História Pokémon: Uma Jornada Lendária! - Capítulo 55


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Categorias Pokémon
Personagens Ash Ketchum, Blue, Bonnie, Brendan, Brock, Calem, Caroline, Cilan, Clemont, Dawn Hikari, Gary Carvalho, Giovanni, Hilbert, Hilda, Iris, James, Jessie, Leaf (Green), Lucas, Max, May, Meowth, Misty, Nate, Norman, Personagens Originais, Professor Carvalho, Professor Elm, Red, Rosa, Serena, Shauna, Yellow
Tags Amourshipping, Aventura, Drama, Jornada, Pearlshipping, Pokémon, Romance
Visualizações 46
Palavras 4.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eaí pessoal, beleza?! Aqui quem fala é o Marco, retornando depois de dois meses de ausência ksksksksksk Pois é, fiquei um bom tempo sem postar nada, estava sufocado com a escola, mas agora minhas férias estão próximas, então estou bem mais folgado e posso voltar a escrever com tranquilidade. Este capítulo ficou parado novamente, mas o próximo será intenso, podem confiar. Por favor me digam o que acharam, acho que estou meio enferrujado com a escrita, então não sei se ficou muito bom. Enfim, sem querer enrolar mais, bora lá!

Obs: O título se refere a apenas uma parte do capítulo.

Espero que gostem! xD

Capítulo 55 - Sentimentos profundos


Fanfic / Fanfiction Pokémon: Uma Jornada Lendária! - Capítulo 55 - Sentimentos profundos

No capítulo anterior, vimos que após uma noite conturbada nos corredores do cassino de Celadon, que se revelou ser um esconderijo da Equipe Rocket, Ash pôde voltar sua atenção para a sua próxima batalha de ginásio. Enquanto tenta se recuperar das consequências de sua batalha contra Proton, nosso herói também procura estabilizar sua relação com uma preocupada Serena. Em outro cenário, Red tenta processar a informação chocante e dolorosa que descobrira acerca da morte de seu pai. Com os consolos de Blue, ele tenta se recompor. Por fim, Ash e Serena se reencontram inesperadamente, ao saírem do Celadon Department Store, com uma pessoa inusitada. E agora? Quais surpresas virão a seguir? Confira agora, nesse capítulo.

O Departamento de Celadon se erguia majestoso em direção ao céu, se destacando das demais edificações da metrópole. Em frente a ele, várias dezenas de pessoas transitavam de um lado para o outro nas largas calçadas e nas ruas, veículos de todos os tipos e cores faziam o mesmo. E, em meio a tudo isso, algo completamente inesperado para Ash e Serena fazia com que o casal ficasse boquiaberto e estático em meio a multidão.

Misty: Ué? O Meowth comeu a língua de vocês por acaso? Hahaha! – Misty brincava, rindo com vontade do próprio comentário. Ela parecia tão natural e despreocupada que chegava a ser engraçado.

Serena: Misty! – Serena exclama, os seus olhos azuis brilhando tanto quanto o sol que ardia no céu azul de Celadon. Acompanhando sua manifestação em voz alta, a loira caminha até Misty e a envolve com um abraço apertado e saudosista – Quanto tempo! Pensei que nunca mais ia te ver depois que nos despedimos lá em Vermilion!

Misty: Pois é, nem fala. Aconteceu tanta, mas tanta coisa desde aquele dia, que você não vai acreditar. – uma pequena pontada de tristeza acompanhou sua fala, mas Serena pareceu não perceber – Mas conversar aqui no meio da calçada não dá, estamos atrapalhando os pedestres!

Ash e Serena olharam ao redor e só então perceberam que as pessoas faziam esforço para desviarem deles por estarem parados no meio da calçada. As bochechas de ambos se enrubeceram e Misty riu, um pouco sem graça, pois também estava atrapalhando o fluxo de gente.

Ash: Err – coça a bochecha sem graça – acho melhor voltarmos ao Centro Pokémon Serena. Você vem conosco Misty, colocamos o papo em dia por lá. – convida.

Interferência de Dialga e Palkia: Meia hora depois, no Centro Pokémon...

Misty: Então Ash – fala se jogando em um dos sofás vermelhos da recepção bagunçada do Centro Pokémon – como vai a sua jornada?

Ash: Estou com três insígnias – tira o porta-insígnias da mochila, abrindo-o e revelando os três emblemas brilhantes para a líder – capturei dois pokémons novos, fiz novos amigos, passei por algumas situações meio complicadas – faz uma pausa, olhando para o teto – Enfim, vai muito bem! Aliás, pretendo desafiar o ginásio daqui de Celadon em breve, talvez amanhã mesmo!

Misty: Puxa, espero que você tenha uma boa batalha! – sorri.

Ash: Obrigado. Mas e quanto a você? Como vão as coisas? Não nos falamos desde Vermilion.

Misty: Ah, mais ou menos Ash. – abaixa a cabeça, encarando os próprios pés durante alguns segundos silenciosos – Quando fui para Vermilion, eu disse a você e seus amigos que era por causa de alguns problemas familiares. Eu disse que não era nada grave, mas acabou sendo, e tomou um rumo realmente bem infeliz.

Ash a olhou com um olhar preocupado, sentindo que seja lá o que houvesse acontecido, certamente havia sido impactante o suficiente para abalá-la. Ele fez menção de perguntar o que acontecera, mas Misty foi mais rápido.

Misty: Antes que pergunte o que aconteceu Ketchum, pode deixar que eu te explico tá. Não convivi com você por muito tempo, mas deu pra perceber que você é agitado e ansioso, então eu vou impedir que você surte e te contar o que quer tanto saber.

Ash: Tudo bem, fique a vontade para falar. – se acomoda melhor em seu sofá após falar.

Misty: Tudo bem, lá vai. – Serena, que havia se retirado para beber água no bebedouro, retorna e se senta ao lado de Ash no momento em que Misty iniciava sua história – Naquela época, quando eu estava indo até Vermilion, toda a minha família estava muito preocupada com o estado de saúde de um tio meu. Ele estava bem doente, e infelizmente não era qualquer doença. Era câncer. Leucemia, pra ser mais específico.

Serena: Meu Arceus. – Espantada, Serena leva as mãos a boca. A loira se mostrou extremamente surpresa e desconcertada com a informação, e Ash não estava muito diferente – Puxa Misty, eu nunca imaginei que era algo tão sério assim!

Misty: Pois é, eu também não sabia. Quer dizer, eu tinha conhecimento do câncer dele, mas não imaginava que estava em um estado tão avançado. – abaixa a cabeça, a tristeza inundando seus belos olhos azuis, fazendo com que perdessem parte do brilho – Ele estava internado aqui em Celadon na época, minha tia estava aqui com ele. Quando fui a Vermilion, foi para uma reunião que meus pais fizeram com o restante da família para conversarmos sobre a condição do meu tio. Ele estava em estado terminal, os médicos não deram mais que três semanas para ele.

Ash: Misty, eu, eu nem sei o que dizer na verdade. – olha com compaixão para ela, que parecia bastante abalada – E-eu sinto muito, sério.

Serena: Igualmente Misty, sinto muito por você.

Misty: Obrigada, de verdade. É muito bom ouvir isso gente. – sorri fracamente – Bom, continuando, estávamos todos tentando lidar com a perda iminente dele. Ele era uma pessoa muito querida por todos da família, especialmente pelo meu pai, que era irmão dele. Foram eles que fundaram o ginásio de Cerulean a muitos anos atrás. – faz uma pausa para respirar, em seguida torna a falar – Bom, as filhas dele, minhas primas, também estavam discutindo sobre o que iriam fazer com os bens dele depois que ele se fosse. Aí, já sabem né? Essa coisa de herança é um verdadeiro inferno. Sinceramente, só serve pra causar brigas.

Serena: Eu sei como é. Há alguns anos meu avô faleceu e eu meio que passei por isso também. – se acomoda no sofá. Ash olhou para ela enquanto falava, depois voltou seu olhar para Misty novamente.

Misty: É, não sei porque inventaram isso. Mas enfim, eu acabei entrando no meio dessa guerra, porque eu sou a líder do ginásio que ele fundou junto com meu pai, que concordava que eu devia me tornar a proprietária do ginásio depois que ele se aposentasse. Meu tio queria isso também, mas as filhas dele não. Então se sucedeu uma série de brigas, discussões e uma burocracia do caramba. Foi um porre, e ainda acabou me separando das minhas primas. Por fim, eu me tornei a futura herdeira do ginásio, não como apenas uma líder, mas como dona de fato. Só que todas as brigas e confusões que eu tive que passar até isso me desgastaram bastante, por isso resolvi vir tirar umas férias aqui em Celadon. – suspira.

Ash: Caraca, você passou por uma barra! Pelo menos, quase tudo está resolvido agora né?

Misty: É, acho que sim. – fala com a voz neutra. Era perceptível o seu esforço em disfarçar a tristeza que sentia por dentro, mas os seus olhos, agora desprovidos de qualquer brilho, denunciavam o que sentia – M-mas, mas vamos esquecer isso ok? Não quero ficar remoendo tudo o que aconteceu, eu quero é deixar isso para trás! – cerra um dos punhos – E agora, sou eu quem quero saber o que aconteceu com vocês. Fala aí, o que têm feito de interessante ultimamente nessa longa jornada?

Ash e Serena se entreolharam, trocando um sorriso divertido. Misty olhou um pouco confusa para eles, se perguntando o motivo daquilo. Após isso, os dois tornam a olhar para a ruiva.

Ash: Quer mesmo saber?

Misty: Óbvio que sim! – fala eufórica.

Ash: Ok. – tira o boné da cabeça e o põe ao seu lado, sobre o sofá, deixando seus cabelos negros e rebeldes desprotegidos. – Se lembra da Equipe Rocket?

Misty: Você está falando da organização criminosa que tem causado apreensão por todo o continente ou dos três patetas que derrotamos quando estávamos indo à Vermilion?

Ash: Primeira opção.

Misty: Já ouvi falar muito deles. Os noticiários dizem que eles estão causando problemas por toda a região de Kanto, e várias histórias macabras sobre eles têm surgido por todos os lados.

Ash: Eu garanto a você que a Equipe Rocket é tão sombria quanto dizem as notícias. Acredite ou não, mas ontem a noite, eu, o Brock e algumas outras pessoas invadimos uma base deles aqui em Celadon. – Misty arregalou os olhos em surpresa. A sua reação arrancou uma curta risada de Ash.

Misty: Ah, conta outra Ash! Quer mesmo que eu acredite nisso?

Serena: Se eu fosse você, acreditaria. Nós já nos encontramos com a Equipe Rocket várias vezes desde que nos separamos em Vermilion.

Ash: E dessa vez foi bem sério! Eles sequestraram o pai de um garoto, que pediu ajuda ao Red e a Blue para resgatá-lo. Aconteceu algumas coisas antes de chegarmos até a base, mas ficaria uma história grande demais se eu contasse tudo agora. Só digo que entramos de cabeça no covil inimigo e lutamos contra VÁRIOS rockets! – dá ênfase no “vários” – Felizmente, o pai desse garoto conseguiu ser salvo. Mas corremos grande perigo lá dentro. – seu tom de voz saiu mais sério nessa última parte – Equipe Rocket, eles precisam ser parados! Acho que eles vão ficar fora do radar por um tempo, mas podem voltar a qualquer momento.

Serena: Sim, e nós temos que nos preparar para isso! – cerra os punhos.

Misty: CARAMBA! – exclama em voz alta, completamente boquiaberta com a história de Ash – Fala sério, vocês fizeram isso de verdade? Tipo, invadir uma base da Equipe Rocket para resgatar uma pessoa?! E aliás, quem é Yellow?

Yellow: Sou eu. – fala de repente, assustando os três que não haviam a percebido ali.

Ash: Aaaah!!! – solta um grito assustado – Que susto Yellow! Quando foi que você chegou aqui!?

Yellow: Agora mesmo, pude ouvir o final de sua história Ash. E a propósito – remove o seu enorme chapéu de palha, deixando um grande rabo de cavalo loiro cair até a altura de sua lombar – sou uma garota.

Ash ficou mudo, encarando Yellow. Sua expressão era de total confusão, que foi imediatamente substituída por vergonha. Ele abaixou a cabeça em um piscar de olhos com as bochechas coradas violentamente. Serena riu da reação dele e Misty apenas olhou de Yellow para ele sem entender muita coisa.

Ash: U-uma garota?! – indaga, incrédulo e envergonhado – M-me desculpe! Eu juro que não sabia!

Yellow: Tá tudo bem, você não é o primeiro a cometer esse erro. – torna a colocar o chapéu na cabeça – Eu não conheço vocês duas, prazer, Yellow. – se apresenta.

Misty: Prazer, Misty. – estende a mão para Yellow, que a aperta.

Serena: Eu sou Serena. – cumprimenta do sofá.

Misty: Quer dizer que o Ash ajudou você a resgatar o seu pai da Equipe Rocket?

Yellow: Sim. Eu pedi ajuda a um casal de treinadores, aconteceram algumas coisas e acabei conseguindo ajuda do Ash e do Brock também. – explica.

Serena: Como está o seu pai Yellow? Ash me contou sobre o que aconteceu e fiquei precoupada.

Yellow: Ele está bem, felizmente. Está no hospital, sendo tratado dos machucados que a Equipe Rocket fez nele, em breve ele estará totalmente recuperado e poderá voltar pra nossa casa, na Viridian Forest.

Serena: Ah, que bom! Fico feliz em ouvir isso! – sorri aliviada.

Yellow: Ash – chama o treinador, fazendo com que ele erguesse o rosto com as bochechas ainda vermelhas de vergonha para olhá-la – eu vim agradecer a sua ajuda. Você foi crucial para trazer meu pai de volta, do fundo do meu coração, muito obrigada! – faz uma reverência para Ash, deixando-o ainda mais desconcertado.

Ash: N-não precisa agradecer Yellow – coça a nuca – eu só fui uma peça bônus nessa história toda. Você deve agradecer Red e Blue, que foram quem concordaram em te ajudar.

Yellow: Sim, eu já os agradeci pessoalmente também! Só me faltam agradecer ao Brock e a Iris, sabe onde eles estão? – pergunta.

Ash: O Brock está lá em cima, já a Iris, não faço ideia. Ela foi embora do cassino ontem à noite, não sei onde ela possa estar agora.

Yellow: Entendi. Bom, mais uma vez obrigada. Vou lá falar com o Brock agora mesmo!

Yellow anda apressadamente até as escadas que levavam ao segundo andar, deixando Ash, Serena e Misty sozinhos novamente na recepção do Centro Pokémon. As duas garotas imediatamente começaram a zoá-lo por ter confundido o gênero de Yellow, deixando o nosso herói extremamente desconfortável. Quando as zoações finalmente terminaram para o alívio do treinador, o trio voltou a conversar animadamente, pondo em dia a conversa de várias semanas.

Interferência de Palkia: Em um quarto de hotel no coração de Celadon...

O ambiente em que nos encontramos agora fica situado no último andar de um dos maiores hotéis da grande Celadon, o Golden Ellite Hotel, um prédio quatro estrelas que hospedava centenas de pessoas ano após ano. O quarto era grande e espaçoso, com as paredes pintadas de verde musgo. A parede da direita era feita de vidro, permitindo que os hóspedes do cômodo tivessem uma visão de tirar o fôlego da cidade de Celadon. Duas camas de solteiro ficavam em frente a parede frontal, e na parede da esquerda eram exibidos vários quadros de paisagens e pokémons, todos feitos a mão, proporcionando uma decoração básica ao ambiente. Por fim, na parede ao lado da porta, uma enorme TV de tela plana ficava sobre um console de madeira polida. O ambiente era realmente bonito e agradável, mas o que fazemos aqui?

Samuel e Gary Carvalho estavam hospedados ali. O renomado professor trajava uma camisa polo vermelha, uma calça cáqui marrom claro e mocassins marrom-escuro. Ele estava com um celular na altura do ouvido direito, e parecia estar bem no meio de uma conversa importante. Gary por outro lado, observava silencioso o esplendor da metrópole pela parede de vidro. Seu olhar estava vazio e desprovido de brilho, suas mãos no bolso e a postura cabisbaixa o deixavam com um visual melancólico. Sua mochila estava jogada sobre uma das camas, junto com os pertences do professor.

Profº Carvalho: Certo, certo, eu estarei aí às oito. Não se preocupe, vou explicar minha nova tese em detalhes durante a palestra. Agora eu preciso ir, até mais. – encerra a ligação. Após guardar o celular no bolso da calça, o professor dirige o olhar à Gary – Aconteceu alguma coisa Gary? Você está muito quieto desde que chegamos ao quarto.

Gary ficou calado, com os olhos fixos na paisagem. Não parecia estar muito afim de conversar.

Profº Carvalho: Olha, se você estiver com algum problema meu neto, pode falar comigo. Talvez eu possa te ajudar a...

Gary: Não, você não pode vovô! – fala irritado, em voz alta, mas não gritando – Você sabe muito bem o que aconteceu! Aconteceu há 10 anos, aqui em Celadon! – olha para o avô, que o encarava um pouco abalado. O professor se retraiu e olhou um pouco triste para o neto.

Profº Carvalho: Gary, escuta, eu sei que não foi fácil para você, não foi para mim também. Ainda hoje, não é fácil aceitar o que aconteceu. Mas temos que deixar isso para trás e seguir em frente. Deixe o passado no passado!

Gary: Eu tentei vovô! Por Arceus, eu juro que tentei um milhão de vezes, e até consegui em alguns momentos! Mas sempre volta, a dor da perda sempre volta, a ferida sempre abre de novo! – agora Gary já gritava, a sua mão fora do bolso estava fechada fortemente e seus olhos tinham algumas lágrimas acumuladas.

Profº Carvalho: Eu sei Gary, eu sei! – grita também – Como eu disse, também não foi nada fácil para mim! Ela era minha filha! Como acha que eu me sentia, que eu me sinto? Mas eu me conformei, depois de muito esforço aceitei o que aconteceu e olhei para frente! Você devia fazer o mesmo, por mais difícil e doloroso que seja!

Gary: O que acha que eu tenho tentado fazer nos últimos dez anos?! – indaga, profundamente irritado – Mas eu não consigo vovô! E ficar em Celadon só piora as coisas! Foi aqui que eu os perdi – olha para baixo, deixando as primeiras lágrimas escorrerem pelo seu rosto – foi aqui que eu perdi os meus pais...

Flashback (On/Off):

10 anos atrás, na praça central de Celadon...

As nuvens fechadas se aglomeravam no céu outrora ensolarado, indicando que não demoraria muito para a chuva cair. As pessoas começavam a esvaziar a grande praça, temendo ser pegas pelo temporal que se aproximava. Os pokémons que por ali estavam pareciam sentir a mudança no tempo. Pidgeys e Spearows levantavam vôo, indo para longe dali, Meowths procuravam abrigo debaixo de qualquer coisa que pudesse protegê-los da futura chuva e Oddishs e Bellsprouts se embrenhavam no meio dos vários arbustos da verdejante praça. Em meio a tudo isso, Gary, em seus cinco anos, andava saltitante com um boneco de pokémon em mãos na frente de um casal: seus pais, Adam e Angel Carvalho. Adam era um homem alto, de porte físico atlético, caucasiano com olhos castanhos, mesma cor de seus cabelos rebeldes, parecidos com os do filho, porém mais curtos. Já Angel era uma mulher de estatura normal, também caucasiana, tendo lindos olhos verdes. Seus cabelos eram lisos e ondulados e iam até um pouco abaixo dos ombros, e eram de um tom de castanho bem mais escuro que os do marido e filho. Os dois andavam de mãos dadas, bem próximos um do outro e olhavam com carinho para o eufórico Gary a frente deles.

Adam: Querida – olha para ela, falando com uma voz um pouco séria – tem certeza de que quer ficar aqui em Celadon comigo? Você e Gary estariam mais seguros em Pallet, é melhor que vocês voltem pra lá.

Angel: Adam, não começa. Não vou deixar você sozinho. Não sabendo que aquelas pessoas estão atrás das suas pesquisas! E não se preocupe com Gary, não vou deixar que nada aconteça a ele. – fala firmemente.

Adam: Angel, pensa bem! Eles estão atrás de mim, não de você! Se associarem vocês a mim, vocês podem correr um grande perigo! Aquelas pessoas querem os dados da minha pesquisa sobre Mew, você e Gary não tem nada a ver com isso, eu insisto, voltem para Pallet e fiquem seguros!

Angel: Adam, desista! Você sabe o quanto eu sou teimosa, não vou voltar atrás. Eu fui uma grande treinadora, sei cuidar muito bem de mim e de Gary! É você quem está em perigo e é justamente por isso que eu estou aqui, para protegê-lo!

Adam: Droga Angel! – fala em voz alta, atraindo a atenção de Gary. O pequeno os olhou confuso, mas antes que pudesse perguntar qualquer coisa, foi subitamente interrompido.

Um som extremamente alto ecoou por toda a praça, e se repetiu mais duas vezes. Pessoas saíram correndo aos berros, completamente apavoradas. Uma revoada de Pidgeys saiu voando para longe dali. Adam e Angel se entreolharam e ficaram em alerta máximo. Angel pôs a mão sobre uma das pokébolas que trazia em seu cinto, pronta para sacá-la se fosse necessário.

Adam: Tiros...

Dois homens encapuzados apareceram ao longe. Adam os reconheceu imediatamente, arregalando os olhos na mesma hora. Mesmo estando a vários metros de distância, a letra vermelha estampada na jaqueta preta dos homens era inconfundível.

Adam: Gary, para os arbustos, agora! – grita alarmado para o filho, que o encarava assustado e confuso.

Gary: Mas papai, por que?

Adam: AGORA GARY! – grita mais uma vez.

A ordem de seu pai foi mais que suficiente para fazer Gary saltar no meio de um amontoado de arbustos à sua esquerda. Ele se escondeu completamente no meio da folhagem, mas fez questão de abrir um espaço para que seus olhos pudessem ver o que acontecia do lado de fora. Em sua cabeça, nada fazia sentido. Por que seu pai pedira para que fizesse isso?

Angel: Adam, eu posso cuidar deles, saia daqui!

Adam: Você enlouqueceu?! Eles estão armados, vão matar seus pokémons e você antes que possa saber o que aconteceu!

Aquela altura, os dois homens encapuzados, um deles armado com uma pistola 9mm se aproximavam de Adam e Angel, deixando-os sem saída. Se corressem, corriam o risco de levar um tiro. Além do mais, jamais deixariam Gary sozinho perto daquelas pessoas.

Encapuzado 1: Adam – o homem armado se aproximou de Adam falando em tom sério. Sua voz era fria e causou arrepios em Gary – estivemos procurando por você. Sabe de uma coisa engraçada Adam? Você quase escapou de nós. Você é muito inteligente, descobriu todos os nossos truques para te encontrar, exceto um: não conseguiu perceber que seu celular estava grampeado. – Adam arregalou ainda mais os olhos – Podia ter fugido de nós e sumido com as pesquisas sobre  Mew, se não fosse esse pequeno detalhe.

Encapuzado 2: E sabe outra coisa engraçada? Você ainda cometeu a burrada de envolver sua querida esposa no meio disso tudo. Belo marido você ein? Arrastando a própria mulher para o túmulo.

Adam: Ela não tem nada a ver com isso! Se quiserem a pesquisa, tudo bem eu entrego a vocês, mas deixem minha mulher fora disso! – grita alarmado, pondo o braço direito em frente a Angel, que estava trêmula frente aos homens. Ela olhava discretamente para os arbustos, rezando para que os homens não percebessem Gary ali.

Encapuzado 1: Muito bem idiota – aponta a pistola para a cabeça de Adam – vou perguntar uma única vez: onde está a pesquisa?

Adam: Está aqui comigo, em um cartão de memória – olha para um bolso da jaqueta cinza-escuro que usava, na altura do coração – pode pegar.

O homem que não estava armado enfiou a mão no bolso e de lá tirou um pequeno cartão de memória preto com bordas douradas. Adam olhou tristemente para o objeto nas mãos da pessoa, sabendo as consequências que aquilo poderia trazer.

Encapuzado 2: Todas as informações que viemos buscar estão compactadas aqui, nesse minúsculo cartão de memória. – admira o cartão, o segurando cuidadosamente. Um sorriso vitorioso e sádico surgiu em seu rosto.

Encapuzado 1: Fez muito bem Adam. – sorri – Agora, está na hora de garantir que vocês dois não façam nada estúpido. – engatilha a pistola. Adam recuou um passo para trás, olhando com medo para o mortal objeto. Angel estava bem atrás dele, já chorando.

Adam: Não, poupem a minha esposa, ela não tem nada a ver com isso! – implora aos berros.

Encapuzado 1: Sinto muito amigo, ela é testemunha.

Angel: Adam! – grita o nome do marido, apertando uma de suas mãos com toda a sua força. As lágrimas caíam de seus olhos verdes como uma torrente.

Adam: Por favor, nã...

O apelo de Adam foi cortado com um disparo, seguido por outro. Um silêncio profundo se abateu após isso. O casal já não mais falava, e nem tornaria a falar. Os dois homens se entreolharam brevemente, depois saíram correndo dali. O som de sirenes se aproximando depressa era ouvido ao fundo. Esse som logo se fundiu com o das primeiras gotas de água se chocando contra o chão, dando início a uma fraca chuva de fim de tarde. E, no meio do arbusto, Gary, que não havia sido percebido pelos dois homens, olhava paralisado os corpos sem vida de seus dois pais. O pobre e inocente menino estava estático, sem reação, até que longos segundos depois, o seu próprio grito desesperado o trouxe de volta a realidade.

Flashback (On/Off)

Gary encarava o chão de piso esverdeado do quarto, deixando as lágrimas salgadas escorrerem pelo seu rosto. A expressão que carregava era um misto de raiva, tristeza e principalmente, de dor. O garoto apertava os punhos com tanta força que seus antebraços tremiam.

Profº Carvalho: Gary – o velho professor também continha algumas lágrimas no olhos. Ele entendia muito bem a dor de seu neto, que era a maior lembrança que ele possuía de sua falecida filha. Em um ato solidário, ele se aproxima do treinador e o envolve com os braços, procurando consolá-lo com um abraço – eu sei que o que você passou foi terrível. Eu sei. Pode chorar a vontade, bote toda a sua dor para fora Gary. Mas prometa para mim que você vai tentar deixar isso no passado e seguir em frente, rumo ao seu futuro.

Gary: Vovô... – Gary se encolheu no abraço do avô. Suas emoções se aglomeraram todas de uma vez, e então ele gritou, expressando tudo o que sentia. Carvalho ouviu silencioso, tomando parte da dor do garoto. No fundo, ele sabia que não seria nada fácil para Gary, mas um dia ele conseguiria superar essa grande e tão dolorosa perda.

Interferência de Dialga e Palkia: No fim da tarde, em frente ao Centro Pokémon...

O céu alaranjado, marcando o final de mais um longo dia, embelezava o cenário pré-noturno de Celadon. As luzes das centenas de prédios se acendiam pouco a pouco, assim comos os postes que iluminavam as ruas. Outdoors eram ligados aos montes e os faróis dos carros traziam brilho a todas as ruas e avenidas da cidade movimentada.

Em frente ao Centro Pokémon, Ash conversava, escorado na parede, com Iris. A mestra de dragões retornara a pouco tempo do hotel onde estava hospedada, depois de passar todo o dia recuperando a energia perdida na noite anterior.

Ash: Então, você vai embora amanhã mesmo? – pergunta, um pouco entristecido com a notícia.

Iris: Sim, mas não estou voltando para Unova ainda. Vou para cidade de Blackthorn, em Johto, fazer uma visita. Faz tempo que não vejo o pessoal de lá. – comenta, abrindo um pequeno sorriso saudoso.

Ash: Que pena, pelo jeito eu não vou poder ter uma revanche tão cedo! – fala e Iris ri.

Iris: Há! Você vai precisar treinar muuuito se quiser ter uma revanche contra mim Ash! Por enquanto, você não consegue nem fazer cócegas nos meus pokémons! – debocha.

Ash: Humpf, só não respondo porque você está certa. – ajeita o seu boné. – Ei, se você puder, vá assistir minha batalha no ginásio de Celadon amanhã de manhã. Vou te mostrar um pouco das minhas grandiosas habilidades de treinador. – faz pose.

Iris: Habilidades é? Bom, eu vou decidir isso se puder ir amanhã. Vou tentar estar lá, mas eu não prometo nada tá bom?

Ash: Tudo bem. – acente com a cabeça.

Iris: Bom Ash, agora eu tenho ir. Preciso começar a fazer as malas. Talvez nós nos vemos amanhã, no ginásio! Tchau! – enquanto se despedia, Iris se põe a andar rumo ao seu destino. A morena acenava com a mão direita erguida no ar, de costas para o treinador de Pallet.

Ash: Tchau Iris! – se despede em voz alta.

Ash ficou olhando silenciosamente Iris se distanciar, até que um toque em seu ombro o fez desviar o olhar. Era Misty.

Misty: Então aquela era a tal Iris? A mestra de dragões que te deu uma surra?

Ash: Ela não me deu uma surra! – Misty sorriu debochada, e Ash analisou a própria fala. Ele suspirou e abaixou a cabeça frustrado – Tá, ok, ela me deu uma surra sim.

Misty: Agora você sabe: dragões significam perigo, hahaha!

Ash: Engraçada você ein? – força uma cara de emburrado, mas não resiste e ri junto com a ruiva – Eaí, gostou da May e da Dawn?

Misty: Conversei um bocado com elas. São gente boa. – dá de ombros – Enfim, por hoje já deu de mim por aqui. Vou voltar para o meu hotel.

Ash: Caramba, geral tá ficando em hotéis ultimamente. – ri do próprio comentário – Já que você está indo embora, tchau. Ah, e conto com sua presença no ginásio de Celadon amanhã.

Misty: Vou adorar ver você apanhar da Érika! – provoca, irritando o menino.

Ash: Você vai ver quem vai apanhar! – cerra os punhos.

Misty: Vou mesmo! – ri, provocando-o ainda mais – De qualquer maneira, tchauzinho! – se despede e dá as costas para Ash, se distanciando do garoto aos poucos.

Ash: Tchau! – se despede novamente. Em seguida, ergue a sua cabeça para ver as primeiras estrelas surgirem no céu escuro – Você vai ver sim Misty, vai ver o futuro campeão conseguir a sua quarta insígnia! Ginásio de Celadon, esteja preparado para mim!

E assim, encerra-se o capítulo de hoje. O próximo desafio de Ash na Liga Pokémon está mais perto do que nunca, e o nosso infame treinador não faz questão de conter a ansiedade para sua próxima batalha. Tudo que o separa do ginásio de Celadon é uma longa noite na metrópole. E agora, quais surpresas estão por vir? Não perca no próximo capítulo!

                                                                                                                                         E a jornada continua...


Notas Finais


É isso pessoal, esse foi o capítulo de hoje. Espero que tenham gostado! Deixem um comentário aí embaixo dizendo o que acharam o capítulo, isso é de suma importância para a fanfic.

Prometo que vou tentar postar o próximo capítulo o mais rápido possível para compensar esses dois meses sem nada. Enfim, sem ter mais o que dizer, agora me despeço de vocês. Então, nós nos vemos no próximo capítulo! Tchau! xD


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