1. Spirit Fanfics >
  2. Pokémon Tales: Make a Wish! >
  3. Mr. Sandman

História Pokémon Tales: Make a Wish! - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Voltei kk
Pegando vocês desavisados nesse final de domingo (que eu nem sabia que era domingo), enrolei muito para terminar este capítulo, ficou bem grandinho até... espero que gostem!

Lembrando que tem a introdução de três novos personagens <3

Capítulo 11 - Mr. Sandman


 

Obsidian's Secret Base.

 

— Finalmente fez algo de útil, Archie. Agora aqueles idiotas estão em nossos pés, terão que ir atrás do garoto.

 

A voz toma conta do ambiente, ecoando um pouco. As palavras faziam o ego do moreno inflar, mas logo cessa o sorriso, observando o garoto albino amarrado e descordado numa cadeira. Engole seco e toma coragem para dar sua opinião.

 

— M-mas senhor, não acha que fomos longe demais? Ele é só uma criança.

 

— CALA-TE! É uma criança, sim, mas ele tem contato direto com Jirachi, ou está esquecido? – a voz autoritaria aumenta o tom, levantando de sua poltrona. Archie recua um pouco, abaixando a cabeça. – Aquele cabeçudo te amoleceu?

 

— N-não senhor, é só que-

 

— Ótimo, então já tenho sua próxima missão, contratei mais três membros para nossa equipe. Vamos ver se agora nossos objetivos saem como esperamos. – Anuncia com um sorriso de canto. Jogou umas fichas sobre a mesa, que deslisavam até a extremidade que o outro se encontrava.

 

— "Akira"? Essa não é a garota do time do Connor? – O pirata questiona confuso ao folhear aquela papelada.

 

— Imbecil, leia direto. — O rapaz do outro lado revira os olhos ao escutar o comentário. – O que está esperando? Vaza! Os membros estão lhe esperando lá fora.

 

Archie assente, um pouco cabisbaixo e se retira da sala. Queria fazer tudo sozinho e ter glória para si próprio, mas não ousaria contrariar seu chefe.

Ao chegar na sala de espera, três rapazes sentavam nas cadeiras enfileiradas, todos tinham um semblante impaciente em seus rostos. O primeiro era o mais alto dos três, de cabelos castanhos, vestindo uma jaqueta bege e que mesmo impaciente, transmitia uma vibe de convencido. Ao seu lado, este já era um pouco menor, cabelos negros e pele bem branquinha, curiosamente tinha um Chatot em seu ombro. Por último, um rapaz albino que claramente era o mais novo dentre os três, este apenas possuía uma face séria e estaria quase dormindo de tanta espera. Eram como um gráfico em forma decrescente, do maior para o menor.

 

— Certo... vocês foram os trouxas que conseguiram uma vaga nesta simpática equipe. Taylor Banette, Jona-

 

— Bennett, saco de carne. – O castanho interrompe, corrigindo Archie, que o encarava incrédulo.

 

— Eu gostaria de um pouco de respeito aqui, se possível. – Cruzando os braços, o pirata retruca. – Voltando, Jonathan Jordan, você é um... mago? O que aquele idiota tinha na cabeça? – Questiona intrigada, batucando em sua planilha com a caneta. 

 

— Sim. Um mago. E melhor prestar mais atenção em suas coisas. – O denominado Jonathan diz num tom provocante, balançando a caneta que previamente estava nas mãos de Archie.

 

— C-como?!?

 

— Um mago nunca revela seus segredos. – Piscou para o moreno.

 

— E por último e mão menos importante, Fuyu Akira. – Archie anuncia ao ler a última página de sua planinha. O garoto de cabelos brancos por sua vez não diz nada, apenas se mantém calado. – Podem levantar suas bundas secas, temos uma missão para completar.

 

 

Wish Makers, Acampamento, Unova.

 

O dia amanhece com cantos dos Pidgeys ali próximo ao local do acampamento, o clima estava estranhamente calmo. Logo os jovens vão acordando um a um, se reunindo na mesinha de madeira. Alguns se assustam ao ver Connor com uma máscara de argila verde no rosto, segurando um dispositivo com as extremidades em cores verdes e azuis numa tonalidade bem clarinha suas mãos.

 

 

— Eu não acredito que você realmente comprou um Nintendo Switch. E..... seu Feraligatr está pintando as unhas? – Clem pergunta sonolenta, esfregando os olhos. Observava curiosa o réptil azul segurando delicadamente o pequeno pincel com tinta rosa na ponta.

 

— Sim, ele aprendeu comigo! E caí entre nós... conseguiu me superar, é incrível como essas garras enormes deles podem ser tão delicadas. – O capitão responde tirando as pernas de cima da mesa enquanto jogava no seu novo console. – Gengar e Gardevoir estão tomando conta do café da manhã hoje, todos já acordaram?

 

 

Após trocarem olhares entre si, notam que Shiro não estava presente naquele momento, então vão até a barraca do garoto, na esperança que estivesse dormindo, porém alí só se encontrava um Zorua dorminhoco. Trocam olhares novamente, agora com os olhos arregalados.

 

 

— E-eu... tenho certeza que ele saiu para comprar algum lanche! – Connard diz atrapalhado nas palavras e sentindo um aperto em seu coração. Mil coisas passavam por sua cabeça, mas nenhuma tinha um final feliz, estava tomado pela culpa, mas não queria demonstrar. – Deve voltar a qualquer momento.

 

— Connor, eu acho que não. Ele teria deixado algum aviso, meu chapa é um pouco calado, mas não ao ponto de sumir sem avisar! – Akai fala com um tom preocupado em sua voz. 

 

— Soube de uma organização de ninjas aqui em Unova, deveríamos nos preocupar? – Por sua vez, Dominique se pronuncia, ganhando atenção de todos. 

 

Aquilo era apenas um rumor que tinha escutado, mas uma boa teoria que se encaixa na situação. Ficaram discutindo por alguns instantes, tentando descobrir o que poderia ter acontecido com o garoto. Clark se afasta um pouco do grupo ao notar que nas árvore ali próximo havia um pedaço de tecido. Se aproximou, levando as mãos até o farrapo que balançava ao vento. Tinha uma textura elástica e fria, como a de uma roupa de mergulhador.

 

— Acho que vocês vão gostar de ver o que eu achei. – O detetive anuncia, deixando o grupo curioso. – É um tecido neoprene, geralmente usado por mergulhad-

 

— EU SABIA! Não temos UM minuto de paz, eu vou matar o Archie! – Connor interrompe o castanho, pegando bruscamente o tecido de seua mão. 

 

 

Uma hora mais tarde.

 

A equipe de busca já havia sido convocada, Oficial Jenny fazia perguntas para algumas pessoas que acampavam nos redores da lagoa, mas ninguém havia escutado ou visto nada.

 

— Nossa, o que rolou? – Tabitha se aproxima do grupo, bastante confusa. Estava usando um chapéu de palha bem grande, junto de óculos escuros e um cachecol branco. – Connor querido, deixei a conta para você pagar, aproveitei bastante a noite, nunca dormi tão bem na minha vida, muito menos tomado um espumante tão bom como aquele.

 

— Passa uma noite em um hotel de luxo e volta se achando a própria celebridade? – Em um tom debochado, segurando o riso, Elias pergunta.

 

— Para poucos, né amor? – A caipira retruca, olhando por cima dos óculos. – Mas sério, alguém me explica o que aconteceu? Por que tanto policial aqui? 

 

— Shiro sumiu. – Clark responde seco. – Sumiu e eu não fiz nada! 

 

— Hey, não é culpa sua nem de ninguém! – Nique tenta acalmar o mais alto pondo a mão em seus ombros, mas o mesmo apenas se afasta.

 

— É sim! Não estava conseguindo dormir, aquelas alucinações não saem da minha cabeça, e no meio da noite escutei alguns sussurros do lado de fora, sabia que tinha algo estranho, mas fraquejei ao não ir checar.

 

— Clark... – a garota se aproxima, encarando diretamente em seus olhos heterocromaticos, mas o detetive desvia o olhar, se afastando mais ainda.

 

— Deixa ele, acho que precisa de um momento. – ao notar o desapontamento na feição de Tabitha, Solemmon conforta a menor.

 

Assim que os policiais deixam a área, Connor convoca sua equipe para uma pequena reunião. Ele tinha uma expressão séria, semelhante a da noite na biblioteca do Château, a esse ponto ja estariam acostumado com aquela versão do marinheiro. Ficou quieto com alguns instantes, encarando o Radar do Fragmento pulsar, revelando um pequeno ponto amarelado mais ao canto, sabia exatamente que região era aquela.

 

— Bom. – Quebrou o silêncio. – É evidente que Archie também está atrás dos fragmentos, não sei como, mas ele sabe das localizações. – Parou alguns segundos, respirando profundamente enquanto desliza a mão por seu cabelo. Confuso, mas sabia aonde queria chegar. – Pensando nisso, acredito que o mesmo está indo para o Resort Desert junto do Shiro.

 

— E se for uma armadilha? – Akai pergunta reflexivo.

 

— É um risco que teremos que correr. Não deixarei nenhum membro da minha tripulação para trás. E também tenho um plano B na manga. – O maior responde, encarando uma Pokébola em sua mão.

 

Mesmo com a Jenny dizendo que tomariam conta do caso, a teimosia do grupo não permitiria esperar até que as autoridades tomassem alguma atitude. Arrumaram suas mochilas, o quanto antes saíssem em busca, melhor, o pobre albino deveria estar muito assustado a essa hora. 

 

Wish Makers, Centro Pokémon de Nimbasa.

 

— Obrigado, Birch! – Clementine agradece após pegar a ball que havia acabado de ser transferida no sistema de comunicação. Animada, pega a pequena esfera, a expandindo e liberando um Pokémon eltrico sorridente. – Ele vai ser ótimo na nossa busca!

 

— Quem é esse Pókemon? – O garoto de cabelos avermelhados questiona com a cabeça cheio de dúvidas ao olhar o canino correndo atrás de seu rabo.

 

— É o Yamper! Eles são nativos de Galar!Dizem que possuem um ótimo olfato. — Clem responde orgulhosa.

 

— Woorf woorf! – O denominado Yamper late com um sorriso incomumente constante, o que deixava Connor levemente intrigado.

 

— E ele não para de sorrir? 

 

Após alguns ficarem encantados com o novo membro do time de Clementine, partem em direção ao famoso deserto de Unova, não era muito longe da cidade. Connor, como um bom capitão prevenido que é, arruma um par de Goggle Specs para cada.

 

— Se nos dividirmos, talvez seja mais fácil de encontrar esse fragmento. Clem, Nique e Lincon, vocês vem comigo. Clark, Tabitha, Elias e Akai, vão para aquele lado. Caso dê algo errado ou encontrem nosso objetivo, podem chamar no PokeTech. – Saffitz passa as instruções, enquanto todos escutavam com atenção. 

 

— E mais uma coisa, ainda não tive tempo de aprimorar, mas acho que esta é uma atualização necessária. Enquanto dormiam, desenvolvi um aplicativo do Radar do Fragmento exclusivamente para nossos PokeTech, assim só os autorizados poderão ter acesso. Mas como disse, ainda não está completo, pode ser que tenha alguma incoerência nas coodenadas. – Lincon se pronuncia, demonstrando o aplicativo em seu smart watch.

 

Então colocam seus Goggles e os grupos se separam, quatro membros para cada lado.

 

Clark's Crew, Resort Desert.

Já estavam há alguns minutos andando, cada vez mais perto do ponto que pulsava no radar da PokeTech. O sol queimava suas nucas, grãos de areias arranhavam suas peles, mas pelo menos conseguiram enxergar. Não demoraram muito até o ponto ficar fixo na telinha do relógio. Olharam para frente e se depararam com uma pequena vila, era como uma cidade fantasma, dez casinhas enfileiradas, cinco de cada lado, mas a maioria estavam completamente inundadas de areia, duas ou três tinham o interior acessível.

 

Ae mate, só espero que esta joça de cidade não seja assombrada como aquele maldito Château. – Tabitha resmunga, tirando a bandana que cobria sua boca.

 

— Bom, há algumas lendas que citam casas assombradas por estas bandas. – Por sua vez, Elias responde, deixando a caipira com calafrios em sua espinha. – Mas essas casas são isoladas, não falam nada sobre "cidades" sobrenaturais.

 

— Quanto menos tempo ficarmos aqui, melhor. Tabitha, Você vem comigo, vamos olhar este lado e os outro buscam nas outras casas.

 

— Claro, deixaremos os Pidoves a sós. – Akai diz segurando a risada.

 

O moreno e o ruivo somem de vista, se direcionando para uma residência, enquanto Clark e Tabby adentram em outra. Seu interior parecia intacto, porém com uma grossa camada de areia no chão, era como se tudo tivesse sido deixado para trás nas pressas. Os móveis empoeirados estavam do jeito que deveriam estar, só algumas cadeiras da sala de jantar caídas ou tortas. A dupla observava cautelosamente o ambiente, estava bem abafado ali dentro, fora o cheiro de mofo das estruturas amadeiradas. Na medida que se movimentam pelo interior, alguns Sandshrew, Nincada, Drillbur e Burny recuavam, desaparecendo nas sombras ou na areia, o que fazia Tabitha engolir seco e se aproximar mais do detetive. 

 

— Ainda com medo de Pokémon? – o rapaz quebra o silêncio.

 

— Não é como se fosse algo que some do dia para noite! – revirou os olhos, cruzando os braços. Esperava pelo menos alguma risada do garoto, mas ficaram apenas em silêncio, no fundo ela estava preocupada, Clark não havia contado nada sobre a noite do Château e estava mais calado do que o comum recentemente. – Você está b-

 

— Espera um minuto! – interrompeu a garota ao notar folhas de jornais antigos em uma bancada. – "Desaparecidos: dezesseis jovens de todas as regiões são levados para um arquipélago abandonado em Unova." – ele lia em voz alta o título da matéria principal. – Eu lembro desse episódio, trabalhei com o Looker no caso. Foi uma loucura.

 

— Dezesseis?! E que arquipélago é esse? 

 

— Você só pode estar de brincadeira... logo a senhora, que mora aqui em Unova, não soube? O projeto dezesseis nas Cinco Ilhas? 

 

— Senhora é a sua mã- digo... não, não soube, que coisa horrível! E qual foi o desfecho? 

 

— Não vem ao caso agora, precisamos focar na nossa missão atual dos fragmentos. – o castanho muda de assunto, deixando a garota ainda mais curiosa. 

 

— Ah não, agora exijo uma resposta! 

 

— Se isso lhe calar, posso lhe contar que teve um garoto que- – a linha de raciocínio é interrimpida por um estrondo do lado de fora. – Bom, a internet tá ai para lhe responder. Aparentemente o local está limpo, vamos ver o que foi isso! 

 

Do lado de fora, a areia praticamente ofuscava a vista do grupo, era uma sandstorm. Não conseguiram indentificar muito bem, porém era notável a silhueta de um Pókemon canino lutando agressivamente, seus movimentos eram concentrados e ágeis, estava contra um Flygon. Clark e Tabitha botam seus goggles e correm para mais perto da batalha, se deparando com Elias e um garoto de cabelos brancos travando uma batalha.

 

— É só eu, ou aquele garoto entranhamente lembra o Shiro? – Tabby diz para si mesma. 

 

— Oh, vejo que temos mais voluntários? – o treinador se pronuncia, este era o dono do Mega Lucario que batalhava contra aquele Flygon. – Jonathan, eles são seus.

 

— É o que parece. – outro treinador surge do meio da tempestade de areia, esse tinha cabelos negros e era mais alto que o albino. Retira seus goggles e a bandana de seu rosto, revelando um sorriso irônico. – Kiss, vai lá. – jogou uma pokébola, revelando um Magmortar.

 

– Deixa que eu tomo conta deste. – Clark toma a frente. – Samurott, Hydro Pump! 

 

Assim que o Pókemon entra em campo, já lança um jato d'água, que acerta o fire-type de vez.

 

— Rápido, hein? Thunderbolt! – Jordan ordena. A Kiss envolve seu corpo em raios elétricos, que logo são descarregados contra o Samurott de Clark. 

 

— Lucario, Aura Sphere! – Akira da o comando. Lucario cria uma esfera azulada em sua mão, lançando contra Flygon, mas este consegue desviar.

 

— Flygon, revide com Heat Wave. – assim que recebe o comando, o dragão bate suas asas, criando uma onda de calor que cobre os dois Pokémon adversários. Lucario recuava um pouco, já que é efetivo contra sua tipagem, mas Magmortar parecia apreciar aquele calor.

 

— Patético, um calorzinho desse não é pário para nós. – Kiss, use Sunny day e em seguida Solar Beam! 

 

Logo, toda aquela tempestade de areia se cessa, os céus se abrem e o sol brilha com muito mais intensidade, o que faz com que os treinadores cubram os olhos com a mão. Magmortar começa a carregar seus "canhões", mirando exatamente aonde o Samurott estava.

 

CHEGA! – Tabitha interrompe a batalha, seu Mega Abomasnow surge no meio do campo, liberando uma grande nevasca, Kiss assustada erra o golpe, acertando o topo de umas das casas. – Vocês parecem um bando de neandertais, precisam resolver tudo na base da briga? – aos poucos, flocos de neve começam a cair sobre as areias e narizes dos treinandores presentes. 

 

— Ow dona, só estamos fazendo nosso trabalho! – Jonathan retruca revirando os olhos.

 

— Dona é a puta da sua... chega de ofender a família. Vocês não vão querer me ver mais brava que isso. – a caipira responde "calma", os dois capangas da Obsidian engolem seco. Mega Abomasnow vira para a dupla, que se encaram e correm junto de seus Pokémon e um Dusknoir. – E vocês três... francamente... 

 

– Eles que começaram! – Elias tenta se explicar, mas a garota dá de ombros. – E... de onde saiu aquele Dusknoir?

 

— "Eles que começaram", ah meu querido, parece um garotinho de dez anos falando. Você já tem vinte e SEIS, deveria saber lidar com situações assim sem ser com batalhas.

 

— Em minha defesa, eu fiquei todos esses diálogos no meu cantinho. – Akai se pronuncia com um sorriso bobo, coçando a cabeça.

 

— Vamos encontar logo o cabeça oca do Connor antes que a situação piore. Já vimos que não há nada importante aqui mesmo.

 

 

Connard's Crew, Castelo das Relíquias.

 

Um pouco mais distante do outro grupo, os treinadores andavam tranquilamente pela calçada de barro seco, as rachaduras no piso eram bem notáveis, tudo devido ao clima seco e os constante raio de sol. Estavam calados, mas logo o cão elétrico que farejava o caminho começa a ficar mais agitado e latir para sua treinadora.

 

— Vamos, por aqui! Parece que o Yamper encontrou algo! 

 

O grupo começa a seguir o Pokémon e em poucos instantes, se deparam com uma grande estrutura na tonalidade bege, quase se camuflava diante aquele mar de areia. Várias pilastras estavam caídas ou quebradas, o lugar parecia abandonado a provavelmente um século. Connor encara aquelas ruínas com brilhos nos olhos, achava que tudo aquilo não se passava de apenas lendas.

 

— Meu Arceus todo poderoso... o Castelo das Relíquias, isso é LINDO! – Adimirou boqueaberto. 

 

— Fecha a boca para não entrar Cutiefly, irmãozinho. – O outro Rutherford se aproxima, fechando a boca do irmão. – Realmente é lindo. Fico feliz de estar descobrindo essas coisas com você.

 

— Lincon! Também fico feliz! – ele abraça o irmão, que logo tenta se soltar dos braços, mas Connor era mais insistente, então cede.

 

Então entram no Castelo, o primeiro ambiente era um extenso corredor com pinturas desgastadas, algumas indicavam eventos famosos, como a criação do primeiro Pokémon, o primeiro contato com humanos, Arceus contra Giratina, também algumas escrituras antigas, o capitão reconhecia alguns símbolos, mas suas memórias eram vagas e não tinha certeza de onde eram. Passam por várias salas, a maioria tinha apenas areia, algumas podiam ver o topo de coisas que pareciam ser estátuas, outras completamente vazias. Após quase cinco minutos andando por aquele corredor, chegam no final, se deparando com uma escadaria para o andar debaixo.

 

— Sabe, toda essa areia me lembra um folclore: "Mr. Sandman", até se assemelha bastante com a lenda do Jirachi. Dizem que um bondozo homem passa pelas cidades a noite, realizando desejos de crianças ou ajudando aqueles que não conseguem dormir. – O do bigode tenta quebrar o silêncio, mas ninguém da a mínima.

 

 

— Nique, estive me perguntando. Você é uma garoto ou uma garota? – Clem pergunta intrigada, quebrando o silêncio enquanto deciam as escadas. Ela observava o colega mais a frente, da cabeça aos pés.

 

— Sou um treinador! – aquela resposta deixa a garota ainda mais intrigada.

 

— Sim, mas seu gênero? 

 

— Ah, humano!

 

— .... ta, então o que tem no meio das suas calças? – estava quase perdendo a paciência, então jogou seu lado ousado para campo.

 

— Determinação! – Nique retribui com um sorriso no rosto, apertando os punhos no ar.

 

Santo James, como chegamos nesse ponto? – Connard pergunta rindo daquela situação.

 

— Eu tenho juízo, mas não faço tudo certo. Afinal todo paraíso precisa de um pouco de inferno. – a garota prateada ironiza, fazendo um sinal de paz e amor com os dedos e mostrando a língua.

 

Já no fim da escada, voltam a andar pelos corredores empoeirados do templo, Nique e Clem ainda conversavam entre si, trocando risadas e sussurros que provavelmente eram sobre Linconlan, o que deixava o cientista fora do sério, mas se segurava para não gritar com os pirralhos.

 

— Parados ai! – O capitão interrompe a conversa ao se deparar com dois rapazes parados em uma sala das ruínas. Um já era bem conhecido, para sua infelicidade, mas o outro era alguém completamente novo, este tinha cabelos castanhos e usava uma jaqueta bege, mesmo naquele calor.

 

— Merda, a polícia! – o conhecido de assusta ao escutar aquela voz. – Ah, não... é só meu ex. – mas logo se acalma ao reconhecer Connor.

 

Este é seu ex? Ele é mais bonito do que imaginava. – o capanga novato comenta, mandando uma piscada para Connor, que cora instantâneamente, coçando a nuca

 

— Você acabou de piscar para... porra, Taylor eu não esperava que você fosse um talarica. 

 

— E-eu... Archie! O que faz aqui?

 

— Ah, Connard, chegaram tarde. Procuravam por isto? – Este tinha uma expressão provocadora, exibia o fragmento amarelado em suas mãos. – Chegaram na hora certa! Acabei de capturar o último membro da minha equipe, é uma ótima oportunidade para estrea-lo. Cofagrigus, vai! 

 

— Seu cabeça de vento, que parte de "este é um antigo templo" você não entendeu? Qualquer tremor pode acabar com este lugar! – Taylor levanta a voz para o moreno ao seu lado, que apenas dava de ombros.

 

— Ah, isso não vai ficar por aí. Feraligatr, vamos nessa então. – Connard lança sua pokébola, um Pokémon de escamas azuis e detalhes avermelhados sai de dentro, já posicionado para batalha. – Ice Pun-

 

— Deixe que eu tomo conta disso. Krookodile, sua vez. – Lincon anuncia, interrompendo o irmão. Toma a frente do grupo, materializando um Pokémon avermelhado com listras pretas em sua cauda. – Estava doido para testar isso, agradeço pela amostra, irmãozinho.

 

— A-amostra? Do que você está falando? – Connor pergunta cheio de dúvidas em sua cabeça.

 

— Krookigatr, vai! – o castanho diz animado, erguendo um pequeno dispositivo metálico com uma ponta amarelada. Logo uma esfera brilhante de energia cria forma no ar, enquanto Feraligatr e Krookodile se desmaterializam, unindo-se naquela luz flutuante. Todos encaram incrédulos aquela situação. Após o brilho se desfazer, um único Pokémon pisa no chão, fazendo o ambiente tremer e bastante areia cair do teto.

 

— Isso... é uma fusão?! Linconlan, isso vai contra a criação de Arceus! – o irmão brada indignado ao ver seu precioso parceiro sumir na frente dos seus olhos e agora ter uma criatura de escamas avermelhadas com a estrutura de um Feraligatr.

 

— Isso! Consegui por a mão no DNA Splicers e após anos de pesquisas, está finalmente pronto! Não é lindo? Arceus não é nada comparado a mim! – completou ainda mais animado, com um sorriso maníaco em seu rosto, tomado pelo ego.

 

— Confesso que estou surpreso, pra um zé ninguém, você até me impressionou, deveria considerar se juntar a nós. Sempre há uma vaga no Team Obsidian! – diz Archie com um sorriso de canto. 

 

— Agradeço a proposta, mas estou bem com a minha família. Vamos logo acabar com isso Krookigatr, use Dark Pulse! – Lincon ordena, fazendo a fusão abrir os braços, soltando uma rajada negra com detalhes roxos, acertando o Pokémon-caixão em cheio.

 

— Cofagrigus, revide com Energy Ball! – o pirata fala estendendo os braços para frente. Uma esfera de energia verde se materializa nas mãos do fantasma, lançando contra o réptil, mas esse por sua vez, consegue desviar com um pouco de dificuldade.

 

— Hum, notável, a fusão deixou eles um pouco lentos, mas os resultados são incríveis! — observou Lincoln.

 

— Linconlan, cuidado com esse ataque! — Connor o repreende. — Não sabemos qual as tipagens permaneceram, mas ambos são fracos contra ataques do tipo grama. 

 

 

— Já estou ciente disso, irmãozinho — Linconlan sorri, e gesticula suas mãos para frente —, Krookigatr, Dragon Claw! 

 

 

O crocodilo fundido abre suas garras, rugindo ferozmente para seu adversário. Dali, uma camada escamosa e brilhante preenche todo o pulso do mesmo, se expandindo para as garras. 

 

Krookigatr avança contra Confagrigus o mais rápido que pode, entretanto, seu tamanho e peso desfavorecia a sua performance. 

 

— Isso é patético — zombou Archie —, mandê-os para longe, Confagrigus, Psychic! 

Os olhos de Confagrigus se iluminam em um azulado brilho, em seguida disso, o pokémon lança ondas psíquicas na direção de Krookigatr, que os envolve subitamente.

 

Entretanto, não causa efeito algum. 

 

— Então o tipo dark permaneceu — Linconlan sorri —, isso é ótimo! Ataque, Krookigatr! 

 

Krookigatr sorri e salta em direção ao Pokémon adversário, apesar de estar pesado e lento, sua força também aumentou consideravelmente. O pokémon fusão golpeia Confagrigus com um corte horizontal, o Pokémon psíquico recua em gemidos. 

 

— Não se intimide, Confagrigus, ENERGY BALL! — brandou o pirata. 

 

Cofagrigus balança sua cabeça e ao se recuperar, materializa uma esfera esverdeada próximo ao seu tronco. Ao lançá-la, o ataque bate contra o peito de Krookigatr, causando uma súbita explosão e lançando-o contra o chão. 

 

 

— FERALIGATR! — Connor exclama, preocupado com seu Pokémon. 

 

— Vamos terminar com isso usando nosso novo poder — Linconlan toma a palavra, cerrando seu punho —, conheça o poder da nossa fusão, Archie… — o cientista aponta para Confagrigus, encarando-o — Krookigatr, Dark Voltex!

 

 

O Pokémon grita, e seus dois punhos são preenchidos por uma camada sombria, após isso, o Pokémon lança um raio aquoso e amarronzado contra Confagrigus. 

 

O ataque começa a girar no solo, e de pouco a pouco, grita um grande voltex envolta de Confagrigus. 

 

 

— MERDA! — ao ver que estava sem saída, Archie branda.

 

— FINALIZE! — ordenou Linconlan em meio de risadas. 

 

Krookigatr cruza seus braços agressivamente e com isso, o Voltex se fecha contra o corpo de Confagrigus, causando uma enorme explosão. Logo as paredes e chão das ruínas começam a tremer e mais areia cair do teto.

 

— Esse lugar vai desmoronar! – Taylor exclama tentando manter o equilíbrio.

 

— Tsc. Pelo menos conseguimos o fragmento cintrino. – O outro pirata recua, ficando de pé, exibindo uma pedra de cor amarelada.

 

— É ai que você se engana. Dorian, vai! – Connor aponta seu braço em direção de Archie, então um Pókemon corre em um piscar de olhos, obedecendo seu comando.

 

— Quê? Raposo, não pegue! – Archie exclama ao ver Thievul pegar o fragmento de suas mãos com a boca e voltar correndo para Connor. – Ei, isso é injusto! Eu peguei primeiro!

 

— Archie, Archie, parece uma criancinha reclamando, você sempre disse "achado não é roubado". – Saffitz retruca, fazendo o outro rapaz ficar vermelho de raiva. 

 

— Então o Shiro fica comigo! 

 

Agarrou o garoto pela gola de sua blusa, o mesmo tentava se soltar, mas as amarras estavam muito fortes. De repente um brilho azulado começa a vir de seu colar, e aos poucos várias linhas, também brilhando em azul, vão se revelando pelas estruturas da ruína. 

 

— Archie, não temos tempo para isso! Vamos logo! – O outro capanga alerta, tentando puxar o maior pelos braços, mas estava encantado com o centro daquela sala.

 

H-hoenn... – suspirou encarando o holograma que havia sido projetado no ambiente.

 

— Cuidado! – quando menos esperavam, Connard se lança contra Archie, evitando com que uma pedra caísse sobre o rapaz.

 

— Idiota! Não preciso ser salvo. – resmungou, jogando o outro para o lado. – Bennett, vamos sair daqui logo.

 

— Mal agradecido...

 

Então assim, observam os dois membros da Obsidian deixarem o albino e partir diante toda aquela poeira que se levantava no ambiente. Gardevoir sai da Pokebola do Capitão, juntando todo o grupo com suas habilidades psíquicas; em um piscar de olhos estavam de volta a parte superior do deserto enquanto observavam aquelas ruínas serem engolidas pelas areias de Unova.


Notas Finais


Ai, a formatação ficou toda cagada e eu to com preguiça de arrumar, depois edito...

Bom, o que acharam?? Gostaram?? Eu gostei do resultado.

E claro, não posso deixar de citar que tive ajuda do @Doton neste capítulo! Ele foi responsável pela luta do Krookigatr contra o Cofagrigus, além de introduzir o movimento "Dark Vortex", eu achei genial!

AHHHHZ QUE SATISFAÇÃO! To tão feliz que a fanfic ta tendo esse rumo! (Nunca cheguei tão longe com uma kkk)
Também vale lembrar que este foi o último capítulo desse arco! Agora vamos sair de Unova e partir para outra região XD


PRIMEIRAMENTE: para quem ficou curioso com a história dos "16 jovens desaparecidos", BOAS NOTÍCIAS! Há uma fanfic sobre isso, meu mano Doton ressuscitou uma história antiga dele e está simplesmente SENSACIONAL! Também gostaria de anunciar o universo de "Pokémon Tales", mais detalhes futuramente, porém consiste em histórias interligadas minhas e do @Doton, a Wish, XY e Five Islands são as primeiras deste projeto (já tem bastante coisa planejada para o futuro rs (Marvel, por que choras?)).

Link para Five Islands:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/pokemon-tales--five-islands-19266689

Fanfic "Pocket Monsters X and Y - In Search of What was Lost": (acontecimentos simultâneos com "Make a Wish")
https://www.spiritfanfiction.com/historia/pocket-monsters-x-and-y--in-search-of-what-was-lost-10750803


Krookigatr:
https://images-wixmp-ed30a86b8c4ca887773594c2.wixmp.com/f/28ec0b4c-09b5-484b-8b4f-39ef15cfcdcb/dbbkfsn-c40b46b6-f3b6-40ed-83b4-12c401281ae6.png?token=eyJ0eXAiOiJKV1QiLCJhbGciOiJIUzI1NiJ9.eyJzdWIiOiJ1cm46YXBwOiIsImlzcyI6InVybjphcHA6Iiwib2JqIjpbW3sicGF0aCI6IlwvZlwvMjhlYzBiNGMtMDliNS00ODRiLThiNGYtMzllZjE1Y2ZjZGNiXC9kYmJrZnNuLWM0MGI0NmI2LWYzYjYtNDBlZC04M2I0LTEyYzQwMTI4MWFlNi5wbmcifV1dLCJhdWQiOlsidXJuOnNlcnZpY2U6ZmlsZS5kb3dubG9hZCJdfQ.ibCYkvERi4M3p4TL6_unVhA3cjCXquy_8L_HaLfO8WU


Informações sobre os personagens:

- https://www.spiritfanfiction.com/jornais/wish-makers-18013108

Também fiz um grupo no Discord, lá solto informações sobre a história, conversamos, trocamos ideias etc e TEM UM RPG!

- https://discord.gg/WbZvwuE

E Connor agora tem uma conta no twitter!

- Confira ⚓🥃Connor👨⛵ (@ConnardSaffitz): https://twitter.com/ConnardSaffitz?s=09



Edit: Ah, e QUASE me esquecia de avisar! Para os desatentos, comecei uma nova história do universo "Wishes", este é um Spin-off dessa história, onde conta o passado de Connard Rutherford, Augustine Sycamore e Archie!
https://www.spiritfanfiction.com/historia/pokemon-before-the-wish-interativa-19154173


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...