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História Pokémon Restructure: Unova Arc - Capítulo 120


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Notas do Autor


Depois de terem ajudado Hugh e Rosa a derrotarem a Tríade das Sombras, e com isso também resgatando o Pokémon perdido da irmã de Hugh, Ash e os demais agora estavam se preparando para irem em direção às Ruínas Brancas, para se encontrarem com o Prof.º Cedric Juniper.

Capítulo 120 - Ruínas Brancas e a Pedra de Luz


Nas masmorras das Ruínas Brancas, cujos caminhos eram avidamente explorados pela equipe de pesquisadores, Cedric Juniper estava chegando a uma das salas ocultas com três membros de sua equipe.


— Professor Juniper, bem ali! – aponta um dos assistentes, em direção a uma parede de blocos que parecia ser na verdade um quebra-cabeças. O professor então puxa sua caderneta – É possível que a Pedra de Luz esteja ali atrás?


— Não, não é possível. – diz Cedric, deixando seus assistentes espantados antes que ele terminasse – A menos que, é claro, estejam.


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A certa distância dali, na manhã seguinte após despedirem-se de Rosa e Hugh, que retornaram para a cidade de Aspertia, Ash e os demais estavam diante da Torre Dragonspiral. O rapaz já estava vestido com seu traje de Guardião de Aura, dando ouvidos ao que sua intuição dizia.


— Essa torre é mesmo enorme./Pikachu...


— Incrível olhando assim de perto./Axeew.


— Imagino como deve ser por dentro. – comenta Serena.


— Dizem que esta é a torre mais antiga de Unova. – diz Cilan – Mas ninguém sabe dizer quando ou por quem ela foi construída.

 

Eles voltam a olhar para a torre, quando Ash sente uma aura conhecida se aproximando pela estrada, bem como Axew olha pro lado e aponta para um carro que se aproximava.


— Oi, pessoal, e aí? – um homem com roupas de explorador, com cabelos e barba castanhos, para o carro perto do grupo. Ash percebe quem ele era, mas decide não externar – Por acaso vocês são amigos do Prof.º Juniper?


— Somos sim, por quê? – Ash responde com outra pergunta.


— Quando você diz “Professor Juniper”, quer dizer... – Iris faz uma cara meio confusa.


— Sabe, é que somos amigos da Professora Juniper, e também somos amigos do pai dela. – explica Cilan.


— Na verdade, é muito fácil ficar confuso, com os dois sendo professores, certo? – o homem fala compreensivamente – Eu sou o assistente mais antigo do Prof.º Juniper, e ele os aguarda nas Ruínas Brancas.


— Então, você veio aqui só pra nos buscar? – pergunta Serena.


— É claro. Venham, entrem. – o homem fala. O quarteto vai entrando no carro, enquanto uma câmera oculta os vigiava: era um mecanismo pertencente à Equipe Plasma. Longe deles, Barret estava com sua equipe em um carro.


— Vamos lá. – diz o ruivo, e um de seus comandados logo aciona o carro, seguindo adiante.


— Devo contatar o Lord Ghetsis?


— Somente depois que N aparecer. – responde Barret. Acima deles, observando de um rochedo alto, estava o trio Rocket, que também optara por uma distância segura do grupo de Ash.


— Então, as Ruínas Brancas estão prestes a ter aqueles garotos como visitantes. – diz Jessie.


— Eu não me preocuparia tanto com as ruínas, mas a Pedra de Luz é outra história. – comenta James.


— Parece que a Equipe Plasma compartilha do mesmo entusiasmo. – sorri a arroxeada.


— Aquele transmissor que eu plantei está transmitindo direitinho. – sorri Meowth – Vamos saber o que aqueles pirralhos estão fazendo.


— Vamos pegar o Pikachu./E como bônus, a Pedra de Luz também. – Jessie e James anteviam o sucesso.


— Mal posso esperar para parar a Equipe Plasma... eu vou usar minhas Fury Swipes pra fazer picadinho deles! – declara Meowth.


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— Então, como estão as escavações das ruínas? – Cilan pergunta, enquanto o carro seguia em linha reta para as ruínas. Ash estava sentado no banco do carona.


— Na verdade, fizemos uma descoberta monumental. – diz o motorista.


— Descoberta monumental? – Serena arregala os olhos – O que é essa descoberta?


— Vocês verão daqui a pouco. – garante o homem, enquanto Ash começava a ficar mais sério ao olhar pra frente.


— Também precisamos avisar o Prof.º Juniper sobre a Equipe Plasma. – lembra Ash.


— É verdade. – Iris também lembra.


— Fala aquele tal grupo de criminosos secretos? – indaga o motorista.


— Alguns amigos nossos descobriram que eles planejam algo nas Ruínas Brancas. – Ash fala – É possível que haja alguns agentes escondidos pelo local.


— Nossa, estão parecendo sérios sobre isso. – diz o motorista – Tem certeza?


— Completamente. – Ash garante, olhando para o homem de forma incisiva. O motorista não pergunta mais nada e segue em frente. Em poucos minutos, eles chegam nas ruínas, parando no acampamento da equipe de pesquisa.


— Então, essas são as Ruínas Brancas... – Serena olha para os lados enquanto andava.


— Esse lugar é imenso./Xeeew.


— É como testar um tempero antigo e exótico pela primeira vez. – compara Cilan.


— Olhem ali. – aponta Iris – Timburr e Conkeldurr.


— E ali, tem um Golurk. – Ash aponta para outro lado, onde o autômato gigante ajudava a carregar alguns blocos de pedra.


— Nunca teríamos feito isso sem a força combinada deles, eles são escavadores excelentes. – diz o homem – Bem, vamos andando. O campo do século é por aqui.


— Certo./Pika. – responde o grupo, seguindo atrás do explorador em direção à entrada da masmorra, seguindo um caminho que parecia um verdadeiro labirinto.


— Esse lugar chega a arrepiar. – diz Serena.


— É igual a uma receita complexa com muitos ingredientes. – compara Cilan.


— Não escavamos o local inteiro ainda, mas as Ruínas Brancas são, de longe, o maior que nós já encontramos. – diz o escavador.


— Sinto como se eu estivesse totalmente perdida aqui./Eeew. – Iris e Axew falam. Eles seguem o resto do caminho em silêncio, até encontrarem a sala onde Cedric estava.


— Professor Juniper. – Cedric olha para trás, vendo o grupo de Ash.


— Que bom ver o senhor. – acena Iris.


— Não! Parados, não deem mais nenhum passo! – berra Cedric, assustando o grupo – Se houvesse algum perigo. – ele completa, fazendo todos caírem no chão.


— Ainda tem aquele jeito com as palavras... – murmura Serena.


— Hahahaha. Vocês não esqueceram a Regra de Aventura nº 1, esqueceram? – sorri Cedric.


— “Aja depois que eu terminar o meu pensamento”. – suspira Cilan – Como poderíamos esquecer?


— Está exatamente certo, e obrigado por virem até aqui. – diz Cedric, quando o grupo se aproxima.


— Nós é que agradecemos. – responde Cilan.


— Foi o senhor quem nos convidou. – sorri Iris.


— Então, professor, o que é essa “descoberta do século”? – pergunta Ash.


— Deem uma olhada nessa porta. – Cedric indica a porta de pedra frente aos adolescentes – Pelo que eu posso entender destes hieróglifos antigos gravados nesse mural, atrás dessa pedra, está a coisa mais importante, relacionada ao Pokémon Lendário Reshiram.


— O lendário tipo Dragão que controla o fogo. – sorri Iris.


— E a lenda diz que ele expele chamas de sua cauda que podem queimar qualquer coisa. – completa Cilan.


— E podem ter informações sobre ele atrás dessa porta... – Iris tinha os olhos brilhando em expectativa.


— Seria realmente a descoberta do século. – concorda Serena.


— Bem, não vamos saber de nada até passarmos por essa porta. – Cedric fala, lendo as anotações sobre os hieróglifos em sua caderneta – Pelas minhas pesquisas até agora, eu descobri que a porta foi selada por um método específico. E fico feliz em dizer que já descobri uma maneira de quebrar o selo.


— Fantástico, professor. – elogia o escavador sem nome.


— Se funcionar. – completa Cedric, e todos vão ao chão mais uma vez.


— É sempre assim.../Piiikaa... – suspiram Ash e Pikachu.


— Mas estou pronto para tentar, então, observem. – Cedric fala. O grupo então vê ele movendo algumas pedras para formar uma sequência. Quando ele termina de mover as pedras necessárias, uma última surge como um botão que teve o dedo tirado, fechando o último espaço entre as rochas. Os hieróglifos começam a brilhar, obrigando todos a protegerem a vista – Parece que fiz isso corretamente.

 

A luz brilha mais forte, até se desvanecer junto com as pedras, revelando uma nova passagem, o que faz todos sorrirem. Seguindo por aquela passagem aberta, Ash e seus amigos não contém a surpresa quando chegam na última câmara: a forma era a mesma do grande anfiteatro antigo onde estava a Pedra Negra-Dourada de Zekrom, nas ruínas do Templo do Herói. Eles descem as escadas, até chegarem ao piso central, logo abaixo da única abertura para o teto.


— Fascinante. Isso parecem ser os destroços de um vulcão adormecido. – diz Cedric.


— Olhem ali. – Ash aponta para um pedestal no meio do círculo, onde havia uma esfera metálica sobre ele.


— É a Pedra de Luz! – exclama Cedric, fazendo todos olharem de forma impressionada – Ou é só uma pedra redonda.


— Ahhhh! – eles caem no chão de novo, e Ash olha para Iris – Você sabe o que é a Pedra de Luz?


— Uns dizem que é o Reshiram em outra forma. – responde a morena.


— Nossa, em outra forma... – impressiona-se Serena.


— Isso significa que vamos poder ver um verdadeiro Reshiram na frente de nossos olhos! – anima-se Cilan, mas Ash não estava certo da animação.


— Talvez. Vamos tirar ela daqui pra olhar mais de perto. – diz Cedric, movendo a esfera do pedestal. De seu centro, ela emite um brilho e logo em seguida se incandesce, espalhando chamas pelo lugar até formar um pilar de fogo que sobe para o alto. O pilar ascendente não deixa de ser percebido por N, que estava a pouca distância das Ruínas Brancas.


— O que é isso? É onde você estava... Reshiram. – murmura o esverdeado, que desce do Sawsbuck que o levara até ali – Muito obrigado por me trazer aqui. É perigoso a partir deste ponto, então você deve voltar para a floresta.


— Saaaws.


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Em outro ponto mais distante, um grupo inteiro de agentes da Equipe Plasma também vê o pilar de fogo com absoluta surpresa.


— Senhor Barret, aquela luz...


— Analise rápido. – ordena o ruivo.


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De volta à câmara da pedra, as chamas finalmente se desvanecem, diante dos olhos surpresos do Prof.º Juniper.


— Professor! Não está ferido, está? – pergunta o explorador que levara o grupo para as ruínas.


— Não, eu estou bem. – responde Cedric – E já que a pedra está de volta ao normal, vamos embora.


— Não acho uma boa ideia. – Ash fala, surpreendendo todos – Essa manifestação de poder... agora não há dúvidas, essa É a Pedra de Luz.


— Por que não é bom tirá-la daqui? – pergunta Cedric, meio cético.


— Porque o senhor pode não ter percebido, Professor Juniper, mas se a Pedra de Luz é mesmo o Reshiram em outra forma, e considerando o que nós descobrimos... – ele olha para seus amigos, e Serena percebe o raciocínio do noivo.


— A Equipe Plasma... a Equipe Plasma está atrás disso! – percebe a kalosiana.


— É claro, como não percebemos antes? – Cilan dá um tapa na própria testa – Um Pokémon Lendário... se eles colocarem as mãos nisso...


— Acham que a Equipe Plasma está por aqui? – pergunta Cedric.


— Com certeza, eles estão aqui... em volta do acampamento. – Ash responde – Não duvido nada que assim que essa esfera for lá pra fora, eles vão aparecer aos montes.


— De qualquer forma, acho que devemos verificar. – sugere o explorador. Ash olha meio incrédulo para ele, mas volta a desviar o olhar, temendo que algo ruim acontecesse.


— Bem, vamos embora. – diz Cedric, liderando o caminho para fora.


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Assim que deixam a masmorra, o assistente de Cedric vai pegar o equipamento para análise, enquanto Cedric coloca a maleta no chão e tira a pedra da mesma outra vez, para observá-la melhor. Serena e os demais tinham suas Pokébolas nas mãos, olhando discretamente pros lados como se esperassem qualquer ataque.


— Agora que o senhor tem a Pedra de Luz, pretende fazer ela virar Reshiram? – pergunta Ash.


— Ainda não sei como fazer isso, Ash. – responde Cedric, que começa a recitar – Mas vamos ver o que o Capítulo Branco da Mitologia Pokémon tem a nos dizer: “Quando uma pessoa parece estar procurando profundamente pela verdade, Reshiram aparecerá. A princípio, Reshiram irá batalhar com essa pessoa como um teste de sua força e coração, e se ele decidir que a pessoa é um herói, ele passará a sabedoria que tem acumulada há milhares de anos. E então, irá mostrar suas presas contra os inimigos do herói. A partir daí, Reshiram irá tratar o herói com carinho, como um pai trataria um filho. Mas apesar da pessoa ser chamada de herói, conseguir ter grande riqueza e poder, a bondade no coração dela será perdida...”


— “... e a cidade construída pelo herói será consumida pelas chamas”. – outra voz entoa, fazendo todos olharem pra um ponto no alto – “Então, o Reshiram irá partir”.


— É o N./Pikachu. – dizem Ash e Pikachu, e a chegada do esverdeado não deixa de ser percebida pela Equipe Plasma.


— N finalmente apareceu... – Barret observa com binóculos de alta tecnologia.


— Senhor. – um dos plasmáticos se aproxima – Confirmamos que aquela explosão de energia flamejante veio da Pedra de Luz.


— Perfeito. Avise Aldith e o Lord Ghetsis imediatamente. – ordena Barret.


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Em um jato, um tanto distantes das Ruínas Brancas, Aldith estava com outro membro da equipe, além de Colress, recebendo nesse momento as informações do grupo de Barret.


— Entendido. Mantenha a vigilância. Chegaremos no local em dez minutos. – informa Aldith.


Entendido. – responde Barret, e então, na tela de comunicação da nave, surge o rosto satisfeito de Ghetsis.


— Lord Ghetsis?


Foi exatamente isso que eu pensei.


— Eu prometo que dessa vez, N será capturado. – garante Aldith.


É melhor que seja. – diz Ghetsis – Ouve, Dr. Colress?


— Sr. Ghetsis. – responde Colress, mostrando que ouvia.


Qual é a situação do dispositivo?


— Sem nenhum problema. – responde o cientista.


Então, quando o Reshiram aparecer, sabe o que fazer. – sorri Ghetsis.


— Sim, sem dúvida. – Colress mostra o mesmo tipo de sorriso que Ghetsis.


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— N, o que você está fazendo aqui? – Ash pergunta, com todos ainda olhando para o esverdeado.


— Eu detectei atividade suspeita da Equipe Plasma. E também, eu sinto a presença de Reshiram. – responde N, olhando para a Pedra de Luz.


— Eu digo que você está certo, sobre as duas coisas. – Ash fala, olhando pra alguns lados, o que transmite a N um sinal de que havia membros da Equipe Plasma por perto.


— O que quer dizer que você reconhece a Pedra de Luz. – Iris aponta para a esfera.


— É. – confirma N – Ele parece muito triste.


— Quem é esse rapaz? – pergunta Cedric.


— Olha, isso vai ser uma longa história. – diz Cilan.


— Ele se chama N, e é um amigo nosso. – quem fala é Serena, com Ash confirmando com a cabeça.


— “Um amigo...” – N fica até com um pouco de surpresa, mas logo volta a olhar para Cedric – Professor, eu sei muito bem quem o senhor é. Eu gostaria de saber o que está planejando fazer com a Pedra de Luz.


— Estou usando o meu tempo pra pesquisar essa pedra. – Cedric responde, sem má intenção – Bem, afinal, Reshiram e a Pedra de Luz são parte da minha pesquisa eterna.


— Entendo... então não há mais o que dizer. – suspira N, com certo desânimo. Ele então se move rapidamente, saltando pra perto do grupo e tomando a caixa onde estava a esfera, afastando-se.


— N, espera! Por que você está fazendo isso?/Pikapika? – Ash e Pikachu perguntam.


— Não posso deixar o Prof.º Juniper fazer isso. – responde N.


— Por que não? – pergunta Iris.


— Porque há muito tempo, eu testemunhei o Reshiram destruir a Equipe Plasma e ir embora voando. – o esverdeado responde com seriedade – Eu sempre quis perguntar ao Reshiram o porquê... por que ele queimou tudo daquele jeito? Por que ele ficou tão zangado? E o que ele pensa das pessoas? Reshiram é maior do que a própria vida pra mim, e se ele está zangado com as pessoas, eu quero abrandar essa ira. Eu sei que todos os Pokémon vivem em liberdade, e eu quero saber o que é verdade e o que é errado. Eu quero que o Reshiram nos mostre o caminho.

 

Não havia como as palavras de N não tocarem fundo Ash e os demais. Serena e Cilan, que pensavam mais logicamente, não deixam de notar como N se encaixava perfeitamente na passagem do Capítulo Branco, como alguém que busca constantemente pela verdade.


— Então, N, por que não trabalha junto com o Prof.º Juniper? – sugere Ash.


— Não! Ele confirmou o que eu suspeitava! – exclama N – A Pedra de Luz não passa de um objeto de interesse científico pra ele.


— Isso não é verdade! – contesta Cedric.


— Ouça o que ele diz. – pede Cilan.


— Ou faça o que quiser. – completa Cedric.


— Deixa esse tipo de conversa pra outra hora, por favor!/Axewewww! – Iris e Axew esbravejam com o professor.


— É assim que tem que ser. – N fala, começando a correr.


— N, espera!/Piiika! – Ash e Pikachu correm atrás dele, seguidos pelos demais.


— Ash, por favor, me deixe! Desista! – brada N.


— Nós precisamos conversar mais sobre isso! – responde Ash, quando então o piso cede sob os pés do moreno, que afunda até a cintura no solo.


— Pika-Pi! – preocupa-se Pikachu, e N também olha pra trás.


— Ash! – o esverdeado volta pra trás para ajudar, mas então o solo cede também sob seu pé, fazendo-o afundar também, e não demora para que aquela parte toda ceda, formando um buraco.


— Ash, Pikachu!/N, não! – exclamam Serena, Iris e Cilan. No buraco, que ainda estava cedendo, N conseguira se agarrar a uma pedra, mas Ash estava segurando Pikachu e não conseguira segurar em nada, começando a afundar. O esverdeado então solta a caixa com a Pedra de Luz e agarra a mão de Ash antes que este caísse.


— Hnnngh... – N fazia força para conseguir suportar.


— Aguenta firme, N. – incentiva Ash, mas ele percebe que N não iria aguentar por muito tempo.


— Ash! N! – eles ouvem a voz de Serena se aproximando, mas Ash sabia que ela não chegaria a tempo.


— Sere, me ouve!! – grita Ash, no que a kalosiana para de correr – Mantenham-se preparados! Não baixem a guarda! Eles vão aparecer a qualquer momento!


— Ash... – Serena franze o semblante. N então não consegue segurar mais, e os dois rapazes caem no buraco escuro.


— Essa não! – exclama Cilan, chegando ao mesmo tempo que Iris, seguidos por Cedric.


— Mas o que aconteceu aqui? – pergunta Cedric.


— Eles caíram lá dentro. – responde Cilan.


— Eu vou descer! – declara Iris, fazendo todos olharem pra ela.


— Iris, não pode! É como um labirinto lá embaixo, e você vai estar em perigo! – contesta Cedric, fazendo a morena olhar pra ele – Tenho certeza que os dois estão bem. Deixem a exploração das ruínas pra um profissional como eu.


— Iris, temos coisas pra nos preocupar também. – Serena fala, e Iris nota a preocupação da kalosiana, que então solta três de seus Pokémon: Braixen, Sylveon e Zoroark, que Serena tinha trazido na última cidade, no lugar de Cubchoo.


— Serena? – indaga Cilan.


— Lembrem-se do aviso que o Ash deu, e fiquem preparados! – brada a kalosiana, tomando as rédeas da liderança, fazendo com que Iris e Cilan ficassem sérios na hora.


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No fundo do buraco, Ash estava deitado sobre um monte de areia, e Pikachu o estava sacudindo para despertá-lo.


— Pika-Pi... Pika-Pi. – Pikachu chama, e Ash abre os olhos devagar.


— Oi, Pikachu... que bom que você não se machucou... – Ash murmura, mas então ele lembra de algo e se levanta – Ei, cadê o N?


— Eu estou bem aqui. – o esverdeado vinha pela esquerda – Ash, está ferido?


— Não, eu estou bem. – responde o rapaz – Obrigado por tentar me salvar.


— Ah, que é isso, Ash, eu não fiz nada. – diz N – Tivemos muita sorte que a areia amorteceu a nossa queda.


— E o que aconteceu com a Pedra de Luz? – pergunta Ash.


— A Pedra de Luz caiu bem ali. – N aponta para o topo do monte de areia, onde a esfera brilhava como se estivesse chamejando. N então aponta pra cima – Parece que caímos aqui através daquele buraco.


— Está bloqueado por pedras. – preocupa-se Ash.


— Verdade. Parece que não tem nenhuma outra maneira da gente conseguir sair daqui. – constata N.


— Então... estamos presos aqui? – Ash fica mais preocupado, ainda mais porque tinha sentido a Equipe Plasma por perto antes que eles caíssem.


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Na superfície, Iris rapidamente libera seus Dragonite e Zweilous, enquanto Cilan chama Pansage e Maractus, com todos olhando para os lados até ouvirem tremores.


— O que está acontecendo? – pergunta Iris.


— Não se mexam! – eles veem vários agentes da Equipe Plasma se aproximando, com Pokébolas nas mãos.


— Aí vem eles, preparem-se! – brada Serena, e seus Pokémon se posicionam.


— É melhor não se mexerem. – Barret se aproxima – As Ruínas Brancas estão sob o nosso controle. Se seus Pokémon fizerem um mínimo movimento de ataque, os membros da equipe do Professor Juniper irão sofrer.


— Seus covardes! – Serena os insulta.


— Não queiram nos testar. – Barret fala – Vamos levar a Pedra de Luz conosco.


— Impossível, não está conosco! – brada Cedric.


— Sabemos que N levou a Pedra de Luz e depois caiu nas ruínas. – diz Barret – Agora pra trás! – Serena e os demais apenas rosnam, assim como seus Pokémon, quando de repente, outra nave chega, mas Barret não desvia os olhos do grupo – Deve ser a Aldith. Informe a ela a situação da Pedra de Luz.


— Sim, senhor. – responde um dos agentes enquanto a nave de Aldith pousava, e um homem andava de modo furtivo entre as ruínas, observando a situação.


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No fundo do buraco, N tinha pego a Pedra de Luz e a trazido para a base do monte, deixando-a como uma iluminação improvisada para ele e Ash.


— Eu tenho pensado muito desde a última vez que o vi. – N fala, olhando para o rapaz – Sabe, Ash, por que Anthea e Concordia rejeitam pessoas como elas? E por que os Pokémon amam vocês desse jeito? Eu estou atrás da Equipe Plasma há muito tempo, e já testemunhei muitos tipos diferentes de relacionamentos entre pessoas e Pokémon. Pessoas que tratam Pokémon como parte da família, pessoas que trabalham lado a lado dos Pokémon, pessoas que abandonaram seus Pokémon... muitos relacionamentos pra contar. Mas... diferente de mim, Anthea e Concordia nunca se abriram para o mundo. Eu gostaria que elas aprendessem mais sobre o mundo externo.


— Eu consigo entender isso... – responde Ash.


— Vem aqui, Pikachu. – N pega Pikachu no ombro de Ash, segurando-o no ar e olhando pra ele.


— Piiikaa? – Pikachu sorri, olhando para N, que sorri de volta, antes de voltar à sua expressão monótona.


— Mas por que os Pokémon existem no nosso mundo, em primeiro lugar? – indaga o esverdeado – Qual o significado deles? O que eles estão tentando nos dizer? Talvez exista algum lugar perfeito no mundo, onde pessoas e Pokémon podem viver juntos e em paz. E pensar que a Pedra de Luz não passa de um objeto científico interessante pra mostrar que as pessoas ainda pensam nos Pokémon como criaturas que só existem para servir suas necessidades. E tudo por causa da arrogância das pessoas.


— Ah, qual é. – Ash começa a perder a paciência.


— O que foi? Eu estou errado? – N fala.


— Esse seu papo de “fazendo eles nos servirem”. Eu não sei nada sobre isso. – Ash fala – Tudo o que eu sei é que meu amigão, Pikachu, e todos os Pokémon são amigos que eu gosto muito.


— Pikapika. – confirma Pikachu.


— Amigos de verdade... – murmura N.


— É. Toda vez que estou triste, ou feliz, ou muito bravo com alguma coisa, os Pokémon sempre estão do meu lado, passando por tudo. – Ash continua – Sempre foi assim, desde antes de eu me tornar Treinador. E é por isso que eu vivo querendo aprender mais e mais sobre os Pokémon, porque são meus amigos.


— Esse é o motivo? – N pergunta.


— Se pudermos aprender mais sobre os Pokémon, isso vai nos ajudar a sermos mais amigos deles./Pikachu. – dizem Ash e Pikachu – Então, se é verdade que o Reshiram pode se transformar da Pedra de Luz, eu gostaria de ser amigo dele também.


— De Reshiram? – N arregala os olhos por um instante antes de sorrir levemente. Ash realmente tinha um ideal forte de amizade com os Pokémon, e o esverdeado conseguia entender mais como o rapaz a seu lado chamou a atenção de Zekrom.


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De volta à superfície, o jato de Aldith estava descarregando a máquina de controle dos Pokémon de Colress, enquanto a própria havia se juntado ao grupo que estava cercando Serena e os demais, com Magnemites e Golbats prontos para ataca-los.


— Então, a Pedra de Luz está ali embaixo. – observa Aldith.


— Sim, junto com N. – responde Barret.


— Reúna uma equipe agora pra descer lá embaixo e tirar a Pedra de Luz de lá. – comanda a ruiva, quando ela é agarrada por trás com um cano forçando seu pescoço.


— Não se mexam! – brada o explorador que levara o grupo de Ash até as ruínas.


— Quem é você? – exige Barret, mas o homem empurra Aldith contra uma pedra, antes de pegar algo no bolso e lançar um sinal para o alto, voltando a prensar o pescoço de Aldith rapidamente – Eu não queria revelar a minha identidade ou expor os demais até Ghetsis chegar, mas não tenho escolha. – ele tira a máscara que usava – Detetive Looker, da Polícia Internacional, vocês estão todos presos!


— Incrível! Você é o Looker? – espanta-se Iris.


— É um disfarce cinco estrelas. – Cilan também estava impressionado.


— Ora, seu...! – Barret pega sua Pokébola.


— Eu disse para não se mexerem, agora largue essa Pokébola! – ameaça Looker, prensando mais o cano no pescoço de Aldith – Serena e todos os demais, alguns dos G-Men estão na área, e devem estar entrando em batalha neste momento! Então, podem avançar!


— Vocês ouviram, pessoal! – Serena olha para seus Pokémon. Braixen saca rapidamente sua varinha, azarando dois Golbats com Psyshock, enquanto Sylveon e Zoroark atacam os Magnemites.


— Dragonite e Zweilous, agora! – aponta Iris. Os dois dragões disparam Flamethrower e Incinerate, derrubando outros Magnemites e um Magneton.


— Pansage e Maractus, agora! – comanda Cilan. Os dois Pokémon de Grama disparam suas Bullet Seed e Pin Missile, também afastando outros plasmáticos. O grupo então se dirige para outro ponto, seguidos por Looker, que mantinha Aldith prisioneira.


Senhor Barret! – o ruivo ouve a comunicação – Seis G-Men estavam infiltrados entre os escavadores! Estão retaliando agora! Precisamos de reforços!


— Maldição, então era verdade...! – rosna Barret, quando atrás dele, os Golurk da equipe de escavação aparecem. Aldith também ouvira que os G-Men estavam ali, mas não perdia a pose.


— Acha mesmo que só você e alguns G-Men poderão lidar com uma unidade inteira da Equipe Plasma? – desafia Aldith.


— Sempre que eu faço um movimento, a Polícia Internacional inteira se move comigo. – responde Looker – E ainda mais reforços estão chegando além dos G-Men que estão aqui.


— Então, é melhor eles começarem a correr! – todos ouvem a voz de Colress, e ao olharem para o alto, veem uma certa máquina se posicionando.


— O que é isso? – pergunta Cedric, e Looker se assusta de imediato.


— Não pode ser! O dispositivo de controle de Pokémon! – exclama Looker. Colress dispara na direção onde estavam os G-Men, e a passagem da rajada atinge todos os Pokémon que enfrentavam a Equipe Plasma. Colress então direciona seu raio para os Golurks que resistiam, controlando suas mentes imediatamente, no que os Pokémon atingidos começam a fazer um pandemônio sobre o lugar.


— Deveria ser grato. Está testemunhando em primeira mão o imenso poder de um dispositivo que irá mudar o planeta inteiro! – brada Colress.


— Um dispositivo que assume completamente a mente de qualquer Pokémon! – exclama Looker – Você finalmente o aperfeiçoou!


— E isso não é tudo. – Aldith fala, sendo rapidamente agarrada por Barret, e os dois são tirados de lá pela Telekinesis – Podemos transformar os Pokémon em armas!


— Armas?! – indignam-se Serena, Iris e Cilan.


— Isso é um Telekinesis... – Looker arregala os olhos, quando um impacto reverbera perto deles, e eles notam que era Golurk – Desculpe, Golurk, nós vamos revidar!


— Ouviram, pessoal! Foco nos Golurks, agora! – aponta Serena, no que Braixen, Sylveon e Zoroark avançam em uma formação dançante.


— Dragonite e Zweilous, forneçam cobertura! – brada Iris.


— Pansage, Maractus, movam-se constantemente e ataquem pelos flancos! – instrui Cilan, no que todos os Pokémon começam a fazer seu trabalho, atacando coordenadamente.


— Tire os encrenqueiros daqui. – Aldith ordena pelo comunicador, e alguns dos plasmáticos começam a se concentrar no grupo de Serena.


— Liepard, Hyper Beam! – comanda Barret. Todos os Liepard presentes que eram comandados pela Equipe Plasma lançam seus raios no grupo de adolescentes e em seus Pokémon, começando a causar grandes explosões. De um ponto mais alto e seguro, os Rockets apenas observavam com sorrisos.


— Até parece que é uma festa. – comenta Jessie.


— Ei, quanto tempo vamos ficar aqui parados e assistindo? – pergunta James.


— Até a Equipe Plasma colocar as mãos sujas na Pedra de Luz. – responde Meowth.


— E pegaremos a Pedra de Luz pra nós bem no último minuto. – sorri Jessie – E é claro, o Pikachu também.


— Eu tô com você. – concorda James – Mas, Jessie...


— Não é hora de se deixar levar por aquele pesadelo, não é? – Jessie fecha o semblante – Vamos pegar tantos Pokémon a ponto de mostrar que podemos mudar nosso destino.


— Parece promissor... – admite James.


— Até o último minuto... – Meowth sorri – Vamos sentar, relaxar e assistir aos fogos.

 

De volta à batalha, Dragonite carregava Zweilous pelo ar enquanto esquivava dos ataques desenfreados dos Golurks controlados, no que um Sigilyph aparece atacando também, o que Looker repara como sendo um dos Pokémon dos G-Men presentes. Braixen, Sylveon e Zoroark tentavam lidar com os ataques de um Druddigon, enquanto Pansage e Maractus eram atacados incessantemente por um Reuniclus.


— Pessoal, cuidado! – exclama Serena, quando vê alguns dos Pokémon começando a ser atingidos.


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No subsolo, pedrinhas caiam do teto, como se denunciassem como as coisas estavam pesadas na superfície. Ash e N olhavam sérios para o alto.


— Vozes amigas... estão gritando. – diz N.


— As auras lá em cima... – Ash apertava os punhos – A Equipe Plasma está atacando, tenho certeza. Nós temos que sair rápido daqui!


— Pikapika! – concorda Pikachu.


— Certo. – concorda N – Tem que ter outra saída. Nós temos que encontrar.


— Vamos!/Pikachu! – respondem Ash e Pikachu, e eles logo começam a vasculhar aquela câmara subterrânea em busca de uma saída, enquanto estavam preocupados com a situação acima deles. Sabiam que com um ataque geral da Equipe Plasma, era capaz dos demais não resistirem por tempo suficiente, principalmente se a máquina de controle dos Pokémon fosse usada.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


A Pedra de Luz é encontrada, e com Ash e N presos em um buraco, a Equipe Plasma faz seu avanço, cercando as ruínas e tomando conta de tudo, mas com a intervenção de Looker, Serena e os demais começam a resistir ao ataque. Porém, tudo muda com a chegada de Colress e sua máquina, o que outra vez dá vantagem aos plasmas. Eles conseguirão sair disso? Fiquem ligados.


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