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História Pokémon Restructure: Alola Arc - Capítulo 9


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Notas do Autor


Ash acabou conhecendo o arredio Litten, que vive pegando comida em vários lugares para cuidar de seu envelhecido mentor, Stoutland, e decide não capturar o gato de fogo. Agora, o casal mal imagina que está prestes a se envolver em um pequeno mistério...

Capítulo 9 - Retomando a Caçada


Na noite daquela mesma sexta-feira, algumas figuras estavam andando por um lugar que parecia ser o cemitério de Hau’oli.


— Tô falando, a gente não devia estar aqui. – diz um gordinho: Zipp, da Equipe Skull.


— Não vamo medrá agora, morou? Podemos achar algo perdido de muito valor, sacou? – Tupp o repreende.


— Algo de valor com certeza vai melhorar nosso humor. – a garota, Rapp, dá de ombros. Eles vão andando pelo cemitério, até que ouvem barulhos nos arbustos próximos – E isso?


— São só coincidências... só coincidências. – repete Tupp, como se tentasse se convencer disso, quando mais barulhos vão sendo ouvidos, e de repente, uma onda invisível começa a estimular tudo o que estava no chão, erguendo pedras e deixando tudo mais apavorante para os Skulls.


— Co-co-coincidências fa-fazem isso ta-também? – treme Zipp.


— AAAAAAAA!! – um grito aterrador se faz ouvir, no que as espinhas dos Skulls gelam na hora. Sem ao menos pensar, os três correm dali, gritando para chegarem às motos primeiro. De uma moita, um par de olhos apenas observava, achando graça do medo dos Skulls.


— Dredredredreee... – ri a figura, voltando a se esconder entre as folhagens próximas.


____________________________

 

Finalmente chegara o sábado, dia nove, e Ash e Serena estavam terminando o café da manhã, na companhia de Yellow.


— O que eu tenho pra este mês? – pergunta Serena.


— Bem, fora as atividades que você se dispôs a cumprir na escola, tem a gravação de mais um vídeo da Pokévisão em alguns dias. – diz Yellow, checando a agenda de Serena – Está agendado pra ser na Ilha Akala.


— Ilha Akala, hein? – repete Serena.


— É onde mora a família do Kiawe. – Ash fala, lembrando que Kiawe falara que vivia em Akala. Mallow e Lana também eram de lá, mas se mudaram para a Ilha Melemele há alguns anos.


— Eu já estive lá, esqueceu? – brinca Serena – Foi onde vi Tapu Lele e ela me deu isso. – ela ergue a mão, onde estava sua Pulseira-Z.


— O seu último vídeo gravado lá teve uma grande apreciação em Kalos. – informa Yellow – Os fãs estão esperando por mais novidades tropicais.


— Pika, Pikachu. – concorda Chuchu, dizendo o mesmo para Braixen, Sylveon e Brionne. Já havia dado uma envergonhada no filho diante de Rotomdex, sobrando até mesmo para Sylveon, pois a rata perguntara quando ela veria pequenos Eevees correndo pela sala de Yellow, o que fez a fada vulpina corar de uma forma que até Braixen estava espantada com o tom de vermelho que ela atingira.


— Eles terão, assim que eu tiver o necessário. – garante Serena.


— Sabem que os Movimentos-Z não são coisas fáceis de obter. – lembra Yellow – Vocês precisam passar por um Grande Desafio pelo menos, pra usarem com mais liberdade.


— Está bem inteirada disso, tia Yellow. – comenta Ash.


— Mudando de assunto, o que planejam fazer hoje? – pergunta Yellow.


— Estamos querendo fazer um passeio com nossos amigos por alguns lugares da cidade. – responde Ash – Tem muito que ainda não conhecemos.


— E hoje é o melhor dia pra isso. – completa Serena – Lillie deve estar vindo a qualquer momento.


— Nesse caso, é melhor eu não atrapalhar o programa de vocês. – brinca Yellow, se levantando da mesa e levando o prato pra pia.


— Ei, pode deixar que eu... – Ash ia dizendo.


— Não, não. Eu sou a visita, então eu tenho que ser responsável. – sorri Yellow – Eu lavo.


— Nós lavamos. – Ash corrige, se levantando e levando o seu prato e o de Serena pra pia.


— Eu guardo a louça. – diz Serena, indo até a pia e pegando o guardanapo. No momento em que eles terminam com a louça, alguém bate na porta – Opa, eu atendo. – Serena vai até a porta, vendo que era a amiga loira – Alola, Lillie.


— Alola. – sorri Lillie, com Snowy do lado – Está tudo pronto?


— Sim, podemos ir daqui a pouco. – confirma Serena – E os outros?


— Mallow e Lana disseram que iam nos esperar perto da cidade com Kiawe e Sophocles. – conta Lillie, entrando na casa – Alola, Ash, Srta. Yelena.


— Alola. – Ash responde, enquanto Yellow acena estoicamente, ajeitando seus óculos.


— Vuuuul. – Snowy vai até os Pokémon do casal, que também a cumprimentam de forma animada.


— E o Professor Kukui? – Ash pergunta.


— Quando eu saí, ele já estava em sua sala de ginástica no porão. – Lillie responde.


— É melhor terminarmos logo aqui. – diz Yellow, em seu modo “gestora de agenda” – Do contrário, vão perder mais tempo do que devem.


_________________________

 

Algum tempo depois, eles deixam a residência Ketchum, e enquanto Yelena vai para Hau’oli por outro lado, Ash, Serena e Lillie seguem juntos, encontrando Kiawe e os outros perto de uma das entradas.


— Alola, pessoal. – acena Ash – Demoramos muito?


— Não, chegamos quase agora também. – responde Lana.


— Apenas seis minutos. – diz Sophocles.


— Não quebre o clima desse jeito! – censura Mallow.


— Desculpem, é que minha agente estava nos visitando hoje. – diz Serena.


— E onde vamos primeiro? – pergunta Kiawe.


— Podíamos mostrar algumas lojas pra Serena. O que acham? – Lillie olha para Mallow e Lana, que se animam, enquanto os rapazes ficam em alerta.


— Sim, eu também queria ver algumas coisas. – diz Mallow.


— Pode ter alguns itens de pesca. – comenta Lana.


— Ah, Ash, me lembrei! – Kiawe fala apressadamente – Tem um lugar que o Sophocles e eu achamos que você deve muito conhecer.


— Ora, mostre o caminho. – Ash rapidamente entende a intenção.


— A gente se encontra logo, em frente ao... – Sophocles ia dizendo.


— O Clube de Fotos de Alola! – diz Mallow.


— Clube de Fotos? – indaga Serena.


— Você vai gostar quando formos lá. – garante Lillie – Até trouxemos nossos outros Pokémon com a gente pra tirar umas fotos.


— Você tinha mais algum além do Popplio e do Lapras da sua família, Lana? – Serena olha pra azulada.


— Só um Shellder, na verdade... – admite Lana – Eu só tiro ele mais quando estou perto do mar.


— Vamos começar esse tour? – Mallow fala. As meninas sorriem, e logo começam a explorar o distrito comercial.


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Em um outro lugar, mais perto de outra saída da cidade, os rapazes ofegavam, mostrando um certo alívio.


— Valeu pelo pensamento rápido, Kiawe... – agradece Sophocles.


— É... sabemos quando as garotas são quando estão num centro comercial grande... – diz o moreno.


— Elas piram completamente... me lembro das vezes que ia fazer compras com a Serena em outros lugares... – diz Ash, tremendo um pouco.


— Mas ainda assim, chegamos onde eu tinha falado. – diz Kiawe – Nesta área, perto da cidade, por vezes dá pra encontrar alguns Pokémon selvagens.


— Sério? Isso é o que eu gosto de ouvir. – Ash sorri – Imagino que tipo de Pokémon podemos encontrar.


— É sério que vamos fazer isso? – pergunta Sophocles.


— Talvez, se tivermos sorte, possamos achar algum Pokémon de Fogo raro. – diz Kiawe.


— É, você disse que queria preencher seu time completamente, né? – Ash lembra – Quais você tem na sua casa?


— Tenho um Growlithe e uma Salandit. – responde Kiawe – Minha irmãzinha gosta de ficar cuidando deles.


— Conheci alguém que gosta de fazer o mesmo que a sua irmãzinha. – Ash fala, lembrando de Bonnie – E Sophocles... você só tem Togedemaru, não é?


— É./Toge. – confirma Sophocles, que tinha Togedemaru empoleirada em suas costas, sorrindo para Pikachu. Na quinta-feira, a roedora tinha quase se engraçado pro lado do rato elétrico, o que lhe rendeu uma briga tremenda com Sylveon.


— Vai precisar de mais se quiser entrar na Liga Pokémon de Alola deste ano. – comenta Kiawe – Procurar alguns Pokémon pode ser bom.


— Então, vamos fazer isso, caras. – diz Ash, de forma animada. Eles entram na relva mais proxima, com Ash e Kiawe estando bem atentos a qualquer coisa que pudessem encontrar. Escondida entre as ramas, uma pequena figura os observava, e Ash logo nota uma aura – Tem algo naquela direção.


— Tem certeza disso? – pergunta Sophocles.


— Absoluta. – responde o kantoniano, indo para aquela direção, alarmando a figura, que aparece e logo sopra um vento brilhante – Cuidado!


— Pikaaa... – Pikachu segura-se mais forte no ombro de Ash.


— Isso é um Fairy Wind. – Sophocles nota o movimento – Mas que Pokémon está... – ele ia falando, quando eles notam uma figura pequena à frente.


— Flyyyy!


— O que é esse Pokémon? – Ash pergunta, olhando para o que parecia uma abelhinha minúscula.


Permita-me. – sorri Rotomdex – Cutiefly: o Pokémon abelhinha. Tipo Inseto e Fada. Pode sentir a aura das flores, o que lhe permite identificar quais flores estão prestes a florescer. Mas olhem bem, não parece com uma Cutiefly comum.


— Tem cor diferente. – repara Kiawe, e Ash e Sophocles notam também: em vez de uma cor amarelada, a abelhinha era de uma cor rosada.


— Caramba, um Pokémon Brilhante. – Ash arregala os olhos.


— Flyyyyy! – a abelhinha libera uma nuvem de pó alaranjado de suas asas.


— Cuidado, ela está usando Stun Spore! – avisa Sophocles. Ash se afasta, e nota o olhar de Cutiefly: parecia de um Pokémon que não baixava a cabeça diante de uma batalha.


— Do momento que a percebi aqui, ela decidiu se levantar pra lutar. – Ash nota – É um Pokémon de coragem e cuja atitude contraria a aparente delicadeza. – ele sorri – Ok, Cutiefly, vamos nessa!


— Vai tentar pegá-la? – pergunta Kiawe.


— Com certeza. – Ash pega uma Pokébola – Vai, Rowlet!


— Rrrr... rrrr... rrrr... – ronca Rowlet, deixando os rapazes espantados.


— Mas o quê? Dormindo agora?/Pikaa?! – Ash e Pikachu estavam pasmos. Cutiefly decide não se importar, e usa seu Fairy Wind em Rowlet do mesmo jeito, jogando-o pra cima – Ei, Rowlet!


— Flyyyy! – a abelhinha avança em Rowlet, bicando-o e sugando suas forças.


— Agora ela tá usando Draining Kiss! – avisa Sophocles. Nisso, sentindo suas forças sendo drenadas, Rowlet acorda.


— Rrrrroow! – a coruja bate as asas pra se estabilizar no ar.


— Ainda bem que acordou, Rowlet! Use Tackle! – instrui Ash. Rowlet investe contra Cutiefly, mas a abelhinha desvia facilmente.


Cutiefly é o mais leve de todos os Pokémon tipo Inseto. – informa Rotomdex.


— A leveza torna ela muito rápida. – nota Ash – Tudo bem, Rowlet, use Leafage!


— Rrrrooow! – a coruja de grama libera seu vento de folhas, envolvendo Cutiefly, que fica pairando em posição imóvel no ar pra não ser arrastada. Nisso, Rowlet surge repentinamente atrás da abelhinha.


— Use Peck!/Rrrrroow! – Rowlet surpreende Cutiefly, bicando-a com grande força e causando grande prejuízo.


— Esse movimento do Rowlet foi muito bom! – elogia Kiawe.


— Agora, Rowlet, use Peck de novo! – brada Ash. Rowlet se move rápido de novo, bicando a abelhinha e derrubando-a do céu. Ash então pega rapidamente uma Pokébola de reposição – Pokébola, vai!

 

Ash joga a Pokébola, que atinge Cutiefly e a suga imediatamente. A Pokébola cai no chão, e os rapazes observam atentamente enquanto a Pokébola balança, até que o botão vermelho se apaga, no característico som de lacre.


— Conseguiu! – impressiona-se Sophocles. Ash vai até a Pokébola e a pega.


— Eu acabei de capturar... uma Cutiefly!/Pi-Pikachu!/Rrrrr! – comemoram Ash, Pikachu e Rowlet, que pousa no ombro de Ash e logo volta a roncar.


— Rrrr... rrr... rrrr...


— Seu Rowlet parece ter um jeito pra acabar com o momento. – brinca Sophocles.


— Mesmo assim, foi uma grande sorte achar um Cutiefly de cor diferente. – comenta Kiawe.


— Pois é. – concorda Ash – Imagina que outros Pokémon podem ter por perto.


— Devemos arriscar? – Kiawe sorri.


— Agora até eu fiquei animado pra isso./Togedeeee! – sorriem Sophocles e Togedemaru. Os três rapazes então vão se aventurando mais na relva, indo pra mais perto da floresta.


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Com as garotas, as quatro estavam se divertindo muito indo de loja em loja. Elas compram alguns poucos acessórios, antes de pararem em uma lanchonete pra tomarem um belo refresco.


— Aqui tem tantas lojas que levaria dias pra comprar em todas. – diz Serena.


— Sim, tem muitos acessórios bons. – concorda Lillie.


— É por isso que, de vez em quando, gosto de vir pra cá, mesmo que eu não gaste muito. – diz Mallow.


—  Eu confesso que prefiro lugares mais calmos. – diz Lana.


— Fico até pensando que tipo de visuais posso criar com o que eu comprei... e que tipo de apresentações... – Serena começa a pensar nas possibilidades.


— Você fala tanto nelas que às vezes, me dá vontade de ver uma apresentação de verdade. – comenta Mallow.


— Deveria, caso você esteja com vontade de visitar Kalos. Embora Kanto e Hoenn também façam Exibições Pokémon agora... mas nada como o lugar de onde se originaram. – diz Serena.


— Depois disso, vamos direto ao Clube de Fotos? – sugere Lillie.


— Me parece uma ótima ideia. – concorda Mallow – Tomara que os rapazes já estejam por lá.


— Algo me diz que eles podem não estar. – diz Serena, dando um sorrisinho sem graça.


— Bem, só vamos descobrir indo pra lá. – Lana dá de ombros.

 

Elas ficam mais alguns minutos na lanchonete, e então vão para o Clube de Fotos, vendo mais duas lojas pelo caminho. Ao chegarem, de fato, notam que os garotos ainda não estavam lá.


— Eu disse. – Serena sorri.


— Será que eles perderam tempo indo almoçar em outro lugar? – indaga Mallow.


— Ou decidiram ir pra alguma casa de jogos? – indaga Lana.


— O jeito vai ser esperar por eles./Vuuul. – diz Lillie, com Snowy concordando com ela. Dez minutos depois, elas veem Ash, Kiawe e Sophocles virando uma esquina e se aproximando.


— Puxa, finalmente vocês chegaram. – reclama Mallow – Onde foram parar?


— A gente tava nos campos mais perto da cidade. – diz Sophocles – E olha só, o Ash pegou um Pokémon especial.


— Viemos pra cidade nos distrair e descansar, e vocês nos dizem que ficaram em volta procurando Pokémon? – Serena ergue uma sobrancelha.


— Você teria gostado se também visse, Sere. – Ash garante, mostrando a Pokébola – Peguei uma Cutiefly muito legal.


A taxa de encontro com um Pokémon do mesmo tipo que o Ash encontrou é de 0,6 por cento, na melhor das hipóteses. – diz Rotomdex.


— Como a gente não encontrou mais nada, a gente foi pro Centro Pokémon. – diz Kiawe – E acabamos ouvindo uma história um tanto estranha.


— Que história? – pergunta Lana.


— Kiawe... acha que é uma boa ideia repetir essa história? – Sophocles pergunta, tremendo um pouco.


— O que querem dizer? – pergunta Mallow.


— Ouvimos uns boatos sobre uma assombração que dizem ter sido ouvida na relva perto do cemitério. – Ash é quem fala, e as espinhas das quatro moças gelam.


— A-as-assombração...?


— Pois é. Começaram a surgir histórias sobre uma aparição ou um grito horripilante que é ouvido a certas horas se alguém está na floresta perto do Cemitério Pokémon, ou mesmo dentro dele. – conta Kiawe.


— Podem ser... espíritos revoltados? – treme Lana.


— Ou então... – Mallow já estava azul de pavor.


— M-mesmo com essas histórias, aparições e assombrações não devem existir... – diz Sophocles – É cientificamente impossível.


De fato. Não há uma completa base científica que apoie essa teoria. – concorda Rotomdex.


— Eu não diria isso. – comenta Ash, olhando para Serena – Nós já vimos coisas o suficiente pra derrubar qualquer contestação científica. Mas na maioria das vezes, era algum Pokémon Fantasma.


— Pode ser isso? Apenas um Pokémon Fantasma assustando pessoas? – pergunta Lillie.


— Vou ter que concordar com o Ash nisso. – diz Kiawe.


— Mas isso me deixa mais curioso pra saber. – Ash sorri – O que vocês acham de descobrirmos isso a fundo?


— Está nos dizendo pra entrarmos na floresta, perto do cemitério, pra procurar uma possível assombração? – Mallow pergunta, enquanto Lillie, Lana e Serena pareciam tão apreensivas quanto ela.


— Será legal se for apenas um Pokémon Fantasma, daí, podemos descobrir o porquê. – Ash responde.


— Ash... tem um tempo que vimos que mexer com isso não é lá uma boa ideia. – Serena fala.


— Logo você dizendo isso, Sere? – Ash ergue uma sobrancelha – Lembre-se que você é a especialista.


— Não, não, não! Você não vai me fazer retomar essa vida! – declara Serena.


— Do que está falando, Serena? – pergunta Lana.


— A Sere só não admite que é muito boa em lidar com casos fantasmais. – Ash vai até a noiva, sussurrando algo em seu ouvido.


— Eu já disse que... – Serena ia falando, mas Ash vai cochichando mais coisas que a fazem arregalar os olhos e corar levemente. As ideias fervilhavam na cabecinha caramelada da jovem, que morde o lábio inferior. Ash se afasta, e Serena olha para as outras três.


— Serena...? – Mallow ergue uma sobrancelha.


— Parem tudo o que tiverem planejado pra essa noite. Vou mostrar a vocês como é que se caça fantasmas! – a kalosiana declara com confiança.


— Quêêêê?! – Lillie, Lana e Mallow perguntam, com incredulidade.


— É claro que vamos fazer isso. – confirma Serena – Você pode ter um Phantump, Mallow, mas certamente nunca viu como se lida com outros tipos de fantasmas, e o Ash e eu somos profissionais no assunto.


— Principalmente quando se tem Pokémon tipo Fantasma como os nossos. – Ash sorri, pensando nos quatro que estavam em Pallet, dos quais apenas Froslass não era adepta do Estilo Gás.


— Ma-mas... entrar no bosque perto do cemitério... de noite... – Lillie estava tremendo.


— A gente podia falar com o Professor Kukui pra nos acompanhar. – sugere Sophocles.


— É, isso pode interessar pra ele. – concorda Mallow.


— Então está decidido! Vamos resolver esse mistério!/Pikachuuu! – declaram Ash e Pikachu.


— Antes, vocês precisam fazer uma coisa. – Serena sorri.


— O quê? – perguntam os rapazes.


— As fotos, é claro! – Serena aponta para o Clube de Fotos de Alola, e as outras três garotas também sorriem.


— Já que estamos aqui... – Ash dá de ombros.


— E estou interessada em ver a nova Cutiefly que você pegou. – completa Serena, e o grupo então segue para dentro do local, conversando sobre outras coisas.


__________________________

 

Depois de algumas sessões de fotos, o grupo vai até a casa de Kukui, que de fato, ficara interessado em saber sobre o tal fantasma, e o grupo começa a se organizar pra irem para o bosque perto do cemitério de Hau’oli. De noite, a turma já estava andando pelo bosque, com as lanternas acesas.


— Precisamos mesmo fazer isso...? – pergunta Sophocles, com Togedemaru encolhida nas costas dele.


— Confesso que isso é interessante de desvendar. – diz Kiawe.


— Eu ouvi pouca coisa sobre os boatos, mas fiquei realmente curioso. – diz Kukui – É da natureza de alguns Pokémon Fantasmas darem uma de assombrações para assustar invasores ou defender território, mas tem algo mais.


— Como assim? – pergunta Lana, andando perto de Lillie e Mallow.


— As aparições do tal fantasma se deram apenas quando haviam pessoas dentro do cemitério à noite, ou então no bosque próximo. – responde o pesquisador.


— Então ele intencionalmente espera pessoas pra atacar... – Sophocles começa a tremer.


— Se for um Pokémon, temos que descobrir o que o motiva. – Ash conta, andando ao lado do professor, na frente do grupo.


— Pikapika./Cutie, fly. – concordam Pikachu e Cutiefly, esta última empoleirada na aba do boné de Ash. Como o rapaz previra, as meninas se encantaram com a Cutiefly rosa, sobretudo Serena, e a abelhinha acabou fazendo amizade instantânea com Sylveon e Bounsweet., além do próprio Ash.


— Só espero que não comecemos a sumir de repente... – diz Mallow.


— Tenha calma. Se nos mantivermos todos juntos, não tem como a gente se surpreender demais. – garante Serena, mostrando animação, enquanto Braixen andava a seu lado.


— Tem algo mais sobre os rumores que vocês ouviram? – Ash pergunta.


— Tinha mais alguma coisa... – Lillie faz uma expressão pensativa enquanto anda – Em algumas vezes, pessoas que iam pro bosque disseram que ouviram algo como um tipo de canto...


— Um canto, hein? – repete Serena, voltando a focar em frente. Eles andam por mais alguns instantes, até que começam a ouvir algo como um sussurro.


— Aiiii.../Togeee...! – Sophocles e Togedemaru se encolhem atrás de Kukui, que tinha parado de andar, enquanto as quatro garotas se mantinham juntas. Ash e Kiawe se colocam a frente do grupo.


— Que som... – Mallow olha intrigada para um dos lados, assim como Lana.


— Se parece com um Lucky Chant... – opina Kukui.


— Braixen! – Serena olha para a raposa, que saca a varinha e começa a murmurar rapidamente um contrafeitiço.


— Olhem! – aponta Lillie, e todos começam a ver olhos amarelos brilhantes surgindo gradualmente em volta.


— Fa-fantasmas!/Togeee! – gritam Sophocles e Togedemaru, se agarrando a Kukui.


— Tenha calma, Sophocles. – diz o pesquisador.


— Braai! – Braixen ergue a varinha, com seu Lucky Chant recobrindo levemente o grupo, enquanto o outro canto vindo das árvores era ecoado.


— Mallow, você trouxe seu Phantump? – pergunta Lana.


— Trouxe, mas... – ia dizendo Mallow, quando Kukui interrompe.


— Prestem atenção. – diz Kukui, e todos veem gemas douradas brilhando em volta, e logo sendo disparadas contra todos, começando o pânico.


— Não se dispersem! – exclama Serena, vendo as outras três garotas tentando correr – Braixen, um Fire Spin por favor!


— Xeeeen! – a raposa gira a varinha pro alto, invocando o tornado de fogo em volta do grupo, e detendo as gemas douradas, que explodem em brilhos cintilantes, com um dos pares de olhos fantasmagóricos se arregalando em algo parecido com admiração.


— Boa defesa. – elogia Kiawe.


— Ainda temos que sair dessa bagunça. – diz Kukui – Se ao menos tivéssemos um Pokémon com Foresight pra descobrirmos se é um fantasma...


— Espera, nós temos! – lembra Ash, pegando sua Pokébola, enquanto todos olham pra ele – Rowlet, é a sua vez!


— Rrrr... rrrr... rrrr... – a coruja de grama aparece roncando de leve, fazendo todos caírem no chão.


— PIKAPIKAAA!! – Pikachu grita no ouvido de Rowlet, despertando-o abruptamente.


— Rowlet, isso é sério! Use Foresight e descubra o que tá causando isso! – aponta Ash.


— Rrrrooow! – Rowlet usa sua visão especial, esquadrinhando o bosque ao redor. Gradualmente, os olhos fantasmagóricos vão desaparecendo, restando apenas um par: o do Pokémon revelado por Rowlet.


— Dreeeeaa...


— É um Misdreavus! – impressiona-se Lillie.


— Mas como tinham tantos olhos por aqui?! – pergunta Sophocles, ainda assustado.


— Isso certamente deve ter sido um Double Team... a voz cantante foi de um Lucky Chant, e essas joias brilhantes atiradas contra nós foram obra do Power Gem. – percebe Kukui.


— Misdreeeaaa! – Misdreavus, totalmente desmascarada, levita e encara o grupo.


— Tá legal, Rowlet, use Leafage! – aponta Ash. Rowlet então lança o vento de folhas.


— Misdreeeaaaa...! – Misdreavus sorri, emitindo uma onda de poder psíquico de seu corpo, parando as folhas e manipulando-as de forma a se dispersarem em volta dela.


— Isso foi uma Psywave! – impressiona-se Lillie, enquanto Serena nota o sorriso de Misdreavus enquanto as folhas caíam suavemente ao redor dela.


— Rowlet, tente usar Peck! – aponta Ash. Rowlet parte pro ataque, com o bico brilhando, mas Misdreavus esquiva graciosamente e em seguida dispara uma bola negra, acertando Rowlet pelas costas e derrubando-o.


— Ele sabe até a Shadow Ball! – Lana arregala os olhos.


— Rowlet, você tá bem? – Ash olha preocupado para a coruja – Tá legal, volte! – o rapaz recolhe Rowlet.


— Cutieee... – Cutiefly, ainda na aba do boné de Ash, olha seriamente para Misdreavus, e Ash nota que ela queria lutar.


— Quer fazer isso, Cutiefly? – sorri o kantoniano – Então vamos...


— Espera, Ash! – Serena interrompe, colocando o braço na frente – Deixa a gente cuidar disso.


— Tem certeza disso, Serena? – pergunta Lillie.


— Eu notei algo nos ataques do Misdreavus... além de todo esse apelo assustador... – diz Serena – Aliás, Ash... é ele ou ela?


— É fêmea. – responde Ash.


— Isso explica os maneirismos que notei. – diz Serena.


— O que quer dizer? – pergunta Mallow.


— A forma como ela distribuiu o Double Team e disparou a Power Gem... some isso a maneira como ela evitou e contra-atacou o Rowlet... – enumera Serena, sem tirar os olhos de Misdreavus – Essa Misdreavus gosta de exibir seus talentos... de forma a assustar mais os desavisados.


— Dreeeeaa... – Misdreavus dá um sorrisinho pretensioso, mas estava um tanto surpresa por Serena notar isso nela.


— Você viu tudo isso apenas olhando pra ela? – espanta-se Kiawe.


— Eu sou uma artista de vocação, e aprendi a ver esse tipo de talento em alguns Pokémon. – Serena responde – Essa Misdreavus definitivamente tem uma veia exibicionista pra suas habilidades. Então, a melhor aposta contra um exibicionista é uma artista.


— Braaai. – concorda Braixen, tomando a frente.


— E eu disse que ia mostrar a vocês como se caça um fantasma, e essa é a hora! – declara Serena – Braixen, use Psyshock!


— Braaaaai! – Braixen dispara as rajadas de choque de sua varinha, mas Misdreavus evita com um Double Team bem distribuído.


— Vendo melhor... realmente, isso parece ter certa graça. – diz Lillie.


— Misdreeaaa! – a fantasma e seus clones disparam suas Shadow Balls.


Will-o-Wisp! – comanda Serena. Braixen cria rapidamente suas bolas de fogo-fátuo, lançando-as de forma distribuída para explodir todas as bolas negras – Flamethrower agora! – a raposa dispara a rajada de fogo, eliminando os clones, mas a verdadeira Misdreavus evita com um movimento gracioso.


— Misdreavus, miisdreavus, misdreaa... – entoa Misdreavus.


— Está usando o Lucky Chant! – avisa Ash.


— Braixen, faça! – instrui Serena.


— Brabraixen, braixen, braixeeen... – Braixen segura a varinha frente ao rosto, também entoando seu canto.


— As duas estão pensando no próximo movimento enquanto se protegem contra qualquer acerto crítico. – analisa Kukui.


— Mas qual feitiço será que vai vencer? – indaga Ash. Todos olham para Braixen e Misdreavus, que abrem os olhos após completarem os feitiços.


— Misdreaaaa! – Misdreavus dispara a Power Gem.


— Vamos, Braixen, evasiva! – instrui Serena. A raposa se move rapidamente, como se dançasse entre os disparos de Misdreavus, e então encontra uma abertura – Flamethrower!


— Xeeeeeen! – Braixen dispara rapidamente, atingindo Misdreavus de frente, e causando um dano grande.


— Parece que o feitiço da Braixen é superior. – Ash sorri.


— Use Psyshock! – sorri Serena. Braixen salta dando um belo giro que impressiona as outras garotas e seus Pokémon, principalmente quando cerca Misdreavus com as rajadas psíquicas com habilidosos meneios de varinha, fechando as rajadas em uma sobre Misdreavus, que é atingida e cai enfraquecida.


— Misdreaaa... – a fantasma olha para Serena e Braixen, que pousara. Estava impressionada com o modo artístico que elas lutaram, e com um pouco de inveja dessa habilidade. Serena então pega uma Pokébola no bolso.


— E com isso, Pokébola, vai! – Serena atira a Pokébola, que atinge Misdreavus e a suga imediatamente. Todos observam a Pokébola se balançando no chão, com a Performer sendo a mais ansiosa, quando finalmente, a Pokébola se lacra.


— Demais! – sorriem Lana, Lillie e Mallow. Serena vai até a Pokébola e a pega, sorrindo com gentileza.


— O mistério foi solucionado, e Misdreavus agora é parte do meu time!/Braixeeeen! – comemoram Serena e Braixen.


— Isso é incrível, Serena! – Lillie e as outras correm até a kalosiana, que sorri.


— E essa, meninas, é a minha maneira de ser Caça-Fantasmas. – diz Serena.


— Uma bela captura, de fato. – aplaude Kukui.


— Você realmente captou o estilo de movimento da Misdreavus. – comenta Kiawe, impressionado.


— Como eu disse: um artista reconhece outro. – responde Serena.


— E essa parte do bosque fica logo atrás do cemitério de Hau’oli. – Kukui fala – O que significa que Misdreavus devia ir pra lá deste ponto caso percebesse presenças humanas no local. E quando havia pessoas no bosque, ela permanecia aqui pra assustá-los.


— É uma boa teoria. – comenta Sophocles.


— Mesmo assim... é bom ver você voltando a ativa. – Ash coloca a mão no ombro da noiva, que se aproxima de seu ouvido.


Não foi de graça, e eu vou cobrar o prometido pra hoje... e amanhã também. – cochicha Serena, dando uma mordidinha na orelha de Ash.


— Tá legal, agora podemos sair dessa floresta arrepiante? – pergunta Sophocles.


— Com o mistério da aparição completamente resolvido, não vejo por que não. – diz Kukui – O que acham de irmos celebrar na lanchonete mais próxima? Por minha conta.


— Legal! – aprovam os jovens. Eles começam a sair da floresta, congratulando Serena por sua captura, e esta sorri para Ash, que sabia que tinha que pagar o que prometera a noiva. Depois que eles saem, outros olhos brilham pela floresta, com diferentes risadinhas baixas sendo ouvidas: um sinal de que outros certamente pegariam a tarefa deixada por aquela Misdreavus.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Um dia de distração, seguida por uma noite de arrepios. Ash captura uma Cutiefly brilhante, um achado bem de sorte mesmo, e depois, convence (lê-se: suborna) Serena a voltar a ser uma Caça-Fantasma, o que rende a moça uma Misdreavus que gosta de se exibir assustando os outros. Como essas adições irão se ajustar nos times do casal? Fiquem ligados.


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