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História Pokémon World - A Grande Imersão - Capítulo 1


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Notas do Autor


Espero que gostem

Capítulo 1 - Piloto


Em 1990, o Governo de Hoenn, em guerra contra o Estado de Sinnoh, lançou um projeto chamado A Grande Imersão. Basicamente, ele consistia em discretamente pegar amostras de DNA da população e examinar por completo, encontrando os melhores atributos que um soldado poderia ter, tais como força, agilidade e, principalmente, cérebro bom em luta e estratégia. O custo foi de milhões, mas foi com grande alegria que os cientistas localizaram mais de cinqüenta candidatos para o projeto, todos ainda em fases iniciais da infância.

 

 

E, assim, deu-se o início da Grande Imersão. Cinquenta crianças menores de dez anos foram arrematadas de seus lares sem nenhuma explicação, e levadas para a Ilha das Conchas, uma ilhota ao lado de Evergrande, na região de Hoenn. Lá, havia uma base militar de última geração, especialmente preparada para transformar aquelas crianças nos melhores assassinos já vistos.

 

 

Com três refeitórios, diversas estações de treinamento de treino de tiro com as mais diferentes armas, salas de treino de lutas, academias para musculação, arenas de luta pokemon, e até mesmo salas de aula para desenvolver estratégias e outras teorias de luta, a divisão prepararia aqueles jovens soldados. Garotos e garotas treinariam por anos e anos até se tornarem os melhores soldados possíveis. É aí que os dois personagens dessa história entram: Jason Beckendorf e Luke Kannemann.

 

 

Jason Beckendorf – 1990

 

 

Jason acorda em sua cama, sua mãe o chamava para se arrumar e ir para a escola. Ele teve um sonho muito estranho, em que lutava contra diversos homens. É arrancado do torpor do sono pela sua mãe, apressando-o.

 

 

Jason Beckendorf, filho de Esperanza Beckendorf, enfermeira, vivia em condições muito insalubres. Seu pai, Philip Beckendorf, foi assassinado pela polícia local quando ele tinha apenas três anos de idade. Morava em um humilde casebre localizado em uma comunidade na cidade de Petalburg, na região de Hoenn. O menino de nove anos, desde a mais tenra idade, sofria com diversas privações em um bairro no qual nem saneamento básico tinha. Porém, sua mãe fazia o possível e o impossível para que ele não passasse fome e exigia muito de seu filho para que pegasse firme em seus estudos para que pudesse sair daquela difícil condição.

 

 

Mesmo novo, Jason enxergava o tamanho do esforço de sua mãe para que ele se tornasse alguém na vida, e a amava muito por isso. Se esforçava ao extremo na escola. Com esse pensamento, ele levanta-se da cama e vai tomar o seu café. Come rapidamente o pão na chapa que Esperanza faz, toma uma xícara de café com leite. O pokemon de sua mãe, um Jolteon, observava com carinho o menino se alimentar.

 

 

- Meu filho, fiz pão com mortadela para você hoje – diz Esperanza, entregando-lhe a lancheira. Jason a guarda em sua mochilinha – espero que você tenha um bom dia. Tome cuidado com os policiais, não os encare.

 

 

Aquela era uma triste realidade para todos que viviam naquela pobre comunidade. O preconceito por parte dos policiais, que não raramente matavam pessoas negras sem motivos aparentes. Ser negro era perigoso naquele tempo, e a mãe de Jason se referia a isso quando pedia para seu filho tomar cuidado.

 

 

Esperanza dá um beijo na testa de seu filho e Jason se encaminha para o ponto de ônibus, onde esperaria para ir para a sua escola. Ao chegar no ponto, observa o seu reflexo no vidro do ponto de ônibus. Era alto para a idade, a pele era de um tom pardo, os cabelos erguidos, os olhos escuros faiscantes, com um brilho de determinação.

 

 

O garoto observava um bando de Pidgeys fuçar em um saco de lixo rasgado. Depois de quase vinte minutos de espera, o ônibus chega, e Jason sobe. Os quinze minutos do trajeto até a escola passam rapidamente, e ele desce. Como não tinha amigos, vai direto até a sala de aula daquele colégio público.

 

 

As primeiras duas aulas passam e é dado o intervalo. Jason vai até o pátio com a sua lancheira, abre e come o seu pão com mortadela. As outras crianças, com lanches bonitos vendidos na cantina, como croissants, coxinhas e outros que Jason sequer sabia o nome, riam dele e de seu sanduíche. Não se importava, e ficava feliz por sua mãe lhe dar o melhor que conseguia. Ele era excluído do resto por ter uma das piores condições econômicas da escola.

 

Dado o intervalo, ele volta à sala e tem mais duas aulas de matemática. Logo depois de liberado, encaminha-se ao ponto de ônibus. Sentia-se inferiorizado quando via as crianças indo embora de carro com seus pais.

 

 

Chega em casa, esquenta o almoço que sua mãe lhe deixou na geladeira. Era o seu prato favorito, macarrão com atum. Depois de fazer seu dever, Jason fica em casa até a sua mãe chegar do trabalho, às 8 da noite.

 

 

Não muito depois que Esperanza chega exausta do trabalho, a porta do humilde casebre é arrebentada. Dela, entram diversos policiais da temida Polícia Vermelha de Hoenn, a mesma que assassinou Philip Beckendorf. Mal os soldados entram e agarram Jason sem chance de reagir. O menino era arrastado para fora de casa pelos homens.

 

 

- Não o matem! – grita Esperanza, desesperada – levem a mim! Por favor!

 

 

Mas os homens a ignoram. Rapidamente, Jason é amarrado e jogado em um camburão, e Esperanza não o veria mais por uns bons anos.

 

Jason não sabe ao certo quanto tempo se passa. Sente uma agulhada forte em sua canela, seguida de um sono avassalador. Ele foi sedado.

 

 

Acorda em um pequeno quarto, com diversos outros garotos. Era cheio de camas, deviam haver cerca de oito

 

- O que está acontecendo? – pergunta um menino loiro de olhos verdes.

 

 

- Ei, não acredito que me seqüestraram para me deixar no mesmo quarto que um preto! – um garoto ruivo apontava para Jason, enojado.

 

 

Aquilo foi o suficiente para tirar Jason do sério. Ele se adianta e enfia a mão na cara do garoto ruivo com violência. O soco que ele dá na testa do menino o derruba no chão.

 

 

- Seu racista filho da puta! – grita Jason, muito bravo.

 

- Um garoto negro se achando? – pergunta um menino oriental – vamos ter que dar uma lição.

 

O ruivo se levanta e se junta ao oriental. Os dois partiriam para cima de Jason.

 

 

Luke Kannemann – 1990

 

 

A realidade vivida por Luke Kannemann era bem diferente daquela vivida por Jason. O garoto de uma família de classe média alta vivia com conforto em um sobradinho amarelo, na cidade de Littleroot, região de Hoenn. É acordado por seu pokemon, uma linda Poochyena, indicando que chegara a hora da aula.

 

Ao se levantar, para e olha para o espelho, gostando do que vê. Era razoavelmente alto para a idade de nove anos,  cabelos loiros e olhos verdes. Desce as escadas que separavam o seu quarto da cozinha, toma um leite achocolatado e come um pedaço de bolo formigueiro.

 

 

- Filho, você vai se atrasar para a escola, vamos – diz Martha Kannemann, famosa advogada da cidade de Littleroot.

 

 

- Não se esqueça dos tipos de funções, filho – diz seu pai, John Kannemann – você vai ir bem nessa prova de matemática, tenho certeza.

 

 

- Pode deixar  - diz Luke, cansado. Tinha estudado a noite toda.

 

 

Os dois levam Luke até a escola e ele faz a temida prova. O professor corrige a prova na sua frente, e ele tira um nove. Após a prova, todos foram liberados, e Luke vai com os seus amigos jogar bola na praça da cidade.

 

- Porque a polícia se instalou perto de nós? – pergunta Yuri, um dos amigos de Luke, quando chutaram a bola longe e foram buscar – não saíram dali desde que chegamos. Parece até que estão nos observando.

 

- Você joga tão mal que eles vão te prender – brinca Luke, cruel.

 

 

E assim, os meninos jogam bola, brincam de esconde-esconde e diversas outras brincadeiras. Finalmente anoitece e Luke volta para a sua casa, cansado. Toma um banho e, logo depois, janta com os seus pais. Eles ficam muito felizes com a nota que o garoto tirou.

 

 

Cansado, rapidamente Luke começa a se arrumar para dormir. Porém, do segundo andar, escuta um forte estrondo vindo da entrada da casa. Ele vai até a escada para ver de que se tratava, e vê diversos policiais vindo em sua direção, alguns seguravam os seus pais, que estavam desesperados.

 

 

Ele é agarrado por três policiais, sem chance de reagir. Luke é levado até uma van, onde dão um pano molhado para ele inalar. Após sentir o forte cheiro, ele desmaia.

 

 

Ele acorda tonto, sem saber onde estava. Haviam mais sete garotos no quarto além de Luke. Ouve o ruivinho metido sendo racista com o menino negro e se diverte com o lindo soco que o preconceituoso recebe em resposta. Mas quando vê o oriental se juntando ao de cabelos vermelhos toma partido, odiava injustiças.

 

- Ei, dois contra um é covardia! – grita Luke, se colocando ao lado do menino negro – e racismo é burrice!

 

A porta do quarto abre-se com um estrondo. Um homem muito forte entra, e assim que está dentro do quarto, desfere um safanão violento no rosto do ruivo racista.

 

- Não vou tolerar atitudes preconceituosas aqui – a sua forte voz troveja para o menino com lágrimas aos olhos após a bofetada – quero todos me seguindo! Agora!

 

Ninguém teve coragem de negar. Luke seguia o gigantesco homem com cara de índio, e o garoto negro vinha ao seu lado.

 

- Foi muito legal o que você fez – diz o menino.

 

- Eu gostaria que fizessem o mesmo por mim – responde Luke de prontidão – sou Luke, Luke Kannemann, e você?

 

- Jason. Jason Beckendorf. – o garoto sorria – o que será que está acontecendo? Eu fui levado à força de minha casa pela Polícia Vermelha.

 

 

- Eu também – responde Luke – coisa boa que não deve ser.

 

Eles seguem o homem com cara de índio até um pátio onde se encontravam outras dezenas de crianças, que,  pelas expressões confusas, também não tinham idéia do que faziam ali. O Cara-de-índio para na frente das crianças, com outros sete homens armados e com fardas do exército atrás dele.

 

- Sejam muito bem-vindos ao 12° esquadrão da infantaria de Hoenn! – o homem diz – sou o tenente Sílvio, e irei transformar vocês nos melhores soldados que esse mundo já viu.  Treinaremos aqui durante anos, começaremos com o básico, e em algum tempo estaremos até mesmo em missões militares reais! Venham comigo e o futuro de vocês estará garantido. Me desobedeçam, e serão punidos severamente.  Agora, todos em seus quartos, menos esse imbecil aqui – diz ele, apontando para o garoto ruivo que foi racista com Jason – venha aqui.

 

 

O menino vai até Sílvio com as pernas trêmulas. O militar saca uma pistola, posiciona-a entre os olhos do garoto e atira. O ruivo cai de maduro, como se tivesse sido desligado.

 

- Esse idiota aqui foi preconceituoso com um companheiro de armas – diz Sílvio, guardando a pistola – qualquer um que fizer coisas parecidas terá o mesmo destino que esse filho da puta.  Ultima coisa: não adianta chorar, espernear, nem nada, vocês não terão seus pokemons de volta. Agora, vão dormir, amanhã começaremos cedo o nosso treinamento.

 

 

Todos o obedecem por conta do terror de ver uma criança assassinada. Luke e Jason chegam ao seu quarto com outras cinco crianças.

 

- Que merda, pelo jeito não teremos nossas vidas de volta – Luke estava frustrado.

 

- E seremos transformados em assassinos, também – Jason estava triste.

 

 

-  Vou sentir falta de minha casa. – diz Luke, triste – e de minha família. Até mesmo de meu pokemon.

 

- Você tinha um pokemon? – pergunta Jason, maravilhado. Pokebolas eram verdadeiros artigos de luxo para moradores da comunidade em que ele morava.

 

- Uma Poochyena. Cheguei até mesmo a ganhar algumas batalhas a usando – Luke suspirou – e você?

 

- Minha mãe e eu não temos dinheiro para comprar pokebolas – responde Jason – vivemos na favela de Petalburg.

 

- Pense nisso: ganharemos salários bons do exército quando isso aqui acabar. Você vai poder comprar uma casa legal para a sua mãe. – diz Luke.

 

 

Jason se agarrava a isso que Luke disse. Os dois garotos conversam por mais um tempo. Tinham muito mais em comum do que pensavam. Apesar de tudo, aquele era o nascimento de uma grande amizade. Passado algumas horas os dois, cansados, vão dormir.

 

 

Eles foram acordados bem cedo no dia seguinte. Seguiram um dos oficiais até um refeitório e tomaram um rápido café da manhã. Estava escuro ainda, e chovia forte. Os garotos seguem até o gramado externo, sentindo os pingos gelados de chuva, encolhidos de frio.

 

 

- Bom dia, garotos – Sílvio cumprimenta, bem humorado – comecem a correr! Já!

 

 

As crianças se entreolham e começam a correr ao redor do complexo militar. Estava extremamente difícil de correr por conta da lama que se formou com a chuva, o risco de escorregar era grande. Quando os pequenos davam sinais de cansaço, Sílvio os apertava.

 

- Nada de moleza! Acham que nossos inimigos de Sinnoh irão se cansar? – ele gritava, impaciente – acelerem!

 

Os ventos gelados castigavam as crianças.  Correram por duas horas ininterruptas, quando Sílvio finalmente os deixa parar para se hidratar. Mas não foram nem cinco minutos, e eles retomaram o massacrante treino.

 

- De pé! Quero polichinelos, agora! – ordena Sílvio, ríspido.

 

 

Ele passa uma massacrante sessão de exercícios. Para crianças de nove anos, aquilo era um tremendo sacrifício.

 

- Tentem se acostumar, será assim todos os dias! – ralha Sílvio – Deixarei vocês fortes o suficiente para quebrar ossos com as próprias mãos, seja de pokemons ou humanos!

 

 

Aquilo pareceu animar a criançada, que retoma os exercícios com força total.  E por mais de nove horas consecutivas, as crianças treinaram, com pouquíssimas pausas para tomar água. Aquilo era parte do treinamento, sobreviver com pouco, muitas vezes com nada.

 

 

- Acabou, agora vocês vão almoçar e depois tem aula! – diz Sílvio – sejam bem-vindos á Grande Imersão, o programa de treinamento mais duro já criado em todos os continentes.

 

 

 

 

Os pequenos seguem, esgotados e em silêncio, para o refeitório. Aquele era apenas o primeiro dia de vários anos de treinamento, que transformaria aquelas crianças em verdadeiros soldados.


Notas Finais


Heeeey fellas
Vocês provavelmente devem ter visto essa fic anteriormente
Ocorreram algumas injustiças e ela foi removida. Enfim, revisei diversas vezes e estou repostando.
Deixem a sua opinião nos comentários, é muito importante para o escritor ter o feedback de quem consome a sua obra, ou seja, como os leitores se sentem quando a leem. Os capítulos serão postados semanalmente. Muito obrigado, e até a próxima


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