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História Pokémon Tales: Make a Wish! - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Where are we going?


As pilastras sumiam diante seus olhos, parecia o efeito de areia movediça, uma ruína inteira sendo engolida pelo solo. Todos ali tinham expressões assustadas, principalmente Connor, ajoelhado com as mãos na cabeça, aquilo era parcialmente sua culpa.

 

— E-eu não acredito! Vamos ser presos! Acabamos com um monumento histórico! – ele gritava desesperado. 

 

— Não seja dramático, Connard. Já estava todo acabado mesmo. – numa tentativa de confortar o irmão, se aproxima, pondo as mãos em seus ombros.

 

— Oh você não venha com essas palavras pra cima de mim! Isso tudo é culpa sua, se não fosse por aquela ABERRAÇÃO, não estaríamos nessa. – o mais novo exclama com raiva em suas palavras. Logos e levanta, encarando Lincon diretamente nos olhos. 

 

— E vai chorar é? Me poupe de sua miséria, isso é ciência, Connard! Você não entenderia. 

 

Um silêncio constrangedor fica entre o grupo, o cientista encara brevemente os membros ali presente, mas todos pareciam bem constrangidos, coçando a nuca e coisas assim.

 

— Qual é? Ninguém vai dizer nada? Mais uma vez meu trabalho sendo jogado no lixo! Tsc, vocês não passam de um bando de fedelhos mal agradecidos. 

 

— Eu- – Clem tenta se pronuciar, mas logo Nique interrompe, pondo a mão na frente da garota.

 

— Hoenn. – balbuciou, ganhando a atenção de Connor, que questionava aquela palavra. – O templo mostrou Hoenn. E foi exatamente esse o local que o Jirachi nos mostrou lá na mansão.

 

— ... como eu pude ser tão burro? Óbvio, a lenda do Jirachi surgiu lá, dur. – o capitão para reflexivo com as mãos no queixo. – Vamos sair desse deserto antes que alguém nos veja, temos que avisar aos outros. 

 

Team Obsidian.

 

Já na base deles, o quarteto se encontrava reunido, os novatos sentados e Archie andando de um lado para o outro, bem inquieto.

 

— Archie. – uma voz surge no ambiente, fazendo o pirata engolir seco.

 

— Ah, é só você, Maxie. – suspirou aliviado ao reconhecer o amigo. – Como estão as coisas? 

 

— Bem, diferente das suas. Um passarinho me contou que falharam mais uma vez na missão. 

 

Na mesma hora, Archie vira furioso para Jonathan, que se encolhia na cadeira.

 

— Desculpa, não posso controlar o Solacidó. – deu de ombros, junto de um sorriso nervoso.

 

— Patético. Se me permitem, tenho que retornar para minha equipe e planejar minha próxima missão. – o ruivo diz num tom provocante, sumindo nas sombras do corredor.

 

— Estamos fodidos.

 

— Se você não fosse tão idiota assim, talvez tivéssemos alguma chance. – Taylor retruca, fazendo o moreno ficar ainda mais estressado.

 

— Ah, se você ao menos tivesse feito ALGO. Mas pelo que me lembro, estava lá apenas de personagem secundário.

 

— Okay, não é comigo que você reclama. Achou ruim? Chama no probleminha.

 

O moreno se segura para não avançar na cara daquele desgraçado, mas sentia o sangue ferver por todo o seu corpo. Respira fundo, esperando que alguém surgisse com um milagre, a qualquer momento o chefão iria voltar e provavelmente despedi-lo.

 

— Rapazes, rapazes... não há motivos para comprar brigas agora. – Jonathan volta a falar, ganhando a atenção dos outros. – O que eles não esperavam é que... – retirou de suas mangas uma pedra de coloração roxa.

 

— O Fragmento Ametista! Jon, você é um gênio! Até poderia te beijar! – o líder é tomado pela animação, abrindo um grande sorriso e olhos surpresos.

 

— Como eu disse, um bom mago nunca revela seus segredos. E não recusaria esse beijo hehe. – o menor responde com uma piscadela.

 

— Eu falei brincando...

 

— Arceus... vocês são uma vergonha. – Fuyu se pronucia, com um sorriso de canto.

 

Wish Makers.

 

Após processarem tudo o que aconteceu, finalmente arrumam um tempo para relaxar e recuperarem as energias perdidas durante a última missão. Estavam em uma cafeteira de Castelia, seu interior era bem aconchegante, possuia uma extensa estante de livros, próximo dela, um sofá enorme que provavelmente caberia dois Feraligatr, além de uma lareira mais afastada. Todos já haviam feito seus pedidos e comiam tranquilamente em grupos.

 

— Não acredito que eles tenham uma prateleira tão grande assim, mas não tenham UM livro meu?? Que absudo. 

 

— Calma, Cornnor. Nem todos possuem bom gosto para livros. E você precisa relaxar. – Clem tenta acalmar o escritor frustado, forçando ele a sentar na cadeira.

 

— Você me chamou de...? Por que eu ainda me importo? Já vi que ninguém me respeita mesmo. – finalmente se senta, mordendo seu croassaint, com a cara emburrada. 

 

Na mesa próxima daquela dupla, Nique, Shiro e Akai conversavam entre si, pareciam tentar confortar o albino, afinal era o mínimo que poderiam fazer depois de tanta coisa.

 

— Então meu chapa, ta tudo bem? Eles te machucaram? Você precisa comer, perdeu o café da manhã, logo a alimentação mais importante do dia! – o ruivo falava frenético.

 

— To, to sim... não fizeram nada contra mim, mas fiquei muito assustado.

 

— Nós imaginamos Shiro, mas o Akai está certo, ontem você não jantou e ainda não comeu nada, tente pelo menos esses brigadeiros.

 

Logo o pequeno extende seu braço até a bolinha de chocolate que vagava sozinha no prato, leva até a boca e seus olhos brilham, a textura era macia e doce na medida certa, fazendo contraste com os granulados crocantes que o envolviam, uma explosão de sabores.

Um pouco mais afastado, Clark e Tabitha sentavam a sós, trocavam algumas palavras e pequenas risadas, a este ponto da jornada, pareciam serem os mais próximos do grupo. A xícara da caipira estava pela metade, enquanto a do detetive se encontrava vazia e o mesmo comia seu segundo bolinho.

 

— Vou no banheiro, preciso mijar. 

 

— Não precisa falar desse jeito, tenha modos! – a garota repreende a fala do rapaz.

 

Com um pequeno sorriso de canto, Clark se levanta da cadeira, deixando o bolinho de canela mordido no sobre o prato. Tabitha fica alguns segundos, que em sua cabeça pareciam longos minutos, encarando sua xícara de café, estava realmente desenvolvendo sentimentos pelo rapaz? Logo todo sua linha de raciocínio é interrimpida quando um grupo de adolescentes entram na cafeteria, os dois atrás pareciam eufóricos e irritados com o rapaz de casaco vermelho que "liderava" o trio.

 

— Yuuta, eu já lhe disse que não temos tempo para fazer uma "pausa do lanche"! – o outro garoto do grupo resmungava, tentava puxar o de casaco para fora do estabelecimento. 

 

— Garotos, parem vocês dois! Que vexame desnecessário. Mas o Red está certo, temos que ir. – por sua vez, a garota se pronucia revirando os olhos.

 

— Aff, como cês são chatos. Vamos logo, mas se eu morrer de fome no meio do caminho, vocês serão os culpados! 

 

Tabitha encarava toda aquela situação primeiramente com desgosto na cara, mas logo se encontrava segurando a risada, de alguma maneira aquele trio lembrava seus companheiros de viagem. Observou os três saírem da cafeteria, o do casaco vermelho tinha uma cara emburrada e massageava sua barriga, mas antes de por o pé para fora do estabelecimento, vira um pouco o rosto, encontrado o olhar perdido da caipira, instantâneamente abre um singelo sorriso.

Assim, ela finalmente vê o grupinho desaprecer nas ruas de Unova. Balançou a cabeça, voltando para o mundo real e logo sente uma mão no seu ombro.

 

— Perdi alguma coisa? – o detetive se pronuncia, voltando a sentar na cadeira.

 

— Não... nada demais.

 

Por um momento, o grupo estava em paz, sem ter que se preocupar com Archie e seus novos capangas enchendo o saco. Jirachi está cada vez mais perto de acordar, então agora seria uma corrida contra o tempo.

Connor encarava o radar do fragmento original, mas havia algo errado ali, apenas duas das joias que tinham coletado aparecia no mapa.

 

— Elias, por favor me diga que a ametista ainda está com você.

 

— Claro que- – o moreno apalpa todos os seus bolsos, mas não encontrava nada. – Mer- digo, droga! Aquele Dusknoir... – podia sentir que alguém, em algum lugar, ria da cara que ele fazia nesse exato momento.

 

— Tudo bem... não faz mal, ainda estamos em vantagem. – Connor responde um pouco incomodado. – Wishers, reunião.

 

Todos levantam e vão se acomodando no sofá, pela primeira vez pareciam estarem interligados, comemorando a amizade que haviam desenvolvido. Aquelas semanas passaram sem que percebessem, incrível como desenvolveram tanta intimidade tão rápido. 

 

— Primeiramente, gostaria de agradecer a todos vocês por estarem ao meu lado durante todo esse tempo, sei que posso parecer um louco as vezes, mas é o meu jeito treinador de ser. – Connor diz com um grande sorriso no rosto, erguendo sua xícara no ar, logo todos também erguem, levando para o centro, em um brinde.

 

— Que isso, até parece que você é um vilão infiltrado. – um dos jovens ironiza, fazendo o grupo rir bastante.

— E mais um brinde a essa amizade incrível que desenvolvemos em tão pouco tempo! – ergue mais uma vez a xícara, acompanhando da tripulação. 

 

— Nós te amamos, Connor.

 

— Clark? Eu não esperava essas palavras vindo de você.

 

— Não se acostuma, cabeça de vento. – o detetive brinca, dando um gole no café.

 

Ficaram horas naquela cafeteria, apreciando cada momento, todas as palavras, os gritos animados de Akai e piadas que trovacam, estavam em completa sintonia e conforto, o dia escureceu sem que percebessem. "Olha a hora! Temos que ir, acho que os funcionários devem estar furiosos conosco.", Connor dizia ao encarar o relógio. Finalmente decidiram levantar, o que realmente deixou os coitados dos baristas bem aliviados, o capitão paga a conta e partem em direção ao Falcão dos Mares. No meio do caminho, alguns do grupo param numa loja de conveniência para comprar mais lanches e bebidas, haviam planejado mais uma festinha na embarcação antes de decidirem partir de Unova.

 

— Então, Tabitha, andei vasculhando minhas memórias e fiquei com essa dúvida na minha cabeça durante os último dias. – Connor quebra o silêncio da caminhada enquanto abria uma lata de refrigerante. A garota lhe encarava bastante curiosa. – Você tem algum primo? Da cidade grande e que estudou em La Liberté, mais especificamente.

 

— La o quê? E primo? Tenho vários, para falar a verdade. Mas da cidade grande? – ela mergulha em seus pensamentos, tentando buscar por uma resposta para aquela pergunta. – Acho que você deve estar falando do primo Loló.

 

Connor perde toda a sua postura, cuspindo o refrigerante que tomava, logo tem uma crise de riso ao escutar o nome que a garota havia dito, esta apenas lhe encarava sem reação e entendendo absolutamente nada.

 

— Anos depois e só agora eu venho descobrir esse apelido. – enxugava uma lágrima que escorria de seus olhos, estava chorando de tanto rir. – Então estava certo, estudei com um Jackalope! Acho que os surtos são de família mesmo. Mas você é diferente dele, o oposto, praticamente. Você é uma boa pessoa, Tabby, eu sei disso. Aquele colégio era um inferno, tanta gente rude e interesseira.

 

— VOCÊ ESTUDOU COM ELE?! Giratina tenha piedade. – a castanha engasga na própria saliva ao escutar o desabafo do capitão. – Nossa, mas ele se formou faz um mó tempão, Connor, você é velho?!?

 

— V-velho??? Eu sou tipo, seis anos mais velho que você.

 

— Pra mim isso é velho, quase chegando na terceira idade. – deu de ombros, deixando o coitado do capitão para trás, arrasado com as palavras. – Ah, La Liberté... é aquela escola com gente escrota de Kalos, né? Não foi lá que teve o caso do garoto assassinado? Você tava envolvido??

 

— E-eu? Não! – folgava sua gola, engolindo seco. Faziam anos que não escutava falar daquele pesadelo. – Vamos, o pessoal já deve estar no Falcão a esse ponto.

 

Tabitha apenas encarava as ações peculiares de Connor tomando a frente da caminhada, ela tentou, mas deixou escapar uma gargalhada. Mais atrás dos dois, Shiro e Akai conversavam entre si, pareciam animados com o assunto, principalmente o ruivo, com seu jeito expressivo de sempre.

 

— E no final do jogo, o personagem que você sempre achou ser o mocinho, na verdade era o vilão! – Akai exclama, jogando as mãos para o alto.

 

— Ohh!! Que irado! Eu nunca iria esperar por algo assim, quando voltar para casa vou querer jogar! – o menor responde com os olhos brilhando. – Acho que não tenho nenhum jogo com uma história tão interessante assim, geralmente opto por opções mais intelectuais.

 

— Nah, esses aí tão com nada, meu irmão. Vou te passar uma lista com os melhores jogos que já joguei! – ainda mantia o tom animado, mas logo cessa o sorriso ao lembrar dos acontecimentos de mais cedo. – Mas você tem certeza que a Obsidian não fez nada errado com você?

 

Shiro fecha um pouco a cara, encarando seus passos nas calçadas de Castelia. Fica um pouco relutante para falar, mas cria coragem.

 

— Não, eles não fizeram nada demais. Mas... – respirou fundo, serrando os punhos. – Eu acho que descobri algo. M-mas não tenho certeza! Eles me drogaram, então posso estar errado.

 

— O que?!? Shiro, o que você viu?? 

 

— Por favor, não conte isso para ninguém! Preciso ter certeza primeiro! Mas eu... acho que o Lincon está por trás da Team Obsidian.


Notas Finais


caraio


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