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História Pokémon Adventures: Rumo a Liga Pokémon de Kanto! - Capítulo 69


Escrita por:


Notas do Autor


> LEIAM AQUI, MUITO IMPORTANTE <
Faz tempo que eu venho falando sobre os capítulos com as primeiras vezes dos nossos personagens principais, mas umas conversas na TL, uns prints nos grupos no zap que tenho com meus amigos daqui e BOMBA: É contra as regras do site fazer qualquer cena explicita +18 entre personagens menores de idade, você pode citar que a cena aconteceu (se eles tiverem +14), mas não pode descrevê-la. Então, pensando no bem da fanfic, já apaguei a primeira vez da Brenda e da Becca... e sim, esse capítulo estaria sendo postado juntamente com outro do spin-off, mas não vai rolar gente. Eu não pretendia já retratar uma primeira vez aqui, mas eu senti enquanto eu escrevia que era o momento e eu não queria perdê-lo. Pelo fato de eu saber que não poderia postar o hentai na integra, eu me aprofundei o máximo que pude nas descrições das preliminares, sem que nada ficasse explicito.
Eu vou escrever as primeiras vezes de cada casal (tinha começado já, mas nem conclui) e depois vou dar um jeito de mandar por Whast para os leitores que quiserem (já tem uma galera esperando). Lá no spin-off é só +18 de personagem adulto, blz? Desculpa passar tanto tempo prometendo para vocês um negocio que não pude cumprir :c
Agora todos os meus motivos de criar o spin-off foram por água abaixo, aquilo é só para escrever as perversões que crio em minha mente, gosto, nem nego, to nem aí KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

AGORA SOBRE ESSE CAPÍTULO:
Ficou grande, só uns diálogos enormes (talvez expositivo de mais), mas eu gostei. Temos esse segundo plot que vai avançando juntamente com o arco do dojo, não separei para não empacar ainda mais o andamento da fanfic. Eu gosto de ter os dois focos andando em conjunto, sei lá. E essa segunda cena ME DEU UM TRABALHO, GENTE, VOCÊS NÃO TEM IDEIA, mas olha, valeu a pena, muita referencia, muita expansão de universo, JOHTO TÁ BATENDO NA PORTA EM DESESPERO, É ISSO. @Natssu vou dedicar essa Lorelei a você menina, é isso. Parabéns. @VitorHFA eu preciso dizer que li o seu ultimo comentário exatamente no momento em que escrevia o incio da segunda cena, e atendi o seu pedido, mesmo sem querer. Tá aqui seu Elite 4 favorito, meu anjo, espero que goste.

Preciso confessar que esse capítulo eu to só a Lorelei KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK é errado gostar dela? É. Mas não ligo, gosto.
Enfim, no mais, tenham uma boa leitura.

Capítulo 69 - Reflexos


Fanfic / Fanfiction Pokémon Adventures: Rumo a Liga Pokémon de Kanto! - Capítulo 69 - Reflexos

< Por Red >

Eu estava deitado em uma das camas de solteiro do nosso quarto no CP, e quando digo “nosso” quero dizer meu e da Yellow. Ela estava tomando banho fazia alguns minutos, então eu aproveitei para ficar lendo um quadrinho dos X-men que eu comprei em uma das bancas da cidade enquanto voltávamos do dojo. Confesso que todo esse lance de visitar o Instituto Natsume e descobrir que Sabrina realmente tinha super-poderes me deu saudades das noites que passava acordado até tarde escondido dos meus pais só lendo HQ’s de Super-heróis.

De repente a porta do banheiro se abriu, Yellow surgiu juntamente com uma nuvem de vapor quente. Ela estava usando um pijama amarelo bem surrado com várias Pokébolas desenhadas, eu já tinha notado que ela amava usá-lo, o que era engraçado, porque só o shortinho já devia estar rasgando em três lugares diferentes de tão velho que era.

A loira se sentou na outra cama e começou a secar seus enormes cabelos. Eu só via Yellow de cabelo solto quando ela saia do banho, ou quando ela ia dormir e acordava pela manhã. Eu gostava quando ela estava de cabelo solto, mas quando ela estava de cabelo preso dava para ver melhor o rosto e o pescoço dela, e ela tinha um pescoço lindo.

Abaixei minha HQ e comecei a assisti-la “lutar ferozmente” contra seu cabelo em uma tentativa de secá-lo, um caos loiro e molhado surgindo quando ela descobriu a cabeça com a toalha. Depois ela jogou ele todo para um lado só, passou creme nas mãos e começou a desliza-las pelos longos fios, usando um pente para penteá-lo cuidadosamente. Esse era quase um ritual que ela fazia sempre que lavava o cabelo e eu tinha aprendido a apreciar esse momento, não sei porque exatamente, mas eu gostava de vê-la fazer isso.

Não demorou muito para que ela notasse que eu a estava encarando demasiadamente.

— Que foi? – perguntou soltando um risinho.

— Nada… – respondi, sorrindo de volta.

— Sei… – ela cerrou os olhos, desconfiada. – Mudando de assunto, conversei com o Haunter, vou trocá-lo e destrocá-lo com o Green amanhã. Ele não mudou da primeira vez que evoluiu, não creio que vá mudar agora e preciso começar a levar a sério o fato de ter todos os meus Pokémons na última forma, estamos na reta final – explicou, enquanto penteava os cabelos. – O Green me mandou uma mensagem enquanto eu estava no banheiro, disse que estava procurando bons artigos científicos que explicassem os benefícios da troca mútua tendo como objetivo a evolução de ambos os Pokémons… – ela fez uma careta ao terminar a frase. – UM ARTIGO CIENTÍFICO para me convencer a trocar, cara, o Carvalho é mesmo esquisito demais.

Comecei a rir, cruzando minha pernas e me sentando na cama para encará-la.

— É o jeito dele. Neto de pesquisador… Dá pra entender.

— Pois é… – ela terminou de pentear os cabelos, que agora escorriam úmidos e soltos até sua lombar, uma cachoeira loira, eu poderia dizer. Yellow guardou seu creme e o pente na mochila, indo ao banheiro para estender a toalha. – Já é mais de dez horas, a abertura do evento amanhã é às oito da manhã, lutadores de artes marciais parecem gostar de acordar cedo – disse voltando ao quarto e revirando os olhos. – É melhor irmos dormir.

— É mesmo – guardei minha HQ, e tratei de arrumar a cama para nós dois, enquanto ela ia até o interruptor ao lado da porta e apagava a luz. Desde que havíamos começado a ficar, dormíamos juntos, espremidos da maneira que dava na pequena cama de solteiro. Normalmente, ficávamos assistindo séries juntos até tarde no meu Pokégear, ou só conversando aos sussurros para não acordar Green e Blue. Estar com Yellow era maravilhoso.

Senti ela subir e engatinhar pelo colchão, se enfiando entre mim e a parede. Ela gostava de dormir perto da parede. Deitou-se ao meu lado, eu nos cobri com um rápido movimento e nos viramos de frente um para o outro, no quarto escuro eu mal podia ver o seu belo rosto, só sentir o calor do seu corpo e o cheiro de sabonete que emanava dele.

Não demorou muito para que ela tomasse meus lábios, era sempre assim… Sempre antes de dormir, depois de conversarmos até começarmos a bocejar, ou depois que terminávamos de maratonar uma temporada de uma série, nós nos emaranhávamos por debaixo das cobertas, tentando fazer sempre o menor barulho possível, por causa dos outros, mas dessa vez não havia outros, não precisávamos nos preocupar se iam ouvir os sons dos nossos beijos ou o barulho que fazia quando nos moviámos sobre o colchão, não tínhamos que conter nossos suspiros, tudo podia ser audível, porque éramos só nós dois.

Claro que eu havia ficado nervoso quando soube que íamos estar a sós no quarto essa noite, porque esses momentos em que eu me deitava com ela vinham se tornando os meus favoritos do dia. No início era sempre uma apreensão, um deslizar de mãos seguido de um sussurrado “Posso?”, onde o outro autorizava o toque. E a cada noite íamos um pouco mais além, logo não precisávamos mais perguntar, ambos já havíamos autorizado o toque em todos os lugares.

E eu vinha pensando que a cada noite estávamos mais próximos de dar um importante passo na nossa relação. Já havíamos passado por tanta coisa juntos e já assumimos um para o outro que nos amávamos, sentia que estava na hora, mesmo sem termos falado sobre isso diretamente, mas era algo que vinha rondando minha cabeça com frequência. Eu não sabia se eu estava pronto, eu só sabia que eu queria, tanto que dia desses me vi dando um perdido e adentrando uma farmácia como quem não queria nada, e acabei saindo de lá prevenido, se é que me entendem.

Yellow se deitou por cima de mim, seu magro corpo contra o meu. Minha boca seca de ansiedade enquanto a dela me beijava. Ela sempre tão segura de si, sempre tomando as atitudes, sabia o que queria, mas neste momento seria o mesmo que eu? Eu queria perguntar, verbalizar meus pensamentos, mas a vergonha impedia. Há essa altura eu já estava demasiadamente excitado, e eu sabia que ela sentia, mas mesmo assim não cessava os beijos.

Sentou-se sobre mim, eu levei minhas mãos para sua cintura, mal podia distinguir o contorno de seu corpo no escuro, mas eu sabia que ela estava sorrindo, enquanto meu rosto pegava fogo.

— Red… – sussurrou ela. – Nós vamos…?

— Não… quer dizer, sim. Quer dizer, eu quero, mas só se você quiser…

— Eu quero.

Arceus... eu nunca fiquei tão nervoso em toda a minha vida. Minhas mãos tremiam e suavam em contato com a pele de sua cintura, eu inclinei meu tronco e me sentei para voltar a beijá-la.

— Preciso pegar uma coisa, na minha mochila… – falei entre os nossos beijos.

Ela assentiu, saindo de cima de mim. Eu me levantei rapidamente, permitindo que ela se deitasse na cama. Afastei as cortinas para o lado permitindo que as fortes luzes da cidade de Saffron adentrassem o quarto pela janela, delineando os móveis. 

Me ajoelhei no chão, diante da minha mochila, procurando nos bolsos pelo preservativo apressadamente, me concentrando para não desmaiar. Foi necessário mais de um minuto para que eu o encontrasse no escuro, de tão nervoso que eu estava. Voltei a me levantar e pude vislumbrar, então, Yellow deitada na cama, seus longos cabelos loiros e molhados esparramados pelo travesseiro, umedecendo a fronha; seus dourados olhos brilhando para mim. Fiquei encarando-a, meu coração a mil, minhas mãos suando em contato com o pacotinho que eu segurava, a respiração dela parecia ligeiramente desregula, mas se mantinha calma, esperando.

Voltei a andar em direção a cama, ainda que em passos vacilantes, deitando-me novamente por cima dela. Meu mundo girava em caos total quando percebi que Yellow começava a se despir, eu a acompanhei, muitos sentimentos misturados em um só momento, eu não queria estragar nada, não queria que fosse ruim para ela, eu tinha medo, ansiedade, êxtase, apreensão, animação, volúpia, tudo… E ali, sem conseguir pensar em qualquer outra coisa, vendo-me refletido em seus dourados olhos, entre seus lábios, seus loiros cabelos, seu magro corpo e sua pele macia, me perdi.

< Por Narrador >

Atualmente, em outro lugar...

Um cálido manto denso de vapor enchia todo o elegante banheiro, tudo tão branco, impossibilitando que enxerga-se mais do que suas próprias mãos. Havia dispensado a hidromassagem, pois precisava sentir os jatos de água quente sobre a pele do rosto, dos ombros e das costas. 

O dia havia sido produtivo, cansativo de fato, mas produtivo. Muitas reuniões, muitos assuntos políticos dos quais estava cansado de ouvir, mesmo que gostasse da coisa. As reuniões entre os membros da Elite, o comitê da liga e o presidente de Kanto sempre duravam horas, e com a Equipe Rocket ainda foragida depois do atentado em Saffron e a liga se aproximando a cada dia, as coisas tendiam a ficar mais agitadas. Estaria mesmo ali, naquela leva de centenas de semblantes joviais que atravessavam o continente em busca de insígnias o primeiro campeão de Kanto? Aquele que conseguiria vencer os quatro melhores treinadores do continente, consecutivamente, sem saber quem eles eram, quais Pokémons estes utilizavam e quais eram seus estilos de batalha? Duvidava profundamente disso.

“Considerada a melhor Elite dos 4” elogiou o presidente de Kanto, durante a reunião, e era verdade. Johto mal elite tinha, ainda tentando se reerguer constantemente de seu pós-guerra que já durava duas décadas. Atualmente a elite do continente vizinho contava só com dois membros e procurava por mais dois. Hoenn havia acabado de ganhar o seu campeão, o menino de aço, como gostavam de chamar o jovem Steven, tão admirado por todos. Sinnoh tinha Cynthia como campeã há anos e ele acreditava que ela morreria no cargo. Os outros continentes estavam avançando significativamente em formar suas próprias elites, mas nada que realmente merecesse a atenção dele. O caso é que Kanto era a única completa e invicta até agora.

Muitos tentaram, claro, e todos falharam. Alguns haviam chegado muito perto, conseguiram vencer Lorelei, Bruno, e até mesmo Agatha, mas ele? Ele não.

Apesar disso, ansiava por Kanto ter seu campeão e a elite poder sair do anonimato, queria ser reconhecido e ter toda a aclamação popular que julgava merecer, mas isso significava perder e ceder o cargo de melhor treinador do continente para alguém, algo que não o agradava nem um pouco, e assim Lance Dracarys vivia na mais infinita dualidade de seu querer.

Fechou o chuveiro, notando que estava no banho a tempo demais, até mesmo para os padrões de si mesmo. Abriu o boxe com tranquilidade, estendendo o braço para pegar a felpuda toalha cor de vinho que estava pendurada por ali e começou a se secar, enrolando-a firmemente na cintura por fim.

Se colocou de frente a pia de mármore branco, limpando o embaçado espelho com uma de suas mãos para contemplar o seu belo reflexo surgindo diante de si. Começou a pentear seus vermelhos cabelos para cima com ajuda de um gel, insistentemente, sem deixar passar nenhum fio, encarando seus belíssimos olhos carmesim enquanto o fazia. Essa era uma visão que lhe agradava, os ombros largos e o forte peitoral; a pele branca em contraste com seus ruivos cabelos. Uma aparência impecável, ele diria.

Deixou o banheiro, com a densa nuvem de vapor se espalhando pelo chique quarto escuro, iluminado apenas pela fraca luz que emanava do bonito abajur cor de carmim. Atravessou o quarto em direção a lustrosa cômoda, onde havia uma bandeja de prata com uma garrafa adornada e copos de vidro, serviu-se do líquido âmbar contido em seu interior, sorvendo-o vagarosamente, se deliciando com o amargo gosto amadeirado que lhe queimava a língua e garganta. Continuou bebericando o melhor whisky de Kanto, enquanto encarava seu próprio reflexo no largo e retangular espelho acima da cômoda. Qualquer um que entrasse nos aposentos do treinador de dragões notaria que este continha espelhos de mais.

Sentiu toda a sua tranquilidade sendo arrancada de si quando viu pelo canto do olho, no reflexo do espelho, um brilho de lentes refletindo a pouca luz do lugar surgindo do breu atrás de si. Agiu rápido, alçando uma das Pokébolas que estavam sobre cômoda e maximizando-a, a adrenalina correndo pelo sangue, não seria a primeira vez a ter seus aposentos invadidos por alguém na calada da noite.

Virou-se, e não precisou de muitos segundos fitando o contorno da figura que se formava no escuro sentada na poltrona de couro preta, para saber de quem se tratava. Ele preferia que fosse mesmo algum terrorista tentando tirar a sua vida. As belas pernas cruzadas, os braços pousados calmamente no estofado e as lentes quadriculadas dos óculos reluzindo para ele.

— Desculpe, não queria assustar você – entoou a suave voz feminina, com uma pitada de cinismo em seu tom.

— Queria sim, mas não assustou – mentiu ele, se virando novamente para a cômoda e bebericando o whisky, tentando normalizar seus batimentos cardíacos. – Como entrou aqui?

— Ah… – viu pelo reflexo do espelho ela se levantar da poltrona bem devagar e caminhar em sua direção, o barulho de seus saltos altos em contato com o chão ecoando pelo quarto. – Brincadeira de criança…

— Claro… – falou normalmente, quando ela surgiu em seu campo de visão sendo revelada pela luz que emanava do abajur sobre a cômoda. Vestia um justo vestido preto de manga longa; meia calça da mesma cor; seus cabelos vermelhos amarrados em um longo rabo de cavalo, com alguns fios pendendo nas laterais formando o elegante penteado. – Acho que não comecei com a pergunta certa, me permite outra? – ela assentiu, ajeitando os óculos. – O que você quer, Lorelei? E sem rodeios, por favor. Tinha planos de dormir cedo hoje.

— Um de seus dragões emprestados. Preciso estar em Cinnabar até amanhã de manhã.

— Não – respondeu seco, ainda de costas para ela, terminando o resto do whisky em gole só. –  Agora, saia.

Ela andou lentamente, se colocando ao seu lado e se serviu da bebida. Lance continuou olhando fixamente apenas para o seu próprio reflexo.

— É tão divertido a forma como você tenta me evitar… – ele continuou em silêncio. – Ah, vamos lá, Lance... Não diga que ainda está chateado comigo por causa daquela noite? Eu só preciso de um favor seu… – sorveu o whisky, seus olhos carmesim brilhando para ele.

— Não fale daquela noite, e não vai ter favor algum, Lorelei. Se continuar aqui, vai me obrigar a tomar uma postura que eu realmente não quero.

— Sabe, eu estava refletindo por esses dias e você nunca me deu uma oportunidade de falar sobre aquele… incidente – disse ela, voltando a andar pelo quarto com o copo em mãos, sentando-se despojadamente sobre o lençol azul da elegante cama, cruzando as pernas.

— Não quero ouvir… – virou-se para encará-la nos olhos pela primeira vez, se arrependendo logo em seguida quando viu o divertido meio sorriso que ela trazia em seus finos lábios. Lance deixou o copo sobre a cômoda e cruzou os fortes braços na frente do peito, ligeiramente desconfortável. 

— Talvez porque você não se lembre de absolutamente nada, logo se ouvir a minha versão essa terá que ser a definitiva. Isso te assusta?

— Estou em um nível onde não acredito em absolutamente nada do que você diz, e eu agradeço à Arceus todos os dias por estar bêbado o suficiente naquela noite para não me lembrar de nada.

— Jura? – Lorelei cessou sua fala, apenas para dar um rápido gole no whisky. – Penso que teria ótimas memórias. Aliás, você deveria me agradecer por aquela noite. Flertou com o garçom durante todo o jantar, e não conseguiu nada com ele…

— Eu só queria meu copo sempre cheio – deu um meio sorriso, descruzando os braços e se servindo de outra dose da bebida. 

— Então, talvez eu tenha que agradecer o garçom pelo trabalho bem feito… – terminou de beber e se levantou novamente, suas cumpridas unhas da mão direita batendo repetidamente no copo de vidro. – Sabe, Lance, nunca fui completamente sincera com você sobre meus reais objetivos naquela noite, é importante que saiba… E assim podemos nos resolver. Desavenças no ambiente de trabalho não são nada saudáveis…

— Já foi sincera sobre alguma coisa na vida, Lorelei? – indagou com desgosto, vendo ela se aproximar lentamente. Em seus saltos ficava da mesma altura que ele, seus olhos idênticos se encarando sem que nenhum dos dois desviasse o olhar. Lance permanecia de braços cruzados, na defensiva.

— Sabe, a família Dracarys é uma das mais poderosas, importantes e influentes da história de Johto, ainda mais que a família Hana. Então, eu sempre quis experimentar o gosto que tem um verdadeiro domador de dragões… – sussurrou ela se inclinando na direção dele, acariciando levemente seus fortes e desnudos braços.

— Não me toque – falou normalmente, agarrando-a com firmeza pelos pulsos. Ela sorriu, e puxou as mãos, Lance a soltou de mal grado, aspirando profundamente, tentando acima de tudo se manter calmo. Lorelei ajeitou os óculos e voltou a se servir de mais whisky.

— E você é o único homem da última geração da sua família, veja só… – continuou como se não tivesse sido interrompida, voltando a beber ao lado dele, se escorando sobre a cômoda. – É triste ver toda a história da sua árvore genealógica minguando aos poucos, Lance? Os últimos treinadores de dragões com sangue Dracarys nas veias são você e a sua patética prima naquela cidade esquecida por Arceus, não é?

— Não se atreva a abrir a boca para falar mal da Clair ou de Blackthorn  – rosnou Lance entredentes, deixando transparecer pela primeira vez uma ligeira irritação. – Acha que pode vir aqui, tirar a minha paz, me lembrar de um dos maiores arrependimentos da minha vida, insulta minha família e minha cidade natal? Vou repetir pela última vez, Lorelei, saia daqui, se não…

— Se não o que? Vai me tirar a força? Me agredir? Convocar uma assembléia para tentar me expulsar da elite? Me desafiar para uma batalha? – riu com desdém, vendo o incômodo surgir nos olhos dele. Ela era uma das únicas pessoas que podia realmente vencê-lo, mais por causa da esmagadora vantagem de tipagem do que qualquer outra coisa, e claro que Lance lhe daria muito mais trabalho do que seu orgulho lhe permitiria admitir. – Eu vejo como você olha pra mim, Lance, nas reuniões, nos jantares, nos eventos… Ou melhor… Como você evita olhar... Somos tão parecidos, não acha? Quantas vezes já não nos perguntaram se somos irmãos? – riu ela. Tinha razão. A mesma pele branca; os mesmos olhos carmesim; os mesmoa cabelos vermelhos; o mesmo dom para batalhas; a mesma vaidade; o mesmo o orgulho elevado e a mesma fome de poder. Lorelei poderia ser considerada um reflexo feminino dele mesmo. – E isso te assusta ao mesmo tempo que te atrai, porque não existe nada que você admire mais que si mesmo, não é? É a si mesmo que vê quando olha para mim.

— Agatha… 

— Me contou algumas coisas, sim… Ela gosta bastante de falar. Pela barganha certa, ela dá as informações que eu preciso… – Lance suspirou pesadamente, esfregando os olhos com uma das mãos.

— Também agradeço sempre por Sabrina nunca ter aceitado a vaga que à oferecemos, se não seria o pobre eu no meio de um ninho de Arboks… – murmurou descontente. – Pelo menos Bruno é alguém mais aprazível de se conviver.

— Ele nem sabe se vestir como uma pessoa decente – desdenhou Lorelei, arrumando seus óculos e bebericando o whisky.

— Olha só quem fala… A pessoa que ficou semanas tentando arrastá-lo para a cama, assim que ele se juntou à nós, mas Sabrina foi mais rápida que você, não é? – debochou o treinador de dragões, se divertindo com o semblante irritado que tomou conta do rosto de Lorelei.

— E eu teria conseguido se tivesse insistido um pouco mais, assim aquela paranormalzinha teria um belo par de chifres, sinceramente? Nada me agradaria mais. Só que desisti, sabe… Se meter com Sabrina é se meter com Agatha, então…

Trocaram um rápido olhar que dispensava explicações. Ninguém queria se meter com Agatha.

— Mas estamos falando de nós… Não tente mudar de assunto – voltou a dizer, se inclinando na direção dele e deixando o copo sobre a cômoda. – Você se lembra sim daquela noite, talvez só de algumas partes, mas se lembra… Nunca vai admitir, mas você gostou – Lance preferiu não responder, voltou a cruzar os braços e virar a cabeça para o lado, encarando as bonitas cortinas de seda que esvoaçavam com a brisa da noite que adentrava pelas largas janelas entreabertas. – Vamos lá, Lance, você já sabe o que eu quero…

— Por que precisa ir a Cinnabar, afinal? – indagou por fim, largando seu copo vazio, se desencostando da cômoda e abrindo a porta do chique guarda roupa ao lado.

— Problemas familiares… Algo bem pessoal… – começou a se explicar, sentando-se novamente sobre a cama, enquanto fitava deliciada por cima dos óculos Lance começar procurar suas roupas de costas para ela e desamarrar a toalha da cintura, vestindo uma boxer de cor azul marinha logo em seguida.

— Família? Isso é novidade. Desde quando se importa? – virou-se para olhá-la, com uma calça de moletom preta nas mãos.

— Dá pra se importar um pouco, você sabe… quando eles morrem.

Lance fitou Lorelei com certo pesar, mas nada disse, vestindo sua calça em seguida.

— Quanto tempo pretende ficar fora? – indagou, colocando as duas mãos na cintura e parando de se vestir para encará-la.

— Uma semana, talvez mais dependendo de… – e antes que pudesse completar a sua fala, uma Pokébola maximizada lhe caiu sobre o colo.

— Se for para me devolvê-lo com algum arranhão ou alteração de comportamento, é melhor nunca mais voltar aqui.

Abriu um belo sorriso vitorioso, enquanto pegava a Pokébola e se levantava, começando a  se retirar do quarto devagar.

— Obrigada pelo whisky – agradeceu ela, virando-se para olhá-lo, já com uma das mãos segurando firmemente a maçaneta da porta. Lance deu de ombros. – É sempre um imenso prazer conversar com você.

— Não posso dizer o mesmo.

— Ainda tenho mais algumas horas, se quiser conversar um pouco mais… Sabe?

Ele respirou profundamente, caminhando em direção a porta. Lorelei sentiu a macia mão dele se sobrepor sobre a sua na maçaneta, inclinou-se para ela, seus rostos a centímetros de distância.

— Saia – sussurrou, forçando a sua mão para baixo junto com a dela e abrindo a porta.

— Ainda vou ter mais de você Lance, vou sim… – sussurrou ela de volta, aproximando seus lábios dos dele e trocando um último e intenso olhar, antes de virar e sair para o iluminado corredor, o som de seus passos ecoando e minguando conforme ela se afastava.

Ele fechou a porta do quarto e se escorou na madeira talhada, massageando as têmporas com uma das mãos enquanto respirava pesadamente. Pelo menos estaria livre da presença da mulher por uma semana ou mais, no fim, havia valido a pena.

No Centro Pokémon de Saffron…

< Por Green >

Já passava da meia noite quando Blue começou a bocejar na cama de solteiro ao lado, enquanto desenhava algo em seu caderno. Vestia uma fofa camisola branca, com um desenho de um Pikachu brincando com uma Pokébola; seus longos cabelos castanhos ainda um tanto quanto úmidos do banho caindo por seus ombros; suas desnudas pernas cruzadas com o caderno sobre o colo; o lápis entre os lábios enquanto ela mordia o objeto, seus olhos azuis analisando atentamente o que já tinha produzido até então. Apesar de estar sonolenta, conseguia manter o foco, diferente de mim.

Eu estava procurando artigos científicos na internet pelo meu Pokégear, enquanto escrevia anotações em um bloco de notas. No início eu só queria achar um bom artigo que falasse sobre os benefícios da troca com fins de evolução mútua para mandar a Yellow, mas acabei me entretendo muito durante o processo. Já devia ter terminado a minha pesquisa, mas toda vez que eu olhava para o lado gastava mais tempo do que eu devia olhando para Blue, e percebi que ela estava me distraindo, mesmo sem querer.

Estávamos há horas em silêncio, cada um fazendo uma coisa diferente, e por incrível que pareça eu não me sentia desconfortável. Acho que ambos estávamos dando valor ao fato de termos um quarto só para nós e não precisarmos nos incomodar com os sons das conversas entre Red e Yellow, ou pior… de seus beijos.

Havia finalmente achado o artigo certo para mandar para a loira, este era definitivamente o melhor sobre o tema, e eu sabia disso só de ler o resumo. Passei os olhos rapidamente sobre o nome do pesquisador e senti imediatamente como se houvesse algo entalado na garganta.

— Blue… – falei calmamente, chamando sua atenção. – Frank Torrence é seu pai, não é?

Ela me olhou de um jeito indecifrável, não estava surpresa, sabia que eu estava procurando artigos científicos e deve ter deduzido o que havia me levado a fazer essa pergunta.

— É sim – disse por fim. – Qual o título do artigo?

— “Trocar para evoluir: os benefícios entre a troca evolutiva mútua em uma relação simbiótica”

— Esse é um dos meus favoritos. Eu ia sugerir que mandasse ele para Yellow, mas você estava tão empenhado em achar o artigo perfeito que não queria estragar sua vibe – riu ela. – Mas sinceramente? Ele é enorme, dúvido muito que ela vá ler.

— Eu que tenho que ler. Vou enviar pra ela só para ter um embasamento se ela me questionar. Tudo que você vai falar fica mais consistente com uma referência por trás, sabe?

— Sei… – falou Blue, tentando segurar uma risada. – Mas está tarde, não precisa ler agora… Posso explicar os principais pontos para você e de amanhã você lê – Blue deixou seu caderno de lado sobre a cama, se levantando e atravessando o pequeno quarto, para se sentar na cama diante de mim. – Sabe, eu só li esse artigo umas 84 vezes, então…

— Me explique, então – pedi, deixando tudo sobre o colchão e focando minha atenção nela.

— Tudo bem. O artigo inicia com uma rápida contextualização sobre o DNA Pokémon e apresenta as principais diferenças deste para o DNA humano. Para resumir, o DNA Pokémon é extremamente volátil e mutável, sendo muitas vezes influenciado pelo meio e por outras questões; aí ele vai falar um pouco sobre os tipos de evolução para exemplificar, então temos a evolução por nível, que é a mais comum, quando um Pokémon atinge certa maturidade, seu corpo se induz a crescer e mudar de forma; por influência do ambiente, então temos Pokémons que vão evoluir só em determinados lugares, ou de dia, ou de noite; as evoluções por Pedras Elementais, que são objetos que contêm uma grande concentração de materiais naturais que induzem a evolução de alguns Pokémons quando estes são expostos a elas; por felicidade, que é quando o Pokémon atinge um pico de euforia gigantesco, e isso induz a uma transmutação genética que leva a evolução e a evolução por troca, sobre a qual o artigo fala mais detalhadamente.

— E como ele explica a evolução por troca? – indaguei, logicamente que eu sabia como esta se dava, mas eu queria muito que ela continuasse a falar. Blue gesticulava bastante com as mãos, empolgada, seus olhos brilhando enquanto explicava.

— Bom, quando você troca um Pokémon ele é passado para o outro treinador através de uma máquina ou, agora, da Pokédex. Você recolhe o Pokémon para a Pokébola, a coloca na máquina e esta transfere os Pokémons de uma Pokébola para outra, o seu é enviado para a do treinador e você recebe o dele na sua. Durante a troca o Pokémon vira quase como um dado na nuvem, que está sendo transmitido. Ele entra em um ambiente virtual, sendo este um ambiente diferente do qual vivemos e que tem o potencial de gerar uma mutação nos genes de alguns Pokémons, assim quando estes saem da Pokébola depois de serem trocados começam a evoluir. Na verdade, tudo tem haver como meio e como este tem potencialidade de influenciar a mutação genética e assim incitar a evolução do Pokémon. 

— E porque a troca com o objetivo de evolução mútua é mais recomendada e benéfica?  

— Simples, a troca não é uma experiência muito confortável para o Pokémon, quando trocados só por trocar eles acabam levando um bom tempo até se adaptarem e começarem a obedecer o novo treinador. Quando trocados com sentido de evoluir, a maioria das vezes os treinadores destrocam, para que assim tenham de volta seu Pokémon original evoluído. A troca com objetivo de evolução mútua é recomendada para que um Pokémon não tenha que passar pela experiência de troca duas vezes seguidas, apenas com o objetivo de evoluir o outro, sendo usado como “Gogoat expiatório”. Quando ambos vão evoluir pela troca, ambos ganham com isso, é uma relação simbiótica, tem sentido, todos voltaram para o seu treinador original e mais fortes. E… – Blue cessou sua explicação me olhando com curiosidade. – Que foi?

— Hãm… – eu segurava minha cabeça com a mão com cotovelo apoiado no joelho e olhava para ela completamente absorto. – Gosto de te ver explicando as coisas, você… Não sei, fica muito… Você sabe... – ela meneou a cabeça como quem não soubesse do que eu estava falando, enquanto corava levemente. Eu apenas dei de ombros. – Não imaginava mesmo que você sabia de tudo isso, por que nunca me falou?

— Não sei, acho que falar disso é falar do meu pai e é algo que eu evito, sabe? E da ultima vez que nós falamos disso… brigamos, então… – assenti levemente. – Além do mais, não sou igual você que ama discursar e mostrar o quanto sabe das coisas a qualquer oportunidade – Blue riu, enquanto eu revirava os olhos, claro que ela estava brincando… Ou não.

— É… faz sentido – falei fingindo estar emburrado, o que a fez rir ainda mais. – Me convenceu, esse é o artigo perfeito para mandar pra Yellow… – falei, pegando meu Pokégear e colando o link na minha conversa com a loira. – Se bem que eu duvido muito que ela vá ver agora… Se ela e Red já ficam de pegação quando estamos no quarto, não quero nem imaginar o que devem estar fazendo agora que não estamos lá.

— Green! – exclamou ela abismada, ficando completamente vermelha.

— Desculpe… – até eu havia ficado sem graça. – Acho que estou com tanto sono que já estou pensando alto. Vamos dormir?

Ela assentiu, enquanto se levantava e ia apagar a luz. Tirei todas as minhas coisas do colchão, deixando a cama livre para nós antes do breu nos envolver. Blue se deitou na beirada da cama, virada de frente pra mim, jogando a coberta por cima de nós. Sentia sua respiração quente e suave no meu rosto.

— Green… – disse ela, antes que eu pudesse começar a beijá-la. – Lá no dojo… Você… Ficou com ciúme do Nathan?

— Não – meu tom saiu muito mais irritado o que eu pretendia. Por incrível que pareça, ela riu.

— Ficou sim! E tudo bem, sabe? Confesso que achei fofo, mas não precisava de tudo aquilo…

— Ah, lógico, porque eu tenho que me sentir muito a vontade ao ver um cara dando em cima de você.

— Não é isso, é só que o Nathan não sabia que nós estávamos… – hesitei, buscando pela palavra certa. – Juntos

— Eu sei… – suspirei derrotado, parando para segurar minha cabeça com uma das mãos e encarando seus lindos olhos azuis que refletiam as luzes da cidade que entravam pela janela. – Talvez tenha sido meio exagerado, sei lá, eu só fiquei irritado de vê-lo se atirando para cima de você. Sei que nós não estamos tipo… Red e Yellow – falei com um tom forçadamente enojado, que a fez rir. – Mas… eu gosto de como estamos e não tenho vergonha de assumir que estamos juntos para ninguém, muito pelo contrário, mas… – comecei a rodar uma das mechas de seus cabelo entre os dedos. – Vamos devagar, tudo bem? É muita coisa para eu pensar…

— É muito mais sobre sentir… – disse ela. – Mas tudo bem, sentimentos não são muito a sua praia, sempre lógico demais, Green Carvalho… Mas eu gosto disso em você. Também gosto de como estamos, vamos com calma, mas sem crises de ciúmes exageradas na frente dos outros. Qualquer coisa é só conversarmos depois, tudo bem?

— Ok – respondi normalmente, apenas para sentir os lábios dela sobre os meus.

Ficamos por um tempo apenas nos beijando intensamente, até faltar o fôlego. Blue me desejou boa noite, e se virou para o outro lado, eu a abracei, passando meu braço por cima de sua cintura e encaixando meu corpo no dela. Claro que eu queria ter mais um tempo com ela, mas ambos estávamos com muito sono e teríamos que acordar cedo pela manhã, então sentindo o cheiro doce de seu cabelo molhado e sua respiração ficando cada vez mais pesada, adormeci. 


Notas Finais


SABIA QUE ESSA FANFIC TEM UM SPIN-OFF DE HENTAIS? NÃO? POIS TOME O LINK: https://www.spiritfanfiction.com/historia/hentais-de-rumo-a-liga-pokemon-de-kanto-16941575

Por falar no spin-off, temos Lorelei, e logico que ela tá confirmadíssima. Talvez dois contos com ela se eu me der o trabalho de voltar um tempo no passado e retratar esse momento dela e do Lance, para desgosto dele (ou não), obvio.
Além do mais, esse capítulo eu to só a Lorelei pra cima do Lance, confesso, meu primeiro crush nessa franquia gente, tudo de bom. Nossa que homem...
Curiosidade: na primeira ideia dessa fanfic Lance e Lorelei seriam irmãos mesmo (aparência semelhante, nome parecido, a ideia me veio), MAS, como eu queria fazer um negócio lá em Johto esse fato iria me atrapalhar e não faria sentido (olha a mente da pessoas como vai), por isso mudei, ficou bem melhor assim, creio eu.
Mas então, a terceira parte do cap. com a conversa entre Green e Blue já estava sendo planejada há um tempo, e vi que eu tinha que colocá-la aqui pela reação do pessoal no capítulo anterior, já que vamos introduzir o sistema de trocas, quis dar um jeito de explicá-lo nessa minha releitura do universo Pokémon, talvez um tanto quanto expositivo sim, mas eu gostei do resultado.
Elite 4 toda aparecendo (eles já tinham aparecido bem brevemente todos juntos lá no spin-off - é sério vocês PRECISAM LER), só falta uma para termos todos com suas personalidades pintadas, o combate contra eles está na porta e preciso ir envolvendo os personagens na história e os desenvolvendo, TO FELIZ DE MAIS QUE CHEGUEI NESSE PONTO DA HISTÓRIA, de verdade.
No mais, quero ouvir vocês, o que acharam? Opiniões, criticas, expectativas, solta o verbo aí nos comentários.

Ah, e podem continuar votando em quem vocês querem ver batalhando contra a Sabrina: Green ou Red? (ainda da tempo SIM), segue o placar atual:
QUEM DEVE BATALHAR CONTRA A SABRINA?
GREEN: 11 votos
RED: 8 votos
ALÔ, FÃS DO RED, CORRE AQUI QUE O GREEN DISPAROU NA FRENTE!

No mais é isso, meus anjos OU MELHOR, vou chamar meu fandom de LÉLINHOS E LÉLINHAS uma sugestão do @Verditos aushausahss. Muito obrigada por lerem até aqui, espero que tenham gostado e até o próximo capítulo.


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