História Pokemon: Legends - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sei, eu sei, três meses de hiato é tempo pra caramba
Mas eu voltei!
Acabei de entrar de férias, então farei o possível para escrever mais capítulos nesses próximos dois meses
Mas sejam pacientes comigo!!

Enfim, boa leitura!

Capítulo 7 - No one should underestimate her


A cidade de Miho foi banhada pela luz da manhã. Pessoas e Pokemon acordavam, prontos – ou quase – para enfrentar o longo dia que se seguia.

Violetta terminou de dobrar o cobertor, colocando-o ao pé da cama; afofou o travesseiro de algodão. Olhando pela janela do quarto, espreguiçou-se sossegadamente.

Havia acordado bem cedo e já estava completamente arrumada. Snivy, ainda sonolento, roçou levemente a cauda em formato de folha na perna direita da treinadora. Ela sorriu para a Serpente de Grama enquanto se dirigia para fora do cômodo. Os corredores ainda estavam meio vazios – afinal, ainda eram 5:30 da manhã –, mas já era possível ouvir uma movimentação repentina na entrada do laboratório. Os diferentes profissionais que ali trabalhavam começavam a chegar à instituição e se dirigir para seus respectivos locais de trabalho.

Violetta caminhou apressadamente pelo corredor aonde ficavam as salas voltadas à Medicina Pokemon. Sem quase nenhum ruído, abriu lentamente uma das portas. Raiden esperava-a sentado diante do computador conectado aos aparelhos médicos do local. Eevee estava encolhida sobre o colchão da cama, bastante desconfortável, em sua opinião; encarava Raiden, imóvel. Ao sentir o familiar cheiro de Violetta, porém, levantou a cabeça precipitadamente, desviando sua atenção do Professor. Raiden também percebeu a presença da garota e cumprimentou-a com um sorriso.

– Bom dia, Vi. – ele levantou-se e beijou-lhe a cabeça.

– Bom dia. – ela sorriu suavemente, e, então, dirigiu-se para Eevee – Bom dia, minha pequena “fera”. Pronta para seus exames?

Violetta tentou segurar a risada quando uma expressão enojada se formou nas feições da Pokemon Evolução. Pegou-a cuidadosamente, aninhando-a em seus braços. Eevee resmungou baixinho, mas logo retribuiu o sorriso amável de Violetta com outro.

Havia uma semana desde de que Eevee chegara ao Laboratório. Infelizmente, seu estado não seria amenizado com uma simples pílula de cura ou em algumas poucas horas, como acontecia com os Pokemon feridos em batalha que chegavam à instituição. A maioria das criaturas que ali se recuperavam chegavam em um estado muito mais grave: famintas, inconscientes e vulneráveis a ataques que poderiam matá-las. Eevee era uma delas.

Por sorte, seus dados vitais estavam melhorando desde quando Violetta passou a servir como auxílio durante seus exames. Na verdade, a Pokemon se mostrara cada vez mais à vontade ao lado da garota, ficando menos agressiva a cada dia. Elas, de alguma forma, criaram uma espécie de vínculo que ninguém conseguia entender, muito menos elas mesmas.

Violetta levou a pequena criatura consigo para fora da sala, sendo seguida pelo orgulhoso olhar paterno de Raiden; Snivy seguiu-as, sempre ao pé de sua treinadora, como um fiel servo segue à sua imperatriz. Caminharam tranquilamente por alguns corredores, Eevee parecia prestar atenção em tudo ao seu redor, rosnou um pouco quando um cientista e seu Flaaffy passaram perto deles:

– Ei, - Violetta riu. Acariciou levemente atrás de sua cabeça – guarde essa sua ferocidade para depois.

Eevee grunhiu um pouco, mas logo seus músculos relaxaram.

Ao fim de um largo corredor, chegaram a uma porta dupla de vidro, localizada ao centro de uma enorme parede também de vidro reforçado. A visão através do material era parcialmente embaçada.

– Quero te mostrar uma coisa. – Violetta sorriu e pressionou o polegar contra um painel logo ao lado da porta, e esta abriu automaticamente.

Vários Vivillon de diferentes cores passaram na frente do pequeno grupo no momento exato em que pisaram na grama úmida do local. Alguns Wooper brincavam, pulavam e nadavam alegremente em um grande lago; um deles, ao tentar saltar de uma pedra à outra, acabou escorregando e caindo de cara na água, causando a risada de todos os outros colegas. Um pequeno grupo de Deerling espiou com um olhar curioso os três novos visitantes, e um deles se aproximou devagar. Violetta sorriu para ele carinhosamente:

– Oi, pequenino. – ela se abaixou, colocando Eevee no chão ao seu lado. Estendeu a mão esquerda na direção do pequeno Pokemon quadrúpede. Hesitante, ele se aproximou e cheirou de leve sua mão. Suas orelhas se agitaram, e o Deerling lambeu a mão da garota; esta, por sua vez, acariciou sua bochecha bege.

Alguns outros Pokemon, ao reconhecerem-na, também foram dar-lhe as boas vindas. Um pequeno Poliwag correu em sua direção aos tropeços; perdendo o equilíbrio, caiu de cara no chão. Violetta riu e ajudou-o a ficar de pé novamente. O Pokemon pulou em seu colo, grunhindo prazerosamente sob os afagos da humana.

Enquanto isso, Eevee lançava olhares curiosos para todos os lados. Caminhou ao redor do local: era um lugar bem grande; as altas paredes de vidro davam a impressão de estar dentro de um tubo hexagonal, e uma estrutura de vidro blindado cobria a parte superior da área natural, impedindo que os Pokemon voadores escapassem. Diversas árvores se espalhavam pelo lugar.

Um casal de Unfezant pousou perto de Snivy, e este cumprimentou-os com um grunhido alegre. O trio foi atrás de frutas, e Eevee observou-os de longe. De repente, um vulto negro passou logo ao seu lado, assustando a pequenina. Eevee rosnou ameaçadoramente na direção aonde o vulto passou, contudo, não havia mais nada ali. Sentiu uma estranha presença atrás de si, e o cheiro do que quer que fosse era razoavelmente familiar...

Um Banette saltou de repente na frente dela, fazendo os olhos brilharem em um vermelho intenso. Ao contrário do que se esperava, Eevee não se intimidou, mas criou um grande escudo azul claro usando sua aura e, com um leve gesto de cabeça, lançou a barreira na direção do Pokemon de tipo Fantasma. O Banette foi jogado para longe e, enquanto estava no ar, começou a exalar uma luz vermelho-sangue, até pousar em segurança, porém com uma forma totalmente diferente.

A Pokemon Evolução encarou seriamente a raposa negra e vermelha a sua frente. O Zorua riu divertidamente, pegou impulso e saltou no ar, girando e brilhando repentinamente, e assumiu a forma ilusória de um Staravia, voando para longe.

– Ele te assustou, não foi?

A voz feminina direcionada a ela obrigou-a a virar-se, e seus olhos encontraram os de Violetta. A garota caminhou em sua direção, abaixou-se e sentou-se ao seu lado. Eevee também sentou na grama macia, observando o voo do suposto Staravia que de alguma forma se destacava entre os outros Pokemon voadores, até que desaparecesse de vista novamente, imerso nas próprias ilusões.

– Esse Zorua chegou aqui há alguns meses. É o único da espécie que temos aqui. – Violetta explicou encarando o céu – Veio para cá depois de ser encontrado inconsciente e gravemente ferido na floresta. Pela maneira brutal como havia sido ferido e também pelas marcas de bicadas e penas espalhadas pelo lugar, deduz-se que foi atacado por um bando de Spearow.

Eevee abaixou as orelhas e deixou a cauda cair um pouco. Sabia como os Spearow podiam ser agressivos quando incomodados: ela mesmo já havia sido atacada por um grupo deles durante a época em que vivia como uma Pokemon selvagem.

A lembrança de seu passado entristeceu-a. Lembrava-se de quando sua mãe ensinara ela e seu irmão a caçar. Na verdade, ela era bem melhor que seu irmão, e definitivamente maior e mais forte que ele. Mas, ainda assim, não o subestimava nem abusava dele, como faziam outros Pokemon.

Seu irmão era esperto, ágil e pequenino, o que facilitava sua fuga de ataques de outros Pokemon. O seu sonho sempre fora evoluir, não importasse para qual forma. Ele era tão compassivo, tranquilo, amoroso... Assim como era sua mãe. Contudo, esta era mais forte, destemida, e principalmente vaidosa, porém calma, carinhosa, e muito, muito protetora.

Eevee suspirou: ela sentia a falta deles.

A raposa marrom sentiu a cabeça ser acariciada de leve. Violetta a pegou com cuidado e colocou-a em seu colo.

– Pensando na sua antiga vida, não é?

Eevee se impressionou por ela ter adivinhado aquilo.

– Eu sei como é. – a garota continuou, arrancando algumas finíssimas folhas pontiagudas de grama – O passado traz lembranças tão felizes e outras tão... tristes. Coisas das quais nos orgulhamos ou nos arrependemos sempre vêm a nossa cabeça. E, às vezes, tudo o que queremos é... – neste momento ela deu uma pausa, como se estivesse mergulhando profundamente em um oceano de pensamentos e memórias. De repente, pareceu despertar de seu “transe” – ...voltar atrás, e consertar aquilo que não pode mais ser consertado.

As últimas palavras foram pronunciadas com voz falhada. Eevee grunhiu em compreensão. Encararam o céu em silêncio, apenas deixando o tempo passar.

◇◇◇

– Bomba de Sementes! – Raiden ordenou, e dois sorrisos perversos formaram-se nos lábios de Violetta e Snivy.

Uma enorme criatura parecida com um besouro azulado abriu sua boca e a fez brilhar internamente. Uma rajada de sementes foi lançada na direção da Serpente de Grama.

– Agilidade! – Violetta ergueu a mão aberta na direção do campo de batalha.

Snivy correu na direção do oponente, desviando com facilidade das sementes explosivas. Diante da ordem de seu treinador, a Pokemon fez o seu chifre em forma de coração brilhar em verde-claro e aumentar de tamanho. Ela esperou até que Snivy se aproximasse o suficiente e avançou em sua direção, movimentando o chifre de forma que pudesse empurrá-lo para trás e derrubá-lo. Para sua surpresa, o adversário desviou facilmente do ataque.

– Agora!

Snivy energizou sua cauda e girou no ar, acertando a oponente pelas costas com força, e esta caiu de cara na areia. O Pokemon saltou e, após dar um mortal no ar, pousou em terra firme com certa delicadeza.

– Heracross, você está bem? Ainda consegue batalhar? – Raiden perguntou preocupado. Heracross assentiu para seu treinador, levantando-se sem muita dificuldade – Okay, use Mega Soco!

A Pokemon tipos Inseto e Lutador correu na direção de Snivy, e seu punho começou a ser envolto por uma aura alaranjada. Investiu-o contra o adversário ao se aproximar o suficiente dele. O tipo Planta, porém, saltou e girou de lado no ar, pousando graciosamente no terreno arenoso. Heracross usou uma das pernas para desacelerar. A nuvem de poeira formada ao seu redor limitou sua visão, e ela olhava para os lados, sempre atenta. Uma ideia acendeu na mente de Violetta.

– Cortar! – ordenou, e Snivy, que se encontrava ao centro do campo, correu na direção da oponente oculta pela poeira. Heracross não foi capaz de ver seu adversário se aproximar com ambas as mãozinhas brilhando em um tom de azul claro. Snivy atingiu-a, quase atravessando seu duríssimo exoesqueleto. Quase.

- Talho, agora!

As garras da Pokemon Chifre Único brilharam em branco e, em um rápido movimento, atingiram a Serpente de Grama no queixo, jogando-o para o ar. Heracross saltou, enquanto energizava seu punho mais uma vez. Snivy, porém, foi mais ágil: concentrou energia na ponta da cauda, e uma esfera esverdeada começou a ser formada. Quando Heracross fez o gesto intencional de socá-lo, girou e arremessou a esfera. A tipo Inseto foi forçada a gastar a potência do movimento para se defender, saindo, por sorte, ilesa da explosão causada, a qual espalhou fragmentos verde claros pelo ar. Ambos os Pokemon pousaram no chão.

– Tornado de Folhas, Snivy. – a seriedade de Violetta ao mencionar o ataque já era uma evidência de que estava planejando algo, e Raiden captou bem aquele sinal.

– Espere, garota. – o Professor dirigiu-se à Pokemon, que havia insinuado investir contra o adversário antes que este usa-se o ataque.

Snivy saltou no ar e ficou de ponta cabeça. Girando velozmente, seu poder ganhou a forma de várias folhas brilhantes que formaram um enorme tornado. Lançou-o na direção de Heracross, e as folhas pontiagudas envolveram-na completamente. A Pokemon Inseto ergueu as garras para proteger os olhos das lâminas que cortavam sua carapaça.

Raiden abriu a boca para orientar um movimento à sua Pokemon, mas havia sido lento demais.

– Ataque!

Snivy havia aproveitado a oportunidade para se esgueirar ligeiramente por trás da adversária. Obedecendo à ordem da treinadora, abriu a boca e “cuspiu” uma rajada de sementes explosivas em sua direção; as folhas do tornado pareceram abrir passagem para o ataque, e Heracross caiu de joelhos com o impacto. Usando seu poder, Snivy redirecionou as lâminas para atingirem Heracross mais uma vez.

O Professor observou o besouro azulado, com esforço, levantar-se e virar-se devagar. Suspirou aliviado:

– Temos que acertá-lo de alguma forma. – Raiden pensou alto. Snivy era menor e mais ágil, mas sua defesa não era das melhores. Apesar de mais forte e resistente, Heracross definitivamente não era muito rápida.

“Preciso encontrar uma brecha.”

– Dia Ensolarado.

Snivy ergueu suas mãozinhas para o céu aberto, e a luz solar, apesar de estar com pouca incidência naquele momento, começou a brilhar com mais força. O Pokemon de tipo Planta absorveu um pouco daquela luz, transformando-a em energia.

– Heracross, use Multi-Soco. – Raiden ordenou.

Heracross correu o mais rápido que pôde e desferiu uma série de socos na direção de Snivy, mas este desviou de todos os golpes. Ele rodopiou para o lado, escapando de seu alcance. Fechou os olhos por um breve momento, e o Sol brilhou mais intensamente. Heracross usou Multi-Soco mais uma vez, e Snivy foi atingido enquanto se distraía ao usar o próprio movimento; mais dois socos e ele cambaleou para trás. Raiden sorriu: aquele era o momento.

– Infestação!

Heracross abriu as suas asas, batendo-as rapidamente. Uma nuvem de partículas negras direcionou-se a Snivy e evolveu-o completamente. De repente, as partículas pareceram grudar na pele escamosa do Pokemon de tipo Planta, que soltou um estridente grito de dor, sentindo-se mordido por todos os lados.

– Snivy, role no chão! – Violetta aconselhou seu Pokemon.

Snivy obedeceu e logo livrou-se daquela tremenda dor. Ao levantar-se, foi atingido de raspão pelo chifre da oponente, desviando no último instante.

– Corte-Fúria! – Raiden mandou com um sorriso triunfante no rosto.

Heracross energizou suas garras e atingiu Snivy diversas vezes. A cada golpe, o movimento ficava ainda mais poderoso. Por fim, a Serpente de Grama desviou de um dos ataques, e este perdeu sua potência. Snivy correu para perto de sua treinadora, afastando-se o máximo possível de Heracross; ergueu seus braços e absorveu o quanto pôde de luz.

Naquele momento, Natalie entrou no ginásio do laboratório. Seu fiel companheiro Meowth a seguia, lambendo delicadamente as patas acinzentadas. Eevee vinha logo atrás: tentava manter certa distância da secretária. A mulher e seu Pokemon sentaram-se em um banco de pedra, e Eevee fez o mesmo, mas no próprio chão de granito que circundava o campo de areia. Concentraram-se em assistir à batalha, e Eevee interessou-se de uma forma especial por ela.

– É agora! Para terminar! – Raiden gritou o mais alto que pode – Hiper Raio!

Heracross concentrou energia negra e vermelha na altura boca, carregando um poderoso raio. Quando pronto, lançou-o na direção do oponente. Violetta cerrou o punho; Snivy fechou os olhos.

Simplesmente esperaram.

À medida que se aproximava, o raio aumentava de tamanho e destruía o terreno arenoso do campo de batalha. Natalie, Meowth e Eevee observaram aquilo impressionados. Eevee olhou desesperadamente para Violetta, mas não encontrou seu olhar.

O ataque atingiu seu alvo, e uma enorme explosão espalhou fragmentos escuros pelo local. Uma grossa camada de poeira foi levantada, escondendo o Pokemon de Violetta.

Não houve reação. Os olhos de Violetta pareciam vazios, mas focavam no lugar exato onde Snivy havia sido atingido.

Ou, pelo menos, deveria ter sido.

O sorriso vitorioso de Raiden se desfez conforme a poeira se dissipava. Uma luz brilhava em um lindo tom azulado. Heracross arregalou os olhos, incrédula.

“Não pode ser...”

Seu pensamento foi interrompido por uma voz fria e cortante:

– Quantas vezes eu já te disse para não nos subestimar?

A poeira sumiu quase por completo, e um Snivy dentro de uma barreira circular, sem nem mesmo um arranhão decorrente do ataque, revelou-se a todos.

– Quantas vezes eu te disse para não me subestimar?

“Merda”, Raiden pensou, aflito.

Os olhos de Violetta reluziam intensamente na falsa escuridão do ginásio.

“Agora fodeu”.

– Dia Ensolarado!

Violetta ergueu seus braços para o alto, e Snivy imitou-a, ativando o movimento de tipo Fogo. Um feixe luminoso envolveu-os totalmente. O Professor e a “plateia” observaram horrorizados o véu de luz que descia sobre treinadora e Pokemon. Logo, todos, exceto a jovem e seu Pokemon, foram obrigados a cobrir os olhos diante de tanta luminosidade. Eevee lutou contra a dor e continuou assistindo àquele espetáculo quase surreal.

Ainda que fosse doloroso, presenciar aquele momento era maravilhoso.

– Agora! – Violetta recolheu os braços junto ao peito, bem como fizera Snivy logo depois. Uniram as mãos, entrelaçaram seus dedos.

As radiantes ametistas da jovem treinadora encontraram as pérolas negras do Professor uma última vez. Fechou os olhos.

Toda a energia solar absorvida pela Serpente de Grama fundiu-se à sua aura e começou a ser exalada, concentrando-se e formando uma esfera luminosa à sua frente, a qual crescia gradativamente.

Eevee, ainda que à distância, conseguia sentir as correntes invisíveis que os uniam. Parte da energia da própria humana era transferida para o Pokemon. O elo entre eles era mais forte do que imaginara.

As ametistas se abriram.

– Raio Solar!

Esticou os braços para frente e separou as mãos. Assim que Snivy repetiu o gesto, a esfera explodiu e diversos feixes resplandecentes se uniram em um poderoso raio branco e amarelo que se dirigiu diretamente para Heracross.

Para Eevee, aquela mísera fração de segundo se transformaria numa das memórias mais marcantes de sua vida.

Uma única e enorme explosão gerou uma reação em cadeia, e resultou em várias outras explosões menores. Grande parte do terreno foi detonado.

Depois de um bom tempo, a camada de poeira levantada se dissipou. Heracross estava esticada no chão, imóvel.

Raiden olhou com imensas tristeza e preocupação sua Pokemon não apresentar nenhum sinal de consciência. Encarou Violetta. Esta ergueu a cabeça de forma confiante, e os seus lábios se curvaram em um leve sorriso. Snivy continuava sério, sem desviar sua atenção da adversária inconsciente.

Ele suspirou: reconheceu seu erro.

O olhar inundado de admiração de Eevee encontrou o de Violetta. A garota sorriu ainda mais e dirigiu-lhe uma rápida piscadela.

O silêncio perdurou por um breve momento no ginásio, que, de repente, pareceu ser tão grande quanto já era.

Violetta estava certa. Sempre esteve.

Ninguém deveria subestimá-la.


Notas Finais


Música tema de Violetta: Destiny//NEFFEX
Vou demorar mais um pouco para postar o próximo capítulo, mas não se preocupem: ele vai ser sim postado
Beijão, até a próxima!


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