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História Pokémon World - A Grande Imersão - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Marreta


Luke Kannemann – 1998

 

Quando a Grande Imersão completara oito anos, os garotos tinham dezessete anos. Todos, sem exceção, haviam evoluído muito como soldados, mas a dupla Luke e Jason era, de longe, a maior evolução. Os amigos ganhavam de todos na luta, acertavam todos os alvos nos tiros, e estavam fortíssimos, ambos com mais de 1,90 de altura, o que era absurdo para rapazes de dezessete anos, e cheios de músculos poderosos.

 

Naquele dia específico, eles entrariam na última fase antes de partirem para missões militares reais: a de treinamento Pokémon. Parte do programa era designar para aqueles soldados fortíssimos pokémons, e treinariam juntos para que fossem à guerra.

 

- Muito bem, soldados. Como Jason e Luke estão empatados na maior pontuação, eles serão os primeiros a escolher. – diz Mauro, após finalizar o treino de tiro com os jovens – há diversas opções, escolham com cuidado, pois só poderão escolher um.

 

 

Haviam diversas pokebolas. O que mais chamou atenção de Luke foi um Riolu. Logo o escolheu. Como só haviam dois daquele pokemon, Jason também o escolhe, e o resto do contingente ficou com pokemons lutadores como Mankeys, Machops, Meditites e outros.

 

 

- Muito bem, jovens – diz Sílvio – vocês treinarão junto com esses pokemons, será responsabilidade de vocês os deixar fortes para que possam lutar.

 

Luke e Jason juntam-se, animados.

 

- Cara, não acredito que consegui um Riolu – diz Jason, com brilho nos olhos, encarando a sua pokebola – sempre quis ter um Lucario.

 

- Nem me fale. Lucario é meu pokemon favorito! – Luke estava felicíssimo.

 

- O que acha de uma batalha? – pergunta Jason.

 

- É pra já! – responde Jason.

 

 

 

Os dois travam uma luta franca, em que os Riolu se acertam por igual e provocam grandes danos. No fim, por detalhe, o Riolu de Jason é derrotado pelo de Luke. Os dois seguem junto para o quarto para tomarem banho.

 

 

Agora, junto com a rotina de treinos desgastantes, prática de tiro e estudos, os jovens soldados teriam, também, que treinar um Pokémon para ser seu companheiros na guerra.

 

 

Luke Kannemann – 2001

 

 

Haviam três anos que os treinamentos com pokemons haviam iniciado, Luke e Jason já haviam evoluído seus Riolu para Lucario, e, como em toda a Grande Imersão, ganhavam de todos os Hawlucha, Greninjas, Machamps e Primeapes que os outros soldados haviam escolhidos. Aqueles dois amigos tinham um talento para guerra fora do comum.

 

Eles foram dormir depois de um dia de folga, visto que era véspera de uma mudança importante na Grande imersão.

 

- Amanhã, vocês virão comigo na primeira  missão militar real que vocês participarão – explica Sílvio – eu e Mauro partiremos com vocês e parte do contingente do exército de Hoenn. Atacaremos uma base na Ilha Iron, em Sinnoh. Sequestraremos um cientista maluco que habita por lá e faz experiências cruéis com humanos e pokémons.

 

Visto isso, Jason e Luke mal conseguiram dormir tamanha a ansiedade. São acordados por Sílvio às 5 horas da manhã. Tomam um café rápido e embarcam em um dos aviões de guerra do quartel. Uma frota de quatro aviões com trezentos soldados foi designada para aquela missão. Demora aproximadamente cinco horas para chegarem  perto da Ilha Iron.

 

 

- Bombardearemos a defesa antiaérea deles antes que ela nos detecte – conta Mauro para Jason e Luke- desceremos e mataremos tudo o que se mexer.

 

 

Dito e feito. Um grande barulho é ouvido pelos combatentes quando dois mísseis de grande porte são disparados pela aeronave. Destruída a defesa antiaérea, foi muito fácil para o avião pousar no aeroporto e os soldados de Hoenn surpreenderem os de Sinnoh, crivando-os de balas.

 

 

- Acabem com eles! Vão para o centro de pesquisa! – ordena Sílvio.

 

 

Muitos dos colegas de Luke e Jason da Grande Imersão foram atingidos. Infelizmente não havia muito o que fazer, visto que se tratava da guerra em seu mais elevado nível. Os dois amigos abatiam soldados de Sinnoh com muita facilidade, fazendo uma verdadeira chacina.

 

 

Chegando ao centro de pesquisa, o local ficava mais estreito, com muros dos dois lados. Os soldados de Hoenn param quando vêem um número incontável de pokemons como Bibarels Machokes, e outros vindo em sua direção.

 

 

- Formem a Muralha! Já! – berra Mauro.

 

A Muralha tratava-se de uma manobra de guerra daquele pelotão específico. Cada soldado levava consigo em seus ombros um escudo muito leve, porém feito do mais resistente material, uma fibra de carbono sintética. Como haviam treinado, todos guardam seus fuzis nos ombros e sacam os escudos, juntamente com pistolas. Posicionam-se lado a lado, formando uma sólida parede. No total eram quatro fileiras, sendo que as de trás davam apoio e sustento para as da frente.

 

 

O choque dos pokemons lutadores com a Muralha foi ensurdecedor. Por um momento aterrorizante, a Muralha oscilou.

 

 

- Aguentem! – grita Sílvio em um esforço tremendo – os outros logo chegarão com os blindados!

 

Alguns dos soldados da missão foram designados justamente para pilotar os tanques de guerra e matar os pokemons. Finalmente, a Muralha consegue se fixar no chão, sem ser mais empurrada pelo exército de pokemons.

 

- Empurrem! – grita Mauro.

 

 

Em um esforço sincronizado, a Muralha consegue empurrar os pokemons. No momento em que eles caem, os soldados sacam as pistolas e abatem a primeira fileira, o barulho de centenas de armas disparando ao mesmo tempo era ensurdecedor.

 

 

Repetindo essa estratégia, eles iam, pouco a pouco, abatendo a coluna de pokémons que os atacava. Pouco tempo depois, os blindados chegam e a vitória já era certa. Luke e Jason vão, junto a Mauro e Sílvio e seqüestram o cruel cientista. Havia custado muitas vidas de seus companheiros da Grande Imersão, mas a missão fora um sucesso.

 

 

Jason Beckendorf – 2007

 

Jason e Luke haviam se integrado ao exército de Hoenn com sucesso. Ainda moravam no mesmo complexo da Ilha.  Desde a primeira missão em 2001, eles haviam participado em diversas missões militares, inclusive comandando o batalhão em algumas delas. Eles faziam parte da tropa de choque do exército de Hoenn, conhecida como “A Marreta”, fazendo alusão à ferramenta utilizada para demolição.

 

O projeto da Grande Imersão era justamente integrar aqueles jovens à Marreta. Infelizmente, o plano não deu tanto certo quanto o Governo de Hoenn planejou, pois a maioria dos jovens morreu em missões militares entre 2001 e 2007, mas só o fato de Jason e Luke terem a integrado já fez valer o investimento. Os dois já contavam inúmeras mortes, eram assassinos por natureza.

 

Naquele dia, estavam indo de lancha a Snowpoint Luke, Jason, Sílvio, Mauro e mais três soldados da Marreta. Eles entrariam pelo lado leste da cidade, que era bem próximo da faixa litorânea.  A missão era assassinar três membros do alto escalão político de Sinnoh, os três se encontravam na cidade famosa pelas suas nevascas.

 

- Beverly, lembra a sua parte do plano? – pergunta Sílvio, pedindo para a companheira de armas revisar.

 

- Sim. Nosso informante escondeu o fuzil dentro do apartamento, no banheiro, pequeno armário – a garota ruiva diz – vou colocar a peruca e fingir que sou a prostituta que ele contratou, entrar no banheiro para fingir que vou me arrumar, pegar o fuzil e dar cabo nele.

 

 

Leonard era um dos senadores de Sinnoh. Chegara até mesmo a ser líder de ginásio na cidade de Sunyshore, mas agora era um homem de 48 anos de idade, e tinha o péssimo hábito de trair a esposa com prostitutas. A Marreta obtivera essa informação valiosa por meio de seus infiltrados do Governo de Sinnoh, e usou para criar um plano perfeito para assassinar o político que vinha ordenando ataques militares duros contra Hoenn.

 

Para isso, uma soldado da Marreta foi designada. Beverly, que erroneamente passava uma aparência de uma mulher delicada, era uma grande assassina.

 

- Jason, Luke, vocês vão atrás de Octavian – diz Mauro, explicando a parte do plano dos amigos – vocês se esconderão no telhado de um espaço ecumênico. O carro dele passará por vocês por volta de meio dia. Provavelmente usará um veículo blindado, então disponibilizaremos para vocês fuzis com lança-granadas. Acabem com ele na primeira chance, esse puto ordenou diversos bombardeios contra a nossa Hoenn.

 

 

Octavian era um homem de 54 anos, ministro da defesa de Sinnoh. Era envolvido em diversos escândalos de corrupção, assim como todos os outros políticos que seriam assassinados naquele dia.

 

- Eu, Mauro e o resto do contingente iremos atrás de Francis – conta Sílvio – nos encontrem perto do mar, onde partiremos com a nossa lancha.

 

 

Alguns momentos depois da explicação, eles chegam a uma praia. Fazia um frio de bater os dentes, e mesmo assim eles tiveram que nadar até a areia. De mochilas impermeáveis, as mesmas nas quais se encontravam guardadas as armas daquela missão, tiraram roupas secas. Haviam pensado em tudo para aquele plano.

 

Com o mapa da cidade em mãos, Jason e Luke seguem até o espaço ecumênico circulado por Sílvio. Eles vão em silêncio, sem chamar atenção da população local, guardando as armas nas bolsas.

 

Como o espaço ecumênico estava fechado, ficou fácil para Jason e Luke subirem até o seu telhado, ficando muito bem escondidos. Sílvio liga para os dois com o seu walkie-talkie, informando-os sobre o modelo do veículo que Octavian estava com a sua equipe de segurança. Eram dois blindados, um para o ministro da defesa de Sinnoh e um para a sua equipe de proteção.

 

Eles esperam por cerca de duas horas, conversando sobre mulheres que já transaram, festas que já foram juntos, entre outras besteiras de amigos. Depois desse tempo, dois blindados aparecem cruzando a extensa avenida em frente ao espaço ecumênico.

 

- Acerte o de trás, que é provavelmente da segurança dele – diz Jason, sério – eu acerto do da frente.

 

- Feito. – responde Luke, mirando com o seu fuzil.

 

 

Eles atiram quase que simultaneamente. Ambos empunhavam fuzis M16 com lança-granadas, uma bomba forte o suficiente para arrebentar com os carros blindados que o Governo de Sinnoh forneceu para o ministro. Tanto o carro de Octavian quanto o de sua equipe de segurança capotam, incendiando-se por completo pois os dois motores foram seriamente injuriados.

 

Todos os que sobreviveram ao impacto, incluindo o ministro Octavian, saem dos carros em chamas por puro instinto de sobrevivência. Quando eles se encontram do lado de fora dos blindados, são alvejados pelos tiros de Jason e Luke, sem nenhuma chance de reação.  Rapidamente, os dois descem do telhado.  Os dois nem tiveram tempo para mirar nas cabeças, acertaram peito, abdômen, pescoço, tudo indiscriminadamente para não dar tempo dos homens de Sinnoh reagirem.

 

Assim que vêem que nada mais se mexia naquele local, os dois descem do telhado. Vão até o corpo de Octavian, checam e indagam que ele realmente estava morto. Assim que fazem isso, saem correndo dali. Parecia que tudo iria dar certo para Jason e Luke nos primeiros dois quarteirões que eles corriam, mas logo Jason é acertado em seu ombro esquerdo por um tiro de pistola.

 

 

Ele cai de maduro no chão. Luke, por puro reflexo, vira-se com o fuzil em mãos e criva de tiros dois soldados de Sinnoh que vinham no encalço dos dois amigos.

 

 

Luke puxa Jason até um beco sem saída. Escondem-se e o loiro passa a cuidar do ferimento do amigo. Não iria mata-lo imediatamente, mas o incapacitaria muito.

 

- Fica calmo, Jason, vou tirar você daqui – Luke pressionava o ferimento que sangrava bastante.

 

- Tá tudo bem, velho – responde Jason, com tranquilidade – está tudo bem.  São cinco quilômetros até a praia, eu atrasaria muito você. Vá. Explique para Mauro e Sílvio que eu vou ficar e tentar atrasar os soldados que virão atrás de você. Vou fazer de tudo pra sobreviver...

 

- Jason, vem comigo.... por favor... – a expressão de Luke beirava o desespero.

 

- Eu atrasaria você, amigo, você sabe disso. – responde Jason, com uma expressão de dor por conta de seu ombro terrivelmente lacerado.

 

- Eu não ligo – responde Jason, com lágrimas aos olhos – vem comigo, por favor...

 

- Luke, eu não quero atrasar você, não quero causar a sua morte... por favor, vai.  Fala pra minha mãe... que eu amo ela. Diz pra ela não ficar triste, se eu morrer será por uma boa causa. – responde Jason – Por favor, Luke, vá. Não quero que você corra risco de morrer por minha causa.

 

- Eu darei a melhor casa para a dona Esperanza – responde Luke – Me mande notícias, amigo. Amo você, irmão.

 

- Também te amo, irmão. – os dois se abraçam – fique tranqüilo, vou acabar com a raça desses filhos da puta e logo estaremos juntos em outra missão, novamente.

 

Os dois se separam Luke dispara a correr em direção à praia, Jason se levanta e pega seu fuzil, pronto para crivar de balas todo soldado de Sinnoh que aparecesse em sua frente. Esgueirava-se o melhor que podia pelas ruas de Snowpoint.

 

 

Jason estava esgotado devido à perda de sangue em seu ombro. Ele andava escondido, chegou a abater mais de vinte soldados de Sinnoh que caçavam os seus amigos, porém estava em seu limite. Já havia anoitecido quando ele vê um pequeno muro que separava uma construção marrom do resto da cidade, ele não hesita.

 

Ao entrar, encosta-se em uma parede, exaurido. Vê ao seu lado uma torneira de água. Silenciosamente se arrasta até ela, abre muito pouco para que o fluxo de água não fizesse barulho e toma a  água avidamente. Quando Jason achava que ia ficar tudo bem, porém, é surpreendido por um barulho muito forte.

 

 

Um Pokémon imenso – um Abomasnow – caminhava ruidosamente em sua direção. Jason tenta sacar a sua pokebola de Lucario, mas foi preso por um Weavile.

 

- Cacete, eu estou fodido... – Jason tentava não se desesperar com a dor de um pokemon de gelo tocando seu ombro machucado.

 

 

Quando Jason achou que aqueles pokemons acabariam com ele ali mesmo, uma porta se abre ao seu lado. Dela, desce uma bela mulher, não muito mais velha do que Jason. Ela o encarava com severidade, o que o intimidou um pouco. Ela tinha cabelos negros presos em tranças, pele branquíssima, era um pouco baixa, e usava um vestido branco e azul.

 

- O que você está fazendo escondido no meu ginásio? – pergunta a mulher, em um tom irritado.

 

- Você é Candice, a sétima líder de ginásio de Sinnoh – responde Jason, abobalhado pela perda de sangue e pela dor e frio que Weavile impunha em seu ferimento – eu.... eu...

 

 

- Me dê um motivo para não mandar meus pokémons o matarem agora mesmo! – ralha Candice.

 

 

Jason estava diante de um problemão. Quando acha que a sua situação não poderia piorar, a perda de sangue finalmente o faz desmaiar. Ele apaga.

 

 

 

Ash Ketchum – 2017

 

 

 

 

Os últimos dias de Shane, garoto da classe de Ash e Red, não foram nada fáceis. Após a sua saída de uma pizzaria, duas semanas antes dos ocorridos, ele se depara com um mendigo rasgando um saco de lixo e remexendo o conteúdo que se espalha pelo chão da calçada. Após o choque inicial, ele conclui que o morador de rua provavelmente estava drogado com heroína e sabe-se lá mais o que, então simplesmente dá a volta pelo mesmo e segue o seu caminho. 


Mas então, após ele dar a volta pelo mendigo que remexia o lixo, o barulho de coisas nojentas sendo manuseadas para. Shane, por instinto, olha para trás com um arrepio em sua coluna, e o que ele vê é o morador de rua de rua encarando-o com os dentes arreganhados. Uma saliva preta pútrida escorria em seu queixo.


Após isso, o morador de rua dispara em sua direção, correndo com muita pouca coordenação motora. Shane, paralisado de medo, apenas vê o mendigo o acertar em cheio e derrubá-lo no chão com um baque surdo. O indigente logo fica por cima de Shane, com um sorriso macabro em seu rosto. 


Enquanto a saliva com odor pútrido caía em seu rosto, Shane vê o homem estender o seu braço em direção às suas orelhas. Quando o homem começa a puxar com uma imensa força, Shane sente pele, músculos, nervos e cartilagens sendo arrebentados enquanto os seus ouvidos eram arrancados de sua cabeça. O mendigo mastigava ruidosamente a orelha, vitorioso. Após engolir, morde a bochecha do rapaz com violência, arrancando ainda mais carne, destruindo o rosto. 


Então o morador de rua aproxima o rosto do de Shane e simplesmente morde seu nariz, arrancando um grande pedaço. Nessa hora, Shane gritava tanto que era impossível ele não ser escutado. Um vigia noturno acerta um cacetete na cabeça do mendigo, nocauteando-o. 


O vigilante chama uma ambulância e checa o estado geral de Shane. Após muito tempo internado, ele volta à escola com o rosto destruído. Porém, durante esses dias, ele apresenta sintomas como febre, vômitos, dores nas articulações e dores intensas de cabeça, além do fato de tossir até sair sangue. Shane estava agressivo com as pessoas, e conforme os dias iam se passando isso só se agravava. 





Então, algo acontece ao mesmo tempo em que Red e Ash acordavam para tomar o café da manhã. Shane andava junto com eles, grogue, parecia até mesmo bêbado. Porém, no caminho, ele tropeça e cai em cima de uma ponta de ferro de 40 centímetros que se projetava do chão. Todos começam a gritar de desespero quando isso ocorre, e logo o tiram de cima do ferro que se projetava para fora de seu corpo, completamente ensanguentado. 


A artéria carótida havia sido rompida. O sangue jorrava abundantemente enquanto ele chorava um choro completamente desprovido de sanidade. Depois de um tempo, os socorristas da enfermaria da escola chegam, porém tarde demais. Shane morreu por conta da hemorragia. 


Eles colocam o corpo de Shane em cima da prancha e o levam para ser colocado no necrotério da enfermaria.

 

 

A enfermaria da Escola de Treinadores de Lilycove era muito avançada. O pequeno hospital que ficava nos limites da instituição de ensino possuía cerca de doze leitos, áreas especificas para cirurgias de baixo porte e um necrotério. Foi nesse último que as coisas começaram a dar errado.

 

 

 

O corpo de Shane Abernathy estava em uma chapa fria de metal. Dois patologistas se arrumavam para a autópsia, colocando luvas de látex em suas mãos e preparando bisturis e todos os instrumentos necessários.

 

Em silencio, os dois se posicionam ao lado do corpo do estudante. Quando um deles começa a cortar de cima para baixo o tórax do cadáver, algo macabro acontece. Os olhos do jovem, antes azuis, se abrem, e estavam em um tom completamente vermelho, parecendo até mesmo que houve hemorragia nos olhos.

 

 

Os dois se assustam, era humanamente impossível sobreviver à perda de sangue que Shane Abernathy teve.

 

 

- Sr. Abernathy, acalme-se – um dos patologistas consegue dizer, enquanto o corpo que um  dia foi Shane Abernathy se levantava.

 

 

Sangue negro como graxa escorria da boca de Shane em uma saliva pútrida. O odor de podridão preenchia o ambiente à medida que o cadáver se levantava e dava um grunhido animalesco. Um dos patologistas comete o erro de tentar fazer Shane se deitar.

 

 

No momento em que a mão do patologista entra em contato com o peito dele, sem esboçar nenhuma reação, Shane segura o antebraço do homem, que tanto se preocupara com ele, e mordeu com violência o seu punho. O patologista grita quando suas artérias radial e ulnar, junto com diversos nervos, tendões e veias são arrebentados. O sangue jorrava, abundante.

 

 

Shane ainda segurava o antebraço do homem enquanto mastigava avidamente o naco de carne que arrancou. O patologista consegue se soltar, e cai no chão sangrando abundantemente. O seu companheiro de profissão, com um bisturi, parte para cima de Shane e crava o instrumento em seu peito.

 

 

O patologista observa com horror o ser em sua frente rosnar com ódio... Ele, que estudou anatomia humana durante anos, não conseguia compreender como aquela pessoa conseguiu sobreviver primeiro a um rompimento da artéria carótida e agora a um bisturi cravado em seu coração. Aquilo pareceu apenas deixa-lo ainda mais furioso.

 

 

 

Porém, ele nem teve tempo para pensar nisso. Aquela criatura em sua frente parte para cima dele, acertando-lhe um soco muito forte no queixo, deixando-o inconsciente, para a sua sorte, pois ele não viu nem sentiu o que aconteceu a seguir. O ser hesitou por um instante, indeciso sobre o que fazer, mas logo se decidiu: atacou a garganta do patologista, arrancando um naco imenso de pele, nervos, músculos e diversos tecidos.

 

 

 

O companheiro de profissão observava, horrorizado, àquela cena, enquanto agonizava no chão devido ao sangramento de seu punho.

 

 

 

Minutos mais tarde, uma das enfermeiras que trabalhavam no local vai até o necrotério em busca dos  médicos responsáveis pela autópsia. Isso porque precisavam de ajuda com um paciente gripado. As portas do necrotério estavam trancadas, e quando ela, que possuía as chaves, destranca, é recebida por três pessoas: os dois médicos patologistas e o estudante Shane Abernathy, os três com olhos horrivelmente vermelhos.

 

 

Antes de ela perguntar qualquer coisa sobre Shane Abernathy estar vivo, ela é atacada. Os três avançam para cima da enfermeira, Shane atacando o seu ombro, um dos patologistas atacando o seu pescoço e o outro o seu rosto. Ela grita de dor e surpresa quando pedaços de sua pele e carne eram arrancados pelos seres malditos que antes foram pessoas que ela conviveu.

 

 

Ninguém estava por perto para ouvir a gritaria da enfermeira enquanto era chacinada. Sangue sujava todo o corredor. Algum tempo depois, um dos enfermeiros aparece por lá e vê a cena: a sua colega de profissão destroçada e três pessoas devorando a sua carne.

 

 

Ele é visto pelos três que devoravam a enfermeira, e logo sai correndo e gritando. Porém, ao chegar no final do corredor, tropeça e cai. Como seus perseguidores estavam em seu encalço, rapidamente eles chegam até ele, tirando-o qualquer chance de se levantar e correr mais, e logo ele é cercado e atacado. Ele grita enquanto seu olho esquerdo, sua barriga e seu ombro eram dilacerados.

 

 

Pelo canto de seu olho direito, ele consegue ver a enfermeira atacada a pouco tempo se levantar, derramando seus intestinos e outros órgãos internos que se espalharam no chão. A última cena que ele viu antes que ele morresse e acabasse a sua dor insuportável foi a enfermeira debruçando-se sobre ele para também comer a sua carne.

 

 

Em algum momento da tarde, o garoto gripado e com pneumonia Uri Yussef, que repousava em um dos leitos do hospital, ouve uma gritaria. Fraco e sem forças por conta da destruição de seu pulmão, ele se levanta com dificuldade de sua maca para ver que acontecia.

 

 

Assim que ele abre a porta, vê a cena mais horrorosa de sua vida. No chão, jazia uma Chansey, desmembrada e com o peito e a barriga abertos, e debruçados sobre ela estava o resto da equipe de enfermagem, médicos e alguns estudantes, todos dilacerando a pobre pokemon, comendo a sua carne.

 

Com um horror vertiginoso, Uri percebe que, assim que ele abriu a porta os seres param a matança e olham para ele, todos com olhos mortos e vermelhos. Ele corre para dentro do leito e tranca a porta, assustado. Não haviam janelas no quarto, o banheiro era sem porta, o que lhe resta era se trancar no box do banheiro.

 

 

As criaturas arrebentam a porta com facilidade, visto que eram cerca de vinte pessoas. Vão até o banheiro com uma marcha lenta e trôpega, mas assim que param na frente do box e se amontoam na frente do vidro, Paul sente o maior medo que sentiu em toda a sua vida diante da cena das pessoas ensanguentadas, insanas, todas forçando o vidro para lhe atacar.

 

 

O banheiro todo estava ocupado pela multidão, que arrebenta o vidro com facilidade. Quando eles chegam até Paul, esse é chacinado. Sua carne é rasgada que nem papel pelas criaturas, seu sofrimento dura pouco pois eram tantos canibais o dilacerando que rapidamente foi morto.

 

 

 

E assim, durante todo o período da manhã e da tarde, todas as cinquenta pessoas presentes na enfermaria foram chacinadas. O que restou foi uma multidão de seres canibais enlouquecidos. Como não havia ninguém vivo por ali para aquelas criaturas atacarem e comerem, elas ficaram em um absoluto silêncio. Porém, a noite chega, e com ela, a festa do fim de semana que praticamente todos os estudantes da escola iriam.

 

 

Quando o som alto começa, as criaturas começam a se aglomerar sobre a porta de entrada da enfermaria. Era só uma questão de tempo para que aquela porta se arrebentasse e um verdadeiro massacre acontecesse na Escola.


Notas Finais


Não se esqueçam de deixar a sua opinião nos comentários, é muito importante para o escritor ter o feedback de quem consome a sua obra, ou seja, como os leitores se sentem quando a leem. Muito obrigado, e até a próxima.


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