqui? - Disse Albus com uma tranquilidade que assustou ambos, mas Albus resolveu não demonstrar insegurança. 


Scorpius não respondeu, sua mente dizia que isso era um sinal mas ao mesmo tempo o chamava de idiota, resolveu então só escutar a parte boa do cérebro e se deitou com cuidado ao lado de Albus.

Eles já tinham dormido juntos antes, já tinham dividido uma cama, mas era tão diferente, como se pisasse em ovos, como se cada movimento na cama fosse chamar atenção, seria tão desconfortável se Albus não tornasse tudo o mais natural possível. Ficaram deitados um de frente para o outro, olhando o escuro por um tempo e depois o Potter disse um baixo "Boa noite", somente aí o corpo de Scorpius o deixou relaxar. 


♥️


Era isso, tudo apontava para que Belamy beijasse ele, mas eles eram amigos, tão amigos que talvez esse impulso estragasse tudo, e aí James seria mais um que o abandonaria. 

Encostados na parede fria da sala de Astronomia, Belamy nem imaginava que horas eram, só pensava em casa detalhe das palavras de James, talvez fosse tudo coisa da cabeça dele, talvez esse interesse repentino - que acontece faz semanas - em beijar James fosse só mais um engano, uma confusão aleatória, uma re significação de sentimentos, talvez fosse sua mente lhe pregando peças, mas que mal teria um beijo? 


– Sabe, isso tudo é muito confuso - Disse James - Não queria ter que lidar com isso.


– Então não lide, só seja. Já namorou alguma garota? - Perguntou Belamy rezando internamente para que a resposta fosse não. 


– Ah, namorar é um termo forte, né? Eu já fiquei com algumas - Disse o Potter sem graça, se ele estivesse falando isso para Bart não sentiria essa vergonha, mas tudo com Belamy era diferente. 


– Então você era um cachorro, entendi - Brincou Belamy. 


– Não! É que eu acho que nunca gostei de nenhuma delas de verdade … então nunca namorei ninguém - Explicou ele ainda sem jeito. 


– Então você nunca se apaixonou? Nem por garota e nem por garoto? - Perguntou Belamy agora olhando nos olhos de James. 


James encarava de volta, ele sempre encarava, achava incrível como os olhos de Belamy ficavam de tom de mel mais forte na ausência de luz, como se a noite intensifica-se ele, percebeu que ainda não tinha respondido quando viu as sobrancelhas de Belamy fazerem um movimento de inquietação. 


– Bom, talvez, acho que já mas nunca beijei essa pessoa então nunca tive certeza - Explicou James pensando se a sensação que tinha ao olhar pra Belamy podia ser chamado de paixão.


James não era ingênuo, conhecia seus sentimentos muito bem, apesar de que quando saiam da sua boca não faziam o menor sentido, ele também entendia seus desejos mesmo que não quisesse ser verdadeiro consigo mesmo. Então ele sabia que entre ele e Belamy tinha alguma coisa a mais, mas ele não estava pronto pra descobrir o que era, por que se estivesse errado não queria correr o risco de perder o Sonserino. 


– Precisa beijar alguém para ter certeza, James? - Perguntou o Sonserino com seu tom natural de flerte, já não estava mais querendo fugir daquela situação. 


– Acho que sim - Disse o Grifinório com um leve sorrisinho no rosto, James se levantou e apoiou os braços no parapeito da janela, aquela situação não estava lhe favorecendo em nada, só o deixava mais nervoso e impulsivo. 

E se Belamy nem mesmo estivesse interessado nele? O Sonserino ser gay não quer dizer que estava atraído por James, e se James só estivesse entendendo tudo do jeito que queria e não como estava acontecendo? Talvez nada daquilo fosse um flerte, talvez fosse só uma conversa normal.

Era assim que James pensava antes de Belamy chegar mais uma vez por trás, descendo com delicadeza o toque de sua mão até a cintura de James e ali firmando-se, consequentemente fazendo cada parte do corpo do Grifinório sair de seu controle. 


"Isso não pode estar acontecendo comigo!" Pensava James. "Mas e se estiver?"


Belamy habitava em si uma luta entre coração e mente, seu sangue corria rápido pelas veias, seu peito acelerava, mas ele se mantinha firme segurando na cintura do mais baixo, vez ou outra passando seu polegar pela voltinha que James tinha ali, o que só deixava o Sonserino mais distraído e avoado. Ainda com a mão no mesmo lugar, Belamy se aproximou de James, encostando sua cintura no parapeito onde o outro se apoiava, ele olhava para James e tentava ver algo que lhe desse a certeza que mesmo que o beijasse ali, James não fugiria dele. 


James respirou fundo, fechou os olhos por um momento e sentiu a mão do outro acariciando acima de seu cinto, sabia que aquilo era mais que um carinho amistoso, então repreendendo-se eternamente, ele decidiu tomar coragem. 


– Belamy - Chamou baixo o Potter. 


– Sim? - Disse o outro se aproximando mais de James fingindo que estava só querendo o escutar melhor, e não ter seus corpos o mais próximos possível - O que foi? - Sussurrou. 


– Se eu te beijasse agora, iria fugir de mim? - Perguntou James com o coração saltando pela boca, tentando se manter firme e não fugir correndo para se esconder embaixo da cama. 


Por um momento Belamy parou de respirar e voltou, encarou um pouco o chão e soltou um leve sorriso como se não estivesse acreditando no que ouviu, o corpo de James resetou quando o outro tirou sua mão da cintura dele e passou para as costas, puxando ele para mais perto. 

Agora, Belamy tinha um sorriso maroto em sua boca, os olhos amenos e semicerrados encaravam os dele, e com delicadeza Belamy passou a mão pelo rosto de James que instintivamente olhou para o chão pois sabia que estava tão vermelho que chegava a ter graça. 


– Você fugiria? - Sussurrou Belamy, e antes que James pudesse focar seu olhar no dele mais uma vez, o Sonserino já havia unido seus lábios delicadamente aos dele, com medo de que algum movimento brusco afastasse James. 


O Potter relaxou seu corpo no mesmo momento, se deixando envolver unicamente pelas mãos de Belamy em sua cintura e rosto, que o acariciavam e traziam ao seu corpo uma necessidade de mais. 

Era calmo, delicado e quente, uma mistura de sensações que Belamy não estava acostumado mas que o deixaram a procura de mais, enquanto suas mão se mantinha obediente, na cintura do outro, ele aproveitava para brincar um pouco, dando uma mordidinha leve toda vez que seus lábios ameaçavam se soltar. Mas quando aconteceu, Belamy ficou feliz de o sorriso de James ter sido a primeira coisa que viu. 


– Eu fugi? - Disse James ainda sorrindo e com vergonha demais para olhar nos olhos de Belamy de novo. 


– E eu? - Respondeu Belamy também sorrindo, e puxando o rosto do outro para dar um último beijo pois se continuassem mais algum tempo ali, provavelmente seriam pegos. 


James se recompôs, sem evitar demonstrar sua felicidade, mas tentando ao máximo não surtar ali mesmo e acompanhou Belamy pelas escadas para chegarem no refeitório, quando tiveram que se separar foi mais difícil do que imaginava, James havia se esquecido por um momento que para o resto da escola eles ainda eram inimigos jurados. 

Quando olhou para trás para disfarçadamente tentar ver Belamy de novo - dizendo para si mesmo internamente que não estava sendo um idiota apaixonado -, ele acabou trocando olhares com Bart, que parecia mais acabado que dá última vez. Quando Bartolomeu percebeu, levantou da mesa no mesmo instante, saindo a passos largos do salão, e James sabia bem no fundo que deveria ir atrás dele, deveria se preocupar com aquele que até semanas atrás era seu melhor amigo. Então ele foi. Correndo pelos corredores até ver Bart entrando no banheiro masculino, então James diminuiu o passo, se preparando para lidar com essa parte complicada da sua vida. 

E quando abriu a porta, lá estava Bart, apoiado na pia do banheiro, sem seu manto parecia mais magro que o normal, e o Wood que conheceu não chorava tanto assim. 


– Wood? - Chamou James ainda indiferente, tentando esconder a preocupação que penetrou seu coração. 


– O que você quer? - Respondeu ríspido 


– Cara, você tá bem? - Perguntou James. 


– E agora você se importa? - Rebateu. 


– Eu sempre me importei com você Bart - Diz James apelando para seus apelidos. 


– Mentiroso, não fala comigo a semanas! Agora que virou amiguinho do Zabini esqueceu que eu existo! - Se exaltou Bart. 


– Mentiroso? Eu? Eu só me afastei por que você estava mais uma vez sendo um babaca de merda sem razão nenhuma - Rebateu James com raiva, quase se arrependendo de ter ido atrás de Bart. 


– Sem razão? Você passou anos odiando ele, anos James! E agora do nada resolveu grudar nele e me deixar de lado, sim eu posso ter sido babaca mas você sempre foi um e eu nunca te deixei!  - Explodiu Bart


James sabia que era verdade, quando ele era sua pior versão muitas vezes que lhe botava na linha era Bart, muitas vezes que era seu senso e razão era Bart, e eles nunca tinham deixado de se falar, não importa qual merda James tivesse feito. 


– Eu… eu só quis ajudar ele, ele é uma pessoa legal, sabia? - Disse James diminuindo o tom de voz. 


– E eu com isso? Ele pode ser a melhor pessoa do mundo, mas eu também precisava de você, precisava do meu melhor amigo e você nem tinha ideia de eu tava bem ou não - Disse Bart ressentido - Sempre fomos nós dois contra o mundo e agora você acha um novo melhor amigo e eu só me ferro. Você ao menos chegou a lembrar que era você que me ajudava a ler os livros da escola? 


Um peso tomou conta do peito de James, pois algo que ninguém na escola sabia além dele era que Bart era disléxico, então James sempre o ajudou com todas as matérias, desde sempre estudaram juntos, desde sempre fizeram trabalhos juntos e desde sempre estavam juntos. E James se deixou cegar pela raiva. 


– Merda…- Foi o que James conseguiu balbuciar. 


– É, merda. Eu tive sorte que alguém pode me ajudar, mas James você era meu melhor amigo, sou tão substituível a ponto de uma hora pra outra esquecer completamente de mim? - Disse Bart evitando que as lágrimas tomassem seu rosto. 


– Não! Não, não é. Eu fui um idiota, estava com raiva de você, achei que não me entenderia, achei que não iria querer falar comigo de qualquer jeito… - Tentou explicar James. 


– Entender o que James? O que, logo eu, que estou ao seu lado há anos, não entenderia? - Respondeu ainda bravo. 


– Bart, eu… - Sibilou James, e vendo a raiva no rosto do outro resolveu dizer - Eu não tornei Belamy Zabini meu melhor amigo, eu me apaixonei por ele. 


A expressão de Bart mudou no mesmo segundo, agora incrédulo ele pensava que James poderia estar zuando com a sua cara, mas ele também sabia que James não gostava nem um pouco de falar da própria sexualidade, por que inventaria logo isso? 


– Então… você é gay? - Perguntou Bart ainda incrédulo. 


– Sou? Não sei, não sei de nada no momento - Respondeu James confuso. 


– Bom… tudo bem - Disse Bart. 


– Tudo bem? - Perguntou James. 


– É… eu sei que fui babaca em relação ao Zabini, mas eu estava com raiva e bom, talvez eu seja babaca mesmo. Mas você é a pessoa mais importante que eu tenho James, e vai ser estranho ver você beijando aquele cara mas tudo bem eu encaro essa - Respondeu Bart se aproximando de James. 


– É, você é bem idiota - Respondeu James rindo e indo abraçar Bart, e quando o fez, sentiu que o amigo estava mesmo mais magro mas resolveu conversar sobre isso mais tarde. 


No momento ele só estava feliz que as coisas iam se acertando, mesmo sabendo que sendo um Potter, isso estava fadado a mudar. 





Notas Finais


Puts tava na hora né? Quero só saber oq acharam de Beymes dessa vez.
Scorpius meu filho, assim você só complica sua vida né, aiai.

Enfim gente, espero que tenham gostado e posto o próximo depois do Enem e dos vestibulares (ou quando a força de vontade vier).

Obgda por ler♥️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...