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História Pokémon School Interativa - Capítulo 24


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Capítulo 24 - Má Sorte


Fanfic / Fanfiction Pokémon School Interativa - Capítulo 24 - Má Sorte

Narrador P.o.v.








Leyla: Isso é tão bom! - exclamou sorrindo com gosto.

Leyla e Ketlyn estava sentadas numa das mesas do novo restaurante chinês da cidade, Shark.

Ketlyn: Que bom que você gostou, eu ouvi dizer que a comida daqui é ótima. - disse sorrindo.

Leyla: Boatos verdadeiros, realmente é muito bom! 

Ketlyn: Leyla, valeu de novo por vir comigo hoje, ando sem muita companhia ultimamente, Vic só sai para paquerar, Vanessa treina as Lideres de Torcida e a outras duas, Cryst e Vana, passam todo o tempo brigando pelo tal Leon. - agradece sorrindo - É bom ter alguém para sair.

Leyla: Não precisa me agradecer, eu AMO comida chinesa, nunca iria recusar um pedido para comer.  E também eu estava desocupada, havia terminado de estocar as toalhas do Clube de Natação, Futebol, Futebol Americano, Basquete e Luta bem mais cedo do que eu esperava, também me deu tempo de ir entregar o doce favorito da Lisa, do Grêmio Estudantil, e ajudar a Judith a passar um dos recados impotentes ao Clube de Artes. - disse sorrindo - Estou feliz de ter conseguido tanto e ainda ter tempo de sobra para apreciar uma comida chinesa. - suspirou aliviada - Além do mais, como vamos pagar?

Ketlyn: Não se preocupe com isso, uma conhecida minha me presenteou com um vale alimentação com direito a boca livre. - disse mostrando o vale - Ela também quem me apresentou esse restaurante, que, por acaso, fica na frente do restaurante do meu pai. - disse apontando para a janela.

Nela Leyla teve a visão de um Persian no outro lado da rua, na frente das portas do restaurante chamado de Appetite.

Pai da Ketlyn: FILHA, COMO OUSA TRAIR SEU PAI COMENDO NO RESTAURANTE RIVAL?! ESPERE SÓ A SUA MÃE SABER DISSE! - gritou irritado no outro lado da rua.

Ketlyn e Leyla riem do escândalo do mais velho. Após uma longa refeição, Ketlyn foi até o balcão de atendimento pagar com o seu vale alimentação, enquanto que Leyla ficava sentada na mesa esperando a volta da amiga.

Garçom: Biscoito da sorte, senhorita? - perguntou oferecendo dois biscoitos da sorte servidos em um prato.

Leyla: Uh, qual o gosto? - perguntou curiosa.

Garçom: O importante é a mensagem inspiradora, não o gosto do biscoito! - pensou com uma gota na cabeça.

Após ele deixar lá os biscoitos, Leyla pegou o seu, retirou seu papel e comeu o biscoito direto, ela então decide ler o que havia no papel.

Leyla: "A podridão infecta a fruta, estragando ela e as outras frutas próximas a essa fruta infectada, aos poucos, também vão apodrecer. Você está infectado, sua podridão aos poucos estrague tudo e todos ao seu redor". - terminou de ler - Sombrio, mas sem sentido. - disse sem se importar.

Ketlyn: Eu não diria isso, Leyla. - disse sorrindo - Biscoitos da sorte sempre costumam acertar nos conselhos e previsões. - disse séria, ela pega o seu biscoito e retira sua mensagem - "Você verá algo que lhe trará um pouco de decepção. Cuidado", que será? - pensou curiosa.

Leyla: Então, supondo que essa minha previsão seja verdade, o que isso quer dizer? - perguntou.

Ketlyn: Às vezes é mais divertido descobrir sozinha. - disse sorrindo - Bem, vamos deixar isso de lado. Vamos embora. - disse sorrindo enquanto era a primeira a ir a caminho da porta.

Leyla: Tá, pe-

Nessa hora, Leyla prende a pata na perna da cadeira, ela não perderia o equilíbrio tão fácil se não tivessem passado algum produto de limpeza no chão. Ela no fim caiu no chão e, por estar usando o uniforme que consistia numa saia curta para seu corpo, de joelhos e cotovelos no chão sua saia acaba deixando a mostra sua bunda vestida com uma calcinha verde a mostra. O pior era que a queda da garota atraiu a atenção de quase todos ali, entre eles homens que adorariam vê-la naquela posição com sua parte traseira semi exposta.

Leyla: Droga, que vergonha. - murmurou envergonhada, tentava se levantar, porém o chão estava molhado e escorregadio demais para levantar - Ketlyn, me ajuda. - pedi.

Ketlyn: Realmente o biscoito da sorte tava certo... Estou decepcionada com seu gosto para calcinha. - disse com uma expressão de decepção - Calcinha verde? Em pelo negro com amarelo? Eca. - disse com desgosto

Leyla:  FOCA EM ME AJUDA, CRIATURA! - exclamou irritada.



(((Quebra de Tempo - Dia Seguinte)))



Leyla acorda no dia seguinte com uma puta dor nas costas, por conta do seu colchão está terrivelmente mais desconfortável naquela noite. Se levantou com preguiça e dolorida, porém acaba caindo no chão por ter se enrolado mais do que se lembrava nos cobertores da cama, enquanto se levantava ouviu um grito atrás de si.

Skylet: FAÇA MAIS SILÊNCIO, VADIA, QUE EU QUERO DORMIR MAIS! -gritou irritada pulando de sua cama e acertando um chute em cheio nas suas costas, ela grita sendo lançada contra a parede.

Leyla: NAS COSTAS, NÃO! - choramingou sendo a dor nas costas piorar.

Depois que se recuperou do golpe (mas não da sua dor nas costas) foi tomar um banho, se despiu, entrou no boxe e quando ligou o chuveiro no quente, se assusta ao sentir a água extremamente fria cair sobre seu corpo, que se arrepia toda com o toque da água fria.

Leyla: Q-qual o pro-problema dessa p-porcaria? - perguntou tremendo de frio enquanto tentava ajustar a temperatura.

A temperatura aos poucos foi aumentando... aumentando até demais, até mais do que a Leyla, um Pokémon do tipo fogo, pode aguentar.

Leyla: Quente! Quente! Quente! AAAAH! - gritou saindo apressada do chuveiro e indo para fora do banheiro.

Skylet: NÃO ME FAÇA REPETIR, DESGRAÇADA! E VÊ SE FICA EXIBINDO ESSE SEU CORPO DE PUTA NA CASA DO CARALHO! - gritou pulando da cama novamente e acertando um chute na Leyla, que grita enquanto é lançada contra a parede.

Leyla: De novo... - choramingou caindo no chão.



(((Quebra de Tempo)))



Devido essa confusão na hora de se vestir, sem querer acaba se perdendo no tempo e sai correndo de seu quarto na esperança de ainda ser permitida sua entrada na aula. Quando chegou ao elevador viu que havia um aviso que dizia que estava estragado o elevador, sendo assim, decidiu descer de escada.

Foi uma longa descida e quando finalmente saiu do Dormitório Feminino quase foi atropelada pelo grande grupo de alunos que estavam tendo uma corrida pelos campos da escola durante seu período de educação. Por ter esbarrado e quase ter caído em cima de alguns dos alunos suados o cheiro acaba ficando nela, mas ela não desiste de correr até o prédio amarelo. Quando chega aos corredores, foi em direção as escadas escorregando ao subir, mas depois de um tempinho chega até o corredor de sua sala, que ao abrir a porta só teve tempo de sentir um balde de água suja cair em cima de sua cabeça. Matt riu ao ver que sua brincadeira havia sido acertada em outra pessoa.

Brukno: Matt, olha o que você fez! - gritou com o amigo irritado.

Leyla: Pelo menos... com isso sei que o professor não chegou ainda... - murmurou procurando ser o máximo de paciente possível.

Nessa hora, o professor entra na sala, sentindo um cheiro horrível de suor e água suja vindos de Leyla.

Professora: Eca, Srta. Parker, seu quarto deveria ter um banheiro com chuveiro, não vai doer se usa-la antes de vir para aula. - disse enojada.

Leyla: É q-

Professora: Vá para seu quarto e tome um banho, agora mesmo! Não volte até estiver cheirando melhor que está agora. - ordenou irritada.

Leyla: Professora, é q-

Professora: Sem desculpas, apenas vá agora mesmo. - disse ríspida, Leyla suspira derrotada e segue a ordem da professora totalmente constrangida.



(((Quebra de Tempo)))



A turma da Leyla nesse momento estava tendo seu intervalo para o lanchar, a mesma já estava se sentindo exausta com tudo de ruim que aconteceu com ela até agora, ir para a aula atrasada, fedida, com muita dor nas costas, e ainda ser ordenada a voltar para seu quarto para tirar o fedor de seu corpo na frente de todos cansa bastante, sem falar que quando voltou teve que fazer duas provas — uma de Matemática e outra de Química com consulta no caderno, o caderno que ela esqueceu dentro do quarto. Mas agora estava mais aliviada por ver que poderia relaxar um pouco seu corpo e apreciar o seu lanche favorito: Um Burrito de dupla carne, duplo queijo e salada, acompanhado de batatas fritas e refrigerante, tudo isso do Food Truck do Barry e Larry.

Larry: Você tem sorte, gata, esses são os últimos que eu tinha e eu já estou fechando por hoje. - disse entregando o pedido à Leyla.

Leyla: Finalmente um pouco de sorte... - murmurou sorrindo fraco pegando seu pedido e indo até um banco que fica sempre que come a comida do Barry e Larry.

Ela se senta sem querer bem em cima de um chiclete, que fica grudado em sua saia. Suspirou e ignorou. Colocou seu lanche sobre o colo e decidiu começar pelo seu burrito que ao morder cuspiu na hora, vendo que a dupla carne estava podre. Suspirou e ignorou. Desistindo de comer o burrito decidiu beber um refri para tirar o gosto ruim da boca, mas ao abrir o refrigerante começa a espumar e transbordar.

Leyla: Certo... - murmurou paciente.

Vendo que seus dois lanches principais haviam sido arruinados, ainda lhe restava as batatas fritas que ao comer pode sentir o gosto estranho nelas.

Leyla: Batatas... velhas... - murmurou cabisbaixa totalmente derrotada.

Matt: Eai, Leyla, vai comer isso aí? - perguntou se sentando ao lado de Layla, acompanhado de Black e Brukno.

Leyla: A vontade... - disse empurrando entregando o prato de plástico onde as batatas velhas estavam.

Black: Você tá bem, Leyla? - perguntou séria.

Brukno: Claro que não, olha a cara de triste dela. - disse como se fosse óbvio.

Black: Então, LEYLA, você tá bem? - perguntou ignorando o comentário de Brukno.

Leyla: Bem? Não tá óbvio que eu não to bem?! - perguntou emburrada, Black ignora sua resposta ignorante.

Black: Ok. Agora será que pode dizer o porquê sem que seja totalmente ignorante? - perguntou tentando ser paciente.

Leyla: É que eu já estou me cansando dessa manhã! Dormi de mau jeito que até fudeu minha coluna, não consegui tomar banho direito, levei dois culpes direitos da Skylet, PORRA, O QUE TÁ ACONTECENDO COMIGO HOJE?! - gritou cansada, foi então que sentiu algo aterrissar em seu ombro esquerdo, quando olhou pode ver um cocô de Pidove que estava passando voando - SÉRIO?! É SÉRIO MESMO? - gritou para cima frustrada e desacreditada.

Black: Chamamos isso de má sorte.

Leyla: Má sorte?

Black: Você não recebeu nenhum mal olhado ou algum recado estranho? - perguntou séria, isso fez Leyla se lembrar de algo.

Leyla: Bem, ontem fui no restaurante chinês com a Ketlyn e enquanto ela pagava eu abri um bilhete da sorte com um recado estranho. - disse pensativa.

Black: Deve ser isso. Não se lembra do que tinha escrito no bilhete? - perguntou séria.

Leyla: Hum... - ela pensa.

Brukno: Deixa disso, essa coisa de má ou boa sorte não existe, não passa de coincidências. - disse revirando os olhos.

Black: Ah, é? Tantas coincidências ruins em um só dia? - perguntou com uma sobrancelha levantada - É óbvio que foi este bilhete, deve ter tido um recado dizendo que ela iria ter má sorte.

Brukno: Olha, Leyla, não ouça ela que isso tudo de sorte e azar é só besteira. - disse sério.

Leyla: Acho que não têm lógicas para tanta coisa ruim acontecer comigo hoje... - disse exausta.

Matt: Quando se quebra um espelho você pega 7 anos de azar, mas é só colocar um sal por cima do ombro que isso é desfeito. Já tentou? - disse comendo.

Leyla: Já, mas não deu em nada... - murmurou desanimada.

Black: Claro que não funciona. Por acaso, você cura dor de barriga com remédio para dor de cabeça? - perguntou séria - Você tem do jeito certo, não utilizando um método de solução de outro problema. - disse sábia.

Leyla: Mas como eu reverto um bilhete que diz que eu tenho má sorte? - perguntou.

Brukno: Bem, o mais provável é ganhar um bilhete que te dê boa sorte. - disse sério.

Black: Bla, bla, bla, não acredito nessa coisa de sorte e azar. - zoou rindo junto de Matt que estava terminando de comer. Brukno manda um olhar de raiva para os dois que pararam de rir.

Leyla: Certo, então vai ser isso que eu vou fazer. - disse decidida e determinada.

Brukno: Certo, mas antes mata essa aranha na sua cabeça. - disse.

Leyla: Aranha?

Leyla sente algo pequeno caminhar de sua cabeça até seu focinho, era uma aranha da espécie Joltik. Antes que conseguisse reagir à presença da aranha, a mesma pica ela cansando uma forte eletricidade instantânea que, além de ter lhe causado uma dor quase semelhante a de levar um choque de verdade, também lhe causou uma paralisia por todo o corpo. Seu rosto paralisado cai sobre a mesa.

Leyla: Ih dlem ki ceel ala halora! - disse com o rosto ainda sobre a mesa.

Black: O que? - perguntou confusa.

Matt: Ela disse: "E tem que ser para agora!". - traduz rindo da amiga.



(((Quebra de Tempo)))



Os quatro, após esperar a paralisia de Leyla passar, foram até o restaurante chinês e pediram um lanche básico da casa. Leyla se manteve pensativa e ansiosa desde que  chegaram.

Black: Leyla, o que houve? - perguntou vendo o olhar pensativo da Leyla.

Leyla: Bem, tô tentando me lembrar o que estava escrito no biscoito da sorte que peguei antes. - disse séria.

Brukno: Seria "Você terá má sorte"?

Leyla: Não, era algo mais longo...

Matt: Pode ter sido "Se fudeu, vadia, agora você só vai sofrer nessa sua podre, inútil e imprestável vida. Caralho!". - sugeriu enquanto comia.

Black: Isso parece mais um recado que uma facção passa para pessoas que devem dinheiro a eles do que uma mensagem de biscoito da sorte. - disse com uma gota na cabeça.

Brukno: Que tal pedirmos logo os biscoitos da sorte. - disse sério fazendo um gesto com a pata para chamar o garçom.

Depois do garçom ouvir o pedido deles, eles esperaram ele voltar com os biscoitos.

Garçom: Aqui está. Um para você... - disse entregando para Black - Outro para você... - entregou ao Brukno - E por último um para você.... mas primeiro come o que na sua boca antes. - disse com uma gota na cabeça entregando ao Matt.

Leyla: E o meu? - perguntou.

Garçom: Desculpe, mas eles já acabaram, esse aí são os últimos. - disse sem jeito.

Leyla: Não pode ser... - murmurou deprimida.

Black: Não se preocupa, pode ficar com o meu. - disse sorrindo - Viemos para curar essa sua má sorte.

Leyla: Não, pode ficar, parando para pensar, isso tudo de sorte e azar talvez seja besteira mesmo. Talvez tenha sido tudo coincidência. - disse serena.

Black: Você quem sabe. - disse dando de ombro e os três abrem seus biscoitos da sorte ao mesmo tempo.

Leyla: Então, o que deu? - perguntou curiosa.

Brukno/Black/Matt: "Você está infectado" .

Black: O que se-

Nessa hora as pernas da cadeira da Black quebram e ela desmorona no chão.

Black: Ai...

Matt, enquanto comia, ao ver a queda da Black ele começa a rir, isso fez com que ele engasga-se. Ao se engasgar ele acaba se levantando de sua cadeira, fazendo com que um outro garçom que passava por ali derrubasse sua bandeja com uma tigela de sopa quente em cima do Brukno, que gritou de dor (Lembrando que ele é um Pokémon tipo Lutador e Metálico, ou seja, ele é fraco ou mais sensível ao calor). A tigela escorrega de sua cabeça e cai na mesa após Brukno se levantar e começar a correr por todo lado gritando de dor, a tigela atravessa a mesa girando e cai dela em na cabeça da Black, quebrando ao bater na sua cabeça.

Black: Au.... - resmungou com dor.

Nessa hora, um Granbull com roupa de cozinheiro aparece com um olhar de fúria, pode se deduzir que seja o dono do restaurante.

Granbull: O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! - gritou furioso, ele rapidamente passa o olhar por tudo - Mas o q- Minha cadeira de madeira ébano, minha tigela de porcelana, tudo quebrado. - disse horrorizado, ele olha para Leyla com um olhar frio - VOCÊ?! A GAROTA DA CALCINHA VERDE!

Leyla: Lá vai mais um para minha lista de piores apelidos já postos em mim... - murmurou suspirando.

Granbull: VOCÊ TEM COMO ME EXPLICAR COMO ISSO TUDO ACONTECEU NO MEU RESTAURANTE? - perguntou furioso.

Leyla: Hehe... você acredita em má sorte? - perguntou sorrindo torto.

Nessa hora, finalmente Matt solta a comida que havia se engasgado, só que ela voa de sua boca até a cara do dono do restaurante. Sua expressão fica mais horripilante.

Matt: Ah, bem melhor... - disse aliviado.

Granbull: SAIAM DO MEU RESTAURANTE, AGORA! - gritou mais que furioso.



(((Quebra de Tempo)))



Depois daquele segundo vexame no restaurante onde foram expulsos do mesmo, Leyla e o resto se separaram após chegarem na escola, mas ainda assim, Leyla estava pensativa.

Leyla: Muito estranho... foi como se eles tivessem ficado com má sorte dessa vez... como se minha má sorte tivesse se passado para eles... - murmurava séria - Mas até agora não aconteceu nada comigo, pelo menos não desde que chegamos no restaurante. Será que minha má sorte agora está no Brukno, na Black e no Matt? - se perguntava pensativa.

Mary: Oi, Leyla, como você vai? - pergunta surgindo do nada.

Leyla: Mais ou menos... - respondeu séria - Mary, você acredita em má sorte? - perguntou.

Mary: Claro.

Leyla: Então, você acredita que alguém com má sorte pode acabar passando sua má sorte para outras pessoas? - perguntou nervosa.

Mary: Por que a pergunta?

Leyla explica para Mary tudo desde o início, da ida ao restaurante chinês com a Ketlyn até a parte que foram expulsos do lugar. Assim como também explicou a parte de não ter acontecido nada contra ela desde a chegada ao restaurante pela segunda vez.

Leyla: O que você acha? - perguntou.

Mary: Bem, talvez seja possível isso mesmo, além do mais, a má sorte foi passada para você por um bilhete de biscoito da sorte, sendo assim, poderia ser possível que você passe a má sorte para eles também. - disse séria.

Leyla: Essa não... - murmurou nervosa.

Mary: Ou pode ser algo pior...

Leyla: Pior?

Mary: Talvez sua má sorte esteja se acumulando agora e quando vier vai ser algo bem mais-

???: EI, CUIDADO! - ouviram alguém gritar.

Elas se viraram rápido e virão que desciam da escada um piano, provavelmente estavam trocando de piano e quando estavam para descer o estragado pela escada, eles devem ter pedido o controle dele.

Leyla não teve tempo de reagir, mas Mary teve e consegue empurrar Leyla do caminho da piano, que quase acerta Leyla... mas numa parcela de 0 a100%, Mary foi acertada pelo piano mais ou menos uns 80% quando conseguiu ajudar Leyla.

Leyla: MARY!


[...]


Leyla olhava do corredor para dentro do quarto de Mary no hospital através de uma janela de vidro, estavam os pais adotivos de Mary ali, tristes e preocupados com o estado da filha, ainda inconsciente.

Leyla queria entrar e ver como a amiga estava, mas estava se sentindo culpada de mais, não sabia se seria capaz de olhar os pais adotivos de Mary nos olhos. Foi então que se lembrou.

Leyla: "A podridão infecta a fruta, estragando ela e as outras frutas próximas e essa fruta infectada, aos poucos, também vão apodrecer. Você está infectado, sua podridão aos poucos estrague tudo e todos os seu redor". - murmurou cabisbaixa - Minha podridão é minha má sorte... as outras frutas são todos que eu gosto... - sussurrou triste - Tenho que evitar que meus amigos e entes queridos sejam infectados pela minha podridão... Pelo bem deles...



(((Quebra de Tempo)))



Eram mais ou menos 00:25, Leyla havia juntado suas coisas e se encontrava na rodoviária, preparada para pegar o primeiro ônibus para o mais longe possível. Ela foi até o atendimento 24 horas e pediu a primeira passagem para uma outras cidade, pagou com o seu dinheiro de emergência, que são meses de economia que estava guardando para algo especial. Se sentou no banco e aguardou o anúncio.

Quando ouviu o anúncio da chegada do seu ônibus ela rapidamente pegou suas coisas e foi até lá, quando chegou pediu para que guardassem suas coisas e entrou no ônibus notando que só havia ela ali.

Leyla: Menos mal, pelo menos evito que alguém se machuque perto de mim. - murmurou deprimida.

Se sentou em um dos bancos e ficou acordada até o ônibus começar a andar, logo depois caiu no sono rapidamente.


 


(((Quebra de Tempo)))


 


Uma parada brusca fez com que Leyla acordasse, ainda com sono, ela olhou pela janela e viu que estavam parados no meio da estrada, não havia nada nem ninguém no lado de fora a não ser um grande campo verde, pequenos morros ao longe e a estrada.

Ela se levanta do banco e vai andando até o motorista, onde ela viu que não tinha ninguém, abriu a porta do ônibus e saiu dele a procura de alguém.

Leyla: Oi? - chamou preocupada, além do mais ainda estava de noite - Droga... Tem alguém aí?

???: Sim, tem sim. Sempre esteve aqui observando. - ouviu uma voz atrás de si.

Leyla rapidamente se vira para ver que havia falado, porém ela teve que abaixar um pouco o olhar para ver Gina parada em sua frente, com seu olhar maníaco e sorriso malvado.

Gina: Olá, Leyla Parker. - disse sorrindo maldosamente.

Leyla: Awn, que lindinha. O que você está fazendo aqui pequenina? - perguntou se aproximando porém ela logo recua - Não, espera, fique longe de mim, eu posso acabar de infectando com minha má sorte. - disse preocupada. Gina começa a gargalhar.

Gina: Você ainda não se tocou? - perguntou rindo loucamente.

Leyla: Se tocou do que? - perguntou confusa.

Gina: Foi eu quem causei tudo de ruim à você desde que você leu seu biscoito da sorte. - disse sorrindo.

Leyla: Como é? - perguntou espantada.

Gina: Eu foi quem presenteou a Ketlyn com o vale refeição grátis no restaurante chinês, foi eu quem escreveu aquele bilhete do seu biscoito da sorte, foi eu quem conseguiu bolar sua pata na cadeira lhe causando sua queda, foi eu quem mexeu no seu chuveiro, foi eu quem manipulei aquela turma na educação fazendo eles colidirem com você durante sua rápida tentativa de chegar a aula, foi eu quem dei a idéia indiretamente ao Matt de fazer uma pegadinha com o professor, foi eu quem fiz o professor chegar depois de você para que você fosse vítima da pegadinha, assim como também foi eu quem subornou o Food Truck a lhe dar o seu lanche favorito um horror. - disse sorrindo - Foi tudo parte do meu plano perfeito.

Leyla: Mas como você sabia de tudo o que eu iria fazer? - perguntou surpresa.

Gina: Sempre se observei, vendo detalhes que você nem saberia que sei. Sua calcinha verde, sua economia de emergência, seu hábito de não fazer barulho enquanto se arruma para não apanhar da Skylet. Tudo. - disse rindo.

Leyla: Mas como você sabia o que iria acontecer no restaurante quando foram eu, Brukno, Black e Matt? - perguntou.

Gina: Eu sabia que o Matt iria rir se a Black caísse, então, antes que chegassem, eu cerrei as penas da cadeira que provavelmente ela iria se sentar e quando ela caiu foi o início do desastre deles. Sua queda causou no engasgamento do Matt, mas eu ainda precisava afetar o Brukno, então, antes mesmo que a Black caísse, eu me fiz de cliente e pedi ao garçom que trouxesse a sopa mais quente que pudesse trazer. Foi uma questão de calcular a hora certa em que ele iria vir com a soca e quando o Matt iria acertar a bandeja fazendo com que a sopa caísse no Brukno. - disse séria - Mas, tenho que admitir que a parte do prato quebrar na cabeça da Black e o Matt cuspir a comida presa na sua garganta na cara do dono do restaurante foi algo que não estava no meu plano. Porém foi hilário. - disse rindo ao se lembrar - Mas isso não seria o bastante, eu sabia que não, você ainda não havia percebido o que deveria fazer. Então, antes que chegassem na escola, eu estraguei o piano da escola, informei o problema ao diretor, ofereci meu piano para eles e para ter certeza que alguém seria vítima do piano, eu consegui convencer a Mary que você estava triste e precisava conversar com alguém. Isso foi o bastante para Mary ir te procurar. Eu também sabia que a tão prestativa e amável, Mary iria te salvar na mesma hora que eu dei um jeito de fazer o piano ficar fora de controle. - disse sorrindo maldosamente.

Leyla: M-mas eu não entendo... por que fazer isso tudo? O que você queria? - perguntou espantada tentando assimilar todo aquele assunto.

Gina: Eu queria que você estivesse aqui onde estamos agora. No meio do nada, sem ninguém para ver sua morte certa. - disse sorrindo, logo após retirou de trás de si uma pistola taurus 938 e apontada ela para Leyla, que recua assustada.

Leyla: Ei, vai com calma... abaixa isso... - disse assustada.

Gina: Estamos no lugar perfeito, sem ninguém por perto, ninguém sabe que você sumiu porque você mesma queria sumir sem que percebessem. Sendo assim, posso fazer isso sem me preocupar com mais nada. - disse rindo maniacamente.

Leyla: M-mas... por quê? - perguntou assustada.

Gina: Por quê? Porque eu sou sua podridão, Leyla Parker. - disse sorrindo.

Leyla: ESPE-


 




 


Nessa hora, o som do tiro é emitido num longo e prolongado eco... continuo ecoando... ecoando... ecoando... ecoando... até que finalmente o eco para, pois Gina havia acordado de seu maravilhoso sonho.

Gina: Perfeito... o Plano perfeito está agora memorizado na minha mente. - disse sorrindo - Agora é hora de pôr em prática.



(((Quebra de Tempo)))



Gina se escondia atrás de um arbusto observando, Ketlyn se aproximar ansiosa de Leyla que estava passeando pelos campos da escola totalmente desocupada e distraída. O plano de Gina corria exatamente como o planejado e como sonhou.

Ketlyn: Oi, Leyla. - cumprimentou ao se aproximar.

Leyla: Ketlyn, oi. - cumprimentou de volta sorrindo.

Ketlyn: Leyla, está desocupada? - perguntou curiosa.

Leyla: Na verdade, sim, estou desocupada. Por que? - perguntou curiosa.

Ketlyn: Por que eu tenho dois vale refeição grátis que ganhei para comer num restaurante chinês. Que tal ir comigo? - perguntou curiosa, os olhos de Gina brilham com intensidade.

Leyla: Que legal... - disse sorrindo - Mas eu não gosto de comida chinesa, foi mal. - disse sorrindo.

Ketlyn: Ah, tudo bem. Que tal irmos ao cinema então? - perguntou dando de ombro e as duas foram embora conversando alegremente.

Gina: DESGRAÇADAAAAAAAA! - gritou frustrada e derrotada. Seu plano havia falhado antes mesmo de começar de verdade.






















Continua...................................


Notas Finais


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