História Pokémon: Destinos Entrelaçados - Interativa - Capítulo 3


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Categorias Pokémon
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa, Personagens Originais, Pokémon
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Palavras 1.958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então...
Este capitulo está muito mais curto do que eu tinha planeado. A sério, eu tinha na minha mente que faria este pelo menos dois capítulos de umas quatro ou cinco mil palavras cada.

Infelizmente, nada correu como planeado e a única parte que tinha chegado a ser uma cena definitiva na minha cabeça, foi a que estou a vos apresentar.

Peço-vos imensa desculpa pelo pequeno que é capitulo, fiz-vos esperar tanto e nem sequer é algo que seja um tamanho digno de se ler. No entanto, eu pensei que vocês já tinham esperado muito tempo e mereciam alguma coisa.

De qualquer forma, vou continuar a trabalhar no próximo capitulo e tentar publica-lo o mais rápido possível.

Do fundo do coração, espero que gostem deste pequeno capitulo, e por favor, digam-me o que acharam. Podem também sugerir ideias para a trama que vai ajudar muito.

Capítulo 3 - Primeiro encontro - Olhar tenebroso


— Okaasan, já posso tirar a venda  dos olhos? — entre risadas infantis, a menina questionou com uma mão na venda e a outra sendo guiada pela sua mãe.

— Ainda não, tem um pouco mais de paciência. E para de tentar espreitar minha menina. — a mulher ralhou sem olhar para sua filha tentar desmanchar levemente a venda.

A mais nova riu culpada e deixou-se ser guiada alegremente. Não era todos os dias que tinha oportunidade de passar tempo com sua mãe, visto que ela estava sempre ocupada com o trabalho no laboratório.

Momentos assim eram demasiado preciosos para serem desperdiçados.

— Chegamos! — declarou a mais velha com vontade. Soltando a mão de sua filha, a criança de 8 anos desfez a venda de seus olhos.

Uma vez tendo-se acostumado com a luz, a menina de tenra idade engasgou-se com sua própria respiração e seus olhos arregalaram-se em surpresa.

Tendo a venda caindo em seus pés, nos braços de sua mãe encontrava-se uma adorável Eevee que olhava para ela curiosamente com os seus brilhantes olhos castanhos.

A mais velha fitou sua filha ‒ que era como um reflexo dela quando tinha a sua idade ‒ com adoração e deu-lhe um sorriso.

— Muitos parabéns pelos teus 8 anos, minha pequena Kyrie. Espero que gostes do teu presente.

Com um enorme sorriso em seu rosto e uma adorável coloração rosada em seus bochechas claras, Valkyrie corre em direção de sua mãe e com cuidado e delicadeza recebe a Eevee em seus braços.

— Muito prazer Eevee, eu sou a Kyrie. Vamos ser boas amigas, sim?

Com uma alegria especial brilhando em seus olhos ao ouvir as palavras da humana, Eevee começa a se esfregar no rosto de Kyrie e gritar alegremente em confirmação.

A mãe sorriu com carinho. O resto daquela tarde iria ser maravilhosa.

(...)

Região de Asteria, Daron City - Pokémon Center

7:43

Como se tivesse acabado de sair de um sonho, as memórias do que parecia ser uma outra vida ‒ porque aquela já não era a sua vida, nunca mais seria ‒ lentamente desvaneceram de sua mente, sua atenção capturada pelo chamamento da enfermeira Joy.

Levantando-se de seu assento no salão de recepção, Kyrie dirigiu-se para o balcão com uma expressão neutra em seu rosto.

Com um sorriso gentil, enfermeira Joy com uma Wigglytuff ao seu lado entrega com cuidado as 4 pokeballs á treinadora de cabelos violetas.

— Os seus pokémons foram todos examinados e tratados e se encontram em perfeitas condições.

— Obrigada pelo seu trabalho. — Kyrie agradeceu enquanto guardava as pokeballs no bolso de sua jaqueta negra. — Também quero fazer o check-out.

— Dê-me um minuto, por favor. Wigglytuff irá buscar os papéis necessários para assinar.

A viagem até Aragon City foi mais longa e cansativa do que imaginava, de tal forma que teve que hospedar-se no Pokémon Center a duas cidades de distância do seu destino. 

Decidira que á primeira hora da manhã, retornaria o seu caminho. Quanto mais rápido a chegar, mais possibilidade tinha em acomodar-se em Aragon City e preparar-se mentalmente para a dor de cabeça que iria receber tanto pela multidão de pessoas como também pela energia inesgotável que era Tetsuya Blaze. 

Quando a pokémon regressou e entregou-lhe o papel e caneta, as portas do Pokémon Center abriram-se e passos acelerados, mas ao mesmo tempo calmos, capturaram a atenção das presentes.

Kyrie arqueou uma sobrancelha, seus olhos brilharam de curiosidade e desconfiança para o novo visitante.

[Pesquisar: Come out and Play - by Darren Curtis]

Era um homem com uma fisionomia alta e forte, de certa forma lhe lembrava de Blaze na última vez que se viram poucos meses antes. Por causa do capuz que a figura masculina usava, Kyrie não era capaz de identificar muito mais.

Ela nunca fora do tipo que ficava curiosa ou interessada nas outras pessoas, mas algo naquele homem lhe deixou intrigada.

No entanto, uma vez seus olhos se cruzaram, o corpo de Kyrie congelou.

Uma aura estranha e tensa rodeou os dois de uma forma veloz e assustadora. De repente, era impossível respirar para a Amazona de fogo e enquanto olhares hostis  e desconfiados eram trocados entre eles, Kyrie agarrou inconscientemente o pingente de ametista em seu pescoço.

O quê que era aquilo?

A única vez que sentiu uma tensão tão forte e intimidante, fora quando seu caminho se cruzara com Deoxys.

Com uma dificuldade que nunca imaginou que teria, a treinadora forçou-se a prestar atenção em outra coisa que não fosse naquelas esmeraldas tão geladas como um iceberg.

Com um enorme esforço, Kyrie conseguiu baixar seus olhos e finalmente reparar que nos braços do recém chegado encontrava-se uma filhote de Litleo em condições preocupantes.

— Oh, por Arceus! Wigglytuff, avisa para preparem a sala de operações e tragam uma maca imediatamente!

Como se lhe tivessem quebrado um feitiço da qual não sabia que estava em si, Kyrie viu a Enfermeira Joy passar por si a passos rápidos em direção ao homem e escutou os passos da pokémon cor de rosa afastarem-se apressadamente do salão principal. 

Respirando com dificuldade, a jovem de cabelos violetas  finalmente percebera que estava a tremer sabe-se lá quanto tempo. Tentando acalmar-se, Kyrie inspirou fundo e agarrou o seu pulso, tendo percebido que havia um Houndoom ao lado do homem e este lhe fitava com desconfiança antes de voltar sua atenção para a Enfermeira Joy.

— Pelo que notei, ela tem uma concussão em sua cabeça e a pata dianteira esquerda se encontra ferida. Não tenho a certeza quanto ao resto, mas desconfio que possa ter alguns ossos partidos ou rachados ao longo de seu corpo, além de que perdeu alguma quantidade de sangue. — Com cuidado, o homem entregou a cria para os braços da Enfermeira Joy, enquanto lhe explicava a situação em que se encontravam. — Quero também aproveitar para cuidar dos ferimentos daqui do meu Houndoom, eles não são graves nem nada demais, mas estou preocupado que possa ficar com alguma infecção se ele não for cuidado como deve ser.

— Com certeza, meu jovem. Fez muito bem em vir aqui e vejo que conseguiu tratar da perda de sangue desta pequena muito bem. Iremos trata-la e o seu Houndoom imediatamente...— como se fosse a deixa, pelas portas chegaram um assistente e a Wigglytuff com uma maca. 

Pondo a pequena Litleo na maca, o  assistente e Wigglytuff vão se embora novamente e então Enfermeira Joy curva-se para o homem encapuzado.

— Vou lhe pedir que espere aqui enquanto nós cuidamos de seus pokémons.

E em passos apressados, Enfermeira Joy leva Houndoom, antes disso dando um olhar de desculpas para Kyrie da qual retribui assentindo sua cabeça.

Sentindo o olhar penetrante em suas costas, Valkyrie cruza o seu olhar uma vez mais com o homem que se aproximava-se de si.

— Não vai querer que cuidem de suas feridas?— querendo evitar sentir aquela tensão de antes, a amazona de fogo questiona a primeira coisa que lhe vai á cabeça, reparando que as mãos do outro encontravam-se feridas e com algum sangue, nem todo pertencia á pokémon ferida anteriormente em seus braços.

O homem fitou suas mãos por um momento, antes de negar com sua cabeça.

— Não é nada que requer atenção médica, na minha opinião. A única coisa que quero, é apenas garantir que o meu pokémon esteja melhor e que a filhote de Litleo esteja fora de perigo.

— Quer dizer que essa Litleo não lhe pertence? — Kyrie arqueou a sobrancelha em desconfiança.

— Não, acontece que essa cria teve o infortúnio de perder-se de sua família e cruzar o meu caminho no lugar errado á hora errada. — o treinador encapuzado então soltou uma risada cansada e retirou um pequeno pano de suas calças para limpar suas mãos.

Preferindo tomar a decisão sábia de reprimir aquela estranha raiva que o jovem homem lhe provocara, Valkyrie preenche os dados necessários da folha do check-out.

Seu corpo tensou-se uma vez mais quando o sujeito ficou no seu lado e apoiou seu corpo no balcão. Atrevendo-se a olhar para cima, as pupilas da amazona de fogo dilataram-se um pouco ao cruzar o seu olhar gelado do mais alto.

O silêncio tenso e sufocante que pareceu durar horas, durou apenas alguns segundos quando as orbes verdes do mais alto dirigiram-se para o papel que Kyrie tinha em seus dedos e leu especificamente certas palavras.

Valkyrie Underwood

— Nome interessante que a senhorita tem… — cantarolou, um brilho estranho surgiu em seus olhos ao voltar ao olhar para o rosto da Kyrie.

Kyrie estreitou seus olhos em hostilidade, provocando um leve levantar do canto da boca do outro.

Ela era sem dúvida interessante.

— Mas realmente, apesar de ser muito cedo tinha certeza de que haveria mais pessoas no Pokémon Center.

— Isso é devido ao Festival Astral em Aragon City. É normal considerar que nestes próximos dias, a cidade  será onde a maior parte da população de Asteria se encontrará. — deixando de olhar para o mais alto, Kyrie faz a sua assinatura no final da folha e mete o papel e caneta na mesa á frente do balcão para que a Enfermeira Joy ou qualquer outro funcionário encontrar. — Neste momento, as únicas pessoas que se encontram na cidade são os que têm obrigação com suas profissões e/ou deveres, pessoas que irão mais tarde e viajantes que estão apenas de passagem para Aragon City…

— Verdade, tinha me esquecido por completo acerca do Festival Astral. — o jovem treinador comentou com a mesma voz cansada e neutra que tinha desde que chegara, uma de suas mãos foi para o seu pescoço.

— Eh? — Kyrie pestanejou em surpresa — Quer dizer que não estava de passagem para a Aragon City?

— Como se eu fosse para um sítio tão barulhento e problemático como aquele lugar, principalmente agora com essa merda de festival. — respondeu enquanto olhava Kyrie com um brilho perigoso em seus olhos, quase como se questionasse como ela se atrevia a fazer tal pergunta.

E tal atitude sem dúvida irritou muito a amazona de fogo.

“Controla-te, Eve” inspirando para acalmar a raiva que ameaçava sair de si, Kyrie certificou uma vez mais que tinha tudo consigo e então dirige-se á saída, pronunciando um suave “licença” quando passou pelo o outro treinador.

— Lesanth... —Kyrie parou e virando levemente o seu rosto para o lado, seu olho esquerdo cruzou-se com o olhar do homem. — O meu nome é Nirah Lesanth.

— Para quê que eu preciso de saber? — questionou, levando sua mão para a ametista em seu pescoço, vibrações estranhas e de certa forma hostis eram emitidas por ela.

No mais profundo da sua mente, quando viu um brilho com significado desconhecido surgir nos olhos do outro, questionou se por acaso aquele homem  tinha notado tal energia.

— Para assim estarmos em pé de igualdade quando nos encontrar-nos novamente. — o canto de sua boca inclinou-se levemente para cima e Kyrie uma vez mais sentiu como o ar tornou-se sufocante entre eles os dois — Porque sinceramente eu sei que esta não será a última vez que nos encontraremos, Valkyrie Underwood.

Com passos apressados, quase como se a qualquer momento fosse correr, Kyrie saiu do Pokémon Center deixando para trás uma pessoa sem dúvida perigosa.

Apertando o colar de ametista em busca de algum alívio em sua mente e coração, Kyrie parou quando finalmente estava longe o suficiente do Pokémon Center e daquele homem.

Respirando com dificuldade, questionou o porquê de ter temido as últimas palavras que Nirah Lesanth pouco depois de pronunciar o seu nome de uma maneira tão perigosa. Como se lhe estivesse a dizer que não iria esquecer-se do seu nome tão cedo.

E foi então que sua mente conseguiu perceber que o que pairava sobre aquele homem quando disse aquelas palavras era uma sombra negra, olhos mais vermelhos que o sangue encaravam-na de uma forma assustadora.

“Basta saber se vamos  nos encontrar no mesmo lado ou não...”



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