História Pokémon - Novo Herói (New Hero) - Capítulo 23


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Notas do Autor


Olha só... capítulo novinho em folha chegando para vocês.

Vou tentar trazer um capítulo por semana a partir de agora, mas não posso prometer... Se não conseguir um por semana, pelo menos um a cada quinze dias é certeza.

Sobre o capítulo, não tenho muito o que comentar antecipadamente senão vou dar grandes spoilers, e prefiro deixar vocês com a surpresa kkkk

Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 23 - Capítulo 23 - Decisão


"Oi Di… td bem? Ahn… como o Star e o Faísca estão?"

Sentada em sua cama no quarto do Centro Pokémon, Diana encarava o celular, com lágrimas nos olhos. Mesmo Patrícia estava surpresa com a mensagem recebida.

— T… Tony…

Diana apenas murmurou, com a voz trêmula, e suas mãos ainda mais trêmulas que sua voz.

— Di, o que pretende fazer?

Diana ainda estava perdida em seus pensamentos, embora tivesse ouvido o questionamento da amiga, sua mente estava muito mais ocupada naquele momento.

Sem responder a pergunta da Patrícia, Diana finalmente pegou o celular para responder a mensagem.

"Td bem?! Vc tem coragem de me perguntar se tá TUDO BEM?! VOCÊ ME ABANDONOU! E ABANDONOU SEUS POKÉMON! É CLARO QUE NÃO TÁ NADA BEM!"

Diana enviou a mensagem e jogou o celular na cama, com uma irritação que há muito tempo Patrícia não via.

Não demorou muito e o celular vibrou, e depois vibrou de novo e de novo, indicando que havia recebido três mensagens.

Sem pedir permissão, Patrícia pegou o celular e viu as mensagens, deixando que um discreto sorriso escapasse sem perceber.

— Por que justo agora o Tony tinha que aparecer? — perguntou pra si mesma em voz chorosa, mas Patrícia conseguiu ouvir.

— Se não quiser, eu pego ele pra mim. Ele é…

— NÃÃÃÃOOOO! 

Patrícia não se segurou e deu risada da reação da amiga, que a encarava com um olhar que parecia poder matar alguém.

— Di, vamos, deixe de ser tão briguenta assim e fale com ele.

— Mas… depois de tudo que ele fez…

— Tudo o que? Depois do que ele descobriu sobre você, era de se esperar que ele precisasse de um tempo sozinho.

— Mas…

— E sobre os Pokémon, tenho certeza que desde que ele iniciou a jornada já tinha aquele pensamento torto dele.

Enquanto conversavam, novamente o celular vibrou, indicando ter recebido uma nova mensagem.

Com medo do que poderia ser, Diana respirou fundo e então fechou os olhos, reunindo coragem para pegar o celular. Quando finalmente abriu os olhos para pegar o celular, Patrícia estava segurando o celular de frente pra ela, fazendo ela ler a mensagem, preparada ou não.

"Di… desculpa pelo jeito que deixei vc, o Star e o Faísca"

"Eu sei que foi antes da gente se conhecer mas não aguentei saber de tudo aquilo"

"E sobre o Star e o Faísca, eu sei que você ou a Paty capturou eles, e deixei eles com vocês pq vi que eles não iriam querer batalhar comigo pelo meu plano… eu não quero forçar eles a nada que eles não queiram"

"Bom, acho que vc não quer nem msm conversar cmg… eu entendo :( cuide do Star e do Faísca pra mim"

Diana sentiu seu coração apertado e um nó formou-se em sua garganta. Sua mente virou um caos novamente, mas ela pegou o celular da mão da amiga e rapidamente respondeu as mensagens.

— O que você respondeu?

— Pra ele encontrar a gente no platô índigo antes das batalhas preliminares.

— E o que vai fazer quando encontrar ele?

— Não sei… mas sei que se ele continuar com a ideia idiota de banir os Pokémon pra outra dimensão, vou ser obrigada a parar ele.

Patrícia abriu um sorriso ao ouvir o que Diana disse. Por mais que estivesse claro que ambas gostavam do Antony, nenhuma das duas estavam dispostas a deixar o Antony seguir com o plano dele de criar uma nova dimensão e banir os Pokémon.

Parece que o Tony não vai ser problema… Me pergunto o que o Lugia quis dizer com “o Antony será o menor dos problemas” quando ele nos encontrou da última vez.

PAAATTTYYYYY!!!

Patrícia deu um pulo de susto e seu rosto ficou mais vermelho que pimenta, envergonhada por ter assustado tanto com o grito da amiga.

— O… o que foi sua doida?

— Hahaha, sua cara foi impagável — respondeu rindo. — No que estava pensando que ficou toda aérea?

— Ahn… bom…

— Escuta aqui, eu sei que você gosta do Tony, mas se pensa que vou desistir dele está enganada. O Tony é MEU!

— C… calma… não pensei nisso… Mas bem que você podia me dar uma “casquinha” dele também né? — perguntou ironicamente e dando uma piscadinha para a Diana.

— Sua… SPLASH, HYDRO PU…

— NÃO PRECISA! EU RETIRO O QUE DISSE!

Patrícia tremeu de medo e se escondeu atrás de um travesseiro, mas ao mesmo tempo dava risada da reação da Diana, que finalmente estava com a personalidade agressiva e pavio curto de volta.

Apenas com o olhar, Diana passou o comando para seu Blastoise, que relaxou e retornou para o Pokébola por conta própria.

— Di… eu estou pensando no que o Lugia disse… Que o Tony seria o menor dos problemas.

— Pensar nisso agora não vai ajudar. Agora temos que nos preparar para a Liga Pokémon.

— Di, depois dessa liga, gostaria de passar o Natal comigo em Alola?

— Co… com você?

— Qual o problema?

— Bom… você… é filha da Feather Ketchum, e eu… sou só uma simples garota que quer fazer jornadas e se divertir com os Pokémon… Além do mais…

— E daí? Cacete Diana, tire essa ideia de que por você ser pobre não pode ter amigos mais ricos. Eu não ligo pra isso. 

— Nossa, nunca te vi falar desse jeito.

— Eu tenho que tentar ser comportada né? Afinal, sou uma garota também. Mas tem horas que não dá… E então, vai aceitar ou vou ter que te sequestrar?

— Mas… e o Tony?

— Ué, se conseguirmos trazer ele de volta, ele passa com a gente. 

Diana ficou pensativa por algum tempo, até que finalmente assentiu para Patrícia. Com um grande sorriso no rosto, Patrícia pulou em cima da Diana, derrubando ela na cama e a enchendo de beijos nas bochechas.

— Finalmente vou ter alguém da minha idade comigo no natal. Te amo Di…

— H… hey hahahhaha para… para com isso hahahaha faz… faz cóce… hahahaha cócegas.

Em algum lugar de Kanto, escondidos da humanidade, Lugia, Mew e Mewtwo haviam se encontrado. O local parecia ser uma ilha deserta, porém alguns Pokémon clonados por Mewtwo habitavam a ilha.

Conseguiu resolver o problema com o garoto chamado Antony Mauser?

— Ainda não Mewtwo. Ele parece estar decidido no que quer — respondeu Lugia.

— Eu investiguei a tal equipe Hole — manifestou-se Mew — e parece que eles tem parte nisso. Há rumores que eles pretendem atacar a durante a Liga.

— Isso é ruim. O coração do Antony ainda está se curando. Se algo acontecer com a senhorita Diana Banks ou Patrícia Malcolm as coisas poderão sair de controle.

— O que quer dizer Lugia?

— Que o Antony Mauser conseguiu a simpatia de alguns de nossos irmãos…

— Você quer dizer… 

— Sim Mew… Vocês já entenderam, não é?

— Sim Lugia. Vamos Mew.

Sem imaginar a conversa que Mew, Mewtwo e Lugia tiveram, Diana e Patrícia continuaram suas jornadas tranquilamente pelos dias que se seguiram.

Ambas estavam sorrindo e rindo mais, e até mesmo Star e Faísca pareciam estar mais animados.

Contudo, enquanto treinavam no Centro Pokémon de Holcity…

— Estou procurando por Diana Banks, sabem onde posso encontrá-la?

Diana e Patrícia se encararam, e então Diana se aproximou do garoto.

— Eu sou Diana Banks. Muito prazer — disse estendendo a mão para cumprimentar o garoto.

Ele apenas ignorou o gesto.

— O que você quer? — perguntou Diana, já impaciente com a falta de educação do garoto.

— Quem sabe uma sessão de vídeos eróti…

Antes que pudesse terminar a frase, Diana acertou-lhe um forte tapa na cara, e mesmo sem dar nenhum comando, Faísca e Splash, e até mesmo o Star, já estavam com seus ataques preparados na direção do garoto.

— ARGH! O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZ…

— CALE A BOCA SEU TARADO PERVERTIDO. SE NÃO QUISER PROBLEMAS, SAIA JÁ DAQUI!

— Hahaha tudo bem… Eu só vim para te dar um aviso. Não participe da Liga Pokémon, ou irei vazar todas as suas imagens para o público.

— É mesmo? — uma voz surgiu de trás do prédio do Centro Pokémon.

Diana e Patrícia sentiram suas espinhas congelarem. Ao olhar para o lado, viram a pessoa que menos esperavam naquele momento se aproximando, sendo seguido por um Meowth.

— Quem você pensa que é?

O garoto se aproximou da Diana, a abraçando pela cintura e puxando para perto dele, a deixando sem reação.

— Sou Antony Mauser, namorado da Diana, e seu pior pesadelo — respondeu enquanto encarava o garoto, analisando atentamente todos os detalhes.

De repente, o olhar do Antony tornou-se totalmente sombrio, cheio de ódio.

Esse símbolo… Então eles estão na Liga Pokémon também…

Meowth, finalmente tomou uma decisão…

O que pensa que vai fazer? — questionou o garoto que ainda não havia se apresentado.

— Isso não te interessa. 

— Você é corajoso garoto…

— E você é um idiota — respondeu Patrícia. — Agora suma daqui.

— Hmmm… você é bem gostosa… mais até que a Diana… O que acha de…

Patrícia estava prestes a sacar uma Pokébola, porém antes que ela pudesse agir, um Greninja surgiu em sua frente, ao mesmo tempo que Antony a puxava pela cintura, a abraçando exatamente da mesma forma que abraçava Diana, abraçando as duas garotas ao mesmo tempo, uma de cada lado.

— Ela está comigo. Não pense em relar um dedo na Paty ou na Di, ou você irá encontrar o Giratina em pessoa. Ou melhor, em Pokémon — respondeu com um tom de sarcasmo e um sorriso perverso no rosto.

Star e Faísca viram que a índole de seu antigo treinador não havia sido alterada, e ambos, que até então só observavam, se posicionaram como costumavam ficar. Star ficou ao lado esquerdo do Antony, um pouco à frente, enquanto Faísca subiu em seu ombro, deixando vários raios de eletricidade saírem de suas bochechas.

O rosto da Diana estava vermelho de raiva, era possível ver a fúria em seu olhar, que de canto de olho observava a forma que Antony a abraçava e abraçava a Patrícia.

O garoto tentou se aproximar da Patrícia e tocar-lhe no rosto, porém o Greninja em sua frente, num movimento muito rápido, moveu-se para trás do garoto e ficou preparado com o Cut apontado no pescoço dele, bastando um movimento em falso para cortar a garganta do rapaz.

O garoto engoliu seco e recuou, e o Greninja voltou para a posição anterior, entre o garoto misterioso e Antony e as garotas.

— Que seja. 

O garoto virou as costas e foi embora, deixando o trio para trás. Quando finalmente tinha certeza que o garoto não iria retornar, Greninja saiu da mesma forma que chegou, sem rastros. 

Antony finalmente deixou de abraçar as garotas, porém seu rosto logo arrependeu-se disso. Um forte estalo foi ouvido e logo em seguida as marcas de dedos surgiram em seu rosto.

Star e Faísca se afastaram de seu antigo treinador, porém não demonstraram ter qualquer tipo de raiva ou rejeição, apenas não queriam se envolver nas brigas daqueles humanos.

— QUEM TE DISSE QUE VOCÊ PODIA ABRAÇAR A PATY DESSE JEITO?

— F… foi mal…

Diana percebeu o olhar de surpresa da Patrícia, e mais que isso, percebeu que esse olhar se seguia desde que o Antony a abraçou e disse que estava com eles, e que não iria perdoar quem tocasse nela.

Mais que isso, seus olhos estavam marejados, e por mais raiva que estivesse sentindo no momento, bastou uma troca de olhares com a Patrícia para entender o que se passava na cabeça da garota.

Merda… eu vou me arrepender disso…

Em meio aos seus pensamentos, e com raiva de si mesmo pelo que ia fazer, Diana aproximou-se da Patrícia e a empurrou na direção do Antony.

Sem esperar pelo empurrão, Patrícia quase perdeu o equilíbrio, e para segurá-la, Antony foi obrigado a abraçar a garota. O rosto da Patrícia encontrou-se com o tórax do Antony enquanto ela quase caía.

Foi então que o Antony sentiu o quanto ela estava tremendo e gelada. Ele evitou que ela caísse e ajudou Patrícia ficar em pé, a puxando para um abraço mais apertado, deixando a Patrícia colocar a cabeça sobre o ombro dele. Ele olhou para a Diana, que estava logo atrás da Patrícia, e mesmo com o olhar mais furioso que ele já viu partindo da Diana, ela assentiu, indicando que estava tudo bem.

Com a permissão da namorada, Antony começou a fazer cafuné na Patrícia, enquanto com a outra mão acariciava as costas da garota, por cima da blusa. Não demorou mais que alguns segundos para que Patrícia caísse no choro, descontrolada.

Ao ver o choro da amiga, toda a raiva e ódio da Diana desapareceram, e logo ela se juntou ao abraço.

— Paty… Tony… vamos para o dormitório… Acho que não vamos passar uma boa impressão desse jeito aqui fora.

— Tem razão — respondeu Antony. — Vamos Paty…

Antony deu um leve beijo na testa da garota, e logo sentiu algo em seu rosto, de repente perdeu o equilíbrio e caiu.

— QUEM TE DEU PERMISSÃO PARA BEIJAR A PATY?!

— CARAMBA DI, PEGA LEVE. FOI SÓ UM BEIJO NA TESTA!

— “SÓ”? ACHA QUE ISSO É “SÓ”? VOCÊ É MEU!

— E PRECISAVA ME DAR UM SOCO NA CARA POR CAUSA DISSO?!

— SIM!

Diana respondeu e foi ajudá-lo a se levantar. Mesmo chorosa, Patrícia não pôde evitar e começou a rir da cena. Aqueles eram, de fato, Antony e Diana em seus melhores momentos.

Após a cena vergonhosa, o trio retornou para o dormitório onde Diana e Patrícia estavam. Embora o quarto fosse para duas pessoas, não foi difícil convencer a Enfermeira Joy a abrir uma exceção para eles. Afinal, pelo menos uma vantagem tinha que haver em ter assumido o sobrenome Ketchum. 

— Di… Paty… desculpa ter aparecido assim… Eu sei que combinamos…

— Não tem problema — interrompeu Diana.

— Ahn… então… — Antony olhava para as duas garotas, sem saber como prosseguir, mas logo veio o “empurrão” que ele precisava.

— Tony… obrigada… 

— Ahn? Pelo que?

— Por… por… me defender daquele jeito — algumas lágrimas voltaram a tomar conta dos olhos da Patrícia. — Parece… parece que…

Patrícia não aguentou e caiu no choro novamente, de uma forma que até mesmo Diana sentiu um nó formar-se em sua garganta, especialmente pelas cenas mostradas por Mewtwo no julgamento da mãe biológica da Patrícia.

Diana, que estava sentada ao lado da Patrícia na mesma cama, de frente para Antony, logo abraçou a amiga, e então começou a explicar tudo para o Antony. Conforme ela contava, a Aura da Patrícia começou a se manifestar, num tom muito escuro.

— Paty, calma… estamos aqui com você — pediu Diana.

Antony, entretanto, foi mais ativo que Diana. Ele se ajoelhou na frente das duas, e tocou levemente no queixo da Patrícia, forçando ela a olhar para ele.

— Paty… Escuta… existem pessoas que só querem se aproveitar dos outros, não importa quem seja. Mas eu e a Diana estamos pouco ligando se você tem essa Aura ou não, ou se você é gostosa ou não. Não somos seus amigos por isso. Somos seus amigos porque gostamos de você e só isso.

— O Tony tem razão Paty. 

— Eu… eu sei — respondeu entre lágrimas. — Mas… por que? Por que todos…. Todos querem… se aproveitar de mim.

— Todos não Paty — respondeu Antony. — Eu e a Di não queremos. Se os outros querem se aproveitar, vão ficar querendo, porque vamos te proteger.

Antony levantou-se e sentou-se na cama, ao lado direito da Patrícia, e sem nem consultar Diana, abraçou a garota. Diana ficou com raiva, mas entendeu o motivo e fez o mesmo, abraçou a Patrícia da mesma forma.

— Paty, você é nossa amiga, e não sei o que é ou como funciona essa Aura, mas se liberar toda essa raiva pela Aura te fizer bem, pode fazer. Eu e a Di iremos ficar aqui, te abraçando, até você se acalmar.

Patrícia sentiu como se tivesse sofrido um forte impacto no coração, uma dor súbita foi sentida mas logo depois desapareceu.

Numa explosão de Aura, Antony e Diana sentiram o que significava ter toda aquela dor se manifestando através da Aura. Não eram dores físicas, mas dores psicológicas. Traumas. 

Quanto mais eles sentiam essa dor, mais eles abraçavam a Patrícia, e mais entendiam o trauma dela.

Após algum tempo, finalmente a Aura da Patrícia finalmente reduziu, até que desapareceu, deixando apenas um fraco choro da garota ser percebido por Antony e Diana.

— Di… Tony… obrigada. E… Di… desculpa… por…

— Só com uma condição. Você lembra o que conversamos?

— Sobre aquilo?

— Aham. Só te desculpo se fizermos aquilo JUNTAS, entendeu?

— T… Tá… 

— De que raios vocês estão falando?

— Você vai saber na hora certa.

— Tudo bem. Bom… agora que estamos mais calmos… Ahn… Como o Star e o Faísca estão?

— Estão bem… Mas o que o Meowth estava fazendo com você?

— Ah, ele está comigo por enquanto. Não capturei ele, mas ele tem viajado comigo por algum tempo. Ele disse que ia resolver alguma coisa aqui em Holcity e pediu pra gente vir pra cá. 

— Mas ele é da Equipe Rocket.

— Eu sei. Mas até agora ele não causou problemas, e já me livrou de dois. Sobre o Star e o Faísca… Sei que eles estão fazendo um Check-Up com a Enfermeira Joy agora mas… eles estão bem? Eu percebi que eles deixaram de ser meus Pokémon, e quando vi que ainda estavam com vocês, fiquei aliviado.

— Eles estão bem sim. Parece que eles entenderam o motivo de você ter deixado eles com a gente.

— Que bom. Vou voltar ao meu dormitório. Se quiserem podemos conversar amanhã.

— NADA DISSO! — gritaram Diana e Patrícia juntas, cada uma segurando um braço do Antony.

— Você vai ficar aqui com a gente — falou Patrícia.

— E dormir comigo — completou Diana. — Só temos duas camas, então nada mais justo que meu namorado dormir na mesma cama que eu.

— Mas ele é garoto, o certo é nós duas dormir juntas e ele dormir sozinho.

— Eu sempre dividi a cama com ele, ele dorme comigo.

— E eu digo que é melhor…

— Alguém já pergutou o que eu prefiro?

— NÃO! VOCÊ FICA QUIETO! — responderam ao mesmo tempo.

Diana e Patrícia se encararam e deram risada, já sabendo no que aquilo iria acabar.

— Tá bom Di… Você venceu dessa vez. Você e o Tony podem dormir juntos.

O trio ficou conversando por mais algum tempo antes de cair no sono. Como estavam juntos desde a crise da Patrícia, acabou que os três dormiram na mesma cama.

Antony estava no meio, Diana acabou dormindo sobre o lado esquerdo do Antony, com metade do seu corpo em cima do dele, enquanto Patrícia dormiu ao lado dele, de lado, virada para ele, e apenas com a cabeça apoiada sobre o tórax dele.

Junto aos primeiros raios de sol, Diana despertou. Ela foi a primeira a acordar e preguiçosamente abriu os olhos. Ela então viu que ela estava deitada sobre o Antony, abraçada a ele, e que Patrícia estava deitada ao lado dele, porém com a cabeça repousando sobre o tórax do Antony.

Diana sentiu seu rosto ferver, seu olhar ficou ameaçador, e quando percebeu, sua mão já havia encontrado o rosto do Antony, num tapa tão forte que só pelo barulho Patrícia acordou, enquanto Antony gemeu de dor e começou a acariciar o próprio rosto.

— ANTONY MAUSER! EU TE MATO!

— C… calma Di… O que tá acontecendo? — perguntou Antony, totalmente perdido no que aconteceu.

— E AINDA PERGUNTA? VOCÊ DORMIU COM A PATRÍCIA SEU CANALHA!

— EI, CALMA AÍ! Eu não dormi com ela.

— Desculpa Di… eu não percebi a hora que peguei no sono… Acho que dormi aqui sem nem perceber — disse Patrícia, sonolenta.

Antony, que lembrava muito bem desse temperamento da Diana, e também se lembrou do quanto era divertido provocar a namorada, acabou fazendo algo que há muito tempo não fazia.

— Espera um pouco vocês duas… Quer dizer que… as duas dormiram comigo?

— B… bom… parece que sim — respondeu Patrícia.

— Caramba, eu devo jogar na loteria então.

— Não entendi — respondeu Diana, com um olhar furioso.

— Oras, dormi com duas garotas ao mesmo tempo, e são as garotas mais incríveis que já conheci, lindas, inteligentes, companheiras, divertidas… Tá, uma delas é pavio curto, mas é esse jeitinho que me atrai tanto — disse sorrindo pervertidamente para Diana.

— Então… — Diana disse estalando os dedos — O senhor Mauser gosta de dormir — continuou enquanto estalava os dedos da outra mão — com duas garotas ao mesmo tempo?

Antony engoliu seco, e uma imagem de toda sua vida passou diante de seus olhos.

Agora que lembrei… É legal provocar, mas a dor depois de apanhar não… QUE MERDA EU FIZ MEU ARCEUS?!

Antes que pudesse pensar numa forma de escapar da situação, ele sentiu um forte impacto na boca do estômago e tossiu forte. Era o punho fechado de sua namorada lhe dando o soco mais forte que ele já havia levado na vida.

— TONY! — gritou Patrícia desesperada.

— E… eu to… coff coff tô bem…

— Di, precisava mesmo disso? Além do mais, apenas dormimos, não fizemos nada demais. 

— Deixa Paty. Ela sempre foi assim. E eu provoquei, esqueci que ela era tão forte.

— Aliás, senhor Mauser, posso perguntar uma coisa?

— Claro Di…

Diana olhou para a Patrícia, e logo ambas ficaram coradas. Não foi difícil para Patrícia entender o que a Diana iria perguntar, mas ela ficou sem palavras para deter a amiga.

— Bom… ahn… primeiro, imagine que não sou sua namorada tá?

— Mas você é… ou não?

— CLARO QUE SOU. FALEI PARA IMAGINAR!

— Entendi mestra.

— Então… agora que você está solteiro… se tivesse a chance de… de… de… — Diana estava totalmente corada, gaguejando, sem conseguir completar a frase.

— De?

Patrícia encarou Diana, e fez um sinal de negativo, indicando que ela não deveria continuar, porém Diana fez o oposto.

— De namorar duas garotas… o que… o que faria?

— Como é que eu vou saber? Não estou nessa situação.

— Mas se tivesse… 

— Diana Banks, eu te conheço o suficiente para saber que você não está apenas supondo coisas. Onde quer chegar?

— Você gosta da Patrícia?

— Claro, ela é minha amiga.

— NÃO SEU IDIOTA. ESTOU PERGUNTANDO… se… você sente… algo a mais… além de amizade…

Espera… será que… não é possível que seja isso.

Antony encarou Diana e Patrícia, e percebeu algo em comum nas duas. Ambas estavam olhando para baixo, tentando esconder a vermelhidão em seus rostos.

— Diana… Eu vou responder essa pergunta, mas em troca, vocês duas vão me responder as minhas perguntas depois, ok?

— T… tá.

— Ok. Então, Di… você é minha namorada e a não ser que você queira terminar comigo, isso nunca vai mudar. Mas eu estaria mentindo se dissesse que não sinto nada pela Paty também. Talvez seja influência das garotas que conheci antes de vocês, mas… ver que vocês escolheram ser minhas amigas mesmo sem saber que sou de uma família rica, que estão dispostas a tudo para me ajudar, isso mexeu sim comigo. E depois do que sentimos ontem quando ela perdeu o controle da Aura, não sei direito como explicar.

Patrícia sentiu seu rosto ferver ainda mais, mas um sorriso bobo e discreto surgiu em seu rosto, embora ela tentasse esconder ficando de cabeça baixa.

— E se eu não fosse sua namorada… Você iria… você sabe…

— Di… Paty… me digam de uma vez por todas. Onde vocês querem chegar? Por que disso de repente?

— P… porque… porque… nós duas… te amamos… e… não queremos… sofrer…

Antony já sabia muito bem que a Diana o amava, mas a Paty? Isso era novidade, e ele olhou surpreso para a garota, que permanecia de cabeça baixa.

— Isso… é verdade?

— S… sim... 

— Tony… Eu e a Paty já conversamos bastante sobre isso e… bom… nós queremos que você volte a fazer jornadas com a gente, mas… 

— Mas o que?

— O que a Di quer dizer é… a gente concordou em… ambas sermos sua namorada…

— O QUE? MAS QUE MERDA ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!

— É sério. A única condição é… que a Di sempre vai ser a primeira em tudo.

— E por que caralhos vocês acham que eu iria aceitar isso?

— Porque… nós duas te amamos… e queremos ficar com você — respondeu Diana.

— E se eu disser que não?

— Então… eu vou ser obrigada a terminar com você e seguir minha jornada somente com a Paty.

— Minha vez de perguntar. Diana, você me deu um soco no estômago quinze minutos atrás só pelo fato da Paty ter dormido do meu lado com a cabeça sobre meu peito. Você não suporta a ideia de me ver com outra, então como você chegou nessa decisão?

— Ahn… porque… porque é a Paty e… não consigo mais imaginar nós três separados. Quando empurrei a Paty em você ontem… foi um teste pra mim… para eu saber se aguento te ver com ela.

— E aguenta?

— Sim… mais ou menos… bom… eu fiquei com muita raiva de ver que vocês estavam tão próximos, tão… parecidos com um casal de verdade… mas… 

— Mas?

— Ao mesmo tempo senti inveja, e lembrei do momento que você estava abraçando nós duas para proteger a gente daquele garoto.

— Eu só abracei a Paty para mostrar pra ele que vocês não estão sozinhas e desprotegidas.

— Eu entendi isso depois… mas… mesmo com a raiva de ver você abraçando a Paty ao mesmo tempo que me abraçava, quando vi vocês dois como um casal abraçado, a dor foi muito maior. E quando abraçamos a Paty ontem a noite, quando ela perdeu o controle da Aura… Eu senti algo além do sofrimento dela pela Aura.

— Ahn?

Patrícia e Antony reagiram do mesmo jeito, assustados com a forma calma com que a Diana estava cogitando que ambas fossem namorada dele.

— Eu senti que você gosta de nós duas da mesma forma, não sei se foi efeito da Aura ou o que, mas… foi ali que tive certeza que a conversa que tive com a Paty estava certa, e que vamos ser mais felizes se ficarmos os três juntos. Sei lá… É… reconfortante ficar com vocês dois. 

— Paty… Você não pensa assim, né?

— Bom… eu… penso…

— Caralho… onde foi que eu me meti?!

— Tony — Diana chamou, se aproximando dele pela esquerda e o abraçando pelo lado, pressionando seus seios contra o braço dele… — nós duas te amamos.

Diana assentiu para Patrícia, que se aproximou pelo lado direito e fez o mesmo, abraçando Antony pelo outro lado, e também pressionando seus seios contra o braço do garoto.

— Então — Diana beijou a bochecha esquerda do Antony — aceita…

— Namorar — Patrícia beijou a bochecha esquerda do Antony — nós duas?

Antony sentiu seu rosto ferver e seu coração acelerou de uma forma que ele nem imaginava ser possível. Ele olhou para os lados e viu as duas com o rosto avermelhado mas com um sorriso no rosto, com os olhos brilhando, aguardando a resposta dele.

— Ahn… eu não tenho como responder isso tão rápido. Di… eu te amo, não quero que você acabe sofrendo por causa desse triângulo amoroso que vocês me meteram. Paty, eu gosto de você também, mas eu já namoro a Diana. Talvez se eu tivesse te conhecido antes de conhecer a Di, você seria minha namorada agora e não ela. Mas isso não aconteceu. 

— Não tem problema — Diana respondeu. — Sendo a Paty, eu aceito que você namore nós duas. Apenas lembre-se que eu sou SEMPRE a primeira PRA TUDO. Bom, quase… Para dormir, o último beijo tem que ser o meu também.

— E você não pode ficar de gracinha com nenhuma outra garota — completou Patrícia.

— Eu sei disso… Mas eu sinto que estarei traindo a Diana se fizer isso. Além do mais… se fosse o oposto eu não aceitaria. Eu jamais aceitaria ver a Diana com outro cara… E se você fosse minha namorada, também não suportaria ver você com outro cara, Paty.

— Nós sabemos. A Paty e eu não queremos outro cara. E então, namora com a gente?

— Argh… dá um tempo… isso é pegadinha não é?

Diana olhou para a Patrícia e assentiu.

Por sua vez, Patrícia tocou no rosto do Antony e fez ele virar para ela, então sem enrolar e sem dar tempo dele reagir, juntou seus lábios nos dele em um selinho. Ela tentou pedir passagem com a língua, porém Antony não cedeu.

Assim que Patrícia separou seus lábios dos dele, Diana tocou no rosto do Antony e fez o mesmo, dando um selinho no namorado, mais curto que o selinho da Patrícia.

— Não é pegadinha. Mas ela ter sido beijada primeiro que eu hoje foi só uma exceção para você entender que estamos realmente querendo isso.

 


Notas Finais


Vamos lá... perguntinhas...

1- O que acham que pode estar acontecendo para até mesmo Mewtwo estar preocupado com a tal Equipe Hole?
2- Antony chegou "metendo bronca". O que acham que ele faria caso o garoto misterioso tentasse agarrar a Paty ou a Diana?
3- Por falar nelas, acham que a proposta delas vai dar certo ou errado?
4- Qual será o motivo para ambas terem chegado ao ponto de propor o que propuseram?

Vamos fazer uma brincadeira e ver quem chega mais perto de acertar as questões. Não vou revelar por aqui quem chegou mais perto, mas aqueles que chegarem mais perto de acertar as questões, terão seu nick (aqui do spirit, ou se quiser outro nome, deixe junto com o comentário dos palpites qual nome quer) citados nos capítulos da Liga Pokémon.


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