1. Spirit Fanfics >
  2. Pokémon Adventures: Rumo a Liga Pokémon de Kanto! >
  3. Sacrifício

História Pokémon Adventures: Rumo a Liga Pokémon de Kanto! - Capítulo 60


Escrita por:


Notas do Autor


> LEIAM AQUI MUITO IMPORTANTE <
Antes de darem inicio a esse capítulo, queria dizer que ele tem uma revelação que pode chocar algumas pessoas. Por isso, caso você ainda não lê o spin-off de hentais da fanfic, eu recomendaria que lessem os capítulos 3 e 4 para entender como isso foi acontecer (não é algo necessário e não atrapalha em nada o entendimento da história, mas acho que pra quem acompanha os capítulos por fora, o peso desse capítulo vai ser maior). O capítulo 3 não contém hentai, então recomendo que leiam NO MINIMO esse, caso não curtam +18. Vou deixar o link nas notas finais.
ENTÃO VOLTAMOS, confesso que minhas produções não param nem um momento, eu tenho muitos comentários para responder e queria agradecer a todos os meus leitores por isso, acho que até o final dessa temporada podemos alcançar o top 3! Saibam que vou responder todos os comentários assim que possível.
Acho que em comparação com o capítulo anterior esse ficou mais morno, eu precisava de um desfecho para o arco e confesso que eu me perdi um pouco, porque do nada me vi com 14 personagens dividindo o mesmo espaço e eu não sabia como dar atenção a todos eles kkkkkkkkk então isso foi falha minha, eu já admito, mas de qualquer forma espero que tenham uma boa leitura.

Capítulo 60 - Sacrifício


Fanfic / Fanfiction Pokémon Adventures: Rumo a Liga Pokémon de Kanto! - Capítulo 60 - Sacrifício

< Por Red >

Nidoking continuava a sangrar, se continuasse assim não demoraria muito tempo para cair morto, mas eu simplesmente não conseguia entender como ele conseguiu se manter assim por tanto tempo.

Poder massivo. Era isso que eu precisava para parar aquela coisa, e eu lhe daria 460 kg de puro poder. Peguei uma de minhas Pokébolas no bolso e a apertei com força, respirei fundo e lancei.

Snorlax surgiu na minha frente, muito bem acordado. Encarou o oponente e se preparou. Eu apanhei bastante para aprender como lidar com o meu Pokémon mais forte. Foi Green quem me recomendou um artigo dizendo como treinar um Snorlax, lá constava uma tabela de quanto tempo ele precisaria dormir para digerir tantos kilos de comida. Assim, eu o alimentava e sabia quanto tempo levaria para ele estar acordado de novo. Aprendi que um Snorlax acordado é sempre um Snorlax com fome.

— Amigão isso não é uma batalha oficial da Liga Pokémon, ou um amistoso. Vamos atacar para matar – falei a contra gosto.

— Lax! – ele assentiu.

— Mega Chifre! – pronunciou o líder da organização, parecendo demasiadamente animado com a situação. Nidoking raspou a pata no chão duas vezes e arrancou, seu enorme chifre apontado para Snorlax.

— Agarre-o! – Snorlax correu, era quase três vezes mais lento que o Pokémon venenoso, mas era mais forte e tinha mais resistência. Meu oponente apostaria tudo o que tinha em seus ataques físicos, e eu não poderia apostar na velocidade de Snorlax para evitá-los, teria que enfrentá-los cara a cara.

A mão direita do meu Pokémon dorminhoco agarrou o chifre de Nidoking bem a tempo, o que era uma jogada perigosa já que um erro de milímetros poderia acabar com Snorlax tendo seu crânio atravessado. Sua mão esquerda abraçou o corpo do Pokémon venenoso e logo começaram a se empurrar, como dois lutadores de sumo. Mas era óbvio que ninguém podia vencer um corpo-a-corpo contra um Snorlax, meu Pokémon rapidamente ganhou espaço sem dificuldades.

— Empurre-o e depois Mega Soco – Snorlax empurrou a fera, largando seu chifre e acertou um soco em seu rosto com sua mão brilhando em uma energia branca. – Isso! – bradei, deixando o calor da batalha tomar conta de minhas veias, esquecendo que se tratava de uma situação de vida ou morte. – Pancada Corporal! – bradei.

— Evasiva e depois Contragolpe! – Nidoking desviou de Snorlax, o que não era muito difícil de fazer. O meu Pokémon passou direto e foi atingido nas costas pelo ataque super efetivo, com poder 4x maior que meu ataque anterior. Foi o suficiente para derrubá-lo no chão. Não pensei duas vezes ao pegar outra Pokébola no bolso. Um contra um é o caralho. – INJEÇÃO VENENOSA! – bradou o cara de sobretudo, elevando sua voz pela primeira vez. A pata restante de Nidoking começou a brilhar em roxo, enquanto meu Pokémon tentava se levantar. Se Snorlax fosse acertado por aquele ataque como Tauros, estava tudo acabado. 

— CHICOTE DE VINHA – gritei para Ivysaur que acabara de surgir no chão da recepção. Ele agarrou o abraço de Nidoking por trás com seus chicotes bem a tempo, impedindo que ele perfurasse o corpo de Snorlax com o ataque venenoso. O Pokémon adversário olhou para trás confuso e quando percebeu Ivysaur o agarrando, rugiu e puxou o braço. O Pokémon Sapo voou no ar, indo na direção da criatura, que agora parecia pronto para partir seu pequeno corpo com a Injeção venenosa. – Snorlax, Pancada Corporal! – bradei, para meu Pokémon que já estava de pé, ele investiu e acertou Nidoking com um poderoso golpe de corpo, o empurrando pelo chão de ladrilhos. Ivysaur caiu no chão e rolou alguns metros, mas logo se pôs de pé. O Pokémon venenoso encarou seus dois oponentes e rugiu.

— Essa batalha não me parece justa – constatou o líder deles.

— Você disse todos nós contra você. Já se arrependeu? – lhe sorri. 

— Vamos acabar logo com isso... Chifre Broca! – o chifre da fera começou a rodar e Nidoking avançou com o que era seu ataque mais forte e que praticamente garantia o nocaute do inimigo, nesse caso a morte. Vinha na direção de Snorlax.

— Ivysaur agarre-o pelos pés com a vinha – os chicotes saíram rápido por de trás do bulbo e enrolaram as potentes pernas da criatura, fazendo com que caísse de cara no chão. Começou a se levantar na mesma hora, mas eu iria garantir que isso nunca mais acontecesse. – Esmague-o com o Queda de Corpo – Snorlax saltou e caiu por cima de Nidoking com todo o seu peso. Quase meia tonelada fora o suficiente para acabar com ele, o esmagando e fazendo com mais sangue jorra-se pelo seu braço decepado. Quando Snorlax levantou eu vi a barriga dele pintada de sangue e meu corpo voltou a tremer, dessa vez de ódio. – Sabe quando eu sei que um treinador não passa de um incompetente? – apontei para o Nidoking morto. – Quando ele usa de métodos ilícitos para aumentar sua força e deixa seu Pokémon morrer em batalha. Você é um inútil amador, e essa sua organização não passa de um monte de lixo – cuspi no chão. – Covarde.

— SAAAAAUUUURRR! – Ivysaur urrou, concordando comigo e começou a brilhar intensamente de branco. Ele dobrou de tamanho e a flor das suas costas começou a se desabrochar, se abrindo. – VENUSAAAAAAUR! – gritou, quando o brilho dissipou, seus olhos encarando aquele homem com ódio.

“Venusaur, o Pokémon Semente. É a forma evoluída do Ivysaur quando atinge o nível 36. A luz solar que a flor de suas costas absorve produz energia para seu corpo. Por esta razão, ele fica mais forte no verão. O aroma dessa flor pode acalmar as emoções das pessoas.”

Voltei a encarar o Pokémon morto no chão.

— Vai nos fuzilar agora? – indaguei para ele.

— Garoto estúpido! Esse foi só o primeiro – constatou, deixando seu orgulho falar mais alto. Parecia furioso.

— Manda ver – disse, trocando um olhar com meu Pokémon recém evoluído.

— Preferia quando você estava se tremendo no chão – puxou outra Ultraball. – Ignore os Pokémons, mate o garoto! – ordenou quando um Rhydon se materializou. O Pokémon de rocha pura saltou com sua garra estendida para mim.

Fiquei completamente sem reação, até sentir algo se enrolando em minha cintura e me puxando. Venusaur me ergueu no ar com seus chicotes, me tirando do caminho de Rhydon e salvando minha vida. A garra do Pokémon penetrou no chão, quebrando o azulejo e o cimento, tamanha era a força que usava, e acabou ficando com o braço preso ao solo, urrando enquanto tentava se libertar.

Meu Pokémon me colocou de volta ao chão, junto de si. Estava pronto para lhe dar um comando, essa seria uma batalha fácil, mas a risada de Sabrina me impediu.

A líder do ginásio de Saffron estava de quatro no chão, enquanto se tremia e gargalhava de cabeça baixa, seus cabelos roxos lhe escondendo o rosto, sangue pingando do nariz e notei que começava a sair também pelos ouvidos.

— Qual a graça? – indagou ele.

Ela levantou a cabeça para olhá-lo antes de falar.

— O garoto tem razão – disse enquanto ria. – Você não passa de um covarde, que não tem coragem de mostrar o rosto e se acha por conseguir intimidar um bando de adolescentes. Conheço bem o seu tipo. Aposto que não passa de um filhinho da mamãe, com um ego maior do que consegue manter. Por que não se mete com alguém do seu tamanho?

— Você? Está quase morrendo – respondeu-lhe.

— E quem disse que eu estava falando de mim?

Segundos depois de ela terminar a fala um tremor começou. Achei que poderia ser obra de Rhydon. Logo tremia tanto que era difícil se manter em pé, até que uma cratera se abriu no chão bem no meio do cerco dos Rockets e de lá, para o meu desespero, saiu um enorme Onix, rugindo. 

Corri me afastando da serpente temendo que esse fosse mais um Pokémon dele, mas pela saraivada de balas que se abateram sobre o Onix, conclui que não. A maior parte dos tiros era desviada pelo corpo de rocha pura da cobra, e aqueles que conseguiram penetrar sua couraça rochosa o faziam sangrar terra.

Recolhi meus Pokémons, porque eles seriam alvos fáceis e um tiro certeiro seria o suficiente para matá-los, e me atirei ao chão me engatinhando para junto dos outros. Sabrina nos guiou, e fomos engatinhando até estarmos encostado a uma das paredes, assistindo a cena sem entender absolutamente nada. Onix serpenteou para nossa direção, temi o pior, mas ele se pôs na nossa frente como se quisesse nos proteger. Os Rockets estavam tão ocupados tentando abater a serpente de pedra que não notaram os outros Pokémons que entraram pela porta da frente.

Um Venomoth entrou voando pela porta, subindo até o teto da recepção. Olhei para o Ingro alarmado e ele balançou a cabeça negativamente para mim. Os Rockets só notavam a mariposa tarde de mais, quando já se encontravam paralisados pelo pó que ela soltava de suas asas, alguns começaram a atirar contra ela também, mas esta voava com maestria desviando dos disparos. Um Starmie surgiu girando em alta velocidade, nocauteando os Rockets ao acertá-los no rosto antes que percebessem. Eu estava completamente confuso, até que vi, para o meu alívio, Erika adentrar o prédio e abater logo três Rockets com três flechadas certeiras na cabeça. Ela não vinha sozinha, ao seu lado estavam Misty, Koga, Surge, Brenda e Rebecca, todos protegidos por duas barreiras criadas por dois Porygon2.

Eles trocaram um olhar, assentiram e se separaram. Misty começou a correr na nossa direção, acompanhada de Brenda e Rebecca, com os Porygon2 às seguindo de perto, protegendo-as dos disparos, enquanto os outros se focavam em abater o máximo de Rockets possíveis. 

— GLOOM! – bradou Blue, quando elas chegaram perto o suficiente, e só então eu notei que Brenda trazia o Pokémon planta no colo. 

Um dos Porygon2 se desfez, quando elas nos alcançaram, se transformando em um Ditto e pousando no ombro da garota com os dread azuis. Rebecca pediu para seu Pokémon cessar a barreira e Brenda entregou o Gloom para Blue, que a recolheu para dentro da Pokébola. Misty se colocou diante das duas.

— Vamos tirar vocês daqui! – disse a líder do ginásio de Cerulean. O caos se instalava no local, eram tiros, gritos, comandos, ataques e vira e mexe um Rocket era acertado na cara por uma flecha.

— E o Blaine? – indagou Sabrina, ainda no chão.

— Sabe que ele não sai daquele vulcão para nada, além do mais nunca chegaria aqui a tempo – respondeu-lhe Misty.

Assustei-me quando alguém aterrissou do nosso lado.

— Subam! – disse Brock, gesticulando para o seu Onix.

Eu fui o primeiro a me levantar, peguei Yellow pela mão e a ajudei a subir. Brock pegou Sabrina no colo e subiu junto com ela, enquanto Misty e Ingro auxiliavam Cristofer. Brenda e Rebecca subiram ligeiras, a ruiva só aguardando estarmos todos juntos em cima do corpo do Onix, para ordenar que seu Porygon2 ligasse a barreira novamente. Green foi o penúltimo a subir e se voltou para trás estendendo a mão para Blue, mas ela não estava mais à vista.

— Só pode ser brincadeira! – falou Green e vimos que Blue corria enquanto mancava, mas não na direção da saída e sim na direção daquele psicopata.

< Por Blue >

Ele conheceu o meu pai e estava envolvido com o desaparecimento dele, eu não poderia deixá-lo ir, não depois da minha melhor pista em quinze anos.

Cada passo que eu dava era como ter uma faca adentrando minha perna cada vez mais fundo, sentia o sangue quente escorrendo pela ferida. A adrenalina tomava conta do meu corpo e me incentivava a continuar.

— Ficou maluca garota?! – gritou Surge irado, quando passei por eles. Ele e Erika haviam se adiantado para dar conta do Rhydon que já se encontrava livre e furioso, eu os ignorei e comecei a correr, mas teria que passar pelo Pokémon se quisesse chegar ao seu treinador. 

— Gloom! – invoquei meu Pokémon erva daninha enquanto corria, ao ver Rhydon vindo para cima de mim. – Folha navalha com giratória! – ordenei. Como eu estava feliz em tê-la de volta.

A Pokémon saltou no ar girando e disparando suas folhas, fora o suficiente para atingir Rhydon e me dar uma brecha para passar por ele, enquanto eu a recolhia. Ouvi Erika elogiar meu movimento, mas eu não dei bola. Olhei para frente e vi que aquele cara e sua turma de seguranças estavam protegidos por uma barreira criada por um Hypno, se era o mesmo que tínhamos nocauteado antes, isso não importava.

— Covarde... – sussurrei entre dentes e continuei a avançar. Logo os Rockets não demoraram a notar minha presença, ouvi gritos a minha direta alertando minha aproximação “perigosa”. – Wartortle! – invoquei a tartaruga que se agarrou firme ao meu braço direito. – Defesa de ferro! – ele recolheu apenas a cabeça e a cauda para dentro do casco, pois precisava dos membros para se pendurar em mim, seu casco ficou duro como aço bem na hora que ouvi os tiros sendo disparados, estes eram desviados por sua defesa impenetrável.   

Eu me sentia cada vez mais fraca, gelada, minha visão ficando embaçada, talvez fosse o rastro de sangue que eu deixava conforme avançava. Quando me aproximei da barreira passei Wartortle para as minhas costas, para proteger a retaguarda.

Os Rockets me encaravam com um olhar divertido por de trás da barreira psíquica. Soquei a tela luminosa e transparente.

— Meu pai, você o conheceu. Vai me contar agora o que aconteceu com ele! – esbravejei, dando uma de Nidoking, e socando novamente a barreira. Eu não suportava a ideia de meu pai estar associado aquela organização monstruosa, mas eu precisava saber a verdade, mesmo que ela acabasse comigo.

Ele riu, talvez estivesse se divertindo com a minha atitude inconsequente que não me levaria a nada.

— O que aconteceu com seu pai? Eu. Eu aconteci com seu pai – respondeu-me, abaixando a gola do sobretudo para me mostrar um imenso sorriso.

— Covarde! – esbravejei. – Desfaça isso!

— Com prazer… Alex… – ordenou ele, dando a entender que o Hypno pertencia a um dos gerentes da Equipe Rocket. – Venha comigo, e lhe direi tudo o que precisa saber.

A tela de luz sumiu, e ele estendeu sua enorme mão para agarrar o meu braço. Estava pronta para gritar uma ordem a Wartortle, mas hesitei. Era óbvio que eu não podia confiar nele, mas mesmo assim...

Antes que pudesse chegar a uma conclusão, senti cordas firmes se enrolarem na minha cintura e me puxarem com violência para trás, erguendo a mim e meu Pokémon no ar. Só consegui entender o que estava acontecendo quando o Venusaur de Red me entregou a Green, que estava nas costas do Onix de Brock. O Carvalho me segurou pelos braços, Red chamou seu Pokémon de volta, Rebecca ordenou que Porygon2 fizessem uma barreira ao nosso redor e o Onix se pôs a andar em direção a saída.

— Você enlouqueceu?! – indagou Green a mim.

— Me solta! – ordenei, me livrando de seus braços e começando a bater na barreira, Wartortle me imitando. – Rebecca, desfaça isso!

— Ela não vai desfazer nada! – nunca tinha visto Green tão exaltado. 

— Ele ia me contar sobre o meu pai, eu precisava descobrir Green, era minha única chance em anos! – bradei pra ele de volta e o empurrei para longe de mim. – Você não tinha esse direito…

— NÃO TINHA O DIREITO DE SALVAR SUA VIDA? VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR DESCOBRIR NADA SOBRE O SEU PAI SE ESTIVER MORTA! O QUE ACHOU QUE ELE FOSSE FAZER COM VOCÊ, BLUE? Blue? – ele abaixou o tom de voz, chamando meu nome novamente, mas os sons ao meu redor começavam a morrer, senti minha pernas fraquejarem e desabei, mãos firmes me agarraram, era como se o calor estivesse fugindo do meu corpo. – Blue?!

— Ela perdeu muito sangue! – bradou Brock. – Mais rápido, Onix! – foi a última coisa que ouvi antes de desmaiar.

< Por Green > 

Segurei Blue firmemente nos meus braços, me sentindo um pouco culpado, mas eu não podia deixar que ela se matasse só para descobrir algumas informações sobre o pai, que provavelmente já estava morto, mesmo que ela me odiasse por isso.

— Aguente firme – surrei para ela, acariciando seus cabelos, embora ela não pudesse ouvir.

Eu, meus cinco amigos que me acompanharam nessa missão suicida, Brenda e Rebecca, mais os três líderes de ginásio nos espremiamos em uma das pedras do corpo de Onix, praticamente amontoados um em cima do outro, envoltos pela barreira psíquica do Porygon2 que flutuava acima de nossas cabeças, enquanto a cobra atravessava aquele caos.

Lá de cima eu pude ter a visão do lugar todo. Erika e Surge se colocavam diante aquele enorme Rhydon com seus melhores Pokémons ao seu lado, enquanto Koga se mantinha mais afastado e dava cabo sozinho de todos os outros Rockets, os nocauteando com uma paulada certeira na cabeça vinda de seu bastão, com seu Venomoth voando no alto e atirando pó paralisante em quantos Rockets era possível, e seu Muk que dançava ao seu redor o protegendo das balas com seu ataque Armadura Ácida, não permitindo que os projéteis atravessassem seu corpo lodoso e atingissem seu treinador. 

Alguns Rockets nos seguiam lá de baixo e atiravam contra a barreira.

— Porygon2 não vai aguentar muito tempo – informou Rebecca.

— Torçamos para que aguente tempo suficiente até o Brock nos tirar daqui, os que nos seguirem a gente dá conta – disse Misty, encarando preocupada os agentes que vinham no nosso encalço. 

Estávamos agora perto da porta. Era difícil de acreditar que foi necessário que quase todos os líderes de ginásio de Kanto se unissem para nos salvar. Encarei Erika e Surge de longe que batalhavam ferozmente contra Rhydon e ainda tinham que proteger a retaguarda dos Rockets e pensei que aquilo ainda estava longe de acabar.

< Por Narrador> 

— Sr. Giovanni, já temos a Master Ball, é melhor irmos. Os moleques se foram – aconselhou a gerente da Equipe Rocket, Amy. 

— Contra líderes de ginásio o buraco é mais embaixo, chefe – constatou James. Todos eles permaneciam protegidos pela barreira psíquica criada por Hypno.

— Calados! – bradou Giovanni, assistindo a cena com um brilho divertido no olhar ao encarar Erika, Surge e Koga. – Eu dou as ordens aqui, estamos seguros, então parem de choramingar. Isso aqui não podia ficar melhor – disse, deixando que seu orgulho falasse mais alto.

— Surge, seus ataques não tem efeito nenhum nele! Será que pode me dar cobertura e deixar isso comigo? – bradou Erika do outro lado da enorme recepção, um tanto quanto irritada ao ver que o líder de Vermilion não estava cumprindo com o combinado.

— Eu não tenho só ataques elétricos, princesa, e não vou deixar você ficar com toda diversão – lhe deu um sorriso sacana, ao qual ela revirou os olhos. Estava prestes a argumentar, mas Surge se jogou em cima dela a deitando no chão, quando um Rocket começou a disparar com uma pistola. Erika se ajoelhou com um movimento ágil e disparou uma flecha que atravessou o crânio do inimigo.

— Como vamos batalhar se temos que cuidar da retaguarda? – perguntou ela.

— Assim – o ex-militar a levantou pelo braço e a virou, juntando suas costas com a dela. Com a pistola que havia roubado do Rocket, Surge dava vários disparos certeiro nos inimigos, e Erika fazia o mesmo com sua flechas, cobrindo um as costas do outro, enquanto gritavam ordens aos seus Pokémons da maneira que podiam. – Então, hoje a noite ainda está de pé? – indagou o sargento com malicia na voz.

— Quer mesmo falar disso agora?! – devolveu a pergunta incrédula, disparando outra flecha que matou um Rocket que estava prestes a pegar Koga por trás.

— Talvez não tenhamos muito mais tempo para falar sobre nada – lhe respondeu ele, atirando em mais dois Rockets.

— Está sim – disse ela, sem conseguir deixar de abrir uma sorriso.

Surge ia comentar algo, mas viu que Rhydon estava ganhando espaço contra Raichu e Vileplume, que sem os comandos dos seus treinadores, mais desviavam dos ataques do que atacavam.

— Rajada de Sementes! – bradou a líder de Celadon, ao ver uma brecha.

O Pokémon erva daninha disparou diversos projéteis em formatos de sementes no Rhydon, que fora atingido e parecia ter ficado extremamente irritado.

— Cauda de Ferro! – Raichu deslizou pelo chão, ao ouvir o comando de Surge, com sua cauda brilhando em metálico e acertou o Pokémon pedra com um movimento giratório. 

— BRAÇO MARTELO! – bradou Giovanni. O braço direito de Rhydon brilhou e ele começou a golpear com toda a fúria, tentando acertar ambos os Pokémons, arrebentando o solo de azulejo quando esses evadiam seu ataque.

— Esse é o Rhydon mais esquisito que eu já vi! – reparou Erika, notando em como os olhos da criatura estavam dilatados e estranhos.

— É! O bicho tá doidão! – gritou-lhe Surge.

Rhydon acertou Raichu com o Braço Martelo quando este se distraiu, o rato elétrico fora lançado a vários metros, rolando pelo piso.

— Um Dança das Pétalas viria a calhar agora! – disse Surge de costas para Erika, vendo Raichu se levantar com dificuldade.

— Eu tenho que usar esse ataque em um momento muito preciso, parece que não sabe que o Vileplume cai em confusão depois! – Surge achava mesmo que podia opinar quando ela tinha que usar seus movimentos?

Continuaram a abater Rockets e batalhar da forma que podiam. Cada vez mais o número de agentes ia diminuindo. Até que uma meia dúzia, percebendo que não tinha como levarem a melhor a não ser que estivessem atrás da barreira psíquica junto com seu chefe e os gerentes, começaram a rumar para dentro do elevador. 

— Que bando de maricas! – Surge apontou para os Rockets que fugiam. – Hey, lembra que me disse uma vez que apostava que sua mira com o arco e flecha é melhor que a minha com a arma?

— Lógico – Erika lhe deu um sorriso, mas ele não podia ver por estarem costa com costa.

— Quer tirar a prova? –  o sargento apontou para o painel de controle do elevador. 

— Fique olhando, sargento – disse ela, se posicionando ereta e encaixando a flecha no arco, demorando apenas um segundo entre mirar e disparar. A flecha voou zunindo, e foi certeira bem no botão que chamava o elevador, penetrando o painel por conta da sua forte ponta de metal, o mesmo começou a soltar diversas faíscas, claramente dando defeito.

— Nada mal – Surge abriu um largo sorriso e posicionou o revólver, mirando com um olho só. Disparou sem hesitar muito, a bala foi certeira e atravessou a flecha de Erika a dividindo no meio, terminando de pifar o painel. A líder do ginásio de Celadon ficou boquiaberta. –Aposto que até ficou molhadinha depois dessa – lhe deu um sorriso malicioso.

— Cala essa boca, seu imbecil – bradou Erika.

— Vamos acabar logo com isso! – rosnou Giovanni. – Terremoto!

Rhydon urrou, erguendo seus dois braços e os colocando no chão. O prédio todo tremeu. O sargento segurou Erika nos braços quando ela quase caiu no chão. Raichu e Vileplume perderam o equilíbrio e sentiram bem o dano do ataque, quando o chão começou a rachar sobre seus pés.

— Chifre Broca! – Giovanni tinha sangue nos olhos ao encarar os Pokémons adversário caídos. Rhydon curvou a cabeça para frente e se pôs a correr, com seu poderoso chifre girando.

— Evasiva Vileplume! – gritou Erika, se desvencilhando dos braços do sargento. A Pokémon planta saltou no ar girando graciosamente.

— Você também Raichu! – gritou Surge, mas o ataque super efetivo havia deixado o rato elétrico muito ferido, de modo que ele não conseguia levantar. – RAICHU?! – bradou o ex-militar. Erika desviou o olhar, pois não queria assistir a cena. A visão de Surge ofuscou e uma memória passada invadiu sua mente, e em vez de ver seu Raichu caído no chão, pronto para ser atravessado pelo chifre de Rhydon, viu um pequeno Pichu. Em algo completamente instintivo, o sargento se pôs a correr, suas poderosas pernas atravessando rapidamente os metros que o separavam de seu Pokémon, e em um ato desesperado de protegê-lo se colocou entre ele e Rhydon.

— SURGEEEEEE! – gritou Erika em plenos pulmões quando o chifre de Rhydon atravessou a barriga do sargento. O Pokémon ergueu a cabeça, levantando Surge do chão pelo ferimento, enquanto este se debatia, o chifre atravessando por completo seu corpo.

Rhydon agitou sua cabeça e o corpo do sargento fora lançado no chão, rolando pelo azulejo, um rastro de sangue sendo deixado por ele. 

Erika ardia em fúria, o ódio queimando em seus olhos, tremia com as faces vermelhas enquanto encarava aquele maldito Rhydon, que estava pronto para avançar sobre ela também.

— NEVASCA DE PÉTALAS, COM TODA A FORÇA QUE VOCÊ TEM! – bradou a líder de Celadon em plenos pulmões. Vileplume saltou no ar e se pôs a girar, soltando uma enxurrada de pétalas congeladas, juntamente com um vento gélido. A temperatura do lugar despencou subitamente. Rhydon foi pego pelo ataque e colocava seus braços em frente ao rosto para proteger os olhos. Como se sentisse a fúria que emanava da sua treinadora, Vileplume continuou girando e girando, formando um ataque cada vez mais forte, tão forte que uma crosta de gelo começou a se formar no corpo rochoso do Pokémon adversário, e quando o ataque cessou, Rhydon estava completamente congelado.

Erika pegou um fuzil de um dos Rockets mortos que estava no chão e começou a disparar contra o Pokémon congelado, sem cessar. As balas penetravam seu corpo com facilidade, o rachando. 

— Raichu, me dê o seu melhor Investida Trovão! – bradou ela, quando a munição da arma acabou a atirando contra o chão.

O pequeno rato chorava, olhando para o corpo de Surge. Sabia que o seu treinador não podia mais lhe dar comandos, e obedecer Erika fazia sentido para ele agora. Acenou a cabeça e correu, eletrizando seu corpo como um cometa elétrico. Se chocou com todo o ódio contra o corpo daquele que havia matado seu treinador. O corpo de Rhydon fora quebrado em vários pedaços, gelo e sangue se estilhaçando por toda a recepção.

Giovanni torceu a boca de desgosto ao ver mais um dos seus Pokémons mortos, mas não se importava com as criaturas, repô-las não era difícil. Seus agentes que eram um problema, constatou olhando o tamanho de suas baixas. Foi então que lembrou-se do peso da Master Ball no seu bolso e sorriu. Os acontecimentos ali não importavam mais, eram danos que poderia facilmente reparar. O que importava era que ninguém poderia detê-lo agora, era hora de partir. Conseguiu o que queria e ainda havia matado um dos seus malditos colegas de trabalho e iria aproveitar para levar mais uma.

— Alex... – ordenou. 

O gerente rapidamente acenou para que seu Hypno desfizesse a barreira. Giovanni empunhou a pistola e atirou contra Erika. A líder de Celadon nem teve tempo de perceber, só notou o que estava acontecendo quando um Magnemite apareceu voando bem diante do seu rosto e desviando a bala.

— Magnemite? – ela se virou para trás e viu que Surge jazia no chão, ainda vivo. O sargento lhe sorriu e cuspiu um pouco de sangue em seguida. Erika sentiu as lágrimas pesarem nos olhos e escorrerem pelo seu belo rosto, começando a tremer.

— Vamos! – bradou Giovanni em alto e bom tom, de modo que todos os Rockets sobreviventes ouvissem. – Teleportar para a base principal!

Hypno começou a evocar uma energia poderosa e envolver o grupo de pessoas que estavam ao seu redor.

— Seu filha da puta! – aquele devia ser o primeiro palavrão que a princesa Erika falava na vida. Mesmo trêmula, pegou uma flecha da aljava e a encaixou no arco, respirou, mirou e disparou. A flecha zuniu na direção do grupo de Rockets e sumiu junto com ele, adentrando o teletransporte, Erika pediu a Arceus para que sua flecha tivesse atravessado a cabeça daquele desgraçado, mas nunca poderia saber.

Todos os Rockets sobreviventes começaram a chamar cerca de meia dúzia de Pokémons psíquicos, se reunindo em pequenos grupos e se teleportando para sabe se lá onde.

Erika correu na direção do sargento caído, com Raichu ao seu encalço.

— KOGA! – gritou ela pedindo ajuda do ninja. – Vileplume me ajude a levar ele pra fora – a líder de Celadon tentava manter a calma mais estava nitidamente abalada.

< Por Green > 

Os poucos Rockets que tinham insistido em nos seguir para fora haviam sido facilmente derrotados por Misty e Brock, com ajuda de Brenda e Rebecca. Havíamos chamado a ambulância e a polícia. Eu estava sentado no chão, a cabeça de Blue jazia no meu colo, sua respiração cada vez mais fraca. Eu continuava a fazer carinho no cabelo dela, desde o momento em que ela desmaiou, minhas mãos cobertas com o seu sangue, pois precisei refazer o curativo improvisado na perna dela, que havia se afrouxado com ela saindo correndo pela recepção feito uma louca. Eu estava completamente sem chão, e só implorava para Arceus para que eu não a perdesse e que ela conseguisse me perdoar por pedir que Red salvasse sua vida.

Sabrina estava deitada, ainda acordada, algo que parecia impossível visto seu estado, Misty estava ao lado dela, dando apoio. Brock estava ao lado de sua irmã mais nova Brenda, que conversava com Red e Yellow. Ingro estava com Cristofer ainda acordado em seus braços, e tentava manter o ruivo consciente até a ambulância chegar. Rebecca olhava tudo em pé e de braços cruzados.

Foi então que Erika, Koga e Raichu saíram do prédio. Vileplume vinha junto com eles, andando devagar, pois trazia deitado em sua pétalas o sargento Surge, que estava sangrando muito

— O que houve? – indagou Brock, se colando de pé na mesma hora.

— Rhydon o atravessou com seu chifre, quando ele entrou na frente de Raichu para protegê-lo – explicou Erika, enquanto parecia fazer muito esforço para engolir as lágrimas. 

Vileplume colocou Surge no chão com cuidado e foi então que eu vi o imenso ferimento que ele tinha no estômago.

— A ambulância está vindo… – disse Red, mas Koga balançou a cabeça negativamente, querendo dizer que Surge não poderia ser salvo. Ele não parecia ter muito tempo.

— Raichu? Rai? – o Pokémon rato se aproximou do corpo de seu treinador, lágrimas escorrendo pelos seus olhos, que eram envoltos por uma marca de queimadura em formato de máscara, causada pelas brasas do meu Charizard, que ainda era um Charmeleon na época. Parecia que aquela batalha havia sido a anos atrás, onde tudo era mais simples.

— Hey, lembra daquela que eu estava te devendo de anos atrás? – Surge virou a cabeça para o seu Pokémon, falava com a voz fraca e sangue lhe escorria da boca. – Estamos quites agora.

— Raichu... – as lágrimas escorriam como uma enxurrada dos olhos do pequeno rato. Eu não me importava com o Surge, porque pensava que ele não se importava com nada e com ninguém, mas a cena em si era comovente para qualquer um.

— O que é isso? – indagou Surge irritado. – Não quero corpo mole, não depois de tudo. Sem choro, Raichu – ele soltou uma risada em seguida e fazer isso parecia que doía muito. – É engraçado eu te pedir isso, porque deve ser o único que vai chorar por mim…

— Não só ele – Erika se ajoelhou ao lado do sargento e envolveu sua enorme mão com a dela. 

— Erika… – ele abriu um sorriso fraco.

— Você tinha que bancar o herói, não é?

— Sabe, eu sempre vi meus melhores amigos morrerem em combate e me perguntei a vida toda porque eu continuava a sobreviver após cada batalha. Eu não me sentia especial… No fundo tinha medo de morrer velho e decrépito numa cama, mas estou feliz que eu possa ser como eles e morrer fazendo algo digno – abriu mais um sorriso. – Hey, eu quero te dar uma coisa – o sargento colocou a mão no bolso da calça do exército e puxou o que parecia ser um maço de cigarro e um isqueiro vermelho. – Eu tinha acabado de comprar, vai ser uma verdadeiro desperdício. Fique com eles – ela pegou gentilmente o isqueiro e o maço de cigarros da mão trêmula dele. – E… tenho certeza que só vou te dizer isso porque estou morrendo, mas… quero que saiba que de todas as transas que eu tive, as com você foram as melhores.

COMO É QUE É?! Tudo estava tão triste e melancólico, e do nada senti como se estivesse levando um murro no meio da cara e alguém desse um nó no meu cérebro. Ele estava literalmente morrendo e ainda conseguia arrumar tempo para fazer piadas, porque obviamente isso era uma piada.

— Eu estou muito lisonjeada, obrigada – Erika respondeu abrindo um sorriso para minha surpresa. E como se tudo já não estivesse estranho o suficiente ela se inclinou para frente e o beijou por longos segundos. Eu estava me sentido como um leitor que havia pulado um capítulo da história, porque não conseguia entender absolutamente nada, só sei que desviei o olhar porque era esquisito demais ver a cena, na real, me dava até calafrios. Sargento Surge devia ser bem uns quinze anos mais velho que Erika. Acabei me lembrando de quando fomos ao cassino resgatar Yellow, e Erika flertou com um Rocket que era bem mais velho que ela, mas achei que ela estivesse fingindo para entrarmos, ou sei lá, mas de qualquer forma essa coisa entre os dois não tinha nexo algum

Ela mesmo cessou o beijo e o sargento sorriu, virando-se para Brock e Brenda.

— Vocês, meninos Rocha de Pewter, não são? Filho de Francisco Rocha? – indagou o sargento.

— Conhece o nosso pai?  – indagou Brenda.

— Não falo com o desgraçado a uns bons anos, mas sim, conheço. Quero que deem isso a ele – Surge tirou duas Pokébolas do bolso e entregou para Brenda quando ela se aproximou. – Já tá na hora deles se aposentarem, Chico vai saber o que fazer com eles, menos o Raichu, ele precisa da emoção da batalhas. Acha… acha que pode ficar com ele? – Brenda arregalou os olhos sem entender. – Olhe, dessa temporada, você deve ter sido uma das treinadoras que mais me surpreenderam no meu ginásio, vai para a liga e sei que isso seria bom para ele. Não é, Raichu? 

— Rai… – o rato meneou a cabeça positivamente. 

— Tudo bem – respondeu Brenda, ainda sem entender, mas ninguém na real queria dizer não aos últimos desejos do sargento Surge.

— E você, moleque dos insetos, quando a liga acabar eles vão abrir as inscrições para líder no meu ginásio. Prometa que vai conseguir a vaga, não quero que qualquer imbecil assuma, entende? Pelo menos eu conheço você e já te vi batalhar.

— Pode deixar, eu… Vou tentar – lhe respondeu Ingro.

— E vocês… Menino dramático do Pikachu, menino do maldito Charmeleon e menina magricela… Sei que estão envolvidos nisso até o pescoço. Vocês precisam deter esses desgraçados antes que eles consigam o que querem. Ideologias assim se alastram como uma doença, se não pararem eles agora, mais para frente teremos uma nova guerra, e as coisas só serão resolvidas com muito mais derramamento de sangue. Vocês não são pouca bosta, venceram o desafio do meu ginásio, não andam por aí como se seus Pokémons fossem seus bichinhos de estimação. Essa nova geração não está pronta para enfrentar a guerra, pode ser o fim de uma nação, então continuem atrás dos desgraçados até o último deles estar no chão. Façam… Meu sacrifício valer a pena.

Nós apenas assentimos. Eu já conseguia sentir o peso da responsabilidade do pedido dele sobre meus ombros. Surge tossiu mais um pouco de sangue e virou o rosto para encarar Raichu e Erika, antes que seus olhos perdessem o brilho da vida, e morreu logo em seguida. Desrespeitando um dos últimos desejos de seu treinador, Raichu se debruçou sobre o corpo morto do sargento e se pôs a chorar.


Notas Finais


SPIN OFF DA FANFIC (LER CAPÍTULO 3 E 4 ANTES DE LER ESTE - CAPÍTULO 3 NÃO TEM HENTAI, ENTÃO PODEM LER TRANQUILOS): https://www.spiritfanfiction.com/historia/hentais-de-rumo-a-liga-pokemon-de-kanto-16941575
Bom pessoal, é isso. Acho que chegamos ao final do arco da invasão a Silph, eu gostei muito do arco, já o considero o melhor da fanfic até agora, não sei o que acharam desse desfecho, por isso comentem com a opinião de vocês.
Ainda teremos muito de Saffron, podem apostar, acho que teremos um arco só para os personagens se recuperarem dos acontecimentos aqui, antes de tudo voltar para os trilhos. Vou tirar um tempo para me dedicar as minha obras originais, então posso demorar bastante para voltar, mas vocês tem bastante coisa para ler kkkkkkk
Enfim, muito obrigada a todos que leram até aqui, me agraciem com o seu feedback.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...